WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia




alba



bahiagas





novembro 2019
D S T Q Q S S
« out    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

editorias






:: ‘exportações’

É TEMPO DE COLHER

rosivaldo-pinheiroRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

Entramos no ano 2000 com a energia da luta, buscamos diversificar a produção agrícola, implantar serviços de educação, melhorar a prestação dos serviços de saúde, começamos a investir em indústrias de pequeno porte e outras iniciativas.

 

Vivemos numa região que possui um dos biomas mais importantes do Brasil, a mata atlântica – muito rica em fauna e flora. Essa conservação só foi possível devido ao sistema de produção cabruca, que consiste em consorciar exploração econômica e conservação ambiental.

A produção do cacau permitiu reconhecimento social e poder político-econômico para os produtores do fruto. Se cacau era sinônimo de dinheiro, proprietário rural nessa região ganhava destaque social em qualquer lugar do país e até internacionalmente. As obras de Jorge Amado trazem esse retrato histórico.

A quebra da bolsa de Nova Iorque, em 1929, afetou o comércio mundial e estabeleceu dificuldades na nossa economia até o final da década de 1950. Nesse período, após uma intensa luta junto aos poderes da República, a região viu nascer a Ceplac, em 1957, e recebeu uma atenção diferenciada a partir de 1961, quando foi implantada a taxa de retenção de exportação do cacau que formou o orçamento da Ceplac, o que permitiu que a instituição implantasse a extensão rural e investisse no escoamento da produção. A taxa era de 15% sobre a amêndoa e 5% sobre os derivados de cacau.

Em 1970, o cacau representou 60% da arrecadação estadual. Financiou, inclusive, a folha de pagamento do estado da Bahia e fomentou a construção do Centro Industrial de Aratu e do Polo Petroquímico de Camaçari. A partir de 1972, a taxa de retenção foi unificada em 10% – tanto amêndoas como derivados. Em 1980, uma série de fatores influenciaram negativamente na cadeia produtiva do cacau: perdemos importância na pauta de arrecadação do estado frente aos produtos de alta tecnologia produzidos no Polo Petroquímico de Camaçari, o fortalecimento da concorrência dos países africanos e nosso peso na pauta de exportação brasileira foi reduzido.

Todos esses acontecimentos propiciaram ao governo brasileiro cortar a taxa de retenção. Além disso, tivemos uma superprodução de cacau na safra 1984/1985, forçando ainda mais a queda dos preços e empurrando os produtores de cacau para a crise. Como se não bastasse tudo isso, em 1989 surgia em Uruçuca um fungo capaz de dizimar a lavoura, a vassoura-de-bruxa. Diante daquelas circunstâncias, e após muitas cobranças e críticas por parte da comunidade da região sul, o governo estadual, em resposta, criou o Instituto Biofábrica de Cacau em 1997. O IBC nasceu com o objetivo de produzir mudas melhoradas geneticamente e servir de estrutura de apoio permanente à lavoura.

Chegamos a 1990, década em que a região cacaueira conheceu a sua maior queda econômica: mergulhamos num estado de penúria, o que gerou o quase abandono das propriedades por parte dos fazendeiros e demissão em massa dos trabalhadores rurais. Estima-se que mais de 250 mil trabalhadores trocaram o campo pelas cidades. Um grande contingente de homens, mulheres e crianças chegaram sem perspectivas às cidades, buscando sobreviver àquele estado de caos social. As cidades não estavam preparadas, principalmente Itabuna, Ilhéus e Porto Seguro: saúde, educação, segurança, mobilidade e urbanização foram afetados.

Não existia capacidade de atendimento do fluxo, nem capacidade financeira para prover ações de acolhimento para essas pessoas. Esse contingente humano ficou à margem e teve que se estabelecer nas periferias das cidades. Entramos no ano 2000 com a energia da luta, buscamos diversificar a produção agrícola, implantar serviços de educação, melhorar a prestação dos serviços de saúde, começamos a investir em indústrias de pequeno porte e outras iniciativas.

Nos últimos anos, uma articulação dos governos estadual e federal trouxe a esperança de entrarmos num novo ciclo econômico. A construção da barragem do Rio Colônia, um novo hospital regional, prestes a ser inaugurado, a Ferrovia Oeste-Leste, que está parada com quase 70% concluída, o Porto Sul – ainda travado por questões burocráticas, um novo aeroporto, que está para ter obras iniciadas, uma universidade federal já em funcionamento e a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna, cuja ordem de serviço será assinada na próxima segunda-feira pelo governador Rui Costa, um sonho que a região espera há quase 50 anos. O governo Rui vem se esforçando e realizando as obras que estavam na expectativa da região.

Como tudo na vida, a crise, apesar de negativa, também deixou legados importantes: uma região mais forte para enfrentar as turbulências, a estadualização da UESC – sem a crise econômica o estado não absorveria a instituição no seu orçamento, e o acesso à terra, algo antes difícil e que trouxe à tona o movimento da agricultura familiar nessa região. A produção de chocolate surge como um novo pensar, fruto da chegada de novos agricultores para a cadeia do cacau, o incremento de novos modos de produção e beneficiamento do cacau, e o uso de tecnologias através do melhoramento genético fazem parte dessa mudança.

Precisamos estruturar novas lutas: ampliar e melhorar a nossa representação política em nível estadual e federal, fortalecer a Ceplac, fazer o governo do estado dotar a Biofábrica de condições financeiras para a manutenção do seu quadro técnico e do cumprimento do seu papel de fortalecimento da agropecuária do Sul e Extremo Sul da Bahia. Um novo ciclo está por vir, dele, depende a nossa energia e luta. Nossa região irá se superar e os seus filhos vencerão o dilema identificado pelo saudoso professor Selem Rachid: “a pobre região rica”. Avante!

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades pela Uesc.

EXPORTAÇÕES BAIANAS CRESCERAM EM 2012

A Bahia registrou crescimento de 2,3% de suas exportações em 2012 na comparação com o ano anterior. De acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEC), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Planejamento, o Estado já responde por 60% das vendas externas realizadas pelo Nordeste.

O valor das exportações baianas no ano passado chegou a US$ 11,27 bilhões, um recorde histórico de acordo com o governo. Os setores que tiveram os melhores desempenhos foram os de petróleo e derivados (crescimento de 9%), soja e derivados (11,6%), algodão (7,2%) e o de metais preciosos (4,3%).

A China é o país que mais importa produtos made in Bahia, respondendo por 13,6% das vendas realizadas pelo Estado. Em segundo lugar, vêm os Estados Unidos,com 12,3% do valor exportado, mesmo com queda de 5,1% na participação americana ante 2011.

Entre os estados brasileiros, a Bahia também melhorou sua posição. Ficou com 4,64% das exportações em 2012, enquanto no ano anterior havia ficado com 4,28%.

EXPORTAÇÕES BAIANAS CAEM EM NOVEMBRO

Produtos como a soja puxaram as exportações para baixo

A Bahia registra queda em suas exportações no mês de novembro. O volume é 15,6% menor que o mesmo mês em 2011, o que ocorre após o Estado ter atingido seu recorde histórico em outubro, com US$ 1,34 bilhão em vendas para o exterior.

Em novembro, as exportações ficaram em US$ 836,3 milhões, impactada pela venda mais fraca de produtos básicos, como soja (-39,5%), algodão (-30,7%), café (-13,4%), metais preciosos (-49,3%) e minerais (-84,4%), além de alguns setores industriais importantes como metalúrgicos (-22,2%), petroquímicos (-9,1%), celulose (-16,8%) e pneus (-15,7%).

De acordo com Arthur Cruz, coordenador de Comércio Exterior da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), apesar do desempenho mais fraco em novembro, as exportações baianas deverão alcançar em 2012 o mesmo volume registrado no ano anterior, com movimentação em torno de US$ 11 bilhões. Para ele, isso é “especialmente relevante diante da conjuntura externa desfavorável”.

As importações baianas também recuaram em novembro (menos 13,3% em relação ao mesmo mês de 2011). A menor importação de cacau (menos 45%) foi um dos fatores que levaram a esse resultado. Outros produtos que registraram queda nas importações foram petróleo (menos 64%), querosene (menos 47%), trigo (menos 45%) e bens de capital (menos 2,6%).

ABAIXO-ASSINADO PARA SALVAR OS JEGUES

O PIMENTA postou há pouco (ver logo abaixo) nota sobre o interesse dos chineses por um novo produto que poderá vir a fazer sucesso na pauta de exportações brasileiras: o bom e velho jegue. Pois bem, viemos a saber logo em seguida que circula na internet um abaixo-assinado com o objetivo de salvar o quadrúpede de virar iguaria nos restaurantes da China.

Os signatários do abaixo-assinado (até o momento são 649) fazem veemente defesa do jegue, alegando que este animal sempre foi um companheiro do nordestino. Eles também condenam o tratamento que a China dá aos bichos. “Temos comprovações de como os animais são tratados na China: ursos têm sua bile extraída sem anestesia para que seja usada para fins medicinais”, acusam.

O movimento também ataca o secretário de Agricultura do Rio Grande do Norte, José Simplício de Holanda, grande defensor da exportação dos asnos. Holanda teria dito que os jegues só servem hoje para causar acidentes nas estradas. “Os verdadeiros asnos que causam acidentes muito mais graves são aqueles que usam ternos caros e exercem cargos públicos”, opinam.

LULA ACREDITA QUE CONSTRUÇÃO DO PORTO COMEÇA EM MARÇO

Ainda na cerimônia que marcou o início das obras da Ferrovia da Integração Oeste-Leste, em Ilhéus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez projeções sobre o começo da construção do Porto Sul, na região da Ponta da Tulha. Segundo o presidente, é provável que a ordem de serviço desta obra seja assinada já no primeiro trimestre de 2011.

“Penso que, se tudo der certo, lá para o mês de março a companheira Dilma estará aqui para assinar a ordem de serviço”, declarou o presidente.

O porto público será construído na região da Ponta da Tulha, ao lado do Terminal de Uso Privativo da Bahia Mineração (Bamin), empresa que irá explorar minério de ferro na região de Caetité e transportar o produto via Fiol até Ilhéus.

No momento, tanto o Porto Sul como o TUP encontram-se na fase de licenciamento ambiental.

BAHIA LANÇA PROGRAMA “PRIMEIRA EXPORTAÇÃO”

Com o objetivo de aumentar a participação baiana na pauta nacional de exportações, o Governo do Estado lança nesta sexta-feira, 20, no auditório da Federação das Indústrias, o programa “Primeira Exportação”. O lançamento vai acontecer dentro da programação do Seminário Ações e Perspectivas do Comércio Exterior Brasileiro e Baiano, que começa às 9 horas.

Para executar o programa, a Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração assinará acordo de cooperação técnica com o Ministério  do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, responsável pela elaboração do programa. O objetivo é oferecer um acompanhamento sistematizado no processo de internacionalização de negócios.

Segundo o governo estadual, a Bahia experimentou crescimento de 37,2% nas exportações nos primeiros sete meses de 2010, em comparação ao mesmo período do ano passado. O volume financeiro movimentado atingiu US$ 4,9 bilhões.

Atualmente, o Estado encontra-se em quinto lugar no ranking das exportações brasileiras, com 4,65% da participação.

CRESCIMENTO DAS EXPORTAÇÕES BAIANAS

Celulose produzida no extremo-sul é um dos itens que mais se destacam

As exportações baianas cresceram 52,4% no primeiro trimestre de 2010, na comparação com o mesmo período do ano passado, com as vendas chegando a US$ 2 bilhões. Camaçari, São Francisco do Conde, Mucuri e Dias Dávila continuam sendo os mais fortes exportadores, sendo que Alagoinhas (660%) e São Francisco do Conde (241%) tiveram as maiores altas no período.

Entre os produtos que se destacaram, incrementando a pauta de exportações, estão óleo combustível, celulose, cobre, automóveis, propeno e pneus. Ilhéus, no sul da Bahia, aparece em sexto lugar no Estado em volume de vendas externas.








WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia