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:: ‘Fernando Gomes’

FERNANDO ANUNCIA: “TÔ VOLTANDO”

Do Blog do Thame

Durante a festa de aniversário do empresário José Orleans, numa fazenda em Ibicaraí, o ex-prefeito de Itabuna Fernando Gomes foi chamado para fazer a homenagem de praxe.

Mas Fernando Gomes não se limitou a tecer loas a Orleans. No final do discurso, ele perpetrou diante de centenas de testemunhas:

– Estou voltando para o meu povo.,.

Se alguém pensa que ele se referia às eleições para prefeito em 2012, é bom ter pensado mesmo.

Por enquanto, só duas dezenas (15/65) para jogar na “Quina de São João”

Zelão

Caso venha mesmo a se confirmar a candidatura do PCdoB para o pleito de 2012 em Itabuna, a coligação entre PCdoB e PMDB será possível de se realizar. Acontecendo, terá o candidato do PCdoB como cabeça da chapa majoritária e o PMDB ficará com a indicação da vice, que poderá ser um nome novo no partido, possivelmente indicado pelo ex-prefeito Fernando Gomes, presidente de honra do diretório municipal. Um dos possíveis nomes cogitados por Fernando é o do professor Gustavo Lisboa (ainda não filiado ao PMDB).

Dificilmente o PT reeditará a coligação com o PCdoB (salvo se for Geraldo Simões o candidato), a não ser por interferência e negociações assumidas diretamente pelo governador Jaques Wagner. Existem ainda negociações entre o PCdoB, PSDB, PPS e PSB, para a formação de uma ampla frente partidária contrária as pretensões do PT, e quem sabe até do DEM, caso o atual prefeito concorra por essa legenda em busca da reeleição, ou venha a ser substituído pelo deputado Coronel Santana do PMN (filial do DEM).

A LARANJADA E A ESTRATÉGIA DE FG EM 1996

Do Cia da Notícia

“Campanha política tem coisas que até Deus duvida”, costumam dizer os políticos e marqueteiros. E na campanha política municipal de Itabuna no ano de 1996 alguns fatos confirmam o ditado popular.

Os principais candidatos eram Fernando Gomes (PTB), Renato Costa (PSB, PT) e Davidson Magalhães (PCdoB, PSDB). Este ano, a campanha foi considerada atípica devido a um racha na esquerda, que teria como causa a intransigência de Geraldo Simões, então prefeito, de negociar com os demais partidos, isolando-os.

Mesmo sendo o final do governo Geraldo Simões melancólico, com salários e fornecedores atrasados, telefones e energia elétrica cortados, dentre outros males, o PT sempre foi considerado um partido “bom de campanha” e restava ao núcleo de marketing de Fernando Gomes monitorar com precisão o desenvolvimento das campanhas e tirar proveito das diferenças. E assim foi feito.

A ideia central era tirar proveito das diferenças e semelhanças entre Geraldo Simões, Renato Costa e Davidson Magalhães que viriam à tona. Neste sentido, o coordenador de marketing da campanha de Fernando Gomes, o grande Sérgio Gomes, montou todo uma estratégia, contando com a preciosa colaboração de Iram Marques, o Cacifão, político de astúcia sem igual.

Conforme mostravam as pesquisas, era preciso “dar corda ou encurtá-la”. Para isso foi montada uma equipe de sondagem da opinião pública e transformar os resultados obtidos em fatos, senão boatos, quando necessário. Essa equipe era formada por líderes comunitários e atores “fernandistas” por excelência e iam às ruas discutir política, debater a campanha, disseminar atos e fatos, nem sempre todos verídicos.

E o povo de Itabuna foi tomando gosto pela campanha de Davidson, que mostrava um comunista aliado a um empresário – Marreco, do PSDB – para reconstruir a cidade. Chegou a assustar encostando em Renato Costa, o que também assustou o núcleo de inteligência da campanha de Fernando Gomes e era chegada a hora de puxar a corda, já que a campanha de Renato Costa estava fragilizada.

Foi aí então que entrou em ação a astúcia de Iram Marques, o famoso Cacifão, ao idealizar uma das ações mais importantes da “guerra”: Desqualificar todo o conceito adquirido por Davidson Magalhães com apenas uma palavra: “LARANJA”.

Chamar Davidson de “laranja” era o mesmo que dizer, com todas as letras, que sua candidatura era apenas uma invenção do PT para enganar o eleitor, e que os dois eram “farinha do mesmo saco”.

Bastou essa “deixa” para que os militantes do PT comprassem a ideia e também passassem a dirigir todas as “baterias” contra o comunista. Enquanto o PT acusava Davidson de “laranja”, o PCdoB se defendia mostrando a irresponsabilidade do governo petista de Geraldo Simões.

Enquanto isso, a candidatura Fernando Gomes nadava em mar de almirante e voava em céu de brigadeiro, sem se envolver com as escaramuças entre Geraldo, Renato e Davidson. Não deu outra, Fernando ganhou a eleição.

Confira essas e outras no Cia da Notícia

Os prefeituráveis Vane e Leninha

Marco Wense

O melhor caminho para Vane e Leninha é o da união política entre eles.

Alguns leitores da revista Contudo e do PIMENTA estão se queixando da Coluna Wense. São da opinião de que este colunista político só comenta sobre os pré-candidatos do PCdoB (Sena, Wenceslau e Davidson), Juçara Feitosa (ou Geraldo Simões), Fernando Gomes e o prefeito José Nilton Azevedo (reeleição).

Confesso que Marilene Duarte, a Leninha da Auto-Escola Regional, e o vereador Claudevane Leite, o Vane do Renascer, têm aparecido muito pouco nas minhas modestas análises sobre a sucessão de 2012, quando o cobiçado Centro Administrativo de Itabuna estará sendo acirradamente disputado.

De início é bom dizer que as pretensões de Vane e Leninha são legítimas e merecedoras de todo o respeito. Se as candidaturas são competitivas ou não, se tem viabilidade eleitoral, é outra discussão. O importante é que são prefeituráveis de mãos limpas.

Na luta por uma candidatura, que deverá ser homologada em convenção por uma agremiação partidária, Vane e Leninha têm que deixar de lado algumas posições ingênuas e, às vezes, de infantilidade política. Vane, por exemplo, não tem nenhuma possibilidade de sair candidato a prefeito pelo PT de Geraldo Simões. O mesmo acontece com Leninha em relação ao PMDB de Fernando Gomes, cada vez mais animado com as pesquisas de intenção de voto.

Geraldo Simões, ainda no dilema se sai ou não candidato, já que Juçara Feitosa não consegue agregar outras forças políticas em torno da sua pré-candidatura, é quem manda no PT. Ninguém ousa em desafiá-lo. O ex-prefeito Fernando Gomes, presidente de honra do peemedebismo tupiniquim, sonha com um quinto mandato. Um FG versus GS não está descartado.

O melhor caminho para o edil e a viúva do saudoso Anísio Alcântara é, sem dúvida, o da união política entre eles, se filiando a um mesmo partido, com a condição de que a legenda não esteja sob o controle, domínio ou influência do geraldismo, fernandismo e do neo-azevismo.

Vane e Leninha juntos. Uma espécie de “simbiose política” assentada em um acordo. Quem estivesse na frente nas pesquisas eleitorais encabeçaria a chapa majoritária. O “perdedor” seria o candidato a vice-prefeito.

Vane e Leninha. Leninha e Vane. O processo sucessório sairia do marasmo que se encontra. Daria um chega pra lá na mesmice. Até mesmo nas mesmices dos comentários políticos.

Marco Wense é articulista da Contudo.

PÍLULAS DE CORAGEM…

O prefeito Capitão Azevedo, dia desses, foi cobrado pelo vereador Wenceslau Júnior, para quem sobrava covardia e faltava coragem ao alcaide para entrar com processos contra ex-gestores (como Fernando Gomes) para tirar Itabuna do cadastro negativo do Cauc.

Pois o prefeito decidiu reagir com duas ações contra os ex-prefeitos Fernando Gomes e Geraldo Simões, acusados no processo de não prestar contas ou ter cometido desvios de verbas oriundas de Brasília. A ação pedia até bloqueio de bens dos ex-gestores. O pedido, elaborado por uma consultoria, “caiu” no nascedouro devido a erros na formulação.

IMAGENS DE “PRISCAS ERAS”

O Sindicato dos Comerciários de Itabuna comemora 65 anos nesta sexta-feira, 20. A entidade nasceu nos anos 40, enfrentou ditaduras, já teve fases de combatividade e também de peleguismo, mas se consolidou como uma das mais fortes organizações sindicais do sul da Bahia.

Uma ampla programação fará parte da festa de aniversário, mas uma das atrações está sendo reservada  para depois. Trata-se de uma exposição fotográfica, que conta boa parte da história do Sindicato. As imagens ainda estão sendo reunidas e selecionadas, mas pelo menos uma o PIMENTA já divulga em primeira mão.

Na foto abaixo, comecinho dos anos 80, o então presidente do Sindicato, Agenor Medeiros, recebe cumprimento do prefeito da época, Fernando Gomes. Atrás, com um daqueles gravadores gigantes daquele tempo, o jornalista Joel Filho, com um respeitável bigode, registra o evento.

FG cumprimenta Agenor Medeiros, enquanto o intrépido Joel Filho registra tudo com seu supergravador

 

FILIAÇÃO EM MASSA

Gilson Araújo, José Campos e José Vicente andam tão animados com a estratégia de filiação em massa do PCdoB que já falam em levar para a legenda o ex-prefeito Fernando Gomes (PMDB) e o atual presidente da Câmara e sócio comunista, Ruy Miscócio (PRP).

– A gente tá aceitando todo mundo. Até Geraldo Simões.

E o blogueiro, na galhofa, pergunta se eles dançariam com Fernando também.

– Geraldo, Fernando… A gente filia na hora – respondeu o trio comunista.

O FILHO DO CORONEL E O IDIOMA FRANCÊS

Marival Guedes | marivalguedes@yahoo.com.br

“Papá, passá o arrozá”. O coronel, num misto de decepção e raiva, desabafou, entredentes: “isso é lá Francês, descarado”.

Fernando Barreto (1923-2007) foi o primeiro vice-prefeito de Itabuna e assumiu a chefia do executivo em maio de 82, quando o prefeito Fernando Gomes renunciou para se candidatar a deputado federal, a janeiro de 83. Mas não é sobre sua carreira política que vou falar.

Ele era filho de Nicodemos Barreto, um dos maiores cacauicultores do sul da Bahia nas décadas 50 e 60. Apesar de não ser letrado, o fazendeiro queria o ingresso dos filhos na universidade. E não poupava recursos para atingir este objetivo.

Então, mandou Fernando Barreto estudar o segundo grau (hoje, ensino médio) no Rio de Janeiro. O jovem ficou fascinado pelos encantos da “cidade maravilhosa” e foi buscar outros aprendizados nas deliciosas noites cariocas.

Quando as despesas se tornaram maiores que a receita, mandou carta ao pai pedindo aumento da mesada para pagar um curso de francês, o charmoso idioma daquele período.

O “velho” atendeu e Fernando aumentou os gastos com uísque e mulheres. Mas veio o período de férias e ele teve que visitar os pais. Sem saber o que acontecia no Rio, Nicodemos preparou um almoço na famosa fazenda Progresso, para o qual convidou amigos e autoridades.

À mesa, pediu ao filho que falasse algo em Francês. Fernando Barreto pigarreou e na maior tensão e cara de pau disse: “papá, passá o arrozá”. O coronel, num misto de decepção e raiva, desabafou, entredentes: “isso é lá Francês, descarado”.

Encontrei Fernando Barreto num restaurante e ele confirmou-me este caso. Mas o “historiador popular” itabunense, Nilton Ferreira Ramos, garante que o final não foi bem assim. Ele conta que participou do banquete e quando o coronel pediu para o estudante se expressar em francês, o filho falou: “paparais, passarais o arrozais?” E o pai reagiu no mesmo dialeto inventado por Fernando: “molecais descaradais, gastais meu dinheirais, para lá não voltarais, pegarais na enxadais”.

Marival Guedes é jornalista e escreve às sextas no PIMENTA.

CASTRO, PSDB E ADERVAN

Marcos Wense

Entre os ex-prefeitos Fernando Gomes e Geraldo Simões existe um pacto de não-agressão. Um estranho e implícito acordo de bastidores.

Recebi uma ligação, no último sábado (26), do deputado estadual Augusto Castro. O parlamentar discordava de uma análise política da modesta Coluna Wense.

Revista Contudo, edição 10: “Uma coligação PCdoB/PSDB/PMDB, com Davidson Magalhães encabeçando a chapa majoritária, tem a simpatia de Renato Costa e de José Adervan”.

O deputado tucano, sempre educado e sem demonstrar nenhum sinal de irritação, descartou, veementemente, a possibilidade do PSDB apoiar a candidatura de Davidson Magalhães.

Disse ainda, de maneira incisiva, que qualquer decisão sobre a sucessão de Itabuna passa por ele e não pelo diretório municipal, cujo presidente é o jornalista José Adervan.

E mais: “O PSDB vai apoiar à reeleição do Capitão Azevedo”. O deputado não concorda com o lançamento de candidatura própria: “O PSDB vai se coligar com o DEM”.

PSD

Deu no Políticos do Sul da Bahia, blog do sempre bem informado João Matheus, que o PSD está sendo disputado pelo prefeito Azevedo, o presidente do Legislativo, Ruy Machado, e o ex-deputado estadual Capitão Fábio.

O grande favorito da disputa é o prefeito. Basta sair do DEM e se filiar ao novo partido. Além de driblar o instituto da fidelidade partidária, ficaria bem próximo do vice-governador Otto Alencar, comandante-mor do PSD estadual.

GERALDO E FERNANDO

Entre os ex-prefeitos Fernando Gomes e Geraldo Simões existe um pacto de não-agressão. Um estranho e implícito acordo de bastidores. Longe dos holofotes e sem testemunhas.

Uma aproximação física está totalmente descartada. Uma foto de Geraldo ao lado de Fernando, sem precisar um ficar olhando para o outro, seria um desastre para a candidatura de Juçara Feitosa.

Marco Wense é articulista da Contudo.

 

“AZEVEDO É CONTINUIDADE MAL-AMANHADA DE FERNANDO”, DIZ WENCESLAU JÚNIOR

O PCdoB itabunense quer fechar 2011 com o dobro de filiados e nesta sexta-feira (25) promoveu uma reunião com pré-candidatos a vereador já para definir plano de ação visando a disputa de 2012.

O partido definiu que não pensa em ser coadjuvante do processo eleitoral itabunense e quer a cabeça-de-chapa no arranjo de legendas oposicionistas. Falta definir “o nome” para a disputa. E possui três: Wenceslau Júnior, Luís Sena e Davidson Magalhães.

Vereador e presidente do PCdoB itabunense, Wenceslau conversou ao final desta manhã com o PIMENTA. E falou dos projetos do partido, como a legenda definirá o nome a prefeito e também fez avaliação do governo municipal.

A avaliação surpreende não pelo conteúdo, mas pelos adjetivos: ” Capitão Azevedo fracassou. É uma continuidade mal-amanhada de Fernando Gomes”, diz.

Noutro trecho, Wenceslau afirma que o prefeito agiu com covardia ao não entrar com processo de improbidade contra o ex-prefeito e, assim, tirar o município do cadastro de inadimplentes (Cauc).

Confira a entrevista.

A reunião desta manhã é já com foco também na disputa pela prefeitura em 2012?
O PCdoB reafirmou na reunião com os pré-candidatos que o PCdoB terá candidato a prefeito. Há unidade no partido em torno dessa proposta e a necessidade de ousar e apresentar projeto para Itabuna. Este projeto será construído com a comunidade, e não por marqueteiros.

E qual a estratégia do PCdoB para se viabilizar na disputa à sucessão?
Vamos dobrar o número de filiados até o final deste ano. Estamos preparando o partido para a batalha de 2012.

Davidson não esteve por aqui na tradicional procissão de São José e também falta a esta reunião de hoje. A ausência sinaliza algo para 2012?
Ele não esteve por causa da reunião do comitê central do PCdoB e esse processo de saída do [deputado federal] Edson Pimenta. Mas Davidson estará aqui no dia 2, quando faremos uma grande festa de aniversário do partido, na AABB.

Sendo mais direto, o partido já definiu qual será o nome da legenda na disputa?
Essa decisão sairá até o final deste ano, início de 2012.

Quais serão os critérios para definir o nome do PCdoB a prefeito de Itabuna?
O que vai contar é a viabilidade, capacidade de aglutinar. Vamos analisar as pesquisas, ver quem tem maior aceitação e, também, menor rejeição. Outro ponto será ver, ao final do processo, quem possui maior capacidade de atrair mais partidos em torno do projeto, se o companheiro Sena, Wenceslau ou Davidson.

Azevedo fracassou. O projeto não deu certo. É uma continuidade mal-amanhada de Fernando Gomes.

O PCdoB se lança na sucessão pela ambição de crescer ou por que discorda do governo local?
A avaliação nossa é que Capitão Azevedo fracassou. Por mais que se consiga alguma coisa agora, o projeto não deu certo. É uma continuidade mal-amanhada de Fernando Gomes. Há uma necessidade de novo modelo de gestão para Itabuna.

Se existem críticas ao senhor, algumas derivam mesmo das suas ligações com a gestão de Azevedo.
Existiram algumas pessoas que estavam no governo e me ajudaram, de fato, na campanha a deputado estadual, como o ex-secretário Gilson Nascimento. A gente não rejeita apoio. Mas existia um momento em que se podia dialogar e não podemos ser oposição por oposição.

E como se explica essa aproximação?
A aproximação ocorreu também como uma orientação do governo estadual. [Jaques] Wagner buscava o apoio eleitoral de Azevedo no ano passado. Havia um interesse em se aproximar. Mas digo que se Azevedo não veio, a estratégia valeu em 50%, porque se neutralizou a máquina [municipal].

O governo tem que limpar o nome da cidade e ter uma ótima equipe para elaborar projetos, captar recursos.

O senhor fala em construção de propostas, mas quais seriam os caminhos para mudar o quadro?
Pessoalmente, vejo que Itabuna tem dificuldades de captar recursos por problemas na prestação de contas de convênios, recursos. Nós batalhamos para que Itabuna tivesse o projeto Segundo Tempo. E por quê não teve? A cidade tem 13 tipos de pendências no Cauc (Cadastro Único de Convênio), inadimplente. O governo tem que limpar o nome da cidade e ter uma ótima equipe para elaborar projetos, captar recursos na União, Estado e organismos internacionais. Não temos isso hoje.

Como torná-lo adimplente?
Olha, se houvesse maior cuidado e rigidez na aplicação dos recursos nós não teríamos esse problema. Se tivesse esse cuidado, evitava o caos que vivemos na saúde. Evitava, por exemplo, tirar recursos que eram da dengue e fabricam nota para servir a interesses de outras áreas.

Azevedo teria que entrar com ação de improbidade administrativa contra Fernando, mas a covardia o impediu.

Quanto a Itabuna, é algo difícil de resolver?
Acho que não foi ainda solucionado por covardia de Azevedo. Ele teria, por exemplo, que entrar com ação por improbidade administrativa contra Fernando [Gomes, ex-prefeito], mas a covardia o impediu. Não importa, sendo Fernando ou qualquer outro gestor, tem que se fazer o correto.

E quais seriam essas pendências?
Se o município faz prestação de contas dos convênios ou não presta contas, já vai para o Cauc. Por quê Vitória da Conquista teve um boom de crescimento com a gestão de José Raimundo? Ele correu atrás, limpou o nome da cidade, tirou a cidade do Cauc e montou uma equipe para elaborar projetos, captar recursos. Veja o caso de Itabuna. O nosso plano diretor tem três anos e já caducou. Foi feito num momento em que Ferrovia, Porto Sul e outros investimentos ainda não tinham saído do papel.

ALA DO PMDB LANÇA JOÃO XAVIER A PREFEITO

João Xavier já foi vice-prefeito e vereador em Itabuna. Bancário aposentado e ex-secretário de Esporte, ele topou o desafio de lançar pré-candidatura a prefeito do município pelo PMDB. “Meu nome foi indicado e eu aceito o desafio”, diz.

Xavier defende que o PMDB tenha candidato a prefeito em 2012, aproveitando a fase do partido no plano nacional. Ele acredita que o partido tem nomes fortes para comandar o centro administrativo Firmino Alves. E cita Fernando Vita, Renato Costa, Ubaldo Dantas e… Fernando Gomes.

Confira bate-papo com Xavier:

A pré-candidatura é pra valer?
Meu nome foi indicado na reunião da Executiva, ontem, e eu aceito o desafio. Sou partidário e digo que sempre usei o bom senso – principalmente na política, para que as decisões não sejam precipitadas.

O partido estava em um chove-não-molha em relação à candidatura.
O PMDB passa por uma nova fase na Bahia e no Brasil. O partido está em evidência, tem o vice-presidente do País, o Michel Temer. Acho que essa nova posição dá uma “sacudidela” [na legenda] em Itabuna.

Cenário de indecisão. Mas qual é a do PMDB, composição ou lançamento de um novo nome para 2012?
O PMDB tem nomes para Itabuna. No decorrer, as coisas podem tomar outros caminhos. O partido é forte e deve apresentar candidato.

Dentro do partido, há quem defenda nomes que já foram prefeitos. O senhor repetiria 1992, quando foi vice de Geraldo?
(risos) Sempre fiz política sem ódio ou mágoas. Nunca fiquei inimigo de ninguém, embora defenda meus princípios.

Além do senhor, quais seriam os outros nomes do PMDB?
Temos Renato Costa, Fernando Vita e Ubaldo Dantas.

O senhor citou três nomes e esqueceu de um outro Fernando…
Fernando Gomes… Temos vários nomes.

Em relação a 2012, o senhor defende o novo, a continuidade ou recomposição com o passado?
(risos) Acho que não devemos menosprezar as qualidades e capacidades políticas[de cada um]. Estamos a mais de um ano das eleições e não vejo nenhum nome que se diga “esse não pode, não vai”.

Quais seriam as propostas do candidato João Xavier?
Isso passa por uma avaliação com a comunidade. Onde devemos investir? Saúde, educação, urbanismo, saneamento. Teremos que primeiro ouvir a população.

ESPOSA DE FG COTADA PARA A MARIMBETA

Sandra Neilma, ex-secretária de Assistência Social de Itabuna, passou a ser nome cotado para assumir a presidência da Fundação Marimbeta (Sítio do Menor). Seria um reacomodação de nomes fernandistas no governo de Capitão Azevedo (DEM).

O prefeito, no entanto, analisa as implicações da nomeação. Um porém seria o fato de Neilma residir atualmente em Vitória da Conquista, mas esta é barreira transponível, pois o esposo, 0 ex-prefeito Fernando Gomes, voltou a fazer insistente piseiro em Itabuna.

O nome do professor Carlos Alves Marques, que atualmente dirige o Caic, foi praticamente descartado pelo governo, de acordo com um conselheiro de Azevedo. O cargo está vago desde a saída de Geraldo Pedrassoli para a Secretaria da Fazenda.

ENQUANTO A CIDADE ADORMECE…

A pouco menos de um ano e meio das eleições municipais, PCdoB e PT digladiam-se na avenida para ver quem terá a primazia dos votos progressistas em Itabuna.

De um lado, o PT reúne os nomes de Juçara Feitosa e Geraldo Simões – além do vereador Claudevane Leite correndo por fora. O PCdoB desfila do outro lado da avenida cheio de gás e com os nomes de Davidson Magalhães, Wenceslau Júnior e Luís Sena. Se há risco de colisão, este é calculado e suportável para os comunas.

Até aqui, o PT é quem melhor aparece nas pesquisas, embora 2008 tenha mostrado que esse não é dos melhores indicativos nem certeza de vitória.

Neste momento, o PCdoB tenta se cacifar como a legenda que tem alguns dos melhores nomes para a disputa de 2012. Não é para qualquer partido oferecer à disputa um Davidson, Wenceslau ou Sena, este último mais do que testado no Legislativo.

No campo comunista, Davidson Magalhães foi o único lançado à disputa pelo executivo encabeçando uma chapa. Ficou em terceiro lugar. Era 1996 e o economista e hoje presidente da Bahiagás sucumbiu ao aceitar o rótulo de “laranja” de Fernando Gomes naquela peleja. Deu a volta por cima uma década depois.

Aquela era uma disputa em que a esquerda (?) apresentava também Renato Costa, apoiado por Geraldo Simões. A direita ia à luta “unida” com Fernando. E venceu. O tempo passou. A esquerda chegaria, enfim, ao poder. Mas em 2000, quando unida para enfrentar Fernando. Venceu, mas apertado, apertado: pouco mais de 1,8 mil votos de frente e tendo Geraldo na cabeça da chapa.

Corte na história, retorno ao cenário de hoje: nome mais provável na disputa em 2012 – caso o PCdoB mantenha-se como cabeça de chapa -, Wenceslau Júnior terá o desafio de desgrudar a sua imagem do governo de Capitão Azevedo. Explicável, pois. Wenceslau teve mandato combativo na última gestão de Fernando Gomes. Mudou quase que radicalmente, embora sua arma noutros tempos tenha sido sempre o diálogo. Agora, flutuou entre passivo e conivente com a gestão que aí está.

(Compreensível: os tempos são outros e ir para o embate, mostrando os erros da gestão de Azevedo, resultaria em ganhos diretos não para o próprio Wenceslau. Os herdeiros desta estratégia poderiam ser outros que não o comuna: os petistas Juçara Feitosa e Geraldo Simões.)

Sena, historicamente, é o comunista que desfruta de maior simpatia: foi o único comunista eleito três vezes vereador no município, mas tem contra si o fato de não ter subido ao ringue eleitoral de 2010. Foi vice de Juçara Feitosa em 2008. Mas, no ano passado, abriu espaço para Wenceslau, que aproveitou bem a oportunidade e por pouco não se torna deputado. E se política é – olha o surrado chavão – a arte de ocupar espaços, Sena corre perigo.

Fato é que, se não lideram as pesquisas, os comunistas usam a favor dois pontos negativos dos principais nomes petistas para a disputa: rejeição alta e desgaste de Geraldo Simões e Juçara Feitosa. Ambos também perderam base. Mas é a tal história repetida por Lula: a rejeição é alta, mas têm votos – se em volume necessário para uma vitória, aí são outros quinhentos.

Geraldo foi reeleito deputado federal em 2010, mas saiu daqui com 12 mil votos a menos quando comparado com o desempenho de 2006 (35.366 a 23.639 votos). Sim, claro, trata-se de eleições diferentes e Geraldo sofria ano passado com a ameaça da Lei Ficha Limpa, mas a perda situa-se no campo do pra lá de considerável. Juçara sofreu com o dilúvio – para alguns, um tsunami – chamado Azevedo, que impôs 12 mil votos de frente sobre a rival em 2008.

Não tendo exatamente o privilégio de poder assistir à disputa entre petistas e comunistas, o Capitão Azevedo (DEM) tenta aplicar uns jabes com um piloto do Prefeitura Móvel aqui, mudança de secretário ali e uma operação cosmética acolá, tudo sempre combinado com uma bolsinha-renda municipal de R$ 20,00 ou R$ 50,00 ou autoescola que não sai do papel. Ele, claro, não é besta. Reciclou para o seu time gente que se não tem a simpatia do eleitor sabe atuar no palco da política eleitoral.

Apesar de possuir uma rejeição estratosférica, Azevedo fatalmente se beneficiará de uma disputa no campo inimigo – nem tão inimigo assim, é bem verdade. Até aqui, sobram nomes, faltam projetos…

Davidson Samuel
davidsonsamuel@pimentanamuqueca.com.br

GESTÃO DE AZEVEDO É REJEITADA POR 76,7% DOS ITABUNENSES, DIZ PESQUISA

 

Azevedo (à esq.) tem avaliação similar à de Fernando (cabeça baixa) em 2008 (Foto Pimenta).

Uma pesquisa feita pela Compasso Consultoria nos dias 23 e 24 de fevereiro com 802 entrevistados aponta que 76,7% dos itabunenses avaliam a gestão do prefeito Capitão Azevedo (DEM) como ruim ou péssima e 16,5% como regular. De acordo com o instituto, apenas 6,2% da população aprova o governo.

A imagem de Azevedo também está bastante arranhada após dois anos de governo. O instituto aferiu a avaliação pessoal do prefeito: deu 75,8% de ruim ou péssimo e 16,5% de regular. Somente 7,4% avaliam o prefeito positivamente.

A pesquisa aferiu ainda a qualidade dos serviços públicos. A saúde é a área com a pior avaliação: 82,3% avaliam como ruim ou péssimo o serviço oferecido no município. 13,1% consideram regular e 4,3% aprovam. 57,7 dos entrevistados consideram que os serviços de conservação da cidade são ruim ou péssimo. Mas é regular para 30% e bom para 11,6%.

A DANÇA DO EMPURRA-EMPURRA

[Fernando Gomes] respondeu que o mesmo teria pedido um salário mensal de 20 mil reais para ser CANDIDATO a vice-prefeito, na chapa de Azevedo, em 2008.

Manuela Berbert

Pegue um CD antigo da musa baiana Ivete Sangalo e procure a música Empurra-empurra. Trata-se de uma composição de Alain Tavares e Gilson Babilônia, que, assim como quase todas as canções que ela cantarola por aí, virou sucesso. Escute prestando a devida atenção na letra. (Que me perdoem aqueles que a comparam com as demais cantoras baianas, mas Ivete é inconfundível.)

Estava assistindo, no último sábado, à entrevista que o ex-prefeito Fernando Gomes concedia a Joel Filho, Frankvaldo Lima e Gerdan Rosário na TVI, quando me lembrei dessa música.

Questionado sobre a declaração de Dr. Antônio Vieira sobre o rombo que a gestão dele teria deixado na saúde da nossa cidade, “Cuma” respondeu que o mesmo teria pedido um salário mensal de 20 mil reais para ser CANDIDATO a vice-prefeito, na chapa de Azevedo, em 2008. É uma pergunta respondida com outra coisa que sequer foi citada. Um jogo de empurra-empurra que irrita qualquer cidadão de bom senso.

Abro a Revista CONTUDO para ler a entrevista do recém-empossado deputado estadual Augusto Castro, e o que vejo é mais ou menos isso também. Ele senta com o atual prefeito daqui, negocia cargos e emprega os seus, mas não o apoia na sua reeleição a prefeito. Um empurra-empurra de interesses pessoais e partidários que, infelizmente, vai durar até a véspera do circo que será as eleições de 2012.

A política brasileira se tornou isso: um empurra-empurra de interesses e uma dança das cadeiras sem fim. Na tentativa de ver sua imagem menos arranhada, um aponta o defeito do outro. Na tentativa de ser menos corrupto, um aponta o rombo que o outro deixou, e por aí vai. Vale até relembrar o caso de Loiola, que resolveu denunciar uma “quadrilha” na Câmara Municipal na tentativa de se safar.

A impressão que eu tenho é que, como hoje em dia está difícil encontrar quem faça alguma coisa, o povo anda se contentando até com aquela máxima que já foi tão criticada aqui na Bahia: ‘Fulano rouba, mas faz’. Que tristeza…

Manuela Berbert é jornalista, estudante de Direito e colunista da Contudo.

IMPASSE VERMELHO

O PCdoB caminha para ser a terceira força eleitoral na sucessão do prefeito Azevedo. Não pode continuar como apêndice do petismo e, muito menos, como favas contadas de Geraldo Simões.

Marco Wense

No momento certo, início do segundo semestre de 2012, em plena efervescência do processo eleitoral, o PT, o PCdoB, o PDT e o PSB vão conversar sobre a sucessão do prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo.

A orientação para que petistas, comunistas, pedetistas e socialistas procurem o diálogo como meio de solucionar qualquer impasse, virá do comando estadual.

É unânime a opinião de que o entendimento entre o PT, PCdoB, PDT e o PSB é indispensável para a retomada do Poder Executivo, hoje sob a batuta do Partido do Democratas (DEM).

O ex-prefeito Fernando Gomes (PMDB) condiciona sua candidatura a uma provável desunião entre essas agremiações partidárias. Se houver a cisão, o fernandismo volta a ficar vivo.

O critério para a escolha do candidato que irá encabeçar a chapa é o maior obstáculo para que se chegue a um denominador comum, evitando assim um racha entre os “vermelhinhos”.

O PT não abre mão das pesquisas de intenções de voto como fator decisivo na escolha do candidato. O PCdoB, PDT e o PSB não aceitam a consulta popular como único critério.

Para o PT, Juçara Feitosa – na frente em todas as pesquisas – é quem tem mais chance de derrotar o DEM do prefeito Azevedo e o PMDB de Fernando Gomes.

O PDT e o PCdoB defendem a capacidade de agregar como critério principal, formando assim uma grande coligação de partidos em torno do candidato escolhido.

Lideranças do PCdoB, PDT e do PSB acham que Juçara Feitosa não tem jogo de cintura, carisma, discurso e capacidade política para se manter na dianteira durante a campanha.

Na eleição de 2008, Juçara Feitosa, que passou um bom tempo como favorita, terminou sendo fragorosamente derrotada pelo então candidato Capitão Azevedo.

A derrota para o candidato do DEM, que colocou 12 mil votos de frente, foi atribuída a uma infeliz articulação de Geraldo Simões com o também militar Fábio Santana, que desistiu da candidatura para apoiar Juçara.

Os prefeituráveis do Partido Comunista do Brasil – Wenceslau Júnior, Luís Sena e Davidson Magalhães – apostam também no desgaste de “Minha Pedinha” com os partidos que compõem a base aliada do governador Jaques Wagner.

Depois de peremptórias declarações de independência, que o PCdoB não é legenda submissa ao PT, os comunistas não podem mais recuar de uma candidatura própria, sob pena de cair em total e irreversível descrédito.

O PCdoB caminha para ser a terceira força eleitoral na sucessão do prefeito Azevedo. Não pode continuar como apêndice do petismo e, muito menos, como favas contadas de Geraldo Simões.

PCdoB versus PT. A única saída digna para os comunistas de Itabuna.

Marco Wense é articulista da revista Contudo.

FERNANDO, O AUSENTE

Se deu maus exemplos enquanto prefeito de Itabuna, Fernando Gomes segue na mesma linha como presidente de honra do PMDB local. Das cinco reuniões da executiva realizadas no pós-eleições, o ex-prefeito não compareceu a uma sequer.

Hoje, a executiva se reuniu na churrascaria Los Pampas para discutir os rumos da legenda e traçar metas para 2012. Foi ventilada a possibilidade de aliança com o PCdoB de Wenceslau Júnior, que chamou a direção peemedebista para uma conversa, mas até agora… nada.

CORRUPÇÃO: POLÍCIA FEDERAL INDICIA FERNANDO GOMES NA “VASSOURA-DE-BRUXA”

EXCLUSIVO

Fernando é indiciado na Operação Vassoura-de-Bruxa.

A Polícia Federal indiciou o ex-prefeito Fernando Gomes (PMDB) por participação em um esquema milionário de desvio de dinheiro público na gestão de 2005 a 2008. Notas fiscais frias, licitações fraudulentas e escutas telefônicas autorizadas pela Justiça comprovam o envolvimento do ex-prefeito de Itabuna no esquema desvendado pela PF durante a Operação Vassoura-de-Bruxa, deflagrada em dezembro de 2008.

A informação foi obtida com exclusividade pelo PIMENTA numa entrevista com Eduardo Assis, delegado da Polícia Federal e presidente do inquérito da “Vassoura-de-Bruxa”. De acordo com ele, a polícia captou 500 horas de gravações telefônicas em 60 dias.

Delegado Eduardo Assis: surpresas.

Parte das provas foi descoberta em computadores apreendidos na prefeitura de Itabuna em dezembro de 2008, quando agentes da Polícia Federal vasculharam as secretarias de Administração, Finanças, Educação e Saúde, além da Comissão de Licitações e empresas.

O volume de gravações citado por Eduardo Assis também se refere aos outros prefeitos e agentes públicos flagrados na Vassoura-de-Bruxa, além de empresários. Assis afirmou ao blog que as investigações serão concluídas na próxima semana, quando o inquérito será enviado à Justiça Federal.

– Eles (prefeitos e ex-prefeitos) estão pensando que ficamos parados. Estamos fazendo a nossa parte e já solicitamos diversas prisões à Justiça – ressalta o delegado Eduardo Assis.

Em Itabuna, a lista de indiciados e contra os quais existem pedidos de prisão preventiva vai do ex-prefeito a empresários donos de empresas de fachada nas áreas de saúde, gráfica e de contabilidade. Da lista, constariam nomes que ainda hoje compõem o governo do prefeito Capitão Azevedo.

A bomba contra o ex-prefeito é “detonada” no momento em que ele volta a circular em Itabuna, distribui ataques contra a administração do seu ex-pupilo Capitão Azevedo (DEM) e ainda sonha em administrar o município sul-baiano pela quinta vez.

Leia também: PF INDICIA NEWTON LIMA E VALDERICO REIS

VASSOURA-DE-BRUXA: PF INDICIA NEWTON LIMA E VALDERICO REIS

PF indicia Valderico (à esq.) e Newton.

A Polícia Federal indiciou o ex-prefeito Valderico Reis e o atual gestor, Newton Lima, na operação que investiga o desvio de mais de R$ 52 milhões em prefeituras do sul e sudoeste da Bahia. A Operação Vassoura-de-Bruxa foi deflagrada em dezembro de 2008 e deteve prefeitos, secretários municipais e empresários no sul da Bahia.

Eduardo Assis, delegado que presidiu as investigações, disse ao Blog do Gusmão que a lista de irregularidades cometidas nas gestões de Valderico (cassado em agosto de 2007) e do atual prefeito Newton Lima é imensa, anotadas em 14 laudas (folhas).

De acordo com o delegado, a Justiça autorizou 60 dias de interceptações telefônicas que comprovaram irregularidades nas duas administrações. A PF já pediu a preventiva de vários dos indiciados, inclusive ocupantes de cargos comissionados em Ilhéus.

A Operação Vassoura-de-Bruxa apura um grande esquema de corrupção que desviava dinheiro das áreas de educação e saúde em prefeituras como as de Ilhéus, Itabuna, Itapé, Ibicaraí, Itapebi, Floresta Azul e São José da Vitória, no período de 2005 a 2008.

O esquema consistia na emissão de notas fiscais frias e pagamento por serviços não realizados. A Polícia Federal também investiga ex-secretários e o ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes.

Polícia também investiga esquema na prefeitura de Itabuna (Foto Pimenta).

WENCESLAU E O PMDB

No mesmo palanque, portanto, Wenceslau Júnior, Fernando Gomes, Lúcio Vieira Lima e o mano Geddel. Todos no mesmo barco e com o mesmo objetivo: derrotar o PT.

Marco Wense

O presidente do PCdoB de Itabuna, o vereador-prefeiturável Wenceslau Júnior, sonha com uma grande composição de partidos em torno do seu nome na sucessão municipal de 2012.

Diz que está “mexendo os pauzinhos” para reunir na mesma mesa o PMDB, PV, PSB, PDT, PRB, PTB, PMN e o PHS. Vai também convidar o PT e até o PSDB.

Pois é. Wenceslau só deixou de fora o DEM. A inclusão do PMDB na coligação do comunista, que anda eufórico com a votação que teve na eleição para deputado estadual, causou certo espanto.

Como o PMDB de Itabuna vai seguir o caminho traçado por Fernando Gomes, que é o presidente de honra da legenda, o PCdoB de Wenceslau vai ter uma conversa com o ex-prefeito.

No mesmo palanque, portanto, Wenceslau Júnior, Fernando Gomes, Lúcio Vieira Lima e o mano Geddel. Todos no mesmo barco e com o mesmo objetivo: derrotar o PT, com Juçara Feitosa ou Geraldo Simões.

O ex-alcaide Fernando Gomes, em conversas reservadas, já disse que na sucessão do prefeito Azevedo só não apoia o próprio Azevedo (reeleição) e o candidato do PT.

A modesta Coluna Wense, agora na revista Contudo, não sabe informar a posição de Davidson Magalhães e Luís Sena diante da inusitada aliança do PMDB com o PCdoB.

Marco Wense e articulista da revista Contudo.

POR QUE FRACASSA A TERCEIRA VIA?

Fred Cabala | fredericocabala@gmail.com

Para além dos óbvios paralelos e resguardadas as proporções, as realidades do município itabunense e da nação brasileira possuem como perceptível semelhança o fato de há tempos ambas se encontrarem enclausuradas e reféns de um sistema de polarização do campo político que a poucos satisfaz.

Enquanto o Brasil assiste ao jogo de forças entre PT e PSDB desde 1994, quando Fernando Henrique Cardoso levou a cabo o plano antiinflacionário Real, a terra grapiúna se destaca por ser solo fértil para o conveniente passa-repassa entre petistas e democratas desde que Geraldo Simões emergiu nas eleições de 1992.

Com o passar de quase duas décadas, a perspectiva de um diferente cenário político minguou a cada eleição e se transformou na naturalização do atual dualismo partidário. Todas as tentativas de caminho alternativo e implementação de uma terceira via acabaram sempre fracassando.

Em síntese, pode-se atribuir o fiasco da terceira via, tanto no Brasil quanto em Itabuna, ao fato de nenhuma alternativa e novidade substanciais terem sido verdadeiramente discutidas e apresentadas com clareza aos cidadãos. Para desespero do ideólogo do conceito, o cientista social britânico Anthony Giddens, que pensava o terceiro setor como um “centro radical” com traços que chamassem atenção pelo aspecto diferencial e cujo objetivo seria uma completa reforma do Estado.

Ora, o que tem se visto nos âmbitos municipal e nacional é a via alternativa promovendo o próprio funeral exatamente por confundir-se com os dois blocos ao invés de delimitar firme posição. A ausência de um discurso original que deveria se sobrepor aos polos já desgastados cedeu lugar à ideia do continuísmo e revela falta de personalidade política.

Em uma análise séria, é certo afirmar que esse transtorno bipolar da política muito contribui para que grande parte das pessoas sinta náuseas quando o assunto eleições se aproxima. O mal é grave.

Fred Cabala é itabunense e estuda jornalismo na Universidade Federal de Viçosa.








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