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:: ‘Fernando Gomes’

O JUÍZO DOS OBEDIENTES

marco wense1Marco Wense

 

O caminho menos espinhoso, em decorrência do desgaste do PT e de um governo municipal com nota baixa, é o da oposição, em que pese a falta de credibilidade dos seus dois prefeituráveis.

 

O desejo-mor do governismo é o mesmo da oposição: um rompimento interno nas hostes do adversário. Ou seja, Fernando Gomes versus José Azevedo e Geraldo Simões versus Davidson Magalhães.

Oposicionistas e situacionistas concordam que a união é imprescindível para conquistar a cobiçada prefeitura de Itabuna, o mais populoso e importante município do sul da Bahia.

Já é consenso que o lado que dividir perde a eleição. O eleitorado de Fernando Gomes e José Azevedo, assim como o de Geraldo Simões e Davidson Magalhães, pertence a um mesmo campo.

O problema é que cada um se acha melhor do que o outro e nenhum quer ser companheiro de chapa. Geraldo Simões, por exemplo, chegou a dizer que é “velho demais para ser vice”.

O governador Rui Costa e o prefeito soteropolitano ACM Neto, ambos em plena campanha para o Palácio de Ondina – o petista querendo se reeleger e o democrata querendo seu lugar –, só esperam o momento certo para definir o candidato.

Disse aqui, na coluna da última sexta-feira de agosto, que o governador Rui Costa não vai aceitar dois candidatos da mesma base aliada. O mesmo raciocínio vale para ACM Neto.

A oposição tem outro nome, o deputado estadual Augusto Castro (PSDB). O tucano entraria no jogo em caso de inelegibilidade de José Azevedo e Fernando Gomes, que continuam “sujos” diante da Lei da Ficha Limpa.

O prefeito Claudevane Leite, que desistiu de disputar mais quatro anos de governo, vai apoiar o nome apontado pelo governador Rui Costa. O PRB, partido do alcaide, se não lançar candidatura própria, deve apoiar o candidato da coligação DEM, PSDB e PMDB.

O caminho menos espinhoso, em decorrência do desgaste do PT e de um governo municipal com nota baixa, é o da oposição, em que pese a falta de credibilidade dos seus dois prefeituráveis.

Não acredito em cisão e, muito menos, rebeldia. Talvez um passageiro calundu. Fernando Gomes, Capitão Azevedo, Geraldo Simões e Davidson Magalhães vão seguir a ordem do comando maior.

Concluo dizendo que os pré-candidatos serão obedientes aos seus chefes políticos. Rui Costa ainda tem um bom tempo no poder e ACM Neto é um fortíssimo candidato na sucessão de 2018.

Manda quem pode, obedece quem tem juízo. A ditadura das agremiações partidárias e o mandonismo dos senhores dirigentes são implacáveis. Eles se acham proprietários vitalícios de suas legendas. É assim que funciona.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

QUANDO O ARGUMENTO É A ARMA, DE FOGO

marivalguedesMarival Guedes | marivalguedes@gmail.com

Numa movimentação, o mediador Ramiro Aquino percebeu um revólver na cintura do médico Amilton Gomes. Esperou o intervalo e pediu que a arma lhe fosse entregue, discretamente, para ser guardada pelo segurança.

Dirigentes políticos se reuniram para definir a chapa majoritária nas eleições de 2004 em Juazeiro. Participaram Osmar Galdino (Jojó), presidente do PT, Joseph Bandeira, pré-candidato a prefeito ( PT), Paganini Nobre Mota, presidente do PMDB e Geraldo Andrade, coronel reformado da PM e dirigente do PSB.

A discussão foi sobre a vice, cargo disputado por Paganini e Geraldo Andrade, que fez uma pergunta afirmativa: “Eu sou o candidato a vice ou não sou?”

O argumento havia sido colocado em cima da mesa: um revólver calibre 38, carregado. Todos ficaram convencidos e o coronel foi escolhido por unanimidade.

Em Itabuna na campanha de 88 para prefeito, a TV Cabrália promoveu uma série de debates. Num deles, participaram os candidatos Aurélio Laborda, Dr. Zito, Jairo Muniz, Amilton Gomes e Fernando Gomes. Os dois últimos “em pé de guerra”.

Numa movimentação, o mediador Ramiro Aquino percebeu um revólver na cintura do médico Amilton Gomes. Esperou o intervalo e pediu que a arma lhe fosse entregue, discretamente, para ser guardada pelo segurança.

Cenas do debate histórico na TV Cabrália em 1988.

Cenas do debate histórico na TV Cabrália em 1988. Amilton, à direita, estava armado.

Joaci Góes, então Deputado Federal, quando brigou com o senador ACM, passou a portar uma arma. Ele conta que havia a expectativa de ser imobilizado pelos guarda-costas do senador para causar-lhe danos físico e moral. “Então, me preparei para matar ou morrer.”

O ex-presidente escritor José Sarney, quando presidia o PDS, foi com um “três oitão” ao congresso do partido, em 1984, discutir a candidatura de Maluf contra Tancredo.

Sarney articulava contra Maluf e quando chegou ao local poetizou: “estou armado e quem tentar me desmoralizar eu dou um tiro na cara.”

Ele confessou, anos depois, em entrevista ao programa Roda Viva e justificou que os malufistas “falaram que iam me tirar à tapa da presidência do partido, que iam arrancar meu bigode, cabelo por cabelo. Então, achei prudente que eu fosse armado. É chocante, mas é verdade. Não é do meu feitio”.

Outro destaque é o pastor Malafaia, admoestando ovelhas e carneiros a não denunciarem os ladrões: “Teu pastor é ladrão, é pilantra? Sai e vai pra outra igreja.” Encerra com duas frases, uma trágica: “Eu já vi gente morrer por causa disso”. Outra cômica: “Ungido do senhor é problema do senhor. Não é problema teu.”

Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas aos domingos no Pimenta.

FERNANDO RETORNA AO DEM

Fernando, Aleluia e Azevedo durante convenção no final de semana.

Fernando, Aleluia e Azevedo durante convenção no final de semana.

O ex-prefeito Fernando Gomes retornou ao DEM e figura entre os nomes do partido à sucessão itabunense em 2016. A ficha de filiação do político foi abonada pelo presidente estadual do partido, o deputado federal José Carlos Aleluia, em convenção do DEM local no último sábado (22). Fernando sonha com o seu quinto mandato como prefeito de Itabuna.

O DEM terá, além de Fernando, outros três pretendentes na sucessão de 2016, o ex-prefeito Capitão Azevedo, o vereador Ronaldo Geraldo dos Santos (Ronaldão) e o ex-secretário de Saúde de Itabuna e ex-vice-prefeito Antônio Vieira. Contra Fernando Gomes e Capitão Azevedo pesa o fato de ambos terem contas rejeitadas nos tribunais de contas da União (TCU) e dos Municípios (TCM).

ENXURRADA DE PRÉ-CANDIDATOS

marco wense1Marco Wense

O início do processo sucessório é um teatro a céu aberto. No frigir dos ovos, poucos serão candidatos. A maioria é de pré-candidato a candidato a vice-prefeito ou, então, a um cargo no primeiro escalão.

Para facilitar e proporcionar ao eleitor-cidadão-contribuinte um melhor entendimento da sucessão do prefeito Claudevane Leite, vamos distribuir os postulantes em cinco grupos.

Essa didática arrumação, que pode ser alterada a qualquer momento, é o primeiro passo para esclarecer o cada vez mais turvado cenário político-eleitoral.

A indefinição do chefe do Executivo, que continua enigmático em relação ao segundo mandato, se disputa ou não a reeleição, deixa a neblina mais densa.

O início do processo sucessório é um teatro a céu aberto. No frigir dos ovos, poucos serão candidatos. A maioria é de pré-candidato a candidato a vice-prefeito ou, então, a um cargo no primeiro escalão.

O engraçado é que o toma-lá-dá-cá só é vergonhoso, só é repugnante quando parte do eleitor para o candidato. Entre os senhores políticos é tudo normal, faz parte do jogo e da desenfreada luta pelo poder.

Deixando o alcaide de fora, vamos para os grupos: 1) Davidson Magalhães e Roberto José. 2) Fernando Gomes, Geraldo Simões e Azevedo. 3) Carlos Leahy, Antônio Mangabeira e Leninha Duarte. 4) Augusto Castro. 5) PSOL, PCB e o PSTU.

Grupo 1 – Representa os pré-candidatos do Centro Administrativo Firmino Alves. Davidson Magalhães, deputado federal pelo PCdoB, disputa com Roberto José, secretário de Transporte e Trânsito, o apoio de Vane. Uma composição entre eles é tida como improvável. A legenda do prefeito, o PRB, sob a batuta da Igreja Universal, já descartou qualquer possibilidade de apoiar o comunista. Tudo caminha para um inevitável e iminente racha, com a prefeitura virando um barril de pólvora.

Grupo 2 – São os ex-prefeitos querendo ser novamente prefeito. Fernando Gomes atrás do quinto mandato, Geraldo Simões do terceiro e Azevedo do segundo. Em comum o receio de que o discurso da mudança, de que é preciso renovar, possa provocar estragos nas suas pretensões políticas.

Grupo 3 – Leninha Duarte já ensaiou candidatura em outras eleições. O ex-presidente da CDL, Carlos Leahy, trabalhou no então governo Azevedo como secretário de Indústria e Comércio. Quem realmente protagoniza a verdadeira mudança é, sem dúvida, o médico Antônio Mangabeira (PDT).

Grupo 4 – Augusto Castro, até mesmo por ser deputado estadual pelo PSDB, é quem mais encarna o oposicionismo, principalmente ao PT e, por tabela, ao governo do Estado. Como o prefeito de Itabuna é aliado do governador Rui Costa, o tucano faz oposição ao governo municipal. Vale ressaltar que Fernando Gomes e Azevedo podem pertencer a este grupo.

Grupo 5 – São os prefeituráveis de legendas de pouca ou quase nenhuma representatividade no Congresso Nacional.

O traiçoeiro mundo da política pode trazer junções inimagináveis, como uma inusitada aproximação entre Fernando Gomes e Geraldo Simões ou, quem sabe, um civilizado pacto de não-agressão.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PÉROLA DE FERNANDO GOMES

FG: administrador ou reprodutor?

FG: administrador ou reprodutor?

O ex-prefeito Fernando Gomes foi sabatinado hoje (14) por jornalistas no Restaurante Deguste. A certa altura do bate-papo, a jornalista Maria Antonieta saiu-se com essa:

– Fernando, todo mundo fala que você está muito velho pra ter tesão de administrar uma cidade.

Antes que a jornalista concluísse a pergunta, FG cortou:

– Você quer um administrador ou um reprodutor?

A turma – que reúne gente boa como Domingos Matos, Roberta Oliveira, José Adervan, Kleber Torres e a própria Tonet -, não conteve o riso.

Em tempo: FG participa de uma série de sabatinas que o grupo fará com prefeituráveis de Itabuna. Alguns nomes já estão confirmados e outros foram entrevistados (Wenceslau Júnior e Capitão Azevedo). Atualizada às 15h51min.

MORRE EX-SECRETÁRIO DE SAÚDE DE ITABUNA

O médico Eduardo Galvão com a esposa, Maria Fernanda (Foto Arquivo pessoal).

O médico Eduardo Galvão com a esposa, Maria Fernanda (Foto Arquivo pessoal).

O corpo do médico Carlos Eduardo Andrade Galvão será sepultado na manhã de sexta-feira (26), no Cemitério Campo Santo, em Itabuna. O clínico geral e angiologista faleceu nesta quarta de São João (24) em São Paulo.

O médico estava internado há mais de duas semanas no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. Eduardo Galvão lutava contra câncer há cerca de oito anos.

A previsão é de que o corpo do ex-secretário de Saúde de Itabuna chegue ao município no início da tarde de amanhã. O voo que trará o corpo tem previsão de pouso em Ilhéus às 13h04min desta quinta. O velório será no SAF, ao lado do Grapiúna Tênis Clube.

O médio Eduardo Galvão foi diretor do Hospital de Base de Itabuna e comandou a Secretaria de Saúde de Itabuna na terceira gestão do ex-prefeito Fernando Gomes (1997-2000). Ele tinha 65 anos e deixa esposa, Maria Fernanda Galvão, e dois filhos, Maria Eduarda Galvão e Carlos Galvão Neto.

GERALDO DIZ QUE ATÉ PODE SAIR DO PT POR CANDIDATURA A PREFEITO

Geraldo Simões 3Geraldo Simões, ex-deputado federal e ex-prefeito de Itabuna, concedeu sua primeira entrevista, após mais de dois meses de reflexões. O petista deixou o parlamento federal em janeiro e, hoje, começa a trabalhar a pré-candidatura a prefeito de Itabuna. Por ela, disse, pode até sair do PT, mas afirmou estar tranquilo. A tranquilidade talvez tenha vindo depois de longa conversa com o ministro da Defesa, o ex-governador Jaques Wagner.

Se vai sair do PT, é algo que será definido até o outubro. É o prazo máximo. Pode ir para o PMDB ou PSB. Nesta entrevista ao PIMENTA, Geraldo fala de alianças para 2016 (disse que irá além do centro), dos próprios erros que resultaram em não reeleição, futuro de Itabuna e diálogo com o PT e partidos. Também aborda acenos de alianças com partidos como Pros, Solidariedade e PTB. Revelou que pode até conversar com Fernando Gomes e Azevedo por 2016, “pensando em Itabuna”.

Confira.

BLOG PIMENTA – O senhor não conseguiu ser reeleito para deputado federal em 2014 e de lá para cá disse que entraria em um momento de reflexão. Fez essa reflexão?

GERALDO SIMÕES – Tenho refletido muito. Primeiro, pela situação da cidade, a situação da região. O que foi feito no mandato, o que poderia ter sido feito e que não foi, o que podemos fazer daqui pra frente e onde eu cometi erros que não me ajudaram na reeleição.

E dessa reflexão, a que conclusão o senhor chegou?

Foi uma eleição difícil, em que as realizações, os feitos de um parlamentar tiveram um peso pequeno. O peso maior foi o dos recursos volumosos nas campanhas. E eu nunca tive relação com pessoas que financiam campanhas. As minhas sempre foram modestas. Eu sempre me elegi deputado federal com R$ 300 mil, que é um valor de eleição de vereador. Esse é um erro que eu acho que vou continuar com ele, não ter relações com grandes financiadores de campanha. Acho que poderia ter mais aliados e também poderia, antes da campanha, ter trabalhado mais em Itabuna.

O senhor falou em ter mais aliados. O que faltou? Foi um erro seu, de movimentação do próprio mandato?

Eu perdi aliados exatamente porque a concorrência ganhou de mim na ajuda financeira. Foi uma eleição difícil, do ponto de vista de financiamento

Então, hoje, o senhor diria que para se eleger é dinheiro?

Espero que Brasília mude. O PT tomou uma decisão de não receber dinheiro de empresas. O PT. Os candidatos ainda podem receber dinheiro de empresas, e isso vai ser decidido no congresso do partido. Mas o PT decidir sozinho não é bom, porque fica uma luta desigual. Como é que o PT não vai receber dinheiro de empresários e outros partidos vão receber? Tinha que ter uma mudança na legislação eleitoral que se proíba financiamento de empresas nas campanhas. Poderia até pessoa física, mas pessoa jurídica jamais.

O senhor vê saída para o PT?

Vejo, sim. Nós já passamos por dificuldades – claro que nenhuma com essa dimensão. É a gente corrigir os erros, mudar comportamentos e práticas, principalmente nessa relação com os empresários, e colocar o país para gerar empregos e melhorar a vida das população.

 ______________

É o pior momento da história do PT e muito desgaste de nosso partido. E com muita dificuldade de governar da presidenta Dilma, por conta do aumento da inflação, do desemprego, de promessas de campanha que ela ainda não teve condições de cumprir.

 

Como o senhor está enxergando os governos de Rui e de Dilma?

Nós estamos passando pelo pior momento do Partido dos trabalhadores em toda sua existência, muito desgaste de nosso partido. E com muita dificuldade de governar da presidenta Dilma, por conta do aumento da inflação, do desemprego, de promessas de campanha que ela ainda não teve condições de cumprir, enfim, um momento difícil do governo. Aí, junta a crise do PT com o momento difícil do governo e dá uma situação ruim. E na Bahia, o que tenho notícias, é que Rui, em reuniões que realiza, diz que não tem dinheiro para investir esse ano. Para se ter ideia, o reajuste do funcionalismo, que seria a correção da inflação, está sendo dividido em duas parcelas. Isso é uma situação concreta da situação financeira do estado e do país. Então, tudo isso atrapalha o PT.

O senhor fez uma reflexão de resultado eleitoral. Mas, em relação aos seus mandatos, no que eles ajudaram mudar a vida da cidade e da região?

Em Brasília, eu votava nos grandes temas. Mas eu apenas votava. Os temas regionais eu tomava a frente, encampava, propunha. Hoje, vejo colegas meus querendo ir em frente da Petrobras, frente do Banco do Brasil, disso, daquilo. Não vejo ninguém falando em frente do cacau, da Ceplac, a frente para o terreno da Universidade Federal do Sul da Bahia. [O último].

Mas como avalia a sua atuação parlamentar?

Foi meu melhor mandato. Começo pela Universidade Federal do Sul da Bahia, que não vinha para Itabuna. Dilma, Haddad, Mercadante, queriam em Porto Seguro. Ela dormiu em Porto Seguro e amanheceu em Itabuna. Veja o Preço mínimo do cacau. A política de preço mínimo existe desde 1940 no Brasil, e o cacau nunca havia sido incluído, por que Brasília pensava que cacau era produto de gente rica. Eu convenci a presidenta Dilma a incluir o cacau e nunca mais teremos a arroba de cacau sendo vendida a R$ 50,00, como foi há oito anos. Veja a proposta de demarcação de terras indígenas ali em Ilhéus, Buerarema, Una. É uma barbaridade. São 47 mil hectares, demarcar significa expulsar 20 mil agricultores e trabalhadores rurais. A demarcação está prontinha lá em Brasília. Não saiu, pode ter certeza, pelo meu trabalho. E espero que não saia, porque seria uma demarcação injusta. Emendas de bancadas para a rodovia Ilhéus/Itabuna, para a barragem do rio Colônia e recursos, como ninguém nunca botou, para cidades da região. Nunca vi outros deputados, nesses últimos 50 anos, fazer tanto quanto eu fiz nesse último mandato. Mas é o que eu disse: os feitos nessa eleição pesaram menos que os financiamentos de campanha.

______________

Eu pretendo ser candidato a prefeito nas eleições de 2016 em Itabuna. Vou manter a minha candidatura

No cenário mais próximo, o senhor é pré-candidato a prefeito?

Eu pretendo, com um conjunto de amigos meus e em torno de 70% do Diretório do Partido dos Trabalhadores, ser candidato a prefeito nas eleições de 2016 em Itabuna.

O PT, pelo menos parte dele, não apoia o governo municipal, que é da base do governo estadual e também do federal. O senhor iria para o enfrentamento para garantir…

Vou manter a minha candidatura.

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A OPOSIÇÃO E O “JÁ GANHOU”

marco wense1Marco Wense

Geraldo Simões no PMDB é a maior preocupação de Augusto Castro. O prefeiturável tucano, além de perder o invejável tempo no horário político, teria que enfrentar um novo e imprevisível cenário eleitoral.

Uma desmesurada euforia começa a tomar conta dos prefeituráveis de oposição ao governo Rui Costa. Todo o alvoroço é assentado em pesquisas que apontam uma crescente insatisfação com o PT.

Os pré-candidatos oposicionistas atingem o ápice do otimismo quando parte do eleitorado diz que não vota em candidato petista em hipótese nenhuma, nem que a vaca tussa.

Lá em Salvador, a reeleição de ACM Neto é dada como certa. A cúpula do Democratas fala até em uma vitória acachapante, a maior da história sucessório soteropolitana.

Puxando para Itabuna, o tucano Augusto Castro, obviamente do PSDB, não pode enveredar pelo caminho do “já ganhou”. O menosprezo aos adversários é uma inominável burrice.

Castro, reeleito para o parlamento estadual, pode até comemorar o bom resultado da consulta popular, em que aparece na frente dos ex-alcaides Fernando Gomes, Geraldo Simões e José Azevedo.

Desaconselhável é a comemoração com soberba, como andam fazendo os correligionários bem próximos do tucano, achando que sua eleição para o cobiçado Centro Administrativo é irreversível. São favas contadas.

O petista Geraldo Simões foi eleito prefeito de Itabuna pegando carona no impeachment do então presidente Collor. Augusto Castro, além da alta rejeição do governo Vane, é quem mais se beneficia com o desgaste do PT.

Vale ressaltar que muitos petistas de Itabuna, até mesmo integrantes do diretório municipal, estão mudando de opinião. Ou seja, que a saída de GS do PT já não é tão ruim como pensavam.

Geraldo tem duas opções: o PSB da senadora Lídice da Mata e o PMDB dos irmãos Vieira Lima. O segundo caminho é mais impactante, já que GS entraria no peemedebismo sob a compulsória condição de fazer oposição ao governador Rui Costa e a presidente Dilma Rousseff.

Geraldo Simões no PMDB é a maior preocupação de Augusto Castro. O prefeiturável tucano, além de perder o invejável tempo no horário político, teria que enfrentar um novo e imprevisível cenário eleitoral.

Não posso deixar de registrar que a ex-primeira dama Juçara Feitosa é a maior defensora da permanência de “minha pedinha” no petismo: “Dou risada quando falam que Geraldo vai sair do PT”.

Percentualmente, diria que GS tem 40% para permanecer no Partido dos Trabalhadores, 30% para se tornar um neogeddeliano, 20% para o PSB e 10% para outra legenda.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ITABUNA: PESQUISA CAUSA ALVOROÇO

Números de uma pesquisa eleitoral feita pela respeitada Sócio-Estatística causaram alvoroço entre políticos da direita itabunense. Num cenário pulverizado com os nomes de Augusto Castro (PSDB), Fernando Gomes (PMDB), Capitão Azevedo (DEM), Geraldo Simões (PT), Vane (PRB) e Leninha Alcântara (PPS), os três primeiros nomes têm, no agregado, mais da metade das intenções de voto para o governo itabunense.

Quando levado em conta apenas os nomes dos partidos da base governista no estado, a soma dos percentuais passa de dois dígitos, mas com fraco desempenho de Vane. O melhor nome no campo governista – estadual, claro – é o do petista Geraldo Simões, empatado tecnicamente com Capitão Azevedo e Fernando Gomes, embora um pouco distante de “Zé de Cuma”.

O cenário, como se diz, não está nem um pouco gatinho para o prefeito. Outro ponto: a pesquisa também revela que Azevedo e Fernando serão os fiéis da balança no processo eleitoral de 2016. Claro, estamos falando de eleições a mais de um ano do Dia D. Os números não são aqui exibidos porque o levantamento não está registrado. Pelo menos, ainda.

GOVERNO VANE REJEITADO

Se há um número do qual podemos falar – e mostrar, por não haver impedimento legal, este é o da avaliação do Governo Vane. A reprovação atinge 66%, enquanto 74,8% dos itabunenses ouvidos na pesquisa não aprovam a maneira do prefeito Claudevane Leite governar. A pesquisa foi feita nos dias 16,17 e 18 e ouviu 900 eleitores. O levantamento foi encomendado pelo deputado Augusto Castro, que aparece em melhor situação e liderando em todos os cenários.

ITABUNA: FERNANDO GOMES PUXA ATO CONTRA CORRUPÇÃO E DILMA

Fernando Gomes puxou manifestação contra Dilma Rousseff e corrupção.

Fernando Gomes puxou manifestação contra Dilma Rousseff e corrupção.

Cerca de 600 manifestantes participaram do ato contra a corrupção e pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff em Itabuna. O número de participantes foi muito menor do que em março, quando cerca de 2,5 mil pessoas caminharam pela Avenida do Cinquentenário.

Hoje, o destaque da manifestação contra a corrupção foi o ex-prefeito Fernando Gomes, condenado devido às Máfias dos Medicamentos e das Ambulâncias. A Justiça Federal, além de ordenar devolução de mais de R$ 800 mil, cassou os direitos políticos por oito anos.

A PROPINA RECUSADA

marivalguedesMarival Guedes | marivalguedes@gmail.com

 

Aos 72 anos, Orlando comanda um dos programas de maior audiência, o Panorama 640. Ele confirma a história, mas se esquiva quando indagado sobre os detalhes: “Vamos esquecer, deixa isso pra lá,” diz educadamente.

 

Eleito prefeito de Itabuna em 1976, pelo MDB, Fernando Gomes começou as manobras para eleger a Mesa Diretora da Câmara. Pediu ao assessor político, jornalista Eduardo da Anunciação, que fosse até a residência do vereador e radialista Orlando Cardoso (Arena) conquistar este voto. O argumento estava dentro de um saco de papel do Supermercado Messias.

Eduardo foi ao encontro de Orlando, mas não conseguiu convencê-lo. Pelo contrário, o vereador irritou-se e não reagiu grosseiramente porque, além de amigos, compreendeu que o assessor cumpria ordens. O “presente” foi devolvido ao prefeito. Um colega perguntou a Anunciação porque ele não ficou com a grana. “Dinheiro não é tudo,” respondeu.

Duda morreu em fevereiro de 2013 aos 67 anos. Nos textos, adotou estilo singular e seu último compromisso profissional foi a coluna Política, Gente e Poder, no Diário Bahia.

Orlando Cardoso completou 53 anos de atividades no rádio ano passado, recebendo homenagens pela conduta. Aos 72 anos, comanda um dos programas de maior audiência, o Panorama 640. Ele confirma a história, mas se esquiva quando indagado sobre os detalhes: “Vamos esquecer, deixa isso pra lá,” diz educadamente.

No entanto, numa das homenagens, lembrou que foi vereador por dois mandatos e não gostou da experiência. Admitiu que foram várias as ofertas, porém nunca negociou um voto, refutou todas. E desafia: “Se alguém disser que me comprou, mesmo com um saquinho de pipocas, pode declarar que eu tornarei público dentro de meu programa.” No seu entendimento, “quem é honesto, não merece aplausos. É obrigação.”

Fernando Gomes, eleito quatro vezes prefeito de Itabuna e três deputado, após a gestão 2005/2008, decidiu morar em Vitória da Conquista. Em discurso na Rádio Difusora, à época sua propriedade, anunciou fim de carreira e desabafou: “A política está fazendo vergonha, com tanta corrupção”.

Marival Guedes é jornalista e retoma as (elogiadas!) crônicas das sextas-feiras no Pimenta.

JUSTIÇA FEDERAL CONDENA FERNANDO POR MÁFIAS DAS AMBULÂNCIAS E DOS MEDICAMENTOS

Fernando é condenado pelas máfias da Ambulância e dos Medicamentos.

Fernando é condenado pelas máfias da Ambulância e dos Medicamentos.

O ex-prefeito Fernando Gomes foi condenado pela Justiça Federal em duas ações de improbidade administrativa. O mais robusto dos esquemas foi operado na compra de medicamentos que deveriam abastecer unidades básicas de saúde e o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães. A Justiça Federal comprovou roubo de R$ 969.140,35. O esquema imperou entre 1997 e 2000, mas também foi utilizado na última gestão de Fernando (2005-2008).

Além do bloqueio de mais de R$ 969 mil, o prefeito terá que pagar multa de R$ 97 mil, além das custas processuais, que correspondem a 10% do valor da ação. Gomes também perdeu os direitos políticos por oito anos. O esquema de desvio de medicamentos foi revelado à época pelos vereadores Emanoel Acilino (PT) e Luís Sena (PCdoB), por meio de investigações no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e denúncias ao Ministério Público Federal (MPF).

As denúncias de Sena e Acilino resultaram em inquéritos do MPF e ações civis contra Fernando Gomes e empresários envolvidos nos desvios. Já em 2012, tanto Fernando como os ex-secretários de Saúde Eduardo Galvão e Isaac Ribeiro foram condenados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a devolver dinheiro.

A lista de condenados também envolveu empresas como a BAH – Distribuidora de Equipamentos e Produtos Farmacêuticos; Center Med, Med House, Comercial Plus, Distribuidora de Medicamentos Penta Brasil Ltda., Comercial Malta e Itamed Comércio e Representações, que sofreram multas (relembre aqui). A investigação detectou empresas fantasmas e uso de notas fiscais frias para desviar dinheiro público. O esquema também foi usado na década passada, assim como o esquema abaixo, o das ambulâncias.

Reginaldo Germano foi condenado pelo esquema das ambulâncias.

Reginaldo foi condenado pelo esquema das ambulâncias.

MÁFIA DAS AMBULÂNCIAS

Além da condenação no esquema dos medicamentos, Fernando Gomes também foi condenado pela Justiça Federal na “Máfia das Ambulâncias”. O ex-prefeito adquiriu duas ambulâncias, no último mandato, mesmo com irregularidades evidentes. Fernando Gomes terá que devolver R$ 44,5 mil e pagar multa de R$ 10 mil por ter dado sequência à licitação iniciada na gestão do ex-prefeito Geraldo Simões.

Geraldo abriu a licitação para compra das ambulâncias em 2004, mas cancelou o processo devido aos indícios de esquema no negócio. Ao assumir a prefeitura, Fernando decidiu reabrir a licitação e comprou as ambulâncias no esquema da Família Trevisan Vedoin.

O esquema beneficiava, também, o ex-deputado Reginaldo Germano (Reginaldo de Jesus), condenado pela Justiça Federal, em 2013. Reginaldo teve que ressarcir à União R$ 720 mil, além de pagar R$ 360 mil de multa e R$ 80 mil por danos morais. Todas as condenações dos políticos e empresários ocorreram no âmbito da 1ª Vara da Justiça Federal em Itabuna.

OPOSIÇÃO UNIDA, GOVERNO RACHADO

marco wense1Marco Wense

O consenso entre os partidos de oposição ao governo Rui Costa (PT) é de que a união das legendas e de suas principais lideranças é imprescindível na eleição de 2016.

O grito de guerra – “oposição unida, jamais será vencida” – já começa a ser entoado pelo DEM, PSDB, PMDB e pelos eleitores enraizadamente antipetistas.

Em relação a mais importante sucessão, sem dúvida a soteropolitana, não há nenhuma fissura. A sobrevivência política do oposicionismo depende da reeleição do prefeito demista ACM Neto. A tábua de salvação.

Esse acordo, antes implícito e de bastidores, já é do conhecimento de todos, tem o aval dos comandos estadual e nacional e caminha para ficar cada vez mais consistente com a proximidade do processo sucessório.

Depois de Salvador, o consenso segue para Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus e Itabuna. Cada cidade só terá um candidato, podendo ser do PMDB, DEM, PSDB e de legendas de oposição ao governo estadual.

Não existe, portanto, nenhuma possibilidade de Itabuna, por exemplo, ter dois nomes disputando o Centro Administrativo Firmino Alves, o que seria uma imperdoável burrice política.

O leitor atento, curioso, vai fazer duas pertinentes perguntas: 1) Quem seriam os pré-candidatos da oposição? 2) Qual seria o principal critério para definir o prefeiturável?

Respondendo ao segundo questionamento, o critério das pesquisas de intenção de votos é compulsório, tido como definidor quando é preciso tomar uma inadiável posição.

E os candidatos? O ex-prefeito Fernando Gomes e o deputado estadual Augusto Castro, respectivamente pelo DEM e PSDB, são os favoritos. O tucano abre mão da disputa se FG for pré-candidato.

No governismo, com petistas versus petistas, vanistas versus comunistas, a coisa é complicada. Ainda tem o imbróglio de Geraldo Simões, se vai ou não deixar o Partido dos Trabalhadores (PT).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

FORÇA, VANE!

marco wense1Marco Wense

A decisão de não disputar à reeleição é o primeiro sinal de que as coisas não caminham bem, que a desilusão é mais intensa a cada dia, e que cada dia é uma agonia.

Confesso que torço pelo prefeito Claudevane Leite. Nunca fui adepto do “quanto pior, melhor”, como fazia Geraldo Simões com Fernando Gomes e vice-versa.

O que me preocupa é um chefe de Executivo sem esperança. Um gestor da coisa pública desanimado, desgostoso com o que faz, que passa a impressão que quer logo o fim do mandato.

A decisão de não disputar à reeleição é o primeiro sinal de que as coisas não caminham bem, que a desilusão é mais intensa a cada dia, e que cada dia é uma agonia.

FERNANDO GOMES
O jornalista Paulo Lima afirma, de maneira até peremptória, que Fernando Gomes é candidato a prefeito de Itabuna na sucessão de 2016. Paulo Índio, como é mais conhecido, almoçou com FG no restaurante do Palace Hotel.

“Fernando vai disputar o quinto mandato, não tenho nenhuma dúvida”, diz o sempre educado e elegante comentarista político da TV. Itabuna. Em relação à biografia do ex-gestor, Paulinho assegurou que está em fase final.

Marco Wense
é articulista do Diário Bahia.

CONTINUA RESPIRANDO

marco wense1Marco Wense

A tábua de salvação de Geraldo Simões são as pesquisas de intenção de votos para a sucessão municipal de 2016. Em todas elas, GS aparece na frente, empatado tecnicamente com Fernando Gomes.

Discordo do falatório de que o petista Geraldo Simões esteja perto do seu fim político, como apregoa o antigeraldismo, hoje protagonizado por Davidson Magalhães, figura-mor do PCdoB.

Que Geraldo Simões vive o seu pior momento político é inconteste e inegável. Sua derrota para o Parlamento federal, impedindo o terceiro mandato consecutivo, é fato complicador.

A imprudente, descabida e atabalhoada candidatura do filho Tiago Feitosa a deputado estadual fica como a causa principal da não recondução de Geraldo Simões ao Legislativo.

Geraldistas mais lúcidos tentaram dissuadir Tiago Feitosa da ideia de se lançar candidato. Mas logo desistiram: o filho era mais renitente do que o pai.

O inferno astral de GS não se resume só a seu fracasso eleitoral na eleição de 2014. O enfraquecimento político decorre de um somatório de acontecimentos.

O início de tudo, do desmoronamento político, foi o lançamento da candidatura de Juçara Feitosa na segunda tentativa de torná-la prefeita de Itabuna, contrariando o então governador Jaques Wagner.

O morador mais ilustre do Palácio de Ondina temia, com toda razão, em decorrência da cisão oposicionista, uma vitória do candidato do DEM, Capitão Azevedo (reeleição).

A sorte de GS é que Vane do Renascer, hoje Claudevane Leite, saiu vitorioso. Se o democrata ganha, seria um Deus nos acuda para o teimoso ex-alcaide de Itabuna, cujo sonho era ser o primeiro-damo.

Geraldo continua respirando, avalia Wense.

Geraldo continua respirando, avalia Wense.

Sem seguir uma ordem cronológica, de memória e sem consultas, alguns posicionamentos de GS: 1) Defendeu a candidatura de Waldir Pires ao Senado. Deu no que deu: Otto Alencar eleito senador. 2) Não queria Everaldo Anunciação no comando do PT. Deu no que deu: Anunciação é o presidente estadual da legenda. 3) Torceu intensamente pela derrota de Josias Gomes. Deu no que deu: Josias, além de se reeleger, é o secretário de Relações Institucionais do governo Rui Costa. 4) Trabalhou contra Aldenes Meira. Deu no que deu: o comunista é reconduzido à presidência da Câmara de Vereadores. 5) Queria Wáater Pinheiro como candidato do PT a governador. Deu no que deu: Rui Costa eleito no primeiro turno. 6) Ainda tem Davidson Magalhães assumindo o mandato de deputado federal.

A tábua de salvação de Geraldo Simões são as pesquisas de intenção de votos para a sucessão municipal de 2016. Em todas elas, GS aparece na frente, empatado tecnicamente com Fernando Gomes.

Essa viabilidade eleitoral deixa Geraldo Simões vivo. Esse momentâneo favoritismo é seu balão de oxigênio. A sabedoria popular diria que GS não é nenhum “cachorro morto”.

Geraldo Simões continua respirando, mesmo com dificuldades.

Marco Wense é articulista político do Diário Bahia.

NO MESMO BARCO

marco wense1Marco Wense

A grande dúvida da sucessão é se o prefeito Claudevane Leite vai ou não disputar o segundo mandato (reeleição). Esse enigma, cada vez mais empanado, deixa os meninos do PCdoB apreensivos.

O PCdoB, especialista em reivindicar o candidato a vice-prefeito na chapa majoritária, sabe que o espaço de oposição ao governo Vane já é ocupado pelo PT e PSDB.

A única experiência com candidatura própria foi na sucessão de 1996 com Davidson Magalhães, que terminou sendo acusado pelos adversários de ser o “laranja” do também postulante Fernando Gomes.

Sobre essa maldade que fizeram com Davidson, o então ACM dizia, se referindo ao comunista, que “em Itabuna tem um rapaz que vai nos ajudar”. Não deu outra: FG conquista a cobiçada prefeitura de Itabuna.

Vieram outras sucessões: Luis Sena como vice de Renato Costa (PDT), a saudosa Conceição Benigno com Geraldo Simões (PT), novamente Sena com Juçara Feitosa (PT) e, agora, Wenceslau Júnior com Claudevane Leite (PRB).

O ano de 2015, mais especificamente o segundo semestre, será marcado por um duelo entre petistas e tucanos. Ou seja, uma disputa em torno de quem vai encarnar o oposicionismo tupiniquim na sucessão de 2016.

Davidson Magalhães.

Davidson Magalhães.

Quem melhor personificar, simbolizar o, digamos, antivanismo, terá mais possibilidade de suceder o atual alcaide. É bom lembrar que o chefe do Executivo tem um bom tempo para melhorar das pesquisas de opinião.

Já disse aqui que Geraldo Simões e Augusto Castro – os dois nomes mais fortes para 2016 – são 100% prefeituráveis, favas contadas nos seus partidos.

E o DEM? Só terá candidato se a opção da legenda mostrar viabilidade e força eleitoral para enfrentar o governismo e o petismo. Do contrário, é parceiro compulsório do PSDB indicando o vice de Castro.

Nos bastidores do tucanato, longe dos holofotes e do povão de Deus, o comentário é de que o preferido do pré-candidato Augusto Castro é o vereador demista Ronaldão, o Ronaldão da UBI.

A grande dúvida da sucessão é se o prefeito Claudevane Leite vai ou não disputar o segundo mandato (reeleição). Esse enigma, cada vez mais empanado, deixa os meninos do PCdoB apreensivos.

Uma coisa é certa: não há como o PCdoB se desvincular do governo Vane e, muito menos, virar oposição. O caminho é torcer por uma reviravolta no campo político e administrativo.

Religiosamente, orar muito para que o barco de Vane, que é o mesmo dos comunistas e dos evangélicos, encontre pela frente um mar calmo, um mar de almirante.

CUIDADO, VANE!

Coluna Wense, 28 de outubro de 2012: “O prefeito Claudevane Leite, do PRB, legenda sob a batuta da Igreja Universal do Reino de Deus, precisa tomar cuidado com alguns conselheiros de plantão. Conselheiro bom é aquele que não é bajulador, que diz a verdade, independente de agradar ou não o chefe”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

AUGUSTO, O PREFEITURÁVEL

marco wense1Marco Wense

Se não for para fazer um discurso diferente, até mesmo rebelde, dando um chega pra lá nas velhas e ultrapassadas lideranças, é melhor o reeleito deputado Augusto Castro (PSDB) ficar no Parlamento, onde faz um bom trabalho.

O indispensável conselho é que mantenha distância dos ex-prefeitos de Itabuna, sob pena de sua pré-candidatura não empolgar o eleitorado ávido por mudanças.

Se ficar de tititi com Fernando Gomes, com convescote de bastidores, vai terminar na vala comum da mesmice, farinha do mesmo saco, como diz a sabedoria popular.

PREVISÃO FUTURISTA

Que coisa, hein! Como se não bastassem os denunciados de hoje, tem também os do futuro. Parece brincadeira. Mas é a pura verdade.

Deu na coluna Painel da Folha: “O Palácio dos Bandeirantes estuda criar uma espécie de seguro para que os técnicos do governo que sejam citados em casos de suspeita de corrupção possam custear advogados”.

OPOSIÇÃO RAIVOSA

Os 53 milhões de eleitores que votaram em Dilma Rousseff são cúmplices da corrupção na Petrobras.

Do jornalista global Alexandre Garcia.

CLÁUDIO HUMBERTO

A prova inconteste de que o quesito imparcialidade não é fundamental no jornalismo político é o prêmio Engenho de Comunicação recebido por Cláudio Humberto.

Humberto é antipetista radical, assim como Paulo Henrique Amorim é antitucano ferrenho. É melhor ser parcial convicto do que imparcial camuflado.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

O RETORNO DE JEDI

Digerível?

Digerível?

Passadas as eleições estaduais, hora de conjecturar sobre a disputa municipal em 2016. Por aqui, a reeleição do deputado estadual Augusto Castro o colocou em condições para a disputa à prefeitura itabunense.

Na internet, um grupo lançou o tucano como pré-candidato em uma chapa pronta, tendo Fernando Gomes como vice.

Porém, há controvérsias. A quase maioria opina que a cabeça de chapa deverá ser ocupada pelo prefeito de Itabuna por quatro vezes. A união depende – também – do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pois Fernando compõe a lista dos fichas-sujas.

FG NA ATIVA

Fernando aposta fichas em Aécio.

Fernando aposta fichas em Aécio.

O ex-prefeito Fernando Gomes anda animado com as possibilidades eleitorais do tucano Aécio Neves. Prometeu investir em 20 carros de som para fazer a campanha do candidato a presidente da República pelo PSDB em Itabuna. A ação ousada foi prometida para o início desta semana.

O grupo de Fernando é responsável pela ofensiva por Aécio em Itabuna. Pelo menos no visual, a campanha tucana ganha – disparadamente – dos petistas com Dilma Rousseff.

Não custa lembrar que, no primeiro turno, Aécio foi o segundo mais votado no maior município sul-baiano. Por aqui, Dilma obteve 45.863 votos (44,09%) contra 36.145 (34,75%). Marina (PSB) obteve 19.640 (18,88%).

 

BARBA, CABELO E BIGODE

marco wense1Marco Wense

O fernandismo quer fazer barba, cabelo e bigode: a eleição de Paulo Souto, a não reeleição da presidente Dilma Rousseff e o fracasso eleitoral do Capitão Azevedo.

A cada passo, atrás de cada gesto, um obsessivo pensamento: ser prefeito de Itabuna pela quinta vez. É o incansável Fernando Gomes de olho na sucessão de 2016.

FG sai do PMDB do médico e político Renato Costa e retorna ao DEM da fiel escudeira Maria Alice, dirigente-mor do diretório municipal e coordenadora da campanha de Paulo Souto ao Palácio de Ondina.

Gostem ou não, Maria Alice é pessoa indispensável para o processo eleitoral dos democratas. É quem faz tudo: organiza, articula e busca o apoio de outras legendas.

Como não bastasse o retorno ao partido que pode eleger o próximo governador da Bahia, Fernando Gomes vai apoiar José Carlos Aleluia para deputado federal, que é o presidente estadual do DEM.

Não satisfeito, achando pouco, FG espera uma decisão de Paulo Souto em relação a Fábio Souto. Ou seja, vai apoiar o filho do ex-governador se ele sair candidato a deputado estadual, desistindo da reeleição para o parlamento federal.

No DEM, FG passa a ser adversário do também ex-prefeito Azevedo, que precisa de uma eleição – deputado estadual ou federal – para ganhar corpo diante de um FG revigorado.

O fernandismo quer fazer barba, cabelo e bigode: a eleição de Paulo Souto, a não reeleição da presidente Dilma Rousseff e o fracasso eleitoral do Capitão Azevedo.

Geraldo Simões, o PT e os petistas ficam para depois. O PCdoB fica por conta do governo Vane e do PRB do bispo-deputado Márcio Marinho.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

FERNANDO ENSAIA CANDIDATURA A DEPUTADO

Fernando de volta?

Fernando de volta?

Fernandistas estão animados. Após dar como certa a candidatura de Fernando Gomes a prefeito de Itabuna em 2016, o grupo começa a articular uma rede de possíveis financiadores para a campanha a deputado federal do ex-gestor (?) do município sul-baiano.

A articulação incluirá como alvos grandes empresários com atuação na região, principalmente em Itabuna.

As aparições de Fernando em rádios e jornais não são à toa – nem a presença constante dele no município.

Quem faz “muito gosto” pela candidatura do ex-prefeito é o ex-vice José Orleans, que foi companheiro de chapa – e governo – de “Zé de Cuma” no período 1997-2000.

Até lá, Fernando continuará dizendo que não é candidato a nada. E, claro, que “Itabuna está sem prefeito”…








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