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:: ‘Fernando’

A CANDIDATURA DE FERNANDO GOMES

Marco Wense

 

O morador mais ilustre do Palácio de Ondina apoiaria a ousada pretensão de Fernando Gomes, fazendo dele o candidato da base aliada? Como ficaria o PT de Geraldo Simões? Para pirraçar o geraldismo, alguns fernandistas ficam dizendo que Geraldo seria um bom vice.

 

A possibilidade do prefeito Fernando Gomes disputar o sexto mandato já é assunto do dia a dia no staff fernandista, que tem na linha de frente Maria Alice, secretaria de Governo e fiel escudeira do alcaide.

A opinião de que Fernando buscaria a reeleição era tratada com desdém pela maioria dos correligionários mais próximos do gestor. Agora, já divide o grupo. Tem gente até apostando que sua candidatura é favas contadas. Os mais otimistas falam até na quebra do tabu do segundo mandato consecutivo. Vale lembrar que o surpreendente eleitorado de Itabuna nunca reconduziu ao cargo um chefe do Executivo.

É evidente que a candidatura de Fernando provoca uma mudança radical no processo sucessório. Todas as análises políticas terão que ser revistas. O cenário muda completamente, da água para o vinho, como diz a sabedoria popular.

Quais seriam os três principais questionamentos em relação a esse novo ingrediente na sucessão do cobiçado centro administrativo Firmino Alves? O primeiro diz respeito ao governador Rui Costa. O segundo, ao médico Antônio Mangabeira. O terceiro, ao Capitão Azevedo.

O morador mais ilustre do Palácio de Ondina apoiaria a ousada pretensão de Fernando Gomes, fazendo dele o candidato da base aliada? Como ficaria o PT de Geraldo Simões? Para pirraçar o geraldismo, alguns fernandistas ficam dizendo que Geraldo seria um bom vice.

E Mangabeira, prefeiturável do PDT? Dentro da legenda, mais especificamente entre os integrantes do diretório, a opinião de que a candidatura de FG é bem vinda prevalece. A eleição ficaria polarizada entre o pedetista, que é quem representa verdadeiramente o antifernandismo, e o alcaide.

Ora, quando digo que Mangabeira é quem encarna o antifernandismo, é porque só o PDT faz oposição ao governo municipal. As outras legendas estão omissas, ou por serem aliadas do governador Rui Costa, hoje companheiro de Fernando, ou por interesses outros. Alguém já viu um posicionamento do PCdoB de Davidson Magalhães e do PSB de Renato Costa em relação a gestão Fernando Gomes?

Quanto a Azevedo, não se tem nenhuma dúvida de que seria o mais prejudicado. O eleitorado do militar é quase o mesmo de Fernando. O populismo ficaria rachado. Não há espaço para dois “fernandos”.

Outro detalhe é que a cada vez mais constante aproximação de Azevedo com Fernando vai minando sua candidatura pelo DEM de ACM Neto. O prefeito soteropolitano caminha a passos largos para apoiar Mangabeira. ACM Neto, presidente nacional do Democratas, não quer saber de Fernando Gomes e vice-versa.

O maior problema de Azevedo, que foi meu colega no curso de direito na então Fespi, hoje UESC, é sua instabilidade política. Tem que decidir se quer a liderança de Fernando ou Neto. Agradar aos dois simultaneamente é impossível. Termina desagradando e perdendo a confiança de ambos.

O “foram me chamar” será substituído pelo “já estou aqui”. Fernando Gomes, em que pese uma acentuada rejeição, é um candidato que preocupa. É quem mais sabe onde as cobras dormem.

O voto do antifernandismo pode ser um importante “cabo eleitoral” para Mangabeira, principalmente se no decorrer da campanha o cidadão-eleitor-contribuinte perceber que o postulante do PDT é a melhor opção para evitar a sexto mandato de Fernando Gomes.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

FERNANDO DIZ NÃO TER PRESSA PARA ESCOLHER NOVOS SECRETÁRIOS

Fernando diz não ter pressa para nomear novos secretários|| Foto Pimenta

O prefeito Fernando Gomes afirmou, neste domingo (17), que não tem pressa para escolher os substitutos dos secretários exonerados Sandra Neilma (Assistência Social), Danailson Oliveira, o Son, (Administração) e Lísias Miranda (Saúde). Os dois primeiros tiveram que deixar os cargos por determinação do juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Itabuna, Ulyssses Maynard Salgado, que acatou uma ação por nepotismo movida pelo Ministério Público da Bahia.

Fernando recorreu ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e perdeu. Ele não confirmou se recorrerá. Sandra é esposa e Son é sobrinho do prefeito de Itabuna. Já Lísias Miranda teria perdido o cargo por causa do processo para colocar em funcionamento a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas), no bairro Monte Cristo. A unidade começou a atender neste final de semana e é gerida pelo desconhecido Instituto Bom Jesus Educação, Saúde e Cidadania.

Fernando afirmou ao PIMENTA que pretende fazer a escolha dos novos secretários  com mais calma, para não correr o risco de fazer a opção errada e ter que trocá-los  dois ou três meses depois de empossados.  “Estamos procurando pessoas que possam se encaixar bem para os próximos três anos de governo”. Ele informou ainda que talvez  emposse o novo secretário de Saúde até a semana que vem.

FERNANDO PARA MANGABEIRA: “O QUE VEM DE BAIXO NÃO ME ATINGE”

Fernando ao lado do governador, hoje, durante evento em Itabuna.

Fernando ao lado do governador, hoje, durante evento em Itabuna.

Após o candidato derrotado à Prefeitura de Itabuna Antônio Mangabeira (PDT) afirmar que Fernando Gomes é “ficha suja” e “dono de imensa rejeição”, o prefeito reagiu nesta segunda (9). Abaixo, trechos de provocações feitas pelo PIMENTA e TV Contudo a Fernando.

– Eu não estou preocupado com [Mangabeira] não. Tem muitos loucos por aí afora… Deus me deu inteligência para não ser louco. O que vem de baixo não me atinge.

A decisão do STF não atinge o senhor?

– Não, porque está aí tudo feito. A obra [que rendeu impugnação da candidatura] está pronta. É só [o TCU] vir olhar.

Um palanque com o senhor e Geraldo Simões é possível em 2018?

– Meu compromisso é com Rui Cooosta.

O senhor sobe no mesmo palanque com Geraldo?

– Subo, porque estou com Rui Costa, tanto é que não faço parte de partido nenhum. Meu partido hoje é Itabuna.

E os convites do PP, PSD, PR?

– Convite tem. Evidente que o meu grupo irá para algum partido, mas eu ficarei em stand by.

E para presidente… Se o governador chamar o senhor para apoiar Lula?

(Risos) Meu compromisso é com Rui Costa.

O senhor acha que Lula foi um bom para o Brasil?

– (Risos) Meu compromisso é com Rui Costa…

E o que o senhor achou dos mandatos dele?

– Quem pode responder é o povo. Está aí a situação. Vocês estão vendo na TV aí os processos.

E Bolsonaro?

– Sei lá. Tem tanto candidato a presidente. Paro ano eu vou ver se tem algum [candidato a presidente] que me preencha, que olhe para a sociedade, o povo que precisa ser olhado.

E como o senhor avalia Rui Costa para o sul da Bahia?

Para o sul da Bahia, é nota mil. Os outros aqui nada fizeram.

Nem o finado ACM?

Tudo porcaria, besteira.

APÓS 2016, AUGUSTO DIZ NÃO TEMER ENFRENTAR FERNANDO

Augusto e FG tornaram-se adversários

Augusto e FG tornaram-se adversários

Da Coluna Tempo Presente, assinada por Levi Vasconcelos, n´A Tarde

A pretensão do prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, de lançar um candidato a deputado estadual para minar o deputado Augusto Castro (PSDB) não preocupa o tucano, pelo que ele diz:

— A competição é tão saudável quanto democrática. Vamos ao debate.

Lá atrás, na pré-campanha de 2016, Augusto almejava o apoio de Fernando, que estava todo complicado com a justiça, para prefeito.

Fernando insistiu na candidatura e acha que ele não foi leal ao procurar documentos que o incriminassem. E agora quer ver o diabo, mas não Augusto.

JOSIAS REBATE GERALDO SOBRE PT NO GOVERNO DE FERNANDO: “NÃO HÁ ABSOLUTAMENTE NADA DISSO”

Geraldo citou suposta negociação e foi rebatido por Josias.

Geraldo citou suposta negociação e foi rebatido por Josias.

O secretário estadual de Relações Institucionais, Josias Gomes, negou que esteja negociando a participação do PT no governo do prefeito eleito de Itabuna, Fernando Gomes (DEM). “Não há absolutamente nada disso”, disse ao PIMENTA ao rebater críticas feitas por Geraldo Simões. “As conversas que tenho [com Fernando] são em função da governabilidade, da aproximação dos governos [estadual e municipal]”, completou.

Eventual participação do Partido dos Trabalhadores na gestão de Fernando, observou Josias, teria que, necessariamente, passar pelo Diretório Municipal, hoje comandado pelo grupo geraldista. “O PT tem direção municipal e qualquer discussão seria feita ouvindo, obviamente, a direção estadual. Não há essa negociação do partido ir para o governo. Não houve essa consulta ao prefeito”, disse.

“DIÁLOGO FÁCIL” COM FERNANDO

Josias reforçou a importância de Itabuna para os projetos que estão sendo desenvolvidos pelo estado no sul da Bahia. Dentre os projetos, citou a duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna, o Hospital da Costa do Cacau, o novo aeroporto internacional (“estamos trabalhando para que ele aconteça”) e investimento na área de saneamento em Itabuna.

Para executar os projetos, diz Josias, as boas relações com os governos municipais de Ilhéus e Itabuna são imprescindíveis. E confessou: “o prefeito eleito, [Fernando Gomes], tem se mostrado de diálogo muito fácil conosco e com o governador [Rui Costa]”, disse na entrevista ao blog.

O ponto discordante nos diálogos entre o governo estadual e o prefeito eleito é o saneamento básico. O Estado quer a transferência dos serviços de água e esgoto da Emasa para a Embasa. Fernando resiste à ideia. Sobre este ponto, Josias diz que os dois lados ainda conversam e há uma busca pelo entendimento.

BASE ALIADA

A ida de Fernando para a base aliada é quase ponto pacífico, porém não há, até aqui, uma decisão quanto ao partido para o qual o prefeito eleito deva ir. Desde o entrevero entre o prefeito de Salvador, ACM Neto, e Fernando, o governo estadual dialoga com o prefeito eleito de Itabuna.

No fechar das urnas, em 2 de outubro, aventou-se a possibilidade de Fernando ir para o PSD, puxado pelo deputado federal Paulo Magalhães. Como antecipado pelo PIMENTA, outro destino pode ser o  PSL, comandado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (relembre aqui).

AUGUSTO ACUSA FERNANDO DE BAIXAR O NÍVEL

Augusto diz que Fernando faz o jogo do PT

Augusto diz que Fernando faz o jogo do PT

O clima de MMA se estabeleceu hoje entre os pré-candidatos a prefeito de Itabuna pelo DEM e pelo PSDB, respectivamente, Fernando Gomes e Augusto Castro.

Mais cedo, Fernando tomou a iniciativa de “chutar o balde” durante entrevista à TVI. Indignado com alegadas maquinações do tucano para implodir sua candidatura, o ex-prefeito desferiu uma sequência de xingamentos contra Augusto. Entre outras gentilezas, o chamou de mau caráter, mentiroso e canalha (confira no post abaixo).

Augusto optou por engolir em seco, contar até dez e absorver os golpes. “A sociedade não apoia esse comportamento do ex-prefeito”, disse ele há pouco, por meio de nota enviada pela assessoria.

O tucano declarou ainda que não irá “baixar o nível” e continuará “trabalhando pelo melhor para Itabuna, sem fazer o jogo sujo que alguns já tentam impor às eleições”. O pré-candidato do PSDB afirmou também que, ao atacar sua honra, Fernando “satisfaz aos interesses do PT e seus aliados”.

O clima entre Fernando Gomes e Augusto Castro, que já não era muito bom, ficou ainda mais tenso na última segunda-feira (18), quando a dupla se reuniu com o prefeito de Salvador, ACM Neto, o qual tem preferência pelo tucano (relembre).

Nesse encontro a portas fechadas, FG já teria lançado uns desaforos contra Augusto. Hoje, ele somente repetiu a dose… Dessa vez para o grande público.

COM 4 CONDENAÇÕES NO TCU, FERNANDO TEM POUCA CHANCE DE SER CANDIDATO

Prefeito está na lista dos gestores com ficha suja

Ex-prefeito está na lista dos gestores com ficha suja

Uma das bravatas preferidas dos partidários do ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes,  do DEM, é a de que só ele é tetra. Referem-se aos quatro mandatos do político (1977-1982, 1989-1992, 1997-2000 e 2005-2008).

Mas não é só na gestão municipal que Fernando Gomes tem quatro passagens. Aos 77 anos, o ex-prefeito também é “tetra” em condenações no Tribunal de Contas da União (TCU), o que hoje o torna absolutamente inelegível.

Todas as condenações do político do DEM se devem à aplicação irregular de recursos públicos, principalmente da saúde. Entre os processos que em tese o deixam de fora da disputa eleitoral, está o relacionado à famosa “máfia das ambulâncias”, escândalo que estourou em 2006 e envolveu o superfaturamento na compra de unidades móveis de saúde.

A lista do TCU aponta os gestores com ficha suja, mas não os torna automaticamente inelegíveis. A relação é encaminhada para o Tribunal Superior Eleitoral e este sim é que tem a competência de excluir o político da disputa. No caso de Fernando Gomes, especialistas em direito eleitoral afirmam que os requisitos para a inexigibilidade são inquestionáveis.

Curiosamente, apesar da dificuldade para emplacar a candidatura, o ex-prefeito aparece muito bem nas pesquisas de opinião. Por esse motivo, caso ele seja “abatido em pleno voo”, haverá disputa ferrenha pelos despojos, envolvendo políticos que garimpam na mesma fatia do eleitorado: José Nilton Azevedo (PTB) e Augusto Castro (PSDB). Essa briga promete.

⁠⁠⁠TUCANO JÁ ADMITE VOO SOLO

Se Azevedo e FG não quiserem ir, Augusto diz que vai só

Se Azevedo e FG não quiserem ir, Augusto diz que vai só

Sempre que o assunto era a sucessão municipal em Itabuna, o deputado Augusto Castro (PSDB) fazia questão de enfatizar que uma possível candidatura sua estaria condicionada à união da oposição. No contexto local, leia-se uma articulação que juntasse o tucano aos ex-prefeitos Fernando Gomes e Capitão Azevedo, ambos do DEM.

O problema é que o pré-candidato do PSDB sempre encontrou resistências no diretório municipal do DEM, cuja presidente, Maria Alice Pereira, prefere lançar Fernando Gomes candidato pela sexta vez.

Outra resistência encontrada por Augusto parte de Azevedo, o qual atribui ao deputado a autoria de manobras que levaram à rejeição de suas contas na Câmara de Vereadores. Magoado, o capitão diz a quem queira ouvir que não apoia o tucano.

Essa dificuldade para construir a tal “união das oposições” levou o membro do PSDB a recalcular sua rota e admitir entrar na disputa ainda que sem o apoio dos ex-prefeitos. Augusto tem dito que sua candidatura hoje é irreversível.

PEEMEDEBISTA CRITICA FERNANDO E AZEVEDO

Fernando Vita diz que FG e Azevedo estão ultrapassados

Fernando Vita diz que FG e Azevedo estão ultrapassados

O PMDB de Itabuna emite sinais de que não deverá apoiar os ex-prefeitos Capitão Azevedo e Fernando Gomes, ambos do DEM, caso um deles seja candidato este ano. Pelo menos é o que dá a entender o engenheiro Fernando Vita, um veterano peemedebista.

Vita afirma que os dois nomes do DEM estão ultrapassados. A declaração foi emitida durante entrevista ao programa Resenha da Cidade, da Difusora, no sábado (05).

O peemedebista vê a idade como um complicador para Fernando Gomes. “Ele tem que pendurar as chuteiras e dar oportunidade para outras pessoas”, disse o engenheiro. Já o problema de Azevedo seria de natureza administrativa.

“Azevedo não tinha comando [quando foi prefeito de Itabuna] e não tem condição de administrar essa cidade”, disparou Vita. Como trabalhou com ambos, o peemedebista deve saber do que está falando.

O DESTINO DE AZEVEDO

Ex-prefeito busca um novo caminho na política

Ex-prefeito busca um novo caminho na política

O futuro político do ex-prefeito José Nilton Azevedo, o “Capitão Azevedo”, tornou-se um dos assuntos preferidos das rodas políticas em Itabuna. Muitos já dão como certa sua ida para um partido da base do governador Rui Costa (PT), mas há divergências no grupo do milico.

Certo é que a continuidade de Azevedo no DEM se tornou difícil, haja vista que a sigla não fechou com sua pré-candidatura e o diretório municipal tem preferência explícita pelo ex-prefeito Fernando Gomes. Sem falar na possibilidade de apoio ao deputado Augusto Castro (PSDB).

Se não tem uma avenida aberta na oposição, Azevedo vislumbra algum possível caminho para seguir adiante entre os governistas. Por enquanto, ninguém sabe exatamente para onde ele irá, até porque o capitão é notório vacilante em termos de definições políticas.

Confira também: ITABUNA: NOME DA BASE SERÁ DEFINIDO ATÉ ABRIL, DIZ JOSIAS GOMES

FOGO AMIGO

marco wense1Marco Wense

 

Os demistas, com toda razão, estão tiriricas da vida. Acham até que Fernando e Azevedo só não estão mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de votos devido à maldosa pregação de inelegibilidade.

 

O Partido do Democratas(DEM), sob o firme comando e a batuta de Maria Alice, fiel escudeira do ex-prefeito Fernando Gomes, se reuniu na última segunda-feira para discutir a sucessão de Claudevane Leite.

Seria um encontro de pouco interesse para o jornalismo político se não fosse o imbróglio envolvendo o prefeiturável Augusto Castro, principal liderança do tucanato no sul da Bahia.

É que o tucano, deputado estadual pelo PSDB, não perde a oportunidade de dizer, em todos os cantos e recantos de Itabuna, que Fernando Gomes e o capitão Azevedo são inelegíveis.

Chamar um pré-candidato de inelegível é a maneira mais elegante de insinuar que ele é ficha suja, que fez traquinagem com o dinheiro público, que é um larápio.

E mais: Castro diz tudo de maneira incisiva, como se o impedimento dos ex-alcaides fosse certo, favas contadas. Alguns fernandistas levam na brincadeira: “Castro quer castrar a candidatura de Fernando”.

Os demistas, com toda razão, estão tiriricas da vida. Acham até que Fernando e Azevedo só não estão mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de votos devido à maldosa pregação de inelegibilidade.

O bafafá, segundo informações de bastidores, já é do conhecimento do prefeito soteropolitano ACM Neto. O democrata-mor vai procurar a cúpula estadual do tucanato para manifestar sua insatisfação.

É bom lembrar que Azevedo e Fernando não confiam em Augusto Castro e vice-versa. A recíproca é mais que verdadeira. O mesmo acontece no governismo entre Geraldo Simões (PT) e Davidson Magalhães (PCdoB).

O jornalista Paulo Lima, carinhosamente Paulo Índio, comentarista político do Alô Cidade, na TV. Itabuna, e o ex-empresário Raimundo Vieira testemunharam toda irritação de Maria Alice com o tucano.

O advogado Pedro Arnaldo, presidente do diretório do PMDB, gente de inteira confiança do médico Renato Costa, também participou da reunião na sede do DEM.

O pior fogo é, sem dúvida, o fogo amigo. O dos adversários é quase sempre previsível e, como tal, mais fácil de apagar.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

MANGABEIRA E O DISCURSO DO NOVO

marco wense1Marco Wense

 

Mangabeira defende a formação de um bloco com o PSB, PPS, PV e Solidariedade (SD). Vai conversar com os prefeituráveis Carlos Leahy, Leninha Duarte e Alfredo Melo.

 

Algumas pessoas, entre elas alguns jornalistas, achando que o médico oncologista Antônio Mangabeira, pré-candidato pelo PDT, vem adotando um discurso duro em relação ao processo sucessório.

Alegam que Mangabeira erra quando descarta qualquer aproximação com os ex-gestores Fernando Gomes e Azevedo. O civil querendo ser prefeito pela quinta vez e o militar atrás do segundo mandato.

Ora, Mangabeira está no caminho certo. Quem prega mudança na política de Itabuna não pode ficar de convescote com políticos que representam a antítese do novo, que simbolizam a mesmice.

Se Mangabeira estivesse com outra postura, outro comportamento, essas mesmas pessoas iriam dizer que sua pré-candidatura é de mentirinha, que a intenção é ser vice.

“Não vou praticar a velha e carcomida política do toma-lá-dá-cá e nem me aproximar de quem eu acho que não serve mais para Itabuna”, diz o prefeiturável do PDT.

Mangabeira defende a formação de um bloco com o PSB, PPS, PV e Solidariedade (SD). Vai conversar com os prefeituráveis Carlos Leahy, Leninha Duarte e Alfredo Melo. “Não podemos ficar assistindo uma eventual polarização entre Fernando Gomes e Geraldo Simões”, finaliza.

PS: Além de médico, bacharel em direito e administrador de empresas, Mangabeira cursa engenharia civil e ambiental.

INFIDELIDADE

claudevane leiteCostumo dizer que o anzol da fidelidade partidária só consegue fisgar os peixes miúdos, sem dúvida os vereadores e dirigentes partidários. Quando o peixe é graúdo, o anzol entorta, o “peixão” escapole.

O prefeito Vane, só para citar um exemplo bem tupiniquim, desconsiderou a orientação do seu partido, o PRB, para apoiar o então candidato Paulo Souto. Vane ficou com o petista Rui Costa na última sucessão estadual.

Tudo caminha para que o chefe do Executivo venha novamente cometer infidelidade partidária na eleição municipal de 2016, se tornando um reincidente.

O PRB tende a ficar com a oposição, se juntando ao DEM, PSDB e PMDB. Se não for candidato ao segundo mandato, Vane vai apoiar o nome que o governador Rui Costa apontar.

Fica no ar a pertinente, provocativa e intrigante pergunta: os vanistas antipetistas, incluindo aí os evangélicos, seguiriam o prefeito no seu apoio ao candidato do PT?

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ATÉ O SALOBRINHO…

Velha raposa da política grapiúna, o ex-prefeito Fernando Gomes costuma divertir os amigos com seus prognósticos eleitorais. Outro dia, em uma roda de bate-papo sobre o assunto do momento, alguém lhe pediu que avaliasse as chances de eleição do Capitão Azevedo, candidato do DEM a deputado estadual.

Gomes deu risada e disse que Azevedo só tem votos em Itabuna e no bairro ilheense do Salobrinho, o que dificulta uma vitória nas urnas…

De fato, levantamentos encomendados pelos partidos, para consumo interno, apontam que o demista tem tudo para ser o mais votado em Itabuna para a Assembleia Legislativa. Porém, tirando o Salobrinho, onde sempre fez piseiro, o desempenho de Azevedo fora da cidade deixa a desejar.

A POSSÍVEL UNIÃO ENTRE FERNANDO E GERALDO

Fernando e Geraldo: "casamento" à vista?

Vistos como arqui-inimigos políticos, os ex-prefeitos de Itabuna Fernando Gomes (PMDB) e Geraldo Simões, este no exercício do mandato de deputado federal pelo PT, podem amarrar uma aliança pragmática em 2012. É nisso que aposta o empresário Raimundo Vieira, integrante das primeiras fileiras do fernandismo.

Quem registra a tal aposta é Marco Wense, em sua coluna na revista CONTUDO. Repetindo palavras atribuídas a Vieira, o colunista diz que “uma união entre Fernando Gomes e Geraldo Simões é só uma questão de tempo”.

Wense acredita que o possível enlace seria vista com estranheza e acabaria rejeitada pelos eleitores. “Na política, como em qualquer outra atividade, deve existir um limite que, se ultrapassado, cai no terreno do inaceitável”, afirma.








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