Exibição de filme será na Praça Pedro Mattos || Imagem divulgação
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Uma sessão de cinema ao ar livre seguida de debate vai movimentar o Centro Histórico de Ilhéus nesta quinta-feira (30), às 18h30min, na Praça Pedro Mattos, em frente ao Teatro Municipal. A atividade é aberta ao público.

A iniciativa integra o projeto Cinema na Praça, promovido pelo Foro Psicanalítico do Sul da Bahia em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. A proposta é levar exibições mensais para o espaço público, diante da ausência de salas de cinema em funcionamento na cidade.

Nesta edição, será exibido o filme brasileiro Kasa Branca, dirigido por Luciano Vidigal. A obra acompanha a história de três adolescentes negros da periferia do Rio de Janeiro e aborda temas como afeto, cuidado e vulnerabilidade social. Após a sessão, o público poderá participar de um debate que une leitura psicanalítica e análise cinematográfica.

O projeto prevê 12 encontros ao longo do ano, sempre na última quinta-feira do mês. Além da exibição, a programação inclui discussão mediada, com espaço aberto para participação do público, abordando temas como relações sociais, sofrimento psíquico e memória.

Brasileiro "Ainda estou aqui" concorre ao Oscar em 3 categorias || Foto Alile Dara Onawale/Sony Picture
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Agência Brasil

Repercussões nacionais e internacionais de diferentes características. Públicos emocionados e curiosos sobre o que foi a ditadura militar no Brasil (1964 – 1985). Cinema brasileiro reconhecido ao tratar do impacto do autoritarismo (que ainda hoje ameaça democracias)… São variados os motivos que fazem o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, já chegar vencedor ao Oscar, neste domingo (2), avaliam estudiosos. Mesmo se não vierem estatuetas.

Inspirada em livro de 2015 com escrita biográfica de mesmo título, de autoria do escritor Marcelo Rubens Paiva, a obra foi lançada em 2024 e levou mais de cinco milhões de pessoas ao cinema. Em caso de vitória neste domingo, será a primeira estatueta para o Brasil. Em 1960, porém, o longa brasileiro Orfeu Negro venceu na categoria de melhor filme estrangeiro, mas o filme representava a França (do diretor Marcel Camus).

Marcelo Rubens Paiva é um dos cinco filhos da advogada e ativista Eunice Paiva (1929 – 2018).e do ex-deputado Rubens Paiva (1929 – 1971), que teve o mandato cassado e depois foi perseguido, raptado, torturado e morto por agentes da ditadura (da Aeronáutica e do Exército).

Até agora, o longa recebeu 38 prêmios nacionais e internacionais, entre eles, o Prêmio Goya e o Globo de Ouro de Melhor Atriz. No Oscar, foi indicado em três categorias melhor filme, melhor atriz, para Fernando Torres, e melhor filme internacional.

PRESENTE

Em geral, estudiosos ouvidos pela Agência Brasil explicam que remexer no passado de uma forma diferente, em diálogo com um presente atribulado, mobiliza crítica e o público, o que já, de antemão, representa vitória.

De acordo com o professor Arthur Autran, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e que lidera grupo de pesquisa sobre cinema e audiovisual na América Latina, a repercussão é “enorme” em diversos níveis, independentemente se o longa receber algum Oscar neste domingo.

Há o que o pesquisador chama de uma “repercussão social”.

“O filme se tornou, de fato, uma espécie de evento. Muitas pessoas se interessaram pelo cinema brasileiro”, explica.

Para ele, isso evidentemente cria um clima bastante positivo e, mesmo sem utilizar diretamente de recursos públicos, é uma expressão da política pública brasileira para o audiovisual.

Outra vitória do filme para o país citada pelo professor é a valorização da memória nacional. “(O assassinato de Rubens Paiva) Foi um crime praticado pela ditadura militar brasileira. O filme é trazido de uma forma muito emocionante e candente. Houve muita competência em recontar essa tragédia brasileira e trazer isso de uma forma narrativamente muito poderosa”, diz Autran.

O filme, em si mesmo, segundo analisa o especialista, ao trazer uma narrativa poderosa, coloca luz sobre o cinema brasileiro.

“NÓS TEMOS VOZ”

Outra estudiosa, a professora de artes cênicas Dirce Waltrick do Amarante, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), identifica que a visibilidade fora do Brasil significa uma vitória expressiva para a arte brasileira.

“Nós temos conseguido erguer a nossa voz. É uma voz falada em português, de um país periférico como o Brasil. Uma voz que tem sido ouvida”, explica a pesquisadora.

O alcance do filme, de acordo com o que Dirce Waltrick entende, tem trazido repercussão às produções brasileiras na arte. “Esse filme é importantíssimo em razão dessa temática e tem muitas chances de vencer no Oscar. De toda forma, eu acho um filme fundamental, uma virada de chave para a nossa cultura”.

Para a professora, a função da obra de arte é de fato mexer e perturbar.

“As pessoas se sentem instigadas a ir atrás e a saber mais sobre quem foi Eunice Paiva, que lutou pelo direito dos indígenas (o que é menos abordado no filme)”.

DE OLHO NO PRESENTE

Para o professor de história Marco Pestana, da Universidade Federal Fluminense (UFF), pesquisador do tema da ditadura, o filme tem diferentes méritos, como o de, mesmo tratando de um período obscuro, conseguir dialogar de maneira direta com o presente. “É um filme que, nessa conjuntura, tem cumprido um papel importante”.

Em um cenário de expansão de correntes autoritárias pelo mundo, como ele avalia a ascensão do extremismo em países de diferentes continentes, o longa apresenta-se como uma linguagem universal e que pode ser compreendida além do cenário do passado brasileiro.

Segundo considera Pestana, esse avanço político foi conquistado por uma disputa ideológica ferrenha, inclusive com uma ideia reverberada e falsa de que haveria tranquilidade no Brasil e que tinham problemas com a polícia e com a justiça quem estava fazendo algo de errado. “Isso é parte da construção ideológica de valorização desse período”, explica.

O professor entende que o filme mostra que aquele período não era exatamente uma era de ouro para o Brasil. “Evidentemente dialoga (e contesta) com esse imaginário que a extrema-direita tenta fomentar”.

DIREITOS

Naquele cenário da obra, o filme destaca o impacto da ação repressiva sobre um membro da família. “E como isso tem consequências para o conjunto daquela família, não só naquele momento, e como é um impacto de longa duração. Não deixa de mostrar o momento da luta e o em que a família consegue o atestado de óbito”, explica.

Sobre o direito da família, a advogada Ariadne Maranhão reconhece que o filme traz visibilidade ao tema da morte presumida.

“O reconhecimento antecipado da morte foi um avanço que garantiu não apenas segurança jurídica, mas um alívio necessário para que essas famílias seguissem com suas vidas dentro do ordenamento”, explica.

Ela entende que a repercussão do filme Ainda Estou Aqui, no âmbito do direito de famílias e sucessões, é relevante, já que evidenciou como o contexto histórico impactou diretamente as estruturas familiares e a autonomia das mulheres.

“Como sabemos, por séculos, as mulheres foram silenciadas e relegadas ao papel de zeladoras da família, sem voz, para participar das decisões que moldavam suas próprias vidas”. Para a especialista, o filme retrata essa realidade sob a ótica de Eunice Paiva.

“A arte desempenha um papel fundamental para alertar a sociedade sobre os seus direitos”.

Selton Mello e Fernanda Torres, que concorre na categoria Melhor Atriz nesta noite || Foto Alile Dara Onawale/Sony Pictures

“FURA A BOLHA”

O professor de história Marco Pestana, da UFF, argumenta que o filme consegue ter repercussão até com pessoas que não conheciam ou compreendiam as violências perpetradas pelos agentes da ditadura. Com Oscar ou sem, há uma vitória nesse sentido.

“Furou a bolha. Em alguma medida, isso tem relação com a estratégia narrativa de politizar pelo viés do cotidiano, da vida familiar”.

No entender do professor Arthur Autran, da UFSCar, a esse respeito, houve um esforço do filme de tentar falar para um público o mais amplo possível dentro do Brasil e fora do Brasil também. Ainda que, conforme os especialistas, com limitações a “quem não quer ouvir”. Ele lembrou que Marcelo Rubens Paiva, que é cadeirante, foi atacado quando estava em um bloco de carnaval.

JUSTIÇA

Depois que o filme foi lançado, o Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu analisar o processo que estava com trâmite parado há uma década. Agora, a Corte anunciou que vai julgar se a Lei da Anistia se aplica aos crimes de sequestro e cárcere privado cometidos durante a ditadura militar a partir das investigações da morte do ex-deputado Rubens Paiva.

Marco Pestana avalia que a decisão tem relação com o filme e a conjuntura. “O STF soube ler (o momento) e entendeu que era momento para pautar isso”.

"Ainda estou aqui" concorrerá ao Oscar 2025 em 3 categorias || Foto Divulgação
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Ainda estou aqui acaba de se tornar o primeiro filme brasileiro a ser indicado à categoria principal do Oscar. O anúncio foi feito nesta manhã de quinta-feira (23). Além de concorrer ao Oscar de Melhor Filme, a produção concorrerá nas categorias Melhor Filme Internacional  e Melhor Atriz, com Fernanda Torres.

A premiação está marcada para 2 de março, em Los Angeles, Estados Unidos.

Dirigido por Walter Salles, Ainda estou aqui é adaptação de livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva. Narra a história de Eunice Paiva, mãe do autor do livro desde os anos 1970. Eunice se tornou das principais ativistas dos Direitos Humanos no Brasil ao ter o marido assassinado por militares. O ex-deputado Rubens Paiva, interpretado por Selton Mello, foi assassinado na Ditadura Militar.

EXPECTATIVA

É grande a expectativa brasileira para a maior premiação do cinema mundial, após Fernanda Torres ganhar o Globo de Ouro como Melhor Atriz por sua atuação em Ainda estou aqui. “Esse é um filme que nos ajudou a pensar em como sobreviver em tempos como esses. Então, para a minha mãe, para a minha família, para os meus filhos e para todos, muito obrigada ao Golden Globes”, afirmou a atriz ao ser premiada no último dia 5.

Fernanda Torres fatura Globo de Ouro || Foto Reprodução
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O cinema brasileiro vive um momento histórico. A atriz Fernanda Torres recebeu no início da madrugada desta segunda-feira (6), em Los Angeles, nos Estados Unidos, o prêmio Globo de Ouro de melhor atriz na categoria Drama.

A premiação, entregue pela primeira vez a uma brasileira, é um reconhecimento ao trabalho de Fernanda no filme Ainda Estou Aqui. Na produção, ela interpreta a advogada Eunice Paiva, viúva de Rubens Paiva, deputado federal assassinado pela ditadura militar em 1971.

Fernanda concorria com grandes estrelas de Hollywood como Nicole Kidman, Angelina Jolie, Tilda Swinton, Pamela Anderson e Kate Winslet.

Há 25 anos, Fernanda Montenegro, mãe de Fernanda Torres, disputou a mesma categoria pela atuação em Central do Brasil. Ela não venceu, mas o filme ganhou o Globo de Ouro na categoria melhor filme estrangeiro.

“Isso é uma prova que a arte dura na vida, até durante momentos difíceis pelos quais a Eunice Paiva passou e com tanto problema hoje em dia no mundo. Esse é um filme que nos ajudou a pensar em como sobreviver em tempos como esses. Então, para a minha mãe, para a minha família, para os meus filhos e para todos, muito obrigada ao Golden Globes”, disse Fernanda, ainda durante o discurso de agradecimento.

Tanto Ainda Estou Aqui como Central do Brasil foram dirigidos pelo cineasta Walter Salles.

Este ano, na categoria de melhor filme estrangeiro, o Globo de Ouro ficou com a produção francesa Emilia Pérez. Com Agência Brasil.

Brasileiro, filme "Ainda estou aqui" concorrerá a prêmio no Globo de Ouro || Foto Lara Dara Onawale/Sony Pictures
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Dirigido por Walter Salles, o longa Ainda estou Aqui  foi indicado ao prêmio Globo de Ouro de filme de língua estrangeira. A atriz Fernanda Torres também foi indicada a melhor atriz junto com Tilda Swinton, Kate Winslet, Angelina Jolie e Nicole Kidman.

Ainda estou Aqui narra a vida da família Paiva – a mãe, Eunice, e os cinco filhos – após o desaparecimento do marido de Eunice, o deputado Rubens Paiva, preso, torturado e morto pela ditadura militar.

O longa  é o filme escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para ser o representante brasileiro a concorrer à indicação ao Oscar 2025. O filme foi recebido com comoção pelas plateias e premiado em vários festivais internacionais, levando o prêmio de melhor roteiro no festival de Veneza.

O filme é baseado no livro biográfico do jornalista Marcelo Rubens Paiva, filho caçula de Eunice e Rubens Paiva. Lançado em 2015, o livro conta a história da mãe dele, símbolo da luta contra a ditadura, que viveu até 2018, e morreu aos 86 anos, com Alzheimer.

Eunice Paiva criou os cinco filhos e se tornou advogada de direitos humanos e indígenas após a prisão e o desaparecimento do marido, em 1971, durante a ditadura, no Rio de Janeiro.

Antônio Fagundes e Wagner Moura em cena de "Deus é brasileiro"
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Hoje está tudo tão exposto, tão mecânico e “ostentação caça-likes” que perdeu parte do encanto.

 

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Se você acha que esse texto é sobre política, sinto muito te desapontar, mas ele não é. Ou talvez seja! Tá tudo tão intimamente conectado que, por vezes, a gente até duvida! Ou não! Mas o fato é que ontem à noite, Bruna Dantas, uma amiga virtual de longas datas, hoje gerente de Produção, Inovação e Conteúdo da LC Barreto Produções, postou uma foto com Antônio Fagundes, ambos rumo à última gravação do filme Deus Ainda é Brasileiro.

As gravações estão acontecendo aqui no Nordeste, em Alagoas, e eu já vinha acompanhando umas coisinhas através dos posts de Bruneca, como é carinhosamente chamada a amiga dos primórdios da internet. É corriqueira a frase que chegamos “por aqui” quando tudo era mato, e ajudamos a desbravar.

Lembro, com saudades, do tempo em que pontos, virgulas e muita imaginação faziam parte do cotidiano das blogguers (Bruna era uma delas), que narravam suas rotinas e aguçavam a imaginação dos leitores. Hoje está tudo tão exposto, tão mecânico e “ostentação caça-likes” que perdeu parte do encanto. E eu escrevo esse texto no lugar de fala de quem tem as redes como ambiente profissional e também como seguidora/telespectadora/leitora de alguns.

A imagem de Fagundes – que virou Fafá nas gravações do novo longa! Ahhh, o Nordeste! – caminhando e sorrindo, rumo ao set de gravação, mexeu comigo. O filme é uma espécie de continuação de Deus é Brasileiro, estrelado por ele e Wagner Moura há alguns anos. Foi um grande sucesso, como vinha sendo o cinema nacional e do nada, ploft, ladeira abaixo também. Não em qualidade, mas em quantidade, talvez. Em incentivo, em movimento, especialmente com a extinção do Ministério da Cultura. Com a reimplantação dele (e eu nem sei se é correto usar essa palavra para descrevê-lo), a cantora, atriz e ativista social Margareth Menezes assume. A minha vontade foi de sentar naquele barquinho famoso do filme, onde “Deus” (vivido por Antônio Fagundes) reflete sobre a vida, e perguntar: “Mas, e aí, Deus ainda é brasileiro?! A gente vai voltar a sorrir?!”.

Manuela Berbert é publicitária.

Vitor e Ademilton durante gravações de "Arthur", que concorre a prêmio em festival australiano
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O cineasta itabunense Vitor Augusto Xavier está lançando o filme Arthur, curta-metragem baiano de drama dirigido e produzido, junto aos seus pais, Ademilton Batista e Nivea Jane, que também são atores e protagonistas da obra. O filme aborda a história de um homem de meia-idade chamado Arthur que, anos após perder seu único filho, busca redenção em uma viagem de volta para a sua esposa.

A produção independente da ABS Filmes (empresa produtora do filme) foi filmada em Itabuna, Ilhéus e Salvador e está participando do conceituado Festival Internacional de Cinema “My Rode Reel 2020”, da Austrália, que tem edição anual e premia curtas do mundo inteiro.

O filme também pode ser assistido no YouTube, no canal pessoal do diretor. O curta faz parte de um longa-metragem que está sendo produzido por Vitor e seus pais e será lançado em 2021 no Brasil e no exterior. Contendo muito mais imagens, elementos e desfechos para a história, a versão de três minutos foi editada exclusivamente para participar do festival My Rode Reel 2020.

Boa parte do filme é focado na viagem do protagonista, contemplando durante o trajeto, belíssimas paisagens da capital baiana e de outras cidades, como também pontos históricos e o vasto litoral nordestino.

FICHA TÉCNICA
Vitor Augusto Xavier
Diretor, Roteirista, Produtor, Editor e Dir. de Fotografia
Ademilton Batista
Ator, Produtor, Co-roteirista e Codiretor
Nivea Jane
Atriz, Produtora
Luan Pereira
Assistente de Making of
ABS Filmes
Empresa Produtora

Filme resgata obra de um dos maiores nomes da poesia grapiúna
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O poema Deram um Fuzil ao Menino, do poeta itabunense Firmino Rocha, foi escrito no período da II Grande Guerra, mas o drama exposto em seus versos permanece atual. Evoca uma reflexão humanista a respeito da dilaceração da infância pelos horrores presentes na contemporaneidade.

O projeto “Deram um Fuzil ao Menino: imaginário e violência”, contemplado pelo Edital Setorial de Audiovisual 2016, da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA), é o primeiro de sua categoria aprovado para o Território de Cultura do Litoral Sul. Ele tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

O filme parte da experiência lírica do poeta itabunense Firmino Rocha e aborda aspectos históricos da cultura cacaueira. Ainda não se encontra disponível na internet por estar inscrito em festivais que se encontram suspensos devido à pandemia.

SEM APOIO EM ITABUNA

Produzido por Sebáh Villas-Boas, o filme não obteve apoio do município para um projeto de exibição pública no Teatro Candinha Dórea. O projeto foi apresentado bem antes do período da pandemia e quando o professor Daniel Leão estava à frente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc).

A exibição seria gratuita, com doação de 1 quilo de alimento não perecível. Não houve resposta da Ficc. Outra proposta, então, foi a utilização do Teatro Zélia Lessa, no centro de Itabuna. E o município negou-lhe o apoio, apesar da identidade grapiúna no projeto e o baixíssimo custo para o município. Da Redação com Ilhéus Comércio.

Enquanto a obra não vem a público, você pode entrar no clima ouvindo a sua trilha sonora.

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Aproveite para resenhar. Vamos lá! Precisamos mudar nossos hábitos. Abuse dos telefonemas. Abuse das lives. Mas, por favor, lembre-se de limpar o celular. Vale ouvir uma música também! Vale desenhar. Vale criar! Vale todo esse esforço coletivo! Vale viver solidariamente, mesmo que eu não possa te dar um abraço neste momento.

Efson Lima || efsonlima@gmail.com

Senhores e senhoras, somos uma geração que pouco conheceu o sofrimento coletivo. Poucas vezes paramos diante da televisão para acompanhar os acontecimentos. Lembro-me do 11 de setembro de 2001 nos EUA, que minha geração ficou vidrada diante da TV. Naquele dia e nos outros que sucederam, tivemos nossas rotinas alteradas, mas nada igual a este momento. Nada!

Somos pequenos diante da realidade que ousa a nos impor. A palavra de ordem é: ficar em casa, preferencialmente, a 2 metros de cada pessoa. Para nós baianos, que adoramos os apertos de mãos, os beijos – não basta um, tem que ser dois, tem sido difícil. O tocar respeitosamente é marca de nossa identidade. Tão identificador que surge logo a pergunta: você é baiano? É muito pegar. É muito se aproximar.

Agora, nossos medos, nossos pessimismos ou nossa histeria, caso se aproxime do (não) presidente Bolsonaro são vivenciadas na TV, pelas redes sociais, pelos computadores. Tudo tem sido instantâneo. A pessoa morre e a família sabe pela TV.

Quem diria! está tudo paralisado! O futebol, o vôlei, Formula 1. Tudo segue parado! Vozes do mundo todo surgem para solicitar a mudança de data das Olimpíadas de Tóquio, cujo evento só três vezes foi cancelado, justamente, quando das duas grandes guerras. A Covid-19 paralisou os esportes. Certamente, vão surgir os campeonatos virtuais. O contato físico e a aproximação nem pensar nesse momento trágico. Tem sido um ano que parece ter ensinado a sermos pequenos.

E as artes? Os espetáculos foram suspensos. Ensaios reprogramados. Ontem, perguntei a minha amiga se o bar dela já havia sido fechado. Ela respondeu que sim e que nem pode fazer a festa de despedida. Estamos a viver dias com “Caras sem Bocas”, fiz um trocadilho com o nome do bar que era” Caras e Bocas”, pois, as cortinas se fecharam, não havia cenário, o palco estava sem ator e a plateia não foi. Os dias soluçam, cujo soluço parece sem fim.

Não é possível, temos que construir outro fim, pois, a criatividade humana, tão buscada e tão cara aos tempos atuais, surge com força. Inovamos nos processos, fazemos adaptações, novos modelos e modelagens, consolidamos a palavra mágica: design thinking. Assim surgem diversas práticas que estimulam as nossas presenças em casas.

Por vezes, questiono-me até onde vai o nosso limite ético, por exemplo, as livrarias aproveitam o momento para vender mais livros, induzem-nos a comprar. Aperfeiçoaram rapidamente o serviço de entrega nas casas. Na alimentação, os aplicativos não param de nos seduzir com promoções. Você não vai ao restaurante, mas eles vêm até nós.

Lembre-se, mesmo em casa, não podemos nos aglomerar. O sistema capitalista se renova e se reinventa. Vai percorrendo suas mazelas sem piedade. Sem crime, sem castigo. As missas podem ser online. Podemos de casa nos livrar do mal. Outras igrejas insistem em realizar cultos, mesmo diante de uma eventual aglomeração. São estratégias para sobreviverem diante do cenário da dor, do pessimismo e do desalento. Amém?

Em Portugal, os artistas se juntaram e fizeram um festival pela internet. No Brasil, já temos o nosso programado. Diversos artistas se juntaram para fazer uma maratona. A Academia Brasileira de Letras enviou e-mails para os seus contatos informando que vai turbinar o projeto, a ABL em Sua Casa, com entrevistas, contos dramatizados… Assim, poderemos acompanhar o conteúdo de nossos lares.

Então, é tempo de assistirmos a um bom filme. Rever aquele filme que marcou sua adolescência. Que tal fazer a leitura de um livro regional? Tantos são os escritores. Pode fazer a leitura de um clássico também. Aproveite para resenhar. Vamos lá! Precisamos mudar nossos hábitos. Abuse dos telefonemas. Abuse das lives. Mas, por favor, lembre-se de limpar o celular. Vale ouvir uma música também! Vale desenhar. Vale criar! Vale todo esse esforço coletivo! Vale viver solidariamente, mesmo que eu não possa te dar um abraço neste momento.

Efson Lima é doutor em Direito (UFBA), especialista em Gestão em Saúde (Fiocruz), escritor e advogado.

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Fábio Lago interpretará Nick em "O Outro Lado do Paraíso", nova novela da Globo || Divulgação
Fábio Lago interpretará Nick em O Outro Lado do Paraíso, da Globo || Divulgação

Famoso por interpretar o traficante Baiano (Tropa de Elite), o ator ilheense Fábio Lago vai dar vida a um dono de salão de beleza em O Outro Lado do Paraíso, nova novela das 21h, da Globo. Escrita por Walcyr Carrasco, a trama estreia no próximo dia 23. No entanto, o preparo de Fábio Lago para o personagem já dura meses. Em entrevista ao jornal Extra, o ator contou que gosta de passar por mudanças extremas e de poder transitar entre o drama e o humor.

Na televisão e no cinema, ele tem uma extensa lista de personagens, todos eles muito diferentes entre si. “Por um personagem, faço o que for. Até tirar um dente, se valer a pena”, afirma Lago, que na época de Caras & Bocas (2009) divertiu o público com várias caracterizações, de cupido à baiana do acarajé, para que seu Fabiano seguisse a mulher sem ser descoberto.

Na pele de Nicácio – ou Nick, como prefere ser chamado – ele terá sobrancelhas delineadas, megahair de mechas louras, brincos nas duas orelhas, brilho labial, unhas esmaltadas e uma boa dose de feminilidade.

“Antes de a novela ir ao ar, resolvi levar o jeitinho do personagem às ruas. Saio de brincos e unhas pintadas, solto o cabelão… As pessoas me olham torto, confusas”, comenta. E arremata: “Estou adorando este estado gay”.

Fábio lembra que na pele do personagem a empatia do público tem sido muito grande. “A delicadeza é um chamariz num mundo tão machista”, defende. Extra/Correio24h

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Vladmir Brichta, um dos atores de  "A Coleção Invisível" (foto Andrew Kemp)
Vladmir Brichta, um dos atores de “A Coleção Invisível” (foto Andrew Kemp)

A Santa Luzia Filmes foi contemplada pelo edital Prodav 7 de suporte automático pelo desempenho artístico da produção A Coleção Invisível. O filme, estrelado por Vladimir Brichta e com cenas gravadas em Itajuípe, obteve a quarta maior pontuação na classificação do Fundo Setorial Audiovisual da Agência Nacional de Cinema (Ancine), por conta das premiações recebidas em festivais nacionais e internacionais.

Co-produzido com a Ondina Filmes, A Coleção Invisível venceu 14 prêmios em festivais no Brasil, Estados Unidos, Colômbia e na Europa. “Foi uma longa jornada e muitos esforços foram feitos para que o filme fosse visto por muitas pessoas”, comemora a sócia-diretora da Santa Luzia Filmes, Gel Santana. Para ela, “é bem gratificante ver que um trabalho inteiramente concebido e realizado na Bahia receba esse reconhecimento ao lado de obras importantes como O Som Ao Redor, Uma Historia de Amor e Fúria ou Tatuagem”.

O filme, dirigido pelo cineasta Bernard Attal, tem como cenário a região cacaueira baiana e reúne no elenco, além de Vladimir Brichta, os atores Walmor Chagas (na sua última apresentação artística), Ludmila Rosa, Clarisse Abujamra, Conceição Senna, Paulo Cesar Peréio e Frank Menezes.

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Marília Pêra se tratava de desgaste ósseo (Foto Divulgação).
Marília Pêra se tratava de desgaste ósseo (Foto Divulgação).

Do G1

A atriz, cantora e diretora Marília Pêra morreu às 6h deste sábado (5), no Rio, aos 72 anos. A atriz morreu em casa, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. Ela se tratou recentemente de um desgaste ósseo na região lombar, que a fez se afastar do trabalho por um ano.

Marília era uma das artistas mais completas do Brasil: além de interpretar, era cantora, bailarina, diretora, produtora e coreógrafa. Trabalhou em mais de 50 peças, quase 30 filmes e cerca de 40 novelas, minisséries e programas de televisão. Um dos últimos trabalhos da atriz foi sua participação na série “Pé na Cova’, da TV Globo.

Marília Soares Pêra nasceu em 22 de janeiro de 1943, no bairro do Rio Comprido, no Rio. Sua primeira entrada em cena aconteceu quando ainda era bebê, fazendo figuração numa peça, informa seu perfil no Memória Globo. Aos quatro anos de idade, ela atuou com os pais no espetáculo “Medeia”. Sua irmã mais nova, Sandra Pêra, também é atriz e cantora.

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Rui assegura apoio a Moura na produção de Marighella (Foto Carla Ornelas).
Rui assegura apoio a Wagner Moura na produção de filme sobre Marighella (Foto Carla Ornelas).

O ator baiano Wagner Moura vai dirigir um filme sobre um dos maiores personagens da luta armada contra a ditadura militar no país, Carlos Marighella. Ontem, Wagner reuniu-se com o governador Rui Costa em busca de apoio para a produção cinematográfica da qual será diretor.

O projeto do filme foi apresentado ao governador. “É uma passagem importante da luta contra a ditadura, que vai ser contada com um personagem baiano e imagens da Bahia. Será sucesso sem dúvida e vamos apoiar”, disse Rui.

Wagner Moura disse que a proposta é fazer um filme de ação atraente para o público e possibilite às pessoas “conhecer a história desse baiano”. Com o apoio garantido, o ator e diretor de cinema falou de expectativas quanto à produção: “É muito bom ter o apoio do governo do Estado e espero que possamos fazer um grande filme”.

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Cineclube exibe "Os filhos da mata" nesta quinta.
Cineclube exibe “Os filhos da mata” nesta quinta.

A Tenda Teatro Popular de Ilhéus (localizada na Avenida Soares Lopes) recebe uma sessão especial do Cineclube Équio Reis, nesta quinta-feira (18), às 19h, com a exibição do documentário Konehõpe Upu Ibá – Os Filhos da Mata. O filme foi produzido pelo coletivo “En Cleta Vamos”, composto por jovens argentinos que viajam pela América do Sul de bicicleta, exibindo filmes gratuitamente.

O documentário teve as imagens gravadas entre os meses de fevereiro e março deste ano, quando os integrantes do coletivo moraram, por um mês, na Reserva Pataxó da Jaqueira, localizada a 13 km de Porto Seguro, no sul da Bahia. Trinta famílias da etnia Pataxó vivenciam a sua cultura e preservam 827 hectares de mata atlântica na localidade.
O documentário aborda assuntos como as consequências do massacre de 1951; o processo de homologação e demarcação do território indígena; a criação de uma escola com educação diferenciada; as tradições e costumes dos Pataxós, e o etnoturismo. Além disso, o filme também enfatiza a importância das mulheres na construção da história daquela comunidade.
Após a exibição, os integrantes do coletivo “En Cleta Vamos” vão falar um pouco sobre a produção deste documentário e responder possíveis questionamentos do público. A classificação é livre e a entrada é gratuita.
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Com a exibição gratuita do filme Jogo de cena, o Sindicato dos Comerciários de Itabuna presta homenagem à mulher nesta quinta (6), a partir das 18h30min, no auditório do sindicato, na Avenida do Cinquentenário.
Jogo de cena, do documentarista Eduardo Coutinho, traz a história de 23 mulheres selecionadas há quase oito anos. Os dramas, as conquistas, tristezas e alegrias destas mulheres foram interpretados por várias atrizes, dentre elas Marília Pêra, Fernanda Torres e Andréa Beltrão. Confira trailer.