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:: ‘futebol’

INSTITUTO APONTA O BAHIA COM A MAIOR TORCIDA DO NORDESTE

Torcida do Bahia é a maior do Nordeste, segundo pesquisa.

Torcida do Bahia é a maior do Nordeste, segundo pesquisa.

Um levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas aponta a torcida do Bahia com mais que o dobro que a do Vitória. O tricolor tem também a “maior do Nordestão”, como sua torcida canta no estádio, e a 11ª maior do Brasil, com 2% da população nacional. A do Leão é a 16ª, com 0,8%.

Mais de 4,1 milhões de brasileiros têm o Esquadrão de Aço como clube do coração, o que coloca a torcida tricolor à frente dos cariocas Botafogo e Fluminense. Os fãs rubro-negros são 1,6 milhão, empatados com Atlético-PR e Fortaleza.

No Nordeste, a torcida do Vitória aparece em 4º lugar, atrás também de Sport e Ceará. É a primeira vez na década que o Leão não aparece entre as três maiores da região, independentemente do instituto de pesquisas. Na mais recente, divulgada em abril pelo Paraná Pesquisas, a lista tinha apenas as 14 maiores torcidas, sem o Vitória. O Bahia já era 11º.

Durante dez meses, de março a dezembro de 2016, foram ouvidas 10,5 mil pessoas em 23 estados. A pesquisa foi divulgada pelo jornal O Globo e mostrou também que 40 milhões de brasileiros (19,5%) afirmam não ter time nenhum. A soma supera até a torcida do Flamengo, que continua a maior do país, com 33 milhões (16,2%), seguida por Corinthians (13,7%) e São Paulo (7,4%) no top 3. Do Correio24h.

BANDEIRA BRANCA NA ARENA

marianaferreiraMariana Ferreira | marianaferreirajornalista@gmail.com

Seguimos observadores da banalização e espetacularização da violência dentro daquilo que deveria ser o seu antídoto, o esporte. A educação talvez um dia mude esse padrão e modifique o leque de palavras e comportamentos.

Há cinco anos escrevi um artigo acadêmico que analisava a banalização da violência nos esportes de massa pela imprensa esportiva. Hoje, no período de luto pela equipe da Chapecoense, a solidariedade, que moveu dezenas de clubes no apoio ao time catarinense e milhões de pessoas pelo mundo se declarando suas torcedoras, parecia estabelecer-se, enfim, nesse universo esportivo. As torcidas organizadas poderiam, agora, ser menos gladiadoras? A imprensa passaria a ser mais zelosa na linguagem? Os clubes seriam menos beligerantes?

Somente as dez maiores torcidas de futebol do Brasil possuem juntas mais de 120,8 milhões de torcedores – a população nacional é de aproximadamente 206,8 milhões de habitantes. As agremiações como um todo possuem torcidas organizadas com verdadeiros espíritos de guerra, que transformam estádios e ruas em arenas medievais para agredir os oponentes até o limite da vida. O país é campeão no número de mortes de torcedores por conflitos entre torcidas organizadas. Foram nove mortes esse ano e outras seis estão sendo investigadas por possível elo com o futebol.

O futebol, em particular, como é o assunto que mais mobiliza a massa brasileira, é tratado com alta prioridade pelos veículos de diferentes plataformas. É importante que cada um reavalie seu papel nesse cenário; afinal, vale a pena oferecer a emoção de um combate ao torcedor/espectador, utilizando de linguagem bélica, com forte influência e banalização da violência? O esporte não deveria ser uma fuga da violência? Por vezes, quando escrevia para a editoria de esportes do Jornal Agora, essa reflexão se fazia presente.

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GOL DO SAN LORENZO

DT blog 3Daniel Thame | danielthame@gmail.com

 

E nem o Destino, esse trapaceiro, é capaz de voltar o tempo e fazer a desgraçada dessa bola que parou nos pés de Danilo entrar e abortar o voo para o vazio ainda da pista…

 

23 de novembro de 2016. 23 horas e 35 minutos.  São 45 minutos do segundo tempo. A Chapecoense, time do interior de Santa Catarina que há sete anos disputava a Serie D do Campeonato Brasileiro, segura o 0x0 contra o poderoso San Lorenzo, da Argentina.

O resultado garante a inédita e surpreendente vaga na final da Copa Sul Americana, o segundo torneio mais importante do continente.  Falta na lateral da grande área a favor do time argentino. Na Arena Índio Condá, milhares de corações batem no compasso da expectativa: glória ou tragédia.

Na Fox Sports, o narrador Deva Pascovicci eleva a emoção até a estratosfera: “que o índio Condá fique debaixo das traves. Que o espirito de Condá  esteja com todos os jogadores. Olha o lançamento, bola na pequena área, Bland chuta a queima roupa,  o goleiro Danilo tenta tirar com o pé direito,  mas a bola morre mansamente no fundo das redes”

1×0 San Lorenzo, fim de jogo.

A Chape, como é chamada,  para nas semifinais. Deva, mais controlado, diz que o time caiu de pé. O comentarista Mário Sérgio Paiva,  com seu estilo direto, afirma que faltou experiência pra segurar a bola, mas que serve como lição para um time novo no cenário do futebol internacional. “O time ainda está muito verde para chegar a uma decisão tão importante”, diz o também comentarista Paulo Clement,  fazendo um trocadilho pouquinha coisa mais do que infame com as cores do clube.

Entrevistados pelo repórter Victorino Chermont, os jogadores lamentam o gol sofrido no final do jogo, mas reconhecem que o time sai da competição de cabeça erguida. A torcida concorda, tanto que permanece no estádio após o fim da partida e aplaude de pé  os jogadores e o técnico Caio Junior.

Apenas Danilo continua inconsolável: “eu poderia ter defendido aquela bola…”

30 de novembro de 2016. 22 horas e 15 minutos. Atlético Nacional e San Lorenzo fazem em Medellin o primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana. O goleiro Danilo assiste em casa à partida, transmitida pela televisão. A cada lance, o mesmo pensamento: “eu poderia estar lá com a Chapecoense, se não fosse aquela bola no fim do jogo…”.

É despertado do estupor pelo abraço do filho pequeno, vestido com a camisa da Chape, e pela voz da mulher: “vem dormir, porque amanhã você tem treino pra pegar o Atlético Mineiro pelo Brasileirão”.

Na Fox Sports,  Deva Pascovicci narra e Mário Sérgio comenta o jogo do estúdio. Em Medellin,  Vitorino Chermont, que seguiu para a Colômbia num voo de carreira, faz reportagens de campo já com cabeça na Copa Libertadores 2017 com Palmeiras, Flamengo, Santos e outros times de títulos, torcida e tradições mundiais.  A Chapecoense foi um breve sonho de primavera que o time do Papa tratou de interromper no derradeiro minuto de jogo. A  vida e o jogo não podem parar.

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E nem o Destino, esse trapaceiro, é capaz de voltar o tempo e fazer a desgraçada dessa bola que parou nos pés de Danilo entrar e abortar o voo para o vazio ainda da pista…

Daniel Thame é jornalista, escritor e editor do Blog do Thame.

CRUZ VERMELHA DIZ QUE 60 CORPOS JÁ FORAM RESGATADOS DE AVIÃO

Equipe de buscas no local de queda (Foto Polícia de Antioquia).

Equipe de buscas no local de queda (Foto Polícia de Antioquia).

A Cruz Vermelha da Colômbia disse que já foram resgatados 60 corpos do acidente com o avião que levava o time da Chapecoense para Medellín, na Colômbia. Um representante da Cruz Vermelha disse à rádio Blu Colombia que 60 dos 75 corpos que estavam no local do acidente foram recuperados e levados para Olaya Herrera.

O avião da companhia Lamia tinha capacidade para 95 pessoas, mas contava com 81 pessoas a bordo no momento do acidente, sendo que nove delas eram membros da tripulação. Além de dirigentes esportivos e jogadores, entre os passageiros havia 21 jornalistas e representantes da imprensa esportiva brasileira. Da Agência Brasil.

MORRE CARLOS ALBERTO TORRES, CAPITÃO DO TRI DO BRASIL EM 1970

Torres faleceu nesta terça.

Torres faleceu nesta terça.

Morreu nesta terça-feira (25) Carlos Alberto Torres, aos 72 anos. Ele foi capitão do tricampeonato da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970. O ex-atleta sofreu um infarto fulminante.

Carlos Alberto, além de ter tido uma participação marcante na seleção canarinho, também foi figura de destaque em times como Santos e Fluminense. No primeiro, foi pentacampeão paulista. No Flu, Carlos Alberto conquistou o tricampeonato carioca.

Atualmente, o ex-jogador trabalhava como comentarista da Sportv. Sua última aparição no programa Troca de Passes foi neste domingo, 23. O quadro estava previsto ainda para ir ao ar. Informações d´A Tarde.

VITÓRIA FORA DA ZONA

O Vitória saiu da Zona de Rebaixamento da Série A do Campeonato Brasileiro, hoje (28), ao bater o América-MG, na Fonte Nova, em Salvador. O Rubro-Negro venceu o time mineiro por 2 a 1,  alcançando a 15ª posição, com 26 pontos.

Quem abriu o placar foi Marcelo. Ele aproveitou rebote da entrada da grande área e mandou no cantinho do goleiro do América. David fez 2 a 0. Já no finalzinho do jogo, a equipe mineira – lanterna do Brasileirão – diminuiu, com Diego Barcelos.

Confira os principais lances no vídeo abaixo.

BAHIA TEM PIOR CAMPANHA DA SÉRIE B EM DEZ RODADAS

bahiaNas últimas dez rodadas da Série B do Brasileiro de Futebol, o Bahia somou sete pontos, o que significa a pior campanha entre todos os clubes que participam do certame nacional. Na frente do tricolor, estão Sampaio Corrêa (oito pontos), Joinville (oito pontos) e Luverdense (onze pontos).

O Bahia volta a jogar no próximo dia 16 de agosto, contra o Atlético Goianiense, na Arena Fonte Nova, pela última rodada do primeiro turno da competição. A equipe ocupa o décimo lugar, com 24 pontos, oito distante do G-4 e cinco próximo da zona de rebaixamento para a Série C. Do Bahia Notícias.

ENTRE NARCISO E DEUS

leandro afonsoLeandro Afonso, via Facebook

Em tempos tão obscuros, que futebol e existência são motivados por uma mistura de xenofobia e falta de tesão pelo jogo, por uma combinação de todo tipo de alterofobia e gente cheia de não-me-toque, de gente sem alma mesmo, foi maravilhoso ver Portugal campeão da Eurocopa.

Particularmente, por uma questão de princípios e valores inegociáveis, sou mais Messi, só que ontem rolou um negócio doido. Horas depois de dizer abertamente que eu ia torcer pra França, porque era incapaz de vibrar com Cristiano Ronaldo, vi o Narciso dos Narcisos sair lesionado, e senti tudo menos felicidade.

Porque, nessa Euro, Cristiano Ronaldo soube entender que a derrota ia para sua conta, quisesse ele ou não; o mundo não cobra só de quem pode dar, mas certo que ia cobrar dele inclusive o que ele não pode dar. “Eu sou um só”, “os outros não estão do meu nível”, ele poderia alegar, como já fez. Mas, diferente de sua postura no pós-jogo contra a Islândia, quando talvez tenha atingido o ápice da mediocridade, a partir dali ele mudou.

Passou a fazer o que não costumava fazer, como me lembrou Bruno, ganhou o grupo. Foi um líder. Foi o Narciso de sempre, mas quis abraçar os outros também, fazê-los melhores do que o que são. Disse a um imigrante, nascido em Guiné-Bissau, que ele ia fazer o gol do título da Eurocopa. E ele fez. Olhe que maravilhoso, o gol do título de campeão da Europa, feito na casa de um país cuja letra do hino é abertamente xenófoba e belicista, foi marcado por um imigrante africano. E liderado por um cara que abraçou uma causa e um grupo, que abraçou a palavra entusiasmo, e aqui entusiasmo na sua raiz otimista e religiosa, que é (acreditar) ser inspirado por Deus.

Em tempos tão obscuros, que futebol e existência são motivados por uma mistura de xenofobia e falta de tesão pelo jogo, por uma combinação de todo tipo de alterofobia e gente cheia de não-me-toque, de gente sem alma mesmo, foi maravilhoso ver Portugal campeão da Eurocopa.

Leandro Afonso é cineasta e jornalista.

BAHIA QUEBRA SEQUÊNCIA DE DERROTAS

Ontem à noite (28), o Bahia recebeu o Oeste (SP), na Fonte Nova, e conseguiu vencer, após sequência de quatro derrotas para times intermediários ou na zona de rebaixamento da Série B do Campeonato Brasileiro.

O Esquadrão bateu o Oeste por 2 a 0 e deu uma respirada na competição, passado a 20 pontos, mas ficando a 2 da zona de classificação para a Série A de 2017. Hernane e Zé Roberto fizeram os gols do jogo que marcou a estreia do técnico Guto Ferreira.

Confira os melhores lances da partida.

POLÍCIA SUSPENDE A BAMOR DOS ESTÁDIOS

PM proíbe a Bamor em estádios por 180 dias (Foto Reprodução).

PM proíbe a Bamor em estádios por 180 dias (Foto Reprodução). 

Ontem (7), o Bahia venceu a primeira partida fora de casa. Bateu o Goiás por 0 a 2, no Estádio Serra Dourada. O Esquadrão conquistou a terceira posição na classificação geral da Série B no dia em que a Bamor, torcida organizada, foi suspenda dos estádios por seis meses.

A suspensão foi aplicada pelo Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (Bepe), da Polícia Militar. Foi punição contra as cenas de violência protagonizada por alguns de seus integrantes na partida do Bahia contra o Náutico.

A briga envolveu membros da Terror Tricolor. A medida cautelar está prevista no Estatuto do Torcedor, sendo aplicada na ocorrência de “indisciplina e brigas entre torcidas”, segundo a PM.

HÁ 10 ANOS, COLO-COLO FATURAVA O BAIANÃO


Era um 28 de maio, mas não era mais um. Era o Dia D, o do título. Pela primeira vez na história, um time do sul da Bahia faturava o Baianão de Futebol.

Fora de casa, Gil, Ednei, Jânio, o paredão Marcelo & Cia premiaram o Vitória com um belo chocolate em pleno Barradão, a toca do rubro-negro: 4 a 2.

Era 28 de maio de 2006. O time caiu para a Segundona por duas vezes. A última delas ocorreu justamente neste ano, após campanha decepcionante. Porém, fica o sabor daquele título que fez Ilhéus parar.

VITÓRIA MANTÉM TABU E FICA PERTO DO TÍTULO

O Vitória não perde para o Bahia no Barradão desde 2011 e mantém uma sequência de oito jogos de invencibilidade diante do Esquadrão. Ontem, o rubro-negro ficou mais próximo do título estadual ao derrotar o tricolor por 2 a 0, com Diego Renan marcando de penâlti e Amaral fazendo um golaço, de fora da área.

Com o placar deste domingo (1º), o Leão reverteu vantagem e pode até perder por um gol de diferença, na Fonte Nova, no próximo domingo (8), para levantar a taça. Já o Bahia, precisa vencer por, no mínimo, dois de diferença. Abaixo, confira os gols da partida no Barradão.

LÉO, O FERA

Na semana passada, Itabuna perdeu figuras-símbolo de sua história centenária. Vivaldo Moncorvo, Adonias Oliveira, José Carlos “Bocão”, Benedito Soriano e Léo Briglia, craque do futebol brasileiro que fez chover nos gramados brasileiros. A seguir, um email enviado pelo jornalista e escritor Antonio Lopes ao também jornalista Marival Guedes, autor do texto “Valeu, Léo”, publicado no último sábado (27). Na sequência, encerrando a série de artigos em homenagem a Briglia, trazemos texto do advogado Allah Góes, amigo do ex-jogador. Confira.

antônio lopes pimentaAntônio Lopes | abcdlopes@gmail.com

 

Perguntei se ele sofreu com a possibilidade de o Bahia ser derrotado (o jogo foi zero a zero), e ele, contrariando minha expectativa, disse que não. “Afinal de contas, sou Vitória”, explicou, para meu espanto.

 

Oi, Marival! A sua foi a melhor matéria que vi na mídia, a respeito da fera Léo Briglia. As notícias omitiram coisas importantes, como ele ter jogado no América (Rio) e no Colo Colo (Ilhéus). Em geral, falam apenas em Fluminense e Bahia. Também não falaram que ele era um dos líderes do “ingênuo” carnaval da Ponta da Tulha, com um bloco, creio que As muquiranas, na tradicional fórmula de homens vestidos de mulheres.

Eu o conheci, quem diria, no Brasil de Buerarema, e disse, em algum lugar, nunca ter visto alguém que jogasse tanta bola. Pode ter sido uma visão distorcida de menino perna-de-pau? Talvez. Mas digo e provo que, mais tarde, já metido a entender do famoso esporte bretão (cheguei a cometer análises na Rádio Difusora, ao lado dos insuspeitos Orlando Cardoso e Geraldo Borges), vi Pelé e Zico, craques acima de qualquer suspeita, comparei-os com o Léo da minha infância e sequer me bateu a passarinha.

Sobre o América, também não falaram que o time de Orlando Cardoso foi a perdição do craque itabunense. Lá, ele conheceu o técnico Martin Francisco, de quem se fez grande amigo. E esse Martim Francisco (Ribeiro de Andrada, descendente daqueles Andradas famosos de Minas) sabia tudo de bola e de copo. Fome e vontade comer: Léo, chegado aos etílicos, encontrara o “chefe” que pedira a Deus.

MF, chamado de lorde dos gramados brasileiros, professor e cientista do futebol, morreu com apenas 54 anos, vítima de “doenças relacionadas com o álcool”.

Em 1988, A Tarde me escalou para acompanhar a decisão do Campeonato Brasileiro ao lado de Léo, na Ponta da Tulha. Lá fui, com o fotógrafo Zeca, encontrar o ex-jogador numa roda de cerveja e papo descontraído, num dos botecos que frequentava. Expliquei meu objetivo, e ele não se fez de rogado: “Vamos lá”, disse. Encerrou a conversa e nos levou para sua casa. Lembro que, no sagrado recesso do lar do craque, enxugamos duas ou três cervejas.

O resultado, todos sabem: o Bahia empatou, o que era suficiente para sair do Beira-Rio campeão brasileiro. Anotei, durante o jogo, alguns comentários de Léo, mas só depois do apito final “encontrei” minha matéria. Perguntei se ele sofreu com a possibilidade de o Bahia ser derrotado (o jogo foi zero a zero), e ele, contrariando minha expectativa, disse que não. “Afinal de contas, sou Vitória”, explicou, para meu espanto.

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QUEM JOGA AO LÉO, BRILHA

Allah GóesAllah Góes | allah.goes@hotmail.com

Na Ponta da Tulha, Léo era sinônimo de alegria e descontração, fundador do Bloco As Leoninas (onde ele, para variar, saía fantasiado de biquíni).

E ele se foi! Claro que com tristeza para os que ficam, mas uma tristeza diferente, com um misto que vai além da saudade e da dor, pois, para nós que ficamos, existe também a satisfação de saber que ele cumpriu o seu dever. O dever de ter entretido, surpreendido e alegrado a vida de milhares de pessoas.

Também, depois de ter vivido uma vida intensa, ter sido o responsável por dar tanta alegria para tanta gente, ter sido o mais importante artista grapiúna do mais popular esporte brasileiro, partiu para continuar sua trajetória de alegria, boemia e diversão… Só que agora em outro plano, o grande “boleiro”, Emanoel Briglia, o “Seu Léo”.

Boêmio, namorador, amigueiro, acessível, contador de estórias e excelente jogador de bola, este foi Léo Briglia, que apesar de filho de “coronel do cacau”, não queria ser “doutor”, como o foram seus outros irmãos. Quis mesmo foi ser jogador de futebol, “peladeiro”, e com o sucesso alcançado na antiga Capital Federal, inspirou o surgimento daquela geração de Itabunenses que, nos anos 60, foi hexacampeã baiana de futebol.

Podem até me tachar de exagerado, mas, como fã incondicional, não poderia pensar de outra forma, pois acredito que se não fosse “Seu Léo”, e o destaque que teve, tanto como artilheiro do campeonato brasileiro como por conta dos diversos títulos conquistados, muito provavelmente não teríamos hoje o nosso Estádio, e o nosso querido Itabuna Esporte Clube, pois foi por conta do mito do “jogador campeão e irreverente” que surgiu a inspiração para a profissionalização de nosso futebol.

Mas a trajetória de vida de “Seu Léo”, não se resume apenas a ter inspirado o surgimento de nossos “craques”, ter sido diversas vezes campeão carioca, campeão brasileiro e ter jogado pela seleção brasileira (tendo sido cortado daquele time que foi campeão do mundo em 1958 pelo infortúnio de estar com “dentes careados”). O legado de Léo reside na forma simples, acessível e carismática com que sempre tratava a todos e a maneira leve com que encarava a vida.

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O RECONHECIMENTO A LÉO BRIGLIA

homenagem leoO clube que consagrou Léo Briglia para o Brasil presta homenagem ao velho ídolo. Nas redes sociais, o Esporte Clube Bahia agradece ao ex-atleta, merecidamente chamado de “campeão”.

O Bahia lembra os dois feitos que marcaram a carreira de Léo Briglia: a artilharia do primeiro Campeonato Brasileiro e o título da competição, em 1959.

O ex-jogador morreu hoje, aos 87 anos. Seu corpo está sendo velado no Velório Santo Antônio e será sepultado nesta sexta-feira (25), às 8 horas.

MORRE LÉO BRIGLIA, UM DOS MAIORES CRAQUES QUE A BAHIA JÁ VIU

Leo-Briglia-304x354Hoje é um dia triste para o futebol. Morreu, aos 87 anos, o itabunense Léo Briglia, certamente um dos maiores craques que a Bahia produziu para o esporte das multidões.

Artilheiro da primeira edição do campeonato brasileiro, em 1959, Léo foi o principal responsável pela conquista do título nacional pelo Bahia naquele ano. Chegou a ser cogitado para a Seleção Brasileira, mas acabou perdendo a chance devido a problemas físicos. Substituíram-no por um sujeito  chamado Edson, apelido Pelé. Além do Bahia, Léo também brilhou no Fluminense.

Na década de 50, quando jogava pela Seleção de Itabuna, Léo simplesmente acabava com os adversários. Era um time dos sonhos, que se fazia respeitar no futebol baiano. “Nós papávamos todos eles”, disse certa vez o mestre, sem falsa modéstia.

A causa da morte de Léo Briglia ainda não foi confirmada. Seu corpo será velado a partir desta manhã, no Velório Santo Antônio, e o sepultamento irá ocorrer nesta sexta-feira (26), em horário a ser confirmado pela família.

Atualizado às 9h34

VITÓRIA DETONA ESTÁDIO MÁRIO PESSOA

Rubro-Negro não saiu do empate com o Bode de Conquista (Foto José Nazal).

Rubro-Negro não saiu do empate com o Bode de Conquista (Foto José Nazal).

Não apenas o empate em 1 a 1 contra o Vitória da Conquista deixou o Leão da Barra irritado. O corte e pintura do gramado do Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus, a menos de 30 minutos do jogo válido pelo Baianão 2016 foi a primeira crítica. Houve mais.

De acordo com a assessoria do Vitória, o Rubro-Negro não teve banco para sentar durante a preleção no vestiário e faltou água para a equipe tomar banho, após a partida. Os jogadores foram tomar banho no hotel.

– Todo ano é a mesma coisa. Se faz diversas exigências lá no Barradão, mas no Interior não vemos nada disso – disse Roque Mendes, assessor de imprensa do Vitória, em entrevista ao Galáticos Online.

A partida entre o Leão e o Bode ocorreu no Mário Pessoa por que o estádio Lomanto Júnior, mando de campo do Vitória da Conquista, ainda não tem condições de jogo. Está em reforma.



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