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:: ‘Geddel’

GEDDEL E A SUCESSÃO

Marco Wense

O pré-candidato do PMDB à sucessão do governador Jaques Wagner, o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), aparece na terceira posição em todas as pesquisas de intenção de votos.

Se a eleição fosse hoje, Geddel teria a metade dos votos de Paulo Souto (DEM) e Jaques Wagner (PT), tecnicamente empatados. A vantagem do democrata sobre o petista é de menos de dois pontos percentuais.

A polarização do processo eleitoral, com Souto e Wagner disputando voto a voto, seria uma treva para os peemedebistas, principalmente para o presidente estadual da legenda, o peemedebista-mor Lúcio Vieira Lima.

O PT acredita que o maior problema do geddelismo – espécie de carlismo disfarçado, segundo petistas provocadores – é uma inevitável debandada de prefeitos do PMDB para apoiar a reeleição do governador Jaques Wagner.

Se Geddel não crescer nas pesquisas, não mostrar que sua candidatura é eleitoralmente viável, que pode sair vitorioso, vai terminar sendo vítima do próprio pragmatismo do PMDB.

O ministro, em recente entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, deixa transparecer a sua falta de confiança na legenda: “O PMDB, infelizmente, tem tido o pouco salutar hábito de não se escravizar pelo resultado das urnas. O partido precisa ter posição clara. Se é governo ou  oposição”.

A declaração de Geddel é a prova inconteste de que o PMDB é politicamente instável. Não é confiável.  Suas lideranças – vereadores, prefeitos, governadores, deputados e senadores –, com as honrosas exceções, seguem a cartilha da conveniência e do interesse pessoal.

Sob o comando do bom médico Renato Costa, pré-candidato a deputado estadual e presidente do diretório municipal, os peemedebistas de Itabuna, obviamente os mais esperançosos, acreditam que a disputa no segundo turno será entre Geddel e Paulo Souto (DEM).

Os peemedebistas lembram que o então candidato a prefeito de Itabuna, Capitão José Nilton Azevedo, depois de ficar um bom tempo sem nenhuma perspectiva de vitória, foi eleito com mais de 12 mil votos na frente da petista Juçara Feitosa.

A modesta coluna aposta numa disputa acirrada entre Wagner e Souto, com o ministro Geddel fora do páreo. E aí cabe uma pertinente pergunta: Geddel, em um eventual segundo turno, ficaria com o petista ou o democrata?

O ex-presidente estadual do PT, Josias Gomes, pré-candidato a deputado federal, acha que o ministro Geddel Vieira Lima, em decorrência do presidente Lula, fica com Wagner.

Aliás, muita gente tem esse mesmo raciocínio de Josias. Não acredita que Geddel, depois de tudo que Lula fez, transformando-o em um “super-Geddel”, possa trair o presidente da República.

Mas uma outra declaração de Geddel, também no Estadão, não fecha a janela de um possível apoio a Paulo Souto e, muito menos, ao governador José Serra, pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo tucanato.

Depois de fazer rasgados elogios a Dilma Rousseff, Geddel deixa nas entrelinhas que não vai aceitar qualquer tipo de indiferença em relação a sua candidatura ao Palácio de Ondina.

E mais: além de exigir a presença de Dilma no palanque, ficará vigilante a qualquer gesto da pré-candidata do PT que possa ser interpretado como favorável ao projeto de reeleição do governador Jaques Wagner.

Geddel Vieira Lima diz: “Só terei posições alternativas se for hostilizado. Se perceber que a construção de um projeto político está condicionada às relações pessoais e não política”.

Para os bons entendedores bastam poucas palavras. No caso em tela, até os incautos percebem que nas “posições alternativas” do ministro está embutida a seguinte ameaça: o apoio do PMDB baiano a Paulo Souto em um eventual segundo turno.

Como a declaração do ministro Geddel Vieira Lima está no plural – “posições alternativas” –, ela pode ser estendida para o pré-candidato do PSDB à presidência da República, o tucano José Serra.

Se o PT quer o apoio do geddelismo no segundo round, seja na sucessão estadual ou presidencial, é melhor tratá-lo com mais carinho. A ponta afiada da estrela vermelha não pode tocar no ministro Geddel.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

A PAIXÃO NÃO CORRESPONDIDA DE NEWTON

Newton quer Geddel.

Newton quer Geddel.

Do Política Etc | www.politicaetc.com.br

O prefeito de Ilhéus, Newton Lima, só espera um jeito, uma oportunidade para escapulir do PSB e filiar-se ao PTB, onde poderá satisfazer um desejo que lhe consome: o de apoiar a eleição do peemedebista Geddel Vieira Lima para governador da Bahia.

Por enquanto, Newton nega a pulada de cerca partidária, mas – por via das dúvidas – já deixou seu “homem forte”, Carlinhos Freitas, escalado no controle do PTB em Ilhéus.  No Estado, a legenda está sob o comando dos irmãos Vieira Lima.

O prefeito não esconde o desassossego com Wagner. Reclama de que o governador dá pouca atenção a Ilhéus, é um alheio aos problemas da Terra da Gabriela.

Em contrapartida, Newton não pode ouvir dizer que Geddel vai aterrissar com seu jatinho no Aeroporto Jorge Amado, que corre pra receber o homem e lhe conceder todas as honras. É paixão arrebatadora, que não tem Lídice da Mata capaz de conter.

Do Pimenta: O caso é de paixão mesmo. E das não correspondidas, pois ‘santo’ Geddel não fez pingar um centavo que seja em Ilhéus, via ‘seu’ Ministério da Integração Nacional. Já em Itabuna, a previsão é de chuva forte. E o devoto Capitão Azevedo (DEM) está rindo à toa com os milagres (prometidos) do ministro…

UM LUGAR NO VOO

Do Política Et Cetera

O governador da Bahia, Jaques Wagner, está feliz com o resultado da visita da ministra Dilma Rousseff à Bahia. No seu íntimo, ele considera a estada da presidenciável na terra de todos os santos como um divisor de águas. Foi o primeiro momento em que a pré-candidata se mostrou mais humana, com direito à água de cheiro e missa no Bomfim.

Pode-se afirmar que o único ponto negativo (para Wagner) na viagem da ministra foi o fato dela ter desembarcado em Salvador ao lado do colega de ministério, Geddel Vieira Lima. O adversário do governador veio no mesmo voo de Dilma, que ainda deixou nas entrelinhas a possibilidade de subir em dois palanques na Bahia: o do PT e o do PMDB.

Wagner mordeu o caroço da azeitona, mas está escaldado. Amanhã, ele vai a Brasília para assegurar sua vaga na comitiva presidencial que estará na Bahia quarta-feira. Lula vem visitar as obras de transposição do Rio São Francisco e o governador não quer dar a Geddel o gostinho de descer do avião ao lado do presidente.

Afinal, vir à Bahia com Dilma é uma coisa. Chegar colado no popularíssimo Lula é bem diferente. Wagner deve garantir sua vaga sob as barbas do grande chefe, mas obviamente terá que suportar a presença de Geddel no mesmo avião. O ministério do peemedebista é o que toca as obras da transposição do São Francisco e, portanto, é lógico que ele faça parte da comitiva.

A briga será para ver quem fica mais perto e recebe com maior intensidade a irradiação do carisma do barbudo-mor. Aí a disputa será palmo a palmo e Wagner vai usar a condição de correligionário e amigo de Lula para ter um tratamento diferenciado.

Leia mais em www.politicaetc.com.br

A MINISTRA E A MENSAGEM

O governandor Jaques Wagner e a ministra Dilma Roussef

O governandor Jaques Wagner e a ministra Dilma Rousseff

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) incendiou os bastidores do circuito político baiano em sua passagem pela terrinha, no fim de semana. Uma declaração dela deixou bem claro para os rebeldes o que é prioridade para o Planalto na Bahia, em relação às eleições de 2010:

“Geddel é ministro do governo Lula e o governador Jaques Wagner é uma pessoa que tem uma relação absolutamente próxima comigo, sobretudo com o presidente Lula, e portanto a nossa relação aqui é muito clara. Nós temos esses dois vínculos”.

Falta dizer muito pouca coisa pro peemedebista. Talvez que ‘aceitamos dois palanques, mas nosso apoio, aqui, é para Jaques Wagner’. Na verdade, depois de uma declaração dessas, não falta dizer mais nada.

WAGNER DIZ QUE GEDDEL O APUNHALOU PELAS COSTAS…

Wagner elogia Valmir e critica traidores (Foto Osvaldo Queiroz).

Wagner elogia Valmir e critica traidores (Foto Osvaldo Queiroz).

Numa solenidade em que destacou o trabalho do secretário Valmir Assunção à frente da Pasta da Assistência Social, o governador Jaques Wagner disse não impedir que alguém cresça ao seu redor e afirmou não ter medo de dividir poderes. E aproveitou para disparar contra um ex-aliado:

– Quem tem competência, se estabelece. Nunca impedi que alguém crescesse. É claro que de vez em quando a gente ajuda alguém a crescer e esse alguém acaba nos apunhalando pelas costas.

Quem acompanha a política baiana sabe de quem estava falando o governador. Era dele mesmo, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), que se fortaleceu à sombra de Jaques Wagner, tornou o PMDB ‘gigante’ e depois abandonou o atual governador. Abandonou para disputar a sua sucessão em 2010…

REGRA 3

Geddel mira a Propeg, de Fernando Barros.

Geddel mira a Propeg, de Fernando Barros.

Mesmo com os desmentidos de Geddel Vieira Lima, a informação publicada na coluna Informe JB, do Jornal do Brasil, de que o publicitário Fernando Barros será o marqueteiro da campanha do ministro ao governo da Bahia criou um enorme mal-estar na ala do DEM mais próxima ao ex-governador Paulo Souto.

Barros é ligado a Souto e a notícia soou como uma espécie de traição (“a única novidade na Bahia é você”, disse Barros a Geddel). O marqueteiro é amigo de Souto, com quem costuma se encontrar na pacata cidade de Canavieiras, onde ambos mantêm casas de veraneio.

O desmentido do ministro piorou a situação. No Informe de hoje, ele diz que “não firmou contrato com a agência Propeg”, cujo dono é Barros. Ou seja, o ministro não negou que esteja conversando com o publicitário.

Com certa revolta, fontes do DEM comentam que as conversas acontecem, sim. E constantemente. As mesmas fontes dizem que Geddel não daria um passo sem consultar Barros, o mentor da política de comunicação da era Paulo Souto.

A informação também provocou ciumeira nos marqueteiros da Ideia 3, agência que assessora Geddel, por motivos óbvios. Para piorar a situação, sabe-se que o encontro caloroso entre Barros e o ministro foi ‘vazado’ pela assessoria do próprio ministro.

ELIEL QUER DEPUTADOS DO PSC NA OPOSIÇÃO

Eliel quer deputados na oposição (Foto BA Notícias).

Eliel quer deputados na oposição (Foto BA Notícias).

Eliel Santana voltou atrás. No mês passado, Eliel afirmou ao Pimenta na Muqueca que os deputados estaduais do PSC (Ângela Sousa e Carlos Ubaldino) continuariam dando sustentação política ao governo de Jaques Wagner.

Ontem, após assegurar as filiações das deputadas Maria Luiza e Antônia Pedrosa ao partido, o presidente da legenda mudou de opinião. Quem marchar com Wagner, poderá sofrer sanções do partido (lembre aqui a entrevista concedida por Eliel ao Pimenta, concedida há um mês).

O PSC sai de dois para quatro deputados, após negociações intensas com o PMDB do ministro Geddel Vieira Lima, que é pré-candidato a governador do estado e, óbvio, quer criar todas as dificuldades possíveis ao “Galego” do Palácio de Ondina.

As negociações com o PMDB ainda asseguraram ao PSC mais vagas na Assembleia Legislativa e uma vaga na Câmara Federal. Isso, porque o deputado federal Sérgio Brito licenciou-se para assumir a Secretaria de Planejamento de Salvador. A licença abriu espaço para Erivelton Santana ou Milton Barbosa, ambos da legenda social-cristã, assumir a vaga, temporariamente.

DIRETO DA MALHA FINA

Tá dominado
Em Feira de Santana Geddel respondeu a perguntas dos jornalistas por quase três horas. Em Itabuna não aguentou nem três minutos. Também… lá não tinha Vilanova nem Pimenta.

Leia mais em A Região e relembre o caso clicando aqui.


INSTINTO

Por ainda estar ligado à sonda que o alimenta (governo), o ministro Geddel Vieira Lima afirma que apoiará a eleição de Dilma Rousseff. Mas o instinto de sobrevivência do peemedebista começa a falar mais alto.

Comenta-se que Geddel já está disposto a abandonar Lula, sob o pretexto de que deseja liberdade para tocar sua campanha a governador da Bahia.

Não há como não crer que a baixa expectativa com o projeto Rousseff seja o maior fator de motivação de Geddel.

ISTOÉ: LULA DIZ QUE FICA COM WAGNER

Adriana Nicácio | Revista Istoé

Revista diz que Lula cozinha Geddel.

Revista diz que Lula cozinha Geddel.

Candidato ao governo da Bahia e com a esperança de ser o único a desfrutar da popularidade de programas sociais como o Bolsa Família, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), está sendo cozinhado em fogo brando pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em alguns Estados, Lula defende uma resignação do PT em favor de alianças. Mas na Bahia o presidente apoia a reeleição do governador Jaques Wagner. Lula quer negociar um pacote com o PMDB para garantir o apoio nacional do partido ao candidato do PT a presidente em 2010. Vai incluir Geddel e as dissidências em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Pará nas discussões.

Ele já percebeu que Geddel começa a se isolar na Bahia e acredita que o ministro pode voltar a apoiar Wagner. “O presidente Lula não vai chamar o Geddel para conversar. Fez isso várias vezes antes do rompimento”, diz um assessor próximo de Lula. No dia 6 de agosto, Geddel rompeu, por telegrama, com o PT baiano e lançou sua précandidatura ao governo da Bahia, em clara oposição ao governador. O gesto não seria tão grave, na visão dos petistas, se Wagner não tivesse sido o padrinho político de Geddel na indicação para o ministério.

Quando recebeu o telegrama às 23h no Palácio de Ondina, Wagner esbravejou: “Traição e ingratidão vêm do berço.” Lula também ficou bastante irritado com a decisão de Geddel, mas ainda tem esperanças de um providencial recuo. Durante café da manhã no Palácio da Alvorada, no dia 31, Wagner disse ao presidente que Geddel está usando a estrutura do governo para falar mal do próprio governo. Wagner destacou que nenhum indicado de Geddel foi demitido no Estado. Lula concordou, mas deu um conselho ao governador: “Galego, eu sei que você chegou ao seu limite. Mas é preciso ter paciência.”

Como bom cozinheiro, Lula já tem a receita ideal para dobrar Geddel. Primeiro, escolheu a dedo o interlocutor. “Quem vai falar com o ministro será o Gilberto Carvalho (chefe de Gabinete do presidente) porque cabe ao Gilberto tratar dessas questões espinhosas.

Mais que espinhosa, a situação é delicada para o PT na Bahia, principalmente porque a iniciativa de Geddel despertou a candidatura do ex-governador baiano Paulo Souto (DEM), que, em algumas pesquisas, aparece em primeiro lugar e ameaça a reeleição de Wagner. Há quase um ano, Geddel está em campanha pelo interior. Busca novas alianças, pois perdeu para Wagner o apoio do PDT e do PP.

Em alguns casos, sua mensagem chega por telegrama. Numa delas, seu assessor José Carlos Esmeraldo informou à prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, que o ministério liberou a primeira parcela de R$ 3,5 milhões para recuperação da cidade e concluiu: “Peço comunicar lideranças locais que o nosso ministro continua seu trabalho em favor da comunidade.”

De acordo com o deputado Raymundo Veloso (PMDB-BA), que tem andado pelo interior, Geddel está forte. “Se ele for para o segundo turno, seja contra o Jaques Wagner, seja contra o Paulo Souto, vence. Temos mais de 100 prefeitos trabalhando para ele”, garante Veloso. “Ninguém vai tirar da cabeça do ministro a ideia de concorrer ao governo da Bahia.”

Geddel, porém, é mais cauteloso e continua a aguardar um chamado de Lula. O ministro apostava numa viagem do presidente a Juazeiro, em setembro, para visitar as obras de transposição do rio São Francisco.

Pensava até em acompanhar Lula no avião presidencial. Mas a viagem está suspensa, por tempo indeterminado, por “problemas de agenda”. Seus assessores continuam acreditando que o encontro será realizado.

“Há pelo menos três opções: o presidente pode oferecer a Geddel ser vice de Wagner, pedir que o ministro seja candidato ao Senado, e, na pior das hipóteses, pode pedir que ele deixe o ministério”, enumera um assessor próximo do ministro, que confia no poder de fogo do PMDB.

O ministro estuda esse cardápio. Sem alarde, pediu a duas pessoas que sondassem Wagner sobre o apoio à vaga ao Senado. Haverá renovação de dois terços do Senado e Wagner decidiu apoiar o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Otto Alencar, que já pediu afastamento do TCM. A outra vaga continua em aberto. “Geddel só precisa pedir o apoio em público”, diz um dirigente petista. Mas o presidente do PT na Bahia, Jonas Paulo, é mais exigente.

“É uma situação esdrúxula, termos um ministro que é concorrente no maior Estado que o partido do presidente governa”, reclama. No entanto, admite que Geddel pode voltar a ser um aliado, embora o sentimento na base do PT, observa Paulo, seja de revolta. “Nós transmitimos isso ao Lula.” Entende-se, portanto, por que o presidente mantém o ministro em banho-maria. Na quinta-feira 10, um segredo da receita de Lula foi revelado.

O ministro do Trabalho, Carlos Luppi, esteve em Salvador e filiou ao PDT três deputados estaduais que iriam apoiar Geddel e mudaram de lado. Ou seja, Lula ainda está longe de colocar seu toque final neste prato da cozinha baiana.

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PSC MANTÉM OS PÉS EM DUAS CANOAS

PSC de Eliel fecha com PMDB, mas continua com Wagner até 2010 (Foto Bahia Notícias).

PSC de Eliel fecha com PMDB, mas continua com Wagner até 2010 (Foto Bahia Notícias).

O ex-deputado estadual Eliel Santana sustenta que a decisão do seu partido de marchar com o PMDB cumpre estratégia do diretório nacional do PSC e não seria reflexo da negociação frustrada para entrar na base do governo e assumir cargos de primeiro escalão. Ele conversou com o Pimenta, há pouco.

O ex-deputado admite que o PSC permaneça na base do governo estadual, mas a história mudará quando o assunto for eleições 2010. Aí, diz, o partido pula para a canoa do PMDB, que tem como pré-candidato a governador o ministro Geddel Vieira Lima. Confira abaixo.

Pimenta na Muqueca – O PSC vai mesmo marchar com o PMDB?
Eliel Santana
– Temos um histórico ligado à oposição, que hoje é governo. A partir da vitória de Wagner, conversamos, mas o governo optou por fazer entendimento com os parlamentares, não concretizou nenhum entendimento político com o partido.

Por que a decisão de apoiar Geddel?
Temos participação na prefeitura de Salvador, que não é grande. O entendimento da direção nacional é reforçar o PSC no plano nacional e a aliança com o PMDB é neste sentido.

Quais são os planos do partido?
Pretendemos fazer, no mínimo, um deputado federal por estado. Hoje temos 16 federais e queremos dobrar para quatro o número de parlamentares estaduais na Bahia. Hoje temos os irmãos Carlos Ubaldino e Ângela Sousa.

E as negociações com o Governo?
Houve um equívoco quando se disse que as negociações estavam baseadas nas condições de Héber (Santana) assumir como vereador, e Erivelton Santana, como deputado federal. Essa condição de primeiros suplentes de vereador e deputado federal surgiu a partir das eleições [de 2006 e 200]. Ainda temos Cleide Vieira, que é primeira suplente de deputado estadual. Isso, a posição de suplentes, foi independente da nossa vontade.

O PSC vai marchar unido com Geddel ou se admite os deputados apoiando Wagner?
Hoje, nós temos responsabilidade com a governabilidade. Enquanto Wagner estiver governando para o estado, contará com o apoio do nosso partido. Nessa questão, não temos nenhuma dificuldade.

Mas, no plano eleitoral, os deputados ficam com Geddel ou Wagner?
Os deputados demonstraram intenção em continuar com o governo, mas [quanto a 2010] deixaram claro que vão seguir a posição do partido. Daqui para frente, dependerá muito do tratamento [do governo]. Hoje existe a questão da fidelidade partidária.

O partido cobraria o apoio dos deputados?
Os deputados Ângela Sousa e Carlos Ubaldino tiveram votações excelentes, mas não em número suficiente para se elegerem [115 mil votos]. Hoje, o partido tem 152 vereadores, 18 vices, 5 prefeitos e dois deputados estaduais. Provavelmente, dentro dessa nova conjuntura, podemos receber um deputado federal, a depender das negociações. E tem ainda a questão de Erivelton. Ele pode não querer assumir o mandato de deputado federal…. Milton [Barbosa], que também é do nosso partido, pode assumir.

O partido não teme ir dividido para 2010?
Não vejo essa possibilidade. Essa discussão [de apoio ao PMDB] foi com toda a participação dos deputados, não vejo possibilidade de apoiar outro candidatura que não seja a do partido. Vamos facilitar a vida do governador no que significar gestão. Na questão política, tem a fidelidade [partidária]. Ninguém iria querer se expor, nem o partido iria utilizar esse requisito [da ameaça].

Quando as conversas foram finalizadas com o PMDB?
Entre ontem à noite e hoje pela manha. Houve a reunião da executiva, chamamos deputados e fizemos a nota pública.

Os parlamentares estão fechados nesta decisão?
Eleitoralmente, fechados com a posição do partido. Com toda a minha vivência política, posso dizer que tem muita coisa para acontecer ainda. Pode acontecer muitos fatos que possam não ser exatamente esse quadro. O quadro pode não ser exatamente esse em 2010.

DISPUTAS INTERNAS

Renato Costa, espremido entre Geddel e Veloso

Renato Costa, espremido entre Geddel e Veloso

Já é bem nítida a “guerra fria” existente entre peemedebistas de Ilhéus, comandados por Veloso pai e Veloso filho, e os de Itabuna, que têm à frente os três “ex”: o ex-prefeito Ubaldo Dantas, o ex-deputado Renato Costa e o ex-vereador Ricardo Xavier.

Ao que parece, trata-se de algo mais que uma briga pela coordenação da campanha de Geddel Vieira Lima na região. Nos bastidores,  Márcio Veloso, que é pré-candidato a deputado estadual, opera para minar o médico Renato Costa, que planeja retornar à Assembleia no ano que vem.

Comenta-se que, muito discretamente, Márcio comemorou os tropeços do encontro do PMDB em Itabuna e pretende um “vou mostrar como é que se faz”, em Ilhéus, no mês de outubro. A estratégia dos Veloso é também  fortalecer a professora Acácia Pinho no PMDB de Itabuna.

PANOS QUENTES

O PMDB acionou o seu batalhão para apagar o incêndio que foi a passagem do ministro Geddel Vieira Lima, em Itabuna.

O presidente estadual do partido, o irmão Lúcio Vieira Lima, definiu que – ainda nos próximos dias – reunirá a imprensa sul-baiana. Falará de PMDB, eleições 2010 e projetos do partido.

O esforço é para apagar a impressão ruim causada por Geddel, que atacou a imprensa local e chamou os profissionais de “equivocados”. A entrevista desceu “quadrada”.

Leia mais:

GEDDEL FAZ CAMPANHA ABERTA AO GOVERNO E SE IRRITA QUANDO IMPRENSA APONTA
GEDDEL TEM CONVERSA RESERVADA COM AZEVEDO (DEM)

A HORA EM QUE GEDDEL “PIPOCOU”

GEDDEL TEM CONVERSA RESERVADA COM AZEVEDO

Se Paulo Souto espera apoio eleitoral do Capitão Azevedo porque o prefeito de Itabuna também é do DEM, pode tirar o cavalinho da chuva. Os últimos acontecimentos têm deixado isso cada vez mais claro.

Depois de agradecer ao ministro Geddel Vieira Lima pela anunciada liberação de recursos para obras de infraestrutura em Itabuna, Azevedo, que esteve como convidado do encontro regional do PMDB, aceitou outro ‘chamamento’ do ministro. Os dois participaram de um coquetel para poucos convidados no Condomínio Atlântida, na estrada Ilhéus-Olivença.

Para acrescentar mais ingrediente (pimenta?) na relação do prefeito de Itabuna com o ex-governador Paulo Souto, lá vai: durante o coquetel, Azevedo teve conversa reservada com Geddel. O conteúdo (ainda) não vazou, mas a conversa foi mais do que animada, a julgar pelas expressões de ambos ao retornar para o coquetel.

GEDDEL FAZ CAMPANHA ABERTA AO GOVERNO

E SE IRRITA QUANDO IMPRENSA APONTA

Repórteres pegaram o ministro 'de jeito'

Repórteres pegaram o ministro 'de jeito'

O ponto alto do encontro regional do PMDB em Itabuna foi mesmo o discurso do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Foi quando o ministro se declarou, sem receio de infringir a lei eleitoral, candidato a governador. “Vamos vencer a eleições em 2010 e fazer um grande governo”, anunciou. Mesmo antes dele, nenhum outro discurso havia sido diferente.

O que chamou a atenção dos jornalistas foi o fato de o encontro não ter uma tese norteadora, como sempre ocorre em eventos desse tipo – o que suscitou as desconfianças de se tratar de um ato de campanha. Tanto que, durante uma rápida entrevista ao final da atividade, o ministro foi inquirido pelo radialista Vila Nova, da Conquista FM, de Ilhéus: “O senhor está sendo acusado pelo Ministério Público de fazer campanha antecipada. Isso aqui hoje não foi campanha?”

Ao que respondeu: “O MP está acusando o partido, por uma propaganda em um tablóide do PMDB que existe há 10 anos. Isso aqui foi um encontro interno do PMDB, para debater, com seus filiados, os rumos do partido. Mas é tão democrático que permite acesso a todos, inclusive a vocês, da imprensa”.

Diante dessa resposta, o repórter do Pimenta questionou: “E qual foi o debate que houve aqui com os filiados? Teve alguma tese em debate?” A resposta: “De que veículo é você?”. ‘Informado’, o ministro completou: “debatemos várias teses, inclusive a da falta de governo”. O Pimenta insistiu: “podemos ter acesso a uma cópia desse documento [que norteou esses debates]?

A resposta foi mais nervosa ainda: “isso aqui não é um partido de burocratas, que precisa de teses, nem que faz da democracia democratismo. Debatemos abertamente, nos discursos”. Correndo risco de ser enquadrado novamente, o repórter ainda emendou: “Ah, só nos discursos”.

Após isso, mais uma pergunta e a entrevista de pouco mais de três minutos foi encerrada.

ENCONTRO EM ITABUNA DEIXA GEDDEL IRRITADO

Às vésperas de reunião ministerial com o presidente Lula, Geddel Vieira Lima demonstrou irritação e nervosismo no encontro regional do PMDB em Itabuna. E decidiu partir para o ataque contra a imprensa baiana, chamando os profissionais de “equivocados”. Ele ainda negou que esteja fazendo campanha eleitoral antecipada e se irritou com a imprensa (e com o Pimenta) durante a entrevista coletiva ao ser questionado sobre a natureza (eleitoral) do encontro.

Profissionais consultados pelo Pimenta e que estiveram em outros encontros regionais do partido disseram que eventos como o de Jequié foram melhores em participação dos filiados do que o de Itabuna. Mais detalhes e flagrantes do encontro você confere em instantes aqui no blog.

VAI TER REPETECO EM ITABUNA?

Atenção moradores da avenida Amélia Amado. Que ninguém estranhe quando receber, a partir do anúncio da cobertura do Canal do Lava-pés, uma ediçãozinha do jornal “É o 15”, o mesmo que está dando quiprocó em Salvador.

Coincidência ou não, uma denúncia de propaganda antecipada do ministro Geddel visando ao governo da Bahia partiu de um eleitor e morador do bairro do Imbuí, que está sendo beneficiado com a cobertura de um canal. A obra é do Ministério da Integração Nacional, executada pela prefeitura de Salvador.

Por aqui, lideranças locais do PMDB alardearam que o encontro regional do PMDB seria o momento do anúncio da obra de cobertura de nosso conhecido e mal-cheiroso canal do Lava-pés, que seria a obra do centenário de Itabuna. O canal corre aberto em toda a extensão da avenida Amélia Amado.

Se haverá anúncio da obra, saberemos amanhã. Mas, se for feito, haja papel para ampliar a tiragem do jornalzinho do PMDB.

MP INVESTIGA PROPAGANDA ANTECIPADA DE GEDDEL

Do A Tarde online

Geddel pode responder por burlar lei eleitoral - Foto: Fernando Vivas - A Tarde

Geddel pode responder por burlar lei eleitoral - Foto: Fernando Vivas - A Tarde

O Ministério Público Eleitoral da Bahia está investigando suposta propaganda eleitoral antecipada do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB).  O procurador regional eleitoral, Cláudio Gusmão, instaurou procedimento administrativo com base em denúncia, encaminhada ao Ministério Público, de um eleitor que recebeu em casa a edição n° 6 do jornal “É o 15”, do PMDB. O procurador, que vai examinar também a edição n° 7 do mesma publicação, disse que, na segunda-feira, pode entrar com ação na Justiça.

“Quero saber do partido qual o critério que ele tem para distribuir os jornais. Uma coisa é um público no âmbito do partido, o que é admitido. Outra é uma distribuição indiscriminada”, ressaltou Gusmão.

A última edição do jornal, de oito páginas, traz diversas matérias sobre a candidatura do ministro. “Geddel é a esperança de uma Bahia melhor”, prega a manchete. “A candidatura do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, ao governo da Bahia tem ganhado ainda mais força (…) Em viagens que tem feito ao interior do Estado, é forte a mobilização popular a favor de seu nome para governar o Estado”, afirma o texto.

O advogado do PMDB, Manoel Nunes, afirmou que a distribuição do jornal é feita entre filiados do partido e por simpatizantes que retiram exemplares  na sede da legenda. “A promoção das atividades do partido é uma prestação de contas à sociedade permitida  pela legislação federal”, enfatizou. Geddel deve estar em Itabuna amanhã, no encontro regional do PMDB. O programa Resenha da Cidade, do vereador e radialista Roberto de Souza anunciou para hoje uma entrevista com o ministro da Integração Nacional.  Leia mais aqui.

GEDDEL SERÁ ENTREVISTADO NO RESENHA

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O programa Resenha da Cidade deste sábado vai entrevistar o ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima. Ele fala sobre o encontro regional que o PMDB realiza domingo (30), em Itabuna.

Além de Geddel, que é pré-candidato do PMDB a governador da Bahia, o Resenha da Cidade  receberá outros membros do partido, como o ex-prefeito de Itabuna, Ubaldo Dantas, e o ex-deputado estadual Renato Costa.

O Resenha da Cidade é transmitido pela Rádio Jornal de Itabuna (AM – 560), das 10h ao meio-dia. Quem comanda é o vereador Roberto de Souza.

PUPILO REBELDE

O prefeito Domingão, de Aurelino Leal, está para ser enquadrado pelo deputado estadual e padrinho político Marcelo Nilo.

Grande incentivador do prefeito – que é também árbitro de futebol – Nilo anda indignado com os sinais de que Domingão está “todo-todo” pro lado do ministro da Intregração Nacional, Geddel Vieira Lima.

O prefeito já é identificado por duas características principais: inabilidade administrativa (a gestão é atabalhoada e os servidores estão há meses sem salário), combinada com indefinição política. Dois fatores que produzem políticos de vida curta.








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