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:: ‘Geddel’

GEDDEL, PMDB E SUCESSÃO

Marco Wense

A eleição de Jaques Wagner para o Palácio de Ondina, derrotando o governador Paulo Souto, candidato à reeleição pelo então Partido da Frente Liberal, o “saudoso” PFL, provocou uma reviravolta no cenário político.

Muitos prefeitos, carlistas de carteirinha, viraram Wagner desde criancinha. Alguns, no maior cinismo do mundo, disseram até que votaram no petista, que terminou liquidando a fatura logo no primeiro turno.

Com a vitória de Wagner, o PT pós-eleição só não ficou abarrotado de chefes de Executivo porque é o PT. Se abrisse a porta para qualquer um, o petismo estaria inchado, desfigurado e deformado.

Com receio de passar por um inevitável constrangimento, recebendo um “não” avermelhado como resposta para um pedido de filiação, os alcaides, de olho na sobrevivência política, procuraram o PMDB de Geddel Vieira Lima.

No PMDB, os gestores públicos estariam bem próximos do candidato eleito, já que a legenda, além de ter um peemedebista como vice-governador, seria contemplada com importantes cargos no primeiro escalão.

O PFL, atrás de uma nova roupagem, se transformou no DEM. Hoje, os democratas dão graças a Deus que ainda controlam 44 prefeituras. O PMDB, por sua vez, diz que comanda 116 Centros Administrativos.

Ao romper com o governador Wagner, o ex-ministro Geddel começa a sentir na própria pele o pragmatismo inerente ao peemedebismo. A debandada de prefeitos do PMDB para a campanha do candidato do PT é cada vez mais intensa e escancarada.

O ex-conselheiro do TCM, Otto Alencar, candidato a vice-governador na chapa da reeleição, com o intuito de jogar mais lenha na fogueira da infidelidade partidária, acredita ter arregimentado 100 prefeitos para Wagner.

É evidente que a debandada para o lado de Wagner não é porque sua barba é branquinha como a de Papai Noel. Toda essa corrida em direção ao petista é fruto da possibilidade de uma vitória no primeiro round.

Uma coisa é certa: o pragmatismo do PMDB continua fazendo bons alunos. O feitiço vira contra o feiticeiro. A criatura contra o criador. Ninguém quer ficar de fora das benesses do poder.

PÉSSIMO EXEMPLO

George Gurgel apoia a decisão do Partido Popular Socialista de Ilhéus (PPS) de colocar a legenda a serviço de Augusto Castro, candidato do PSDB a deputado estadual.

Se Gurgel fosse um simples filiado do PPS, tudo passaria despercebido. Ninguém, muito menos a imprensa, especificamente os analistas políticos, estaria comentando sobre um tal de Gurgel e sua preferência política.

O Gurgel, no entanto, não é, digamos, um Gurgel qualquer. Um simples filiado do PPS. O Gurgel é o presidente estadual da legenda. É a maior autoridade do PPS na Bahia.

Mas o Gurgel, dando uma explícita demonstração de que outros interesses estão acima do PPS, resolveu ficar do lado do diretório municipal em detrimento do ex-vereador César Brandão, candidato do partido ao parlamento.

Um presidente que detona uma candidatura do próprio partido e empurra a legenda para apoiar um candidato de outra agremiação partidária é “persona non grata”. Não tem mais condições de presidir o PPS.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

WAGNER VAI A 48% E SOUTO CAI PARA 18% NO DATAFOLHA

Geddel cresce 3 pontos e vai a 14%

Pesquisa Datafolha divulgada na edição da Folha deste sábado mostra que aumentou para 30 pontos a vantagem do governador Jaques Wagner (PT) sobre o segundo colocado, o ex-governador Paulo Souto (DEM). O petista tem 48% das intenções de voto e o democrata, 18%. Geddel Vieira Lima (PMDB) aparece agora com 14%.

Neste cenário, Wagner estaria reeleito no primeiro turno. Geddel e Souto estão empatados, tecnicamente. Em relação à última pesquisa, Wagner oscilou de 47% para 48% e Souto perdeu cinco pontos (tinha 23%), enquanto Geddel saiu de 11% para 14%.

Tanto o ponto ganho pelo governador como o crescimento do ex-ministro peemedebista estão dentro da margem de erro da pesquisa (três pontos percentuais).

A pesquisa aferiu que 13% estão indecisos e 5% dos consultados pretendem votar em branco ou nulo soma. Na espontânea (quando o eleitor diz em quem pretende votar sem que lhe apresentem cartela com os nomes dos candidatos), Wagner tem 31%, Souto 8% e Geddel, 7%.

No queisto rejeição, 32% dos eleitores consultados disseram que não votariam em Paulo Souto. 21% rejeitam a ideia de votar em Geddel. A rejeição de Wagner é de 15%.

EMPATE NA DISPUTA AO SENADO

A pesquisa Datafolha aferiu situação de empate técnico na disputa ao Senado Federal. César Borges (PR) aparece com 31%, mas é perseguido por Lídice da Mata (PSB), que cresceu seis pontos e aparece com 28%, e Walter Pinheiro (PT), com 26%.

Em relação à última pequisa Datafolha, Pinheiro cresceu cinco pontos percentuais. Assim como na disputa ao governo do estado, a margem de erro no levantamento ao Senado é de três pontos.

Confira também os resultados da pesquisa Ibope/Rede Bahia
IBOPE NA BAHIA: A NOVIDADE É A QUEDA DE PAULO SOUTO
EMBOLA DISPUTA AO SENADO NA BA, DIZ IBOPE

IBOPE NA BAHIA: A NOVIDADE É A QUEDA DE PAULO SOUTO

– Wagner mantém 49% de intenções de voto
– Souto cai e empata com Geddel: 15% a 12%

Na terceira pesquisa Ibope/Rede Bahia divulgada há pouco, o governador Jaques Wagner (PT) aparece com os mesmos 49% do levantamento anterior, do dia 27 de agosto.  Paulo Souto (DEM) caiu de 18% para 15% e ficou em situação de empate técnico com Geddel Vieira Lima (PMDB), com 12%. A margem de erro é de três pontos percentuais.

O levantamento traz ainda Bassuma (PV) e Marcos Mendes (PSOL) com 1%, cada. Os demais candidatos não pontuaram. O Ibope ouviu 1.512 eleitores, de 7 a 9 de setembro na Bahia. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo 36.975/2010. É de 7% o percentual de eleitores que pensam em votar branco ou nulo. 16% se dizem indecisos.

REJEIÇÃO

O levantamento do Ibope apurou ainda que o governador Jaques Wagner é dono da menor rejeição. Apenas 13% dos baianos não votariam no petista. O ex-governador Paulo Souto tem 25% de rejeição.

Bassuma é rejeitado por 23% dos eleitores, seguido de Carlos Nascimento (PSTU) – 17%. O peemedebista Geddel Vieira Lima é reprovado por 16% dos eleitores, assim como Sandro Santa Bárbara (PCB). 15% não votariam em Marcos Mendes (PSOL). 15% não rejeitam nenhum candidato e 19% não sabem.

WAGNER PERDEU QUASE 9 MINUTOS NA TV

Por decisão do juiz Rui Brito, do TRE-BA, o governador Jaques Wagner (PT) perdeu 8 minutos e 40 segundos no programa eleitoral na TV nesta segunda-feira, 06. A punição resultou de representações dos candidatos Geddel Vieira Lima (PMDB) e Paulo Souto (DEM).

Os adversários do petista alegaram que ele usou, em benefício próprio, o tempo da propaganda destinado às coligações proporcionais.

PGE OPINA PELA LIBERAÇÃO DA CANDIDATURA DE OTTO ALENCAR

Se acumula algumas derrotas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) nesta segunda-feira, com a perda de aproximadamente 8 minutos do tempo de tevê, o governador Jaques Wagner terá pelo menos um motivo para sorrir:  a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) opinou pelo registro de candidatura de Otto Alencar (PP), vice na chapa do “Galego”.

A coligação “A Bahia tem pressa”, do PMDB do ex-ministro Geddel Vieira Lima, havia entrado com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra acórdão do TRE, e pediu que fosse negado o registro a Otto.

A PGE assim não entendeu e deu parecer favorável ao candidato a vice, por não ter nada que caracterizasse dupla filiação.

O imbróglio começou quando Otto assumiu cargo de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), mas não havia dado baixa em sua filiação ao PR do senador César Borges. Mas a desfiliação seria automática, para que assim o conselheiro pudesse assumir o cargo no tribunal.

Neste ano, ele decidiu pela sua filiação ao PP e, assim, concorrer ao Senado. Borges foi um dos primeiros a manifestar interesse na derrubada das pretensões de Otto, que acabou candidato a vice, alegando a dupla filiação. As ações movidas tanto na justiça de Ruy Barbosa quanto em Salvador foram julgadas favoravelmente ao candidato a vice na chapa petista.

O parecer da Procuradoria-Geral, liberando a candidatura de Otto Alencar, já foi entregue à ministra-relatora, Cármem Lúcia, segundo afirmou ao Pimenta o advogado Sidney Neves.

TRABALHA, RAPAZ

Avenida Juracy Magalhães, 12h45min de sexta-feira, 3, um carro de som da campanha do peemedebista Geddel Vieira Lima ecoava, no mais alto volume e mixado:

– Folgado. Trabalha, rapaz!

Era um recadinho direto para um cidadão, jeitão e voz de papai noel, que vinha logo atrás, em carreata. Quem? Ele, Sir Jaques Wagner, governador da Bahia, a quem Geddel provoca na televisão com o “Sai pra lá com essa preguiça…”.

Nem é preciso dizer que o carro de som acelerou a mais de cem por hora com a proximidade do Galego. E sob vaias. Não sem antes largar outra: – Mamaram tanto e ainda querem continuar…

DEBANDADA GERAL

Newton Lima foi dar as boas-vindas a Wagner, mas Ângela chegou antes (foto Clodoaldo Ribeiro)

A estagnação do desempenho de Geddel Vieira Lima (PMDB) nas pesquisas tem feito os aliados perderem o respeito pelo candidato ao governo baiano. Quem estava pessoalmente inclinado a apoiar Jaques Wagner (PT), mas se continha em função de imposições partidárias, já não tem mais nenhum receio de declarar voto no Galego.

Nesta semana, dois casos emblemáticos: o deputado estadual Capitão Fábio, do PRP, que anunciou seu apoio a Wagner e ainda trocou “gentilezas” com o presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima; e a deputada Ângela Sousa (PSC), que hoje foi receber Wagner no aeroporto de Ilhéus, antes da carreata do petista. 

Há alguns meses, a executiva estadual do PSC chegou a dizer que negaria a legenda a quem não apoiasse Geddel. Agora, com os números desfavoráveis ao peemedebista, parece que a pressão afroxou.

UMA RELAÇÃO COMPLICADA

Não são boas as relações entre o candidato do PMDB ao governo da Bahia, Geddel Vieira Lima, e a família Veloso (Raymundo, o deputado federal, e seu filho Márcio, que disputa cadeira na Assembleia).

Segundo informações obtidas pelo Pimenta, Geddel nunca tolerou o filho do deputado, mas quando a coisa saiu do mero terreno da antipatia pessoal e se tornou um boicote às candidaturas dos Veloso, aí o bicho pegou.

Pai e filho até aceitariam a birra do cacique peemedebista, desde que não faltasse “combustível” nas suas campanhas.

A DISPUTA NA BAHIA

Uma conferida nos dados das pesquisas Datafolha dos finais de julho (de 20 a 23) e agosto (dias 23 e 24) na Bahia revelam dados interessantes:

– O governador Jaques Wagner (PT) ganhou cinco pontos percentuais nas intenções de voto entre aqueles que recebem até dois salários mínimos (saltou de 41% para 46%) no período, enquanto o democrata Paulo Souto oscilou um (24% para 23%). Geddel Vieira Lima caiu de 13% para 11% nesta faixa do eleitorado.

– Na faixa de dois a cinco salários mínimos, Wagner cresceu seis pontos (46% para 52%), Souto perdeu dois (24% para 22%) e Geddel caiu quatro (17% para 13%).

– Entre os eleitores que recebem acima de cinco salários, se dá uma evolução de Souto (15% para 22%), queda de Wagner (60% para 47%)  e ganho de três pontos para Geddel (8% para 11%).

Olhando assim, pode-se concluir que os eleitores mais “gelatinosos” encontram-se no topo da pirâmide, ao contrário do que se podia imaginar e do que tentava fazer crer a oposição. Teoricamente, os eleitores de menor renda seriam mais suscetíveis aos efeitos da propaganda governamental.

A propaganda institucional acabou – começou a eleitoral – e o que aconteceu, com base nesses números, foi uma evolução das intenções de voto de Wagner na faixa do eleitorado de menor renda. É justamente essa a que possui um número bem maior de votantes. Na outra ponta é que ocorreu o “fenômeno”. Para azar dos adversários do Galego.

FÁBIO ABANDONA GEDDEL E FICA COM WAGNER

Fábio dá novo "um a zero" em Geddel.

O deputado estadual Capitão Fábio (PRP) andava mudinho em relação ao seu candidato a governador no pleito de 2010. Não está mais. Agora, escancarou de vez:

– As pessoas reconhecem que Jaques Wagner vem promovendo grandes transformações na Bahia e sabem que o segundo mandato será ainda melhor.

Sem medo de ser feliz, o deputado promete participar das carreatas de Wagner em Ilhéus e Itabuna, na próxima sexta-feira (3). A carreata em Ilhéus está prevista para as 10 horas. E às 15 horas em Itabuna.

Em tempo: o partido de Capitão Fábio, o PRP, pertence ao arco de alianças da candidatura ao governo do peemedebista Geddel Vieira Lima. Resta saber qual será a reação de Geddel, traído na sucessão municipal em 2008.

GEDDEL DE OLHO NA DUPLA MELO

É atribuída à dupla Almir Melo e Almir Melo Jr. a lambança que jogou chopp na festa que se pretendia para o peemedebista Geddel Vieira Lima, no sábado (28), quando o candidato ao governo fez carreata em Ilhéus.

No afã de promover a candidatura do filho, o ex-prefeito canavieirense Almir Melo tratou de arranjar as melhores posições para os carros e um minitrio plotados com o nome de Júnior, além de desviar a carreata do percurso definido pela organização. Resultado: bagunçou o evento e fez muita gente desistir no meio do caminho.

Conta-se que Geddel chegou com pouco mais de 100 carros ao Teotônio Vilela. Irritado com a dupla Melo e um homem de prenome Alexandre, assim mesmo discursou para o público.

A lambança da família Melo, aliás, deixou os demais organizadores, Renato Costa, Benito Gama, Veloso e Márcio Veloso, pês da vida. Não faltaram xingamentos e discussões de “alto nível” por conta das trapalhadas.

LOCUTOR ATRAPALHADO

Comício do PMDB no último sábado em Ibirataia. Geddel Vieira Lima, candidato ao Governo do Estado, já tinha passado por Ilhéus e Ipiaú, onde participou de carreatas. O peemedebista só não imaginava que, após uma jornada cansativa, encontraria um locutor que lhe tiraria o humor.

 Segundo o blog Políticos do Sul da Bahia, o locutor anunciava as lideranças políticas presentes, todo animadinho, quando, meio que desavisado, ou de repente traindo alguma predileção, convocou o povão a votar no “time de Wagner”.

Depois do vacilo, que deixou os irmãos Vieira Lima com cara de pouquíssimos amigos, o locutor foi convidado a retirar-se do palanque. E despareceu.

JOÃO E O PÉ-NA-BUNDA DE GEDDEL

Do site Por Escrito

A “situação da deputada Maria Luiza”, conforme palavras do deputado Geddel Vieira Lima ao site Bahia Notícias, não é suficiente para justificar o afastamento político entre ele e o prefeito João Henrique, a quem, nos bastidores, o ex-ministro reserva palavras e conceitos muito pouco amigáveis.

A situação referida seria o fato de a primeira-dama de Salvador e candidata à reeleição estar fazendo ostensiva dobradinha com o deputado ACM Neto, mas o que está deixando Geddel realmente incomodado é a disposição do prefeito de apoiar Neto para seu sucessor em 2012.

Sem muito vínculo com a lealdade, João despreza o político que o tirou do caminho do ostracismo para lhe dar mais quatro anos de poder e acredita que os quase 60% dos votos que obteve aliado ao carlismo no segundo turno de 2008 garantirão a eleição do próximo prefeito.

Leia essa e outras

GEDDEL “SE VIRA NOS TRINTA”

Ter o maior tempo no horário eleitoral e usá-lo em intensa artilharia contra o governador Jaques Wagner não ajudou o peemedebista Geddel Vieira Lima a evoluir nas pesquisas de intenção de voto. Por isso, a pouco mais de 30 dias para a eleição, o candidato tenta conquistar o eleitor em sucessivas viagens pelo interior baiano.

Neste fim de semana, a maratona de Geddel incluiu carreatas em Ilhéus, Itajuípe e Ipiaú, além de carreata e comício em Ubatã e Ibirataia. A programação deve ficar ainda mais apertada a partir desta semana, quando os candidatos entram na reta final da campanha.

Vale destacar que as últimas pesquisas de intenção de voto indicam grande possibilidade de que o atual governador se reeleja no primeiro turno.

SOUTO CAI SETE PONTOS, DIZ VOX POPULI

O principal dado que a nova pesquisa Vox Populi traz, na edição d´A Tarde deste domingo, é a queda abrupta do ex-governador Paulo Souto (DEM). Ele tinha 24% das intenções de voto na pesquisa feita no início deste mês (7 a10 de agosto) e caiu agora para 17% (21 a 23 de agosto). O que explicaria essa queda?

O governador Jaques Wagner ganhou dois pontinhos, saindo de 45% para 47%. O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) também engordou em dois pontos percentuais, foi de 9% para 11%. Todos os números serão conferidos ainda nesta manhã de domingo, 29. A pesquisa Vox Populi foi encomendada pelo principal diário baiano.

WAGNER AMPLIA VANTAGEM TAMBÉM NO IBOPE

O governador Jaques Wagner (PT) subiu de 46% para 49% das intenções de voto na pesquisa Ibope/Rede Bahia, divulgada há pouco no BA-TV (veja a pesquisa anterior).

O ex-governador Paulo Souto oscilou negativamente um ponto e caiu para 18%. O peemedebista Geddel Vieira Lima saiu de 11% para 12%.

(Confira aqui os números do Datafolha)

A pesquisa foi realizada de 24 a 26 de agosto e ouviu 1.008 eleitores em toda a Bahia. A margem de erro é de três pontos percentuais. O levantamento ainda traz Bassuma (PV) com 1%. Votos brancos e nulos representam 7% e os indecisos são 12%

O Ibope também aferiu a rejeição dos candidatos. Paulo Souto tem 25% de rejeição; Bassuma, 19%; Geddel, 18%; e Santa Bárbara (PCB) aparece 14%.  Os candidatos com menor reprovação por parte do eleitorado são Wagner, Marcos Mendes (PSOL) e Professor Carlos (PSTU), com 12% cada um.

GEDDEL SOBRE LULA: “GOSTARIA QUE ELE ESTIVESSE ME APOIANDO”

O candidato a governador da Bahia pelo PMDB, Geddel Vieira Lima, disse que permanecerá “amigo” de Lula, embora o petista tenha feito opção eleitoral por Jaques Wagner na corrida ao Palácio de Ondina. Na praça Castro Alves, ontem, o presidente Lula pediu aos baianos a reeleição de Jaques Wagner em primeiro turno.

Numa entrevista concedida à Folha Online, Geddel disse entender a posição do presidente, afirma ser amigo de Lula e que continuará usando a sua imagem nos programas e inserções eleitorais no rádio e na televisão:

– Não tenho crítica a fazer a quem me deu a oportunidade de servir ao Brasil e à Bahia. Vejo com absoluta naturalidade Lula manifestar preferência por alguém de seu partido. Gostaria que ele estivesse me apoiando. Não podendo, fazer o quê? É a vida como ela é.

Nesta sexta, 27, saiu uma nova pesquisa Datafolha e o peemedebista ganhou um pontinho nas intenções de voto, saindo de 10% para 11%, enquanto Wagner ganhou mais dois e foi a 47% e Paulo Souto estabilizou em 23%. O queridinho de Lula seria reeleito em primeiro turno (confira).

REJEIÇÃO A SOUTO AUMENTA; WAGNER SERIA REELEITO NO 1º TURNO

Além da vitória do petista Jaques Wagner no primeiro turno, a pesquisa Datafolha sobre a sucessão baiana traz o principal adversário do governador com rejeição cinco pontos percentuais maior do que no levantamento anterior. 31% dos eleitores não votariam de jeito nenhum em Paulo Souto (DEM), enquanto 15% rejeitam Wagner.

O novo levantamento do Datafolha aponta Wagner com 47%, Souto com 23% e Geddel com 11%. Mas há uma tripla novidade na rabeira da pesquisa. Bassuma (PV), Professor Carlos (PSTU) e Sandro Santa Bárbara (PCB) têm 1% das intenções de voto, cada um. Marcos Mendes (PSOL) não pontua.

O percentual de indecisos é de 12% e o de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo alcança 5%. A pesquisa “pega” efeitos da primeira e início da segunda semana do horário eleitoral gratuito no rádio e na tevê, mas foi feita antes da visita do presidente Lula a Salvador, ontem, quando defendeu a reeleição do petista.

SEGUNDO TURNO

Afora a pontuação dos “nanicos”, a pesquisa é boa para Wagner quando vista superficialmente. Ele ganhou dois pontos percentuais na estimulada em primeiro turno. Aguardemos os números totais e cruzamentos, além da espontânea.

Já na simulação de segundo turno, Wagner consegue impor uma diferença maior que a obtida na pesquisa divulgada há quase duas semanas. O governador saiu de 54% para 58% das intenções de voto. Souto caiu de 32% para 29%. A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais.

WAGNER AMPLIA VANTAGEM, DIZ DATAFOLHA

Pelo Facebook, a Folha antecipa que o mais recente levantamento do Datafolha, encomendado pelo jornal paulista, mostra o governador Jaques Wagner com 47% das intenções de voto e  o ex-governador Paulo Souto (DEM) com 23%. Geddel Vieira Lima (PMDB) vai a 11%. Por estes números, o petista seria reeleito no primeiro turno.

Os dados do levantamento serão publicados na edição da Folha desta sexta. O Datafolha ouviu 1.060 eleitores, de 23 a 25 de agosto. No último levantamento, Wagner aparecia com 45%, Souto com iguais 23% e Geddel pontuava com 10%.

TRE LIBERA “ACM DO PARAGUAI”

Coluna Raio Laser, Tribuna da Bahia

A coligação A Bahia tem pressa, liderada pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, recorreu ao TRE contra o termo ACM do Paraguai usado no programa de rádio da coligação do PT. Mesmo não fazendo alusão direta a Geddel, seus aliados resolveram entrar com um recurso no Tribunal para impedir a veiculação da frase. Reunido ontem, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia não aceitou o recurso peemedebista, concluindo não haver nada demais na frase.






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