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:: ‘Geddel’

LULA SOBRE GEDDEL: “ELE NÃO PERGUNTOU O QUE EU ACHAVA [DA CANDIDATURA]”

A mesma edição da Folha que traz os números da nova pesquisa sobre a sucessão presidencial (confira abaixo) revela quem é o queridinho de Lula na corrida à sucessão ao governo da Bahia.

A coluna Painel, bastante frequentada pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), narra que Lula dá de ombros quando lhe falam da pressão peemedebista para recuar de sua presença no comício na praça Castro Alves, nesta quinta, às 19h, em Salvador, promovido por Wagner:

– Quando o Geddel decidiu ser candidato, ele não perguntou o que eu achava. E palpite sobre onde vou só a Marisa dá – teria dito o presidente Lula, segundo a Folha.

Ainda ontem, comentava-se nos bastidores da política baiana que a decisão do presidente e de Dilma em aparecer em conjunto no comício de Wagner em Salvador foi embalado pelas pesquisas. Elas, em geral, apontam que mais de 60% dos eleitores de Geddel Vieira Lima têm como preferência o tucano José Serra na disputa pela presidência da República. Ou seja, Dilma pouco lucra. Geddel pontua com 9% ou 10% das intenções de voto, a depender das pesquisas (Datafolha ou Vox Populi, por exemplo).

O “HERMANO” GEDDEL

O deputado federal e candidato ao Senado, Walter Pinheiro (PT), aproveitou uma ação do PMDB para “zoar” Geddel Vieira Lima. A coligação do peemedebista acionou a coligação de Wagner, no Tribunal Regional Eleitoral, para que seja retirado do ar um comercial de tevê. O material insinua que Geddel (e o senador César Borges, acrescentemos) é do time do Lula apenas por circunstância. Uma camisa da Seleção Brasileira é lavada e se revela… argentina. Confira.

GEDDEL E SOUTO JOGAM WAGNER NA DEFENSIVA

Se vai dar resultado, só as urnas vão dizer. Certo é que a oposição bate duro na segurança pública na Bahia em tempos de Jaques Wagner (PT). De Geddel (PMDB) a Paulo Souto (DEM), o uníssono é que houve uma disparada da violência no estado.

Mas no programa que foi ao ar, há pouco, o peemedebista Geddel Vieira Lima focou os ataques tanto em Wagner como Paulo Souto, atribuindo aos dois a evolução da criminalidade em terras baianas.

E logo após Geddel criticar Paulo Souto e Wagner, aparece o presidenciável tucano José Serra afirmando que a violência na Bahia cresceu muito nos últimos anos. Pela sequência, acabou sobrando para o patrono de Serra na Bahia, o ex-governador democrata.

Wagner apareceu na sequência, repetição do programa de segunda à noite, assegurando que investiu R$ 2,1 bilhões a mais em segurança do que o seu antecessor e novamente adversário nas urnas. O tempo do petista foi quase integralmente destinado ao tema, salvo chamado para comício com Lula e Dilma, amanhã, às 19 horas, na praça Castro Alves.

Por enquanto, a oposição jogou o governador na defensiva e ditou o roteiro dos programas nesta semana, tal a intensidade dos ataques tanto no horário eleitoral como nas inserções ao longo das grades das emissoras de rádio e televisão.

PRIVILÉGIOS DE FILHO BIOLÓGICO

Da coluna Tempo Presente (A Tarde):

Lula apareceu no horário eleitoral não só pedindo votos para o governador Jaques Wagner, mas também dizendo tratar-se do melhor entre os petistas no Brasil.

Ontem, também no horário eleitoral, pediu votos para a dupla Lídice e Pinheiro, que disputa o Senado. E quinta estará aqui no comício de Wagner. Isto é muito mais do que o “carinho” que Geddel diz não postular. É apoio ostensivo, uma opção preferencial declarada, partindo justamente do detentor da popularidade que em 2006 foi capital para a vitória de Wagner e agora influencia decisivamente o cenário nacional.

Objetivamente, Lula desdenha Geddel e César Borges. Talvez por achar que no contexto atual (pelo que dizem as pesquisas aqui e alhures), os cuidados que parecia mostrar antes já não tenham importância cabal.

É a tal história do filho biológico com todos os privilégios e o adotivo de lado.

LULA, WAGNER E GEDDEL

Marco Wense

O presidente Lula, de olho na eleição de Dilma Rousseff, vai evitar qualquer tipo de atrito com o PMDB, que tem Michel Temer, comandante nacional da legenda, como candidato a vice na chapa encabeçada pela ex-ministra da Casa Civil.

Geddel Vieira Lima é o candidato do PMDB ao governo da Bahia. Portanto, qualquer atitude de Lula a favor do petista Jaques Wagner, que busca o segundo mandato para o Palácio de Ondina, pode causar transtornos para a campanha de Dilma.

Nos bastidores, o popular presidente admite um apoio aberto a Wagner se o candidato do DEM, Paulo Souto, crescer nas pesquisas a ponto de ameaçar uma vitória do PT no primeiro turno.

Uma maior participação do presidente só aconteceria com a estagnação da candidatura de Geddel. Se o peemedebista não atingir 15 pontos nas pesquisas de intenções de voto, até a segunda quinzena de setembro, Lula entra de corpo e alma na campanha de Wagner.

Se houver um segundo turno com Wagner e Souto, o presidente aposta no apoio de Geddel ao petista. Não acredita na hipótese do seu ex-ministro apoiar o candidato do DEM, partido que elegeu como principal adversário na eleição de 2010.

BOLA DA VEZ

Os comunistas do PC do B de Itabuna, incluindo aí todos os membros do diretório municipal, são unânimes na opinião de que a bola da vez é Davidson Magalhães, diretor-presidente da Bahiagás.

O assunto é a sucessão do Capitão Azevedo, candidato a um segundo mandato via instituto da reeleição. Vale ressaltar que Davidson está animado com a possibilidade de sair candidato a prefeito de Itabuna.

Os petistas, principalmente os geraldistas, não acreditam no lançamento da candidatura do ex-vereador. Acham que tudo não passa de mais uma “brincadeirinha”, já que o PCdoB costuma lançar pré-candidato para depois negociar o cargo de vice-prefeito.

E por falar em candidatura própria, um conhecidíssimo médico pode sair candidato a prefeito pelo PDT. Só espera uma mudança no comando municipal da legenda brizolista, hoje atrelada ao chefe do Executivo, o democrata José Nilton Azevedo (DEM).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

LULA E DILMA EM SALVADOR NA 5ª

O presidente Lula e a candidata à sua sucessão Dilma Rousseff (PT) estarão em Salvador na próxima quinta-feira, 26. Junto com o governador e candidato à reeleição, Jaques Wagner, farão comício na praça Castro Alves, às 19h. Será a primeira visita da presidenciável à Bahia após o início oficial da campanha política.

SOUTO ARRECADA MAIS QUE WAGNER E GEDDEL

As prestações de contas, parciais, dos candidatos a governador da Bahia revelam que o democrata Paulo Souto foi quem mais arrecadou até aqui. Ele amealhou R$ 2.153.335,63 até o início de agosto, conforme declaração ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O governador Jaques Wagner (PT) vem em segundo. Arrecadou R$ 1.825.000,00. Geddel (PMDB) captou R$ 1.415.035,42. Já o “verde” Luiz Bassuma declarou receita de R$ 62 mil. Os demais candidatos não informaram receita.

WAGNER BATE PAULO SOUTO TAMBÉM NO 2º TURNO POR 54% A 32%, DIZ DATAFOLHA

54% a 32%: Souto perderia para Wagner.

O Datafolha testou na pesquisa sobre a sucessão baiana um cenário provável de segundo turno entre Jaques Wagner (PT) e o ex-governador Paulo Souto (DEM). Pesquisou, mas não divulgou no último final de semana.

Conforme relatório acessado pelo Pimenta, Jaques Wagner pontuou com 54% das intenções de voto no embate de segundo turno contra Paulo Souto, dono de 32% das intenções, conforme o Datafolha.

Em relação ao primeiro turno, Wagner e Souto ganham nove pontos percentuais de intenções de voto, cada um. 5% votariam em branco ou nulo. Neste cenário, existem 8% de indecisos

A pesquisa também confirma aquilo que está na boca de quem conhece os bastidores da política baiana. Se houver um segundo turno e mesmo que o peemedebista Geddel Vieira Lima anuncie apoio a Wagner, 60% dos eleitores fiéis ao PMDB votarão em Paulo Souto (DEM). 31% ficariam com o governador.

REJEIÇÃO A GEDDEL AUMENTA 5 PONTOS

Geddel sofre com rejeição (Foto Pimenta-30.08.08).

A pesquisa do Datafolha mostrou queda na rejeição de Paulo Souto (29% caiu para 26%) e Wagner (16% caiu para 15%). Na outra ponta, cresceu o percentual de eleitores que não votariam em Geddel Vieira Lima (18% subiu para 23%), aumento de cinco pontos percentuais.

Pior: na intenção de voto espontânea, tanto Paulo Souto como Wagner cresceram (dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais), mas Geddel patinou. Wagner saiu de 25% para 28% de intenções de voto, Souto de 7% para 8% e Geddel estacionou nos 5%.

PT É O PREFERIDO DE 30% DOS BAIANOS

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OS NÚMEROS (ANTIGOS) E ATUAIS DO DATAFOLHA

Da coluna Tempo Presente, d´A Tarde

Pesquisa do Datafolha, 22 de dezembro de 2009: Wagner 39%, Souto 24 e Geddel 11.

Pesquisa do Datafolha, 13 de agosto de 2010: Wagner 45%, Souto 23 e Geddel 10.

Noutras palavras, de lá para cá, a única coisa que mudou foi Wagner subir.

E se algo vai mudar daqui até a eleição, terá sido por obra e graça do horário eleitoral no rádio e na tevê, que começa terça.

SUCESSÃO ESTADUAL

Marco Wense

OS CONCORRENTES: Souto, Wagner e Geddel (Foto Google).

Paulo Souto e Geddel Vieira Lima, respectivamente candidatos ao governo da Bahia pelo DEM e PMDB, tem a mesma opinião em relação ao horário eleitoral que começa no próximo dia 17.

O ex-governador e o ex-ministro acham que vão crescer nas pesquisas de intenção de voto com o início da propaganda no rádio e na TV. Geddel diz que vai se aproximar de Souto, que, por sua vez, diz que vai se afastar mais ainda do peemedebista.

As últimas consultas populares, incluindo a do instituto Datafolha, apontam o candidato do PT, Jaques Wagner (reeleição), na dianteira. E mais: seria reeleito logo no primeiro round.

A turma de Wagner também acha que o ex-ministro das Relações Institucionais do governo Lula, que passou incólume pelo escândalo do mensalão, vai crescer nas pesquisas.

Como é improvável que Wagner, em um eventual segundo turno, fique de fora da disputa pelo Palácio de Ondina, a briga entre Souto e Geddel promete muitas emoções e, quem sabe, a depender do andar da carruagem, uma troca de farpas.

Souto versus Geddel. A expectativa fica por conta de quem vai dar a primeira alfinetada no esperado horário eleitoral.

DOBRADINHAS

O já descrente eleitor fica sobressaltado com as tais das “dobradinhas” que aparecem em época eleitoreira e, depois, como num passe de mágica, desaparecem para sempre.

Aliás, a “dobradinha” mais esperta da eleição de 2010 é, sem dúvida, a que Geraldo Simões fez com Ângela Souza (PSC).  A deputada, que busca sua reeleição para o Parlamento estadual, vai apoiar o petista em Ilhéus.

O petista, no entanto, além de não pedir um só voto para Ângela no seu principal reduto, que é Itabuna, não faz nenhum esforço para que geraldistas ilheenses votem na candidata evangélica.

É a dobradinha do “toma-lá” sem o “dá-cá”. Da ingenuidade enfrentando a esperteza.

FERNANDO GOMES

Se não fosse José Serra, a chapa completa do ex-prefeito Fernando Gomes seria a mesma de Geddel, candidato ao governo da Bahia pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro, o pragmático PMDB.

O ex-prefeito de Itabuna e o ex-ministro da Integração Nacional vão votar em Renato Costa (deputado estadual), Lúcio Vieira Lima (federal), os dois senadores da chapa majoritária e o próprio Geddel para o cobiçado Palácio de Ondina.

O voto diferente fica por conta da sucessão presidencial, já que Geddel vota na petista Dilma Rousseff e Fernando Gomes no tucano José Serra.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PMDB FAZ CORPO MOLE PARA DILMA

Nos muros de Marco Brito, o nome da candidata do PT não entra

Embora procure a todo custo (até o momento sem muito sucesso) colar sua imagem à do governo Lula, o PMDB da Bahia não se dedica à campanha da petista Dilma Rousseff.

Grande parte dos 115 prefeitos pertencentes ao partido no Estado está fazendo campanha somente para Geddel e seus candidatos ao Senado, além dos postulantes a vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa pela coligação liderada pelo PMDB. Para Dilma, nada.

Esse fato não é peculiaridade baiana. No Rio Grande do Sul, o PMDB liderado por José Fogaça e inimigo ferrenho do PT no Estado também não se empolga com a campanha dilmista.

Na Bahia, entre os muitos casos, pode ser citado o do ex-prefeito de Itororó, Marco Brito (PMDB). Ele autorizou a pintura de seus muros com propaganda eleitoral, mas determinou que “esquecessem” o nome da candidata de Lula.

“Amigos” do ex-prefeito já fotografaram a propaganda e mandaram o material até para Michel Temer, o peemedebista que é vice de Dilma.

DATAFOLHA DÁ, NOVAMENTE, WAGNER REELEITO

– Instituto não divulgou cenário de 2º turno

Jaques Wagner (PT) cresceu um ponto percentual, Paulo Souto (DEM) estabilizou e Geddel Vieira Lima (PMDB) caiu três pontos na nova pesquisa Datafolha, realizada de 9 a 12 de agosto. O levantamento aponta Wagner reeleito no primeiro turno.

O governador tem 45% das intenções de voto contra 23% de Paulo Souto e 10% de Geddel Vieira Lima. Luiz Bassuma (PV) aparece com 1% e os demais candidatos não pontuaram. O petista tem 11 pontos percentuais a mais que a soma das intenções de votos dos seus adversários (45% contra 34%).

Brancos e nulos somam 5% e o percentual de indecisos é de 14%, percentuais idênticos ao do último levantamento. Foram ouvidas 1.072 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Curiosamente, e apesar de Wagner liderar abaixo dos 50%, o Datafolha não divulgou o cenário de segundo turno em que se confrontam o governador e Paulo Souto.

CACÁ FECHA COM GEDDEL

Em 2006, o empresário Cacá Colchões (PR) se lançou candidato a deputado federal e saiu das urnas como campeão de votos em Ilhéus. Uma festa. Mas não quis repetir a experiência, afinal, não se elegeu pois faltou capilaridade, votos em outras localidades. Caiu fora da disputa eleitoral em 2010 para a Câmara Federal, mas está à caça de votos para a Assembleia Legislativa.

No final de semana, e após ameaçar ciscar em outro terreiro, Cacá fechou com Geddel Vieira Lima. E apoiará o peemedebista para o governo da Bahia.

“NÃO DÁ MAIS PARA ELEGER ACM. SE ELE APARECER NA URNA, É ENCOSTO”

A frase acima foi “cometida” por Rafinha Bastos, um dos apresentadores do humorístico da Band, Custo o Que Custar (CQC), nesta noite de segunda-feira, 9. O programa que foi ao ar inaugurou o quadro Quem quer ser governador, com todos os candidatos ao governo da Bahia. Sandro Santa Bárbara (PCB) não pôde participar, alegando motivos pessoais.

Wagner, Bassuma, Geddel, Souto, Mendes e Professor Carlos participaram. Os candidatos a autoridade-mor da boa terra responderam a várias perguntas de conhecimentos gerais sobre a Bahia, feitas por Felipe Andreoli.

Da bancada, Rafinha Bastos largou: “Atenção, pessoal da Bahia. Não dá mais para eleger o Antônio Carlos Magalhães. Se ele aparecer na urna eletrônica, é encosto”.

Aperte o play e confira quem se saiu melhor na parada.

UNINDO OS CONTRÁRIOS

Gima (ao microfone) e Torquato, entre Renato e Geddel - não teve abraço, mas a presença no mesmo palanque já foi considerada um milagre em Coaraci (foto Ary Rodrigues)

O médico Renato Costa, candidato do PMDB a deputado estadual, faz uma campanha de pacificador. A primeira “missão de paz” foi a que reuniu o próprio peemedebista ao ex-desafeto Fernando Gomes e, no último fim de semana, Renato conseguiu promover a concórdia entre dois velhos rivais na política de Coaraci, pequena cidade do sul da Bahia.

Os ex-prefeitos Gima e Joaquim Torquato, que há muitos anos combatem em trincheiras opostas, subiram no mesmo palanque após uma carreta liderada por Renato e o postulante do PMDB ao Governo da Bahia, Geddel Vieira Lima.

Agora, para o médico consolidar a fama de milagreiro, só falta mesmo ganhar a eleição.

ELEITORADO SUL-BAIANO “DE MAL” COM WAGNER

Se a coordenação da campanha à reeleição do governador Jaques Wagner (PT) “meter” uma lupa nos recados emitidos pela pesquisa Ibope/TV Bahia, terá motivos para se preocupar com o eleitorado do sul do Estado.

Se em Salvador Wagner atinge 51% das intenções de voto – ante 13% de Paulo Souto (DEM), no sul da Bahia o petista fica com 41% e Souto vai a 37%, configurando situação de empate técnico. O peemedebista Geddel Vieira Lima aparece com 6% na capital e 10% na região sul.

Em tempo: Esta região baiana, aliás, registra o menor percentual de eleitores indecisos da pesquisa. Apenas 5%. Também é no sul da Bahia que o “nanico” Professor Carlos (PSTU) registra o seu maior percentual de intenções de voto, 2%.

O levantamento Ibope/TV Bahia também mostra que 67% dos eleitores que aprovam a gestão de Wagner também tendem a votar no petista. Outros 13% dizem preferir Paulo Souto e 7%, Geddel.

LUZ VERMELHA PISCA PARA SOUTO

Acendeu a luz vermelha (ops!) entre seguidores do democrata Paulo Souto. A pesquisa Ibope com o ex-governador baiano pontuando abaixo da casa dos 20% (deu 19%) reacendeu o temor de que ele ou fique de fora de um eventual segundo turno – e seja ultrapassado pelo peemedebista Geddel Vieira Lima (PMDB) – ou veja a fatura sendo liquidada por Jaques Wagner (PT) no “primeiro tempo”, em 3 de outubro. Isso, apesar do recall de ter comandado a Bahia por dois mandatos.

Não foi por acaso que, ontem, Souto apareceu defendendo a continuidade do nome de Bassuma (PV) na disputa pelo Palácio de Ondina. Como se sabe, a Justiça Eleitoral indeferiu o pedido de registro de candidatura de Bassuma. A luz vermelha no DEM piscou já na pesquisa Datafolha, na semana passada.

Como pesquisa quantitativa na Bahia não é coisa levada a sério desde o advento das urnas eletrônicas e da vitória inesperada de Wagner em 2006, os democratas ainda nutrem esperança de reversão de quadro.

IBOPE: WAGNER SERIA REELEITO NO 1º TURNO

A primeira pesquisa Ibope/Rede Bahia revela que o governador Jaques Wagner seria reeleito no primeiro turno. O petista atingiu 46% das intenções de voto na pesquisa realizada de 31 de julho a 6 de agosto. Paulo Souto (DEM) aparece com 19% e Geddel Vieira Lima (PMDB) com 11%. Professor Carlos (PSTU) aparece com 1% das intenções de voto. Os demais não pontuaram neste levantamento.

Foram ouvidos 1.008 eleitores. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais. O percentual de votos brancos e nulos atingiu 9%; e o de indecisos, 14%.

Segundo a pesquisa Ibope, Paulo Souto tem o maior índice de rejeição. 26% não votariam no democrata. Já 20% dizem que não votariam, de jeito nenhum, em Luiz Bassuma (PV). 17% rejeitam Geddel, próximo do percentual dos que rejeitam Wagner, 16%.

Na sequência, Sandro Santa Bárbara (PCB) tem 15%. O professor Carlos (PSTU) tem 3% de rejeição, percentual igula ao de Marcos Mendes (PSOL).

Atualizada às 19h43min

2010 É OUTRA COISA

Levi Vasconcelos (coluna Tempo Presente / A Tarde):

Em 2006, as pesquisas induziram todos a achar que Paulo Souto, então governador, ganharia as eleições e não ganhou. Agora, quando começa a fase decisiva do processo eleitoral com a entrada em cena da propaganda no rádio e na televisão, as pesquisas mostram Jaques Wagner em primeiro, Paulo Souto em segundo e Geddel em terceiro.

Como em 2006, não quer dizer que vá acabar assim. Tão rigorosa na pretensão de estabelecer um tratamento isonômico para todos os concorrentes, a lei eleitoral dá tratamento privilegiado a governantes que postulam a reeleição ao permitir-lhes a permanência no cargo com direito a farta publicidade institucional, enquanto os outros nada podem. Era daí que Paulo Souto sustentava altos índices nas pesquisas e é daí que Wagner ostenta a vantagem até agora.

Mas convém ressalvar: as semelhanças entre os dois cenários acabam aí.

Em 2006, Souto deitou em berço esplêndido.

Embalados pelo clima de ‘já ganhou’, os aliados dele cruzaram os braços, enquanto Wagner arregaçou as mangas e conquistou os votos que estavam ‘soltos’. Agora, é diferente.

A derrota de 2006 e a morte de ACM aniquilaram o carlismo. As lideranças interioranas migraram para Wagner e Geddel.

Temos hoje um Wagner favorito, mas em campo com os seus aliados puxados pelo PT disputando voto a voto. Um Paulo Souto esvaziado, só com o recall de ter sido governador, caindo nas pesquisas, e um Geddel com musculatura (de aliados) subindo devagar, mas sempre subindo.

A tendência é de uma disputa aguerrida (nas ruas e na tela). Dificilmente o quadro que as pesquisas ditam hoje ficará como está.

OS REJEITADOS

Marco Wense

Quando o assunto é fugir de quem não anda bem nas pesquisas de intenção de voto, os políticos, com algumas raríssimas exceções, filiados a partido A, B ou C, são igualzinhos. A sabedoria popular costuma dizer que são todos “farinhas do mesmo saco”.

A sobrevivência política, quase sempre assentada nos interesses pessoais, fala mais alto. O fim justifica os meios. A luta passa a ser de “murici”, com cada um cuidando do seu próprio quintal.

Em decorrência da disputa desenfreada, obsessiva, sem escrúpulos e sem limites pelo poder, surge a figura do político rejeitado, o patinho feio do movediço, perverso e traiçoeiro processo eleitoral.

No estado de São Paulo, por exemplo, a candidata ao Senado pelo PT, Marta Suplicy, faz de tudo para descolar de Aloizio Mercadante, seu companheiro de partido e candidato a governador.

Pesquisa recente do instituto Datafolha, além de apontar uma frente de 33 pontos de Alckmin (PSDB) sobre o petista, sinaliza que 30% do eleitorado do tucano (4,5 milhões de votos) estariam dispostos a votar na ex-prefeita de São Paulo.

Marta, pensando exclusivamente na sua eleição, evita fazer qualquer crítica ao candidato do PSDB. Aliás, só falta dizer que o tucano é o melhor nome para comandar o cobiçado Palácio dos Bandeirantes.

Outro “patinho feio” é José Serra, candidato à presidência da República pelo tucanato. O ex-governador Paulo Souto, que quer retornar ao governo da Bahia pelo Partido do Democratas (DEM), evita falar que seu candidato é Serra.

A ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT e do “patinho” mais bonito da lagoa sucessória, o popular e carismático Luiz Inácio Lula da Silva, tem o dobro de votos de Serra na Bahia.

Agora, no quarto colégio eleitoral do país, pela pesquisa do Datafolha, surge o mais novo patinho feio da eleição de 2010: o prefeito de Salvador João Henrique (PMDB), filho do senador João Durval, eleito pelo PDT do saudoso Leonel Brizola.

João Henrique, para o desespero de Geddel Vieira Lima, candidato ao Palácio de Ondina pelo peemedebismo, foi o pior prefeito do Brasil entre os que foram avaliados pelo Datafolha.

O patinho feio de hoje pode se transformar no mais bonito dos patinhos e vice-versa. O ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, só para citar um exemplo bem tupiniquim, já não é tão rejeitado como antes.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.






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