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:: ‘Geraldo Simões’

VANE MANTÉM PROJETO DE GOVERNAR ITABUNA

O vereador petista Claudevane Leite – mais conhecido como Vane do Renascer – repetiu na edição desta semana da revista Contudo o que recentemente já havia afirmado em entrevista ao PIMENTA: ele será candidato a prefeito de Itabuna, com ou sem o aval de seu partido.

Vane tem repetido que, por ser o único petista com mandato na Câmara de Vereadores, deveria ter a oportunidade da candidatura ao executivo. Ele também aponta uma “alta rejeição” da correligionária Juçara Feitosa, esposa do deputado federal Geraldo Simões, que este pretende lançar em nova tentativa de comandar o Centro Administrativo Firmino Alves.

Caso não convença o PT – o que é altamente provável – o vereador pretende mudar de partido. Ele afirma que vem sendo objeto de sondagens de diversas legendas.

NANDA GALVÃO ASSUME O SAC-ITABUNA

A modelo Fernanda Galvão será a coordenadora da unidade itabunense do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC). Ela foi nomeada para o cargo pelo governador Jaques Wagner.

O decreto saiu na edição desta quarta (8) do Diário Oficial. O cargo era ocupado até o início do ano pela advogada Ariadne Sá, que deixou o SAC para tocar de projetos pessoais em Aracaju (SE).

A modelo foi indicada para a vaga para o cargo pelo deputado federal Geraldo Simões.

O JOGO DE 2012

Castro: com Azevedo mas aberto a novas relações.

Embora esteja alinhado politicamente ao grupo do prefeito Capitão Azevedo e seja filiado ao PSDB, o deputado estadual Augusto Castro não descarta conversar com os outros polos da disputa municipal de 2012. Não é por outro motivo que tem cada vez mais se aproximado da base governista.

Dias atrás, o tucano teve audiência com o governador Jaques Wagner, a quem apresentou uma listinha de pedidos. O parlamentar ouviu o petista reconhecendo a falta de presença do governo baiano em Itabuna. Wagner até se comprometeu a – finalmente – a tirar do papel algumas promessas feitas há mais de um ano, a exemplo da duplicação do acesso a Itabuna, no trecho Nova Ferradas-Nova Itabuna (BR-415).

Sobre a sucessão, Augusto Castro afirma que – permanecendo o quadro atual – apoiaria a reeleição de Azevedo. “Essa é uma tendência natural, até porque o PSDB e o DEM estão alinhados nacionalmente”. Mas deixa a porta aberta e diz que também vai dialogar com outros setores. Para ele, duas candidaturas no campo oposicionista facilitaria a missão para o democrata.

Essa visão também é compartilhada, por exemplo, pelo governador Jaques Wagner. Para o petista, a melhor candidatura para enfrentar Azevedo com maiores chances de vitória seria a do deputado federal Geraldo Simões. “Três candidaturas não é o ideal”, disse o governador, que bate na mesma tecla de 2008, quando recomendou a Geraldo deixar a Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri) para disputar a prefeitura de Itabuna. O deputado não só resistiu como manteve a esposa, Juçara Feitosa, na disputa. Perdeu.

ROBERTO, SUCESSÃO E O PP

Marco Wense

O PP de Itabuna caminha para os braços de Geraldo Simões.

O empresário Roberto Barbosa, mais conhecido como Roberto Minas Aço, sabe que não será candidato a prefeito de Itabuna pelo Partido Progressista (PP).

O comando estadual da legenda, tendo a frente o ministro das Cidades, Mário Negromonte, já sinalizou que o PP não disputará o cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves.

Na sua última visita a Itabuna, o ministro deu evidentes sinais de que a prioridade do partido no sul da Bahia é Jabes Ribeiro, candidatísssimo a prefeito da irmã e vizinha cidade de Ilhéus.

O retorno do jabismo ao Palácio do Paranaguá é fundamental para as futuras pretensões políticas do ministro Negromonte. Jabes Ribeiro ocupa a primeira posição nas pesquisas de intenção de voto.

O PP, acertadamente, quer evitar um atrito desnecessário com o PT de Itabuna, já que o “prefeiturável” Roberto Minas Aço não tem nenhuma chance de sair vitorioso na sucessão do prefeito Azevedo (DEM).

De olho no Palácio de Ondina, Negromonte não quer ser comparado com Geddel Vieira Lima, que depois de virar ministro da Integração Nacional do então presidente Lula, com o aval do governador Jaques Wagner, rompeu com o petista.

É bom ressaltar que a ida de Negromonte para a titularidade do ministério das Cidades foi uma indicação do PP nacional. Não teve participação direta do governador Wagner.

O PP de Itabuna caminha para apoiar o candidato do PT, que pode ser Geraldo Simões ou a ex-primeira dama Juçara Feitosa. O empresário Roberto Minas Aço seria o candidato a vice-prefeito na chapa do Partido dos Trabalhadores.

Nos bastidores, já há um movimento, ainda tímido, de uma negociação envolvendo o PT de Ilhéus, que apoiaria Jabes como contrapartida ao apoio do PP em Itabuna.

Uma coisa é certa: o ministro Mário Negromonte é o candidato do PP na sucessão estadual de 2014.

FÉLIX E O PDT

Não existe nenhum interesse do deputado federal Félix Mendonça Júnior pelo PDT de Itabuna. É o que se deduz diante da falta de motivação do parlamentar com a legenda Brizolista.

Pobre PDT de Itabuna. O partido não faz reunião, não tem sede, telefone, cadeira, mesa, copo descartável, papel higiênico, não tem nada. Não se faz mais PDT como antigamente.

É triste. Muito triste. Viva o PDT de Brizola, Darcy Ribeiro, Dagoberto Brandão, Hélio Pitanga, Nozô. Viva o PDT histórico e todos os seus bravos, coerentes e apaixonados militantes.

Marco Wense é articulista da Contudo.

A LARANJADA E A ESTRATÉGIA DE FG EM 1996

Do Cia da Notícia

“Campanha política tem coisas que até Deus duvida”, costumam dizer os políticos e marqueteiros. E na campanha política municipal de Itabuna no ano de 1996 alguns fatos confirmam o ditado popular.

Os principais candidatos eram Fernando Gomes (PTB), Renato Costa (PSB, PT) e Davidson Magalhães (PCdoB, PSDB). Este ano, a campanha foi considerada atípica devido a um racha na esquerda, que teria como causa a intransigência de Geraldo Simões, então prefeito, de negociar com os demais partidos, isolando-os.

Mesmo sendo o final do governo Geraldo Simões melancólico, com salários e fornecedores atrasados, telefones e energia elétrica cortados, dentre outros males, o PT sempre foi considerado um partido “bom de campanha” e restava ao núcleo de marketing de Fernando Gomes monitorar com precisão o desenvolvimento das campanhas e tirar proveito das diferenças. E assim foi feito.

A ideia central era tirar proveito das diferenças e semelhanças entre Geraldo Simões, Renato Costa e Davidson Magalhães que viriam à tona. Neste sentido, o coordenador de marketing da campanha de Fernando Gomes, o grande Sérgio Gomes, montou todo uma estratégia, contando com a preciosa colaboração de Iram Marques, o Cacifão, político de astúcia sem igual.

Conforme mostravam as pesquisas, era preciso “dar corda ou encurtá-la”. Para isso foi montada uma equipe de sondagem da opinião pública e transformar os resultados obtidos em fatos, senão boatos, quando necessário. Essa equipe era formada por líderes comunitários e atores “fernandistas” por excelência e iam às ruas discutir política, debater a campanha, disseminar atos e fatos, nem sempre todos verídicos.

E o povo de Itabuna foi tomando gosto pela campanha de Davidson, que mostrava um comunista aliado a um empresário – Marreco, do PSDB – para reconstruir a cidade. Chegou a assustar encostando em Renato Costa, o que também assustou o núcleo de inteligência da campanha de Fernando Gomes e era chegada a hora de puxar a corda, já que a campanha de Renato Costa estava fragilizada.

Foi aí então que entrou em ação a astúcia de Iram Marques, o famoso Cacifão, ao idealizar uma das ações mais importantes da “guerra”: Desqualificar todo o conceito adquirido por Davidson Magalhães com apenas uma palavra: “LARANJA”.

Chamar Davidson de “laranja” era o mesmo que dizer, com todas as letras, que sua candidatura era apenas uma invenção do PT para enganar o eleitor, e que os dois eram “farinha do mesmo saco”.

Bastou essa “deixa” para que os militantes do PT comprassem a ideia e também passassem a dirigir todas as “baterias” contra o comunista. Enquanto o PT acusava Davidson de “laranja”, o PCdoB se defendia mostrando a irresponsabilidade do governo petista de Geraldo Simões.

Enquanto isso, a candidatura Fernando Gomes nadava em mar de almirante e voava em céu de brigadeiro, sem se envolver com as escaramuças entre Geraldo, Renato e Davidson. Não deu outra, Fernando ganhou a eleição.

Confira essas e outras no Cia da Notícia

Os prefeituráveis Vane e Leninha

Marco Wense

O melhor caminho para Vane e Leninha é o da união política entre eles.

Alguns leitores da revista Contudo e do PIMENTA estão se queixando da Coluna Wense. São da opinião de que este colunista político só comenta sobre os pré-candidatos do PCdoB (Sena, Wenceslau e Davidson), Juçara Feitosa (ou Geraldo Simões), Fernando Gomes e o prefeito José Nilton Azevedo (reeleição).

Confesso que Marilene Duarte, a Leninha da Auto-Escola Regional, e o vereador Claudevane Leite, o Vane do Renascer, têm aparecido muito pouco nas minhas modestas análises sobre a sucessão de 2012, quando o cobiçado Centro Administrativo de Itabuna estará sendo acirradamente disputado.

De início é bom dizer que as pretensões de Vane e Leninha são legítimas e merecedoras de todo o respeito. Se as candidaturas são competitivas ou não, se tem viabilidade eleitoral, é outra discussão. O importante é que são prefeituráveis de mãos limpas.

Na luta por uma candidatura, que deverá ser homologada em convenção por uma agremiação partidária, Vane e Leninha têm que deixar de lado algumas posições ingênuas e, às vezes, de infantilidade política. Vane, por exemplo, não tem nenhuma possibilidade de sair candidato a prefeito pelo PT de Geraldo Simões. O mesmo acontece com Leninha em relação ao PMDB de Fernando Gomes, cada vez mais animado com as pesquisas de intenção de voto.

Geraldo Simões, ainda no dilema se sai ou não candidato, já que Juçara Feitosa não consegue agregar outras forças políticas em torno da sua pré-candidatura, é quem manda no PT. Ninguém ousa em desafiá-lo. O ex-prefeito Fernando Gomes, presidente de honra do peemedebismo tupiniquim, sonha com um quinto mandato. Um FG versus GS não está descartado.

O melhor caminho para o edil e a viúva do saudoso Anísio Alcântara é, sem dúvida, o da união política entre eles, se filiando a um mesmo partido, com a condição de que a legenda não esteja sob o controle, domínio ou influência do geraldismo, fernandismo e do neo-azevismo.

Vane e Leninha juntos. Uma espécie de “simbiose política” assentada em um acordo. Quem estivesse na frente nas pesquisas eleitorais encabeçaria a chapa majoritária. O “perdedor” seria o candidato a vice-prefeito.

Vane e Leninha. Leninha e Vane. O processo sucessório sairia do marasmo que se encontra. Daria um chega pra lá na mesmice. Até mesmo nas mesmices dos comentários políticos.

Marco Wense é articulista da Contudo.

WENCESLAU PARA ROBERTO: “SE ELE DECIDIU SE APROXIMAR DE AZEVEDO, QUE ASSUMA O ÔNUS”

O vereador Wenceslau Júnior (PCdoB) disse que o colega Roberto de Souza (PR) deve assumir o ônus da aproximação com o Governo Azevedo em vez de tentar transferi-lo para terceiros. Numa entrevista ao PIMENTA, Roberto disse que buscava aliança com o prefeito Capitão Azevedo por ter se sentido abandonado por Wenceslau, PCdoB e pelo deputado federal Geraldo Simões (reveja aqui).

“Na verdade, é uma tentativa vã de justificar a aproximação com Azevedo. Se ele decidiu se aproximar, que assuma o ônus”, rebate Wenceslau, que lembra ter apoiado Roberto várias vezes para a Mesa Diretora da Câmara. “Agora, casamento que é casamento acaba, quanto mais aliança política”.

Wenceslau diz que foi o próprio Roberto quem abandonou o grupo – pelo menos, nas discussões de eleição da Mesa da Câmara. “O próprio Roberto participou de duas reuniões. Quando nós nos comprometemos com a atual mesa, ele deixou as discussões. Não somos acessório”.

PÍLULAS DE CORAGEM…

O prefeito Capitão Azevedo, dia desses, foi cobrado pelo vereador Wenceslau Júnior, para quem sobrava covardia e faltava coragem ao alcaide para entrar com processos contra ex-gestores (como Fernando Gomes) para tirar Itabuna do cadastro negativo do Cauc.

Pois o prefeito decidiu reagir com duas ações contra os ex-prefeitos Fernando Gomes e Geraldo Simões, acusados no processo de não prestar contas ou ter cometido desvios de verbas oriundas de Brasília. A ação pedia até bloqueio de bens dos ex-gestores. O pedido, elaborado por uma consultoria, “caiu” no nascedouro devido a erros na formulação.

ROBERTO CRITICA GERALDO E WENCESLAU E SINALIZA APOIO À REELEIÇÃO DE AZEVEDO

O vereador Roberto de Souza (PR) sempre foi dos homens fortes na Câmara de Itabuna e por vários anos ocupou um dos cargos mais cobiçados da Casa, o de primeiro-secretário.

O poder e o prestígio ruíram com uma sequência de golpes disparados pelo governo de Azevedo, culminando com as investigações de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI). Agora, porém, Roberto tornou-se amigo do “Rei”. Pretende fechar até o início do próximo mês uma aliança com o Capitão Azevedo (DEM).

Quer, com Azevedo, curar as feridas de antigos amores:   Geraldo Simões (PT) e Wenceslau Júnior (PCdoB), acusados de deixá-lo sozinho nos momentos de tristeza.

O vereador concedeu entrevista ao PIMENTA. Para não perder a forma, também mirou no atual presidente da Casa, Ruy Machado, a quem chama “carinhosamente” de “Ruy Porquinho”. À entrevista, pois:

O PR adere ao governo de Azevedo?
Um emissário nos procurou e eu disse que poderia conversar a partir do momento que houvesse mudança no governo. Até acho que a gestão melhorou um pouco. Agora, vamos para o governo desde que haja respeito mútuo. O que eu quero é participação política, não quero fazer como outros vereadores. Não quero barganhar cargos.

Se não é barganha, como seria?
Participação, ter um cargo efetivo. Acho que o prefeito é muito mal assessorado politicamente.

O PR vai reivindicar a secretaria de Governo, então?
Vamos conversar. Estou falando por mim, mas temos o PR regional e o estadual. O partido tem um débito com Azevedo, que apoiou a candidatura de César Borges [ao Senado]. Temos esse débito. Só não sei se será pago agora ou mais adiante.

Aceitaria ser secretário?
Eu não. Vou ficar na Câmara e acho que meu papel lá é fundamental. Ainda não conversamos em termos de partido. Já houve conversa oficial, mas ficou acordado que definiríamos isso a partir de 20, 25 de maio.

Apoiei Geraldo e Juçara, mas na eleição da Câmara eles deram sustentação a Ruy Porquinho. O PCdoB de Wenceslau, com quem eu conversava sobre 2012, me abandonou.

O governo trabalhou para derrubá-lo na Câmara. Como o senhor explicaria essa aliança, agora?
Eu tive esse embate aí na Câmara [briga com governo e investigação de desvios de dinheiro]. Apoiei Geraldo e Juçara, mas na eleição da Câmara eles deram sustentação foi a Ruy Porquinho [Machado]. O PCdoB de Wenceslau [Júnior], com quem eu conversava sobre 2012, me abandonou. Então, não tenho mais compromisso com os outros. Ficou uma mágoa.

E por que o senhor foi lardado na beira da estrada?
Eu estava crescendo muito politicamente e isso deve ter assustado. Meu nome é leve e assim continua, pois aonde chego as pessoas são solidárias a mim. E sabe por quê? Eu tenho passado. O povo conhece o meu passado.

Mas o senhor enfrentou uma CEI. O que diria em relação aos desvios na Câmara?
Quem pediu a CEI fui eu.

O relatório o acusa de, pelo menos, ter sido omisso na roubalheira.
Eu não era o presidente. Quem manda, quem tem o poder é o presidente. Você já viu Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) falar em rejeição de contas de primeiro secretário? Cita o presidente.

Ele tem é que lembrar quem trocava cheques da Casa numa lotérica da Cinquentenário e usava fantasmas no gabinete para fazer dinheiro.

E o próprio ex-presidente fala em desvios de até R$ 5 milhões.
Os desvios que falaram aí são da publicidade, coisa do presidente com o ex-assessor, e os contratos dos créditos consignados.

O esquema também ocorria nas licitações.
Havia uma comissão de licitação responsável pela contratação das empresas, serviços. O Ministério Público está investigando.

E o senhor acha que escapa da cassação?

O presidente [da Câmara, Ruy Machado] tá falando isso aí. Ele tem é que lembrar quem trocava cheques da Casa numa lotérica da Cinquentenário e usava fantasmas no gabinete para fazer dinheiro.

Quem foi?
(risos) Ele sabe. Se investigado [o esquema], sobra até para o dono da lotérica.

PSB DÁ “PITO” EM EDSON DANTAS

Edson é contrário a aliança com o PT.

O médico e ex-vereador Edson Dantas posicionou-se publicamente contra uma aliança do PSB com o grupo do deputado federal Geraldo Simões (PT), sábado (14). Edson fez críticas ao deputado e à ex-candidata à prefeita, Juçara Feitosa, e disse que a legenda das pombinhas não fecharia com o grupo do casal petista em relação à sucessão 2012. Foi durante participação no programa Resenha da Cidade, na Rádio Jornal. A Executiva Municipal do partido desautorizou o médico.

“O partido ainda não tomou deliberação a esse respeito”, disse ao PIMENTA o presidente do PSB itabunense, professor Aurélio Macêdo. O presidente considerou a manifestação de Edson “imprópria”. “Embora não estivesse falando pelo partido, quando ele coloca essa ideia em público, parece uma posição do partido”, assinala.

Aurélio disse que o PSB trabalha, nesse momento, com a orientação da senadora Lídice da Mata, de “consolidar a comunhão possível” com a base aliada. “A orientação que temos praticado é nesse sentido.

As relações entre Edson Dantas e o grupo do deputado federal Geraldo Simões se desgastaram desde 2003, logo após o médico ser defenestrado do comando da Secretaria de Saúde de Itabuna. Em 2008, o PSB havia votado em peso pela renúncia da candidatura a prefeito em setembro, mas Edson, que era o nome naquele momento, manteve a candidatura até o fim, para não fechar com Juçara.

OPOSIÇÕES ENFRAQUECIDAS

Marco Wense

Política é conta de somar. Mas o tiro, dependendo do momento e das circunstâncias, pode sair pela culatra. Uma boa parcela do eleitorado não aceita determinados conchavos políticos.

A divisão das forças de oposição ao governo municipal só faz ajudar o prefeito José Nilton Azevedo, candidato natural a um segundo mandato pelo instituto da reeleição.

O mesmo raciocínio vale para o outro lado. A candidatura de Fernando Gomes enfraquece o oposicionismo estadual, hoje assentado no DEM, PMDB e no tucanato (PSDB).

Política é conta de somar. Mas o tiro, dependendo do momento e das circunstâncias, pode sair pela culatra. Uma boa parcela do eleitorado não aceita determinados conchavos políticos.

Na sucessão de 2008, o então prefeiturável Fábio Santana desistiu da candidatura para apoiar Juçara Feitosa. A petista, que era para perder de pouco, terminou sendo derrotada com uma diferença de 12 mil votos.

Foi um Deus nos acuda. O governador Jaques Wagner, assim que soube do resultado – é bom lembrar que Juçara passou um bom tempo liderando as pesquisas eleitorais –, quase que arranca a barba com as próprias mãos.

O PT não pode ficar a vida toda querendo que o PCdoB seja eterno coadjuvante no processo sucessório, como favas contadas do deputado Geraldo Simões.

O discurso da necessária união entre petistas e comunistas vai repetir em 2012. O PCdoB novamente como apêndice do PT.

E tem mais: Juçara Feitosa sendo eleita prefeita, com o apoio do PCdoB, mesmo com o fim da reeleição, não vai apoiar um candidato comunista na sucessão de 2016.

O melhor caminho para o Partido Comunista do Brasil é o da candidatura própria. Independente do resultado de 2012, a legenda sairá fortalecida para 2016.

PS – Alguns membros do diretório do PT de Itabuna ficam dizendo que a candidatura própria do PCdoB é pura balela. Que tudo será resolvido com a promessa de duas ou três secretarias em um eventual governo Juçara.

PLANO C

A prioridade do PT de Geraldo Simões é o PCdoB. A legenda comunista indicaria o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Juçara Feitosa.

O plano B do PT é o PMDB. O peemedebismo de Itabuna tem dois presidentes: Renato Costa e Fernando Gomes, respectivamente do diretório e o de honra.

Falhando os planos A e B, vem o C com o PP do ex-prefeito de Ilhéus Jabes Ribeiro, secretário estadual do Partido Progressista e candidatíssimo ao Palácio do Paranaguá.

O empresário Roberto Barbosa, o Roberto Minas Aço, que preside o diretório municipal do PP, seria o companheiro de chapa da ex-primeira dama.

Marco Wense é articulista da Contudo.

REDISTRIBUIÇÃO DE CARGOS PROVOCA ATRITOS NO PT SULBAIANO

Edinei Mendonça sai do comando da Direc 6.

Os principais líderes do PT no sul da Bahia engalfinham-se nos bastidores pela redistribuição dos principais cargos que cabem ao partido na região. A briga está mais acirrada no município de Ilhéus no sul da Bahia. O governo estadual aplicou a estratégia do “leva quem tem mais votos” nos territórios de identidade.

No Território Litoral Sul, que compreende municípios como Ilhéus e Itabuna, o deputado federal Geraldo Simões foi o mais votado entre os petistas, seguido pelo estadual Rosemberg Pinto.

Por esse novo mecanismo de redistribuição de cargos, a Direc 6 mudaria de mãos. Rosemberg passaria a ter o direito de indicar o substituto de Edinei Mendonça, um quadro alçado ao posto pelo grupo do deputado federal Josias Gomes.

Este mesmo mecanismo dá ao deputado federal Geraldo Simões a indicação do novo dirigente da Direc 7 (em Itabuna). O parlamentar reeleito pode optar pela manutenção de Miralva Motinho, apesar das fortes resistências no próprio grupo político devido às críticas à gestão da ex-comunista.

A nova dinâmica da redistribuição tira o geraldista João Marcos de Lima da Sétima Dires. O ex-vereador Edson Dantas (PSB), que foi candidato a deputado federal, será o responsável pela indicação do substituto. Ao deputado Josias Gomes, talvez caiba a indicação do regional da Empresa Baiana de Defesa Agropecuária (EBDA). Isso porque, ele foi o quarto petista entre os mais votados no Território Litoral Sul, atrás de Geraldo, Rosemberg e o ex-rodoviário J. Carlos.

Sendo assim, o leitor não estranhe uma briga acirrada e troca de amabilidades entre os petistas – contando com lavagem de roupa suja em público.

EM AUDIÊNCIA COM HADDAD, DEPUTADOS COBRAM CRIAÇÃO DA UFSULBA

Ministro ouve deputados baianos em audiência hoje (Foto Divulgação).

Parlamentares baianos tiveram audiência há pouco com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para discutir a criação de novas universidades federais na Bahia. O encontro foi considerado positivo pelas lideranças regionais e o assunto, assegurou o ministro, será levado à presidenta Dilma Rousseff. O plano contempla as regiões sul e extremo-sul com a criação da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsulba). Ela atenderia a uma região de, pelo menos, 2 milhões de habitantes.

O deputado federal Geraldo Simões (PT) reforçou a necessidade de criação de novas instituições federais de ensino superior ao mostrar que a relação de matriculados em universidades na relação por mil habitantes na Bahia é cinco vezes menor do que o registrado na Paraíba e duas vezes menos do que Pernambuco. “Saio otimista da audiência diante da sinalização do ministro e do esforço conjunto da bancada federal”, disse Geraldo.

Além de Geraldo, a audiência teve a participação dos deputados federais petistas Nelson Pelegrino, Walmir Assunção e Amaury Teixeira, mais Oziel Oliveira (PDT), Daniel Almeida e Alice Portugal, do PCdoB, e do vereador itabunense Wenceslau Júnior (PCdoB). Ainda na reunião no gabinete do ministro, os parlamentares elencaram dificuldades de acesso dos sulbaianos às universidades federais. Quem reside no extremo-sul, por exemplo, pode estar a quase mil quilômetros de uma instituição federal.

Atualizado às 11h40min

GERALDO, JABES E A SUCESSÃO

Marco Wense

Jabes é do PP, partido aliado do governador Jaques Wagner e da presidente Dilma Rousseff. O PT de Ilhéus, pelo critério de Geraldo, não deve ter candidato.

O ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, secretário-geral do Partido Progressista (PP), tem um aliado especial: o também ex-alcaide Geraldo Simões.

Geraldo acha que o melhor critério para definir o candidato que deve encabeçar a chapa majoritária na sucessão de José Nilton Azevedo é o da pesquisa de intenção de voto.

Geraldo defende uma ampla frente de oposição em torno da petista Juçara Feitosa. A ex-primeira dama assume a dianteira em todas as consultas populares.

“Temos que analisar quem está melhor nas pesquisas”, diz o deputado federal toda vez que é questionado sobre a possibilidade do PCdoB lançar candidatura própria.

Geraldo quer os partidos da base aliada dos governos estadual (Jaques Wagner) e federal (Dilma Rousseff) apoiando Juçara Feitosa na eleição de 2012.

Para ser coerente, o parlamentar, que já governou Itabuna por duas vezes, tem que defender uma ampla coligação em torno do prefeiturável Jabes Ribeiro.

As pesquisas, lá em Ilhéus, nossa vizinha e irmã cidade, colocam Jabes Ribeiro na primeira posição na disputa pelo comando do Palácio do Paranaguá.

Jabes é do PP, partido aliado do governador Jaques Wagner e da presidente Dilma Rousseff. O PT de Ilhéus, pelo critério de Geraldo, não deve ter candidato.

SUTILMENTE

O presidente do PMDB de Itabuna, o bom médico Renato Costa, cita João Xavier, Ubaldo Dantas, Rui Correa e o ex-prefeito Fernando Gomes como prefeituráveis do partido.

Mas, sutilmente, nas entrelinhas, descarta Fernando Gomes: “O PMDB defende um modelo novo de gestão, fórmulas já passadas parece que não atendem aos reclames da população”.

Para não criar atrito com o fernandismo, os renatistas juram que as “fórmulas passadas” são direcionadas para o também ex-prefeito Geraldo Simões (PT).

Marco Wense é articulista da Contudo.

SEM-TIME

Do Cia da Notícia

O ano é 1993. Os personagens, João Xavier, Geraldo Simões e o todo-poderoso ACM. O palco, a governadoria, no Centro Administrativo da Bahia.

Eleito no embalo do impeachment de Collor e na briga travada pelos candidatos a prefeito de Itabuna José Oduque Teixeira e Ubaldo Dantas, a “zebra” Geraldo Simões resolveu ir ao governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães para reivindicar obras para Itabuna.

Essa atitude, pensada e repensada pelos marqueteiros de plantão, daria ao então prefeito Geraldo Simões o status de estadista, ao procurar o governador, seu mais terrível adversário político, de forma institucional.

Audiência marcada, chegam à governadoria o prefeito Geraldo Simões e seu vice, João Xavier, à época no Partido Socialista Brasileiro (PSB). Troca de amabilidades para todo o lado e eis que chegam ao finalmente: a apresentação da lista de reivindicações.

Após analisar os pedidos, ACM perguntou quais as prioridades e foi dizendo o que poderia fazer de pronto e quais encontraria dificuldades, seja por falta de recursos estaduais ou federais para tanto, até que o vice-prefeito João Xavier começou a nomear como urgente e urgentíssima a conclusão da construção do estádio Luiz Viana Filho, até hoje incompleto e que estaria prejudicando o esporte itabunense.

Foi aí que ACM não se conteve e disse, em tom de gozação:

– Ô Xavier, se nem time você tem, pra que essa urgência na construção do estádio. Vamos deixar isso de lado e construir outras coisas… – ponderou o governador.

Após o susto, ACM brincou com os dois e não se falou mais no “Luizão”.

DEU VANE

Nem Juçara Feitosa nem Geraldo Simões. Para os leitores do PIMENTA que participaram da última enquete, o vereador Claudevane Leite (Vane do Renascer) deve ser o nome petista na sucessão municipal de 2012.

Vane obteve 50% dos votos, Geraldo ficou com 39% e Juçara registrou apenas 11% dos 736 votos.

Vane tenta quebrar a hegemonia do casal Geraldo-Juçara e ser o candidato do partido, mas enfrenta resistências. Enquanto isso, constrói pontes com outras legendas, a exemplo do PSB, PV e PRB. No último sábado (30), o vereador se reuniu com a cúpula estadual do PRB, para onde de migrar se não conseguir o espaço desejado no PT.

Agora, o leitor pode opinar sobre a gestão do prefeito de Ilhéus, Newton Lima (PSB). Pra votar, basta clicar na enquete no lado direito do blog.

PMDB OPERA POR ITAZIL BENÍCIO NA CEPLAC

Benício (à direita) sob olhares de Geraldo.

Um grupo de peemedebistas com alguma força no diretório estadual do partido opera para que Itazil Benício seja o novo superintendente da Ceplac na área da Bahia e Espírito Santo. A articulação teria o dedo de Juvenal Maynart e o apoio do deputado federal Lúcio Vieira Lima, além de ser vista com bons olhos pelo também federal Geraldo Simões.

Benício trabalhou na Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri) no período em que Geraldo foi titular da Pasta no governo de Jaques Wagner. Alguns peemedebistas, no entanto, veem essa parte do histórico como um obstáculo para a nomeação. Cacauicultores têm trabalhado pela manutenção de Antonio Zózimo Costa.

ENQUETE

O PT itabunense vive uma indefinição eleitoral sem tamanho em relação à disputa de 2012. Até aqui, três nomes são apontados como prefeituráveis em 2012: Geraldo Simões, Juçara Feitosa e Vane do Renascer.

O PIMENTA quer saber do leitor qual dos três deveria ser o candidato do partido. Deixe sua opinião na enquete no lado direito da página. A enquete vai até amanhã, 3.








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