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:: ‘Geraldo Simões’

OPOSIÇÃO UNIDA, GOVERNO RACHADO

marco wense1Marco Wense

O consenso entre os partidos de oposição ao governo Rui Costa (PT) é de que a união das legendas e de suas principais lideranças é imprescindível na eleição de 2016.

O grito de guerra – “oposição unida, jamais será vencida” – já começa a ser entoado pelo DEM, PSDB, PMDB e pelos eleitores enraizadamente antipetistas.

Em relação a mais importante sucessão, sem dúvida a soteropolitana, não há nenhuma fissura. A sobrevivência política do oposicionismo depende da reeleição do prefeito demista ACM Neto. A tábua de salvação.

Esse acordo, antes implícito e de bastidores, já é do conhecimento de todos, tem o aval dos comandos estadual e nacional e caminha para ficar cada vez mais consistente com a proximidade do processo sucessório.

Depois de Salvador, o consenso segue para Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus e Itabuna. Cada cidade só terá um candidato, podendo ser do PMDB, DEM, PSDB e de legendas de oposição ao governo estadual.

Não existe, portanto, nenhuma possibilidade de Itabuna, por exemplo, ter dois nomes disputando o Centro Administrativo Firmino Alves, o que seria uma imperdoável burrice política.

O leitor atento, curioso, vai fazer duas pertinentes perguntas: 1) Quem seriam os pré-candidatos da oposição? 2) Qual seria o principal critério para definir o prefeiturável?

Respondendo ao segundo questionamento, o critério das pesquisas de intenção de votos é compulsório, tido como definidor quando é preciso tomar uma inadiável posição.

E os candidatos? O ex-prefeito Fernando Gomes e o deputado estadual Augusto Castro, respectivamente pelo DEM e PSDB, são os favoritos. O tucano abre mão da disputa se FG for pré-candidato.

No governismo, com petistas versus petistas, vanistas versus comunistas, a coisa é complicada. Ainda tem o imbróglio de Geraldo Simões, se vai ou não deixar o Partido dos Trabalhadores (PT).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

AUGUSTO, GERALDO E GABRIELLI

Gabrielli também foi citado por Augusto.

Gabrielli também é citado por Augusto entre “geraldistas”.

O deputado Augusto Castro (PSDB) apareceu aqui, ontem à noite, apontando reparos à postagem em que ele falava da impossibilidade de acordo com o PCdoB e da sua estranheza quanto à forma como o PT estadual vem tratando Geraldo Simões.

Augusto, na entrevista ao Resenha da Cidade (Rádio Difusora), não citou apenas Josias Gomes, Jonas Paulo e Everaldo Anunciação entre os nomes de expressão que obtiveram espaço em mandatos – no legislativo ou no executivo – exercidos por Geraldo Simões.

Além dos três, o deputado tucano também citou o ex-presidente da Petrobras e ex-secretário estadual de Planejamento José Sérgio Gabrielli. De memória elogiável, Augusto até lembrou que Gabrielli assessorou Geraldo em um dos mandatos do petista enquanto deputado.

Assim, este blog faz o reparo realmente necessário à nota e dá por encerrada a questão.

AUGUSTO DIZ QUE MANTÉM RELAÇÃO CORDIAL COM PETISTAS

Em contato com o PIMENTA , o deputado estadual Augusto Castro (PSDB) fez reparos à nota intitulada “Castro descarta aliança com o PCdoB e cola imagem de Vane nos comunistas”. Particularmente no trecho que se refere ao comentado abandono de Geraldo Simões pelos caciques estaduais do PT.

O deputado negou ter dito que Geraldo “deu guarida a nomes como Everaldo Anunciação, Josias Gomes e Jonas Paulo”. Ele confirma, no entanto, ter comentado sobre a situação do ex-prefeito e ex-deputado do PT, demonstrando estranhar o desprezo do partido com relação ao político.

“Nossa preocupação é unificar as oposições, quem resolve os problemas do PT é o PT”, afirmou o tucano.

Augusto fez questão de declarar que mantém uma “relação cordial” com o secretário de Relações Institucionais da Bahia, Josias Gomes, e com o presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação. “Respeitando as diferenças partidárias, temos uma convivência respeitosa”, declarou.

CASTRO DESCARTA ALIANÇA COM O PCdoB E COLA IMAGEM DE VANE NOS COMUNISTAS

augusto castroPosicionando-se como candidato a prefeito de Itabuna, o deputado estadual Augusto Castro (PSDB) descartou qualquer possibilidade de aliança com o PCdoB em 2016. Numa entrevista ao Programa Resenha da Cidade (Rádio Difusora), o tucano fez questão de associar a imagem do Governo Vane com os comunistas.

– O PCdoB tem lado – disse Augusto, enfatizando que os comunistas comandam algumas das principais secretarias do governo, dentre elas Saúde e Educação.

Castro, relembrando entrevista do deputado federal Davidson Magalhães, disse que pode conversar sobre ações e projetos para Itabuna, mas nada a ver com a composição eleitoral em 2016. Concluiu que o PCdoB também é governo estadual, enquanto ele integra a bancada oposicionista.

A estratégia tucana é clara: colar a imagem de desgaste do Governo Vane no PCdoB, que pode ir para o pleito com Wenceslau Júnior, hoje vice-prefeito, ou com o deputado federal Davidson Magalhães.

INGRATIDÃO DO PT COM GERALDO?

Castro também comentou sobre a situação política do ex-deputado federal Geraldo Simões. O petista tem sido vetado em cargos estaduais e até mesmo federais pelo comando estadual do PT. Para Augusto, o fato é estranho, pois, lembra ele, Geraldo deu guarida a nomes como Everaldo Anunciação, Josias Gomes e Jonas Paulo, quando foi prefeito de Itabuna. “Há algo de estranho aí”, disse.

O RETORNO DO POPULISMO

marco wense1Marco Wense

As pesquisas de intenção de votos apontam Geraldo Simões e Fernando Gomes na frente.

Uma fatia considerável do eleitorado itabunense vibra quando aparece na imprensa determinados nomes que podem disputar o processo sucessório de 2016.

Esses eleitores querem um candidato a prefeito sem nenhuma ligação com tradicionais e empoeirados grupos ou correntes políticas, dando um basta na mesmice.

Não é a tal da terceira via e, muito menos, coisa parecida, quase sempre disfarçada de novidade. É mudança radical mesmo. Um prefeiturável que provoque sobressalto e uma agradável surpresa.

O problema é que a outra fatia que vota nas antigas lideranças, com destaque para Geraldo Simões, Fernando Gomes e o Capitão Azevedo, representa quase 50% do eleitorado.

Vale lembrar que Geraldo, Fernando e Azevedo, respectivamente petista e democratas, obviamente do PT e do DEM, somam sete mandatos como gestor do Centro Administrativo Firmino Alves.

GS, FG e CA não conseguiram acabar com o tabu da reeleição. Nunca se reelegeram. Fernando Gomes, sendo candidato e saindo vitorioso, vai para o seu quinto mandato.

As pesquisas de intenção de votos apontam GS e FG na frente. A volta do “Geraldo versus Fernando” é interpretado pelos “mudancionistas” como a prova inconteste de que Itabuna parou no tempo.

Como não gosto de deixar o leitor na dúvida (ou curioso), revelo que Antonio Mangabeira, Chico França e o bom juiz Marcos Bandeira são as possíveis e agradáveis surpresas da sucessão de Claudevane Leite (PRB).

Em outros tempos, em priscas eras, como diria o saudoso jornalista Eduardo Anunciação, os protagonistas da mudança eram Helenilson Chaves e Ronald Kalid.

Geraldo versus Fernando, disputando mais uma eleição, significa o triunfal retorno do populismo. Geraldistas e fernandistas vão dizer que Vane do Renascer foi eleito pelo “populismo religioso”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

GERALDO NO PSL

Diante dos sinais – cada vez mais evidentes – de que perderá o comando do PT em Itabuna e a oportunidade de disputar a prefeitura em 2016, o ex-deputado Geraldo Simões tem conversas avançadas com o presidente do diretório estadual do PSL, Toninho Olívio.  Já pensando em eleições a prefeito, ele também conseguiu o comando de uma legenda nanica no município, o PHS.

“Ê, SAUDADE”

Não é apenas dos carnavais dos anos 2000 de Itabuna que o ex-prefeito Geraldo Simões tem saudades (entenda acessando aqui). A julgar pelo seu perfil no Facebook, há uma tremenda saudade, também, dos tempos em que era deputado federal. Na rede social, GS ainda se apresenta como parlamentar. Um lapso…

Geraldo não conseguiu a reeleição em outubro passado, deixando o Congresso após três mandatos como deputado federal (1999-2000/2007-2011 / 2011-2015).

(Clique para ampliar)

(Clique para ampliar)

GERALDO POLEMIZA AO RELEMBRAR CARNAVAIS

Ex-prefeito cria polêmica ao lembrar que Itabuna fazia bons carnavais (Reprodução Facebook).

Ex-prefeito cria polêmica ao lembrar que Itabuna fazia bons carnavais (Reprodução).

Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna, estabeleceu uma polêmica nas redes sociais ao relembrar o sucesso dos carnavais de Itabuna. Pelo Facebook, o petista mostrou imagens da folia no período de 2002 a 2004, quando ele era prefeito.

A página pessoal do ex-prefeito e ex-deputado reúne fotos com astros da música baiana, como Ivete Sangalo, e a multidão tomando as avenidas Aziz Maron e Mário Padre. A última vez que o município promoveu carnaval foi em 2009.

Pelo Facebook, GS provocou:

– O Carnaval chegou. Claro que não em Itabuna. Como muitos, sinto saudade do tempo em que nossa cidade recebia milhares de foliões, durante vários dias, para brincar e se divertir – muitos brincavam, se divertiam e faturavam, com a venda de comidas e bebidas – em um clima de alegria, descontração folia e paz. Como sempre disse, Itabuna merece festejar, vibrar nessas datas – escreveu o ex-prefeito.

A maioria aprovou a crítica, mas muitos dos internautas lembraram que, hoje, Itabuna não tem condições de promover carnaval devido à quase falência dos seus serviços públicos, principalmente na área de saúde. Houve quem ponderasse: hoje não temos carnaval nem saúde (pública). A violência galopante destes últimos anos também não foi esquecida por quem argumentou contra a festa.

A saudade dos velhos carnavais aumentou ainda mais – para muitos – depois do grande sucesso das últimas lavagens do Beco do Fuxico. A deste ano, se não foi a maior, pelo menos provocou um flash-back ao trazer a Itabuna Luiz Caldas e festejar os 30 anos da Axé Music, ritmo criado pelo cantor.

Ivete Sangalo arrasta multidão em carnaval de Itabuna (Foto Ed Ferreira/Arquivo).

Ivete Sangalo arrasta multidão em carnaval de Itabuna (Foto Ed Ferreira/Arquivo).

PT VERSUS PT

marco wense1Marcos Wense

Além do escândalo da Petrobras, da crise moral, do fraco desempenho na economia e da dificuldade da presidente Dilma Rousseff para governar, tem o PT versus PT, o PT engolindo o próprio PT. O PT autofágico.

É inquestionável que o Partido dos Trabalhadores, de tantas lutas a favor da democracia, deixou de ter existência política para ter existência puramente eleitoral, como dizia o jornalista Marcelo Coelho, em 2002.

E mais: “O PT buscava ser diferente, ser uma novidade na política brasileira: tratava-se de um partido com programa definido, com instâncias democráticas de decisão, com vocação de massas e níveis de moralidade acima da média. Podia-se concordar ou não com o PT, mas essas qualidades eram reconhecidas por todos”.

O tempo passou. De 2002 a 2015 são 13 anos, coincidentemente o número 13 da legenda. A estrela do PT não brilha mais, caiu na vala comum da corrupção. O PT de antigamente, que tinha o respeito até do mais radical e intransigente oposicionista, escafedeu-se.

Como não bastasse o “tudo aquilo que o PT não é mais”, vem agora o PT intervencionista, o PT que quer impor seus candidatos a prefeito sem nenhum tipo de constrangimento. O PT de cima para baixo.

Depois de três consecutivas reuniões, sobressaltadas lideranças petistas, com o apoio de Flávio Barreto, presidente do diretório municipal, optaram pelo fim do angustiante silêncio.

Segue, na íntegra, ipsis litteris, um trecho do manifesto dirigido a Everaldo Anunciação, comandante estadual do petismo, com cópia para Josias Gomes, secretário de Relações Institucionais do governo Rui Costa.

“Em nosso Estado, passado a euforia do pós-eleitoral, a militância do nosso partido se deparou com uma triste realidade: um Diretório Estadual inacessível, insensível e indiferente às demandas dos diretórios regionais. Prega-se o discurso do pensamento único e da obediência cega ao poder, como se isso fosse possível no PT. Tem-se usado o mandato de dirigente estadual do PT para acertos de diferenças pessoais e políticas, a partir da prática da perseguição às lideranças e diretórios regionais, a exemplo de Itabuna, onde articula-se ações políticas com diretórios e lideranças de outros partidos em desfavor do PT local”.

Que inferno astral, hein! Além do escândalo da Petrobras, da crise moral, do fraco desempenho na economia e da dificuldade da presidente Dilma Rousseff para governar, tem o PT versus PT, o PT engolindo o próprio PT. O PT autofágico.

GERALDO, GEDDEL E O PMDB

Geraldo Simões 3Até as freiras do Convento das Carmelitas sabem que o PMDB, com o segundo maior tempo no horário eleitoral, é a legenda mais cobiçada da sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB).

Existe uma notória preocupação no PT de Itabuna com uma possível saída do prefeiturável Geraldo Simões de Oliveira, hoje em posição confortável nas pesquisas de intenção de votos.

A desfiliação do ex-gestor de Itabuna não é mais remota e, muito menos, remotíssima. Passa a ser uma possibilidade que não pode ser descartada e nem subestimada.

Francamente, como diria o saudoso e inesquecível Leonel Brizola, acho difícil que o PMDB seja o futuro partido de GS. Mas como na política tudo é possível, prefiro não apostar.

Pedro Arnaldo, presidente interino do diretório municipal, anda dizendo que o comandante-mor Geddel Vieira Lima não faz política com o fígado, deixando nas entrelinhas que uma reaproximação entre Geraldo e Geddel não pode ser defenestrada.

Não à toa que vanistas e comunistas querem o PMDB na administração do governo municipal. Uma maneira pragmática de afastar Geraldo Simões do peemedebismo. O vezeiro toma-lá-dá-cá.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

VANE, RENÚNCIA E O PT

marco wense1Marco Wense

O entrave é Geraldo Simões, que, além de ser o prefeiturável natural do PT, é um postulante que ocupa a primeira posição nas pesquisas de intenções de voto. Sua tábua de salvação e sobrevivência política.

Alguns setores da imprensa, mais especificamente de oposição ao governo Vane e adeptos do sensacionalismo, disseram que a modesta Coluna Wense estava pregando a renúncia do prefeito de Itabuna.

Uma insinuação maldosa, já que torço para que Claudevane Leite faça um bom governo, seja candidatíssimo ao segundo mandato e quebre o tabu da reeleição.

Sei que de, dez eleitores, somente um acredita que o chefe do Executivo vai ser candidato. E quem contribuiu para a quase unanimidade foi o vice Wenceslau Júnior, que, intempestivamente, lançou sua candidatura.

Disse aqui que Wenceslau não tornaria pública sua pretensão se tivesse alguma dúvida sobre a posição do alcaide, o que pressupõe uma possível confidência do prefeito com o vice.

Ora, ora, ora, seria motivo de rompimento político se Wenceslau Júnior lança sua candidatura com o prefeito ainda indeciso sobre o seu futuro político.

O retorno ao PT, com uma boa conversa com o governador Rui Costa, é visto por muitos como o caminho para um comportamento político mais ousado. Um Vane menos enigmático e mais decisivo.

Toda articulação para o “Volta, Vane” é feita por Everaldo Anunciação, presidente estadual do petismo, e Josias Gomes, secretário de Relações Institucionais.

O entrave é Geraldo Simões, que, além de ser o prefeiturável natural do PT, é um postulante que ocupa a primeira posição nas pesquisas de intenções de voto. Sua tábua de salvação e sobrevivência política.

A possibilidade de “Minha Pedinha” deixar o PT em decorrência do retorno de Vane é remotíssima, mas não é totalmente descartada. Pelo ponto de vista percentual, não chega a 5%.

AMÉLIA TAVARES AMADO

Eduardo Anunciação em foto do Diário Bahia.

Eduardo Anunciação em foto do Diário Bahia.

“Amélia Amado era mulher empreendedora, fêmea positivista, católica. Fundou o Colégio Ação Fraternal de Itabuna (AFI), estimulou o Teatro Estudantil Itabunense (TEI), financiou eventos artístico-culturais.

O desenrolar da história vai constatando que Amélia Amado fora mais inquieta, mais humana do que o líder político Gileno Amado, seu marido. Doutor Gileno Amado era aristocrático, gostava de ser paparicado. Os chamados gilenistas usavam gravatas, chapéus, ternos clássicos. Os gilenistas eram compenetrados, presunçosos. Os tempos eram dos coronéis, os tempos eram outros.

O ambiente, o lugar do doutor Gileno Amado sempre foi a UDN, partido do governador Juracy Magalhães, Adauto Lúcio Cardoso, José Cândido Filho, Carlos Lacerda. Poucos itabunenses amaram doutor Gileno e muitos o respeitavam, temiam.

Como na canção, de Mário Lago, Amélia era uma mulher de verdade. Amélia Tavares Amado foi o trampolim, alavanca, sucesso de Gileno Amado” (Do saudoso e polêmico jornalista Eduardo Anunciação).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

FORÇA, VANE!

marco wense1Marco Wense

A decisão de não disputar à reeleição é o primeiro sinal de que as coisas não caminham bem, que a desilusão é mais intensa a cada dia, e que cada dia é uma agonia.

Confesso que torço pelo prefeito Claudevane Leite. Nunca fui adepto do “quanto pior, melhor”, como fazia Geraldo Simões com Fernando Gomes e vice-versa.

O que me preocupa é um chefe de Executivo sem esperança. Um gestor da coisa pública desanimado, desgostoso com o que faz, que passa a impressão que quer logo o fim do mandato.

A decisão de não disputar à reeleição é o primeiro sinal de que as coisas não caminham bem, que a desilusão é mais intensa a cada dia, e que cada dia é uma agonia.

FERNANDO GOMES
O jornalista Paulo Lima afirma, de maneira até peremptória, que Fernando Gomes é candidato a prefeito de Itabuna na sucessão de 2016. Paulo Índio, como é mais conhecido, almoçou com FG no restaurante do Palace Hotel.

“Fernando vai disputar o quinto mandato, não tenho nenhuma dúvida”, diz o sempre educado e elegante comentarista político da TV. Itabuna. Em relação à biografia do ex-gestor, Paulinho assegurou que está em fase final.

Marco Wense
é articulista do Diário Bahia.

DE OLHO NA VICE

marco wense1Marco Wense

O objetivo do novo agrupamento político, com o vereador Ruy Machado, o radialista Roberto de Souza, o médico Edson Dantas e a professora Acácia Pinho, é indicar o vice de Geraldo Simões na sucessão de 2016.

O óbvio ululante é que todos eles, respectivamente do PTB, PR, PSB e PDT, são pré-candidatos para compor a chapa majoritária encabeçada pelo petista.

A posição do ex-prefeito de Itabuna nas pesquisas de intenção de votos, ocupando a dianteira, em empate técnico com o também ex-alcaide Fernando Gomes, oxigena a “nova” frente.

Machado, Souza, Dantas e Acácia vão disputar o cargo de vice-prefeito. O problema é que o candidatíssimo Geraldo Simões não quer nenhum deles como companheiro de chapa.

É evidente que Simões vai alimentar, até o limite do possível, que pode escolher no quarteto o seu vice. A “nova” frente já é chamada de “Frente dos Vices de Geraldo Simões”, abreviadamente FVGS.

Quando questionado sobre quem será o candidato a prefeito de Itabuna, o doutor Edson Dantas, que já foi edil, diz que “ainda não há esse tipo de discussão”.

Ora, ora, esse “tipo de discussão” nunca vai existir. O candidato é Geraldo Simões e ponto final. A possibilidade de o próprio Edson sair candidato é nula.

Edson Dantas, Acácia Pinho, Roberto de Souza e Ruy Machado sequer serão prefeituráveis, contrariando a máxima de que na política tudo é possível.

Vale lembrar que a atual comissão provisória do PDT, hoje sob o comando de Acácia Pinho, pode ser destituída a qualquer momento. O PDT vai ter candidatura própria.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

TEMPO NUBLADO PARA GERALDO

Candidatura de Geraldo dependerá da Executiva Estadual do PT.

Candidatura de Geraldo dependerá da Executiva Estadual do PT.

O deputado federal Geraldo Simões poderá enfrentar dificuldades na sua pretensão de disputar, pela quarta vez, a Prefeitura de Itabuna. A decisão de candidaturas nos 50 maiores municípios baianos deverá ser tomada não apenas pelo diretório municipal. Precisará ter a anuência da Executiva Estadual, o que indica tempo nublado para o parlamentar não reeleito. O comando do PT baiano vem defendendo o retorno do prefeito Claudevane Leite para a legenda.

Aos aliados, Geraldo tem avisado que somente discutirá sucessão municipal depois do carnaval. Até lá, espera ver definido seu futuro político e se terá cargo no governo federal. Na segunda, talvez sinalizando o que fará até setembro, Claudevane Leite citou Geraldo por três vezes em seu discurso na inauguração do SAC no Jequitibá.

CONTINUA RESPIRANDO

marco wense1Marco Wense

A tábua de salvação de Geraldo Simões são as pesquisas de intenção de votos para a sucessão municipal de 2016. Em todas elas, GS aparece na frente, empatado tecnicamente com Fernando Gomes.

Discordo do falatório de que o petista Geraldo Simões esteja perto do seu fim político, como apregoa o antigeraldismo, hoje protagonizado por Davidson Magalhães, figura-mor do PCdoB.

Que Geraldo Simões vive o seu pior momento político é inconteste e inegável. Sua derrota para o Parlamento federal, impedindo o terceiro mandato consecutivo, é fato complicador.

A imprudente, descabida e atabalhoada candidatura do filho Tiago Feitosa a deputado estadual fica como a causa principal da não recondução de Geraldo Simões ao Legislativo.

Geraldistas mais lúcidos tentaram dissuadir Tiago Feitosa da ideia de se lançar candidato. Mas logo desistiram: o filho era mais renitente do que o pai.

O inferno astral de GS não se resume só a seu fracasso eleitoral na eleição de 2014. O enfraquecimento político decorre de um somatório de acontecimentos.

O início de tudo, do desmoronamento político, foi o lançamento da candidatura de Juçara Feitosa na segunda tentativa de torná-la prefeita de Itabuna, contrariando o então governador Jaques Wagner.

O morador mais ilustre do Palácio de Ondina temia, com toda razão, em decorrência da cisão oposicionista, uma vitória do candidato do DEM, Capitão Azevedo (reeleição).

A sorte de GS é que Vane do Renascer, hoje Claudevane Leite, saiu vitorioso. Se o democrata ganha, seria um Deus nos acuda para o teimoso ex-alcaide de Itabuna, cujo sonho era ser o primeiro-damo.

Geraldo continua respirando, avalia Wense.

Geraldo continua respirando, avalia Wense.

Sem seguir uma ordem cronológica, de memória e sem consultas, alguns posicionamentos de GS: 1) Defendeu a candidatura de Waldir Pires ao Senado. Deu no que deu: Otto Alencar eleito senador. 2) Não queria Everaldo Anunciação no comando do PT. Deu no que deu: Anunciação é o presidente estadual da legenda. 3) Torceu intensamente pela derrota de Josias Gomes. Deu no que deu: Josias, além de se reeleger, é o secretário de Relações Institucionais do governo Rui Costa. 4) Trabalhou contra Aldenes Meira. Deu no que deu: o comunista é reconduzido à presidência da Câmara de Vereadores. 5) Queria Wáater Pinheiro como candidato do PT a governador. Deu no que deu: Rui Costa eleito no primeiro turno. 6) Ainda tem Davidson Magalhães assumindo o mandato de deputado federal.

A tábua de salvação de Geraldo Simões são as pesquisas de intenção de votos para a sucessão municipal de 2016. Em todas elas, GS aparece na frente, empatado tecnicamente com Fernando Gomes.

Essa viabilidade eleitoral deixa Geraldo Simões vivo. Esse momentâneo favoritismo é seu balão de oxigênio. A sabedoria popular diria que GS não é nenhum “cachorro morto”.

Geraldo Simões continua respirando, mesmo com dificuldades.

Marco Wense é articulista político do Diário Bahia.

NO MESMO BARCO

marco wense1Marco Wense

A grande dúvida da sucessão é se o prefeito Claudevane Leite vai ou não disputar o segundo mandato (reeleição). Esse enigma, cada vez mais empanado, deixa os meninos do PCdoB apreensivos.

O PCdoB, especialista em reivindicar o candidato a vice-prefeito na chapa majoritária, sabe que o espaço de oposição ao governo Vane já é ocupado pelo PT e PSDB.

A única experiência com candidatura própria foi na sucessão de 1996 com Davidson Magalhães, que terminou sendo acusado pelos adversários de ser o “laranja” do também postulante Fernando Gomes.

Sobre essa maldade que fizeram com Davidson, o então ACM dizia, se referindo ao comunista, que “em Itabuna tem um rapaz que vai nos ajudar”. Não deu outra: FG conquista a cobiçada prefeitura de Itabuna.

Vieram outras sucessões: Luis Sena como vice de Renato Costa (PDT), a saudosa Conceição Benigno com Geraldo Simões (PT), novamente Sena com Juçara Feitosa (PT) e, agora, Wenceslau Júnior com Claudevane Leite (PRB).

O ano de 2015, mais especificamente o segundo semestre, será marcado por um duelo entre petistas e tucanos. Ou seja, uma disputa em torno de quem vai encarnar o oposicionismo tupiniquim na sucessão de 2016.

Davidson Magalhães.

Davidson Magalhães.

Quem melhor personificar, simbolizar o, digamos, antivanismo, terá mais possibilidade de suceder o atual alcaide. É bom lembrar que o chefe do Executivo tem um bom tempo para melhorar das pesquisas de opinião.

Já disse aqui que Geraldo Simões e Augusto Castro – os dois nomes mais fortes para 2016 – são 100% prefeituráveis, favas contadas nos seus partidos.

E o DEM? Só terá candidato se a opção da legenda mostrar viabilidade e força eleitoral para enfrentar o governismo e o petismo. Do contrário, é parceiro compulsório do PSDB indicando o vice de Castro.

Nos bastidores do tucanato, longe dos holofotes e do povão de Deus, o comentário é de que o preferido do pré-candidato Augusto Castro é o vereador demista Ronaldão, o Ronaldão da UBI.

A grande dúvida da sucessão é se o prefeito Claudevane Leite vai ou não disputar o segundo mandato (reeleição). Esse enigma, cada vez mais empanado, deixa os meninos do PCdoB apreensivos.

Uma coisa é certa: não há como o PCdoB se desvincular do governo Vane e, muito menos, virar oposição. O caminho é torcer por uma reviravolta no campo político e administrativo.

Religiosamente, orar muito para que o barco de Vane, que é o mesmo dos comunistas e dos evangélicos, encontre pela frente um mar calmo, um mar de almirante.

CUIDADO, VANE!

Coluna Wense, 28 de outubro de 2012: “O prefeito Claudevane Leite, do PRB, legenda sob a batuta da Igreja Universal do Reino de Deus, precisa tomar cuidado com alguns conselheiros de plantão. Conselheiro bom é aquele que não é bajulador, que diz a verdade, independente de agradar ou não o chefe”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ERA CASA CIVIL, MAS…

Anunciado como o homem das Relações Institucionais, o deputado federal reeleito Josias Gomes chegou a ter o nome cogitado para a Casa Civil. Postagem no Facebook do deputado comemorava a sua nomeação para a Casa Civil. Algo deu errado?

A pasta da Casa Civil está entre as dez cujos futuros titulares serão anunciados somente na próxima quinta (18). Por enquanto, Josias é o único sul-baiano no primeiro escalão, na Serin. Faltam os titulares de dez pastas. Um nome descartado nesse time é o do deputado federal não reeleito Geraldo Simões, de Itabuna.

Josias no próprio Facebook é anunciado como titular da Casa Civil (Reprodução Pimenta).

Josias, no próprio perfil no Facebook: Casa Civil (Reprodução Pimenta).

VANE E A SUCESSÃO DE 2016

marco wense1Marco Wense

Nem chegou 2015 e lá vem Marco Wense com 2016, é o que vou escutar durante toda semana no Café Pomar, tradicional ponto de encontro para o bate-papo político e o famoso cafezinho.

Se for um médico pediatra, que gosta de usar o palavreado da profissão no dia a dia, vai questionar a prematuridade da análise, que ela nasceu antes do tempo.

Alguns leitores vão buscar o ditado popular de que não se deve colocar a carroça na frente dos bois, que o artigo é intempestivo, consequência dos devaneios políticos do modesto colunista.

A discussão sobre a sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB) já é assunto obrigatório. E a maior dúvida é se o chefe do Executivo vai disputar o segundo mandato (reeleição).

Ora, ora, se está na boca do povo e a voz do povo é a voz de Deus – Vox Populi, Vox Dei –, então nada de precipitado e extemporâneo: o processo sucessório já começou.

A primeira legenda a colocar lenha na fogueira da sucessão é o PSDB do prefeiturável Augusto Castro. Pessoas bem próximas do tucano espalham que Vane não será candidato porque tem um acordo com o PCdoB.

São favas contadas a candidatura de Geraldo Simões pelo Partido dos Trabalhadores. O único petista com condições eleitorais para disputar o Centro Administrativo Firmino Alves.

O DEM de Maria Alice, ex-dama de ferro do ainda vivo fernandismo, tem a opção do médico Antonio Vieira, que não esconde a vontade, o esforço e a determinação de ser o candidato da legenda.

Bandeira é citado como nome do PDT.

Bandeira é provável como nome do PDT.

O presidente estadual do PDT, deputado Félix Júnior, não abre mão de candidatura própria. Dois nomes são citados nos bastidores da legenda brizolista: o do médico Antonio Mangabeira e do juiz Marcos Bandeira.

Tem Leninha Alcântara, a Leninha da Autoescola Regional. O problema é que a simpática postulante não sabe o que quer. É sempre hesitante, sem lado, politicamente sem rumo. É a Leninha versus Leninha.

O PMDB de Renato Costa, o PPS de Mariana Alcântara, o PTB do vereador Ruy Miscócio Machado e o PV do também edil Glebão não terão sequer pré-candidatos. São coadjuvantes.

O grande mistério é se Claudevane Leite vai disputar o segundo mandato. A decepção do alcaide com os políticos e a desilusão com a política são cada vez mais perceptíveis. Saltam aos olhos.

O chamado “núcleo duro” do vanismo, representado por Oton Matos, Marcos Cerqueira e Silas Alves, respectivamente controlador-geral, secretário de Finanças e chefe de gabinete, vem fracassando nas diversas tentativas de diminuir o PCdoB.

Geraldo Simões e Augusto Castro torcem para que o pega-pega entre comunistas e anticomunistas fique mais acirrado. Petistas e tucanos falam até em conflito com viés religioso.

Adianto aos assíduos clientes do Café Pomar, sempre ávidos e ansiosos por informações, que nem o próprio Vane sabe se será ou não candidato à reeleição. Pelo andar da carruagem, não.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

CHORORÔ DOS TAPETEIROS

marco wense1Marco Wense

Os chorões sonham com um “terceiro turno” e com outra bombástica e arrasadora manchete na revista Veja: “ Dilma confidenciou a Lula que vai acabar com o Bolsa Família e o Pronatec”.

O PSDB sabe que o resultado da eleição presidencial é incontestável. Não há nada que possa servir de elemento para solidificar qualquer tipo de questionamento.

O pedido de auditoria especial protocolado no TSE, instância maior da Justiça Eleitoral, só tem um único e sórdido objetivo: bagunçar o ambiente democrático.

A intenção dos tapeteiros, ainda inconformados com a inconteste derrota nas urnas, é deslegitimar a vitória de Dilma Rousseff, criando um cenário de instabilidade política.

Os chorões sonham com um “terceiro turno” e com outra bombástica e arrasadora manchete na revista Veja: “ Dilma confidenciou a Lula que vai acabar com o Bolsa Família e o Pronatec”.

Daqui a quatro anos tem outra eleição, em que pese ter o ex-presidente Lula como candidato. Pelo andar da carruagem, vão terminar engolindo novamente o “sapo barbudo”, como diria o saudoso Leonel Brizola.

VANE, O PT E A REELEIÇÃO

Vane entrevista Pimenta 6 Foto Gabriel OliveiraO melhor conselho para o prefeito Claudevane Leite, em relação ao seu retorno ao Partido dos Trabalhadores, é deixar o assunto em compasso de espera.

Qualquer decisão agora, aceitando ou não o convite do presidente estadual Everaldo Anunciação, com o endosso do governador eleito Rui Costa, seria intempestiva, precipitada e politicamente atabalhoada.

O chefe do Executivo, sob pena de arrependimento de difícil reparo, deve esperar os pontos da reforma política que serão legitimados pela consulta popular, seja através de plebiscito ou referendo.

E qual seria o ponto decisivo para o prefeito? Sem dúvida, o instituto da reeleição. Duas perguntas são pertinentes: 1) a reforma política vai acabar com o direito de disputar o segundo mandato consecutivo? 2) o fim da reeleição vai alcançar a próxima sucessão municipal?

Se a reeleição continuar valendo para 2016, o prefeito deve ir para o PT e ser o candidato natural da legenda, independente da vontade, calundu, birra ou arrufo de Geraldo Simões.

O PT de GS vai reivindicar, como contrapartida pelo apoio ao segundo mandato, em uma disputa com o PC do B, a indicação do vice na chapa encabeçada pelo gestor do Centro Administrativo.

Alguns secretários, defensores da permanência do chefe no PRB, partido do bispo Márcio Marinho, representante-mor da Igreja Universal, temem uma recaída do alcaide ao petismo.

Qualquer desentendimento entre vanistas, petistas e comunistas, com o agravante do PCdoB lançar Davidson Magalhães, fortalece a irreversível candidatura do prefeiturável Augusto Castro (PSDB).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

CARNAVAL EM ITABUNA

Caminhada Dilma 27.10.14 Foto www.pimenta.blog.br

Cerca de 11 mil pessoas fizeram “carnaval”, ontem, na Avenida do Cinquentenário, em Itabuna, para festejar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Eleitores e políticos como o deputado federal Geraldo Simões, o vice-prefeito Wenceslau Júnior, o ex-vereador Luís Sena e o ex-presidente da Bahiagás e suplente de deputado Davidson Magalhães participaram da comemoração puxada por trio elétrico e a atração Minha Banda. A ausência notada foi a do prefeito de Itabuna, Claudevane Leite (PRB). Dilma venceu em Itabuna com 52,52% dos votos válidos.

DILMA UNIU GERALDO E DAVIDSON

Carreata de Dilma une Davidson e Geraldo, que seguiram lado a lado.

Carreata de Dilma une Davidson e Geraldo, que seguiram lado a lado.

A carreata em apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) ontem, em Itabuna, conseguiu algo inusitado após a tensão do primeiro turno. Davidson Magalhães (PCdoB) e o deputado federal Geraldo Simões (PT) seguiram a carreata em um mesmo carro e lado a lado. Juntos, por três horas.

GERALDO DIZ QUE ESPERAVA VOTAÇÃO MAIOR E APOIA RETORNO DE VANE AO PT

Geraldo Simões 3Geraldo Simões já foi prefeito de Itabuna por duas vezes, deputado estadual na década de 90 e três vezes eleito deputado federal. Neste ano, o parlamentar obteve 55.636 votos na disputa à reeleição.

A derrota eleitoral o leva à reflexão, algo que fará, de forma mais aprofundada, segundo o próprio, a partir de fevereiro, já fora do parlamento federal.

Geraldo concedeu uma rápida entrevista ao PIMENTA. O petista defende financiamento público de campanha e o voto distrital misto.

Ainda na entrevista, o petista também aborda a necessidade da reeleição de Dilma Rousseff, retorno de Claudevane Leite ao PT e se o seu filho atrapalhou os seus planos eleitorais.

Confira.

BLOG PIMENTA – O partido abriu as portas para o retorno de Vane, mas se fala em objeções no grupo geraldista. Há resistências de sua parte a esse possível retorno do prefeito?

GERALDO SIMÕES – As portas do PT estão abertas a todas as pessoas de bem de Itabuna. Essa é uma coisa. Qualquer pessoa que tenha comportamento ético, bom vizinho, pense a política da gente, é um filiado em potencial do PT.

PIMENTA – É o caso de Vane?

GERALDO – É, ele pensa coletivo.

PIMENTA – Falando em eleição, o seu resultado não te surpreendeu?

GERALDO – Eu esperava uma votação maior, mas compreendo, porque eu fiz campanha muito nos segmentos mais pobres da cidade. Eu fiz 40 visitas em bairros, de casa em casa, e a abstenção aqui passou de 23%. Abstenção mais voto branco e nulo superaram 37% [para deputado]. Compreendo e agradeço.

PIMENTA – E agora?

GERALDO – Já fui eleito seis vezes, já fui prefeito de Itabuna. É tocar a vida pra frente. Me preocupa a eleição de Dilma. A reeleição de Dilma é garantia de que essas obras importantes – e são muitas – serão concluídas. Vamos continuar trabalhando com ideias, projetos para a nossa região e para que novas obras saiam.

PIMENTA – A candidatura do seu filho, Thiago Simões, não atrapalhou seus planos políticos?

GERALDO – Não, não. A minha dobradinha com Thiago foi em Itabuna, pois Jota Carlos, que transfere voto para o federal, fez uma outra opção em Salvador, apoiando Benito Gama (PTB). Então, aqui em Itabuna, não tinha compromisso com ninguém. Não ficaria bem pra mim, na cidade onde meu filho tem domicílio eleitoral, não apoiá-lo. Se for para dar uma analisada, eu continuo defendendo que se tenha voto distrital, pois eu só faço campanha aqui no sul da Bahia, e que tenha financiamento público de campanha. É difícil concorrer em campanha.

PIMENTA – Por que?

GERALDO – Está ficando cada vez mais caro. Estou analisando e propondo que é bom mudar o marco da política no Brasil com o voto distrital. É desvantagem para o deputado uma campanha em toda a Bahia. Sou um homem sem posses. Gasta-se R$ 10 milhões, R$ 12 milhões em uma campanha em toda a Bahia para ter 100 mil votos.

PIMENTA – O senhor fala que não é um homem de posses, mas não é isso que está nas ruas…

GERALDO – Aí é só olhar Imposto de Renda, olhar essas coisas todas. Olhe minha campanha. Os gastos, acho, não vão passar de R$ 100 mil reais. Minha campanha teve gasto similar à de vereador em Itabuna.

PIMENTA – A dificuldade do sr. em obter recursos para esta campanha se deve a quê?

GERALDO – Decorre da opção que faço, das minhas bandeiras. Olhe minhas opções: eu ajudo o funcionalismo da Ceplac, que não pode financiar campanha, eu ajudo os agricultores familiares, ajudo os produtores contra a demarcação de terras, pois acho injusta, ajudo profissionais papiloscopistas. Então, este é o meu perfil de candidato. As minhas relações são exatamente com grupos que não têm poder econômico consolidado. Aqui em Itabuna, eu não recebi uma contribuição de campanha. Não estou me queixando, apenas dizendo que não mudo meu estilo. Devemos mudar a legislação, com fundo público de campanha, fim das coligações proporcionais e o voto distrital misto.

PIMENTA – Quais são os planos, após o término do mandato em 30 de janeiro?

GERALDO – Vou trabalhar bem até janeiro e dar uma descansada, fazer uma reflexão, eu, Juçara, meus filhos, meu grupo.

PIMENTA – Analisando este mandato, o que ocorreu, especificamente, que afetou seus planos eleitorais?

GERALDO – Tivemos seis mandatos. Quer que eu lhe fale, sem arrogância? Analise os mandatos que existiram em Itabuna de 1950 até hoje. Veja se houve deputado para produzir tanto como eu. Universidade Federal [do Sul da Bahia], todos sabem que tem a minha digital por meio da minha amizade com o presidente Lula… Tem o preço mínimo do cacau. A política do preço mínimo existe desde 1940 e o cacau nunca fez parte disso. Agora faz parte. Some a melhoria da Ceplac, a duplicação da rodovia, a obra da barragem, que está parada, mas vai ser retomada. E ainda temos a defesa contra a demarcação das terras tupinambás.

PIMENTA – Os produtores reclamam de lentidão.

GERALDO – Nosso mandato se posicionou junto à presidenta Dilma e aos ministros da Casa Civil e da Justiça contra um processo de demarcação injusto, a ponto de o próprio governo estar mudando. Agora não é só da Funai o ato exclusivo. Ouve-se a Funai, mas também o Ministério da Agricultura, a Embrapa e Ministério das Cidades para se tomar uma decisão. Trabalhei muito. Saio desse mandato com a consciência do dever cumprido para com a nossa cidade, Itabuna, e a nossa região.

VANE DESCONVERSA SOBRE RETORNO AO PT

Ao lado de Rui, Vane desconversou quanto ao seu retorno ao PT.

Ao lado de Rui, Vane desconversou quanto ao seu retorno ao PT.

O prefeito Claudevane Leite desconversou nesta sexta-feira (17) ao ser questionado se retornaria ao PT. Foi durante entrevista coletiva da qual participaram, dentre outros, o governador eleito da Bahia, Rui Costa, e o presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação.

No final de semana, Everaldo disse que o partido estava de portas abertas para o prefeito. Vane deixou a legenda em setembro de 2011 e filiou-se ao PRB para disputar a Prefeitura de Itabuna.

Durante a entrevista, o PIMENTA perguntou ao prefeito se ele retornaria ao partido.

Eis a resposta:

– Sempre tive uma relação muito boa com o PT, sempre fiquei na base do governo do estado e do governo federal. Tenho compromisso com o PRB e com os partidos da base. Foram seis partidos que nos elegeram. Temos uma relação muito boa com o PT. Isso é o que posso dizer no momento.

No outro extremo da mesa, estava o deputado federal Geraldo Simões, que detém o controle do PT itabunense. Geraldo concedeu entrevista ao blog. Nela, o petista diz o que acha do convite de Everaldo a Vane. Também comenta o resultado obtido nas urnas tanto por ele como por um dos filhos, Thiago Simões. A entrevista será publicada neste final de semana.








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