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:: ‘Geraldo Simões’

NA CÂMARA, DEPUTADO CRITICA DESCASO FEDERAL NA PROTEÇÃO A JURACI

Além de prestar homenagem ao líder camponês Juraci Santana e prestar solidariedade à família do agricultor, o deputado federal Geraldo Simões (PT-BA) denunciou ontem, na Câmara dos Deputados, que houve descaso federal na proteção a Juraci Santana.

Segundo Geraldo, Juraci relatou as ameaças aos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Gleisi Hoffmann (então ministra da Casa Civil) e, por três vezes, à Polícia Federal, além do Incra. Mesmo assim, não obteve proteção. O petista também comentou sobre o processo de demarcação no sul da Bahia.

– A nossa região tem um processo de demarcação de terras equivocado, que joga filhos contra pais, irmãos contra irmãos e companheiros de assentamento contra companheiros de assentamento – observou o deputado.

Ele ainda enfatizou a ação violenta dos supostos tupinambás e que a Força Nacional de Segurança foi escorraçada da área do conflito. “Recolheram as armas, botaram mochila nas costas e se retiraram”. Menos de quatro dias depois da retirada da Força Nacional, o produtor foi executado. Confira o vídeo do pronunciamento.

GERALDO CULPA MINISTRO DA JUSTIÇA POR VIOLÊNCIA NO CAMPO: “ELE QUER FAZER MÉDIA COM ÓRGÃOS INTERNACIONAIS”

Geraldo critica ministro da Justiça, acusado de ser omisso em conflito no sul da Bahia.

Geraldo critica ministro da Justiça, acusado de ser omisso em conflito no sul da Bahia.

O deputado federal Geraldo Simões (PT-BA) culpou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pela nova onda de violência na área de 47,3 mil hectares disputada por agricultores e índios e autodeclarados tupinambás. Nesta madrugada, um agricultor do Assentamento Ipiranga foi assassinado (confira post abaixo). Juraci Santana havia relatado ao deputado as ameaças feitas por supostos tupinambás.

– O ministro recuou e retirou a base [de pacificação] que estava no limite do conflito, no Rio Cipó. Quando ele retirou, [o cacique] Babau fez três dias de festa e retomou as quatro fazendas [onde houve reintegração na semana passada] – disse Geraldo ao PIMENTA.

A base de segurança (ou de pacificação) foi desmontada menos de duas semanas após a sua instalação. O ministro, acusa Geraldo, ordenou o desmonte após audiência com Babau, em Brasília. A Força Nacional deixou a área na noite de sexta-feira (7).

O parlamentar petista foi ainda mais duro com José Eduardo Cardozo. “Ele não assume as suas funções de ministro. Quer fazer média com entidades internacionais. Devemos ao ministro da Justiça, que não controla os seus órgãos, como a Funai, a insegurança no meio rural”.

Geraldo citou as invasões e conflitos no Extremo-Sul do Estado e as novas invasões em Itaju do Colônia, nesta semana. “Na região de Pau Brasil e Itaju, [os índios] querem ampliar a reserva. Era 8 mil hectares, passou para 50 mil e agora querem 80 mil”. Para ele, Cardozo tem se eximido de suas responsabilidades como ministro.

FALANDO A MESMA LÍNGUA

Geraldo Simões 3O deputado federal Geraldo Simões disse na última quarta (5) que está preocupando com a paralisação das obras de construção da Barragem do Colônia, em Itapé.

O parlamentar defende esta obra desde o seu primeiro mandato como prefeito de Itabuna (1993-1996) e conseguiu elaborar projeto na última passagem pelo centro administrativo (2001-2004).

Após comemorar o anúncio da obra em janeiro do ano passado, Geraldo agora lamenta a interrupção da mesma. A paralisação ocorre porque a construtora que venceu a licitação cobrou mais dinheiro. Alegou que o montante destinado para erguer a barragem não era o suficiente (R$ 18 milhões).

A empreiteira pediu aditivo, o que jogaria o valor para R$ 37 milhões. O governo estadual não aceitou e cogitou um destrato e nova licitação. O lenga-lenga já dura quase seis meses… e a obra parada. Geraldo defendeu, ainda na quarta (5), que governo baiano e empreiteira se entendam o mais rápido.

A obra é tida como solução para o abastecimento de água em Itabuna pelos próximos 50 anos. À grita de Geraldo, somou-se o tucano Augusto Castro (veja post abaixo). Espera-se que outros tomem reforcem o grupo, afinal a cidade tem outros parlamentares, como o petista Josias Gomes e o deputado estadual Coronel Santana – sem esquecer de Ângela Sousa, que anda fazendo piseiro em Itabuna atrás de voto.

É preciso que mais parlamentares falem a mesma língua. Pelo menos, neste caso.

AMAURI E GERALDO ESTÃO ENTRE LÍDERES DE DISCURSOS NA CÂMARA

Geraldo está entre os primeiros em número de discursos.

Geraldo está entre os primeiros em número de discursos.

O ranking dos deputados federais que mais sobem à tribuna para expor sobre problemas nacionais ou regionais tem um baiano na liderança: Amauri Teixeira (PT).

Na sequência, levando em conta apenas a bancada baiana, aparecem Alice Portugal (PCdoB) com 119 discursos. O PT segue nas posições seguintes com Valmir Assunção (115), Geraldo Simões (114) e Afonso Florence (114).

A oposição aparece com a metade do espaço ocupado na tribuna, com Jutahy Júnior (PSDB), que discursou 57 vezes durante o ano, número próximo ao de Claúdio Cajado (DEM), 54, e Antônio Imbassahy (PSDB), 27.

BANCADA DO “SILÊNCIO”

Já a “Bancada do Silêncio” é liderada por Marcos Medrado (SDD), que não subiu à tribuna uma vez sequer em 2013. Na sequência, vêm Erivelton Santana (PSC) e Luiz Argôlo (SDD), que se pronunciaram apenas duas e quatro vezes, respectivamente. Com informações do Bahia Notícias.

DOIS BICUDOS

marco wense1Marco Wense

Geraldo anda dizendo que Magalhães, que é o diretor-presidente da Bahiagás, vem gastando o dinheiro da empresa na campanha para deputado federal.

O relacionamento político entre o PT e o PCdoB de Itabuna sempre foi marcado por intrigas, picuinhas, traições, falsidades, desconfianças e até ofensas pessoais.

O pega-pega é velho, vem da política estudantil na então Fespi, quando comunistas e petistas se digladiavam pelo comando do Diretório Central dos Estudantes, o cobiçado DCE.

Quando se juntam, como aconteceu em várias sucessões municipais, é por interesse e conveniência, já que a união se torna indispensável para derrotar os adversários comuns.

O PT e o PCdoB são inimigos ferrenhos quando estão separados no processo eleitoral. PCdoB versus DEM ou PT versus PSDB são confrontos civilizados quando comparados a uma disputa PT versus PCdoB.

O mais recente duelo envolve as duas figuras emblemáticas do petismo e do comunismo tupiniquins, sem dúvida o ex-prefeito Geraldo Simões e o ex-vereador Davidson Magalhães.

Geraldo anda dizendo que Magalhães, que é o diretor-presidente da Bahiagás, vem gastando o dinheiro da empresa na campanha para deputado federal.

Defensores de Davidson, irritadíssimos com Geraldo, lembram que o ex-alcaide, em vez de se preocupar com a vida alheia, deveria cuidar da sua condição de réu nos processos que tramitam na justiça.

E mais: corre à boca pequena a informação de que o PT vai reivindicar o comando da Bahiagás assim que Davidson se afastar da presidência para concorrer ao Parlamento.

Dois bicudos não se beijam. Geraldo Simões e Davidson Magalhães sequer se abraçam. É melhor assim do que abraço de tamanduá.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

SEM MIRALVA, FLÁVIO BARRETO ASSUME PRESIDÊNCIA DO PT

Flávio fala durante ato de posse na sede do PT (Foto Josivaldo Dias).

Flávio fala durante ato de posse na sede do PT (Foto Josivaldo Dias).

O empresário Flávio Barreto tomou posse, ontem à noite, como presidente do diretório municipal do PT de Itabuna. Num ato simples, na sede do partido, Flávio disse que “o PT está de portas abertas a todo itabunense”.

O evento contou com o deputado federal Geraldo Simões e o prefeito de Ibicaraí e presidente da Amurc, Lenildo Santana, além de políticos regionais.

Mas um dos fatos que marcaram a posse foi a ausência da professora Miralva Moitinho. Ela deveria transmitir o cargo ao novo dirigente.

A ausência, aliás, tem a ver com o clima da disputa pelo diretório. A ex-presidente foi “alvejada” por mover recurso contra a posse do novo dirigente, acusado de usar recursos externos na campanha do partido.

APÓS RECURSO, FLÁVIO BARRETO TOMA POSSE NA 5ª

Flávio da ComonteA Direção Nacional do PT rejeitou recurso apresentado pela chapa de Zaquêl Oliveira e o empresário Flávio Barreto (Flávio da Comonte) teve a posse confirmada, na presidência do PT de Itabuna, para a próxima quinta-feira (12).

Zaquêl, por meio da presidente do diretório, Miralva Moitinho, apresentou recurso alegando que Flávio havia recorrido a auxílio financeiro externo para a disputa à presidência do diretório petista.

Como prova, foram reunidas camisas de campanha com o nome de uma loja de material de construção. A defesa alegou que a ata da eleição não havia registrado nenhum problema na disputa. O documento foi assinado pela comissão eleitoral e pelos dois lados da disputa.

O julgamento foi levado ao diretório estadual, mas acabou “subindo” e foi analisado ontem pelo Diretório Nacional. Flávio tem o apoio do deputado federal Geraldo Simões. A vitória do empresário pegou de surpresa vários petistas que negociavam um “acordão” ou novo pleito, mas sem Flávio na cabeça da chapa.

CUNHADA DE GERALDO ASSUME CARGO NO SAC

Cunhada do deputado federal Geraldo Simões, a advogada Genilva de Jesus Feitosa foi nomeada para a unidade do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) de Itabuna.

Ela assumirá o segundo cargo mais importante da unidade que é gerenciada por Fernanda Galvão.

A nomeação foi criticada, internamente, por aliados de Geraldo. “Só reforça a imagem de projeto familiar”, acrescentou um dos críticos.

AUGUSTO, O PREFEITURÁVEL

marco wense1Marco Wense

O resultado da eleição para o Palácio de Ondina pode mudar o cenário eleitoral de 2016. Se ganha Geddel Vieira Lima, o ex-prefeito Fernando Gomes vira um potencial candidato pelo PMDB.

A pré-candidatura do deputado estadual Augusto Castro à sucessão do prefeito Claudevane Leite vai depender do desempenho do tucano (PSDB) na eleição de 2014.

O primeiro passo é se reeleger. A reeleição é imprescindível para que o parlamentar consiga se viabilizar como postulante ao comando do cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves.

Mas não é só o segundo mandato que é importante. Castro pode até ter o dobro de votos do pleito anterior (31.062) e ficar sem força para disputar o processo sucessório.

Uma boa votação em Itabuna é indispensável. Em 2010, Castro obteve quase oito mil votos. Uma projeção feita por ele mesmo sem levar muito em conta as pesquisas de intenção de voto.

E qual seria a votação para credenciar Augusto Castro como pré-candidato à sucessão municipal de 2016? A resposta é não menos de 15 mil votos.

E quem seriam os adversários do tucano? A priori, salvo algum acidente de percurso, seja ele da vida ou da lei, o ex-prefeito Geraldo Simões e o atual Claudevane Leite (PRB).

Geraldo como única opção viável do PT. Claudevane buscando sua candidatura natural a um segundo mandato se não ficar impossibilitado pelo fim do instituto da reeleição.

Bom mesmo para Castro é o ex-alcaide José Azevedo ficar inelegível. Confirmada a inelegibilidade, o tucano teria o apoio de dois ex-gestores: o próprio Azevedo e Ubaldo Dantas.

O resultado da eleição para o Palácio de Ondina pode mudar o cenário eleitoral de 2016. Se ganha Geddel Vieira Lima, o ex-prefeito Fernando Gomes vira um potencial candidato pelo PMDB.

Uma coisa é certa: Augusto Castro dorme, acorda e, de tanto sonhar com a prefeitura de Itabuna, termina se esquecendo de escovar os dentes.

O REI DO CARLISMO

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Moncorvo, de blusa branca, em homenagem a Luís Eduardo Magalhães.

Onde anda Vivaldo Moncorvo? Como anda sua saúde? Vivaldo é natural de Senhor do Bonfim. Por iniciativa do então vereador Ely Barbosa, recebeu o título de cidadão itabunense (1995).

Moncorvo era o pefelista dos pefelistas. O mais fiel carlista da história política de Itabuna. Conheceu o então deputado federal Antonio Carlos Magalhães por intermédio de Ângelo Magalhães (irmão de ACM).

Do Poder Legislativo, Vivaldo Moncorvo recebeu o título de cidadão itabunense. Da modesta Coluna Wense, o “Rei do Carlismo”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ELEIÇÃO DO PT EM BUERAREMA É SUSPENSA

Trabalhadores rurais foram tomados reféns ontem à noite (Foto Gilvan Martins).

Trabalhadores rurais foram tomados reféns ontem à noite (Foto Gilvan Martins).

O Diretório Estadual do PT decidiu suspender as eleições diretas do partido em Buerarema, no sul da Bahia. A decisão foi tomada devido ao clima de tensão e ameaças contra uma das chapas que disputam o comando do diretório municipal e que é composta por oito índios ou autodeclarados tupinambás.

Nesta tarde, o deputado federal Geraldo Simões disse que a Estadual do partido optou pela suspensão do Processo de Eleição Direta (PED) no município. O clima de tensão aumentou ainda mais ontem, quando supostos tupinambás fizeram reféns 15 produtores e trabalhadores rurais na região do Sururu, como informou em primeira mão o PIMENTA ontem à noite (confira aqui).

Ontem e hoje, produtores circulavam com carro de som convocando a população a impedir o PED do PT. Um dos argumentos era o de que uma das chapas é composta por tupinambás e autodeclarados tupinambás. Na última terça (5), a presidência da Câmara de Vereadores de Buerarema ainda hesitavam em liberar o espaço para a eleição do partido, e cogitou acionar a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança para inibir atos violentos na sede do município.

COMUNISTAS ERRAM NA DOSE E OUVEM ELOGIOS A GERALDO

Geraldo (de pé) era o alvo das vais de sindicalistas e comissionados ligados ao PCdoB (Foto Pimenta).

Geraldo era o alvo das vais de sindicalistas e comissionados ligados ao PCdoB (Foto Pimenta).

Comunistas ligados a sindicatos e ocupantes de cargos comissionados na Prefeitura de Itabuna erraram na dose, hoje, contra o deputado Geraldo Simões. Foi durante a solenidade que oficializou o retorno da Gestão Plena da Saúde, no Sest-Senat.

O grupo formado por aproximadamente 10 pessoas vaiou o deputado quando este foi convidado para compor a mesa do evento e no momento em que discursava. Em vez do revide, o petista preferiu a diplomacia, elogiando o prefeito itabunense:

– Itabuna fica devendo o retorno da Plena ao prefeito Claudevane Leite. Quero agradecer a [Jorge Solla] e parabenizar o prefeito Vane – disse Geraldo, que ganhou aplausos do auditório.

O grupo de comunistas não desistiu da estratégia nem mesmo com o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla. Primeiro, o secretário afirmou que ali não era espaço para vaias. E, ressalvando que homem público é suscetível a vaia e ele corria esse risco, fez elogios a Geraldo:

– A melhor gestão da Saúde de Itabuna foi a de Geraldo. Pode ser que me vaiem, mas, no passado, não há registro de outra [gestão] – afirmou, enfatizando que torcia para que o município tenha, na saúde, gestores ainda melhores.

Para completar, mencionou o diretor do Hospital de Base de Itabuna, Paulo Bicalho. E completou lembrando que o colega “fez parte da grande equipe de Geraldo Simões na saúde”. Mais aplausos. E a sensação de que os comunistas erraram na dose no evento que contava com o comunista e pré-candidato Davidson Magalhães.

O evento também foi de desagravo ao ex-secretário da Saúde de Itabuna, Renan Araújo. O comunista de quatro costados foi um dos nomes mais aplaudidos durante a solenidade. Solla também fez o desagravo, lembrando do esforço de Renan para que Itabuna retomasse a, como disse ele, “Dona Plena”.

DE OLHO EM 2014, FILHO DE GERALDO DEIXA O PT, MAS RECHAÇA “PROJETO FAMILIAR”

tiago-feitosaO empresário Thiago Feitosa, filho do deputado Geraldo Simões, aceitou convite do ex-prefeito João Henrique, de Salvador, filiando-se ao PSL.

Deixou o PT. Pela nova legenda, pode concorrer ao cargo de deputado estadual.

Com 31 anos, Feitosa fala de política, rebate que sua ida para o PSL seja a consolidação do projeto familiar de obtenção de mandatos na política e também fala do passado, quando acabou respondendo a processo sob acusação de ter participado de confusão em apartamento de um produtor rural. O caso deu polícia e foi parar na Justiça. Thiago fala em exageros típicos de período eleitoral por parte da imprensa e diz estar pronto. Confira abaixo:

BLOG PIMENTA – Por que essa opção de deixar o PT e ingressar no PSL?

THIAGO FEITOSA – Sempre acompanhei a carreira política da minha família. Sou apaixonado pelo PT e seus quadros, como Lula, Wagner, Dilma e Geraldo. Quando a segunda suplente de senadora [Juçara Feitosa] disputou as últimas eleições em Itabuna [2008 e 2012], diziam que se tratava de projeto familiar. Então, recebi convite do ex-prefeito João Henrique e do presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, e do estadual, Toninho, para engrossar as fileiras do PSL.

PIMENTA – Mas aí continua o projeto familiar. Só muda o partido, não acha?

THIAGO – Mas não foi Geraldo quem me convidou nem estou com candidatura lançada. Fui convidado pelos dirigentes do PSL e busco nova compreensão de partido. E essa palavra independência tem batido em meu ouvido. É uma vontade minha, um espaço onde tivesse altivez e voz. Eu reuni minha família – pais e esposa – e optei por ser independente politicamente.

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Meu projeto não é individual, é no plural, só não é familiar.

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PIMENTA – Fora do PT?

THIAGO – Continuo dizendo que minha bandeira é outra, mas o sangue é vermelho. É a decisão mais importante de minha vida, aos 31 anos de idade. Espero ter acertado. Conto com muitos companheiros. Consultei diversos na região, ouvi minha turma. As pessoas entenderam que seria uma oportunidade. Meu projeto não é individual, é no plural, só não é familiar.

PIMENTA – Dá para superar as questões do passado, superar esta imagem?

THIAGO – Todos me conhecem. A política na região é muito acirrada. Confundem sigla, bandeira e ideologia partidária com família. Já sofri muito em Itabuna, como meu pai, por discriminação, antes por ser petista. Antes, ser do PT era feio, hoje que a gente governa a Bahia e o Brasil… Precisou de Geraldo Simões para mudar. E tinha aquela imprensa que não contribui com a região nem com o Brasil. Fica difamando as pessoas em vez de discutir projetos. Essa coisa de imagem acho que já foi superada. Sou pai de família, empresário. E podem perguntar: sou bom filho, bom marido, bom pai e bom amigo.

PIMENTA – E como ficou o processo de 2008?

THIAGO – O processo já passou o prazo. Quem tem todo o relatório são meus advogados.

— Clique em “leia mais”, abaixo, para conferir a íntegra da entrevista.

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CONFLITO NO SUL DA BAHIA: AUDIÊNCIA REÚNE 400 AGRICULTORES E 8 DEPUTADOS

Poucos deputados compareceram à audiência até agora.

Poucos deputados compareceram à audiência até agora.

A audiência pública na Assembleia Legislativa baiana, para tratar dos conflitos fundiários nos municípios de Buerarema, Ilhéus e Una, começou há quase uma hora e reúne, até o momento, apenas 7 dos 63 deputados estaduais. São eles Ângela Sousa, Augusto Castro, Yulo Oiticica, Timóteo Brito, João Carlos Bacelar, Rosemberg Pinto e Pedro Tavares. Por enquanto, dos deputados federais que tinham se comprometido a partir da audiência, apenas Geraldo Simões compareceu.

O conflito envolve pequenos produtores e índios tupinambás. Os tupinambás reivindicam uma área superior a 47 mil hectares, que abrange os três municípios sul-baianos. Além da baixa presença de deputados estaduais, a audiência não tem representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), Justiça Federal nem do Ministério Público Federal. Na mesa do evento, os produtores são representados por Luiz Uaquim.

De acordo com a assessoria, todos os órgãos foram convidados. Os tupinambás também não enviaram representantes. A audiência conta com aproximadamente 400 pequenos agricultores. A depender do resultado da audiência, eles podem realizar manifestação logo após o compromisso no legislativo estadual, segundo fontes do PIMENTA. O evento começou com 40 minutos de atraso.

SOLLA X GERALDO

Não convidem para a mesma mesa o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla, e o deputado federal Geraldo Simões (PT). Os dois trombaram no ar, na Rádio Difusora, no último sábado (27).

Solla era entrevistado em uma solenidade no Hospital de Base de Itabuna, quando afirmou que R$ 1,5 milhão para a saúde de Itabuna foram obtidos via emenda de bancada.

Geraldo concedia entrevista ao programa Resenha da Cidade e cortou o secretário. Segundo o parlamentar, os recursos foram obtidos por meio de inclusão de uma emenda de sua autoria. Solla tentou dizer que não. Geraldo passou a expor os bastidores da negociação pela emenda em favor do Base.

O secretário teve que ceder.

 

“NÃO É NA PORRADA QUE VAMOS CONSTRUIR UM BRASIL MELHOR”, DIZ WAGNER

Wagner assina protocolos de intenções no sudoeste baiano (Foto Pimenta).

Wagner assina protocolos de intenções no sudoeste baiano (Foto Pimenta).

O governador Jaques Wagner disse hoje (19), em Itororó, no sudoeste da Bahia, que os protestos no país são bem-vindos, mas fez críticas aos atos de vandalismo. “Aqueles que vão à rua para depredar, assaltar, seguramente, não vão construir o Brasil que a gente quer”.

Na sequência, emendou: – Não é no braço, na porrada e na desordem que nós vamos construir um Brasil e uma Bahia melhores. A juventude que levanta a voz por mais saúde, educação e mais transporte público terá sempre o meu apreço, da Dilma [Rousseff] e do [ex-presidente] Lula.

Wagner lembrou do passado do PT (“o partido foi fundado reclamando daquilo que estava errado”) para apoiar as manifestações por mais saúde, mais educação e mais empregos, seguindo com uma espécie de mea culpa. “Fizemos muito em 10 anos e meio de governos do PT, mas é claro que não fizemos tudo”.

No início da tarde de hoje, Wagner, prefeitos e empresários assinaram protocolos de intenções para instalação de três indústrias no centro-sul do Estado. São elas a Lia Line (Itororó),  Ella Indústria e Confecções (Itapetinga) e Mastic Indústria e Comércio de Artefatos Plásticos (Firmino Alves). A previsão é de que as fábricas comecem a operar em janeiro e gerem 1,3 mil empregos.

O ato foi realizado na área industrial de Itororó e teve a participação de aproximadamente 800 pessoas. O evento atraiu prefeitos regionais, como Lenildo Santana, presidente da Associação de Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste (Amurc), Lero Cunha (Firmino Alves), José Carlos Moura (Itapetinga) e Marco Brito (Itororó), deputados Rosemberg Pinto, Marcelo Nilo, Sérgio Brito e Geraldo Simões, e secretários estaduais.

POLICIAMENTO REFORÇADO

Cerca de 60 policiais e dez viaturas da PM e das Cipes Cacaueira e do Sudoeste foram acionadas (Foto Pimenta).

Chamou a atenção o forte aparato policial. Foram mais de 60 policiais militares, parte deles das companhias especializadas Cipe-Cacaueira e Cipe-Sudoeste. O Pimenta apurou que o reforço no policiamento foi preventivo diante da possibilidade de protestos de estudantes e moradores das áreas ribeirinhas do Rio Catolé. Quando Wagner iniciou o discurso, parte do público cobrou apoio para reabertura do matadouro municipal.






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