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editorias






:: ‘Gustavo Felicíssimo’

EDITUS LANÇA LIVRO DE ANTÔNIO LOPES

Antônio Lopes, na Uesc, com a poeta Dinah Hoisel (Foto Divulgação).

Antônio Lopes, na Uesc, com a poeta Dinah Hoisel (Foto Divulgação).

Com o Mar Entre os Dedos-CapaEm solenidade na sexta-feira (20), a Editus-Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e o Instituto Macuco Jequitibá promovem o lançamento do livro Com o mar entre os dedos, do jornalista Antônio Lopes. O evento será às 18h30min, na Casa de Cultura Jonas & Pilar (Praça Cristovaldo Monteiro, em Buerarema). 

Com o mar… abriga 57 crônicas, muitas delas “rascunhadas” neste Blog, na coluna Universo Paralelo, que publicamos em duas temporadas, a primeira a partir de 2010, a segunda a partir de agosto de 2012.

Neste quinto título, Lopes retoma a forma de expressão literária em que se fez conhecido do público regional:  Estória de facão e chuva (Editus/2005) e Luz sobre a memória (Agora Editoria Gráfica/2001) estão em segunda edição – respectivamente pela Editus e a Mondrongo. O novo livro tem apresentação do ficcionista e professor de literatura Aleilton Fonseca, da Academia de Letras da Bahia.

A crítica também tem sido favorável ao autor de Buerarema falando para o mundo:  se pronunciaram favoravelmente a respeito da produção do cronista que, segundo Hélio Pólvora, botou Buerarema no mapa da literatura.

O editor Gustavo Felicíssimo, que fez a segunda edição de Luz sobre a memória (Mondrongo/2013), afirma que a escrita de Antônio Lopes é contemporânea, simples, do nosso tempo, “pois é quando carrega no aspecto aparentemente despreocupado, como quem escreve sem maior consequência, muito embora com mergulhos profundos na memória e no significado dos atos e sentimentos humanos, que seus escritos saltam da página”.

Com o mar entre os dedos é o quinto livro de Lopes, o quarto de crônicas literárias e o terceiro publicado pela Editus-Editora da Uesc.

SERVIÇO
Com o mar entre os dedos, Antônio Lopes
Quando – Dia 20
Horário – 18h30min
Onde – Casa de Cultura Jonas & Pilar

ANTÔNIO LOPES LANÇA “LUZ SOBRE A MEMÓRIA” EM ITABUNA

Antônio Lopes

Obra ganha nova edição, atualizada e com duas crônicas inéditas.

Obra ganha nova edição, atualizada e com duas crônicas inéditas.

O jornalista Antônio Lopes lançará na próxima quinta-feira (6), às 19h, na Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), a nova edição do livro de crônicas Luz sobre a memória. O livro foi lançado em 2001.

O escritor apresenta novidades nesta edição. Às 34 crônicas da edição anterior, somam-se outras duas, inéditas.

Gustavo Felicíssimo, da Editora Mondrongo, informa que as crônicas foram feitas para o atual momento e as demais foram atualizadas em sua linguagem por Lopes.

A nova edição teve grande lançamento na Casa da Cultura Jonas & Pilar, em Buerarema, em dezembro.

A obra tem apresentação do saudoso Marcos Santarrita, que coloca o jornalista Antônio Lopes entre grandes nomes da crônica brasileira, dentre eles Machado de Assis e Fernando Sabino.

LANÇAMENTO ADIADO

O lançamento da nova edição de Luz sobre a memória, do jornalista Antônio Lopes, foi adiado para a próxima segunda (23), na Casa da Cultura Jonas & Pilar, em Buerarema. O adiamento ocorreu porque a gráfica que imprimiu o material não teve condições de entregar a segunda edição da obra em tempo hábil.

– Pedimos desculpas, em nome da Editora e dos demais promotores do evento (Jornal Agora e Instituto Macuco Jequitibá), mas prometemos a todos que faremos a festa devida no momento oportuno – disse Gustavo Felicíssimo, diretor da Editora Mondrongo.

ANTÔNIO LOPES LANÇA NOVA EDIÇÃO DE “LUZ SOBRE A MEMÓRIA”

...

Lopes lança nova edição de “Luz sobre a memória” em Buerarema e Ilhéus.

Luzsobreamemória (1)
O livro de crônicas Luz sobre a memória,  do jornalista Antônio Lopes, chega às livrarias esta semana, em nova edição da Editora Mondrongo. Lançado em 2001, a coleção de 34 textos  está esgotada. “A edição atual tem duas crônicas inéditas, feitas especialmente para este momento, sendo que as outras crônicas tiveram a linguagem atualizada pelo autor”, explica Gustavo Felicíssimo, diretor da editora.

O livro será lançado na Casa da Cultura Jonas & Pilar, em Buerarema, na segunda-feira (23), às 19 horas.

O romancista Marcos Santarrita (1941-2011), que faz a apresentação do livro, lista Lopes entre os grandes cronistas brasileiros, ao lado de Machado de Assis e Fernando Sabino. – Lopes é um mestre da crônica, esse gênero ingrato e difícil, híbrido de jornalismo e literatura – diz Santarrita.

Já Felicíssimo afirma que “a crônica de Lopes é permanente, devido ao frescor de uma escrita que aproxima o simples e o profundo, aparentemente despreocupada, mas de olho no significado dos atos e sentimentos humanos”.

Atualizada às 15h33min

UNIVERSO PARALELO

PESADELO: OS BÁRBAROS ESTÃO CHEGANDO?

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

1La FontaineTive um sonho (melhor: pesadelo) em que os Estados Unidos se preparavam para invadir o Brasil. Um amigo, a quem consultei sobre a estranha premonição, analisou o quadro e me diagnosticou com uma só palavra, pronunciada entre dentes e com olhar de pena: “Paranoia”. Sem me dar por vencido, argumento que eles consideram os três últimos governos brasileiros (Lula-Lula-Dilma) como “anti-americanos”; digo que aqueles gringos se acham os xerifes do mundo, com direito a invadir qualquer espaço, em nome da “democracia” ou mesmo em nome de coisa nenhuma. Lembram da fábula “O lobo e o cordeiro”, de La Fontaine? O lobo buscava razões para comer o cordeiro…

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Sob as justificativas de fome e força

Não encontrou motivos, mas o borrego foi almoçado assim mesmo, sob as suficientes justificativas de fome e força. Os americanos queriam invadir o Iraque, criaram o manto (ou o mito) das armas químicas e lá foram. Não encontraram tais armas, mas quem estava interessado nisso? Meu amigo me aconselha a abandonar a ficção e cair na real: “Tá certo que os americanos não são flores que se cheire, mas eles têm maiores preocupações do que o Brasil, pois vão invadir o Irã”. Não desisto. Eles já invadiram Cuba (bem menos importante do que o Brasil) e aqui, em 1964, derrubaram um presidente eleito e treinaram torturadores para o regime militar. E depois do Irã?

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Ele queria dobrar Lula e não conseguiu

Noto que, com essas lembranças, ele se mostra de semblante ensombrado. Aproveito o ferro quente, e malho, com esta pergunta: Qual foi o primeiro país latino-americano que Obama visitou? E ele responde, orgulhosão: “Brasil!” Pois é, digo, à  moda de Ataulpho Alves. Ele queria dobrar Lula e não conseguiu; depois, quis dobrar Dilma (quem é ele, tão fraquinho, pra enfrentar Dilmona!), não conseguiu… Quis dar uma de araponga, se ferrou, pois a velha Dilma descobriu a safadeza e até cancelou a visita… “Nada disso tem peso diplomático…”, disse ele, pouco convicto. Aí, fui-lhe à garganta: E o petróleo do pré-sal? Ele pôs as mãos na cabeça: “Meu Deus!”

ENTRE PARÊNTESES, OU

4convite2Literatura regional em tempo de festa
A Editus, editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) promove de 21 a 24 deste mês a I Feira Universitária do Livro, uma espécie de festa da literatura regional. Nomes como Aleílton Fonseca, Ruy Póvoas, Cyro de Mattos e Antônio Lopes terão o lançamento coletivo de escritos seus publicados pela Editus.  Aleílton e Ruy, além de autografarem suas produções recentes, terão um “papo literário” com a plateia, quando discorrerão sobre o tema “Novas leituras, novos leitores” – isto tudo no dia 21, às 19 horas, no Auditório Paulo Souto.  No dia 23, teremos Daniela Galdino, Aquilino Paiva e Gustavo Felicíssimo discutindo a literatura grapiúna de hoje (sala de treinamento da CDRH às 9 horas).

“O MUNDO EVOLUIU. É UMA PENA DANADA”

5PattonO general Patton, saudosista incorrigível (interpretação magistral de George C. Scott), diz a Dick, seu ajudante de ordens, que gostaria de decidir, pessoalmente, a II Guerra: “Rommel no tanque dele, eu no meu. Pararíamos a uns 20 passos, apertaríamos as mãos, depois combateríamos, só nós dois. O combate decidiria a guerra”. Responde o subordinado: “É uma pena que os duelos tenham saído de moda. É como sua poesia, general, não faz parte do século XX”. E o general, com ar tristonho: “Tem razão, Dick. O mundo evoluiu. É uma pena danada”. As frases estão no magnífico Patton – rebelde ou herói?, de Frank J. Schaffner.
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Sem bom texto, não existe bom cinema

A publicitária carioca Mariza Gualano, fã de cinema, selecionou cerca de 840 frases de mais de 600 filmes, para o livro Ouvir estrelas. Aqui, aproveitando o tema, algumas frases sobre guerra: “Acusar um homem de assassinato por aqui é como multar alguém por excesso de velocidade na Formula Indy” (Martin Sheen, em Apocalipse); “Eu não sirvo para a guerra, pois dormi com a luz acesa até os 30 anos” (Wood Allen, em A última noite de Boris Grushenko); “Sobreviver é a única glória da guerra” (David Carradine, em Agonia e glória); “Eu gosto do cheiro de napalm de manhã. Cheiro de… vitória” (Robert Duvall, em Apocalipse).

A BOA MÚSICA BRASILEIRA “IMPORTADA”

7Leny AndradeA baiana Rosa Passos é um desses acontecimentos comuns à MPB: cantora que, a exemplo de Virgínia Rodrigues, Bebel Gilberto e Leny Andrade (foto), para citar apenas três) é mais conhecida no exterior do que no Brasil (observe-se que Leny Andrade é a cara da simpática professora itabunense Ritinha Dantas!). CDs dessas artistas são pouco encontrados nas lojas, dando a eles características de “importados”. Voltemos a Rosa, para dizer que ela é fã ardorosa de João Gilberto, segue-lhe os passos (ai!), toca violão ao estilo dele. Chegou a gravar um disco chamado Amorosa, que repete o Amoroso de JG, acrescido de umas poucas faixas. Mas Rosa Passos não pretende ser nenhum “João Gilberto de saias”.
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Presença de duas feras  internacionais

A expressão desrespeitosa foi empregada por um repórter, que ouviu o que não queria. Rosa Passos é Rosa Passos, cantora e compositora de recursos próprios – e diz do seu ídolo aquilo que muitos colegas seus sentem, mas nem sempre expressam claramente: “João Gilberto amigo/ eu só queria/ lhe agradecer pela lição”, canta a artista, em “Essa é pro João”, faixa nove do CD “importado” Amorosa. Prova do prestígio de Rosa Passos “lá fora” é a presença nesse disco de duas feras internacionais: o clarinetista cubano Paquito D´Rivera e um grande nome do jazz na França (falecido em 2008, aos 90 anos), Henri Salvador.

O.C.

MÚSICA E LITERATURA NA CASA DOS ARTISTAS

O DJ Jef Rodriguez passa dicas para aluno do projeto em apresentação em frente à Casa dos Artistas (Foto Karoline Vital).

Jef e aluno de discotecagem em apresentação na Casa dos Artistas (Foto Karoline Vital).

Daniela Galdino participa de encontro de escritores na CA.

Daniela Galdino participa de encontro de escritores na CA.

Quarta-feira de música e poesia no projeto Transeuntes, do Teatro Popular de Ilhéus (TPI). Hoje, 27, o DJ Jef Rodriguez  dá seu show particular com uma pick up montada em frente à Casa dos Artistas, na Jorge Amado, centro. Jef, que também é vocalista da banda OQuadro, vai tocar suas experiências musicais como DJ, a partir das 17h, e mostrar o que os alunos da Fundação Fé e Alegria aprenderam nas aulas de discotecagem.

Logo após, às 19h, os professores-escritores Daniela Galdino e Piligra participam do encontro de escritores na Casa dos Artistas, numa iniciativa da Mondrongo Livros, do TPI, com a mediação do escritor e poeta Gustavo Felicíssimo.

Daniela Galdino escreveu o poético Inúmera e Piligra lançou Fractais e de A odisseia de Jorge Amado. Na Casa dos Artistas, ambos vão falar do processo criativo e das influências em suas obras, interagindo com o público no espaço cultural.

“TOCAIA”

Capa-cartaz do lançamento de "Tocaia".

A literatura e as artes grapiúnas ganharam neste sábado, 2, uma publicação especializada, a Tocaia – Revista Grapiúna de Letras e Artes, tocada pelos escritores George Pellegrini e Gustavo Felicíssimo.

A primeira edição traz escritores e artistas como Rita Santana, Daniela Galdino, Milena Gantois Palladino, Piligra, e Heitor Brasileiro. George e Gustavo afirma que o objetivo da revista é valorizar as produções literárias e artísticas do sul da Bahia.

A primeira edição da revista já está à venda e pode ser adquirida nas bancas a R$ 2,00.

A GRAÇA DO LIXO EM ITABUNA

Que falta nesta cidade?… Verdade.
Que mais por sua desonra?… Honra.
Falta mais que se lhe ponha?… Vergonha.
Gregório de Mattos

Gustavo Felicíssimo | gfpoeta2@hotmail.com

Enquanto nossa indignação não ganhar as ruas, esse estado de coisas continuará como está: piorando sempre.

Muito ouvi falar sobre a reportagem da Rede Globo acerca do problema do lixo em Itabuna, mas como cultivo o saudável hábito de quase não assistir a programas de TV, excetuando os de futebol, não vi a reportagem, muito embora esteja percebendo a repercussão avassaladora que a mesma vem tendo.

De tudo que li nada sintetiza tão bem o problema como o poema A graça do lixo em Itabuna, escrito pelo Piligra e disseminado pelo mesmo via Facebook. Trata-se de um soneto tecido sob o signo da ironia, em que o autor mostra-nos a “Farsa reinando em tribuna…” e vai além, diz-nos que “No lixo repousa a graça / Da cidade de Itabuna!”.

É fácil compreender a dialética do autor, pois os lixões são depósitos sem nenhum tratamento, com a diferença de que são institucionalizados, isto é, autorizados pela prefeitura. Esses depósitos causam a poluição do solo, das águas que bebemos e do ar, pois as queimas espontâneas são constantes. Muita gente pensa que se o lixão está longe de sua casa, ele não está lhe causando problemas. Isso é um grave engano.

Pior ainda é o fato de que o lixão atrai a população mais carente, que passa a se alimentar dos restos encontrados e a sobreviver dos materiais que podem ser vendidos. E o que o poeta faz é nos dizer, com outras palavras, que esse tipo de degradação humana não pode mais ser tolerada “No lixo que traz a morte…”.

E assim caminhamos, não apenas com os lixões, mas também com as escolas em estado de penúria, a segurança pública que não oferece segurança, os hospitais sucateados, as vias urbanas mal pavimentadas, a cegueira entranhada no poder e a inevitável corrupção cada vez mais galopante. É por isso que o vocábulo “graça” – que aqui no nordeste é também sinônimo de “nome próprio” ou “alcunha” -, grafado no título do poema e no penúltimo verso esconde um escárnio, pois estaria o poeta dizendo-nos que “No lixo repousa o nome/ Da cidade de Itabuna”. Não rimaria, mas faria muito mais sentido.

Enquanto nossa indignação não ganhar as ruas, esse estado de coisas continuará como está: piorando sempre. Cabe à sociedade organizada, aos líderes comunitários, aos sindicatos, associações de bairro e aos raríssimos políticos de boa fé reagirem a tantos desmandos e descalabros.

Para finalizar, deixo sugestão às autoridades (in) competentes e comunidade em geral para que assistam ao documentário Lixo Extraordinário, dirigido pelos brasileiros João Jardim e Karen Harley, também pela britânica Lucy Walfer, sobre o trabalho do fotógrafo e artista plástico Vik Muniz, conhecido e reconhecido no mundo das artes por conta das suas obras feitas com materiais orgânicos e recicláveis, uma forma revolucionária de fazer arte. Ovacionado por grandes artistas, o documentário, lançado no Brasil e Reino Unido, tem aproximadamente 90 minutos e versa sobre arte e sobre pessoas sofridas que trabalham em um lixão.

Sem mais delongas, pois esse assunto me deixa um lixo. Vamos ao poema.

A graça do lixo em Itabuna…

Piligra

Eu sinto o cheiro do lixo,
No lixo o cheiro mais forte,
Pago a preço sempre fixo
O prefixo da má sorte…
 
Eu não entendo de sufixo,
Muito menos de suporte,
O mal cheiro não é prolixo
No lixo que traz a morte…
 
A morte cheira a desgraça,
Traça que corrói fortuna,
Do lixo nasce a trapaça,
Farsa reinando em tribuna…
 
– No lixo repousa a graça
Da cidade de Itabuna! 

Gustavo Felicíssimo é escritor e editor da Mondrongo Livros – A Editora do Teatro Popular de Ilhéus.

A DELÍCIA E O DESAFIO DE SER PAI

Gustavo Felicíssimo | gfpoeta2@hotmail.com

Ser pai é delicioso e desafiante, é acordar de madrugada preocupado com o choro do filho, mas é também lhe oferecer o conforto.

Todo pai de primeira viagem descobre rapidamente o quanto seu novo papel é delicioso e desafiante. Delicioso porque voltamos ao mundo da fantasia e sonhamos com mais intensidade, ao mesmo tempo nos tornamos menos vulneráveis às provocações externas. Desafiante porque, com nossas experiências de filho, somos impelidos a superar nossos pais. Somos chamados a transcender nossos limites. É aí, talvez, que reside o motivo maior da paternidade.

Sempre estive literalmente infenso às datas comemorativas, como o natal, dia das crianças, dia das mães, e outras. Entretanto, às portas dos meus 40 anos, algo começou a mudar. Num momento em que já não alimentava qualquer aspiração à paternidade, ela me apanhou e me virou pelo avesso. Foi então que percebi o quanto ser pai é um exercício constante de generosidade, abdicação, tolerância, paciência. É, também, viver em estado permanente de transformação interior.

Ser pai é delicioso e desafiante, é acordar de madrugada preocupado com o choro do filho, mas é também lhe oferecer o conforto necessário dos nossos braços para que volte a dormir. É saber que o filho vai requerer para si todo o tempo que sua mãe tiver, e mesmo assim seremos completamente loucos por eles. Ser pai é trocar fraldas, limpar cocô, perder noites de sono. É chegar exausto ao final do dia e mesmo assim encontrar mais um pouquinho de energia para dedicar-se ao filho. Mas também é se emocionar com um sorriso, com os primeiros passos, primeiras palavras. Ser pai é comemorar o dentinho que está nascendo e ficar parecendo um tolo quando se ouve o primeiro… papai.

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GUSTAVO FELICÍSSIMO LANÇA “SILÊNCIOS”

O poeta Gustavo Felicíssimo lança o livro Silêncios (capa ao lado), às 19 horas, na abertura da Casa de Arte Baiana, na rua Antônio Lavigne de Lemos, 76, centro, Ilhéus. A obra, conforme define o autor, transita pelas formas poéticas originárias do Japão, a exemplo do haikai, a tanka e o senryu.

Felicíssimo, estudioso da literatura baiana, imprime ao livre a marca do ineditismo.  É a primeira vez que uma obra com essas características é publicada em solo baiano.

Além do livro, o poeta faz “merchan” também do espaço cultural a ser inaugurado hoje. Administrado por Dida Moreno, a Casa de Arte Baiana possui acervo de artes plásticas com obras de Kennedy Bahia, Sante Scaldaferri, Washington Sales e Saulo Portela. “A Casa de Arte Baiana pretende estabelecer interações com outras formas de arte, incluindo a literatura”.

ITABUNENSE, ILHEENSE, GRAPIÚNA. JORGE, AMADO!

Escritor itabunense completaria 98 anos hoje, 10 de agosto (Foto Google).

O blog Sopa de Poesia, de Gustavo Felicíssimo, lembra que Jorge Amado, se vivo estivesse, completaria hoje 98 anos. Um dos maiores escritores da Língua Portuguesa, nascido em Itabuna, criado em Ilhéus e cidadão do mundo, Jorge fala de si numa entrevista à Literatura Comentada. Entrevista biográfica concedida ao jornalista Antônio Roberto Espinosa. Confira alguns trechos aqui e leia tudo lá no blog de Gustavo.

LITERATURA COMENTADA – Há meio século, Jorge Amado, você lan­çou seu primeiro livro. Em setembro de 1981 comemora-se o cinqüentená­rio de O País do Carnaval. Esta entre­vista será incluída num livro dedicado especialmente a você, que será lança­do no dia 10 de agosto, exatamente o dia em que você estará completando 69 anos de idade. Nossa intenção é fa­zer uma entrevista biográfica. Mas, nu­ma entrevista de 1980, à revista france­sa Lui, você disse que não gostava de falar de si mesmo. Por quê?
JORGE AMADO
– É verdade, não gosto. Tem gente que adora fa­lar de si próprio, alguns porque não têm importância nenhuma e falam para se dar importância, e outros, que são importantes, falam porque gostam. Agora, eu não sou importan­te e não gosto de falar sobre mim; aliás, não gosto nem de ouvir falar a meu respeito: fico encabuladíssimo, fico assim sem jeito… eu não gosto, é uma maneira de ser.

LC – Portanto, é normal que o públi­co tenha uma grande curiosidade so­bre o homem Jorge Amado. Em grande parte, os leitores de Literatura Comentada são jovens que não viveram tudo isso e querem saber suas opiniões, suas versões. Insistindo: essa entrevista tem um objetivo basicamente biográfico.
JA
– Está bem, concordo. Estou às ordens. Toca o bonde!

LC – Para começar, você poderia fa­lar um pouco sobre seu pai, João Ama­do de Faria, e sobre dona Eulália Leal, a dona Lalu, sua mãe.
JA
– Eu quero falar um pouco tam­bém sobre o meu nascimento porque há uma coisa controvertida. Há notícias diferentes, erradas. Há muitíssimos anos, na Enciclopédia Larousse, da França, existe um verbete que me dá como nascido em Piranji. Pi­ranji é uma coisa que não existe mais. Deve existir outro no Brasil, porque aquele teve que mudar de no­me, passou a ser Itajuípe. Outro dia, num texto que escrevi para uma re­vista que dedicou um número a mim, a Vogue, eu disse que não nas­ci em Piranji, ao contrário, Piranji eu vi nascer. Eu assisti ao seu nasci­mento, desde as primeiras casas que foram construídas.

Em geral, me dão como nascido em Ilhéus, o que é muito compreen­sível, pois eu fui pra Ilhéus com um ano, ou, para ser exato, com um ano e cinco meses, pois fui pra lá em janeiro de 14 e nasci em agosto de 12. Mas eu nasci realmente numa fazen­da de cacau que meu pai estava montando, perto de um arraial cha­mado Ferradas, distrito do municí­pio de Itabuna. O nome da fazenda era Auricídia… hoje, o arraial cres­ceu, chegou lá, chegou até a casa on­de nasci. Aliás, faz poucos anos, eu estive lá e a população foi muito ge­nerosa comigo, muito cordial, todo mundo me esperando na rua…
Sou nascido em Ferradas, distrito de Itabuna, sou itabunense, ou seja, sou um grapiúna da região do ca­cau. Mas Ilhéus também é minha ci­dade no sentido de que é o lugar on­de eu vivi a minha infância – a in­fância, um tempo muito importante na vida da gente. E também a mi­nha adolescência, as férias. Ilhéus é uma cidade extremamente ligada à minha vida, como todo o sul da Ba­hia, toda a região do cacau. Itabuna fica a 25 quilômetros de Ilhéus. Quando estava em Ilhéus, ia pra Ita­buna sempre. Quando morreu meu irmão Jofre, nós fomos pra Itabuna porque minha mãe não quis ficar em Ilhéus. Passamos lá um ano e tanto, foi quando nasceu meu irmão Joelson, que é médico e mora em São Paulo. Dos três irmãos, o único nascido em Ilhéus é James.

Assim, eu sou, ao mesmo tempo, um menino de Itabuna e Ilhéus, co­mo o Adonias Filho, que é nascido em ltajuípe, o antigo Piranji, e cria­do em Ilhéus.

LC – Seu pai era fazendeiro, pioneiro do cacau …
JA
– Meu pai foi um homem que viera muito cedo de Sergipe, da cida­de de Estância. Viera no início do sé­culo, quando das grandes lutas en­volvendo o cacau, ele se envolveu nessas lutas, participou delas…

LC – Lutas pela posse das terras?
JA
– A terra não era de ninguém, era mata, ele veio para ocupar a ma­ta. A luta era para ver quem ficava com as melhores terras para plantar cacau. Meu pai plantou essa fazenda Auricídia – aliás, a saga que es­tá contada em Terras do Sem Fim – e, bastante tempo depois, casou­-se com minha mãe, dona Eulália Leal, que também era de uma famí­lia de desbravadores da terra.

Confira a íntegra da entrevista

CELEBRAÇÃO DE ILHÉUS

A bela Ilhéus nas lentes de José Nazal.

Gustavo Felicíssimo

Hoje a minha querida cidade de Ilhéus, onde nasceram e residiram tantos escritores, tantos poetas, comemora 476 anos de história, posto que foi uma das capitanias hereditárias do Brasil, e 129 de emancipação política. Bela, histórica e hospitaleira, está imortalizada nos romances de Jorge Amado e Adonias Filho, nas adaptações das suas obras para teatro e cinema, bem como em poemas de Sosígenes Costa, o poeta grego da Bahia, segundo Gerana Damulakis. Ainda Gil Nunesmaia, um dos primeiros haikaístas brasileiros é natural de Ilhéus, assim como Abel Pereira.

Em Ilhéus tenho grandes amigos, trabalho e estudo. E pela cidade, há muito tempo, sou completamente apaixonado. Por isso mesmo venho preparando um livro com poemas em sua homenagem, cujo título ainda não está definido, mas que pretendo publicar no próximo ano. A obra é composta por um poema longo, dividido em dez partes, e outros que versam sobre personagens e lugares da cidade.

Publico abaixo dois trechos de Saudação a Ilhéus, o poema longo ao qual me referi anteriormente, e outro, sobre um local e personagem bem conhecido do povo da cidade, o bom e velho Conde Badaró e sua barraca de praia.

SAUDAÇÃO A ILHÉUS

I

Ilhéus, de onde estou agora
abriga aurora e poente
encontro de rios que rasgam a terra
e o fragor do mar
o silêncio que se expande
a sinestesia de todas as cores
o segredo do ócio
o rumor de todas as águas
o cantar de todos os pássaros
a força do vento na vela
a tarde e a primeira manhã
montanha por montanha ao seu redor
onde paira a noite morna
as luas alvas, madrugadas
voando alto
a convergir todas as coisas
enquanto consagro horas à inutilidade
e escrevo versos para te saudar.

V

Sobre a tua superfície
uma imagem de água e de poder
em voltas que descrevem a história
que irrompe da lembrança mais longínqua
por onde navegam barcos ancestrais
com seus remos inquietos
a girarem no mesmo compasso
enquanto as ondas se afastam
e se aproximam, descompassadas
em rumores cada vez mais altos
cada vez mais exatos
por que na memória estão as águas recurvadas
o silêncio da alvorada
o nascer do sol à hora exata
à hora que mais esplende a vida
com todas as suas arcadas
enquanto afiro o peso da lucidez
e escrevo versos para te saudar.

Gustavo Felicíssimo é poeta e diretor de projetos da Fundação Cultural de Ilheus (Fundaci).

UNIVERSO PARALELO

UM CRIME CHAMADO CACÓFATO

Ousarme Citoaian
Na escola do professor Chalub, em Itabuna, a caneta-tinteiro (ainda não havia a esferográfica) que produzisse um cacófato tinha seu dono levado “aos costumes”: reguada, puxão de orelha, palmatória e perdão a Deus, ajoelhado sobre caroços de milho. “O sofrimento é didático”, pensavam pais e mestres. Na rua, qualquer intelectual corria o risco de ser desmoralizado num piscar d´olhos: “Aquele sujeito escreveu um cacófato!”, apontava o caçador de criminosos. E o cara estava publicamente execrado até o fim dos tempos. Para o bem ou para o mal, os linguistas decretaram que o erro de português não existe – e se por acaso teimar em surgir, intrometido e temporão, há de ser perdoado, com urgência. O cacófato foi descriminalizado. Perdoar é divino.

“MÁQUINA DE DESCASCAR ALHO”

Cacófato é a junção das sílabas finais de uma palavra com as iniciais de outra, formando uma terceira – com sentido ridículo ou inconveniente. Se hoje ele não é mais caçado a pauladas, em feitio de cachorro azedo, ainda é de bom alvitre tomar cuidado para evitá-lo: nas estradas há avisos do tipo “Controlada por radar”; um jornal se permitiu escrever “azeite da marca Galo”; A Tarde (não digo o A Tarde nem sob tortura no pau-de-arara!) publicou “Lavrador morre atingido por raio”; o presidente do PT, zangado com César Borges, vingou-se, dizendo que “por razões próprias, o PR encerrou as negociações”; na Amélia Amado, uma loja anunciava em letras sanguíneas e garrafais que tinha à venda, em suaves prestações, “máquinas para descascar alho”. A empresa fechou – e eu não sofri saudades.

CAFU DEU A BOLA E NENECA… GOL!

O professor Cláudio Moreno (foto), mestre em língua portuguesa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), recolheu um cacófato pavoroso, anotado pelo seu colega Sérgio Nogueira (mestre em língua portuguesa pela mesma UFRGS). Na transmissão de um jogo Brasil e Coreia, ele ouviu do narrador da tevê: “Fábio Conceição pediu a bola e Cafu deu”. Em seguida, como se fosse pequena essa pedrada, o cara nos mandou outro carrinho por trás: “Chuta Neneca, gol!”. O povo define isto com uma expressão saborosa: “além de queda, coice”. Todos nós, ao falar ou escrever, estamos sujeitos a tais acidentes. Ou seja, o cacófato está vivinho dos santos, e se finge de morto para ser visitado.  

O ERRO A SERVIÇO DO HUMOR 

Camões (foto), quem diria, também foi vítima, ao cometer o verso “Alma minha gentil que te partiste”. Devido a essa “maminha”, os gramáticos quase arrancam ao vate lusitano o olho bom que lhe restava. Mas o cacófato, no lugar certo, gera interessante clima de humor. Veja-se o folclórico A flor do cume, recheada deles: “No alto daquele cume/eu plantei uma roseira,/o vento no cume bate,/a rosa no cume cheira;/ Quando vem a chuva fina,/salpicos do cume caem,/formigas no cume entram,/abelhas do cume saem;/ Mas se vem a chuva grossa,/a água do cume desce,/a lama do cume escorre,/o mato no cume cresce;/ E logo que cessa a chuva,/no cume volta a alegria,/pois torna a brilhar de novo/o sol que no cume ardia”.

“SOU DAQUELES QUE SOU A FAVOR”

Em sessão na Câmara Federal, na semana passada, o deputado baiano Colbert Martins (foto) deu importante contribuição ao besteirol que fustiga a língua portuguesa. “Sou daqueles, primeiro, que sou a favor” (!) – e por essa cacetada inicial e eu percebi que uma chuva de granizo estava a caminho. Não deu outra: “segundo, sou daqueles que votou; terceiro, sou daqueles que vai votar; quarto, sou daqueles que quer negociar a aprovação dessa PEC”. Fosse eu autoridade, proibiria a Câmara de cometer erros de concordância durante três meses, pois nosso representante já gastou toda a quota disponível. Tentarão creditar os erros ao improviso. Bobagem: eles foram repetidos no blog, havendo muito tempo para a correção, que não foi feita.

FERNANDO SABINO E O DEPUTADO

O verbo vai para o plural. O sentido: “Estou entre aqueles que votaram, que vão votar, que querem negociar etc. Há uma crônica de Fernando Sabino (foto) – “Eloquência singular”, no livro A companheira de viagem/Editora do Autor – que nos sugere uma relação muito próxima desse episódio. É a história de um parlamentar que começa o discurso dizendo “Senhor Presidente, não sou daqueles que…” – e é assaltado pela dúvida: o verbo vai para o singular ou o plural? O nobre deputado começa a fazer perigosas digressões (enquanto a cabeça anda à roda das regras gramaticais) e nenhum aparte salvador o vem interromper. Mais feliz foi Colbert, que, inconsciente, disse suas bobagens com ar doutoral, sem o assalto da dúvida.

DA ARTE DE ESCREVER BEM

No rádio e na tevê os textos sobre futebol contribuem para aviltar a língua portuguesa. No jornal, são um monumento à mesmice. Termos repetidos, lugares-comuns, nem sempre controladas as paixões do autor. Melhor ir pelas exceções: Armando Nogueira e Nelson Rodrigues (foto) renovaram o gênero, dando-lhe qualidade literária. Armando, muito respeitado no meio lítero-esportivo (!), morreu recentemente, recuperando seus muitos minutos de fama. De Nelson Rodrigues, para mim o suprassumo (em jornal e tevê), do fim dos anos cinquenta aos setenta, poucos se lembram. São dois criadores desse gênero, que teve pioneiros, como Mário Filho, não por acaso irmão de Nelson.

TOSTÃO CONHECE AS TÉCNICAS

Modernamente, há esforços para oxigenar a crônica esportiva. José Roberto Torero (foto), com seu Os cabeças-de-bagre também merecem o paraíso (Objetiva), é um deles. Texto inventivo, inteligente e bem-humorado, tendo por motivo o futebol. Torero escreve na Folha de S. Paulo, além de ter vários livros publicados. Mas confesso minha preferência por Tostão e sua crônica semanal divulgada em cadeia de jornais, incluindo A Tarde (nunca o A Tarde!). Não precisa ser “especialista” em futebol para ler e entender Tostão – basta ter bom gosto. Ele, além de didático, domina as técnicas do “esporte bretão” e da escrita.

ARMANDO E NELSON ASSINARIAM

A crônica esportiva atinge o status de crônica literária. José Roberto Torero, obra citada: “Pavão foi o mais refinado avante que já surgiu nas terras entre Piancó e Itaporanga. Ele dava dribles humilhantes e ria com prazer de cada adversário que deixava no chão. Mais que ria, gargalhava. Até que um dia seu corpo foi achado na linha do trem. E sem as pernas. Suspeita-se seriamente de uma quadrilha de zagueiros vingativos”. Tostão, falando de Garrincha (foto): “Quando um menino constrói um castelo ele não sonha em ser rei. Ele é rei. Quando Garrincha brincava [de driblar], ele não sonhava em ser um menino, um passarinho, ele era um menino, um passarinho, um garrincha”. Jóias que Armando e Nelson assinariam.

VERSOS, VERSOS À MANCHEIA

Em edição da Editus/Via Litterarum, está na praça o pequeno e importante livro Diálogos – Panorama da nova poesia grapiúna, uma antologia preparada por Gustavo Felicíssimo (foto). O organizador é bem-sucedido no esforço de aprisionar em apenas 104 páginas uma mostra representativa da poética regional. A nomes conhecidos, como Piligra, Daniela Galdino, Heitor Brasileiro, Rita Santana e George Pellegrini, juntam-se outros de menor divulgação – mas todos unidos no mister de produzir na aldeia uma poesia que, no dizer de Ildásio Tavares (que assina o prefácio) “aspira a universalidade”. De Heitor Brasileiro, que também (e bem) transita na prosa, este belo haicai atípico, Crack, que remete a Drummond:

Não havia mais

caminho

uma pedra.

HERANÇA DO MODERNISMO

Ao todo, em ordem alfabética, os poetas antologiados são: Daniela Galdino (foto), Edson Cruz, Fabrício Brandão, George Pellegrini, Geraldo Lavigne, Heitor Brasileiro, Mither Amorim, Noélia Estrela, Piligra e Rita Santana. Segundo Gustavo, a coletânea traz “frescor no vocabulário e na sintaxe” dos dez poetas. É um “diálogo” diversificado, “partindo do verso livre, passando pelo minimalismo do haicai, chegando ao octossílabo e ao verso alexandrino com uma coloquialidade certamente herdada do modernismo e tão bem assimilada, não deixando a poesia cair na banalidade, como fizeram poetas demasiadamente influenciados pelas vanguardas”. Enfim, é urgente poetar, nesse mundo maluco.

NUMA PALAVRA, TUDO: ARMSTRONG

O crítico Ari Vasconcelos, no livro Panorama da Música Popular Brasileira (coisa antiga, só encontrável em sebos) diz mais ou menos isto (cito de memória, pois meu livro foi comido pelas traças e as mudanças): “Se você for falar de MPB e tiver espaço para apenas uma palavra, escreva Pixinguinha (foto)”. Imagino que, nessa linha de raciocínio, se o assunto é jazz, a palavra é… Armstrong. Mesmo quem alega de nada saber sobre a grande música negra, já ouviu falar do velho Satchmo, certamente um símbolo do jazz de todos os tempos. É claro que a mídia não fala mais em Louis Armstrong, mas aí já não é comigo.

CAETANO E A SUBMÚSICA

O mundo não está de cabeça para baixo (se estivesse, a gente saberia de que lado está a cabeça). Está confuso, misturado, e ficam os valores todos. A arte, é óbvio, foi junto. Quando alguém do nível de Caetano Veloso sai em defesa do pagode e outras manifestações submusicais baianas percebe-se que alguma coisa anda fora dos trilhos, e não é o trem. Voltemos, pois, à seriedade: não vou falar de Armstrong – se você precisa que alguém faça isso é porque está lendo a coluna errada. Em meio a 30 discos (cerca de 450 músicas), como escolher? Vá a esperançosa e otimista What a wonderful world (feita por Bob Thiele e George Weiss, especialmente para Armstrong.
 
(O.C.)
</span><strong><span style=”color: #ffffff;”> </span></strong></div> <h3 style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>E FRED JORGE CRIOU CELLY CAMPELLO!</span></h3> <div style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>No auge do sucesso, em 1965, a música teve uma versão no Brasil, gravada por Agnaldo Timóteo. Como costuma ocorrer com as







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