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:: ‘indígenas’

DEMARCAÇÃO DE ÁREAS INDÍGENAS SERÁ SUBMETIDA A PARECER DA EMBRAPA

Ministra durante audiência no Congresso Nacional (Foto Antonio Cruz/ABr).

Gleisi Hoffmann ontem no Congresso Nacional (Foto Antonio Cruz/ABr).

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse ontem, 8, que a demarcação de terras indígenas nos estados de Mato Grosso do Sul, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina também deve ser submetida a parecer da Embrapa. Recentemente, a ministra já havia pedido ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a quem está subordinada a Fundação Nacional do Índio (Funai), a suspensão de estudos para demarcação de terras indígenas no Paraná.

“Nós já temos mais três estados em que as informações estão sendo levantadas pela Embrapa: Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. E se essas informações demonstrarem divergências ou não tiverem consistência com o que está sendo levantado [pela Funai] nos estudos iniciais nós vamos tomar o mesmo encaminhamento [de pedir a suspensão do processo de demarcação]”, disse Hofmann ao final da audiência pública na Câmara dos Deputados para tratar da demarcação de terras indígenas.

Durante a audiência, a ministra esclareceu a proposta do governo federal de consultar mais de um órgão (também a Embrapa), durante os procedimentos necessários para demarcar reservas indígenas. Segundo a ministra, o chamado “sistema integrado de informações” vai servir para fornecer à Presidência da República – que homologa as áreas como território tradicional indígena – informações mais completas. Informações da Agência Brasil.

UNIVERSO PARALELO

AUTOR PROVA QUE POESIA VENDE, E MUITO

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

1Paulo LeminskiAdquiri há poucos dias o ótimo Toda poesia, de Paulo Leminski (1944-1989), para dar de presente a uma poetisa amiga, sem saber no que estava me metendo. Leio agora em matéria d´A Tarde, com assinatura de Marcos Dias, que essa coletânea (cerca de 630 poemas do autor paranaense) é fenômeno editorial: ganhou tiragem inicial de 5 mil volumes, número surpreendente para um  livro de poesia (pois, em geral, vende ainda menos do que prosa) e teve logo quatro reimpressões de igual quantidade, isto é, atingiu os píncaros das 25 mil unidades em apenas dois meses. Leminski, mais de vinte anos depois de morto, desmente a máxima brasileira de que poesia não vende.

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Quis silêncio, tem barulho estrondoso

Há séculos tenho decorado este poemeto de Leminski (seus textos são, em geral, breves, lembrando o haicai, quando não são haicais propriamente): “Acordei bemol/ tudo estava sustenido/ sol fazia/ só não fazia sentido”. Parceiro de Caetano Veloso e Moraes Moreira, tradutor de Joyce, biógrafo de Bashô, Trotski e Jesus Cristo, além de faixa preta de judô, Paulo Leminski escreveu seu epitáfio: “Aqui jaz um grande poeta./ Nada deixou escrito./ Este silêncio, acredito,/ são suas obras completas”. Ao contrário do pedido, com cinco tiragens em tão curto tempo (fazendo-o concorrente de 50 tons de cinza) o poeta motivou em torno de si um barulho intenso.

(ENTRE PARÊNTESES)

3ArenaFalando do Estádio da Fonte Nova, o professor Gustavo Haun, em artigo neste Pimenta, condena uma nova mania nacional: “… é uma infelicidade tremenda chamar um estádio de futebol de arena. Parece um retorno à barbárie, quando nas arenas da antiguidade se esfolava, matava, queimava etc., para mera distração dos imperadores entediados, além de diversão e alienação das massas”. A mim também me assusta a facilidade com que a mídia em geral aceita (ou ela mesma cria) essas “novidades” linguísticas que a nada de bom nos conduzem. Seria fácil chamar aquele monte de dinheiro desperdiçado de Estádio (como tem sido), mas para que a simplicidade, se o melhor é ser moderninho.

VINÍCIUS E AS MELHORES COISAS DO MUNDO

Dia desses, falamos de vinho, hoje vamos de uísque – o que nos candidata a processo por incentivo a usos e abusos do álcool. “Ossos d´ofício”, diria meu lusitano vizinho. Vinícius achava que a melhor coisa do mundo era um uisquinho escocês “honesto” (ele preferia White Horse), a segunda melhor coisa do mundo, um uisquinho do Paraguai e a terceira, um uisquinho nacional mesmo. Frank Sinatra, falando sobre fé: “Sou a favor de qualquer coisa que faça você atravessar a noite, sejam orações, tranquilizantes ou uma garrafa de Jack Daniel´s”. O cinema e a literatura muito contribuíram para consolidar o uísque como “alavanca” do melhor viver. Mas eu ia dizer outra coisa – e não vou esgotar o tema hoje.
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Sinatra: a gabolice da garrafa diária
5FRank SinatraNa minha estante desarrumada não localizo um livro (pensei ser A ceia dos acusados ou outra coisa de Dashiell Hammett) que tem uma garrafa de Jack Daniel´s na capa. Logo, saio da literatura noir e entro em outra história: Frank Sinatra (na foto, servindo a Dean Martin e Sammy Davis Jr.) dizia consumir uma garrafa de JD por dia. É gabolice, pois ninguém resistiria a essa insensatez de álcool (espero que quando me processarem considerem esta frase como atenuante). Mas ele sempre bebia uma dose, no palco, num brinde à plateia. As más línguas dizem que era mais água, porém, no show histórico do Brasil (1980) ele desmentiu essa tese: quem estava próximo ao palco o ouviu reclamar que seu uísque tinha “muita água, muita soda, ou coisa parecida”.
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Churchill e seu copo no café da manhã
Churchill, primeiro-ministro britânico, um espongiário (bebia de manhã, à tarde e à noite), exigia no seu breakfast ovos, torradas, charuto e um copo de Johnnie Walker (aqui, a direita moralista jamais o perdoaria!). Os detetives noir são movidos a uísque, sobretudo Jack Daniel´s. Nenhum leitor sensato pensaria em Sam Spade (que Humphrey Bogart viveu na tela em O falcão maltês) ou investigador semelhante bebendo cerveja ou coquetel de frutas: o ambiente é uma espelunca esfumaçada, jazz dos anos quarenta, e a bebida é Jack Daniel´s, com certeza. Faltou dizer que Sinatra, enterrado em 1998, levou no caixão uma garrafa do nosso uísque preferido. Um desperdício, eu diria.

A RELIGIÃO E AS VERGONHAS ENCOBERTAS

Atoleimados, basbaques, beócios, labruscos, mentecaptos, paspalhões, estultos e, principalmente, reacionários insistem em que não há mais índios no Brasil (salvo uns poucos que ainda andam nus e usam botoques). É um discurso falso, menos por ignorância do que por comprometimento ideológico: apenas no Nordeste é possível identificar mais de vinte (!) nações indígenas, mesmo que seus integrantes usem tênis, calça jeans e notebook. Querer que essa gente fique estacionada no século XVI é a primeira pregação do discurso do não-índio – ainda que, já naquela época, lhes impusessem religião e cobertura das “vergonhas”.
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Mil línguas perdidas na cultura branca

Salvo engano, são indígenas nordestinos os povos pataxó, tupinambá, cariri-xocó, xucuru, xucuru-cariri, trucá, aconã, aticum, fulniô, carapotó e mais umas duas dezenas. Muitas dessas tribos falam suas línguas, outras já perderam tal referência cultural, absorvida e abafada pelo “homem branco”. Informa o IBGE que, além da portuguesa, há pouco mais de 270 línguas indígenas faladas no Brasil. E há línguas de tribos isoladas, que ainda não puderam ser conhecidas e estudadas. Na época do descobrimento do Brasil, havia 1.300 línguas indígenas diferentes. No vídeo, um show arrepiante de Baby Consuelo e Jorge Ben: Todo dia era dia de índio (Rede Globo1981).

(O.C.)

A TINTA

Helenilson Chaves

De que adianta terra sem tecnologia adequada, sem financiamento e nas mãos de pessoas sem preparo para atuar no setor agropecuário, como, notoriamente, é o caso desses “indígenas”.

Cientistas de nações com baixo crescimento demográfico começaram a ficar impressionados com as altas taxas de fecundidade ocorridas recentemente no Sul da Bahia.

A economia desses países já sofre com a falta de mão de obra jovem, que é o sustentáculo das obrigações com os aposentados, cuja expectativa de vida é elevada.

Eles, então, resolveram se deslocar até o Sul da Bahia, para conhecer in loco esse verdadeiro prodígio da natureza, em que as pessoas já nascem jovens ou adultas.

Ao pesquisarem o “fenômeno” com mais intensidade, os cientistas descobriram que o tal milagre demográfico está contido numa pequena lata de tinta.

Aqui chegando, constataram que a depender da largura das listas pintadas no peito e no rosto, podem “nascer” de 15 a 20 índios. Isso mesmo: ali estava a solução do mistério da espantosa multiplicação da população indígena no Sul da Bahia, com a vantagem de que, já “nascidos” adultos, podem invadir e tomar propriedades produtivas, legalmente estabelecidas há décadas e com grandes investimentos feitos pelos seus legítimos proprietários.

Tratando seriamente dessa grave questão, parece-nos que há uma certa cegueira por parte dos organismos oficiais que reconhecem como área indígena terras ocupadas por micro, pequenos e médios produtores rurais, que dali tiram o sustento de suas famílias.

De que adianta terra sem tecnologia adequada, sem financiamento e nas mãos de pessoas sem preparo para atuar no setor agropecuário, como, notoriamente, é o caso desses “indígenas”.

Cai-se num jogo de faz de conta, em que as terras são entregues aos índios e posteriormente retornam às mãos de seus antigos proprietários, ainda que por vias tortas. Em troca de algumas benesses, as coisas continuam como sempre estiveram, numa demonstração de que a Justiça nem sempre é necessariamente justa, nem eficaz.

No mundo real, é preciso que essa situação, que tanta insegurança tem gerado no Sul da Bahia seja pintada com as tintas do bom senso, artigo que parece andar escasso para algumas de nossas autoridades.

Helenilson Chaves é presidente do Grupo Chaves.

TUPINAMBÁS DE OLIVENÇA INVADEM POSTO DA SESAI EM PROTESTO

Alegando descumprimento de uma pauta de reivindicações, um grupo de cerca de 100 índios Tupinambá de Olivença ocupou, nesta terça-feira, 3, o polo-base da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), no Bairro do Malhado, em Ilhéus. Os pedidos, dizem, foram apresentados, em novembro do ano passado.

Na lista de pedidos, estão ampliação de vagas de AIS no território e de médicos, incluindo um pediatra; e aquisição de veículos e ambulâncias com tração para atender as aldeias.

Eles também pedem a criação de infraestrutura em Olivença e construção de quatro unidades de saúde nas comunidades Acuípe de Baixo, Acuípe do Meio, Santana e Serra do Padeiro, com a inclusão de gabinetes odontológicos.

Segundo o cacique Sinval Magalhães, a ocupação é pacífica e somente será suspensa com a presença da coordenadora do DSEI/Sesai– BA, Nancy Costa.  O cacique define a situação dos indígenas como “caótica em todas as aldeias” e afirma que os índios estão cansados de promessas não cumpridas na área da saúde.

FORÇA NACIONAL NO SUL DA BAHIA

Os conflitos envolvendo índios tupinambá e pataxó e proprietários de fazenda no sul da Bahia acirraram os ânimos às vésperas das eleições e, neste sábado, homens da Força Nacional de Segurança Pública foram deslocadas para Pau Brasil, onde um indígena foi morto há uma semana.

Cerca de 30 homens da Força Nacional saíram de Itabuna para a região de Camacan e Pau Brasil ao final desta tarde, distribuídos em seis picapes. A polícia recebeu informações de que estradas seriam interditadas nesta noite e havia a ameaça de novos conflitos.

Segundo os produtores, houve mais de uma dezena de invasões de propriedades nos últimos 20 dias. Outras equipes da força também vão cobrir a área de Buerarema, Ilhéus, Una e São José da Vitória.

PATAXÓS OCUPAM PREFEITURA DE PAU BRASIL

Cerca de 500 índios pataxó hã-hã-hãe ocupam a sede da prefeitura de Pau Brasil, no sul da Bahia. Os indígenas reivindicam a melhoria das estradas de acesso às aldeias, distantes cinco quilômetros da área urbana do município.

As condições das estradas impedem o escoamento de produção e indígenas têm se deslocado a pé para a sede para a cidade. A ocupação se deu por volta das 9h. Os índios ocupam a prefeitura e a a praça Juracy Magalhães. A Polícia Militar orientou servidores do municípios a desocupar o prédio, onde também funciona a Câmara de Vereadores.

No momento, os militares aguardam a chegada de efetivo da Polícia Federal para iniciar negociação com os indígenas. A ocupação da prefeitura, conforme o assessor Marcelo Lemos, ocorreu “de forma pacífica”.

DERRAMAMENTO DE SANGUE EM BUERAREMA

O clima é tenso em Buerarema, no sul da Bahia. Ontem à noite, supostos índios da tribo Tupinambá entraram em confronto com trabalhadores rurais e fazendeiros. O saldo até agora é de, pelo menos, cinco feridos. Feridos atendidos no Hospital de Base de Itabuna falam em duas ou três mortes na área em disputa. A polícia não confirma, pois não conseguiu ter acesso ao local.

O confronto ocorreu horas depois da reintegração de posse de fazendas invadidas pelos indígenas. Neste momento, policiais civis e federais estão na sede de Buerarema. Os supostos tupinambás colocaram diversos obstáculos nos acessos às áreas em disputa.








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