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:: ‘Jair Bolsonaro’

ILHEENSE REPROVA GOVERNOS BOLSONARO E MARÃO E APROVA O DE RUI, MOSTRA PESQUISA

Ilheense reprova governos Bolsonaro e Marão e aprova o de Rui, aponta Sócio-Estatística

Pesquisa Sócio-Estatística feita no período de 13 a 17 de agosto mostra que o ilheense aprova a gestão do governador Rui Costa e reprova os governos do prefeito Mário Alexandre e do presidente da República, Jair Bolsonaro. O instituto ouviu 1.004 eleitores e o levantamento ao qual o PIMENTA teve acesso apresenta margem de erro de 3 pontos percentuais.

GOVERNO MARÃO COM LEVE MELHORA

A gestão do prefeito Marão obteve 2,49% de ótimo e 10,56% de bom no levantamento feito pela Sócio-Estatística, o mais respeitado instituto de pesquisa do interior baiano. Já 28,69% consideram o governo regular, enquanto 18,33%% avaliam como ruim e 34,86% como péssimo.

De janeiro para agosto, ele obteve leve melhora. No levantamento feito de 24 a 30 de janeiro, o governo Marão era avaliado como ótimo por 2,26% dos ilheenses, 5,89% consideravam boa a gestão e 17,39% como regular. O percentual que avaliava o governo como ruim era 14,86%. Como péssimo, atingia 58,42%. E 5,08% não responderam ou não souberam responder.

GOVERNO RUI

Para 17,03% dos ilheenses consultados, a gestão de Rui é ótima, enquanto 29,88% dizem que é boa e outros 24,9% a consideram regular. Na outra ponta, 9,46% a consideram ruim e 13,15% avaliam como péssima. O percentual de eleitores que não souberam avaliar atingiu 5,58%.

Na pesquisa feita em janeiro, 14,31% disseram que o governo era bom e 29,88% consideravam regular. Para 7,25%, era ruim e 23,46% avaliaram como ruim. O percentual dos que não souberam responder ou não sabiam atingiu 4,08%.

BOLSONARO REJEITADO

Os oito primeiros meses do Governo Bolsonaro também foram objeto de avaliação dos ilheenses. Para 6,37% dos ilheenses, a gestão do presidente da República é ótima. Outros 11,65 a avaliam como boa e 27,89% a consideram regular. Para 13,15% dos ilheenses, o governo de Bolsonaro é ruim e 35,36% o consideram péssimo. 5,58% dos pesquisados não souberam ou não responderam.

“JAMAIS INDICARIA MEU FILHO”, AFIRMA ACM NETO SOBRE BOLSONARO NA EMBAIXADA DOS EUA

Neto discorda de indicação de filho do presidente para embaixada nos Estados Unidos

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), disse nesta terça (16), que não indicaria um filho seu para ser embaixador do país. A resposta veio em pergunta sobre o desejo do presidente da República, Jair Bolsonaro, de fazer um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

– Se eu fosse presidente da República, jamais indicaria meu filho para ser embaixador – afirmou ACM Neto ao Correio24h durante evento na capital baiana.

Nesta terça-feira (16), após participar de uma reunião com ministros no Palácio da Alvorada, Jair Bolsonaro comentou, novamente, sobre o herdeiro.

– Da minha parte está definido. Conversei com ele [Eduardo] acho que anteontem [domingo]. Há interesse. A gente fica preocupado, é uma tremenda responsabilidade. Acho que, se tiverem argumentos contrários, que não seja isso, chulo que se fala por aí. Não é nepotismo, tem uma súmula do Supremo nesse sentido.

GOVERNO AUTORIZA NOMEAÇÃO DE MIL APROVADOS EM CONCURSO DA PRF

Após decreto, poderão ser nomeados mil aprovados em concurso da PRF || Foto ABr/Arquivo

O governo federal autorizou a nomeação de mil aprovados no último concurso da Polícia Rodoviária Federal. O decreto está publicado na edição de hoje (4) do Diário Oficial da União.

Conforme o decreto publicado no Diário Oficial, o provimento dos cargos ficará condicionado à existência de vagas na data da nomeação, à autorização em anexo próprio da Lei Orçamentária Anual e à observação das restrições impostas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Ontem à noite, o presidente da República, Jair Bolsonaro, já havia antecipado a publicação. O decreto foi assinado por ele e pelos ministros da Justiça, Sérgio Moro, e da Economia, Paulo Guedes, ontem.

PARA ACM NETO, BOLSONARO PODE CAIR SE NÃO MUDAR POSTURA POLÍTICA

ACM Neto fala em possibilidade de queda de Bolsonaro || Foto Bahia Econômica

Reeleito presidente nacional do DEM, ACM Neto prevê queda de Jair Bolsonaro ou golpe com fechamento do Congresso Nacional, caso o presidente da República não mude a postura no relacionamento com o Congresso. Ao menos, é o que revela o colunista Lauro Jardim, d´O Globo, na edição desta segunda (3).

Também do DEM e presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia não crê em mudança no modelo de governador adotado por Bolsonaro.

A conferir.

GOVERNO PRETENDE DOBRAR PONTOS PARA SUSPENSÃO DA CARTEIRA DE MOTORISTA

Governo: aumento de limite para suspender a CNH || Foto Marcello Casal Jr/AB

O presidente Jair Bolsonaro confirmou, na noite deste domingo (30), que enviará, nos próximos dias, um projeto de lei ao Congresso para aumentar a validade da carteira nacional de habilitação (CNH) e dobrar o limite de pontos para a suspensão do documento. Na rede social Twitter, ele escreveu que apresentará a proposta ainda esta semana.

“Nessa semana apresentarei projeto de lei para: 1 – Passar de 5 para 10 anos a validade da Carteira de Habilitação; 2 – Passar de 20 para 40 pontos o limite para perder a CNH”, postou o presidente.

A postagem veio acompanhada de um vídeo em que Bolsonaro elogiou o uso do Exército na recuperação da BR-163. Ele disse que a utilização dos militares na rodovia é mais barata e fornece “mais confiança no trabalho”. Segundo o presidente, o envolvimento dos militares reduziu a pressão pela ocupação de cargos em comissão no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

No mesmo vídeo, o presidente disse estar engajado em interromper a instalação de radares eletrônicos nas rodovias federais. Ele declarou que o Ministério da Infraestrutura tinha 8 mil processos para a instalação de radares que consumiriam R$ 1 bilhão em quatro anos. Bolsonaro declarou que a interrupção na instalação dos radares representará um golpe na indústria de multas. Da Agência Brasil.

DESORGANIZAÇÃO E CRÍTICAS À ESQUERDA MARCAM ATO PRÓ-BOLSONARO EM ITABUNA

Manifestação ficou concentrada na Alameda da Juventude, Beira-Rio, Centro

A desorganização marcou o ato em defesa do presidente da República, Jair Bolsonaro, em Itabuna, sul da Bahia, na manhã deste domingo (26). Um grupo, liderado pelo presidente do PSL no município, Binho Shalom, reuniu cerca de 30 pessoas na Praça Camacan, por volta das 9h30min, enquanto outros se aglomeravam na Alameda da Juventude, Beira-Rio, Centro, também no mesmo horário.

Na Praça Camacan, os discursos eram permeados por críticas à Rede Globo, à esquerda e ao centrão. Houve até quem dissesse que a esquerda está morta e o movimento pró-Bolsonaro iria “esmagar o centrão”. Após reunir dirigentes do PSL de Itabuna e de Itajuípe na praça Camacan, os cerca de 85 manifestantes seguiram em trio elétrico para se juntar ao ato na Beira-Rio, onde já estavam quase 200 pessoas, entre empresários e médicos como Raphael Andrade, Ronaldo Abude, o pré-candidato a prefeito Gregory Cruz, o jornalista Ramiro Aquino e o vice-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes Vita (MDB).

O vice-prefeito de Itabuna defendeu Bolsonaro e pediu união aos organizadores do evento em Itabuna, pois houve uma guerra entre os grupos dos atos na Praça Camacan, liderados por Shalon, e da Alameda da Juventude, liderados por Gregory. Na pauta do ato, além da defesa de Bolsonaro, os manifestantes também fizeram defesa da Reforma da Previdência e da manutenção do Coaf, que monitora as atividades financeiras no país, sob o comando do Ministério da Justiça, hoje comandado pelo ex-juiz Sérgio Moro. Atualizado às 14h20min

Manifestação teve confusão de trios na Beira-Rio em Itabuna || Fotos Ederivaldo Benedito

O CASAMENTO ACABOU?

Cláudio Rodrigues || aclaudiors@gmail.com

 

 

 

Desde a redemocratização, o Brasil nunca assistiu a um governo recém-empossado se desgastar em tão pouco tempo. Pelo visto, Bolsonaro perdeu e vai continuar perdendo seus eleitores e a opinião pública em plena lua de mel.

 

 

Não existe uma formula mágica para se manter um casamento. Nesse elo estabelecido entre duas pessoas, há alguns itens que ajudam a preservar essa união, tais como confiança, respeito, compreensão e, sobretudo, amor. Ao que parece, o vínculo que uniu os 57,7 milhões de eleitores ao então candidato e hoje presidente da República, Jair Bolsonaro, começa a definhar antes da hora.

O casamento entre os eleitores e um candidato tem prazo de validade. Não existe nessa relação o “até que a morte os separe”. Esse casamento é de quatro anos. Dependendo da convivência, é renovado apenas por mais quatro. Com pouco mais de cinco meses na presidência do Brasil, a relação do presidente Bolsonaro com aqueles que lhe confiaram o voto sofre um grande abalo, colocando o casamento em crise.

Eleitores de primeira hora, como o cineasta José Padilha e o cantor Lobão, como assim dizer, “já saíram de casa”. Padilha, que teve no ex-juiz e hoje ministro da Justiça e Segurança a “alcoviteira” para ele dizer sim a Bolsonaro, afirma que “o Moro não se deu ao trabalho de olhar o histórico dos Bolsonaros. Os Bolsonaros têm relações com a esgotosfera do crime organizado carioca. Ele é de Curitiba, talvez não saiba. A outra possibilidade é que ele sabia o que estava fazendo e ele fez. Aí, o Moro é totalmente diferente de quem eu pensei que ele fosse”.

Antes um fervoroso defensor de Bolsonaro e de seu governo, o cantor Lobão salta do barco desolado, no período em que o casamento era para estar no auge. “Eu tinha que optar por alguém e esse alguém foi o Bolsonaro. Mas ele mostrou que não tem a menor capacidade intelectual e emocional para poder gerir o Brasil. Isso está muito claro para mim, e fico muito triste. É óbvio que o governo vai ruir”, disse ao jornal Valor Econômico.

Jair Bolsonaro, presidente da República || Foto Alan Santos/PR

As inúmeras caneladas do presidente, como a postagem do vídeo escatológico do carnaval, as brigas entre as alas olavista versus militares, a saída de dois ministros, o laranjal do PSL (partido do presidente), as denúncias do MP/RJ contra o filho Flávio Zero Um e o seu ex-assessor Queiroz, o incendiário e gestor das redes sociais do pai o filho Carlos Zero Dois, a arrogância do filho Eduardo Zero Três, o caos no Ministério da Educação e o cortes de verbas para a educação básica e superior, que culminaram com protestos de rua em mais de 200 cidades brasileiras. Tudo isso, mais a falta de projetos e propostas concretas de um governo que só tem como meta a reforma da previdência, colocam em crise um casamento de apenas cinco meses.

Desde a redemocratização, o Brasil nunca assistiu a um governo recém-empossado se desgastar em tão pouco tempo. Pelo visto, Bolsonaro perdeu e vai continuar perdendo seus eleitores e a opinião pública em plena lua de mel.

Cláudio Rodrigues é consultor de comunicação e de empresas.

ARTIGO || OS MUROS DE BOLSONARO

Sócrates Santana

 

 

A falta de cordialidade do presidente empossado Jair Bolsonaro e o seu empenho de realizar uma cruzada ideológica contra os vermelhos incluiu no seu alvo o maior destino da exportação brasileira, a China. O resultado: o presidente da Câmara de Indústria e Comércio Brasil-China, Charles Tang, confirmou que seu país colocou o Brasil em stand by.

 

A mais enraizada e consensual tradição da família brasileira está sendo violentada pelo novo governo: a cordialidade. Ao menos, desta maneira conceituou um dos mais importantes pensadores da formação do povo brasileiro, o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda. Segundo o autor da célebre obra Raízes do Brasil, a cordialidade revela a vontade da família brasileira aproximar o que é distante do nível do afeto. O “homem cordial” é, portanto, um artifício, encrustado em nossa formação enquanto povo. É por isso que Sérgio Buarque disse, também, que: “a contribuição brasileira para a civilização será o homem cordial”. Uma promessa conjugada verbalmente no tempo do futuro do presente do indicativo.

A emissão de um telegrama à ONU do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pôs em risco o prelúdio do pensador brasileiro com o fim da participação brasileira no Pacto Global para a Migração. Uma decisão, ideologicamente contaminada, tomada pelo presidente recém empossado, Jair Bolsonaro, que colocou 3.083.255 brasileiros que vivem no exterior a mercê de um benefício internacional, não sendo o país mais “signatário do pacto global para migração segura, ordenada e regular”.

O fato é que o Brasil não tem um problema sério de migração. Ou seja: estrangeiros que moram no Brasil são poucos proporcionalmente aos brasileiros que vivem no exterior. Temos uma parcela muito pequena da nossa população composta por migrantes, são cerca de 0,4% de migrantes chegando no Brasil, e temos muito mais brasileiros vivendo no exterior do que estrangeiros vivendo no nosso país. Então, a saída do pacto prejudica mais os brasileiros do que a permanência no pacto.

Obviamente, a decisão não é uma atrapalhada do presidente Jair Bolsonaro. É um risco mal calculado por quem não governa para todos, mas apenas para os 57.796.986 de brasileiros que votaram nele. Eu vou explicar o meu argumento e mostrar como o cálculo do Palácio do Planalto é baseado no resultado das urnas. O presidente Jair Bolsonaro sabe que o número de brasileiros no exterior não representa necessariamente a totalidade dos brasileiros residentes nos 120 países dos 193 membros da ONU que assinaram o Pacto Global para Migração, mas, simplesmente, menos da metade.

Coincidência ou não, o maior número de brasileiros no exterior reside nos EUA. Um total de 48%. Os brasileiros de Miami garantiram uma vitória esmagadora de Bolsonaro no exterior. Esses dados mostram como as decisões do presidente Jair Bolsonaro são tendenciosas e ideologicamente contaminadas pelo mapa eleitoral. A decisão, portanto, não é fruto de uma atrapalhada e uma decisão sem fundamento. É uma decisão de quem resolveu apostar todas as fichas no segundo maior importador do Brasil. Este, talvez, seja outro risco mal calculado pelo presidente Jari Bolsonaro.

Hoje, os EUA correspondem a apenas 16% das exportações brasileiras, enquanto os chineses, por exemplo, correspondem a mais de 30%. Todos os indícios da política internacional do governo empossado apontam para uma busca desenfreada e de alinhamento com o Tio Sam. Mas, todos os números da economia brasileira mostram como o governo americano busca ocupar espaços e concorrer com os produtos de exportação do Brasil, que sofrem ainda mais com a redução do dólar.

Enquanto isso, o presidente norte-americano, Donald Trump, celebra o crescimento das exportações de carne dos EUA para o Brasil que, desde 2003, não vendia para o país sulamericano. Aliás, o Brasil pode se preparar para uma concorrência maior dos Estados Unidos no setor de carnes em 2019. A produção e exportação deverão ser recordes em alguns dos setores de proteína deste país, concorrente direto do Brasil. Uma das apostas dos americanos é exatamente a China, com quem selou recentemente uma trégua na guerra comercial. Mas, só que não…

A falta de cordialidade do presidente empossado Jair Bolsonaro e o seu empenho de realizar uma cruzada ideológica contra os vermelhos incluiu no seu alvo o maior destino da exportação brasileira, a China. O resultado: o presidente da Câmara de Indústria e Comércio Brasil-China, Charles Tang, confirmou que seu país colocou o Brasil em stand by. Tradução: bye, bye US$ 19 bilhões em soja vendidas para a China. Ou pior: zài jiàn 80% de toda a soja produzida por fazendeiros brasileiros comprada pelos chineses.

“A verdadeira força moral da Casa de Rio Branco” está em pânico com tamanhos disparates e mostrou em manifestação pública a sua preocupação sobre o futuro sem cordialidade do Itamaraty brasileiro. O presidente Jair Bolsonaro e o chanceler Ernesto Araújo precisam da razão esclarecedora do homem cordial, segundo Sérgio Buarque, inspirado em caminhos sem muros, mas, cheios de fronteiras para aproximar quem precisa “viver nos outros” e não suporta o peso da individualidade.

Para alguns, estabelecer fronteiras significa apenas divisão e construção de muros para separar pais e filhos, a exemplo de Donald Trump em relação aos imigrantes mexicanos. Para outros, erguer fronteiras significa garantir a unidade de pontos diversos, a exemplo da Grande Muralha da China, que gerou emprego e, principalmente, uniu sete reinos em um país. Para os brasileiros, as fronteiras são possibilidades de amarrarmos a nossa soberania com os laços do coração, aproximando a civilidade do diálogo permanente com o outro, dando uma chance para todos recomeçarem, imigrantes ou não, brasileiros ou não, eleitores de Bolsonaro ou não.

Sócrates Santana é jornalista e brasileiro. Atualmente, atua como mentor de startups e gestor de inovação para o Governo da Bahia.

1968: O ANO QUE INSISTE EM NÃO TERMINAR

Cláudio Rodrigues

 

 

Durante a campanha eleitoral, o presidente eleito afirmou desejar um Brasil “semelhante ao que tínhamos há 40, 50 anos atrás”. Se voltarmos 50 anos, cairemos em 1968. Precisamos ter a esperança de que o futuro ministro da Justiça não faça como o colega e também ex-ministro Gama e Silva

 

 

1968 foi um ano conturbado, marcado por fatos que viraram de ponta cabeça o Brasil e o mundo. O jornalista e escritor Zuenir Ventura é um estudioso do referido ano. Em seu livro 1968: O Ano que não Terminou (Nova Fronteira – 1989), Zuenir cita importantes personagens, obras e músicas que fizeram parte do período.

Figuras emblemáticas como a atriz italiana e esquerdista Claudia Cardinale, o militante do MR-8 César Benjamin, “Cesinha”, que participou da luta armada, e Carlos Lamarca, “O Capitão da Guerrilha”, que militava na VPR e do MR-8 são personagens da obra de Zuenir. O livro faz referência a artistas que tiveram papel de suma importância nos anos que se passaram, a exemplo de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e Geraldo Vandré, que agitavam os festivais com suas músicas. Já o teatro era a representação do momento peças como Roda Viva. Atraíam uma geração com muita fome e sede de cultura.

Na política, o Brasil vivia uma grande tensão, passados quatro anos do Golpe Militar. A censura, punições, cassações, tortura, exílio e repressão eram a marca do governo dos generais. Diante do Regime, os estudantes inspirados no movimento Maio de 68, que acontecia em Paris, sentiram a necessidade de criar um movimento estudantil articulado politicamente e crítico em relação à Ditadura Militar.

Ao movimento estudantil os militares responderam com mais e mais repressão, e em 13 de dezembro de 1968, no governo do general Artur da Costa e Silva, o seu ministro da Justiça Luís Antônio da Gama e Silva, foi o redator e locutor do Ato Institucional nº 5. O AI-5 foi o golpe dentro do golpe: fechava o Congresso Nacional, autorizava o presidente da República a cassar mandatos e a suspender direitos políticos, o habeas corpus deixava de existir, a censura estava oficializada e outras medidas repressivas foram adotadas.

Gama e Silva foi jurista, juiz do Tribunal de Contas, professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e reitor da mesma USP. Enquanto reitor da USP, elaborou a lista com nomes de professores universitários, colegas seus, que viriam a ser processados no Inquérito Policial Militar da USP, entre os quais Florestan Fernandes e Fernando Henrique Cardoso. Pelo papel de dedo-duro de Gama e Silva foi agraciado com o cargo de Ministro da Justiça.

Outubro de 2018! O deputado e capitão reformado do Exercito Brasileiro Jair Messias Bolsonaro é eleito presidente do Brasil, na oitava eleição direta pós-Ditadura Militar. O presidente eleito escolhe para chefiar a futura super pasta da Justiça o juiz de direito Sérgio Fernando Moro. Moro tornou-se uma espécie de “herói nacional” depois de ser o juiz da Operação Lava-Jato, que desvendou um esquema de corrupção que envolvia políticos e seus partidos, empreiteiros e grandes empresários.

Juiz de primeira instância, Sérgio Moro usou e abusou da prisão preventiva, sem previsão, para obter delações premiadas. As delações tinham aceitação e valia rápida quando envolvia pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores. Dessa forma o “juiz herói”, mandou para a cadeia figuras de proa do PT, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista era líder nas pesquisas de intenções de voto e maior nome da esquerda na América Latina, em uma ação muito questionada por juristas do Brasil e do exterior, inclusive o Comitê de Direitos Humanos da ONU.

Mesmo preso e impedido pela justiça brasileira de disputar o pleito de outubro último, o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores lançaram seu candidato e a apenas a seis dias da disputa do primeiro turno das eleições o “juiz herói”, liberou parte da delação do ex-ministro dos governos petistas Antônio Palocci, delação rejeitada pelo Ministério Público Federal e aceita pela Policia Federal e o juiz Sérgio Moro. A divulgação da delação de Palocci fez a festa dos opositores do PT e por pouco o capitão reformado não levou a disputa já no primeiro turno.

Passado a eleição, o “juiz herói” é agraciado com o convite para assumir o Superministério da Justiça. Mais: o capitão reformado e presidente eleito diz, em entrevista à imprensa, que o trabalho do “juiz herói” o ajudou a crescer politicamente. Já o vice-presidente eleito, o general Hamilton Mourão, que não tem papas na língua, soltou que o convite ao juiz foi feito ainda durante a campanha, o que deixa uma imensa suspeita no ar em relação ao papel do “juiz herói” no processo eleitoral.

Durante a campanha eleitoral, o presidente eleito afirmou desejar um Brasil “semelhante ao que tínhamos há 40, 50 anos atrás”. Se voltarmos 50 anos, cairemos em 1968. Precisamos ter a esperança de que o futuro ministro da Justiça não faça como o colega e também ex-ministro Gama e Silva, uma vez que existem algumas semelhanças nos “méritos” que os levaram a chefiar a pasta. Zuenir Ventura acertou: 1968 é o ano que insiste em não terminar.

Cláudio Rodrigues é consultor e colaborador de Pimenta.

DATAFOLHA MOSTRA BOLSONARO COM 28%; HADDAD SOBE E ATINGE 22% E CIRO TEM 11%

Bolsonaro mantém 28%, Haddad sobe 6 pontos e Ciro oscila, assim como Alckmin e Marina

O candidato do PT, Fernando Haddad, subiu 6 pontos e atingiu 22% das intenções de voto na corrida à presidencial, enquanto Jair Bolsonaro (PSL) manteve os 28% registrados na pesquisa Datafolha da quinta passada (20).

Os números foram divulgados pelo instituto há pouco.

A pesquisa ouviu 9.000 eleitores no período de 26 a 28 de setembro. Mostra oscilação do candidato Ciro Gomes (PDT) de 13% para 11%, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) saiu de 9% para 10%. Marina Silva (Rede) oscilou de 7% para 5%.

Confira quadro com a evolução dos candidatos, abaixo.

CENÁRIOS DE SEGUNDO TURNO

Ciro 42% x 36% Alckmin (branco/nulo: 19%; não sabe: 3%)
Alckmin 45% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 16%; não sabe: 2%)
Ciro 48% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 12%; não sabe: 2%)
Haddad 39% x 39% Alckmin (branco/nulo: 19%; não sabe: 3%)
Haddad 45% x 39% Bolsonaro (branco/nulo: 13%; não sabe: 2%)
Ciro 41% x 35% Haddad (branco/nulo: 19%; não sabe: 3%)

A pesquisa Datafolha foi feita nos dias 26 a 28 de setembro, ouviu 9 mil eleitores em 343 municípios, sob encomenda da TV Globo e da Folha de São Paulo. O levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08687/2018. Redação com G1.

ELEIÇÕES 2018: MOVIMENTO #ELENÃO PROMOVERÁ ATOS EM ILHÉUS E ITABUNA NESTE SÁBADO

Mulheres de Itabuna e de Ilhéus promoverão ato pela democracia e contra o machismo e o preconceito de gênero, neste sábado (29). O #EleNão em Itabuna terá concentração na Praça do Berilo, em frente ao Bar Vitão, próximo ao Centro de Cultura Adonias Filho, às 10h, de onde partirão em caminhada pela Avenida do Cinquentenário. A manifestação é ato pela democracia e contra declarações, consideradas pelo movimento como preconceituosas, do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

A organização do evento pede para que todas as participantes utilizem suas camisas e bandeiras apenas no local do ato e que estejam preferencialmente em grupo e evitem qualquer atrito com pessoas contrárias ao movimento. “Todos são convidados para esse ato histórico em nome da democracia em nosso país!”, observa o movimento #EleNão.

ILHÉUS

Já em Ilhéus, a movimentação começará às 9h, na Praça Cairu, centro. As manifestações pela democracia e contra a misoginia, racismo e homofobia ocorrerão no centro da cidade e serão encerradas na Praça Dom Eduardo. Na praça do Teatro Municipal de Ilhéus, haverá apresentações culturais.

Dentre os nomes já confirmados para o #EleNão em Ilhéus, estão as atrações Billyfat, Cintia Alves, Cijay, Coletivo 7, Elas no Palco, Karen, Joémille e Petit, Marcelo Novais, Mariana Romero, Moa, Naiara Gramacho, Paulista PDF, Pedro Ubanto, Umbrella Gang e Xota 073.

O DESEMPENHO DE BOLSONARO NO “RODA VIVA”

Marco Wense

 

Bolsonaro não perdeu votos em quem já ia votar nele. Falou o que seu eleitorado queria ouvir. Mas, com certeza, não ganhou nada.

 

O presidenciável Jair Bolsonaro foi o entrevistado de ontem (30) no programa Roda Viva, da TV Cultura. Não acrescentou nenhuma novidade. Tudo dentro do esperado.

Procurou agradar os militares, dizendo que não houve golpe militar em 64, foi contra as cotas, chamou os integrantes do MST de terroristas, voltou a defender o voto impresso, enfim, passou o tempo todo preocupado em não decepcionar o seu eleitorado, que tem um perfil conservador e egocêntrico.

Para paparicar a chamada Bancada Ruralista no Congresso Nacional, Bolsonaro disse que o trabalhador rural tem que ter um tratamento diferenciado do que trabalha na área urbana: “Acho que no campo a CLT tinha que ser diferente. O homem do campo não pode parar no carnaval, sábado, domingo e feriado. A planta vai estragar, ele tem que colher. E fica oneroso demais o homem do campo observar essas folgas nessas datas como existe na área urbana”.

Bolsonaro, do PSL, se defendeu da acusação de ser machista, homofóbico e racista. Ao propor que todo brasileiro ande armado, foi lembrado que teve que entregar sua arma quando foi assaltado.

Mas, o mais hilariante da entrevista ficou por conta do “Posto Ipiranga”. Ao ser questionado sobre sua sinceridade de admitir que não sabe nada de economia, o presidenciável lembrou do Posto Ipiranga.

Bolsonaro não perdeu votos em quem já ia votar nele. Falou o que seu eleitorado queria ouvir. Mas, com certeza, não ganhou nada. Muito pelo contrário, quem pensava em votar nele, vai recuar.

Marco Wense é articulista e editor d´O Busílis.

SEM LULA, CIRO GANHA

marco wense1Marco Wense

 

É no debate, no olho a olho, que Ciro Gomes vai se aproximar de Bolsonaro, sem dúvida o presidenciável mais fraco, oco, inconsistente e carente de substância.

 

Todas as pesquisas para o Palácio do Planalto apontam uma disputa no segundo turno entre o ex-presidente Lula (PT) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC).

Na mais recente, do instituto DataPoder360, Lula tem 32%, Bolsonaro 25%, Ciro Gomes (PDT) 4%, empatando com Geraldo Alckmin (PSDB), e Marina Silva (Rede) 3%.

Quando sai Alckmin e entra o também tucano João Doria, prefeito de São Paulo, Lula fica com 31%, Bolsonaro 18%, Doria 12%, Ciro 6% e Marina 3%.

Sem Lula no páreo, impedido legalmente de concorrer, Bolsonaro assume a ponta com 27%, Alckmin 9%, Ciro e Marina com 8% e Haddad, reserva do PT, fica com 3%.

Em outro cenário, ainda sem Lula, com Doria no lugar de Alckmin, Bolsonaro pontua com 25%, Doria 12%, Ciro 9%, Marina 6% e Haddad 5%.

Uma eventual inelegibilidade de Lula, favorece o pré-candidato do PDT, que tende a crescer no decorrer do processo em decorrência de ser o mais preparado de todos.

É no debate, no olho a olho, que Ciro Gomes vai se aproximar de Bolsonaro, sem dúvida o presidenciável mais fraco, oco, inconsistente e carente de substância.

Não vejo nenhuma chance em Marina e nem nos tucanos Alckmin e Doria. Em relação a Haddad, o PT e Lula não vão transferir os votos.

Sem Lula, Ciro Gomes é o próximo presidente da República.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

CONSELHO DE ÉTICA ABRE PROCESSO CONTRA BOLSONARO POR APOLOGIA À TORTURA

Bolsonaro: apologia à tortura.

Bolsonaro: apologia à tortura.

Mesmo sem quórum, com apenas quatro deputados na sala da reunião marcada para hoje (28), o presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), instaurou processo contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). No prazo de duas sessões, Araújo disse que anunciará o nome do relator do caso a partir de uma lista tríplice que inclui os nomes de Zé Geraldo (PT-PA), Valmir Prascideli (PT-SP) e Wellington Roberto (PR-PB). O parlamentar é acusado, de acordo com uma representação do Partido Verde, de apologia ao crime de tortura.

O parlamentar que ficará responsável por elaborar parecer a favor ou contra a cassação do mandato de Bolsonaro deve ser do PT ou PR em função dos critérios definidos pelo Código de Ética, que restringe as indicações, excluindo parlamentares que sejam do mesmo partido, bloco ou estado do representado ou aliados.

“No passado, o único impedimento era o estado e partido do representado. Com a modificação feita por resolução, o presidente em exercício [da Câmara, Waldir] Maranhão fez modificações que impedem que também seja do mesmo bloco. Se perdurar desta forma e não tomarmos providência para voltar a ser como era, pode chegar a um determinado momento em que não poderá ter relator, se admitirem que amanhã pode ser formado um blocão”, alertou Carlos Araújo.

O colegiado tem agora 90 dias úteis para decidir o futuro do deputado fluminense. Bolsonaro é alvo de uma representação movida pelo Partido Verde – legenda que não tem assento no conselho. O partido acusa o parlamentar por apologia ao crime de tortura ao homenagear o coronel Brilhante Ustra durante a sessão da Câmara dos Deputados, em abril deste ano, que aprovou a abertura do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Carlos Alberto Brilhante Ustra, conhecido como coronel Ustra, foi o primeiro militar reconhecido pela Justiça como torturador na ditadura.

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DILMA AVALIA QUE PRECISA ENFRENTAR VAIAS E PANELAÇOS

Do Blog do Kennedy Alencar

O governo tem uma pesquisa que mostra que a maioria da população está preocupada com os efeitos da crise econômica e deseja que a classe política encontre uma saída. A ida ontem ao Congresso foi uma forma de mostrar que a presidente Dilma Rousseff está buscando essa saída _tentando dialogar para construir um consenso.

Nesse contexto, o governo avalia que a presença da presidente na reabertura dos trabalhos legislativos foi mais positiva do que negativa. O Palácio do Planalto já esperava vaias.

Uma parte da oposição desaprovou essa atitude, porque soou como desrespeito institucional. O comportamento agressivo, sobretudo de alguns deputados, deixou as vaias de ontem com as caras dos deputados federais Jair Bolsonaro e Paulinho da Força.

A maioria dos oposicionistas reprovou a fala de Dilma, considerando que repetiu pedidos feitos no ano passado e que a presidente não assume os erros que geraram a atual crise.

Para o governo, era necessário que a presidente fosse a um território hostil. No ano passado, ela sofreu diversas derrotas no Congresso. A chamada pauta-bomba deu o tom das votações econômicas em boa parte de 2015.

A presidente defendeu ontem as prioridades do governo, sobretudo a recriação da CPMF, sabendo das dificuldades para aprovar o tema. Numa hora de crise, a pior escolha de Dilma seria ficar trancada no Palácio do Planalto. Ela precisa do Congresso para encontrar uma saída para a crise econômica. Tem de tentar reorganizar sua base de apoio e buscar diálogo com alguns parlamentares menos radicais da oposição.

JOVEM SOLTA UM “VIVA, BOLSONARO!” E DEIXA JÔ SOARES IRRITADO

Jô repreende jovem durante programa: "muita bobagem" (Foto Marcos Mazini/GShow).

Jô repreende jovem durante programa: “muita bobagem” (Foto Marcos Mazini/GShow).

Do Ibahia

O apresentador Jô Soares repreendeu um rapaz que estava no auditório e gritou palavras de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) durante o seu programa no início da madrugada desta quarta-feira (17). No dia 9 de dezembro, o parlamentar disse “não estupraria Maria do Rosário [PT-RS] porque ela não merece”.

“Viva, Bolsonaro!”, gritou o rapaz, logo depois do programa exibir um VT com palavras de Bolsonaro. “Quem foi que gritou esse absurdo? Maluf está na plateia? Quem é gritou? É só para eu saber”, perguntou Jô, surpreso.

Após segundos de silêncio, o homem se “entregou” e justificou o seu apoio a Bolsonaro. “Eu entendi o que ele quis dizer. Ele foi autor de um Projeto de Lei para castração química de estrupador (sic).  Ele não quis fazer apologia. Eu acredito que deu no contexto da fala dele”, justificou o rapaz. “Eu já ouvi muita bobagem na minha vida, mas essa supera o Bolsonaro”, rebateu Jô.

Após a resposta, o apresentador da Globo foi aplaudido pela plateia presente e pelas jornalistas que estavam ao seu lado.








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