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:: ‘Jorge Amado’

ILHÉUS – CIDADE LITERÁRIA

Efson Lima || efsonlima@gmail.com

Ilhéus deve perseguir o título de Cidade Literária da Unesco. Ainda não há cidade brasileira na área de literatura. Assim como Florianópolis foi a primeira cidade brasileira a conquistar seu espaço na rede Unesco de Cidades Criativas pela área de gastronomia, em 2014, a Princesa do Sul merece que seu povo se reúna e a confirme como CIDADE LITERÁRIA.

A cidade de São Jorge de Ilhéus é conhecida internacionalmente pelas belezas naturais e pela História, mas não somente essas características demarcam a cidade. A Princesa do Sul chama a nossa atenção, a dos visitantes e de diversos interessados também pela literatura. Não nos resta dúvida que o campo literário é construtor do imaginário da cidade de Ilhéus. Vários são os espaços físicos, as ruas e os alimentos que nos tocam pela literatura. A literatura oriunda das terras de Ilhéus até pode ser considerada de cunho regionalista, mas foi universalizada e alcança o mundo.

Aproveito, com a devida vênia, para sensibilizar alguns, que Ilhéus pode aproveitar a qualidade de cidade literária para fazer parte do projeto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) batizado de Rede de Cidades Criativas. Salvador integra no campo da música. Ilhéus pode fazer parte do clube pela via da literatura. Certamente fará bem à Princesa do Sul e à literatura regional. Certa vez, o escritor Adonias Filho perguntado sobre o que Ilhéus produzia, além de cacau. Ele respondeu: escritores.

A Rede de Cidades Criativas foi criada pela Unesco em 2004, cujo objetivo é promover a cooperação com e entre as cidades que identificaram a criatividade como um fator estratégico para o desenvolvimento urbano sustentável. A rede também está comprometida com o desenvolvimento da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030 e estão entre seus objetivos o estímulo e o reforço às iniciativas lideradas pelas cidades-membros para tornar a criatividade um componente essencial do desenvolvimento urbano por meio de parcerias entre os setores público e privado e a sociedade civil.

É transformador para os apaixonados por livros caminhar por cenários de obras e lugares onde viveram escritores. Pode se vislumbrar uma experiência romântica, alvissareira, transformadora ou até mesmo alfabetizadora… os sentimentos são os mais diferentes. Afinal, a literatura nos leva a diferentes lugares, deixa-nos curiosos para conhecer e Ilhéus desperta esse fascínio internacionalmente.

A literatura pode ser instrumento de emancipação. Lembro até hoje da minha primeira obra lida – Capitães da Areia, de Jorge Amado. Como não agradecer à professora Ana Maria, do IME. Nunca mais fui o mesmo. Obrigado!

Para uma cidade ser considerada literária, a Unesco impõe algumas exigências: que ocorram eventos literários, como festivais, a existência de bibliotecas, livrarias e centros culturais, públicos ou privados e que tenham por fim último a promoção da literatura.

A cidade de Ilhéus é também uma urbis literária pelos aspectos tão comuns ao campo literário. A cidade pertence a grandes escritores, como Jorge Amado, Adonias Filho, Sosígenes Costa, Hélio Pólvora. A cidade foi parar nos livros e se transformou em cenário e enredo. É a cidade também dos hai-kais de Abel Pereira. É a terra de coração do historiador Arléo Barbosa, personagem vivo e encantador, com seu best-seller regional Notícia Histórica de Ilhéus.

A cidade também é celeiro de jovens escritores como Fabrício Brandão, Gustavo Cunha, Marcus Vinicius Rodrigues, Carlos Roberto Santos Araujo, Geraldo Lavigne, do paulista Gustavo Felicíssimo, às vezes, alguns deles com origem extra Ilhéus, mas que burilam os textos a partir deste lugar. A cidade também é lugar privilegiado para a literatura popular. Aqui merecem registros os cordéis da Mestra Janete Lainha e a sua xilogravura que tanto abrilhanta o mundo da literatura e nos insere neste lugar de destaque.

A cidade é palco do Festival Literário de Ilhéus (FLIOS), que alcança a quarta edição em 2019. Vida longa! É lugar da Mostra Jorge Amado de Arte & Cultura. Esses eventos demarcam o lugar da literatura. A cidade é cenário para diversas obras literárias. É cidade de novela – isto soma e enriquece o aspecto literário.

A cidade possui a Academia de Letras de Ilhéus, que completa 60 anos em março de 2019, cujo lema de “Servir à pátria cultuando as letras”, e não deixa dúvida da qualidade destes abnegados que insistem e nos alimentam com a chama literária (André, Rosas, Pawlo Cidade, Maria Schaun, Maria Luiza Heine, Ruy Póvoas e tantos outros, que injustamente vou deixando de citar). Este é locus importante para a formação e promoção da cultura regional. A UESC pode contribuir para o projeto. Em seu seio está a Editus, que muito tem contribuído para as obras de escritores regionais. A própria Universidade tem desenvolvido seminários e inserido os estudos da literatura regional em seus cursos.

Não obstante, o Programa Estratégico da Cultura – Cultura 500, da Secretaria de Cultura de Ilhéus, traça um cenário para a cidade nos próximos 15 anos e lança as estratégias para Ilhéus chegar aos seus 500 anos, sendo um município referência na área da Cultura, portanto, Ilhéus, Cidade Literária é um caminho.

Por tudo isto, Ilhéus deve perseguir o título de Cidade Literária da Unesco. Ainda não há cidade brasileira na área de literatura. Assim como Florianópolis foi a primeira cidade brasileira a conquistar seu espaço na rede Unesco de Cidades Criativas pela área de gastronomia, em 2014, a Princesa do Sul merece que seu povo se reúna e a confirme como CIDADE LITERÁRIA. De fato, ela já é. Mais que um título, é a confirmação de sua contribuição para a literatura e mais uma porta para a consolidação do turismo e da cultura local. A literatura, a História de Ilhéus com suas estórias e as belezas naturais da Terra de São Jorge encantam a todos.

Efson Lima é advogado, coordenador-geral da Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Faculdade 2 de Julho, coordena o Laboratório de Empreendedorismo, Criatividade e Inovação. Organizador do Projeto Conviver – atividade responsável pela produção de livros/UFBA, além de ser doutorando, mestre e bacharel em Direito pela UFBA.

UFSB ABRE 60 VAGAS EM CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PEDAGOGIAS DAS ARTES

Ufsb oferece vagas em curso de especialização

A Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsb) está com inscrições abertas para processo seletivo para ingresso em turmas de pós-graduação em Pedagogias das Artes: linguagens artísticas e ação cultural (EPArtes). São oferecidas 60 vagas para o sul e extremo-sul da Bahia.Acesse aqui o edital.

De acordo com o edital, são 30 para o campus Jorge Amado, em Itabuna, no sul da Bahia, outras 30 em Porto Seguro, no extremo-sul do estado. O processo seletivo será composto de exercício escrito (classificatório, com peso 1) e entrevista (classificatória, com peso 2). A inscrição é gratuita e pode ser feita aqui.

O curso tem duração mínima de 12 meses, com aulas aos sábados (períodos matutino e vespertino), no campus Sosígenes Costa (CSC) ; e no campus Jorge Amado (CJA), às sextas-feiras (período noturno) e aos sábados (período matutino e vespertino), ao longo de 2019.

A EPArtes é direcionada à formação continuada de portadores de diploma de ensino superior em qualquer área que atuem como professores, ativistas culturais, egressos das licenciaturas e bacharelados da Ufsb, educadores de espaços não-formais, mediadores, produtores culturais, além dos graduados interessados nas relações entre ensino de artes e ação cultural no sul e extremo sul da Bahia.

PIMENTA DO DIA – A PERERECA DE JORGE

Tieta (aquela que não era mulher, mas sim “uma plantação inteirinha de xibiu”), Dona Flor, Gabriela, Jacutinga e e suas gostosíssimas quengas… Ora, nós só podemos dar justíssimos parabéns aos ilustres pesquisadores da Uesc por essa mais que apropriada homenagem. Viva a obra amadiana!

Do leitor “Juca Bala” em comentário ao post sobre a homenagem de pesquisadores da Uesc a Jorge Amado, que empresta o sobrenome à nova espécie de perereca descoberta no sul da Bahia, a Phyllodytes amadoi.

JORGE, ITABUNA E ILHÉUS: INDIFERENÇA E AMOR

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Do Blog do Thame

Se vivo fosse, Jorge Amado completaria 105 anos. Um dos mais importantes escritores brasileiros, conhecido em todo o mundo, Jorge Amado deu à chamada Civilização Cacaueira uma dimensão planetária, em obras imortais como Cacau, Terras do Sem Fim, Tocaia Grande e, principalmente, Gabriela Cravo e Canela, todas ambientadas no Sul da Bahia.

Nascido na Vila de Ferradas, na então recém emancipada Itabuna, Jorge passou parte da infância e juventude em Ilhéus, cidade em que inspirou grande parte de sua obra e onde escreveu o primeiro romance, O País do Carnaval.

Enquanto a relação dos ilheenses com o escritor é de admiração, reconhecimento e afeto, os itabunenses o tratam com olímpica indiferença.

Jorge Amado sempre se definiu como ilheense ou, no máximo, um grapiúna. Só ao completar 80 anos disse enfaticamente, num programa especial da TV Cabrália, que nasceu em Itabuna. De Ferradas, escreveu Navegação de Cabotagem, livro de memórias, que nascera “no cu do mundo”.

Óbvio que se tratava de uma brincadeira, mas os orgulhosos ferradenses receberam a blague como ofensa. E jamais o perdoaram, tanto que um busto colocado na praça principal foi retirada durante a noite e sumiu e uma estátua colocada na entrada no bairro foi alvo de vandalismo e, depois de restaurada, abrigada em segurança no campus da Universidade Federal do Sul da Bahia.

Casas de Jorge: Ponto turístico em Ilhéus; portas fechadas em Itabuna.

Casas de Jorge: Ponto turístico em Ilhéus; portas fechadas em Itabuna.

Na celebração dos 105 anos de Jorge, os contrastes que explicam a relação. A casa em que o escritor nasceu é um projeto inacabado de memorial e passa a maior parte do tempo fechada. Já a casa em que o escritor morou em Ilhéus é atração turística, com direito a uma estátua, foto obrigatória para pessoas de todas as partes do Brasil e do Exterior.

Indiferença em Itabuna, amor em Ilhéus.

Não importa. Nosso Menino Grapiúna é imortal.

Salve Jorge!!!

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EM VÍDEO, JOSÉ DELMO LEMBRA OS 105 ANOS DE JORGE AMADO

Dos principais nomes da arte grapiúna, José Delmo recitou, em vídeo, poema para lembrar os 105 anos de nascimento do maior escritor baiano de todos os tempos, o também grapiúna Jorge Amado, que veio ao mundo em 10 de agosto de 1912, na Vila de Ferradas, em Itabuna. Pausa (e palmas!!!) para Zé, homenagem para Jorge!

Salve Zé! Salve Jorge! Eternamente amados!

O vídeo foi enviado ao PIMENTA pelo inquieto Gerson Marques.

FÃS ILHEENSES DE JORGE & MATEUS DESCONHECEM JORGE AMADO

Jorge, o cantor, ficou decepcionado com o desinteresse de seus fãs ilheenses por Jorge, o escritor

Jorge, o cantor, ficou decepcionado com o desinteresse de seus fãs ilheenses por Jorge, o escritor

Ainda não é possível concluir que o escritor Jorge Amado seja um ilustre desconhecido em sua própria terra, mas o teste realizado ontem por outro Jorge – da dupla Jorge & Mateus – demonstrou que pelo menos os seus fãs ignoram a obra do autor nativo, traduzido em mais de 70 idiomas.

Os sertanejos se apresentaram ontem à noite em Ilhéus e o homônimo do escritor perguntou inicialmente quem ali era natural da cidade. Muitos levantaram as mãos. Depois, indagou quem havia lido Jorge Amado e somente uns gatos pingados responderam positivamente.

Diante disso, o cantor disse que daria um livro aos ilheenses: “Capitães da Areia, vocês vão gostar”.

Jorge Amado não seria a primeira celebridade a não ter reconhecimento em sua sua própria casa, mas a esperança é de que a parcela dos ilheenses que deixou de prestigiar Jorge e Mateus esteja mais afinada com a literatura nacional. Se nem isso, aí lascou!

JABES “EMPAREDA” GESTORES DO BATACLAN, QUE TERÁ ATRAÇÕES GRATUITAS

Fachada do Bataclan, que deverá ter programação semanal (Foto Gidelzo Silva).

Fachada do Bataclan, que deverá ter programação semanal (Foto Gidelzo Silva).

A Prefeitura de Ilhéus emparedou os atuais gestores do espaço Bataclan, famoso pela obra de Jorge Amado. Desde o ano passado, depois de uma polêmica surgida durante a campanha eleitoral de 2012, os concessionários já vinham arcando com as faturas de água, energia e do IPTU, que antes eram pagas pelo ilheense.

Agora, com um aditivo no contrato de cessão de uso, o espaço está obrigado a fornecer programação cultural por três dias da semana de forma gratuita. Atrações, que antes custavam R$ 50,00 a mesa, serão na faixa.

Essas medidas seriam uma espécie de retaliação do prefeito Jabes Ribeiro aos atuais coordenadores do espaço. Durante a campanha de 2012, chegaram a retirar uma placa colocada no local que indicava a reforma no prédio, tocada justamente pelo agora prefeito.

Pra completar o pacote,  o restaurante instalado no prédio, localizado na Avenida Dois de Julho, terá de incluir no cardápio pratos típicos da culinária regional.

BATE-PAPO SOBRE OBRA DE JORGE AMADO ABRE 3º DIA DA FELITA

Paloma Amado durante entrevista na feira literária (Foto Divulgação).

Filha de Jorge Amado, Paloma concedeu entrevista na feira literária (Foto Divulgação).

A obra de Jorge Amado é o tema de bate-papo que abre o terceiro dia da Feira Literária de Itabuna (Felita), no Teatro Amélia Amado, no Colégio Ação Fraternal de Itabuna (AFI). A conversa reúne o jornalista Daniel Thame e a filha de Jorge, Paloma Amado, e tem mediação do escritor Antônio Nunes. O bate-papo começa às 10h30min.

A programação desta manhã de sábado ainda tem atividades para crianças, no Espaço Crianças, e visitação orientada à feira, que vai até amanhã (7), na AFI, na Avenida Amélia Amado, centro. À tarde, a partir das 14h, haverá oficina de poeisa com João Filho e leitura pública de contos e poemas com os escritores Aleilton Fonseca e Sérgio Di Ramos.

Ulisses Góes apresenta A Coleção Pedra Palavra, também no Espaço Orfeu. A programação vai até a noite de hoje, sendo encerrada com apresentação de Nívia Maria Vasconcelos e Os Ohmeros.

A programação da noite também tem conversa com o escritor Ondjaki e, no espaço Palavra por Palavras,  Rita Santana, Daniela Galdino e Nelson Maca dialogam contando com mediação de Nívia Maria Vasconcelos tendo como temática a “Literaturas divergentes: Literaturas Negra e Feminina no Brasil”. Confira a programação abaixo, clicando no “leia mais”.

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BOURGES EXPÕE “GABRIELAS” NO JEQUITIBÁ

Talles expõe no Jequitibá até 5 de outubro.

Talles expõe no Jequitibá até dia 5.

O fotógrafo Talles Bourges abre nesta quarta (24) a exposição GabriElas, no Shopping Jequitibá, às 19 horas. A mostra tem como inspiração as obras de Jorge Amado.

Segundo Bourges, é uma homenagem ao escritor grapiúna. “Meu objetivo é recriar Gabriela no sentido contemporâneo, e tentar fazê-la fiel ao passado”, diz o fotógrafo.

O fotógrafo explica que a sua segunda exposição na terra natal tem um alvo: “São mulheres representando Gabriela”.

A exposição integra o evento anual de moda Mundo Fashion do Shopping Jequitibá, que ocorre na quinta.

A mostra de Bourges vai até 5 de outubro. Suas telas serão expostas em áreas de circulação do shopping.

O itabunense tem vários trabalhos, principalmente na área de moda e trabalhos com a principal modelo brasileira, Gisele Bündchen. A foto exclusiva, diz, “rendeu bons frutos” para o seu portfólio.

RESTAURADA, ESTÁTUA DE JORGE VAI PARA CAMPUS DA UFESBA

Restaurada pela Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, após sofrer atos de vandalismo (tiros ou pedradas, a depender das versões), a estátua de  Jorge Amado não voltará ao seu local original, na entrada de Ferradas, bairro de Itabuna onde o escritor nasceu em 1910..

Diante da fragilidade com que a estátua foi produzida, uma resina sintética, a FICC decidiu que a estátua será colocada na sede do campus e da reitoria da Universidade Federal do Sul da Bahia, onde, acredita-se, estará a salvo do vandalismo. A Ufesba está localizada também em Ferradas e o campus leva o nome de Jorge Amado.

Leia íntegra no Blog do Thame

CONSULTA DEFINE NOME DE BIBLIOTECA ILHEENSE

Colégio Sá PereiraOs professores do Colégio Estadual Antônio Sá Pereira (Ceasp), em Ilhéus, decidiram realizar uma consulta à comunidade para definir o nome da biblioteca da unidade. O espaço foi revitalizado e a reinauguração está prevista para o próximo mês.

A enquete é aberta. Os nomes escolhidos para votação foram os de Ariston Cardoso, Jorge Amado, Ruy Barbosa, Paulo Freire e professora Margarida Paixão. Dados biográficos de cada um dos candidatos auxiliam o internauta na hora do voto.

Confira a enquete no blog do colégio (clique aqui).

O MAIOR BAIANO

baianos

O jornal A Tarde promove competição para descobrir quem foi, segundo a opinião popular, o maior baiano de todos os tempos.

A primeira fase da seleção colheu indicações espontâneas de notáveis, cada um indicando três nomes em ordem decrescente de relevância. Desta etapa, saiu vencedor o jurista e político Ruy Barbosa, seguido pelo poeta Castro Alves e pelo escritor Jorge Amado.

Entre os dez nomes mais lembrados, além dos três mestres acima, figuram, em ordem alfabética, ACM, Anísio Teixeira, Dorival Caymmi, Edgar Santos, Glauber Rocha, Irmã Dulce e Milton Santos.

A lista com os dez compõe agora em uma enquete, e qualquer pessoa pode votar no seu preferido. O resultado indicará o baiano “mais retado” de todos os tempos.

“CUÍCA DE SANTO AMARO” SERÁ EXIBIDO EM PORTO SEGURO

Cuíca_de_Santo_AmaroO documentário que conta a história do trovador José Gomes, o “Cuíca de Santo Amaro”, fica em cartaz até esta quinta-feira, 12, no Cine Santa Clara, em Ilhéus, com sessões sempre às 18 horas. De 13 a 19 de sembro, o filme será exibido no Cine Plaza, em Porto Seguro.

Para o dia 12, às 18h30, no Centro de Cultura de Porto, está previsto o lançamento do DVD com cinco extras e material pedagógico, debate e apresentação do livro “A Verve de Cuíca”.

O poeta de forte veia satírica nasceu em 1907 e teve como temas recorrentes de sua obra questões relacionadas à política, morte e ao sexo. Cuíca de Santo Amaro é mencionado em livros de Jorge Amado e chegou a inspirar um personagem criado pelo autor.

EXPOSIÇÃO CORES DA BAHIA

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A artista plástica Nadja Alves expõe 15 telas na mostra Cores da Bahia, que será aberta nesta quarta-feira, 4, em frente à loja Le Biscuit, no Shopping Jequitibá. As obras, em estilo primitivista, enfatizam o cotidiano das terras do cacau e figuras como baianas de acarajé, pescadores, capoeiristas e trabalhadores rurais.

Em sua obra, Nadja também presta um tributo a Jorge Amado, apresentando alguns dos principais personagens do escritor, como Tieta e Gabriela.

A mostra fica aberta até o dia 17.

MATERIAL DA ESTÁTUA É IMPRÓPRIO

roberto joseO presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), Roberto José, enviou mensagem a este blog, na qual comenta a nota sobre o abandono da estátua do escritor Jorge Amado (leia nota e comentário aqui).

Segundo Roberto, a Ficc aguardou a finalização de perícias e irá restaurar a estátua em breve, porém a mesma terá que ficar  no interior da “Casa de Jorge Amado”, em Ferradas. Ele afirma que especialistas desaconselharam a exposição da escultura ao ambiente externo. O material seria bastante vulnerável ao desgaste, em função de ter sido feito com resina.

Ainda de acordo com o presidente, haverá um concurso entre artistas locais a fim de escolher uma nova escultura para a entrada de Ferradas, onde em janeiro a estátua de Jorge foi vítima de vândalos. O presidente da Ficc ressalta que a perícia confirmou somente que a obra foi alvo de pedradas, mas não de tiros.

O ABANDONO DO BAIRRO JORGE AMADO

Valeta na rua Pitanga. Segundo moradores, a situação ficou pior após a chuva de sexta-feira, 8

Valeta na rua Pitanga. Segundo moradores, a situação ficou pior após a chuva de sexta-feira, 8

Em Itabuna, não é apenas a estátua de Jorge Amado que está cheia de buracos. O bairro que leva o nome do escritor também se encontra em situação deplorável, com ruas intransitáveis e moradores chegando a abandonar suas casas em função do complicadíssimo acesso.

A moradora Elisângela Alencar afirma que as ruas Pitanga, Graviola, Lírio e Violeta, de nomes bonitos, estão há anos sem receber manutenção. Nelas, o trânsito é comprometido por enormes valetas que se abriram ao longo das vias, tornando difícil até mesmo trafegar de moto ou bicicleta.

Segundo a moradora, a situação do bairro, que já era ruim, ficou muito pior após a chuva do dia 8.

ESTÁTUA DE JORGE AMADO É RETIRADA PARA RESTAURAÇÃO

Guindaste retira estátua do trevo de acesso a Ferradas (Foto Thiago Pereira).

Guindaste retira estátua do trevo de acesso a Ferradas (Foto Thiago Pereira).

A estátua do escritor Jorge Amado foi retirada, ontem, 29, do trevo de acesso a Ferradas, em Itabuna, para restauração, após ser alvo de tiros e apedrejamento. A ação dos vândalos repercutiu nacionalmente.

De acordo como presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), José Roberto Silva, a imagem será transferida para outro local, “pois o material utilizado na confecção da mesma é inapropriado para exposição”.

Confeccionada pelo escultur Lavrud Durval, a estátua bronzinada tem 1,85 metro de altura e faz parte das homenagens ao centenário de nascimento do escritor itabunense.

PIMENTA DO DIA

Do leitor(a) que assina como “Ilheense de nascimento e coração” em comentário à nota JORGE AMADO NÃO FOI BALEADO. FOI APEDREJADO

 

A mídia do passado vivia falando mal de Jorge Amado (meados dos anos 70 e 80 ). Cresci ouvindo que o escritor era comunista e ateu, e por isso não era bem vindo a Itabuna. Livros foram queimados e nas escolas de Itabuna era proibida a leitura de seus romances. A imprensa escrita (jornal) colocava notas difamatórias e com calúnias. Jorge agiu certo porque valorizou Ilheús, que o acolheu e ainda lhe fez uma grande homenagem em vida. SALVE JORGE!

 

Obs.: Sobre o título da nota que ensejou o comentário, vale ressaltar que posteriormente a polícia confirmou os tiros disparados contra a estátua do escritor.

JORGE NÃO FOI BALEADO. FOI APEDREJADO

A Ficc (Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania) divulgou nota na qual esclarece que a estátua do escritor Jorge Amado, na entrada do bairro de Ferradas, não foi alvo de tiros, como chegou a ser noticiado pela imprensa. Mas não há razão para alívio, pois a escultura, na verdade, foi apedrejada.

De acordo com a entidade, as perfurações foram constatadas no início deste mês, depois que moradores denunciaram a ação de vândalos.

A fundação estuda a possibilidade de refazer a escultura com a utilização de bronze. Em virtude de restrições orçamentárias, o governo passado encomendou a obra do artista Lavrud Durval em fibra de vidro, bem menos resistente.

Ou seja, não foi apenas na Avenida Amélia Amado que o governo anterior fez armengue. Outro Amado teve o mesmo triste fim na “homenagem” póstuma que lhe prestaram.

A ESTÁTUA DE JORGE

Autor da escultura em homenagem ao escritor Jorge Amado, o artista plástico Lavrud Durval não recebeu contato da Prefeitura de Itabuna para restaurar a obra danificada, ontem, por vândalos, em Ferradas. A diretoria Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc) teria preferido recorrer a outro artista para o restauro.

– Até agora não fui procurado pelo município – lamenta Durval.






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