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:: ‘Jorge de Souza Araujo’

EDITUS LANÇA LIVRO DE ANTÔNIO LOPES

Antônio Lopes, na Uesc, com a poeta Dinah Hoisel (Foto Divulgação).

Antônio Lopes, na Uesc, com a poeta Dinah Hoisel (Foto Divulgação).

Com o Mar Entre os Dedos-CapaEm solenidade na sexta-feira (20), a Editus-Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e o Instituto Macuco Jequitibá promovem o lançamento do livro Com o mar entre os dedos, do jornalista Antônio Lopes. O evento será às 18h30min, na Casa de Cultura Jonas & Pilar (Praça Cristovaldo Monteiro, em Buerarema). 

Com o mar… abriga 57 crônicas, muitas delas “rascunhadas” neste Blog, na coluna Universo Paralelo, que publicamos em duas temporadas, a primeira a partir de 2010, a segunda a partir de agosto de 2012.

Neste quinto título, Lopes retoma a forma de expressão literária em que se fez conhecido do público regional:  Estória de facão e chuva (Editus/2005) e Luz sobre a memória (Agora Editoria Gráfica/2001) estão em segunda edição – respectivamente pela Editus e a Mondrongo. O novo livro tem apresentação do ficcionista e professor de literatura Aleilton Fonseca, da Academia de Letras da Bahia.

A crítica também tem sido favorável ao autor de Buerarema falando para o mundo:  se pronunciaram favoravelmente a respeito da produção do cronista que, segundo Hélio Pólvora, botou Buerarema no mapa da literatura.

O editor Gustavo Felicíssimo, que fez a segunda edição de Luz sobre a memória (Mondrongo/2013), afirma que a escrita de Antônio Lopes é contemporânea, simples, do nosso tempo, “pois é quando carrega no aspecto aparentemente despreocupado, como quem escreve sem maior consequência, muito embora com mergulhos profundos na memória e no significado dos atos e sentimentos humanos, que seus escritos saltam da página”.

Com o mar entre os dedos é o quinto livro de Lopes, o quarto de crônicas literárias e o terceiro publicado pela Editus-Editora da Uesc.

SERVIÇO
Com o mar entre os dedos, Antônio Lopes
Quando – Dia 20
Horário – 18h30min
Onde – Casa de Cultura Jonas & Pilar

UNIVERSO PARALELO

“DEPOIS DE LONGO E TENEBROSO INVERNO”

Ousarme Citoaian

Livre da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), em que amargou uma quase hibernação de seu fazer literário (o lugar-comum costuma chamar a isto de “longo e tenebroso inverno”), o escritor Cyro de Mattos emerge nesta primavera com toda força. Digo isto porque na mesma semana leio lúcido artigo seu n´A Tarde, vejo notícia do lançamento do livro 21poemas de amor e ouço falar dos primeiros movimentos da Academia de Letras de Itabuna (Alita),  da qual ele é o principal inspirador. Sobre o livro, que ainda não vi, e a Alita, que sequer teve tempo de dizer a que veio, me calo. Cito o artigo, sobre cultura, que “não se vê nem se pega, mas precisamos dela para sobreviver”.

OS SIGNOS CULTURAIS DÃO SENTIDO À VIDA

Preceitua o autor de Cancioneiro do cacau: “Cultura é uma rede de significados que dão sentido ao mundo. A religião, a culinária, o vestuário, o mobiliário, as formas de habitação, os hábitos à mesa, as cerimônias, o modo de relacionar-se com os mais velhos e os mais jovens, com os animais e com a terra, os utensílios, as técnicas, as instituições sociais (como a família) e políticas (como o Estado), os costumes diante da morte, a guerra, o trabalho, as ciências, a filosofia, as artes, os jogos, as festas, os tribunais, as relações amorosas, as diferenças sexuais e étnicas, tudo isso constitui a cultura como invenção da relação dos seres humanos com o outro”.

INCULTOS, SOMOS FRÁGEIS, “GADO HUMANO”

Em defesa do Museu Jorge Amado, argumenta Cyro que “um povo sem cultura é frágil, não percebe de onde veio nem para onde vai, vive à deriva, ou como gado humano”. Ele salienta que os imediatistas não exaltam esses valores, “só concebem a vida através dos meios materiais”. Entendem que “cultura não é base do equilíbrio social, meio para combater a pobreza” – é “pura distração, curtição, futilidade, ornamento”. Para essa gente, segundo o poeta, “a vida é produção e troca de valores materiais, empreendimento e lucro”. O museu também ajudaria as pessoas a “distinguir entre o bom e o ruim, o ético e o demagogo, a verdade e a mentira”. Falou e disse Cyro de Mattos.

MARCOS SANTARRITA, ITAJUÍPE NA FICÇÃO

O crítico Jorge de Souza Araujo, em Floração de Imaginários (espécie de quem é quem no romance baiano no século XX) disseca os (sete) romances de Marcos Santarrita (1941-2011) – e de outros 76 autores!  E diz que Danação dos Justos (1977) “movimenta danados por toda uma geografia humana e física, centralizando em Itajuípe as complexidades de seres existencialmente incompletados”.  Locus onde se formou a mitologia de Santarrita, “pano de fundo aparentemente imóvel, a cidade também é persona” da narrativa que impressionou Ernesto Sábato (1911-2010): “Senti que em alguma constelação distante fomos irmãos de leite”, disse o escritor argentino, a respeito de Danação dos Justos.

UM ESCRITOR “SEM PACTO COM AS SOMBRAS”

Danação… recebeu muitos elogios, incluindo de Jorge Amado, que o saudou como “um dos mais belos romances brasileiros dos últimos tempos”. Voltemos a Jorge, o de Souza Araujo (e Floração de Imaginários/Via Litterarum/2008), que destaca A Solidão do Cavaleiro no Horizonte (1978) e dá pistas sobre o romancista falecido no dia 5 de outubro. A Solidão…  – que forma com A Juventude Passa e Lady Luana Savage uma trilogia sobre a ditadura militar, “confirma, técnica e conteudisticamente, a precisa retórica narrativa de Marcos Santarrita”. Ainda Jorge Araujo sobre A Solidão…: “Faria Ernesto Sábato repetir o que disse a propósito de Danação dos Justos, porque se inscreve na mesma família dos que não pactuam com as sombras”.

ITAJUÍPE ACOLHE O SORRISO DO SEU FILHO

Santarrita alimentava, secretamente, uma frustração: reconhecido no Brasil, era estranho em Itajuípe. Queria ser profeta na própria terra. Sabendo disso, seu amigo Antônio Lopes propôs à professora Silmara Oliveira e ao jornalista Marcos Luedy (todos na foto) uma festa, em 2001, com Título de Cidadão e placa na casa onde o escritor viveu na infância, à beira do rio Almada. Silmara e Luedy, com suor e lágrimas, conseguiram que a Câmara aprovasse o título, o prefeito Paulo Martinho autorizasse as despesas (estadia e passagens, para o homenageado e Aldinha, sua mulher). A Caixa Econômica pagou a placa, Lopes fez a saudação a Santarrita – e este ficou muito feliz. Nunca soube quem, de fato, organizou sua festa, nem os entraves que Silmara e Marcos Luedy enfrentaram.

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RANCHO DAS FLORES CHEGA A SEIS PAÍSES

Por compromisso assumido, apresentamos outro vídeo dos mais populares da coluna (a idéia é mostrar os três primeiros colocados): o de hoje é Rancho das flores, postado em 15 de setembro de 2010 (com a voz de Fagner). É o segundo da lista, tendo recebido 3.422 visitas, até quando postamos esta nota. No item “popularidade regional” (seja lá o que isto signifique), nosso clipezinho teve 73% de visitantes no Brasil, 14% em Portugal, 7% na Argentina e 6% pulverizados pela Costa Rica, Sri Lanka, Venezuela, Chile e Espanha. Nada ruim, para o vídeo de coluna de amenidades que nunca aspirou a notoriedade internacional. Rancho…  já nasceu destinada a romper fronteiras.

PARA VINÍCIUS, BACH ERA POP E NÃO SABIA

À comovente letra de Vínícius junta-se a melodia de um compositor alemão de muito prestígio, ninguém menos do que o velho e sisudo Johann Sebastian Bach (foto).  Se a Cantata 147 (mais conhecida como Jesus, alegria dos homens) já possui forte apelo no público mais “culto”, Vinícius colocou o “parceirinho” ao alcance das massas. Como a melodia é de 1716 e os versos foram lançados em 1961, os dois estariam separados por 245 anos – mas não estão.  Estão casados, como feitos um para o outro. Baden Powell conta que, ao saber dessa “heresia” que Vínicius teria cometido contra o sacro alemão, ouviu do poetinha outra irreverência: “Eu descobri que Bach é o titio da marcha-rancho brasileira”. Mas não sabia.

BACH NÃO TEVE TEMPO PARA OUVIR VINÍCIUS

É um momento mágico poder-se cantar “o milagre do aroma florido” de Vinícius sobre a música de um artista do século XVII. O poeta parece se superar a cada verso (e a cada flor), com este destaque de intenso lirismo: “Olhem bem para a rosa/Não há mais formosa/É flor dos amantes/É rosa-mulher/Que em perfume e em nobreza/Vem antes do cravo/E do lírio e da hortência/E da dália e do bom crisântemo/E até mesmo do puro e gentil malmequer”. Um crescendo de (literalmente) tirar o fôlego. É pena que Bach não viveu mais dois séculos e meio para ouvir isto – aposto que ele aprovaria o ousado parceiro. A gravação de Fagner (do CD Fortaleza/2000) é das mais cultuadas.

(O.C.)

UNIVERSO PARALELO

RICARDINO, O QUE SE RECUSOU A MORRER

Ousarme Citoaian
Ricardino Batista dos Anjos, justamente homenageado com seu nome no Prêmio de Imprensa da Prefeitura de Itabuna, contava uma história de grande interesse humano. Menino ainda, cavando a vida em Itabuna, foi acometido de doença grave, que o fez submeter-se a tratamento especializado. Depois de algumas tentativas, o médico (dos quadros do INPS, uma espécie de SUS daquela época) chegou à conclusão de que a moléstia era incurável. Recomendou ao doente que fosse “morrer em casa”, numa prova de que não devotava maior apreço à vida dos pacientes.

ALBERTO SEIXAS MUDA O RUMO DA HISTÓRIA

Negro, pobre, só e abalado pela doença, estava prestes a aceitar esse diagnóstico cruel, quando o instinto de sobrevivência falou mais alto (aliás, gritou): a caminho da pensão onde morava, Ricardino (foto) mudou de rota e procurou outro médico. Este o atendeu “por caridade”, jogou fora os remédios até então utilizados e impôs novo esquema de tratamento. “Riscadinho” (como o chamava Jorge Araujo) sobreviveu, fortificou-se e decidiu que só morreria dali a muitos anos, no longínquo 2005. No intervalo, casou-se, teve dois filhos e se fez radialista, jornalista, advogado e pedagogo.

CLARK GABLE “DE PAPO” NA CINQUENTENÁRIO

O nome do médico que o desenganou, não sei; o que o salvou chamava-se Alberto Seixas. Bom de clínica e de conversa, esse Seixas era um homem alto, forte, risonho e bonitão, aproximado ao melhor Clark Gable (… E o vento levou). Mais do que isso, era humano (este caso parece exemplar), fino, cortês, fidalgo, um gentilhomme raro entre médicos ou qualquer categoria, não importa o tempo ou lugar. Seu modelo sobrevive no oftalmologista Carlos Ernane Andrade (foto), que tem mestrado em civilização e gentileza. Quanto a Ricardino Batista, hoje é, mais que foi em vida, dos Anjos.

MATEMÁTICA E COMUNICAÇÃO

Dia desses, opinamos sobre a influência que a matemática exerce na minha forma de expressão, e causei surpresa. Recorramos aos exemplos: “Havia na praia gente de todas as idades”, diz a repórter da tevê, numa matéria de domingo. Essa linguagem é condenável, por imprecisa (é impossível que pessoas de todas as idades estejam na praia). É preferível “de idades variadas” ou coisa parecida. Também comum é a fórmula “toda a diretoria compareceu”. Cuidado para ver se não faltou alguém, o que poria a perder a precisão do relato. Outro: “O investimento do Estado será de R$ 42 milhões” – atenção, que talvez não seja exatamente isto. Melhor é “cerca de R$ 42 milhões”.

RIGOR QUE MELHORA O ESTILO

Devido a seu rigor típico, a matemática auxilia na precisão da linguagem. Voltada para a exatidão e a lógica, quando ela diz “todas as idades” está dizendo “todas as idades”, do recém-nascido ao ancião, com intervalos pequeníssimos. Já se vê que é impossível reunir um grupo de pessoas nesta condição. Talvez seja um conjunto infinito, conforme Cantor (matemático russo) e sua teoria. Da mesma forma, estaria “errada” a informação de R$ 42 milhões, se acaso, na prática, a despesa for ultrapassada (ou reduzida) em qualquer valor, R$ 0,01 (um centavo) que seja. Que importância tem isso para a comunicação? Talvez nenhuma.

A CURVA QUE ALONGA O CAMINHO

“Itabuna perde o título de campeão baiano de Juniores”, diz o jornal, na primeira página (parêntesis para lembrar que a primeira página tem sido chamada, inapropriadamente, de capa). Procuro o fundo do mistério e descubro que o Itabuna Juniores enfrentou o Bahia Idem e perdeu o jogo. Ora, por que cargas d´água o redator não disse logo isso?  O Itabuna perdeu o jogo, não o título, pois não se perde o que não se tem. Deixar de ganhar não é perder. Ainda me surpreendo com esse festival de formas “elípticas” de escrita, quando a reta é a menor distância entre dois pontos.

CAPA É CAPA, NÃO É PRIMEIRA PÁGINA

Falemos em capa, espero que sem levar pedradas dos coleguinhas mais novos. As trocas são naturais numa redação (por exemplo, a máquina de escrever pelo computador), como de resto, em todos os setores da vida: o velho, queira ou não, dará lugar ao novo. Mas capa é capa e primeira página é primeira página (ou, para ficar no modismo partidário, água e óleo que não se misturam). Revistas e livros têm capa – uma proteção com material de maior resistência, diferente das páginas, o miolo do livro ou revista. E o método de trabalho de quem faz capa de revista ou livro é diverso do método de quem “fecha” uma primeira página de jornal.

DA ARTE DE ESCREVER BEM

É provável que Canto de amor e ódio a Itabuna não seja a coletânea ideal do poeta Telmo Padilha. Talvez seja a coletânea possível, neste momento. Vale pela iniciativa da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) que resolveu fazer uma coisa quase inédita por estas bandas: prestar homenagem a um autor regional. Na verdade, as boas intenções já começam na gênese do livro, com os textos selecionados por José Haroldo Castro Vieira, amigo de Telmo, mas não crítico literário. A Editus/Uesc, que encampou o projeto de edição, tem também grande mérito na homenagem.

O DÉBITO COM TELMO CONTINUA

Adiante-se que tudo isso valeu a pena, pois se não fosse esse livro não seria nenhum outro – e o aniversário do poeta passaria em branco. Mas a cidade continua em débito com Telmo (foto). Sua produção, sobretudo a poesia, ainda tem muita coisa à deriva, anotada às pressas, em papéis inadequados (até canhotos de talões de cheques), já maduras para servir de alimento às traças. Se a FICC, com mais tempo e recursos, tiver condições de sonhar sonho maior, poderia contratar Jorge de Souza Araujo, este, sim, crítico e pesquisador, para a seleção e notas dos inéditos de Telmo Padilha.

FALTA DINHEIRO, SOBRAM PROBLEMAS

O presidente da FICC, escritor Cyro de Mattos (foto), também faria eficientemente esse trabalho, pois tem longa experiência em selecionar textos, tendo coordenado antologias várias, incluindo duas de autores regionais (Ilhéus de poetas e prosadores e Itabuna, chão de minhas raízes). Conhece muito bem as literaturas daqui e de alhures, em prosa e poesia, e por várias vezes antologiou Telmo Padilha. Mas não tem tempo, e a FICC, sem dinheiro e eivada de problemas, já o molesta suficientemente. Jorge Araujo, portanto, é a melhor escolha.

CRÉDITO DE “PROFESSOR” DA UESC

Louvada a iniciativa do presidente da FICC, vamos lembrar que a Editus/Uesc já deu contribuição fundamental às letras regionais, ao editar dois volumes de alta qualidade, com capa dura e papel especial: Expressão poética de Valdelice Soares Pinheiro/2002 e (melhor ainda) Jorge Medauar em prosa e verso/2006. Seria o caso de a FICC chamar aquela editora para o resgate de um dos grandes poetas brasileiros. E é pertinente salientar que Telmo Padilha, autor de mais de 35 títulos, com 16 traduzidos, tem crédito para tanto: era professor Honoris Causa da Uesc.

AZNAVOUR E O “REALISMO” NA CANÇÃO

Charles Aznavour se sentia infeliz com as canções que interpretava, por isso resolveu compor, com a intenção de dizer “coisas que o público não estava acostumado a ouvir”. Seus temas são desamor e conflitos interpessoais, numa espécie de realismo que conquistou milhares de ouvintes. Os jornais eram sua fonte de inspiração. Filho de imigrantes armênios que escaparam do genocídio feito pelos turcos em 1914, ele trabalhou oito anos com Edith Piaf (foto), seguindo-a por toda parte, e foram amigos até a morte da chansonière. “Com ela aprendi que não devia fingir ser outra pessoa no palco, que devia ser eu mesmo, uma pessoa real”, reconhece.

VEIO DUAS VEZES AO BRASIL

Charles Aznavour, nascido Shahnour Vaghinagh Aznavourian (foto),  fez, no mínimo, 600 canções (há quem fale em 850), incluindo 150 em inglês, 100 em italiano, 70 em espanhol e 50 em alemão. Vendeu mais de 100 milhões de discos e apareceu, como ator, em mais de 60 filmes, entre eles, Atirem no pianista, O caso dos dez negrinhos e O tambor. Em 2008, obteve a cidadania armênia e já no início de 2009 se tornou embaixador da Armênia na Suíça. O franco-armênio, que completa 86 anos no dia em que esta coluna é postada (22 de maio), visitou o Brasil duas vezes em 2008, cantando em dez capitais.
</span><strong><span style=”color: #ffffff;”> </span></strong></div> <h3 style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>E FRED JORGE CRIOU CELLY CAMPELLO!</span></h3> <div style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>No auge do sucesso, em 1965, a música teve uma versão no Brasil, gravada por Agnaldo Timóteo. Como costuma ocorrer com as

“AVENTAL TODO SUJO DE OVO”

La mamma vendeu 1,5 milhão cópias, com uma letra de mau gosto atroz, só perdendo, no tema, para aquela da mãe rainha do lar com o chinelo na mão e o avental todo sujo de ovo. Ray Charles a gravou como For mamma e Agnaldo Timóteo (foto), Mamãe, é claro. O tema: a velha matriarca está nas últimas, e a família vem assistir ao desenlace. “Eles vieram, eles estão todos lá/Desde que entenderam este grito/Ela vai morrer, a mamma” (Ils sont venus,ils sont tous là/ Dès qu’ils ont entendu ce cri/ Elle va mourir, la mamma). Nazareno de Brito (para o vozeirão de Timóteo) põe lirismo nessa morte: “O véu da noite vai chegar/E docemente vai nublar/ Os olhos meigos de mamãe”. Bombou. Com brasileiro não há quem possa.

CARISMA QUE ATRAVESSOU O ATLÂNTICO

A melodia e o carisma de Charles Aznavour somados ao êxito dessa canção nos dois lados do Atlântico justificam a presença de La mamma na coluna. É quase como se estivéssemos respondendo ao clamor das ruas.

(O.C.)







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