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:: ‘jornalista’

EDUARDO ANUNCIAÇÃO É INTERNADO

O jornalista Eduardo Anunciação, de 67 anos, foi internado na manhã desta quinta-feira, 7, no Hospital Geral Luiz Viana Filho, em Ilhéus. Segundo as primeiras informações, ele passou mal em sua casa, na zona sul da cidade, e teria sofrido uma parada cardíaca, mas foi reanimado por um médico do Samu. Anunciação vinha se recuperando de uma cirurgia.

Mais informações em instantes.

FAMÍLIA DE JORNALISTA AUTORIZOU DOAÇÃO DE CÓRNEAS

O jornalista Juarez Vicente de Carvalho está sendo sepultado nesta manhã, no Cemitério do Campo Santo, em Itabuna. Ele faleceu ontem, após quatro dias internado no Hospital Calixto Midlej Filho, aos 59 anos (completaria 60 no dia 5 de abril).

Num gesto de solidariedade, a família do jornalsta autorizou a doação de suas córneas, após entrevista realizada pela Comissão Intra-Hospitalar  de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cidhot).

A morte de Juarez Vicente provocou moções pesar de instituições como a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna e do prefeito Claudevane Leite.

CORPO DE JORNALISTA É VELADO EM ITABUNA

O corpo do jornalista Juarez Vicente está sendo velado no no velório Santa Fé, ao lado do Cemitério do Campo Santo, em Itabuna. Ele morreu esta manhã, após quatro dias internado no Hospital Calixto Midlej Filho, vítima de complicações decorrentes do diabetes e da hipertensão. Juarez tinha 60 anos.

O sepultamento do jornalista está previsto para ocorrer às 10 horas da manhã desta quinta-feira, 31.

Leia também:

JUAREZ VICENTE DEIXA UM LEGADO DE SAUDADES

MORRE O JORNALISTA JUAREZ VICENTE

JUAREZ VICENTE DEIXA UM LEGADO E SAUDADES

walmirWalmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

A sala de aula não foi o seu principal sacerdócio, reservado ao jornalismo, um repórter dedicado, um editor que “não brigava com a notícia”

A única certeza que temos na vida é a da morte. Às vezes ela chega sem esperar e conclui sua empreitada, outras, nem tanto, encosta no indivíduo e fica ali apesar de todas as resistências, minando a saúde até concluir o seu intento. Com Juarez Vicente de Carvalho foi assim, não adiantou espernear, a morte venceu a vida.

Tristes, nós, que gostamos de Juju (apesar dele ter morrido), estamos de luto, embora sua morte não vá apagá-lo de nossas memórias. Cumpriu o ciclo da vida. Nasceu, cresceu, viveu e foi embora. Particularmente, considero a vida (o viver) uma das características mais importante de Juarez Vicente, dada a sua vontade de exercê-la em sua plenitude.

Professor de Química, Juarez deixou um legado de conhecimento repassado aos alunos, hoje homens feitos e que sentem orgulho quando falam do seu professor. Mas a sala de aula não foi o seu principal sacerdócio, reservado ao jornalismo, um repórter dedicado, um editor que “não brigava com a notícia”.

E foi assim que foi conhecido nos veículos de comunicação por que passou, notadamente nos rádios e jornais, onde tratava a notícia com seriedade, mas sem desprezar as especulações. O “Bokadefogo”, como era conhecido pelo título da coluna que sempre levou para os veículos em que trabalhava, cuspia marimbondos. Era implacável.

Com a mesma seriedade com que tratava a comunicação social nos veículos de comunicação, exercia os cargos de assessoria de imprensa de autoridades dos poderes Executivo e Legislativo com responsabilidade. Transitava bem dos dois lados do balcão, como se diz comumente no jargão do jornalismo.

E Juarez não se limitava somente ao exercício da labuta das redações e assessorias. Era um sindicalista que participava de todas as lutas dos profissionais de comunicação, compartilhando com os companheiros de congressos, mesas redondas e workshops com a mesma desenvoltura de uma mesa de negociação salarial.

Juarez Vicente - P&BSua luta está registrada na direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sinjorba), particularmente na Delegacia Sindical do Sul da Bahia, da qual participou como candidato da eleição mais concorrida, no final da década de 1980. Perdeu a eleição, mas não a dignidade e o ímpeto para a luta.

O Juarez Vicente das redações, que por vezes não fazia concessões para escamotear a verdade, era o mesmo Juarez Vicente poeta, com livros publicados e participação ativa na vida cultural grapiúna. Fundador do Clube do poeta, exerceu também sua presidência, cuja contribuição é por demais conhecida.

Multifacetado, ou multimídia, tanto faz, ainda conhecemos o Juarez Vicente cantor, com passagens por diversos grupos musicais e bandas de Itabuna. Com um vasto repertório de sambas, boleros, jovem guarda, bossa nova e jazz, animava as madrugadas nos quatro cantos de nossa cidade.

A boemia era uma das facetas de Juarez Vicente, onde colecionava amigos tantos para um grande bate-papo nas mesas de bar da cidade. Aconchegado num desses ambientes debatia com maestria desde a atividade de um varredor de ruas até as científicas viagens à lua, com argumentos irrefutáveis.

Lá pras tantas, para evitar as distensões por conta da ingestão de cachaça e cerveja dos participantes da mesa, sabia como ninguém encerrar o bate-papo que descambava para o prenúncio de uma confusão:

– Deixa pra lá, isso é uma questão de hermenêutica, está entre a dialética e a metafísica – argumentava com altivez.

E não se fala mais nisso!

Adeus, Juju!

Walmir Rosário é jornalista, advogado e editor do blog Cia da Notícia www.ciadanoticia.com.br

MORRE O JORNALISTA JUAREZ VICENTE

Juarez Vicente - P&BA família de Juarez Vicente de Carvalho acaba de confirmar a morte do jornalista, que estava internado no Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna, desde o último dia 27. Nesta manhã, o profissional de imprensa sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. Ainda não está definido onde será o velório.

Além de jornalista, Juarez foi professor de Química. Era também poeta e, apesar de não ter feito faculade de direito, tornou-se conhecido como um grande pesquisador das leis nas áreas administativa e eleitoral.

NOVOS DESAFIOS

marivalguedesO jornalista Marival Guedes deixou a assessoria de imprensa da Bahia Pesca, posto que exerceu com competência nos últimos anos, garantindo eficiente divulgação dos projetos e ações da empresa vinculada à Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri).

Sempre atencioso, Guedes enviou breve despedida aos companheiros da imprensa, agradecendo o apoio ao seu trabalho. Agora, o jornalista fará um périplo pelo Uruguai, Argentina e Chile, deixando os futuros compromissos profissionais para depois de fevereiro.

JORNALISTA CONTINUA INTERNADO NO CALIXTO

O jornalista Juarez Vicente de Carvalho permanece no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Calixto Midlej, onde foi internado no dia 27. Hipertenso e diabético, ele está com o funcionamento dos órgãos vitais comprometidos e respira à custa de aparelhos.

Familiares do jornalista afirmam que a morte cerebral não foi confirmada, embora todos os sinais indiquem que ela tenha ocorrido. A confirmação somente se dará após exames que deverão ser realizados nesta quarta-feira 30.

QUADRO DE JUAREZ VICENTE É GRAVÍSSIMO

juarez-300x184O jornalista Juarez Vicente encontra-se internado em estado gravíssimo na UTI do Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna. Segundo informações de familiares, ele não responde a estímulos e é mantido vivo por aparelhos. Sites de Itabuna chegaram a informar que o jornalista já teria falecido, mas isso não foi confirmado nem pelos médicos responsáveis pelo paciente nem pela família.

Juarez é hipertenso e diabético.

MORRE O JORNALISTA JOELMIR BETING

Do G1

Morreu no início da madrugada desta quinta-feira (29) o jornalista Joelmir Beting, aos 75 anos. Ele estava internado desde o dia 22 de outubro no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e, no domingo (25), sofreu um acidente vascular encefálico hemorrágico (AVE).

Nesta quarta-feira (28), o hospital Albert Einstein informou que o jornalista estava em coma irreversível.

O corpo de Joelmir Beting será velado a partir das 8h, no Cemitério do Morumbi, na Zona sul. O velório vai ser aberto ao público. A cremação ocorrerá no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, às 16h, numa cerimônia restrita à família.

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UNIVERSO PARALELO

QUEM ESCREVE PERDE E PROCURA PALAVRAS

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

A pergunta pode parecer ociosa, mas não é (as aparências, às vezes, enganam!): a gentil leitora alguma vez perdeu uma palavra? Claro que senhoras descuidadas perdem brincos, bolsas, documentos, talão de cheques, além de peças íntimas de vestuário e (ai meu Deus!) o caminho de casa. Mas, palavras? Pois saibam quantos e quantas (é assim que falam agora) destas linhas tomarem conhecimento que quem escreve perde e procura palavras. E, pior, não pode valer-se das seções de achados e perdidos para localizar a desaparecida: “Perdeu-se uma palavra azul-turquesa, vestida de minissaia e blusa, com 135 anos de uso, mas ainda em bom estado…” – não pode. Há de buscar-se a fujona nos escaninhos da memória.

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Puxar pela memória também não resolve

Dia desses, perdi a palavra “contrafação”. Aqui, pouco importa seu significado, importa é, digamos, o nome. Consultar o dicionário seria equivalente a procurar numa grande cidade uma pessoa que você não conhece nem sabe como se chama. Puxar pela memória não resolve (se ela fosse boa não perdia palavras). Da minha experiência de escrever todos os dias e todos os dias perder palavras, nasceu um truque infalível: esqueça. Como, minha senhora? A memória já vasqueira e eu receitando mais esquecimento? Pois é, minha amiga: faça-se de tola, diga pra si mesma que não precisa daquela palavra e, quando menos você esperar, ela ressurge, desconfiada feito cachorro que quebrou o jarro.

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AFRODITE E SUA RELAÇÃO COM O AMENDOIM

Eu ia escrever “almanaque antigo”, mas correria o risco de ser redundante – creio que não há almanaques novos. O que é uma pena, pois eles são a tábua de salvação deste e de outros colunistas “de cultura”. Ai de mim se não fosse a “cultura de almanaque” (o Google quase o substitui) que dizem para nada servir, mas que a mim me diverte, e isto já não é pouco. Pois li num deles que a palavra afrodisíaco (a tal vitamina do amendoim!) vem, quem diria, de Afrodite, deusa grega (a Vênus dos romanos). É a deusa do amor, da beleza e da fertilidade, o que explica um pouco as lendas em torno da questão.

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O Monte Olimpo não era o Jardim do Éden

Afrodite nasceu da espuma das ondas, depois de Cronos ter castrado o pai dela e jogado as genitais no mar (os deuses do Olimpo pegavam pesado!). Ela saiu da água numa concha de ostra – e essa confusão deu na crença de que os frutos do mar são afrodisíacos, sendo a ostra a verdadeira joia da coroa, se vocês me creem. E se não creem, culpem o Dicionário dos afrodisíacos, de H. E. Wedeck, pesquisador de estranhas coisas (publicou livros sobre feitiçaria, astrologia, o diabo e delícias assemelhadas). Os detalhes sobre o culto a Afrodite, nos bons tempos da Grécia (hoje estão péssimos), não publico, pois traumatizariam as mentes mais sensíveis.

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Fogo morto em tragédia de Shakespeare

É prudente parar por aqui, antes que minha gentil leitora e o criativo leitor comecem a pensar bobagem e por isso me culpem. Mas não resisto a uma citação de Shakespeare, especialmente indicada para o fim de semana (toda vida quis citar Shakespeare, para parecer “erudito”, e nunca tive oportunidade). Então, vamos: em Macbeth, creio ser logo na cena II, o tragediógrafo inglês destaca que o álcool “provoca o desejo, mas liquida o desempenho” e explica que “muita bebida equivoca a luxúria, a ajuda e a estraga, empurra para cima e empurra para baixo”. Shakespeare sabia dos falsos afrodisíacos.

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JORNALISTA É SINÔNIMO DE PALPITEIRO

Longe de mim a intenção de que isto aqui seja visto como aula de português (ou de qualquer outra coisa igualmente explosiva), já o tenho dito. São apenas comentários de alguém que trabalha com a linguagem, escrevendo ganha o leite e o uísque. Sou jornalista, embora já tropeçando na idade e pressionado pelo frenesi “diplomático” da Fenaj. Jornalista é também sinônimo de palpiteiro – somos (a maioria, na qual me situo) pessoas capazes de abordar os mais variados assuntos, sempre de forma perfunctória, superficial, tangencial. Se aprofundam a discussão, saio de fininho e vou procurar minha turma.

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O mar de gente balança o chão da praça

Tais prolegômenos servem para dizer que tenho o lugar-comum como a pior doença das tantas que acometem a língua escrita e falada. É um vício comparável às drogas pesadas, que nos fazem sentir bem e nos destroem a longo prazo. E com que frequência esse fenômeno ocorre, até em meios ditos “cultos”! Quem não ouviu recentemente um “para se ter uma ideia”, ou “faz a diferença” – isto para não falar nos clássicos “ver a luz no fim do túnel”, “poupar o precioso líquido”,  “mar de gente” e, particularmente no Carnaval, “ninguém ficar parado”, “tirar os pés do chão” e “balançar o chão da praça”. Argh! Acabou o espaço – e o assunto há de voltar outra hora.

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NO MEU RIO NÃO NAVEGARAM AS CARAVELAS

Onde eu nasci passa um rio. É o rio Macuco, que me lembra o poema de Fernando Pessoa (musicado por Tom Jobim): não é rio tão rio quanto o Tejo, famoso e amplo. Por ele não navegaram caravelas tendo-o por caminho, por ele ninguém alcançou importantes novas terras. Na verdade, é um rio chocho, um riacho, um fio d´água que desce da serra, mas para mim ele é o melhor rio do mundo, porque é o rio da minha aldeia e da minha meninice, é o meu rio, o rio em que me banhei. O rio corre como o homem. Um morre a caminho do mar, outro a caminho do nada. Meu rio morre um pouco a cada dia, na vã tentativa de chegar ao mar de Ilhéus (talvez melhor do que eu, que por não ter destino prévio, nem sei para onde vou). Quem sabe, por isso somos um tanto magros, desidratados, tímidos e tristes.

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Enquanto o rio corre, o homem caminha

Ao ouvi-lo resmungar baixinho, intimidado, penso no destino de suas águas antigas. E concluo que apreendi a essência da filosofia de Heráclito (sec. V a. C.), antes mesmo de saber de sua existência. Heráclito para iniciantes é o da conhecida afirmação de que “não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”, pois no instante seguinte ao banho nós e o rio já não somos os mesmos. O pensamento dele é mais complexo – e não possuo engenho e arte para tal dissertação. Portanto, me tirem da peleja físico-metafísica, do vir a ser, do sim e do não, do é e do não é. Entendamos que gente e rio estariam em constante mutação, em ritmos diferentes: enquanto um caminha, o outro corre. Mas como correu o meu rio, e como me dói tudo isso. As águas se foram, ficou o menino e sua saudade.

(O.C.)

CALARAM AZEVEDO?

Do Trombone

Estranho, mesmo, é o silêncio do prefeito Capitão Azevedo em relação ao mal-feito do seu secretário de Indústria e Comércio, Carlos Leahy. Como se sabe, Leahy assediou o repórter Luiz Conceição, do Pimenta,  e, sob coação, tomou-lhe um equipamento de trabalho, um gravador, que continha entrevista do próprio Azevedo, na manhã de sábado (14), na avenida do Cinquentenário, em Itabuna.

Azevedo se calou. Embora capitão PM – supõe-se, com isso, que preze pela correção de seus comandados – preferiu nada dizer, nada fazer em relação ao gritante desrespeito à liberdade de imprensa. Pior, para o comandante, é o fato de que no tal gravador havia uma entrevista que ele concedera minutos antes, sem nenhuma coação ou assédio, e que, por isso, pressupunha-se, era de sua vontade ver publicada. Quem manda na vontade do capitão?

Hoje, o prefeito capitão enviou dezenas de pedidos de amizades pelo Facebook – ele volta à rede social após deixar o site escondendo-se por ofensa a um dos então pré-candidatos, seu concorrente. Aceitaria seu pedido de amizade se soubesse, antes, qual será sua atitude em relação ao ocorrido.

Prefeito, diga algo. Nem que seja para dizer que nada irá dizer. Aí, poderemos saber, de fato se o senhor estará preparado, quem sabe, para enfrentar um debate no rádio ou na TV, sem que seus colaboradores por lá apareçam portando peixeiras…

Confira mais n´O Trombone

ESSE RABAT É UMA FIGURA

Meses atrás, quando soube que precisaria ser submetido a uma cirurgia de ponte de safena para desobstruir as artérias, o jornalista Roberto Rabat, do site R2C Press, não perdeu o bom humor. Disse que sua ponte sairia primeiro que a nova ligação entre o centro e a zona sul de Ilhéus, há tanto tempo prometida pelos políticos.

Pois hoje o velho Rabat caiu no bisturi em Salvador e, horas após a operação, já estava com a corda toda. O primo Omar, o primeiro a visitá-lo no hospital, ouviu dele o seguinte:

“Vem cá, por acaso tem uma baiana aqui por perto? Eu tô maluco pra comer um acarajé…”.

Pense!

CERIMONIAL E TRUCULÊNCIA NÃO COMBINAM

Ramiro Aquino

O cerimonial do governador chegou a Itabuna três dias antes, trocamos ideias e gentilezas, só estragadas quando o Bispo Dom Ceslau foi barrado na UTI por um segurança “qualificado” do governo.

Alguns episódios recentes, e outros nem tanto, me inspiraram a escrever este artigo, que trata de um assunto de área onde atuo, no caso o cerimonial. Por definição e por tradição, cerimonial é um conjunto de normas de conduta e de comportamento em público ajustados por lei e algumas condições indispensáveis de etiqueta e de respeito às relações sociais, sejam no âmbito privado ou público.

Os últimos governos da Bahia, desde o longo domínio carlista (mais acentuado com Paulo Souto) aos dias hoje (quinto ano da gestão Wagner), têm dado demonstrações de uma truculência inimaginável quando se trata dessas relações. Nem ACM, reconhecidamente grosseiro em suas atitudes, tinha equipes do seu cerimonial ao nível do que já vimos e acompanhamos nos dois governos de Paulo Souto e no recente governo Wagner.

Como atuo na área, frequentemente sou contratado para realizar eventos que contam com a presença do governador. Aprendi, desde Souto, que é exigência na área governamental, usar o cerimonial do governo nas atividades em que o maior mandatário baiano esteja presente. Nada contra. Acho até um cuidado especial para que se preserve o governador e ele não sofra qualquer tipo de constrangimento. O que não é admissível é que o cerimonial do governo atropele as convenções sociais, a lei e as regras mais elementares de convivência, como nos exemplos a seguir.

O primeiro exemplo é positivo (para não dizerem que não falei de flores) e vem, imaginem, da cúpula carlista. Maio de 2000, inauguração do Jequitibá com as presenças do governador César Borges e do senador ACM. Uma semana antes o cerimonial do governo fez contato com o shopping pedindo o roteiro da solenidade. Como responsável pelo ato encaminhei o material para o governo, que o aprovou sem restrições apenas com uma exigência: que as demais autoridades e os anfitriões usassem traje esporte, já que o governador, o senador e sua comitiva, estariam assim trajados. O evento foi tranquilo.

Um segundo episódio foi no governo Paulo Souto. Inauguração da Fábrica Inaceres, em Uruçuca. Fui contratado para conduzir a cerimônia, mas adverti aos dirigentes da empresa que se o governador estivesse presente o cerimonial seria dele. Mas Paulo Souto não trouxe um mestre de cerimônia e sim um locutor de comícios, arrogante e mal educado, mal trajado e sem qualquer conhecimento de cerimonial. Por conta do seu despreparo deixou de chamar para o palanque o Embaixador do Equador, país sócio e investidor da Inaceres e, mais que isso, representante de um país estrangeiro. O avisei da gafe.  “E agora o que é que eu faço” perguntou-me, não tão arrogante como na chegada. “Assuma a culpa, peça desculpas e chame o homem”, respondi-lhe.

As mais recentes são dedicadas ao cerimonial do governo Wagner. Em 2009 a Santa Casa inaugura a nova UTI com a presença de Jaques Wagner. O cerimonial do governador chegou a Itabuna três dias antes, trocamos ideias e gentilezas, só estragadas quando o Bispo Dom Ceslau foi barrado na UTI por um segurança “qualificado” do governo (segundo consta um tenente coronel da PM), que não identificou a autoridade religiosa nem pelo anel, o colarinho clerical, a cruz peitoral ou pela mitra (chapéu), que os bispos usam. Ignorância pura.

Para encerrar a série de truculências fui convidado para conduzir a cerimônia de inauguração do SEST/SENAT. Novamente adverti: “o cerimonial será do governo”. Por se tratar de cerimônia padrão em suas inaugurações o roteiro que foi para as mãos do mestre de cerimônia governamental seguia esse padrão. Mas ele atropelou tudo: não exibiu o vídeo sobre a unidade, não leu um texto sobre o SEST/SENAT, não pediu o Hino Nacional. E mais: se armou uma trama para o prefeito Azevedo não usar da palavra, felizmente abortada pela pronta intervenção dos dirigentes do SEST/SENAT, Carlos Knitel à frente.

E mais: Wagner Chieppe, da Viação Águia Branca, um dos principais responsáveis pela vinda da unidade para Itabuna, ficou esquecido, em pé, sem qualquer gentileza, nem citação dos oradores, não fossem os pronunciamentos do prefeito Capitão Azevedo e de Carlos Knitel, que fizeram justiça, numa tarde de tantos equívocos protocolares.

Ramiro Aquino é cerimonialista, membro do Comitê Nacional de Cerimonial e Protocolo, jornalista e radialista.

UNIVERSO PARALELO

ESCREVER NÃO É TRABALHO, É PASSATEMPO

Ousarme Citoaian

Milton Rosário, integrante de qualquer lista, por menor que seja, dos melhores jornalistas de sua geração (além de ser gente de excepcional qualidade), me contou esta. Certa vez, o pai do poeta Telmo Padilha (foto) virou-se para o autor de Girassol do espanto e, olho no olho, o chamou à terra: “Meu filho, deixe esse negócio de escrever e arranje um trabalho decente, pois literatura não dá camisa a ninguém”. Telmo persistiu e obteve reconhecimento nacional, o que não invalida a lição de que intelectual, para ganhar uma camisa nova, precisa suar (e muito!) a antiga. Não temos tabela de preços nem sindicato como proteção – e escrever, diz o senso comum, não é trabalho, é passatempo.

JORNALISTA É QUEM VIVE DO JORNALISMO

Aqui, uma questão semântica. Para a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) –  que anda pelas redações ameaçando prender e arrebentar quem por lá se encontre que não seja diplomado – é jornalista profissional quem tem o curso superior específico (aos demais, considerados no exercício ilegal da profissão, cadeia). Já o conceito “clássico” é diferente: jornalista é quem atende aos dois requisitos de 1) trabalhar regularmente na atividade e 2) ser remunerado por esse trabalho. Com ou sem diploma, é profissional o indivíduo que exerce o jornalismo periodicamente e é pago para fazê-lo. Fora dessa fórmula simples e clara, não há salvação, pouco importa o que pense a Fenaj.

“GANHARÁS O PÃO COM O SUOR DO TEXTO”

A região tem muitos (e bons) jornalistas não diplomados, e me arrisco a citar apenas um, na tentativa de síntese do que quero dizer. Refiro-me a Eduardo Anunciação (foto), um “bicho de jornal”, com mais tempo de redação do que urubu de vôo (às vezes penso que ele, por essa escrita em linhas tortas próprias dos deuses, teria nascido num ambiente de jornal – e, para completar a quimera, bebeu tinta de impressão, em vez de leite materno). Nunca foi balconista de loja, não trabalhou em banco, não sabe botar meia-sola em sapato, não é pedreiro nem médico. É jornalista. Daqueles que lutam com as palavras todos os dias, mal rompe a manhã – e pagam o supermercado com o suor do seu texto.

JORNALISMO DO DIFUSO E DO IMPALPÁVEL

O Sul da Bahia é terreno fértil para  colunistas de todos os jaezes, com amplo espectro de textos dirigidos a leitores interessados em confetes, serpentinas, lantejoulas, plumas, paetês ou temas difusos e impalpáveis. Temo-los também de amenidades, política, economia e do que mais lhes der na telha e for suportado pela “democracia” dos donos de veículos. Esse banquete de vaidades e tolices (exemplo típíco na foto) nada de bom acrescenta ao pensamento regional, mas é incentivado pelos jornais: são colunas e artigos que nada custam para aspergir ideias de segunda mão, enquanto tomam espaço dos profissionais. Jornalistas como Eduardo correm perigo: se escaparem da Fenaj, serão desempregados pelos diletantes.

PARA O BEM OU PARA O MAL, EIS O HÍFEN

Não há dúvida: a maior armadilha de nossa ortografia é o hífen. A depender do caso, ele é bem-vindo e bem-visto. É o hífen é do bem, digamos. Mas quando surge sem ser “convidado”, causa mal-estar e mau humor, deixa o leitor mal-humorado, faz o texto mal-amado, sugere que quem o escreve é mal-educado (mal-afortunado, em termos de língua culta). Aí, é o hífen do mal. Às vezes, ele é bendito, bem-visto, benquisto, benfeitor e bem-querido; noutras, é malnascido, malcuidado, malcriado, mal-ajambrado, mal-afamado, malvisto e, portanto, contra-indicado. É o contra-exemplo da boa construção.

GOVERNO MUDA GRAMÁTICA PORTUGUESA

O governo estadual houve por bem abolir, por sua inteira conta e risco, o hífen de “Bem-Vindos”. A CLMH (Comunidade dos Linguistas Mal-Humorados) há de dizer que isto não tem importância, pois todos os leitores vão entender que a placa indica a gentileza e a cortesia com que a autoridade recebe quem visita a Direc de Ilhéus. Mas peço licença para manifestar meu estranhamento com mais este descaso oficial com a língua portuguesa. Afinal, se nem num local feito por e para professores as regras gramaticais são obedecidas, onde mais vamos obedecê-las?

O VEÍCULO DÁ SUA OPINIÃO NO EDITORIAL

Era o fim do ano, numa redação de jornal. O redator-chefe vira-se para o editorialista e lhe encomenda, para o dia seguinte, um editorial sobre Jesus Cristo. “Contra ou a favor?” – pergunta candidamente o articulista… A história é conhecida por todo jornalista, ou quem trabalhou numa redação – seja como estagiário, servindo cafezinho ou dobrando jornal. Ela pretende ilustrar que o editorial não é a opinião de quem o escreve, mas a do veículo que o publica. Teoricamente, o autor de editoriais é alguém com isenção bastante para, como na historieta acima, escrever contra ou favor de Jesus, com a mesma desenvoltura.

CAVALO COM CHIFRES E COBRA COM ASAS

Se o prezado leitor (ou a prezada leitora!) concluiu que não se assina editorial, parabéns. Não se assina porque, se assinado, vira artigo “comum”, a espelhar a opinião do signatário, não mais do veículo. Editorial “assinado” se define com uma palavra de nossa língua culta pouco utilizada por nós, mas corriqueira em Portugal: contrafação – que vem a ser fraude, disfarce, fingimento, imitação, falsificação, e por aí vai. Editorial “assinado” é tudo isso (e mais alguma coisa), mas editorial não é. Será, mudando da língua erudita lusitana para a popular brasileira, um cavalo com chifres. Ou uma cobra com asas.

ROBERTO MARINHO E O EDITORIAL ASSINADO

Há tempos, o Jornal Nacional costumava, numa noite sim e na outra idem, antecipar o que O Globo publicaria no dia seguinte, como “o editorial do jornalista Roberto Marinho” – na foto, à direita do general Figueiredo. No afã de agradar ao chefe (ou, quem sabe, por ordem do mesmo), violentavam-se as regras e se desserviam as novas gerações de redatores. Essa contrafação (!) durou até quando apareceu no JN alguém com juízo e pôs cobro  à farsa – ou Doutor Roberto se cansou da brincadeira. O fato é que este morreu e, para nosso alívio, resolveu, em definitivo, o problema. “Editorial do jornalista Roberto Marinho”: nunca mais.

A LEI DE MURPHY EM VISITA ÀS REDAÇÕES

Morre o homem, ficam-lhe os defeitos. Em pleno 2010, há veículos por aí que identificam seus editoriais com a palavra “Editorial” no alto da página (o que é uma informação supérflua, ociosa, mas aceita por alguns grandes veículos) e ainda os assinam, numa prova irretocável de que não sabem o que fazem. Mas, como diz o muito citado Murphy (creio que esta é a Lei nº 81, do seu elenco de 100), “nada está tão ruim que não possa ficar pior”: pois acaba de surgir entre nós o editorial com foto. Isso mesmo: editorial assinado e com foto de quem o assina. Aí, pego meu boné e caio fora, pois a discussão já adentrou a órbita da insensatez .

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NOEL E A FÁBRICA QUE NÃO ERA DE TECIDOS

A imortal Três Apitos foi composta em 1933 para uma das paixões de Noel Rosa, Josefina (a Fina), que ele julgava trabalhar numa fábrica de tecidos (a Confiança) mas que, na verdade, era empregada numa pequena fábrica de botões.  Esse engano o levou a criar a famosa rima de pano/piano.  Ao descobrir o equívoco, ele manteve os versos. Coisa de poeta: sacrificou a verdade, em benefício da rima: “Mas você não sabe/ Que enquanto você faz pano/ Faço junto do piano/ Esses versos pra você”. E aqui há outra pequena fraude, pois Noel nunca foi pianista. Vejam o contraste desses dois operários em construção: a moça tece pano, ele tece poesia.

A POESIA RESISTINDO À INDUSTRIALIZAÇÃO

Aliás, contraste é o que não falta nesta bela canção de Noel (foto). O mundo, com seu pragmatismo, parece conspirar contra o amor e outras cardiopatias, da mesma forma que a fábrica, símbolo do progresso, contrapõe-se ao piano – que o poeta usa para dirigir-se à amada. Três apitos mostra o mundos dividido em dois: de um lado, o artista e sua carga de sensibilidade, claramente à margem da sociedade de consumo; do outro, o capitalismo, o progresso industrial, a busca do lucro. “Quando o apito da fábrica de tecidos/ Vem ferir os meus ouvidos/ Eu me lembro de você”. O chamado ao trabalho é, para o poeta, a invocação para o amor.

APESAR DOS ERROS, UM MOMENTO MÁGICO

Noel Rosa foi listado aqui entre pessoas e efemérides que completavam, ao lado de Itabuna, um século em 2010. De repente, vejo que mais um ano se passou, sem nenhuma homenagem ao Poeta da Vila – logo eu, que tenho predileção pela sua arte, e até, se posso ser imodesto, razoável conhecimento de sua lavoura. Caso esta coluna se mantenha, vamos postar ainda uns dois vídeos sobre este grande nome da cultura brasileira. Hoje, um grande momento da MPB, reunindo Elizeth Cardoso e Jacob do Bandolim. Mesmo com a grande intérprete, ao vivo, errando a letra de forma deplorável, penso que vale a pena ouvir.

(O.C.)

BENÉ COCHILOU

O jornalista Ederivaldo Benedito está trabalhando tão pesado na coordenação do programa Bom Dia, Bahia (Rádio Nacional), que quase não se aguenta em pé. O velho Bené já é visto cochilando em alguns eventos, como ocorreu hoje no lançamento do Prêmio Ricardino Batista de Imprensa.

Enquanto os discursos de praxe eram proferidos, o jornalista curtia o maior sono. Depois, explicou que não estava dormindo, mas rememorando, de olhos fechados, o tempo em que era aluno de Ricardino no Colégio Estadual.

Será que Bené também dormia na aula?

(O flagrante é do radialista e dublê de fotógrafo Marcelo Soares).

“TENHO UM MOTOR DENTRO DE MIM”…

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O repórter Fábio Luciano quis saber do vereador Clóvis Loiola por que ele muda tanto de assessor de comunicação. Faz menos de um ano que Loiola assumiu, e já está indo para o oitavo assessor. Dá menos de dois meses para cada profissional.

Loiola, o homem do cloro, disse que não consegue ficar parado e o assessor tem que ser elétrico, também. Diz o edil:

– Tenho um motor dentro de mim. Eu não sou vereador de gabinete. Se tem uma denúncia, houve um chamado, eu vou lá para saber o que está acontecendo.

E ensina: “o assessor de imprensa tem que estar ao lado do vereador, porque são muitas ações e muitas vezes [o profissional] não pode dar assistência”. O cara tem de estar ligado na “pilha”, 24h.

Se você é repórter, considera possuir perfil para o cargo e está disposto a receber salário de R$ 500,00 por mês para acompanhar Clóvis “Ferrari” Loiola, habilite-se.

Taí uma boa bandeira para aquele atuante, vibrante… sindicato dos jornalistas (e antes que chiem, a contratação é feita via Câmara de Vereadores).

UM ANO DE SAUDADES DE LAVINSKY

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Amanhã (neste sábado, 21) completa um ano que Eduardo Lavinsky nos deixou, vítima de acidente de carro. Uma presença inesquecível em nossas vidas, marcadas pela dor da saudade. Uma perda imensa do companheiro, pai, amigo – era o nosso sustentáculo. O que nos conforta é lembrar o que disse Guimarães Rosa: “as pessoas não morrem, ficam encantadas…”.

Sua partida não marcou o fim da sua existência e sim uma pausa para o começo de novas tarefas numa outra dimensão. Deixou-nos um legado de responsabilidade e solidariedade humana. Com sua afetividade clara e definida pelas pessoas que ele amava, ensinou-nos que a vida é um constante recomeço, procurando viver intensamente “um dia de cada vez”.

Obrigada, Eduardo, por ter estado conosco durante todos estes anos. Até qualquer hora, pois esperamos que o Poder Superior nos permita a graça de revê-lo!

Eliane Falcão Costa (companheira) e Luisa Costa Lavinsky (filha).

“Não parecia que a dor tivesse diminuído com o tempo, na verdade eu é que ficara forte o bastante para suportá-la”.

S. Meyer

ANUNCIAÇÃO, O SUMIDO

O jornalista Eduardo Anunciação deu um baita susto em muita gente nas últimas horas.

Familiares e amigos, como o radialista Vila Nova, entraram em desespero com o sumiço do velho Duda, que saiu de sua casa em Ilhéus, ontem, às 6h da matina, avisando que iria para o sepultamento do ex-deputado Gutemberb Amazonas, em Itajuípe.

Desde então, ninguém mais teve notícia do homem. Vila Nova ficou sobressaltado há pouco, quando o jornalista não atendeu à chamada para sua participação diária no programa Tabuleiro, na Rádio Conquista. E disparou o sinal de alerta.

Foi só então, mais de 24 horas depois, que o sumido deu sinal de vida, telefonando para informar que ainda se encontrava em Itajuípe, na casa de amigos.

Alívio geral…






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