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Seleção do Rádio no início da década de 80, na antiga Desportiva (Foto Arquivo Aleilton Oliveira).
Seleção do Rádio no início da década de 80, na antiga Desportiva (Foto Arquivo Eilton Oliveira).

Funcionário aposentado do Banco do Brasil, Eilton Oliveira coleciona fotos raras dos tempos em que atuava no rádio grapiúna, junto com figuras como o hoje publicitário Sílvio Roberto. Uma dessas raridades é a imagem acima. Foi clicada no início dos anos 80, na antiga Desportiva, segundo o jornalista Valdenor Ferreira. Nela, estão grandes craques do rádio itabunense.

“O uniforme é da equipe da Rádio Jornal, mas reunia colegas de outras emissoras. Formávamos a Seleção do Rádio”, diz Sílvio Roberto, que não aparece na foto, mas jura que jogava um bolão.

A ordem dos craques (da comunicação) na foto é a seguinte:

Em pé, a partir da esquerda, aparecem Jorge Eduardo, Orlando Cardoso, Lucílio Bastos, Nivaldo Reis, Cacá Ferreira, Eduardo José e Welington Oliveira.

Agachados, a partir da esquerda, estão Valdenor Ferreira, Valter Barbosa, Jota Borges, Henrique Queiroz, Eilton Oliveira (o colecionador de raridades e hoje em Brasília) e o grande Biro-Biro.

Muitos deles já estão em um outro plano, mas deixaram exemplo de profissionalismo e de domínio do microfone, a exemplo de Lucílio Bastos e Jorge Eduardo.

Zico é entrevistado por Sílvio Roberto em jogo do Flamengo contra o Itabuna no sul da Bahia || Foto Acervo
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Porque hoje é domingo de Itabuna x Fluminense, no Estádio Luiz Viana Filho, aí vai uma da série “Baú do Esporte”.

O repórter Sílvio Roberto entrevista o craque rubro-negro, Zico, em jogo amistoso no qual o Flamengo derrotou o Itabuna por 2 a 1, no Itabunão. (O placar está anotado no site do rubro-negro, mas Sílvio acredita que tenha sido empate: 1 a 1, gols de Gerson Sodré e Zico) Tempos de glória para o futebol local.

Era fevereiro de 1979.

35 anos depois, Silvio continua na área de comunicação. Tornou-se professor e publicitário. “A camisa tinha o nome do repórter. Já era marqueteiro desde aquela época”, brinca em conversa com o PIMENTA. “A equipe [da emissora] era toda rubro-negra”, completa.

Sílvio era repórter de campo da Rádio Clube (Nacional) à época, assim como Robério Menezes, hoje à frente do site Sport News. Paulo Roberto Rezende (Paulão) fazia as entrevistas da arquibancada. Jota Borges cobria movimentação de torcedores e bilheteria. E, no gogó, o narrador Eilton Oliveira.

O time da Pioneira tinha ainda o saudoso Nivaldo Reis, que comentava o jogo, e o analista de arbitragem Gilson Alves. Adalto Virgílio e Elieser “Leão” Ribeiro completavam a equipe de esportes da emissora dos Capuchinhos.

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daniel_thameDaniel Thame | danielthame@gmail.com

É possível dizer que mudou sem mudar, porque ao longo deste um quarto de século, continua sendo o que sempre se propôs a ser: uma televisão com a cara e as cores do Sul da Bahia, com uma profunda identidade regional.

O mês era dezembro e o ano era 1987.

Em Itabuna, todas as cores no ar anunciavam a chegada de uma nova estação. Não era o verão.

Quem chegava -e lá se vão 25 anos- era a TV Cabrália, primeira emissora de televisão do interior do Norte/Nordeste, não apenas uma repetidora da programação da Rede Manchete, a quem era afiliada.

Mas uma emissora com programação própria, vida própria e, principalmente, com a alma do Sul da Bahia.

A chegada de TV Cabrália, como era de se esperar, gerou expectativa e euforia, numa civilização orgulhosa de seu fruto de ouro e de ter forjado o próprio desenvolvimento.

O fruto de ouro, dois anos depois, perderia seu brilho, esplendor e pujança por conta de uma doença com poderes de bruxa malvada.

A TV Cabrália, símbolo daquele tempo, atravessou sobressaltos, mas resistiu ao apocalipse econômico e social  que as bruxarias provocaram, fez história. E que história.

Começou como afiliada da Rede Manchete, depois SBT e, adquirida pela Igreja Universal do Reino de Deus, passou pela Rede Record, teve uma incipiente fase na Rede Mulher e hoje integra a Record News.

É possível dizer que mudou sem mudar, porque ao longo deste um quarto de século, continua sendo o que sempre se propôs a ser: uma televisão com a cara e as cores do Sul da Bahia, com uma profunda identidade regional.

Gestada pelo espírito empreendedor do Dr. Luiz Viana Filho e que ganhou forma nas mãos do visionário Nestor Amazonas, a TV Cabrália, além de acompanhar os principais acontecimentos e se envolver nas grandes causas sulbaianas nestes 25 anos, foi uma espécie de escola de profissionais de televisão, profissão até então inexistente por essas plagas amadianas e/ou pragas vassorianas, com o perdão do trocadilho irresistível. Leia Mais