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:: ‘Juvenal Maynart’

“JUVENAL LUTOU PELO FORTALECIMENTO DA CEPLAC”, AFIRMA RICARDO XAVIER

Sessão especial debateu revitalização da Ceplac em 2017

O presidente da Câmara de Itabuna, Ricardo Xavier, destacou o trabalho de Juvenal Maynart à frente da Ceplac nos últimos três anos. Juvenal deixou a direção do órgão na última sexta-feira (18).

“Juvenal é um grande técnico, lutou pelo fortalecimento da Ceplac e deixou uma marca na instituição”, disse Xavier, ressaltando que a revitalização da Ceplac é uma das bandeiras da Câmara de Itabuna.

Já em fevereiro de 2017, enfatiza Ricardo, a Ceplac fez 60 anos de criação e o Legislativo itabunense aprovou medidas visando o seu fortalecimento, durante Sessão Especial proposta, conjuntamente, por ele e pelos vereadores Charliane Sousa, Pastor Francisco e Babá Cearense.

CEPLAC GANHA NOVAS FORÇAS PARA TIRAR O CACAU DA CRISE

Sede regional da Ceplac na Rodovia Ilhéus-Itabuna || Foto Pimenta/Arquivo

Da Tribuna da Bahia

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) acaba de ganhar novas forças para tirar o cacau da crise em que se encontra, há quase três décadas. No último dia 1º, o presidente Jair Bolsonaro assinou a Medida Provisória 870 que determina o retorno da Ceplac ‘como órgão singular autônomo’.

Dia seguinte, quarta-feira, dia 2, o presidente publicou o Decreto nº 9.667 em que ‘Aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções de Confiança do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, remaneja cargos em comissão e funções de confiança, transforma cargos em comissão e funções de confiança e altera o Decreto nº 6.464, de 27 de maio de 2008, que dispõe sobre a designação e atuação de adidos agrícolas junto a missões diplomáticas brasileiras no exterior’.

A Medida Provisória 870 beneficiou, diretamente, à Ceplac, quando deu, à mesma, novas funções e cargos na sua estrutura. E, por extensão, mostrou um forte propósito em fortalecer o setor, com base na pesquisa e extensão; com foco na implantação de sistemas agroflorestais, que vão garantir a sustentabilidade futura da lavoura cacaueira. No decreto nº 9.667, foram criados cinco novos cargos, vinculados à Diretoria, em Brasília, que vão cuidar, exclusivamente, dos projetos e parcerias.

NOVA CEPLAC

Juvenal Maynart, diretor-geral da Ceplac

Representantes da instituição afirmam que a consultoria realizada no órgão, ano passado, foi definidora para esta consagradora vitória. “A Nova Ceplac” – como já está sendo denominada – foi mantida como órgão singular, porém com um viés mais voltado para a pesquisa e extensão por meio de projetos e parcerias.

“Trata-se de uma conquista significativa, que deve ser comemorada por todos os que lutaram pelo fortalecimento da Ceplac, uma instituição fundamental na retomada do crescimento no sul da Bahia”, destaca o diretor-geral, Juvenal Maynart Cunha, em entrevista, por telefone, a partir de Brasília.

Juvenal Cunha disse, ainda, que a consultoria identificou as potencialidades do órgão, bem como as suas fragilidades, em um longo estudo, que já começa a apresentar os resultados. “Em relação às superintendências, apontou diversas soluções, porém não recomendou o aumento de cargos”, sintetiza.

A partir da nova legislação criada em torno da Ceplac, os produtores estão na expectativa de um novo momento para o mercado de cacau e chocolate. Especialmente quanto à chegada de projetos consistentes para resolver o problema da baixa produtividade em algumas regiões, enquanto tratam da questão das dívidas em outras frentes.

ÁREAS DEGRADADAS

Hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia produtiva do cacau e do chocolate gira em torno de 25 bilhões de reais, gerando cerca de 180 mil empregos diretos no Brasil. Para Juvenal Cunha, “a revitalização do cacau nacional será feita usando os sistemas agroflorestais na recuperação de áreas degradadas nos biomas da Mata Atlântica e Floresta Amazônica”.

O diretor-geral da Ceplac reconhece que existem algumas questões ambientais a serem resolvidas na Bahia como o manejo do cacau Cabruca e o endividamento dos produtores. “Com a otimização e aprimoramento dos sistemas agroflorestais, será possível fazer o sistema Cabruca funcionar, não somente sob a perspectiva de lucratividade, mas, também, sob a perspectiva ambiental e os benefícios para a Mata Atlântica e para o mundo”, revela.

Na Bahia, a produção do cacau Cabruca, plantado em sub-bosque, tem um rendimento ainda pequeno. Nos 350 mil hectares utilizados se consegue apenas 250 kilos do produto por hectare; enquanto o Pará já atinge 900 kilos por hectare. Esta dificuldade no manejo é um dos diferenciais da baixa produtividade no nosso estado.

Quanto à sustentabilidade social da lavoura cacaueira, o gestor da Ceplac avisa que ela “está demonstrada no Projeto Rotas do Cacau, que tem foco no desenvolvimento local, sendo feito em parceria com o Ministério da Integração Nacional; enquanto, a sustentabilidade econômica está dentro do Plano de Expansão Sustentável da Produção que prevê um aumento na produção em 50% nos próximos 5 anos, atingindo 300 mil toneladas anuais e aumento de 100% na produção de amêndoas em 10 anos”, finaliza.

GOVERNO ACELERA DEFINIÇÃO DE NOVO MODELO DA CEPLAC; “É UMA VIRADA”, FESTEJA JUVENAL

Sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna.

Sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna.

Juvenal Maynart, diretor geral da Ceplac

Juvenal Maynart, diretor geral da Ceplac

O ministro em exercício da Agricultura, Eumar Novacki, assinou portaria que acelera a contratação de consultoria especializada para formatar o novo modelo organizacional da Ceplac. Edital para contratar a consultoria será definido, conforme a Portaria 2.088, pela comissão de implantação de grupo de trabalho.

A comissão será composta pela Coordenação-Geral de Desenvolvimento Institucional (CGDI) e diretoria da Ceplac, tendo 45 dias para conclusão dos trabalhos, conforme a Portaria assinada pelo ministro.

O plano está sendo definido dentro de um acordo de cooperação técnica do governo com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

“Vai pintar uma modelagem bacana para a Ceplac”, afirma o diretor geral do Departamento, Juvenal Maynart, em entrevista ao PIMENTA.

A formatação jurídica da Ceplac é um dos dez pontos de relatório do Grupo de Trabalho da Ceplac. Dentre os outros pontos, o relatório aponta como urgências a pesquisa da situação do Banco de Germoplasmas do Departamento e detalhamento do Plano de Crescimento Sustentável da cadeia produtiva do cacau.

O relatório também toca em pontos importantes para o órgão e para a lavoura cacaueira, a exemplo da adequação do planejamento estratégico da Ceplac 2012-2022 e o estudo para reedição do Fungecacau, com a finalidade de financiar programa de biossegurança para a cadeia produtiva.

Juvenal acredita que a criação do grupo de trabalho e contratação de consultoria especializada são passos importantes na definição do futuro da Ceplac. “É uma virada para a região, para a Ceplac, pois define um novo modelo [para o departamento]”, reforça.

MAIOR PRODUÇÃO DE CACAU E CHOCOLATE

Ainda na entrevista ao PIMENTA, o diretor geral do Departamento ressalta a importância da lavoura cacaueira para a economia, principalmente com estudos apontando que pode faltar cacau no mundo. Um dos seus derivados, o chocolate, registrou alta produção em 2016, alcançando 13%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab).

GOVERNO ANUNCIA R$ 2,13 BILHÕES PARA O CACAU

Juvenal festeja crédito para a lavoura.

Juvenal: crédito para a lavoura.

Governo assegura mais crédito para o cacau.

Governo: dinheiro para plantio.

A partir de 1º de julho, os cacauicultores poderão contar com R$ 2,13 bilhões em crédito de investimento para a implantação, melhoramento e manutenção de suas lavouras em sistemas florestais ou agroflorestais. O anúncio foi feito pelo governo federal.

Os recursos fazem parte do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC). Antes, o plantio com incentivo do ABC só era permitido na Amazônia. Com o novo PAP, foi ampliado para as outras regiões do país, principalmente Bahia e Espírito Santo.

De acordo com o diretor da Ceplac, Juvenal Maynart, financiar o incremento da produção do cacau no sistema de Agricultura de Baixo Carbono é uma visão inovadora. O cacau, reforça, é uma árvore nativa da Floresta Amazônica e de boa convivência com as florestas nativas.

Juvenal também ressalta o papel da Ceplac, hoje departamento do Ministério da Agricultura. “A Ceplac é detentora da ciência e extensão rural na inserção produtiva, tanto na Floresta Amazônica quanto na Mata Atlântica – ressalta o diretor.

Os projetos apresentados com essas finalidades às instituições financeiras terão limite de financiamento de até R$ 2,2 milhões por produtor de cacau a taxas de juros de 7,5% ao ano e com prazo de pagamento de até 12 anos. Além do cacau, também estão contempladas as plantações de açaí, oliveira e nogueira no Programa ABC.

DESAFIO É AUMENTAR PRODUÇÃO

O Brasil é o sétimo produtor de cacau do mundo, atrás da Costa do Marfim, Gana, Indonésia, Equador, Camarões e Nigéria. Em 2017, o país importará 60 mil toneladas de amêndoas. “O grande desafio é deixar de ser importador de amêndoas africanas, para melhor atender a indústria nacional, até mesmo pelos riscos fitossanitários”, destaca Maynart.

Segundo Maynart, o governo está implementando medidas que propiciem novos investimentos para a revitalização da economia cacaueira. O Brasil tem toda a cadeia produtiva de cacau e chocolate instalada no país, estando previsto para este ano negócios da ordem de R$ 22 bilhões.

De acordo o IBGE, em 2016, a produção brasileira ultrapassou 214,7 mil toneladas de amêndoas secas de cacau, em uma área de 707,2 mil hectares. Os principais estados produtores são Bahia (116,1 mil toneladas), Pará (85,8 mil), Espírito Santo (5,5 mil) e Rondônia (5,2 mil). Atualmente, o consumo interno é de cerca de 190 mil toneladas de derivados de cacau.

JUVENAL: “A MODERNIDADE CHEGOU E ENGOLIU A VELHA CEPLAC”

Juvenal: Ceplac precisa ir além dos portões.

Juvenal Maynart.

Juvenal Maynart, ex-superintendente regional da Ceplac, tem uma visão polêmica do órgão federal que, por décadas, foi uma das principais referência para a antes pujante região sul da Bahia. Para ele, o que antes era sinônimo de região cacaueira hoje precisa se reinventar. “A modernidade chegou e engoliu a velha Ceplac”.

O ex-superintendente empolga-se ao falar de outros temas que se relacionam ao – e com o – órgão federal, a exemplo de sistema cabruca e Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Para ele, a instalação do Centro de Formação em Tecnologias Agroflorestais representa um novo paradigma, assim como a própria universidade.

Confira um papo rápido com ele, que, na segunda passada, disse rejeitar um retorno ao comando regional da Ceplac. 

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A UFSB acaba de lançar um equipamento que sequer estava previsto para Itabuna, em seu planejamento inicial. O que muda na relação institucional e como o produtor e a sociedade vão ser beneficiados?

Juvenal Maynart – Entendo que a instalação do Centro de Formação em Tecnologias Agroflorestais, numa proposta de levar domínio dessas tecnologias – com a transversalidade da sustentabilidade ao produtor, será uma revolução na ciência e na extensão rural. É a ocupação do novo paradigma. A implantação de uma visão da extensão que levará engenheiros florestais e agrônomos a núcleos regionais, em que a ciência prática será a validadora do final de cursos de cada discente (aluno), um projeto com aplicação prática será o passaporte para a conclusão do curso. É uma visão totalmente nova de extensão.

Explique o que o senhor chama de novo paradigma na ciência e na extensão. Para onde ele nos levaria, em sua visão?

Juvenal – É uma visão de extensão multiplicada com tecnologia, inovação, sustentabilidade e, acima de tudo, a matriz de cacau cabruca em usos de Áreas de Proteção Permanente (APP), a implantação de reservas legais com árvores nativas, dentro de um projeto maior, a Conservação Produtiva, que é o que foi validado na Rio+20. Aonde nos levaria? À recuperação das bacias dos rios Cachoeira e do Almada. Falei de tecnologia, uso do sistema cabruca em APP, implantação de reservas com nativas. Isso resultaria na recuperação das nascentes e das nossas bacias.

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A Ceplac ainda fala em contratar novos extensionistas para ir de porteira em porteira, chegando pela manhã e saindo à tarde, esperando o almoço do fazendeiro e pleiteando meia diária do governo.

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A UFSB vai “engolir” a Ceplac?

Juvenal – Estamos falando de uma instituição que tem, nesse campo de que tratamos, um pró-reitor que emplacou um artigo na capa da Nature. A Ceplac se tornou uma instituição analógica. Falei que a nova extensão é revolucionária, exatamente, porque prevê uma multiplicação a partir de um uso intenso da tecnologia. A Ceplac ainda fala em contratar novos extensionistas para ir de porteira em porteira, chegando pela manhã e saindo à tarde, esperando o almoço do fazendeiro e pleiteando meia diária do governo. Não há espaço para esse extensionista no modelo proposto pela UFSB.

Vai engolir?

Juvenal – A modernidade chegou e engoliu a velha Ceplac, mesmo que esta ainda não tenha sido digerida. Já a UFSB, chega antenada com a modernidade no fazer científico. O que a sociedade clama é que a Ceplac seja capaz de se ajustar ao novo paradigma, que seja mais moderna, que se insira dentro da GigaSul, a rede de banda larga que vai atender a UFSB, mas também às outras instituições. Claro, não é apenas estar dentro dessa rede, mas o que vai se fazer estando ali.

O que quer a Ceplac?

Juvenal – Na verdade, a luta do velho é pela manutenção do status quo. Quando falo do velho, falo de seu corpo diretivo. A luta do velho é apenas por um mecanismo que dá a ele plenos poderes, que é a singularidade ceplaqueana. Querem ser autônomos, distantes do Ministério da Agricultura. Será que essa singularidade é boa para a sociedade? Claro que não. Essa luta pelo velho modelo só atende a esse desejo de se manter fechado dentro daqueles portões.

Há saída?

Juvenal – Claro. Se o velho estiver disposto a se adaptar ao novo modelo, é claro que a sociedade abraça. Agora, não dá para continuar eternamente enganando. A sociedade está atenta, os produtores melhoraram seu discurso e a imprensa está acompanhando tudo.

O senhor já foi superintendente para a Bahia e foi coautor desse processo de aproximação entre Ceplac e UFSB. Voltaria a dirigir o órgão nesse momento?

Juvenal – Como agente político, em exercício pleno dessa proposta, como quadro de meu partido, [o PMDB], estou disposto a ajudar no debate. Agora, pensar numa volta à Superintendência, jamais. Me sinto realizado com o trabalho feito. Figurinha repetida não completa álbum.

JUVENAL DESCARTA RETORNO À CEPLAC

Ex-superintendente da Ceplac Juvenal Maynart.

Ex-superintendente da Ceplac Juvenal Maynart.

Juvenal Maynart descartou possibilidade de retorno à superintendência regional da Ceplac na Bahia. “Não quero cargo, quero uma causa”, disse ao PIMENTA. O cargo ficou vago, hoje (8), com a exoneração de Carlos Alexandre Brandão (veja aqui).

Maynart tem, na verdade, causas: inovação e crédito rural. O acesso a crédito para a lavoura pode ocorrer por meio de captação de um fundo já defendido pelo agora ministro de Governo, Geddel Vieira Lima.

Outro entrave para um possível retorno de Maynart ocupa o mais alto cargo na estrutura do órgão federal. Repercutindo matéria deste blog, o ex-superintendente escreveu em uma rede social:

– Entrei e saí do Banco do Brasil duas vezes – fiz uma bela carreira -, depois de 15 anos afirmo: nunca sonhei com o banco, ficou no passado. Imagina um cargo onde passei dificuldades financeiras, assim foi montado pelos internos para ninguém de fora se interessar, e hoje tenho um inimigo declarado [Sérgio Murilo Menezes] na direção geral – disse.

Por fim, acrescentou: “Figurinha repetida não enche álbum”. Juvenal concedeu entrevista ao site. Nela, aborda temas como Ceplac, crédito rural e inovação na lavoura cacaueira, em parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia (USFB) e crédito rural.

A (BOA) INTERAÇÃO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO

WALMIR~1Walmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

 

Desenvolvimento, e não o simples crescimento baseado em alguns números e estatísticas, é o que nossas cidades precisam para promover oportunidades a todos os segmentos sociais. No caso de Canavieiras, o turismo que se avizinha é o da melhor idade e ecumênico, bastando, apenas que a cidade ofereça todas os serviços que esses turistas se sintam em casa.

 

Em tempo de recursos cada vez mais escassos, só resta aos municípios brasileiros buscar novos paradigmas de administração pública. Há muito não se consegue junto aos governos Federal e estaduais recursos suficientes para atender as necessidades mais prementes dos municípios, com responsabilidades crescentes no atendimento à população.

Aquele modelo de simples crescimento, calcado na implantação de obras sem planejamento não mais funciona hoje. A população, embora cada vez mais pobre e sem perspectivas, possui modernos instrumentos de comunicação rápidos e eficientes: as chamadas redes sociais, disponíveis em qualquer smartfone conectado a internet.

E o avanço tecnológico provocou uma mudança comportamental em toda a população, sem distinção da sua estratificação econômica e social. Determinada pessoa pode até não saber analisar determinada situação de forma pedagógica, mas tem o conhecimento do fato e sua metodologia de discernimento é o caixa do supermercado.

Daí, o cuidado redobrado do governante em mudar seus conceitos: ao invés do simples e atrasado crescimento, terá que perseguir o desenvolvimento, adotando o planejamento municipal e não só o das finanças, como sempre aconteceu. Qual a cidade que queremos, quais os recursos que dispomos e quais as nossas prioridades?

Tudo isso deverá estar contemplado no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) como linha mestra a ser seguida. Para elaborá-la, ou reformá-la, precisamos do apoio de técnicos especialistas em cidades e vontade política de executar suas recomendações, transformadas em lei balizadora do zoneamento urbano.

Agora, passados 10 anos da aprovação do Plano Diretor Urbano Municipal, é hora de recolocar Canavieiras no caminho do desenvolvimento, com propostas dentro de novas perspectivas. Para tanto, é primordial instrumentalizar o processo com uma política urbana concreta, baseada na vocação econômica e nas possibilidades futuras.

E parceiros para essa monumental empreitada não faltam. Temos hoje na região a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), com conhecimento acumulado sobre nossos municípios, e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), com uma proposta acadêmica diferenciada, o que a permite atuar de acordo com a realidade local.

Abrindo um parêntese, essa é a segunda grande oportunidade de Canavieiras integrar o rol dos municípios turísticos de fluxo perene. O primeiro foi o Projeto Canes (Complexo de Atividades de Natureza Econômica e Social), elaborado em 1990 pelos urbanistas André Sá e Francisco Mota e o economista Paulo Gaudenzi.

Nas ações complementares ao projeto Canes, a desapropriação de áreas no centro e na Ilha da Atalaia, para a implantação de hotéis, pousados e cabanas de praias padronizadas, bem como unidades residenciais. O Projeto Canes foi o primeiro grande vetor do desenvolvimento turístico de Canavieiras, proposta era a de transformá-la numa cidade que conseguisse reunir todas as condições de oferecer ao turista uma hospitalidade de primeira linha.

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GERALDO, DAVIDSON E ROBERTO JOSÉ

marco wense1Marco Wense

 

Dos quatros prefeituráveis de partidos que dão sustentação política ao governo estadual, o ex-alcaide é o grande favorito. Percentualmente, diria que Geraldo tem 90% de chance, Davidson 5%, Roberto José 4% e Leahy 1%.

 

Já estou ficando repetitivo quando digo que o PT de Geraldo Simões e o PCdoB de Davidson Magalhães vão caminhar juntos na sucessão do prefeito Claudevane Leite.

A união entre petistas e comunistas é uma questão de pura sobrevivência política. O cenário aponta uma dependência que tende a ficar cada vez mais escancarada.

Se a junção é considerada como favas contadas, então podemos dizer que o candidato do governismo será Geraldo Simões, com o PCdoB indicando o companheiro da chapa majoritária.

E Roberto José, que é do PSD do senador Otto Alencar, que é aliado do governador Rui Costa, como fica? Vai aceitar passivamente a fritura em torno da sua pré-candidatura?

Ora, até as freiras do Convento das Carmelitas sabem que o governador Rui Costa não medirá esforços para que a base aliada tenha um só candidato a prefeito.

Dos quatros prefeituráveis de partidos que dão sustentação política ao governo estadual – Geraldo Simões, Davidson Magalhães, Roberto José e Carlos Leahy, respectivamente PT, PCdoB, PSD e PSB –, o ex-alcaide é o grande favorito. Percentualmente, diria que Geraldo tem 90% de chance, Davidson 5%, Roberto José 4% e Leahy 1%.

É bom lembrar que a senadora Lídice da Mata, dirigente-mor do PSB, além de ter um bom relacionamento com o governador Rui Costa, comunga com a opinião de que qualquer cisão na base só faz ajudar a oposição.

Robertistas, obviamente os mais lúcidos e politizados, já defendem uma aproximação de Roberto José com o médico Antônio Mangabeira, pré-candidato pelo PDT do saudoso Leonel Brizola.

Muita coisa ainda vai acontecer na movediça areia da sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB).

GEDDEL EM ITABUNA

JuvenalMaynart CeplacAmanhã, sábado (28), o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o mano Lúcio Vieira Lima, cotadíssimo para substituir Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados, estarão em Itabuna para discutirem a sucessão do prefeito Claudevane Leite.

Serão recebidos pelo presidente do diretório do PMDB, Pedro Arnaldo, pelo médico Renato Borges da Costa, o pré-candidato Fernando Vita, o vereador Antônio Cavalcante e, principalmente, por Juvenal Maynart.

Digo principalmente, porque Geddel tem a oportunidade de parabenizar pessoalmente Maynart não só pelo bom trabalho realizado na Ceplac, quando superintendente do órgão, como na valorosa contribuição para a implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

JUVENAL DEIXA COMANDO REGIONAL DA CEPLAC; VIRGÍNIA HAGGE TAMBÉM É EXONERADA

Juvenal Maynart (à esquerda) com o reitor da UFSB, Naomar Monteiro.

Juvenal Maynart (à esquerda) com o reitor da UFSB, Naomar Monteiro.

Atos das exonerações de Juvenal e Virgínia (Reprodução Pimenta).

Atos das exonerações de Juvenal e Virgínia (Reprodução Pimenta).

Juvenal Maynart não é mais superintendente regional da Ceplac na Bahia. A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (17). Economista e administrador de empresas, Juvenal estava prestes a completar quatro anos na direção regional do órgão. A posse ocorreu em outubro de 2011.

Enquanto o governo não definir o novo superintendente, o cargo será ocupado pelo substituto imediato, Sérgio Murilo Menezes, engenheiro agrônomo da Ceplac . Ele foi mantido no comando da Ceplac mesmo após o rompimento do ex-ministro Geddel Vieira Lima com o governo federal. Geddel o indicou para o cargo. O governo manteve Juvenal graças ao trabalho que ele desempenhou no período à frente da superintendência.

A amigos, Juvenal tem dito que, no período no cargo, conseguiu dar protagonismo à Ceplac com discussões importantes como a política do preço mínimo para o cacau e a discussão sobre a conservação produtiva. Outro passo foi a defesa para que a Ceplac fizesse doação de terreno para a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e convênio que permitisse cursos de pós-graduação na área de ciências agrárias e botânica.

A política de conservação produtiva, observa, resultou na regulamentação do manejo de áreas cabruca. De acordo com entidades como o Sindicato Rural de Ilhéus, o decreto de manejo nestas áreas fez com que o preço de terras tivesse um ágio de quase 200%.

VIRGÍNIA HAGGE EXONERADA

Além de Juvenal, também foi exonerada a ex-deputada estadual Virgínia Hagge. Ela comandava a Superintendência do Ministério da Agricultura na Bahia. Virgínia mantinha-se no cargo por um pedido do deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), embora por indicação de Geddel. Os atos de exoneração de Juvenal e Virgínia foram assinados pela secretaria executiva do Ministério da Fazenda.

Atualizado às 15h20min

GEDDEL COM CARGOS NO GOVERNO FEDERAL

Juvenal: na mira.

Juvenal: na mira.

Geddel Vieira Lima, ex-deputado federal e ex-ministro da Integração Nacional, puxa uma ala de peemedebistas que defendem o desembarque do PMDB do Governo Dilma. Antes, já havia defendido que o partido devolvesse todos os cargos do consórcio PMDB-PT.

Por causa disso, começa a surgir pressão grande para que peemedebistas indicados por Geddel e que ocupem cargo no governo seja ejetados. Um dos alvos da pressão tem sido o superintendente da Ceplac na Bahia, Juvenal Maynart.

Juvenal jogou papel importante na Ceplac, acha que já deu e, agora, só espera o Diário Oficial. Tem olho grande na vaga dele. E o chefe, Geddel Vieira Lima, joga, assim, para tirá-lo do cargo.

CEPLAC DOA TERRENO PARA UFSB; FALTAM VANE E JABES

Juvenal, da Ceplac, e o reitor da UFSB, Naomar Almeida.

Juvenal, da Ceplac, e o reitor da UFSB, Naomar Almeida.

Áreas da Ceplac que serão doadas para a UFSB (Clique para ampliar).

Áreas da Ceplac que serão doadas para a UFSB (Clique para ampliar).

Será concretizada durante solenidade na terça-feira (9), a doação do terreno onde será construída a primeira etapa da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) vai formalizar a doação, pela Ceplac, de uma área de 37 hectares. Após a solenidade, a universidade deve lançar o edital de licitação para a construção dos módulos.

Nessa área vão funcionar o Centro de Formação em Ciências e Tecnologias Agroflorestais e o Centro de Formação em Tecnociências e Inovação, além de outros equipamentos do campus Jorge Amado.

De acordo com o reitor da UFSB, Naomar Almeida, esse evento vai marcar o lançamento do plano diretor ambiental e de construções do patrimônio físico da universidade. “Com isso, já vamos poder desencadear os processos licitatórios que, por sua vez, necessitam dos projetos arquitetônicos, também já encaminhados”.

O superintendente da Ceplac, Juvenal Maynart, que encaminhou a doação, não vê prejuízos para a instituição. Pelo contrário, enxerga uma volta por cima para a Ceplac. “O que está ocorrendo é uma mudança de paradigma, com a Ceplac saindo de uma condição de estagnação institucional para a de sócia e artífice de um novo ciclo de desenvolvimento regional”.

DESAPROPRIAÇÃO SEM FIM

Como era até previsível, embora a construção do campus comece por Ilhéus, nada tem a ver com a doação prometida pelo município que foi levado ao mundo pelo patrono da universidade. Assim como o colega Claudevane Leite, prefeito da terra onde nasceu Jorge Amado, Jabes Ribeiro ainda não concretizou a parte que lhe cabe – doar – nesse pequeno latifúndio. O processo de desapropriação segue – sem fim – nas terras de Jorge.

PRA FAZER VALER O “DECRETO DA CABRUCA”

Ato no qual Wagner assinou o decreto de gestão florestal na Bahia (Foto Manu Dias).

Ato no qual Wagner assinou o decreto de gestão florestal na Bahia (Foto Manu Dias).

O governador Jaques Wagner assinou ontem (2) o decreto de remanejamento florestal em toda a Bahia. Era uma promessa que virou realidade e reúne em torno dela críticos e entusiastas.

Juvenal Maynart, superintendente baiano da Ceplac, está no segundo grupo. Para ele, o decreto pode injetar em torno de R$ 5 bilhões na economia regional, nos próximos anos, ao estimular a conservação produtiva com recomposição com espécies nativas, principalmente as que correm risco de extinção.

Ao mesmo tempo, o decreto estimula a conservação produtiva e reconhece a cabruca como sistema produtivo. O superintendente alerta para a necessidade de os municípios se reunirem por meio de suas bacias hidrográficas como forma de garantir ganhos financeiros e ambientais.

NAOMAR REAFIRMA DIÁLOGO COM A CEPLAC E DIZ QUE UFSB TERÁ NOVO CONCURSO EM 2014

Naomar Almeida é reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

Naomar Almeida é reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

O reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Naomar Almeida, afirmou que ainda neste ano haverá outro concurso com a perspectiva de contratação de, pelo menos, 150 professores. Devido às eleições, este novo certame deverá ser lançado depois de outubro.

A universidade, que terá campi em Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas, espera contratar cerca de 617 professores e 640 servidores técnicos-administrativos nos próximos três anos.

Naomar também adiantou que a UFSB está trabalhando para obter parcerias estratégicas com órgãos como a Ceplac e a Valec, por exemplo, além do Polo de Informática de Ilhéus e o trade turístico. As conversas com a Ceplac estão adiantadas e terão peso fundamental na área de pós em ciências agroecológicas:

– Acreditamos que a universidade vai contribuir para a reestruturação da Ceplac – diz Naomar, que é também ex-reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Juvenal e Naomar falam de sinergia Ceplac-UFSB.

Juvenal e Naomar falam de sinergia Ceplac-UFSB.

As instituições dialogam, inclusive, para a montagem do Parque Tecnológico. “Esse parque vai permitir que possamos voltar a dominar a tecnologia de ponta para aproveitarmos as potencialidades de nossa região. Não será restrito ao cacau, para que não repitamos o erro de manter todo o foco em cima de uma única base, um único cultivo”, explica o superintendente da Ceplac na Bahia, Juvenal Maynart.

Para Naomar, o diálogo e a consecução dos projetos contribuem para a superação da “velha” Ceplac. “Vamos formatar uma nova instituição. Fazer isso, em conjunto com uma nova instituição, que chega, requer que aproveitemos as vantagens, os benefícios, pontos positivos e fortes de cada uma delas”. Naomar e Juvenal também concederam entrevista ao Agora que vai às bancas neste final de semana.

CEPLAC LIDERARÁ A COMISSÃO DE SUSTENTABILIDADE DO MAPA

JuvenalMaynart CeplacO Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou, por meio da portaria 891, de 17 de setembro de 2013, a Comissão de Desenvolvimento Sustentável da Agricultura (CDSA), no âmbito da Assessoria de Gestão Estratégica do Mapa. A Ceplac foi o órgão escolhido para liderar a comissão, que tem ainda a participação do Inmet, Embrapa e Conab.

A nova comissão vai acompanhar e elaborar posicionamento institucional (do ministério) sobre atividades relacionadas ao desenvolvimento sustentável da agricultura e do agronegócio brasileiros. Outra função será a de assessorar tecnicamente o parlamento em questões que tramitem no Congresso com essa temática.

Após a Rio+20, a Ceplac ganhou novo status nas questões referentes à sustentabilidade no meio rural, especialmente após a apresentação de seu projeto de Conservação Produtiva do cacau no sistema cabruca, defendido pelo superintendente baiano Juvenal Maynart.

Aliás, gol de Maynart.

JUVENAL DEFENDE CONSERVAÇÃO PRODUTIVA E ELOGIA WAGNER POR “VALIDAR PROPOSTA”

JuvenalMaynart CeplacA proposta de conservação produtiva nas fazendas de cacau sul-baianas é uma das bandeiras da gestão do superintendente da Ceplac na Bahia, Juvenal Maynart. Na última quarta (3), o dirigente comemorou os avanços na Bahia com a decisão do governador Jaques Wagner de assinar decreto que valida o projeto da Ceplac.

“A proposta é retomar o crescimento da produção e, ao mesmo tempo, incentivar a conservação ambiental”, diz. O dirigente explica como funcionaria a proposta. A defesa de Wagner da conservação produtiva nas áreas de mata atlântica e do manejo se deu na abertura do V Festival Internacional do Chocolate e Cacau, no Centro de Convenções de Ilhéus.

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BLOG PIMENTA – Como o senhor recebeu a notícia, do próprio governador, de que o decreto, finalmente, sai em agosto?

JUVENAL MAYNART – A sinalização do governador Jaques Wagner valida, na prática, o projeto Conservação Produtiva, proposto pela Ceplac e já em teste em cinco propriedades em Barro Preto. A proposta é retomar o crescimento da produção e, ao mesmo tempo, incentivar a conservação ambiental.

PIMENTA – De forma prática, como funcionaria esta proposta?

JUVENAL – A cada árvore exótica retirada, três a cinco espécies nativas da mata atlântica devem ser plantadas, com preferência para as que estejam em risco de extinção, como pau-brasil, jequitibá. O governador também prometeu um estudo para o manejo de árvores nativas, trabalhando controle rigoroso dessas espécies nas fazendas. Apenas em último caso uma árvore nativa poderá ser suprimida.

PIMENTA – O fator ambiental é preponderante, claro, mas como o produtor pode ser compensado?

JUVENAL – O projeto Conservação Produtiva prevê um valor agregado para quem conservar essas espécies. Além disso, o projeto reza que, no futuro, o conjunto florestal de sua propriedade sirva de garantia para operações de créditos – embora dela ninguém poderá dispor, uma vez que é patrimônio da humanidade. A propriedade será valorada pelo que conserva de fauna, flora e recursos hídricos, que entrarão nessa conta como ativos ambientais.

JuvenalMaynart Ceplac______________

SUSTENTABILIDADE – A região pode vir a ter um ganho incalculável em árvores nativas a partir das compensações e na valorização das propriedades, que passam agora a não serem tratadas apenas como fazendas, mas como ambientes produtivos sustentáveis.

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PIMENTA – Este seria o atrativo para o produtor?

JUVENAL – Na prática, o produtor será um fiel depositário das espécies nativas e mesmo das exóticas ao mesmo tempo que essa conservação também vai lhe garantir dinheiro extra, por meio do pagamento dos chamados serviços ambientais, aí incluídos preservação de nascentes e outros serviços, crédito de carbono etc.

PIMENTA – Quais as garantias de que toda essa proposta funcionará seguindo o conceito de conservação produtiva pregado pela Ceplac?

JUVENAL – O projeto define que o controle das árvores que compõem a cabruca deva ser feito por meio do monitoramento dos órgãos ambientais, estaduais e federais, por meio do sistema de rastreamento global (GPS), o georreferenciamento. Esse controle permite acompanhamento, árvore por árvore, em tempo real. Todos esses aspectos estão em teste nas fazendas que fazem parte do projeto.

PIMENTA- Propõe-se aí uma mudança de mentalidade, cultura, o que, à primeira vista, não parece fácil. Como “tocar” o produtor de que esta é uma iniciativa interessante – e viável – do posto de vista financeiro e ambiental?

JUVENAL – Os resultados dependem da adequação das propriedades rurais a partir do manejo para aumentar a produção do cacau. Com o rastreamento das localidades, as punições para eventuais descumprimentos da lei serão imediatas. A região pode vir a ter um ganho incalculável em árvores nativas a partir das compensações e na valorização das propriedades, que passam agora a não serem tratadas apenas como fazendas, mas como ambientes produtivos sustentáveis.

O CACAU NA PAUTA

Reunião na segunda, 20: Cacau volta à pauta nas esferas estadual e regional.

Reunião na segunda, 20: Cacau volta à pauta nas esferas estadual e regional.

De repente, o cacau voltou à pauta dos governos estadual e federal. Há duas semanas, o governo anunciou a inclusão do produto na Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), faltando apenas o “ok” da presidente Dilma Rousseff.

Nesta semana, o governo baiano sinalizou avanços que contemplam a visão de conservação produtiva, defendida pela Ceplac, e que fomenta a cultura do cacau-cabruca, sistema agroflorestal imprescindível para a preservação da Mata Atlântica. O secretário Eugênio Spengler (Meio Ambiente) antecipou que o governo publicará decreto que visa disciplinar a retirada de árvores exóticas e madeira caída em áreas de cabruca, o manejo sustentável.

Aliado a essas discussões – seja no preço mínimo ou na conservação produtiva -, a Ceplac voltou a mostrar a sua importância para a lavoura cacaueira. Quando assumiu a superintendência baiana do órgão federal, Juvenal Maynart dizia que o primeiro passo era colocar as discussões relacionadas ao cacau em outro patamar.

Aos poucos, o cenario vai mudando de forma positiva e – mais importante – com a participação dos produtores e da própria Ceplac.

UMA OBSERVAÇÃO DE 18 MESES

eduardo thadeuEduardo Thadeu | ethadeu@gmail.com

O corporativismo da velha senhora (Ceplac) não permitia que ventos novos entrassem por suas janelas.

Em agosto de 2011, morando em Salvador, passando por Itabuna, em viagem ao Rio de Janeiro, minha cidade natal, tive o prazer de me encontrar com os senhores Juvenal Maynart e Wallace Setenta, que, naquela oportunidade, estavam envolvidos em um grupo dedicado a restabelecer o conhecimento empírico, estudar e entender o significado do Sistema Agroflorestal focado na produção de cacau e localmente conhecido como Cabruca.

Fui por eles convidado à esta conversa por conta de minha anterior experiência em Planejamento e Desenvolvimento Regional Integrado Sustentável- PDRIS na Amazônia e por minha militância de mais de 30 anos junto à causa ambientalista.

Neste dia me convidaram para participar de uma visita à Fazenda Almirante, de propriedade da multinacional Mars, no então vindouro mês de setembro/2011.

Convite aceito e com a curiosidade a flor da pele voltamos em Setembro para conhecer “in loco” a tal da Cabruca. No mesmo dia da visita três fatores afetaram profundamente minha percepção das possibilidades do Sistema Cabruca.

O primeiro foi o contato físico, quase indescritível fora da poesia – parafraseando o produtor Pedro Mello – das lembranças dos tempos dos “empates” na Amazônia Ocidental que significou adentrar uma cultura de cacau cabruca, uma determinação econômica, sob o manto acolhedor da Mata Atlântica, preservada e viva, o que não vi na Amazônia na década de 70 e 80 do século passado, onde a realidade era restrita pela necessidade da preservação pela preservação sem alternativas econômica e de sobrevivência para aquele povo .

O segundo fator determinante foi a observação de que havia dedicação e competência técnica, social e política para que a Região pudesse se beneficiar de tal tradição ao ter o prazer de conhecer naquele mesmo dia os senhores Durval Libânio, presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Cacau do Ministério da Agricultura e do Instituto Cabruca, e Joelson Ferreira, liderança inconteste dos pequenos produtores locais e presidente do Assentamento Terra Vista, experiência exemplar do MST no Brasil.

O terceiro fator, que se consubstanciou em mais uma certeza, foi a clara necessidade de que o mundo tinha que conhecer esta realidade e que, no limiar da Conferência Rio + 20, esta seria a grande oportunidade de mostrarmos ao mundo uma agricultura sustentável preconizada mundo afora e que aqui já era executada há mais de 2 séculos e meio.

Em parceria com os atores envolvidos e reconhecidos imediatamente, procuramos as instituições envolvidas com a organização da Conferência das Nações Unidas para a Sustentabilidade – Rio + 20 – tentado mostrar-lhes a oportunidade, adequação e necessidade de que o Sistema Cabruca fosse divulgado, avalizado, priorizado e apoiado não só pelo governo brasileiro, como também pelo mundo atento à essas questões tão atuais e atrativas. Ações, viagens, e dedicação foram desenvolvidas com recursos próprios e em nome das décadas de militância em função da causa do desenvolvimento sustentável pelo grupo então envolvido.

Quiseram as démarches políticas locais que o senhor Juvenal Maynart fosse nomeado, em novembro de 2011, superintendente regional da Ceplac na Bahia, e a seu convite eu viesse a participar de sua equipe como colaborador eventual, uma vez que o corporativismo da velha senhora (CEPLAC) não permitia que ventos novos entrassem por suas janelas.

As tratativas para que levássemos a CABRUCA à Rio + 20 tiveram excelentes resultados. Em parceria com a Sociedade Brasileira de Sistemas Agroflorestais apresentamos a Cabruca no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, dentro da programação oficial do governo brasileiro, tendo como ápice a exibição em duas sessões do documentário “The Cabruca Cocoa – The Cocoa from Brazilian Atlantic Rainforest”.

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AÇÃO POLÍTICA E GESTÃO PÚBLICA – OU ‘HABEMUS CACAO!’

Domingos Matos2Domingos Matos | matos.domingos@gmail.com

Os produtores queimam cacau hoje, em protesto contra a importação do produto da África, porque os nossos armazéns estão abarrotados. O que temos de amêndoas aqui dá – de sobra – para atender a planta moageira instalada no país. Isso é autossuficiência.

No dia em que o presidente da Venezuela Hugo Chavez fez a viagem, e o mundo viu a população em peso nas ruas chorando sua morte, poucas horas antes, em Ilhéus, um protesto contra a importação de cacau pelas indústrias moageiras instaladas no Brasil também chamou a atenção do país.

O leitor deve estar se perguntando o que teria a ver El Comandante com o protesto em Ilhéus. Muita coisa, diria. Uma, importantíssima: os dois fatos – o luto dos venezuelanos e o luxo de se queimar cacau na rua – derivam de uma ação política.

Da parte de Chavez, sabemos que sua popularidade veio da execução de um projeto (social) que fez com que o país auferisse ganhos econômicos e sociais bastante expressivos.  No sul da Bahia, o fato – repito – luxuoso de se queimar cacau em praça pública também só é possível porque houve, antes disso, um projeto, gestado, implantado e gerido a partir de uma ação política, visando um resultado que beneficiasse toda a sociedade.

Esse projeto foi parido dentro da Ceplac, divulgado com antecedência, e hoje permite que a região possa dizer que já não precisa de cacau importado. Falo aqui do projeto “Autossuficiência com Sustentabilidade”, oficializado no Dia Internacional do Cacau, no auditório da Ceplac, mas que foi apresentado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima em janeiro de 2012 pelo superintendente da Ceplac/Bahia, Juvenal Maynart, em conjunto com o chefe do Centro de Pesquisas do Cacau, Adonias de Castro.

Lembremos que dias antes da oficialização, a Ceplac voltava, vitoriosa, de sua participação na conferência da ONU para a sustentabilidade, a Rio+20, onde o cacau da Bahia foi inserido no documento oficial do governo brasileiro para as Nações Unidas como uma das premissas para a sustentabilidade, capaz de contribuir para a diminuição da fome e das desigualdades no país (o cacau cabruca foi consignado como a nona das 10 premissas do MAPA para uma agricultura sustentável).

Pois bem. A safra de 2012 na Bahia bateu 154 mil toneladas – segundo consultoria independente – e a desse ano tem previsão de ultrapassar as 160 mil toneladas. Ora, os produtores queimam cacau hoje, em protesto contra a importação do produto da África, porque os nossos armazéns estão abarrotados. O que temos de amêndoas aqui dá – de sobra – para atender a planta moageira instalada no país. Isso é autossuficiência. E essa autossuficiência foi prevista como uma ação política, direcionada para a sociedade regional.

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CEPLAC: ADONIAS NEGA INTERESSE EM CARGO

Adonias Castro, da Ceplac.

Adonias de Castro, da Ceplac.

Em contato com o PIMENTA, o dirigente do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), Adonias Castro, negou que tenha se movimentado para assumir a superintendência da Ceplac na Bahia.

– Sou funcionário da Ceplac onde exerço função no Centro de Pesquisa do Cacau sem nenhuma vinculação político-partidária – disse, lembrando que chegou ao cargo de diretor do Cepec por meio de indicação dos meus colegas de trabalho e da direção da instituição.

Castro disse também não existir, da parte dele ou de qualquer pessoa próxima, “nenhuma ação” visando assumir o cargo de superintendente, hoje ocupado pelo administrador Juvenal Maynart.

TÉCNICOS E PRODUTORES DISCUTEM PROPOSTA DE PREÇO MÍNIMO PARA O CACAU

Preço mínimo pode assegurar melhor cotação para cacau.

A baixa cotação do cacau no mercado interno levou Conab, Ceplac e produtores a discutir a garantia de um preço mínimo para o produto. A proposta ainda será formatada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e, posteriormente, entregue aos ministérios da Agricultura e da Fazenda.

A intenção é evitar maiores perdas para os produtores que, hoje, pagam, na média, R$ 10,00 a mais a cada arroba comercializada. Ontem, 9, a arroba do cacau era cotada a R$ 65,00, mas o produtor paga até R$ 78,00 para colher, secar e pôr o produto à venda.

O economista Antônio Zugaib, da Ceplac, vai abordar os custos de produção no III Congresso Brasileiro de Cacau, evento que começa amanhã, 11, às 19h, em Ilhéus. Com o preço mínimo, a ideia é garantir ao produtor a remuneração da atividade. O desafio enfrentado é mostrar que a amêndoa de cacau é cotada em bolsa de valores, mas os produtores amargam prejuízos por anos seguidos.

Juvenal cita “retorno” do cacau à mídia.

Responsável pela commodity cacau na Conab, Mario Cézar Luz Ferreira acrescenta a concorrência externa. Nos países africanos, por exemplo, não há preocupação ambiental nem com a remuneração dos trabalhadores, o que torna a relação, no entendimento de Mario Cézar, injusta com os cacauicultores brasileiros.

Superintendente da Ceplac na Bahia, Juvenal Maynart vê essa discussão como parte “de um contexto maior” em que o cacau volta a ter importância na mídia e a produtividade chega até a superar o período anterior à vassoura-de-bruxa, que dizimou a lavoura sul-baiana. “É um processo positivo e isso, sem dúvida, é reflexo da atuação da Ceplac”, disse.

JORGE CARILO É O “CACAUICULTOR DO ANO”

Solenidade prestou homenagem a produtores sul-baianos.

O produtor Jorge Roque Carilo Pinto, da Fazenda São Jorge, em Ilhéus, foi eleito “Cacauicultor do Ano” durante as comemorações do Dia Internacional do Cacau, ontem, na sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus–Itabuna. Manoel de Jesus, da Fazenda São José, de Valença, no Baixo Sul, foi eleito o Agricultor Familiar Destaque.

Ontem, a Ceplac apresentou o projeto de autossuficiência da produção de cacau baiana, entregue ao secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Erikson Chandoha. O diretor da Ceplac, Jay Wallace Mota, afirma que o objetivo é reduzir à importação do cacau pelo Brasil.

Atualmente, a produção do país é de cerca de 130 mil toneladas por ano, enquanto o parque moageiro de Ilhéus tem capacidade instalada para processar 230 mil toneladas anuais de cacau. O superintendente da Ceplac na Bahia, Juvenal Maynart, destacou inclusão de uma agenda positiva como necessário para reafirmar a Ceplac como órgão que dá respostas à sociedade, por meio da pesquisa e da extensão.

A autossuficiência, além de contribuir no equilíbrio da balança comercial e no aumento de ganhos econômicos dos produtores, reduz as chances de introdução de doenças nas plantações nacionais de cacau.

Durante o evento, foi assinado convênio de repasses de recursos da ordem de R$ 436 mil do ministério ao Instituto Biofábrica, que encontra-se em situação pré-falimentar. A verba será destinada à ampliação da produção de mudas de cacau.

CEPLAC DEFENDE AUTOSSUFICIÊNCIA NA PRODUÇÃO DE CACAU

Ceplac fala em autossuficiência na produção de cacau.

O desafio da autossuficiência nacional na produção de amêndoas de cacau, assim como a sustenbilidade da lavoura, são temas do Dia Internacional do Cacau, que esse ano teve as comemorações transferidas pela Ceplac para o próximo domingo (15) – o dia oficial é o primeiro domingo do mês de junho.

O projeto “Cacau: Autossuficiência com Sustentabilidade” será apresentado a cacauicultores, autoridades e imprensa durante palestra no auditório do Cepac, na sede regional da Ceplac, no quilômetro 22 da BR-415, entre Ilhéus e Itabuna. A festa também vai homenagear os cacauicultores Destaque do Ano.

O Brasil tem déficit de 40 mil toneladas para atender à demanda da indústria moageira implantada no país. A autossuficiência, além das questões de equilíbrio da balança comercial, minimização dos riscos de desemprego na cadeia produtiva e aumento de ganhos econômicos para os produtores, ainda é essencial para reduzir as chances de introdução de doenças nas plantações nacionais.

O projeto que a Ceplac vai apresentar terá como um dos pilares o fortalecimento do cooperativismo e associativismo rural, com ênfase ainda na agricultura familiar. “Queremos, além da autossuficiência, a sustentabilidade do agronegócio cacau. A solução passa pela inclusão de todos, inclusive do fator meio ambiente”, observa o superintendente da Ceplac na Bahia, Juvenal Maynart.

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