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:: ‘legislativo’

DINHO GÁS É ELEITO PRESIDENTE DA CÂMARA DE ILHÉUS

Dinho Gás aponta geladeira vazia... Situação deve melhorar para ele e a oposição

Como o PIMENTA antecipou, a divisão interna do PT e o surto de Pilatos do prefeito Newton Lima (que lavou as mãos) permitiram que o vereador Edivaldo Nascimento de Souza, o Dinho Gás, do PSDC, fosse eleito há pouco para a presidência da Câmara de Ilhéus.

O vereador disputou o comando da casa com Paulo Carqueja, do PT, que terminou com cinco dos treze votos. Seu colega e correligionário Alisson Mendonça, que também queria ser candidato a presidente, sequer apareceu para votar e, mesmo que aparecesse, não evitaria a derrota petista.

Carqueja é ligado ao deputado federal eleito Josias Gomes (PT), que fez um acordo com o ex-prefeito Jabes Ribeiro para eleger o aliado. Contudo, prevaleceu a articulação feita pelo atual presidente, Jailson Nascimento (PMN), que há algum tempo formou o bloco de sete vereadores na oposição a Newton Lima.

Ganharam Jailson e a oposição. Perderam o governo e o sempre dividido PT.

INCOMUNICÁVEIS

Quem experimentou telefonar para algum vereador ilheense nesta manhã provavelmente não conseguiu o contato. Estão todos em local “incerto e não-sabido”, o que normalmente ocorre nos momentos que antecedem a eleição da Mesa Diretora.

A medida tem como objetivo evitar mudanças repentinas de voto, movidas por propostas nem sempre tão decentes.

Nesse meio, a confiança não é muito recomendada.

A BANCADA DOS GAZETEIROS

Do Trombone

Nunca se soube do vereador Ruy Machado que este fosse um exemplo de assiduidade nas sessões plenárias da Câmara de Itabuna. Agora, líder de uma bancada que se autodenomina “independente”, parece que expande seus conhecimentos gazeteiros aos liderados, que também, de uma hora para outra, deram para faltar às sessões.

A de hoje, por exemplo, seria para iniciar a discussão da lei orçamentária de 2011, mas só apareceram no Plenário Raymundo Lima quatro vereadores: o atual presidente Clóvis Loiola, o presidente eleito Roberto de Souza, Raimundo Pólvora e o líder do governo Milton Gramacho.

Aliás, parte da bancada “independente” foi vista no edfício Módulo Center, famoso centro médico, empresarial e abrigo de grandes escritórios advocatícios. É lá também onde se instala o escritório da estatal baiana do gás natural, a BahiaGás, comandada pelo PC do B.

Por coincidência, o vereador Ruy Machado se fazia acompanhar, na hora da sessão, no edfício Módulo Center, pelo colega comunista Wenceslau Júnior e os dois advogados que patrocinam sua defesa na tentativa de derrubar Roberto de Souza da Mesa da Câmara – Ruy é o segundo eleito para o mesmo cargo no singular legislativo itabunense. Todos assessorados, ainda, pelo secretário demissionário da Administração, Sargento Gilson.

Olha o exemplo, “presidente”!

DA SÉRIE: “TUDO JUNTO E MISTURADO”

Que a mesa diretora da Câmara de Vereadores de Itabuna eleita no dia 30 de novembro é governista, não há dúvidas. Apesar de contar com o apoio do que resta da oposição, a mesa tem todos os seus cargos ocupados por membros da situação.

Ruy Machado, o possível futuro presidente (porque há outra mesa anteriormente eleita e não se sabe ao certo qual será confirmada), afirma independência, mas suas relações políticas são tão complicadas, que ninguém acredita muito nessa tal liberdade.

Tornou-se versão aceita e difundida que a disputa pela Mesa da Câmara se travou entre duas “facções” do governo Azevedo. Uma liderada pelo secretário da Administração Gilson Nascimento e outra sob o comando da secretária particular do prefeito, Joelma Reis, que na curiosa estrutura da administração municipal tem status de primeira-ministra.

É verdade que esses dois próceres do governo Azevedo vêm duelando há algum tempo e realmente disputaram a Mesa do legislativo, inclusive com loteamento prévio de cargos.

Venceu Machado, o escolhido de Gilson Nascimento. Mas há quem diga que, independente do nome escolhido, há um secretário de Azevedo que não perderia de jeito nenhum. Ele se chama Carlos Burgos, o titular da Fazenda e que, em tese, apoiaria Gramacho…

Em tese, porque alguns fatos sugerem que a coisa não é tão simples. Machado entrou com uma ação judicial contra Roberto de Souza, que reivindica a condição de presidente eleito, com o benefício da anterioridade e sem a mácula de ter invadido o plenário para garantir sua eleição.  E o advogado do autor da ação faz parte do escritório de um certo Carlos Burgos.

Ou seja, tudo em casa… E a independência, ó…

RELAÇÕES PERIGOSAS

Para quem via até pouco tempo atrás o vereador Roberto de Souza (PR) se engalfinhando com o presidente da Câmara de Itabuna, Clóvis Loiola (PPS), chega a impressionar a cena vista nesta manhã em pleno setor de Recursos Humanos do legislativo municipal.

Dentro da sala, de portas trancadas, estão os dois vereadores acima mencionados, juntamente com o atual diretor administrativo Antônio Carrero, e o ex-chefe do RH, Kleber Ferreira. Ex-inimigos ferrenhos e agora “mui amigos”.

Uma união, pelo que se sabe, pautada em interesses inconfessáveis.

CÂMARA DE ITABUNA FECHOU SEM SER FERIADO

Apesar de quarta-feira ser dia de sessão plenária na Câmara de Vereadores de Itabuna,  ontem a sede do legislativo ficou fechada. Não se sabe se foi o choque pelos acontecimentos de terça-feira, 30, mas o fato é que não houve qualquer informação oficial da presidência sobre o “feriado”.

Aliás, já no dia anterior o presidente Clóvis Loiola havia determinado que todos os funcionários se retirassem da Câmara. Era tentativa de impedir a sessão especial que elegeria a mesa diretora para o próximo biênio. Mesmo assim, o plenário foi aberto com a ajuda de um chaveiro e a sessão aconteceu.

Pior foi o aperto que muitos funcionários enfrentaram, já que alguns veredores (ligados a Machado) pediam que os servidores ficassem, enquanto o grupo associado a Loiola mandava todo mundo para casa.

Quem quis ficar chegou a ser ameaçado de exoneração.

“É UMA ELEIÇÃO OFICIOSA, NÃO OFICIAL”

O líder do governo na Câmara de Vereadores de Itabuna, Milton Gramacho (PRTB) contesta a eleição da chapa encabeçada pelo colega Ruy Machado (PRP) para a presidência da Mesa Diretora.

Gramacho sustenta que o questionamento apresentado pelo vereador Roberto de Souza sobre a formação da chapa e a “desconvocação” (viva Odorico Paraguassu!) da sessão desta terça-feira, 30, pelo presidente Clóvis Loiola, invalidam a eleição.

Confira no player abaixo:

“FECHARAM A CASA, COMO SE AQUI FOSSE UMA BODEGA”

Machado (o menorzinho, fazendo o "V" da vitória) e os vereadores que o apoiaram (foto Fábio Roberto)

Em entrevista concedida ao PIMENTA, logo após a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara de Itabuna, da qual será presidente, o vereador Ruy Machado (PRP) assegurou que não permitirá dependência do legislativo diante do executivo. Ele também criticou o atual presidente, Clóvis Loiola, que desmarcou a sessão programada para eleger a Mesa e mandou trancar o plenário nesta terça-feira, 30.

“Eles fecharam a casa como se aqui fosse uma bodega”, afirmou Machado, em seu estilo característico. O vereador também declarou que mantém bom relacionamento com o colega Roberto de Souza (PR), que foi alijado da chapa eleita hoje.

Clique no player abaixo para ouvir o bate-papo.

MACHADO FALA COMO PRESIDENTE

O vereador Ruy Machado (PRP) foi eleito há pouco para a presidência da Câmara de Vereadores de Itabuna no biênio 2011-2012. Sua chapa teve oito votos (veja na nota abaixo quem estava na sessão).

Cinco vereadores tentaram boicotar a sessão: o presidente Clóvis Loiola, Solon Pinheiro, Raimundo Pólvora, Milton Gramacho  e Roberto de Souza. Gramacho encabeçaria uma chapa que conta com o apoio do prefeito José Nilton Azevedo.

Loiola convocou a sessão especial para a votação da nova mesa e, depois, expediu uma nota pública “desconvocando” a sessão. A nota foi desconsiderada pelo bloco encabeçado por Machado.

O futuro presidente (caso a chapa sobreviva às investidas que certamente virão) afirmou que lutará por um legislativo independente. Logo mais, o PIMENTA publica trechos em áudio da entrevista feita pelo repórter Fábio Roberto com o vereador Ruy Machado.

POLÍCIA NO PLENÁRIO DA CÂMARA

Pelo menos quatro homens armados, à paisana, encontram-se no plenário da Câmara de Vereadores de Itabuna, onde neste momento oito membros da casa participam da sessão que pode eleger a nova mesa diretora. A informação é de que a equipe destacada para assegurar a realização da sessão é formada por policiais militares.

A reunião conta com a presença dos vereadores Wenceslau Júnior (PCdoB), Claudevane Leite (PT), Milton Cerqueira (DEM), Didi do INSS (PDT), Rose Castro (PSDB), Gerson Nascimento (PV), Ricardo Bacelar (PSB) e Ruy Machado (PRP).

Ao chegar ao local, os vereadores encontraram a porta do plenário trancada e foi necessário acionar um chaveiro para abrir a porta. O presidente da Câmara, Clóvis Loiola (PPS), agora aliado do vereador Roberto de Souza (PR), fez de tudo para impedir a sessão.

MAIS UMA SESSÃO TUMULTUADA NA CÂMARA

Os sete vereadores que apoiam a eleição de Ruy Machado (PRP) para a presidência da Câmara de Itabuna, incluindo o próprio, tentarão realizar a votação da Mesa Diretora na tarde desta terça-feira, 30, independentemente do ofício assinado pelo presidente Clóvis Loiola (PPS), “desconvocando” a sessão.

Um vereador do grupo ligado a Machado assegurou na manhã de hoje ao PIMENTA que a sessão está confirmada. Segundo ele, o protocolo do requerimento de inscrição da chapa na Secretaria Parlamentar foi suficiente para garantir a votação. “No Regimento Interno da Câmara, não existe esse negócio de desconvocação”, pilheriou o vereador, que pediu para ter seu nome mantido em sigilo.

A tal “desconvocação” foi determinada por Loiola, atendendo solicitação do vereador Roberto de Souza (PR). Este afirmou que seu nome foi incluído na chapa de Ruy Machado sem autorização, enquanto os “machadistas” alegam que Souza se indignou porque exigia continuar na primeira-secretaria.

Como a sessão desta terça-feira promete transcorrer num clima pouco amistoso, a polícia militar foi acionada para manter os embates dentro de relativa ordem. Não será fácil.

Nota da "desconvocação": assinatura de Loiola e timbre do gabinete de Roberto de Souza

MESA FORMADA… NO BAR “PSIU!”

“Psiu!” é interjeição que invoca silêncio e também o nome de um bar situado à margem da BA-001, trecho Ilhéus-Canavieiras. É neste local de nome sugestivo, por remeter a discrições e segredos, que estão reunidos seis vereadores e outros dois interessados na formação da próxima mesa diretora da Câmara de Vereadores de Itabuna.

Chegaram primeiro os vereadores Milton Cerqueira, Ruy Machado e Claudevane Leite, além do secretário da Administração de Itabuna, Gilson Nascimento, o sargento. Em seguida, apareceram os vereadores Wenceslau Júnior, Ricardo Bacelar, Didi do INSS e o ex-diretor da Biofábrica, Moacir Smith Lima, o “xerife”, que deverá ser o novo diretor administrativo da Câmara, se Machado for eleito presidente.

A conversa, como não poderia deixar de ser, se dá à chamada boca pequena. Mas um mosquitinho de ouvido afiado nos revelou que, no momento, o assunto é o adiamento, sine die, da eleição da nova mesa, que aconteceria nesta terça-feira, 30.

O grupo tem o comprovante de que a chapa foi protocolada na Secretaria Parlamentar e acha que não tem como mudar a data. Com um sargento e um xerife à mesa, o espírito é de partir para o ataque.

FUTURO DIRETOR

O grandalhão Moacir, ao lado amigo Ruy Machado

Caso o vereador Ruy Machado (PRP) seja eleito presidente da Câmara de Itabuna, já está definido o nome do próximo diretor administrativo da casa. Será o ex-diretor da Biofábrica de Cacau, Moacir Smith Lima, amigo de Machado e do deputado federal Geraldo Simões (PT).

Lima foi secretário de Governo da Prefeitura de Itabuna na segunda gestão de Simões. Foi também por indicação do petista que ele assumiu a Biofábrica e, recentemente, a coordenação da campanha do deputado estadual Fábio Santana (PRP), que não conseguiu a reeleição.

O nome de Moacir Smith Lima teria obtido consenso entre os vereadores que apoiam Ruy Machado. Acredita-se que a ligação do indicado com a esquerda favorece a imagem do candidato a presidente do legislativo, cuja conduta política não inspira muita confiança.

Entre esquerda e direita, Machado sempre optou pelo “depende”…

A NOVELA DA CÂMARA DE ITABUNA

Milton Cerqueira é assediado por Roberto de Souza

É possível que a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Itabuna não aconteça nesta terça-feira, 30. Diante da possibilidade de derrota para o grupo que se uniu em torno do vereador Ruy Machado (PRP), o bloco afinado com o líder do governo, Milton Gramacho (PRTB), opera para mudar a data da votação. A intenção é ganhar tempo para as cooptações.

No momento, um dos vereadores mais assediados pelo grupo de Gramacho é Milton Cerqueira (DEM). Ele fechou com Machado e diz que não volta atrás, mas até a presidência da mesa já lhe foi oferecida para que reconsidere a decisão. A oferta foi feita pelo novo (e inimaginável) bloco que se formou na Câmara: Gramacho, mais o presidente Clóvis Loiola (PPS) e o primeiro-secretário Roberto de Souza (PR).

Roberto apoiaria Machado, mas pulou do barco quando lhe negaram a permanência na primeira-secretaria, o cargo mais importante depois do presidente e que Roberto tem mantido há bastante tempo sob seu controle. Neste domingo, 28,o vereador Wenceslau Júnior (PCdoB) confirmou o rompimento com o colega do PR e deixou claro o motivo: “ele exigia a primeira-secretaria, mas ninguém pode ter cadeira cativa na mesa diretora”.

O caldo entornou e, isolado, Roberto de Souza foi apegar-se ao “inimigo” Loiola, de quem passou a ser amigo “desde criancinha” e agora dispara contra os ex-aliados Wenceslau Júnior, Ricardo Bacelar e Claudevane Leite.

O grupo que apoia Machado também tem seu lado dentro do governo municipal. Seu padrinho é o secretário da Administração, Gilson Nascimento. Já a chapa encabeçada por Gramacho foi montada no gabinete do prefeito, com pinceladas de sua secretária particular, Joelma Reis. Esta já teria feito as indicações para os cargos mais importantes na administração da Câmara.

SENA CRITICA “BALCÃO DE NEGÓCIOS” NA CÂMARA

Luís Sena exerceu mandato de vereador de Itabuna por 12 anos (1997-2008). É com a visão de quem esteve no legislativo por tanto tempo que o cururu define como “lamentável” o quadro hoje visto na “Casa do Povo”.

– É lamentável tanto pela [baixa] produção de projetos e proposituras quanto pela qualidade das discussões. Deixa muito a desejar. Para complementar, ainda temos estas denúncias de malversação.

Sena, presidente de honra do PCdoB itabunense, faz críticas duras ao presidente da Câmara, Clovis Loiola (PPS), que “aproveitou para fazer essa coisa toda que está aí”. Loiola é acusado de pilotar um esquema que desviou mais de R$ 1 milhão dos cofres da Câmara e deverá ser julgado pelo Conselho de Ética do legislativo.

O relatório da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do “Loiolagate” apontou o presidente da Casa como responsável pelo esquema de corrupção e citou o primeiro secretário Roberto de Souza (PR), por ter se omitido no papel de fiscalizador dos atos do presidente.

Embora descrente, o ex-vereador enxerga uma luz no fim do túnel para atual legislatura, caso a nova Mesa Diretora que assume em janeiro tiver o “compromisso de resgatar o papel ético e de respeito à coisa pública”. E compara: “Nem com Pedro Egídio [ex-presidente da Câmara] se viu tantos escândalos, não se chegou a esse nível de hoje no Legislativo”.

Sena critica a submissão da Câmara ao prefeito Capitão Azevedo (DEM) e diz que “a comunidade tem que lembrar que vereador joga papel importante na defesa dos interesses da sociedade”.

Para ele, os partidos têm o dever de qualificar melhor seus quadros e os nomes oferecidos para a disputa legislativa. E afirma que não dá mais para votar em vereador simplesmente porque é do bairro ou fez um favor.

Sena acredita que dessa visão assistencialista nasce o vereador que faz do mandato “um balcão de negócios, quer ter boa relação com o prefeito e cargos na prefeitura”.

– Eu tentei nos meus mandatos afastar a ideia de que vereador é só pra fiscalizar. Tem de propor, puxar discussões, debater ideias. Por isso mesmo, meu nome chegou a ser cogitado para disputar a prefeitura [em 2008].

ELEIÇÃO DA MESA SERÁ NO DIA 30

Mesmo sob os protestos do vereador Roberto de Souza (PR), ficou marcada para a próxima terça-feira, 30, às 14 horas, a votação da nova Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Itabuna. Por 9 votos a 3, o plenário aprovou os projetos de emenda ao Regimento Interno, que estabelecem nova data para a eleição da Mesa.

Em 2009, os oposicionistas alteraram o Regimento e conseguiram emplacar, em junho daquele ano, a Mesa Diretora que assumiria em janeiro de 2011. Agora, os governistas deram o troco, anulando a última eleição.

Roberto de Souza protestou e disse que entrará com um requerimento na Secretaria Parlamentar, pedindo a anulação da sessão desta quarta-feira. A derrota na Câmara é certa, mas ele disse que pretende ter subsídios para uma futura ação judicial.

O vereador acusou o prefeito José Nilton Azevedo e o secretário da Fazenda do Município, Carlos Burgos, de interferir negativamente no legislativo. “É uma brincadeira o que estão fazendo na Câmara de uma cidade tão importante como Itabuna”, reclamou Roberto de Souza.

RELATÓRIO DA CEI SERÁ LIDO EM INSTANTES

O plenário da Câmara de Vereadores de Itabuna está excepcionalmente lotado na tarde desta terça-feira, 16. Dentro de instantes, será lido o relatório da Comissão Especial de Inquérito que apurou irregularidades cometidas no legislativo, como desvio de recursos público e falsificação de documentos para obtenção de empréstimos consignados.

Como o espaço do plenário não foi suficiente para acomodar todas as pessoas interessadas na leitura do relatório, a administração da Câmara determinou a distribuição de senhas. A sessão também está sendo transmitida para o lado de fora, por meio de um circuito interno de TV.

O relatório seria lido no último dia 5, mas uma manobra do presidente da Câmara, Clóvis Loiola (PPS), impediu a exposição do resultado da CEI. O parecer, elaborado pelo vereador Claudevane Leite (PT), será encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas dos Municípios.

HORA EXTRA

Verifica-se intensa movimentação nesta tarde de segunda-feira, 15, na sede da Câmara de Vereadores de Itabuna. Já foram vistos entrando no prédio o presidente Clóvis Loiola, a secretária parlamentar Margareth Brandão, o diretor administrativo Antônio Carlos Costa (Carrero) e o advogado Allah Góes.

Nesta terça-feira, 16, deverá ser lido (se Loiola deixar) o relatório da Comissão Especial de Inquérito que apura maracutaias na Câmara.

CÂMARA DE ITABUNA CHEGA AO MAIS BAIXO NÍVEL

Walmir Rosário

Hoje, as decisões tomadas na Câmara são decididas nos porões do Centro Administrativo, mais exatamente na Secretaria da Fazenda.


Volta e meia a Câmara de Itabuna desce às profundezas do ridículo e se atrela ao Poder Executivo sem nenhuma cerimônia. Nesta terça-feira (28), os vereadores receberam determinação de votar, sem nenhum atraso, o projeto do Código Tributário neste mesmo dia, sem qualquer aviso prévio.

Era uma ordem emanada do todo-poderoso Carlos Burgos e o presidente Loiola se esforçava para cumprir. O ocorrido foi mais um fato ridículo patrocinado pelo presidente do Legislativo, e somente não seguido à risca porque não contavam com a “teimosia” do vereador Claudevane Leite (Vane do Renascer), relator do projeto, que ainda não tinha elaborado o seu relatório.

De cara, Vane não se submeteu aos caprichos do Poder Executivo, cujo representante, o secretário da Fazenda, Carlos Burgos, foi a plenário, e tal como um feitor, passou a cobrar a celeridade requerida por ele dos nem tão ilustres edis. O relatório será apresentado na quinta-feira, quando os “carneirinhos”, pacificamente, cumprirão as ordens do “pastor”.

Melhor seria chamá-los [os vereadores] de lobos travestidos de carneiros, haja vista a fantasia que ora vestem. Hoje, como é de conhecimento público, as decisões tomadas na Câmara de Itabuna são decididas nos porões do Centro Administrativo, mais exatamente na Secretaria da Fazenda, local que serve de esconderijo ao presidente Loiola.

A Câmara de Itabuna nunca foi “uma Brastemp”, mas em cada mandato é respeitada por alguns de seus membros. Numerá-los, aqui, ficaria difícil e poderíamos cometer alguns esquecimentos. Mas, nos últimos tempos, não poderemos deixar passar “em branco” nomes como Orlando Cardoso, Edmundo Dourado, Ramiro Aquino (por pouco tempo), dentre outros, que nunca transigiram nos seus princípios, embora se mostrassem bons negociadores políticos.

Hoje, temos alguns vereadores do mesmo naipe, Vane e Wenceslau são dois deles. Com isso não quero dizer que os demais não exerçam seus mandatos com dignidade, mas estão abertos a negociações políticas sem alguma observância aos princípios partidários ou a interesses pessoais. Isto é fato e nunca vi nenhum deles negar.

Os vereadores de Itabuna não dão demonstração das responsabilidades por eles assumidas junto aos eleitores e sequer respeitam a Constituição Brasileira, que em seu artigo 2º confere como cláusula pétrea, a independência entre os poderes. E nossa lei magna vai além ao conferir outras seguranças, a exemplo da estipulada no artigo 29, VIII, que concede “inviolabilidade dos vereadores por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição do Município”.

Na Câmara de Itabuna os papeis se inverteram e é o Poder Executivo quem faz o papel de fiscalizador. E mais deplorável: tal como uma boiada, os vereadores se encaminham docemente ao matadouro. Vale o imediato, o interesse pessoal, as migalhas jogadas pelo dono do palácio aos esfomeados, que vão entremeando novos favores com a prestação de novos serviços.

Depõe, ainda, contra a Câmara e seu presidente, que os últimos três meses do vereador Clóvis Loiola na Presidência ficarão marcados pela subserviência ao Executivo. É deveras triste para um vereador cujo primeiro mandato, e talvez o último, veio acompanhado de um forte apelo das camadas mais carentes da sociedade. Isso, acaso a CEI ou o TCM não carimbe sua gestão com um rótulo ainda pior.

Walmir Rosário é jornalista, advogado e editor do site Cia da Notícia.

A CEI DO LOIOLAGATE PAROU

Cavalos descansam sob rampa de acesso ao plenário da Câmara (Foto Pimenta).

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) aberta para investigar denúncias de desvios milionários na Câmara de Itabuna, o “Loiolagate”, parou!

Desde quando foi instalada, em 2 de setembro, a CEI apenas ouviu o presidente Clóvis Loiola (PPS) e o novo diretor de Recursos Humanos da Casa, Antônio Carlos Souza, o Antônio Carrero.

Os trabalhos têm de ser concluídos até a próxima sexta, 1º, conforme prazo estabelecido no próprio regimento da comissão (30 dias de duração).

O Loiolagate eclodiu no início de agosto, quando o presidente Clóvis Loiola denunciou a existência de uma quadrilha que, segundo ele, desviou aproximadamente R$ 1 milhão por meio de empresas fantasmas. A comissão que apura as denúncias é composta pelos vereadores Milton Gramacho (presidente), Claudevane Leite (relator) e Gerson Nascimento (secretário).

O presidente, entretanto, não citou em suas denúncias o imbróglio dos empréstimos consignados. No conjunto, comissionados, vereadores e servidores teriam contraído empréstimos que somam R$ 3 milhões. Servidor que entrou “pela janela” teria contraído, ilegalmente, crédito de R$ 90 mil na rede bancária.

No embalo da paralisia da CEI, ontem foi demitido o diretor-administrativo da Câmara de Itabuna, Eduardo Menezes, homem da estrita confiança do presidente Clóvis Loiola. Ele sai insatisfeito e ficou menos de dois meses no cargo, que será assumido por Antônio Carrero






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