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:: ‘liberdade de expressão’

O PREÇO DA LIBERDADE

Josias Gomes

Luto para que os jovens tenham a liberdade de discordar de qualquer sistema político, tenham o direito sagrado de contestar, inclusive, desse texto.

Quanto vale a liberdade de expressão? Sabemos que a liberdade não se negocia, não pode ser precificada. Esse texto tem o compromisso histórico de alertar muitos jovens que apoiam regimes totalitários e golpes militares com toda força que os opressores conseguiram penetrar em suas mentes.

O jovem, por si só, é um libertário e contestador nato, contudo num mundo opressor teriam as suas palavras e ações silenciadas. Durante os regimes democráticos, todo cidadão tem o direito de concordar ou não com um modelo político.

Na Ditadura Militar, não!

Uma ilustração clara é a do jornalista Reinaldo de Azevedo, que falou: “Eu escrevi uma matéria contra o Bolsonaro e fui ameaçado de morte. Eu escrevi quatro livros contra o PT e nunca fui ameaçado de morte”.

Cálice é uma canção de Chico Buarque e Gilberto Gil, feita durante os anos atômicos da Ditadura Militar. Escolhi essa canção emblemática que foi censurada pelos milicos porque tem diversas metáforas que denunciavam um Brasil amputado e podemos fazer analogias com os dias atuais.

Cálice é uma canção poética poderosa que se refere ao silêncio obrigado da população brasileira. De uma maneira magistral, Chico e Gil (com interpretação livre) denunciam a tragédia vivida pelo povo brasileiro, comparando com o calvário que Jesus sofreu até a sua crucificação.

Em um verso da canção eles cantam: “Como beber dessa bebida amarga”. O vinho, que é para celebrar a vida, está cheio de sangue, amargo, adulterado por censura, desaparecimentos, torturas e morte. O cale-se da Ditadura é feito de ópio.

Jovens, não caiam no canto da serpente. Este canto triste pode durar décadas, gerações, e amanhã vocês podem ser senhores e senhoras arrependidos.

Provavelmente, muitos jovens não conheçam a canção Cálice, porque existe um processo de alienação brutal provocado pela mídia, indústria cultural, onde tentam apagar a memória de luta do povo, artistas e intelectuais brasileiros. Cálice é um hino da minha geração que lutou por um mundo livre, plural, sem vinhos envenenados de ódio e paranoia.

Luto para que os jovens tenham a liberdade de discordar de qualquer sistema político, tenham o direito sagrado de contestar, inclusive, desse texto.

“Mesmo calada a boca, resta o peito”.

Josias Gomes é deputado federal licenciado e secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR-BA).

DEPUTADO ATACA JORNALISTA, MAS NÃO EXPLICA PEDIDO DE DEMISSÃO

Geraldo Simões negou ter pedido cabeça de jornalista na bandeja da Bamin

O deputado federal Geraldo Simões (PT) concedeu entrevista à sua emissora, a Rádio Difusora, e pela primeira vez falou sobre o suposto pedido feito por ele à Bahia Mineração (Bamin) para que demitisse o assessor de comunicação, Ricardo Ribeiro, aqui do PIMENTA.

No programa Cacá Ferreira, o parlamentar insistiu em negar que tenha feito o pedido, embora a assessores o deputado tenham falado que o fez no momento em que consumia bebida alcoólica e que “voltaria atrás” (confira mais abaixo). Na entrevista, o parlamentar disse ter feito a “descoberta” de que o jornalista trabalhou no governo municipal e acusou Ricardo Ribeiro de ser “caneta paga” de opositores, para criticá-lo.

O deputado ainda afirmou que foi ele quem deu o primeiro emprego ao jornalista ao contratá-lo para a assessoria de comunicação, em 2001, quando assumiu a prefeitura de Itabuna. Sarcástico e destilando arrogância, Geraldo disse que Ricardo aprendeu a escrever na prefeitura.

O parlamentar ameaçou interpelar o jornalista para provar que foi ele quem pediu sua demissão. Também afirmou que, seguindo conselho de um advogado, avalia entrar com ação por difamação.

O blog teve acesso a mensagens de texto, trocadas por celular entre o jornalista e um diretor da Bamin, que confirmam o pedido feito pelo deputado à empresa.

“TRABALHO COM ISENÇÃO E ÉTICA”

Ricardo Ribeiro rebateu o argumento do deputado, que o acusa de estar a serviço de adversários, e lembra que quando participou do governo municipal, entre 2009 e 2010, decidiu afastar-se do blog, fato que é confirmado por Davidson Samuel, também do PIMENTA. “O blog tem postura crítica ao governo. Eu não misturo as coisas e nunca coloquei o blog a serviço de assessoria de imprensa, prova disso é que o PIMENTA continua independente e criticando a administração municipal quando ela merece ser criticada”, ressalta Ricardo.

Quanto à afirmação de Geraldo de ter sido a prefeitura o primeiro emprego do jornalista, Ricardo lembra que o convite para participar do governo de Geraldo, no período 2001 a 2004, partiu do jornalista Daniel Thame.

– Tive grandes colegas na Assessoria de Comunicação, a exemplo de Cláudio Rodrigues, Daniel Thame, Maurício Maron e Antônio Lopes, mas meu primeiro emprego foi no Jornal Agora, onde trabalhei com Joel Filho, Vera Rabelo, José Adervan, entre outros, e de fato aprendi os primeiros passos da profissão . Nunca pedi emprego ou qualquer outra coisa a Geraldo Simões. Fui convidado a trabalhar na assessoria por Daniel Thame, e foi por mérito e não por apadrinhamento. A indicação foi técnica, porque Daniel conhecia e conhece meu trabalho – assinala Ricardo, que também foi editor do programa Jornal das Sete, da Morena FM, antes de integrar a assessoria.

CRONOLOGIA

A ligação do deputado Geraldo Simões para pedir a cabeça do jornalista foi feita no sábado, 14. O parlamentar telefonou para Armando Santos, do Conselho da Presidência da Bamin. Este acionou o diretor de Relações Institucionais da empresa, Frederico Souza.

O diretor de Relações Institucionais da Bamin, então, ligou para o jornalista na noite de sábado e perguntou se Ricardo conhecia Geraldo e se tinha alguma coisa contra o deputado. Geraldo disse ao diretor Armando Santos que o assessor de comunicação passava “24h do dia” batendo nele e no PT de Itabuna.

Logo após receber a ligação, Ricardo enviou mensagem a Frederico afirmando ter entendido o porquê do pedido do deputado. A razão foi um artigo em que defendia o direito do PCdoB de ter candidatura própria em Itabuna e criticava a “arrogância do PT” de Itabuna.

Ricardo enviou mensagem ao diretor de Relações Institucionais e disse que iria pedir desligamento para não causar constrangimentos à empresa. Frederico respondeu-lhe que não era necessário chegar a esse ponto, pois as coisas seriam contornadas. “Diante da resposta, fui trabalhar na segunda-feira, mas à noite eu recebi a ligação da gerência de comunicação em Ilhéus, informando sobre o desligamento”.

O jornalista disse que não gostaria de envolver o nome da empresa e que o centro de todo o problema está no ato de perseguição do deputado. “A empresa está em momento de fragilidade e que fica sensível a pedidos como este. Não vou julgar a empresa, porque o mais grave nessa história é o ato grotesco de perseguição promovido pelo senhor Geraldo Simões”, afirma.

ACM E O SEU “AMOR” PELA IMPRENSA…

DEPUTADA E JUIZ CENSURAM BLOG ILHEENSE

A deputada estadual Ângela Sousa (PSC) conseguiu, por via judicial e em segunda tentativa, censurar o Blog do Gusmão. O site foi obrigado a retirar postagens que tratavam das suspeitas de gatunagem e desvios de dinheiro da Secretaria de Ação Social, quando era comandada por Augusto Macedo, ex-assessor de gabinete da parlamentar.

Ângela havia ingressado com ação no Juizado Especial Cível no ano passado, mas a juíza Raquel François negou o pedido, alegando atentado à liberdade de imprensa e livre manifestação de pensamento. A deputada estadual decidiu entrar com a mesma ação na 3ª Vara Cível. O juiz Jorge Luiz Dias Ferreira entendeu diferente da colega do Juizado Especial e obrigou o blog a retirar três postagens que relacionavam apontavam suspeitas dos desvios de dinheiro na Secretaria de Ação Social para a campanha da deputada.

Editor do blog, Emílio Gusmão disse que retirou as postagens, mas seus advogados já recorreram ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). No primeiro semestre deste ano, o mesmo juiz Jorge Luiz Dias Ferreira já havia imposto censura ao Blog do Gusmão, em processo movido pelo secretário de Serviços Públicos de Ilhéus, Carlos Freitas. A decisão do juiz ilheense foi cassada pelo TJ-BA em decisão da desembargadora Ilza Maria da Anunciação (relembre aqui).

TJ-BA DERRUBA CENSURA AO BLOG DO GUSMÃO

Emílio comemora decisão do TJ.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) derrubou a censura imposta ao Blog do Gusmão pelo juiz titular da 3ª Vara Cível da Comarca de Ilhéus, Jorge Luiz Dias Ferreira. O magistrado ordenou, em março, a imediata retirada de postagens sobre o secretário de Serviços Públicos, Carlos Freitas.

A decisão contra a censura é da desembargadora Ilza Maria da Anunciação em agravo de instrumento interposto pelos advogados Jorge Almeida e Mariana Almeida, defensores de Emílio Gusmão, editor do Blog do Gusmão.

As notas (posts) censuradas falavam de um exame de próstata a que o secretário foi submetido e os crimes cometidos por Freitas contra a Língua Portuguesa.

Imagem postada no post ABC do Valentão foi censurada pelo juiz ilheense.

O blog foi obrigado pelo juiz ilheense a retirar as postagens “O valentão e a dedada” e ABC do Valentão e até uma outra postada num site de terceiros. O descumprimento da decisão resultaria em multa diária no valor de R$ 500,00.

A desembargadora Ilza Maria da Anunciação destacou, em sua decisão, que vivemos numa “sociedade democrática e livre de censura, em que publicações insertas nos blogs indicados nos autos são imbuídas de juízo crítico trazidos com bom humor, mas com limitações impostas pelo direito à inviolabilidade da honra e da imagem“. Ou seja, o que tanto o secretário Carlos Freitas como o juiz ilheense viram como de mau-gosto e invasão à intimidade, a desembargadora enxergou como postagens “de juízo crítico” e “bom humor”.

A magistrada ainda destacou entendimento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, para quem não há responsabilidade civil em publicação de matéria jornalística com caráter mordaz ou irônico ou veiculação “de opiniões em tom de crítica severa, dura ou, até, impiedosa, ainda mais se a pessão a quem tais observações forem dirigidas ostentar a condição de figura pública”.

Assim, o Tribunal de Justiça valoriza a liberdade de expressão e derruba um precedente perigoso que se abria no judiciário ilheense. Emílio Gusmão disse ao PIMENTA que as postagens voltam ao ar assim que for notificado da decisão judicial.

A CENSURA CHEGOU ÀS SALAS DE AULA!

Manuela Berbert | manuelaberbert@yahoo.com.br

Acho que o jornalista e o professor caminham juntos na obrigação de pautar suas informações na ética e na verdade. O grande problema é que nem sempre conseguimos.

Toda e qualquer profissão tem dois lados, um positivo e outro negativo. Os dois lados da moeda, como dizem por aí. Geralmente a gente estuda, sonha, estuda mais um pouquinho, sonha mais e, quando cai no mercado de trabalho, dá de cara com umas coisinhas que ‘não estavam no script‘. Dia desses recebi um e-mail de um ex-colega de faculdade lá das bandas sergipanas e achei interessante quando ele finalizou escrevendo “Manu, os professores só esqueceram de comentar na sala de aula que redator publicitário trabalha tanto!”. Sorri sozinha. Ah, se todo problema enfrentado fosse esse…

Uma das profissões que mais admiro é a de professor. Não aquele professor conteudista, de olhar vago, incapaz de perceber as peculiaridades de cada um. Admiro aqueles que instigam seus alunos à reflexão, que descem dos ‘tablados’ e circulam nas salas de aula, dialogam e questionam. Acho que ser professor é um dom a ser exercido com conhecimento e ética, mas, acima de tudo, com amor.

Soube pela mídia de um problema enfrentado por um professor nas dependências de uma instituição de ensino superior de Itabuna. Numa aula de Direito Eleitoral, ele citou um caso próximo – e público – para ilustrar o tema. O que ele não sabia era que ali, presente, estava um aluno diretamente ligado ao fato. Realmente não deve ter sido uma situação muito agradável para ambos, mas se o processo não correu em segredo de justiça, há de se ter um pouco de paciência e bom senso para enfrentar a situação. Concordam?

Acho que o jornalista e o professor caminham juntos na obrigação de pautar suas informações na ética e na verdade. O grande problema é que nem sempre conseguimos. Além de enfrentar os percalços diários das profissões, ainda temos que lidar com essa tentativa de censura por parte daqueles que se acham mais poderosos. E isso é frustrante para quem se prepara durante toda a vida para seguir uma profissão.

Lembrei do meu colega sergipano e vou respondê-lo assim que puder. Contarei a ele que hoje sou jornalista e que também trabalho muito, mas que o grande problema é enfrentar a força política, na tentativa cruel de manipular tudo. Vou aproveitar a oportunidade para contar que estou cursando direito, por ser inquieta e estar sempre buscando aprender mais sobre a vida. Para ilustrar, direi que sou aluna de Homens como Inocêncio de Carvalho, Jammal Amad, Josevandro Nascimento, João Netto e Paulo Afonso Carvalho, o tal professor que o poder e a arrogância estão tentando censurar, mas que eu ainda tenho a esperança de que não irão conseguir…

Manuela Berbert é jornalista e colunista da Contudo.

ROBINSON ALMEIDA DESCARTA “CONTROLE DA MÍDIA”

(Foto Vaner Casaes).

A Folha, edição de hoje, incluiu a Bahia dentre os estados brasileiros que pretendem exercer o controle da mídia. O assessor geral de Comunicação da Bahia, Robinson Almeida, rebate. Segundo ele, o conselho foi criado pela Constituição Estadual de 1989, nada tem a ver com o debate que hoje é travado no Brasil e possui mero caráter consultivo. “Sua missão é melhorar e aperfeiçoar a área de comunicação social no Estado. Tem caráter consultivo, sem ensejar qualquer controle sobre os conteúdos produzidos pela mídia”, esclarece.

Por fim, Robinson ressalta o “caráter democrático” do governo Wagner, defensor da “liberdade de expressão e de imprensa”. Jaques Wagner, aliás, foi dos primeiros a se insurgir contra a crescente crítica, em nível federal, contra os veículos de comunicação e a cobertura das eleições 2010.

RADIALISTA É ASSASSINADO NO RN

João Antonio Barros | O Globo

O jornalista e radialista Francisco Gomes de Medeiros, conhecido como F. Gomes, da Rádio Caicó (RN), foi executado a tiros por pistoleiros na calçada de casa no município de Caicó, a cerca de 180 quilômetros de Natal, a capital do Rio Grande do Norte.

O crime ocorreu na noite dessa segunda-feira e chocou a comunidade de Caicó e da Região do Seridó, segundo informou o jornalista William Robson, editor-chefe do Jornal de Fato, de Natal.

O radialista e autor do blog do F. Gomes foi morto por dois homens numa motocicleta. Ele foi levado para um pronto-socorro próximo, mas não resistiu aos ferimentos.

F. Gomes era repórter policial e, segundo jornalistas potiguares informaram no Twitter, ele sofria ameaças de morte em consequência de denúncias feitas contra traficantes de drogas e policiais envolvidos com o crime.

Em protesto contra a morte, jornalistas do Rio Grande do Norte devem vestir preto nesta terça-feira.

FOLHA TIRA “FALHA DE SÃO PAULO” DO AR

Do Comunique-se

A Folha de S. Paulo conseguiu, por meio de uma liminar (antecipação de tutela), tirar o site Falha de S. Paulo do ar. A página foi criada a cerca de 20 dias e fazia uma paródia do jornal, com críticas à cobertura do veículo (clique na imagem ao lado para vê-la ampliada).

O site era mantido por Lino Ito Bocchini e Mario Ito Bocchini, que pretendem recorrer da decisão da 29ª Vara Cível de SP, que condena os irmãos a pagarem multa diária de R$ 1.000 caso descumpram a determinação.

A alegação da Folha de S.Paulo para mover a ação é o “uso indevido da marca” na página de paródia. O processo contém mais de 80 páginas.

Para Lino Bocchini, a atitude da Folha foi “violenta”. “Não recebemos nenhum e-mail antes, nenhuma ligação. A liminar chegou direto. É uma ação muito violenta”, afirmou. O jornalista disse ainda que o veículo se contradiz com o processo. “Eu sempre li a Folha e concordei com os editoriais que defendem a liberdade de expressão. Mas agora a Folha vai contra tudo o que ela defendeu”, criticou.

O Twitter do Falha de S. Paulo e um vídeo crítico, que satiriza uma campanha do jornal, continuam no ar, mas os autores temem que a Justiça decida retirá-los.

PT VERSUS JORNALÕES

Marco Wense

Nem mesmo Leonel Brizola, então candidato ao Palácio do Planalto, sofreu tanta discriminação por parte dos “jornalões”.

A livre manifestação do pensamento é imprescindível para o Estado de Direito. É condição sem a qual não existe democracia e, como consequência, o exercício pleno da cidadania.

Essa prerrogativa constitucional não poder servir de escudo para proteger os que violam a imagem, a vida privada e, principalmente, a honra das pessoas. Não é à toa que a Carta Magna assegura o direito de resposta e a indenização por dano moral.

Setores do PT estão chiando em relação aos chamados “jornalões”, que, segundo os petistas, maculam a imagem de Dilma Rousseff, candidata da legenda à Presidência da República. O alvo principal é a Folha de São Paulo.

Salta aos olhos – e não precisa ter olhos de coruja – que a Folha tem uma escancarada preferência pelo candidato do PSDB, o tucano José Serra, ex-governador do Estado de São Paulo.

Nem mesmo Leonel Brizola, então candidato ao Palácio do Planalto, sofreu tanta discriminação por parte dos “jornalões”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi vítima da parcialidade e do preconceito.

O tucano José Serra anda prometendo um salário mínimo de R$ 600,00 e reajuste de 10% para aposentados e pensionistas, sem falar no pagamento do décimo terceiro para os beneficiários do Programa Bolsa Família e dois professores para cada sala de aula.

Um estudo técnico do Ministério do Planejamento aponta que cada real acrescentado ao salário mínimo corresponde a um impacto de R$ 290 milhões nas contas públicas. O mínimo de Serra custaria R$ 17,7 bilhões a mais por ano.

Já que a possibilidade de um segundo turno é remota, o desespero do tucanato aponta para um único caminho: prometer tudo. A sabedoria popular costuma dizer que fulano está prometendo “Deus e o mundo”.

Em decorrência dessas mirabolantes e irresponsáveis promessas, o presidenciável do PSDB está sendo chamado, até mesmo por colegas economistas, de “tucano neopopulista”.

Se as promessas fossem da candidata do PT, a Folha e o Estadão, em editorial, estariam dizendo que a Previdência Social não suportaria esses aumentos, já que o déficit já ultrapassa R$ 5,4 bilhões.

O anti-Dilma da Folha e do Estadão, cada vez mais explícito, arranha a tão propagada credibilidade desses dois grandes jornais, que para o pessoal do PT são “jornalões”.

CEI

(Foto Duda Lessa)

O vereador Claudevane Leite, o Vane do Renascer, relator da Comissão Especial de Inquérito que apura irregularidades no Legislativo de Itabuna, tem a grande oportunidade de mostrar que é uma das poucas exceções da Casa, já que a regra, infelizmente, é o nivelamento por baixo.

Para isso, é preciso, com a coragem que o caso requer e em respeito ao seu cativo eleitorado, elaborar um relatório conclusivo, sem subterfúgios, dando nomes aos “bois”, apontando os vereadores envolvidos com o lamaçal que toma conta da “Casa do Povo”.

Se assim proceder, o vereador pode até se tornar um prefeiturável do PT, sendo mais uma opção aos nomes de Juçara Feitosa, Miralva Moitinho e do próprio Geraldo Simões.

Nas bolsas de apostas, a opinião de que a CEI vai virar uma gigantesca pizza, recheada com marmelada, é de 10 para 1. Ou seja, somente uma pessoa acredita que algum vereador seja punido.

DEBATE

No debate da TV Itapoan/Rede Record, o candidato do PMDB, Geddel Vieira Lima, presenteou o governador Jaques Wagner (reeleição-PT) com uma declaração de Paulo Souto.

Questionado pelo peemedebista sobre o aumento da violência no seu governo – o então pefelista governou a Bahia por oito anos -, o agora democrata (DEM) disse que não podia resolver tudo “em dois mandatos”.

Pois é. Quer dizer que o governador Jaques Wagner tem que solucionar todos os problemas de segurança pública em apenas quatro anos? Tenha santa paciência, diria o jornalista Luiz Conceição.

Com a reeleição, Wagner governaria a Bahia por oito anos, que é a metade dos 16 anos, o tempo que o carlismo mandou – ininterrupamente – na Bahia. O tempo do manda quem pode, obedece quem tem juízo (ou medo).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

JUIZ NEGA LIMINAR CONTRA BLOG

O titular do Juizado Especial Cível de Ilhéus, juiz Fábio Mello Veiga, negou liminar que era requerida pelo presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus, Jailson Nascimento, e pela ex-secretária da Saúde do município, Marleide Figueiredo, contra o Blog do Gusmão.

Os dois autores pediam, em caráter liminar, que todas as notas contendo críticas às suas atuações fossem excluídas do blog.

Em sua decisão, o juiz remete a questão para o julgamento de mérito, considerando a necessidade de “se apurar se se trata de crítica à atuação da parte demandante (o que é legítimo) ou se se trata de injúria e/ou difamação; até para não se impor, como quer a parte demandante, censura prévia a matéria, em tese, de cunho jornalístico, portanto, de interesse público”.

AMEAÇA

Inimigos da liberdade de expressão (normalmente são os mesmos que andam a transigir com o ilícito) estão tentando intimidar o blogueiro Emílio Gusmão. De estilo polêmico, o escriba incomoda muita gente e por isso é preciso estar atento à reação de quem não suporta ter os próprios malfeitos expostos à luz.

Clique aqui e veja a nota revelando a ameaça sofrida pelo blog ilheense. Pior é que, além do ataque à liberdade de expressão, o autor da advertência já começou assassinando barbaramente a língua portuguesa. Escreveu: “Voce esta mechendo em casa der marimbondo…”.

Homicídio qualificado.

NOTA PÚBLICA

O Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba) vem a público lamentar o episódio ocorrido no Hospital de Base de Itabuna, no último dia 16, quando uma equipe da TV Itabuna, liderada pelo jornalista Ederivaldo Benedito Santos, tentou produzir matéria pautada pela emissora, sobre as dificuldades de funcionamento daquela unidade, cujo assunto, de fundamental importância para a comunidade, vem sendo amplamente discutido no município e na região.

A tentativa de impedir o livre trabalho da Imprensa fere os princípios democráticos e a liberdade de expressão, direitos conquistados pela sociedade brasileira. Nesse sentido, o Sinjorba repudia quaisquer tipos de agressão, moral ou física, aos profissionais de comunicação no exercício de suas funções, o que significa uma atitude condenável, sob todos os aspectos, e demonstra o despreparo dos seus autores para o exercício de cargos públicos.

É lamentável ainda que a iniciativa da imprensa na apuração dos graves problemas estruturais do Hospital de Base de Itabuna seja transformada em caso de Polícia, numa clara tentativa de intimidação ao livre exercício da profissão.

Itabuna, 19 de agosto de 2010.

A DIRETORIA

IMPRENSA DO MAL

O prefeito Capitão Azevedo anda tiririca da vida com as notícias de caixa “zerado” na prefeitura. Até mesmo o salário dos servidores está a perigo.

Ontem, num jantar com economistas e empresários, abandonou seu estilo para dizer que existe em Itabuna uma “imprensa do mal”.

Foi a melhor forma encontrada pelo alcaide para evitar uma autocrítica.

CANALHICES

Um leitor cheio de “boas intenções” tem utilizado o nome do assessor de Comunicação da prefeitura de Itajuípe, Ivan Júnior, para fazer comentários no Pimenta. A atitude é condenável. Desde quando fomos avisados pelo assessor de que aquelas não eram opiniões suas e estavam usando o seu nome indevidamente, deixamos de publicar as “opiniões” do pseudo “Ivan Júnior”.

São comentários jocosos, denúncias sem provas e coisas do gênero, com o nítido objetivo de prejudicar a pessoa pública. Uma atitude que se assemelha a canalhice. Atitudes assim fazem com que adotemos ainda mais rigor na liberação de comentários. Infelizmente, nem todos sabem aproveitar a liberdade. Alguns fazem uso dela para cometer barbaridades, crimes. Talvez não saibam que são facilmente identificáveis.

ESTADO INDENIZA FAMÍLIA DO JORNALISTA MANUEL LEAL

– Assassinos e mandantes tiveram proteção do aparato policial

Valéria, Denise, Wagner e Marcel: reparação à morte de Manuel Leal (Foto Manu Dias).

A família do jornalista e proprietário do jornal A Região, Manuel Leal, assassinado em 14 de janeiro de 1998 em Itabuna, recebeu das mãos do governador Jaques Wagner a indenização de R$ 100 mil recomendada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), num ato ocorrido há pouco, no CAB.

Participaram do ato na governadoria os filhos Marcel e Valéria Leal e a superintendente da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Denise Tourinho. O governador baiano disse que “a indenização não devolve a vida do jornalista, mas é um passo a mais contra a impunidade no estado”.

A indenização é paga no Dia do Jornalista, 7 de abril. Também é um reconhecimento do estado de sua inoperância (ou negligência) no caso. Todas as investigações, sejam policiais ou conduzidas pela própria família, apontavam para uso do próprio aparato policial do estado para proteger mandantes e assassinos.

Leal morreu quando denunciava irregularidades na prefeitura de Itabuna (Foto Arquivo).

Manuel Leal foi assassinado quando chegava à sua residência, no bairro Jardim Primavera, em Itabuna, há 12 anos. Três homens desceram de uma caminhonete GM Silverado e executaram o jornalista com seis tiros. Apesar da residência de Leal estar situada entre o complexo policial de Itabuna e o 15º Batalhão da Polícia Militar, e a menos de 400 metros de um e de outro aparelho policial, ninguém foi preso.

A investigação se arrastou por muito tempo e registrou vários “equívocos” de delegados do caso, dentre eles Jacques Valois Coutinho, Gilberto Mouzinho e Raimundo Freitas, e o promotor público Ulisses Campos Araújo. Apenas um dos apontados como executores do jornalista chegou a ser preso, o ex-agente da polícia civil Monzar Brasil, que foi demitido da Secretaria de Segurança Pública da Bahia em 4 de dezembro do ano passado.

O inquérito do  caso deverá ser reaberto. Dos apontados como envolvidos na execução, também foi a júri o ex-presidiário Marcone Sarmento, que acabou sendo absolvido por um conselho de sentença formado por parentes do ex-prefeito e ex-deputado Fernando Gomes e funcionários da prefeitura de Itabuna à época. Dias antes do assassinato, Leal recebeu ameaças de assessores diretos do prefeito, o que fez aumentar as suspeitas da autoria do atentado à liberdade de imprensa.

Fernando era sempre citado no rol de mandantes do crime contra Leal, assim como a ex-secretária de Governo Maria Alice Pereira Araújo e o delegado da polícia civil, Gilson Prata. Marcone tinha ligações com Maria Alice e Fernando Gomes. Hoje ele é funcionário do diretório itabunense do DEM e nega relação com o crime.

Leal foi um dos dez jornalistas e radialistas assassinados na Bahia nos anos 1990. Nenhum dos mandantes de crimes estão na cadeia. Em 1998, momentos depois da morte de Leal, o ex-governador Paulo Souto visitava Itabuna e afirmava que esclarecer o crime era “uma questão de honra” para o estado. Não esclareceu.

CQC 1 X 0 CORRUPÇÃO

A produção do programa CQC, da Band, resolveu testar a honestidade de gestores públicos em Barueri ao fazer a doação de um aparelho de TV de plasma com localizador (GPS) dentro dela. O aparelho foi entregue à Secretaria de Educação, comandada por Celso Furlan, irmão do prefeito.

O aparelho deveria ir para uma escola da rede municipal, Tarso de Castro. Descobriu-se que o seu destino foi outro: a casa de uma funcionária do colégio. Traduzindo: o televisor foi roubado! Ninguém imaginava que ali houvesse um dispositivo para ‘dedurar’ a funcionária espertinha. Depois do vexame, ela pediu demissão.

A sequência de vídeos é, como diria Marcelo Tas, didática. Tão vergonhosa que o prefeito do município, Rubens Furlan (PMDB), entrou com ação na Justiça para que o quadro Proteste Já não fosse veiculado. E chama os apresentadores do CQC de “babacas”. Babaca é o povo, prefeito!

Confira a sequência da matéria clicando nos links abaixo.

Parte 2

Parte 3

Parte 4

SENA COBRA HOMENAGEM A MANOEL LEAL

Sena exige homenagem ao jornalista Leal.

Sena exige homenagem ao jornalista Leal.

Luís Sena, ex-vereador de Itabuna, toca num ponto que passa despercebido para muitos. Ligado aos movimentos sociais e hoje na vice-presidência do PCdoB local, ele cobra do governo municipal que coloque a placa oficial com a denominação da praça Manoel Leal (antiga Getúlio Vargas), no centro.

Sena foi autor da lei que modificou o nome da praça, em homenagem ao jornalista assassinado no dia 14 de janeiro de 1998. “Está na hora do prefeito Azevedo mostrar que é diferente”, cobra.

E o ex-vereador lembra do atual momento em que organismos internacionais e o estado reconhecem as falhas dos órgãos de segurança pública na garantia à vida e à  liberdade de expressão na Bahia.

Sena explica que o ex-prefeito Fernando Gomes fez questão de descumprir a lei municipal. “A Câmara de Vereadores aprovou e o prefeito não sancionou. O legislativo teve que promulgá-lo para que se tornasse lei. A colocação da placa oficial por parte do governo, mostraria que Azevedo é diferente do antecessor”, explica.

OEA: LEAL TERÁ REPARAÇÃO DO ESTADO

Passados 11 anos da morte de Leal, mandantes gozam de impunidade.

CASO LEAL: mandantes de crime gozam de impunidade.

Atendendo a instruções do Comitê Interamericano de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), o governo do estado promove um ato de reparação à morte de Manoel Leal, jornalista sul-baiano assassinado em 14 de janeiro de 1998, numa emboscada na porta de casa, em Itabuna. O ato de reparação acontecerá às 8h30min da próxima segunda-feira, 21, no Hotel Pestana, em Salvador.

Como lembra o jornalista Marcel Leal, filho de Manoel, “esta é a primeira vez que um estado aceita decisão do Comitê Interamericano de Direitos Humanos da OEA, de reparar a morte de um jornalista por não garantir sua segurança e a liberdade de expressão”.

Leal foi assassinado há 11 anos. Até hoje, apenas um funcionário da Secretaria de Segurança Pública, o Mozart Brazil, foi preso, julgado e condenado pelo envolvimento com o crime. Mozart, no entanto, goza de facilidades e até já saiu da prisão pela porta da frente. Outro julgado foi o ex-presidiário Marcone Sarmento, absolvido em júri composto por parentes do ex-prefeito Fernando Gomes e funcionários da prefeitura de Itabuna.

Leal morreu ao descer do carro para abrir o portão do sítio onde residia, no bairro Jardim Primavera, no dia 14 de janeiro de 1998, por volta das 8h da noite. Ele foi abordado por homens numa picape Silverado, que dispararam diversos tiros. Seis deles atingiram o corpo do jornalista.

Passados 11 anos do crime, nenhum dos mandantes foi preso. Da lista de suspeitos, chegaram a constar os nomes do ex-prefeito Fernando Gomes, da ex-secretária de Governo, Maria Alice Pereira Araújo, e do delegado Gilson Prata. O crime foi mal investigado e facilitou absolvições ou dificultou que se chegasse aos reais autores intelectuais da emboscada fatal.

Jornalista combativo, Leal quedou após série de denúncias no Jornal A Região contra a gestão do então prefeito Fernando Gomes. Leal era proprietário do semanário, hoje dirigido pelo filho, Marcel Leal. Dentre as denúncias contra o prefeito, o caso rumoroso de pagamento de diárias para o delegado Gilson Prata investigar um suposto esquema de desvio no setor de arrecadação da prefeitura de Itabuna. Gilson foi acusado de montar ‘polícia política’ à época. Os alvos eram inimigos políticos do prefeito.










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