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:: ‘livro’

HISTÓRIA DE APOLÔNIO BRITO VIROU LIVRO

Apolônio, centenário, é tema de livro editado pela Uesc.

Apolônio, centenário, é tema de livro editado pela Uesc.

Jonildo Glória

O pastor e professor Apolônio Brito completa 100 anos de idade amanhã, 7 de janeiro. Com bastante saúde e lucidez, ainda planta árvores e faz planos para o futuro. Apolônio nasceu num remanescente de quilombo. Foi escravo por um ano em troca do enxoval de casamento da sua irmã. “Acho realmente que Deus me tem dado uma vida longa… Entendo isso como uma oportunidade para eu continuar meu trabalho e fazer mais coisas. Enquanto me preparo para a velhice, continuo a trabalhar e todos os dias agradeço a Deus pelo fato de ter em mim os bens mais valiosos da vida: saúde, paz e alegria”, comemora.

Apolônio foi garimpeiro. Enfrentou onça. Caminhou cerca de 5.000 km pelo Maranhão, Pará, Goiás e oeste da Bahia (de aventura em aventura), até que chegou ao Instituto Industrial de Corrente (Piauí), sua primeira escola. De analfabeto, torna-se o melhor aluno do Instituto. Estuda no Rio de Janeiro, torna-se pastor protestante e grande educador, fundador de várias igrejas e escolas. Chegou a Itabuna em 1958 e aqui recebeu o título de cidadão itabunense. É um homem impressionantemente otimista, espirituoso, exemplo de fé e determinação.

A idade de Apolônio, em si, já é um caso à parte, que atesta coisas típicas do Brasil: Nasci no dia 07 de janeiro de 1919 num lugar chamado Pé da Ladeira, próximo a Loreto, que também era perto de São Raimundo das Mangabeiras, no Maranhão. Essa data foi estimada pelo tabelião da cidade de Corrente (Piauí), quando lá cheguei, em 1944, e precisei de uma certidão de nascimento. Eu realmente não tinha documento nenhum e nem sabia a minha idade. Do lugar de onde venho, as pessoas não se preocupavam muito com isso. Ninguém tinha documento”.

O centenário Apolônio recorda o espanto do diretor da escola: “Quando o senhor nasceu não registraram o seu nome? … é um papel com seu nome, feito no cartório. … Como é que pode? Tem que ter certidão…. O senhor se lembra de algum acontecimento importante quando era pequeno? … Quando foi essa seca no Maranhão? E na enchente, o senhor tinha quantos anos? … O senhor já ouviu falar da Revolução de 1930? Getúlio Vargas? … olhe, vamos considerar que o senhor nasceu em 1919, e pronto. E o dia… foi 07 de janeiro”. “Depois, na verdade, comparando minha idade com a dos meus irmãos, descobri que o ano estava errado. Eu nasci mesmo foi em 1915”, lembra.

“O impressionante é que, aos 100 anos, ele ainda planta árvores, faz planos para o futuro e diz que se prepara para a velhice. Isso é um exemplo interessante de juventude, jovialidade, coisa que falta em muita gente com menos idade. É aí que a gente vê que para ser velho não precisa ser idoso e para ter juventude não é preciso ser jovem. Apolônio é um exemplo para as novas gerações”, frisa o professor  Samuel Mattos, autor do livro Apolônio, o multiplicador, publicado pela Editus, Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Para o Professor Lourival Pereira Piligra Júnior (UESC), “Apolônio é um sobrevivente, uma existência que vinga no terreno inóspito e agreste do Nordeste como uma flor que desabrocha em meio a uma grande moita de espinhos… a gênese de uma vida transfigurada em mito”.

THAME LANÇA “MANUAL DE BAIXO AJUDA”

"Manual" será lançado na quinta.

“Manual” será lançado na quinta.

O jornalista e escritor Daniel Thame lança no dia 29 de maio, às 19 horas, seu mais novo livro, Manual de baixo ajuda – Como transformar sua autoestima em anã”. O lançamento será na área externa do Teatro Zélia Lessa, recém-reformado pela Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc).

Editado pela Via Litterarum,Manual de Baixo Ajuda faz um contraponto bem humorado aos manuais de autoajuda que dominam o mercado editorial e que segundo o autor “só melhoram mesmo é a vida de quem escreve esses livros”.  O Manual traz contos como “De office boy a gerente”, “Juros por Deus”, “O amor é cego”, “O amor não tem idade”, “Todas as mulheres aos seus pés”, “O caminho mais curto para o céu” e “Medalha de ouro no amor”, além de gotas ácidas de sabedoria e algumas fábulas fabulosas de hoje em dia.

O livro tem posfácio (ou post mortem!) de Ernesto Che Guevara, Raul Seixas e John Lennon, em depoimentos que revelam como o Manual de Baixo Ajuda  poderia ter mudado suas vidas. Isso se, obviamente, eles não tivessem morrido antes, embora, a exemplo de Elvis Presley e de Michael Jackson, haja controvérsias.

ASSAÍ ATACADISTA EM ITABUNA

Assaí AtacadistaA propósito da polêmica em torno da área onde será construída a loja do Assaí Atacadista, do Grupo Pão de Açúcar, o fotógrafo e pesquisador José Nazal elimina a dúvida.

De acordo com a lei que definiu os novos limites territoriais de municípios baianos, a área adquirida pelo Pão de Açúcar para construir o novo atacadão, a antiga Fazenda Santo Antônio, fica em solo itabunense.

Em tempo: Nazal lança nesta quinta-feira (9), às 18h30min, no Espaço Cultural Bataclan, a terceira edição do histórico Minha Ilhéus, pela Via Litterarum. O livro é um passeio pela história recente da bela Ilhéus, recheado de fotos históricas (confira mais aqui), e também trata dos limites da antiga capitania.

ANTÔNIO LOPES LANÇA NOVA EDIÇÃO DE “LUZ SOBRE A MEMÓRIA”

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Lopes lança nova edição de “Luz sobre a memória” em Buerarema e Ilhéus.

Luzsobreamemória (1)
O livro de crônicas Luz sobre a memória,  do jornalista Antônio Lopes, chega às livrarias esta semana, em nova edição da Editora Mondrongo. Lançado em 2001, a coleção de 34 textos  está esgotada. “A edição atual tem duas crônicas inéditas, feitas especialmente para este momento, sendo que as outras crônicas tiveram a linguagem atualizada pelo autor”, explica Gustavo Felicíssimo, diretor da editora.

O livro será lançado na Casa da Cultura Jonas & Pilar, em Buerarema, na segunda-feira (23), às 19 horas.

O romancista Marcos Santarrita (1941-2011), que faz a apresentação do livro, lista Lopes entre os grandes cronistas brasileiros, ao lado de Machado de Assis e Fernando Sabino. – Lopes é um mestre da crônica, esse gênero ingrato e difícil, híbrido de jornalismo e literatura – diz Santarrita.

Já Felicíssimo afirma que “a crônica de Lopes é permanente, devido ao frescor de uma escrita que aproxima o simples e o profundo, aparentemente despreocupada, mas de olho no significado dos atos e sentimentos humanos”.

Atualizada às 15h33min

UNIVERSO PARALELO

UM NARRADOR QUE JÁ NASCEU ADULTO

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

1AquilinoTenho dito que meu tempo é pouco para ler tudo que me aparece em prosa e poesia. Daí, sempre com leituras atrasadas (é certo que morrerei antes de ler todos os livros que pretendo ler), não tenho como me dedicar aos autores novos – algo que soa discriminatório e cruel, bem sei. Há dias, como exceção a esta regra, li Ponte estreita em curva sinuosa (Editora Universidade Federal do Recôncavo Baiano), do ilheense Aquilino Paiva, e me felicitei pela descoberta. Na coleção de 15 contos (com prefácio de Reheniglei Rehem) penso assistir a um fenômeno: o nascimento de um contista adulto, da melhor qualidade, na trilha dos grandes que este sul-baiano produziu.

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Em todos os contos, a boa literatura

Em Ponte estreita… não há liame claro entre os textos, e o locus da narrativa nem sempre é identificado. Às vezes, tal percepção soa irônica, como em “Cemitério”, que se passa em Cruz das Almas, ou em “O pacto”, quando um sujeito que tem acordo com o Capeta vai dar com os costados em Senhor do Bonfim. Há crítica social em “O caso do outdoor” e “Lôro d´água”, laivos de thriller policial em “O eletricista” e “Punhal de prata”, sugestões de humor negro em “O quinto suicídio de Sabrina Miranda” e “Joana e Avelino”. Na maioria dos contos, uma pitada de suspense e em todos a boa invenção literária, feita por mão madura, sem as pegadas deixadas pelos amadores.

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3pistoleiroTrecho: a morte como meio de vida

“A morte, pra mim, era meio de vida. Coisa que sabia fazer muito bem, por que não trabalhar com isso? Se Deus existe, acho que estou perdoado, pois não matei ninguém com raiva, nem por vingança, nem pra roubar. Nunca foi pessoal. Eu só ficava sabendo o nome do escolhido que era para poder encontrar e realizar o contrato. Se mereceu, nem quero saber. É tão somente um serviço. Só aperto o gatilho, ou encravo a faca, é morte que eu não decido, só faço aquilo que nem todo mundo sabe fazer, por fé, por covardia, ou falta de jeito, três coisas que eu não tenho” (de Punhal de prata, com epígrafe de Alceu Valença – pág. 60).

ENTRE PARÊNTESES, ou

Com o abono inquestionável do papa
Esperei, esperei, ninguém comentou, comento eu, tantos dias depois. O papa Francisco, que encantou os brasileiros, saudou dona Dilma como “presidenta”. Não fosse a simpatia do chefe da Igreja Romana, teria recebido pedradas de certos setores – cuja ignorância os leva a identificar este feminino de presidente como “coisa do PT”. Os que enxergam um pouco adiante do espaço nasal sabiam que não seria diferente: todas as línguas da família (português, francês, italiano, espanhol) usam, neste caso, “presidenta”. O papa, com formação vocabular na Argentina e da Itália, jamais chamaria uma mulher de “presidente”. O que, de resto, é rematada grosseria.

POEMA DE DRUMMOND E ETERNA ARROGÂNCIA

5DrummondPor certo a gentil leitora e o exigente leitor conhecem o poemeto Política literária, de Drummond: “O poeta municipal/ discute com o poeta estadual/ qual deles é capaz de bater o poeta federal./ Enquanto isso o poeta federal/ tira ouro do nariz”. É uma celebração da pequenez fantasiada de grandeza, algo próprio dos eternos arrogantes, invejosos e ciumentos. Pela parte que me toca, se minha pobre prosa for lida na rua onde moro já me darei por satisfeito. Não tenho “colegas” a bater, não concorro, não reclamo, o êxito dos outros, em vez de me deprimir, me enleva. Acordo para este despertado por Woody Allen.
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Conversa de novato com grande estrela

Um ótimo diálogo de Meia-Noite em Paris (aqui comentado há dias, com a aprovação dos leitores que conhecem o filme) está no primeiro encontro dos personagens Gil Pender (Owen Wilson) e Ernest Hemingway (vivido por Corey Stoll). Pender é um escritor iniciante, e Hemingway é… Hemingway!  Diante da hesitação do novato, o autor de Por quem os sinos dobram? joga duro: “Nenhum tema é ruim se a história é verdadeira e se a prova é limpa e honesta”.  E o melhor é quando Pender, timidamente, pede para Hemingway ler os originais do livro em preparo. “Eu só queria uma opinião”, diz. “Minha opinião é que detesto”, ouve.

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7Corey StollAbundância de egos grandes e pesados

Diante da frase grosseira, Pender argumenta: “Você nem leu…”, ao que faz Hemingway voltar à carga: “Detesto textos ruins. E se for bom, terei inveja e detestarei mais. Não queira a opinião de outro escritor. Escritores são competitivos”. Pender contemporiza: “Não vou competir com você…” e Hemingway volta a agredir: “Você é modesto demais, não é muito masculino. Se você é escritor diga que é o melhor escritor (dá um murro na mesa). Mas não será enquanto eu viver, ou quer decidir isso no braço?” O personagem mostra um tipo comum no meio intelectual, onde abundam egos grandes e pesados (na foto, Corey Stoll, agressivo, de dedo em riste).

O PIANISTA PREFERIDO DE MILES DAVIS

Esvai-se o espaço, e ainda preciso introduzir o vídeo desta semana. Vamos resumir: Ahmad Jamal, pianista americano de Pittsburgh, nasceu em 1930, chama-se Frederick Russell Jones – o nome de guerra, vocês já sabem, é de alguém convertido ao islamismo. Penso que ajudaria muito lembrar que Jamal era o pianista preferido de Miles Davis, e sobre quem exerceu forte influência: estudiosos dizem que Miles gostava tanto da música do velho Jamal que o imitava nos arranjos. Acordes do pianista são ouvidos no clássico So what, de Miles Davis (da histórica sessão de Kind of blue, já mencionada nesta coluna). No vídeo, Ponciana, canção feita famosa na voz de Nat King Cole.
O.C.

LIVRO ABORDA JORNALISMO CIENTÍFICO

Estimular a socialização de conhecimento de conteúdo científico é o foco do livro “Da pesquisa para a sociedade: reflexões sobre a comunicação científica e tecnológica”, lançado recentemente pela Editus, a editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

O livro é assinado pelos professores Lisandro Diego Giraldez Alvarez, da Universidade Estadual do Sudeste Baiano (Uesb); Verbena Córdula Almeida, da Uesc; e Ana Carolina Lima Castellucio, da Faculdade Dois de Julho. Os três  – o primeiro é químico, a segunda é historiadora e a terceira é jornalista- estudaram os caminhos que devem ser trilhados pelo profissional de comunicação  para interpretar e traduzir a linguagem científica para o cidadão comum. Os autores lembram que as notícias  sobre ciência e tecnologia precisam ser apresentadas de forma criteriosa e “sem o caráter espetaculoso que empobrece o conteúdo e a qualidade da informação”.

O livro está disponível na Livraria da Editus, instalada na Biblioteca Central da Uesc, e os pedidos também podem ser feitos por e-mail (livraria@uesc.br) ou telefone (73.3680-5240). Informações sobre as publicações da Editus encontam-se no site www.uesc.br/editora.

UNIVERSO PARALELO

UM GRITO DE DOR NO ENGENHO DE SANTANA

1MejigãOusarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

Mejigã e o contexto da escravidão (Editus/Uesc, organização de Ruy Póvoas) é um livro magnífico, desses que engrandecem a região, porque projetam e eternizam em letra impressa intelectuais que, em grande parte, estariam no anonimato, não fosse essa iniciativa. Os dez ensaístas reunidos na coletânea esbanjam erudição, sem perder o viés paradidático que nos facilita o entendimento. Mejigã… (nome africano de uma negra escravizada e trazida ao Engenho de Santana) é inquestionável contributo para percebermos o que foi a luta dos negros em Ilhéus e o que eles significam em nossa formação. Talvez fosse injusto fazer destaques, mas é justo salientar pelo menos dois nomes pouco reconhecidos fora dos muros da academia e que ganham visibilidade com o livro:

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Chicotadas como pagamento do trabalho

Marialda Jovita Silveira, que disserta com invulgar segurança sobre a oralidade como mecanismo de preservação dos valores do candomblé (Ritos da palavra, gestos da memória: a tradição oral numa casa ijexá), e Consuelo Oliveira, que explica, didaticamente, como numa sala de aula, as questões de saúde/doença/magia/terapêutica no candomblé, tendo como exemplo o terreiro onde Ruy Póvoas é babalorixá, em Itabuna (Ilê Axé Ijexá: lugar de terapia e resistência). Li Mejigã… como um livro político, uma história da resistência de um povo, seu sofrer e sua revolta – o registro a ferro e sangue de uma Ilhéus receptora de negros escravos, “dos quais ela cerceou a liberdade e cresceu pela força de seu trabalho, a troco de chicotadas”, como diz Ruy Póvoas.

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“Subalternizados, mas não subalternos”

Ou, na voz de Arléo Barbosa, “O Estado brasileiro foi edificado pelo negro, cuja presença é marcante em todos os aspectos da vida econômica, social, política, religiosa e cultural”. Ainda, de acordo com Kátia Vinhático e Flávio Gonçalves: “Eles [os escravizados] não se comportaram, não se sentiram e não se pensaram como subalternos. Subalternizados, inferiorizados, subestimados, sim. Não se pode dizer, no entanto, que foram subalternos, pois para isso seria necessária a aceitação dessa condição por parte deles”. Os demais textos de Mejigã…, todos de alta qualidade (não citados por falta de espaço), são de André Luiz Rosa Ribeiro, Ivaneilde Almeida da Silva, Mary Ann Mahony e Teresinha Marcis.

 

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VANDALISMO: “A DESTRUIÇÃO DO NOTÁVEL”

Com os protestos de rua em moda no Brasil democrático, abusa-se do termo “vândalo”, para caracterizar o bandido travestido de manifestante. O termo remonta a um povo do século V, que tomou e saqueou Roma, destruindo muitas obras de arte. Isto ocorreu no mês de junho, à semelhança das nossas manifestações. Por certo, a palavra “vandalismo” viria daí (“Destruição ou mutilação do que é notável pelo seu valor artístico ou tradicional”, segundo o Priberam). Nada errado em chamar esses marginais de “vândalos”, salvo a repetição exaustiva do termo, o que atesta a já sabida indigência vocabular da mídia, particularmente da tevê.
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5MonalisaNapoleão e os especialistas em saque

Os dicionários apontam alternativas para vândalo: bárbaro, selvagem, destruidor, grosseiro, violento, bruto, truculento, iconoclasta e outros. Para manter a linguagem jornalística distante das escolhas sofisticadas (comme il fault), eu empregaria para o indivíduo desse comportamento a boa e sonora palavra “bandido”. É tempo de lembrar outra curiosidade: Roma teve, em 1798, novo saque de obras de arte, desta vez por Napoleão, cujo exército tinha um grupo “especialista” em… roubar. Só os nazistas pilharam mais do que o velho Bonaparte. Mas não foi ele quem levou a Monalisa pro Museu do Louvre, como dizem as más línguas.

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DE ERROS “HISTÓRICOS” E “OCASIONAIS”

3AracyPra não dizer que só falo de espinhos
Com (talvez) irritante frequência tem esta coluna se referido a erros perpetrados contra a canção brasileira. Parece que não há exceção: de Nelson Gonçalves a Maria Betânia, de Alcione a Ângela Maria, novos e velhos vocalistas decidem alterar as letras e o fazem impunemente, como se tivessem tal direito. Há erros “históricos”, como o de Aracy de Almeida em Último desejo e Gastão Formenti em De papo pro ar (dois deslizes que foram repetidos tempos afora por outros cantores), e há os equívocos ocasionais, aqueles “próprios” de um vocalista, mas que outros não copiam. É o caso de Marisa Monte.
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7GibãoA garota não quer mais vestir “gibão”

Há dias, postamos aqui um vídeo em que ela canta O xote das meninas (Luiz Gonzaga – Zé Dantas), com uma derrapada das mais escabrosas da MPB. “Meia comprida, não quer mais sapato baixo, vestido bem cintado, não quer mais vestir timão”, diz a letra, mostrando o estado de espírito da menininha que vira moça e quer namorar. Pois a bela Marisa, sabe-se lá o motivo, canta “… não quer mais vestir gibão” – e não houve no estúdio um filho de Deus que atentasse para esta barbaridade. Timão é uma espécie de camisola; gibão até seria defensável em outro lugar, não no Nordeste): além de ser vestimenta de vaqueiro, não está no texto original. Menina vestindo gibão só mesmo na cabeça dessa gente tonta.

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QUE A SIGLA SEJA MENOR DO QUE A OBRA

Todos metem sua colher, também vou meter a minha… Calma. Invoco essa paródia de Casemiro de Abreu, que ninguém mais lê, apenas para introduzir minha escolha sobre a sigla da Universidade Federal do Sul da Bahia. É que o tema, bem ao nosso estilo de trocar o atacado pelo varejo, caminha para se tornar mais substantivo do que a própria escola. Dito o que, informo aos que desta coluna tomarem conhecimento que minha preferência não é Ufesba, Ufsulba, UFSB ou UFSBA, mas um acrônimo ainda não sugerido: UFESB. Mas, quero deixar claro, pouco importa por qual sopa de letrinhas será identificada a Escola – ela é que nos importa – mesmo chamada por qualquer nome exótico. Para ficar coerente, vamos de Alobêned, que esta coluna disse (e repete!) ser “um furacão negro, uma monarca africana”.

 (O.C.)

LIVRO CONTA A HISTÓRIA DE CLARINDO SILVA

Clarindo Silva, a figura mais emblemática do Terreiro de Jesus, no Centro Histórico de Salvador, é personagem de uma das três biografias que serão lançadas no próximo dia 20, a partir das 16h30, na Assembleia Legislativa da Bahia. Os outros dois livros abordam, respectivamente, a vida do médico Juliano Moreira e a do geógrafo Milton Santos.

O trabalho sobre Clarindo é de autoria do escritor e jornalista Vander Prata, que compilou mais de 80 horas de entrevistas com o ilustre proprietário da Cantina da Lua, além de amigos e parentes.

Durante muitos anos, a Cantina foi um dos centros da efervescência cultural da capital baiana e símbolo da luta pela preservação do Pelourinho como patrimônio arquitetônico da humanidade. Relata o autor que “sob o comando de Clarindo Silva, (a Cantina da Lua) tornou-se um espaço democrático, que reunia poetas, músicos, jornalistas, radialistas, artistas, políticos, nativos e turistas, reinando absoluto como ponto de encontro da cena cultural baiana, principalmente durante as décadas de 1970 e 1980”.

Ainda segundo Prata, “Clarindo Silva estimulava a pluralidade de pensamentos, proporcionando boa comida e bebida de primeira, apreciadas principalmente quando rolava samba”. O livro que conta a bela história de Clarindo e de seu boteco mágico no Pelourinho tem prefácio do escritor e jornalista José de Jesus Barreto e contracapa do poeta Fernando Coelho.

OBRA SOBRE A SEXUALIDADE DE LAMPIÃO É PROIBIDA

A censura da justiça pesou sobre o livro “Lampião – o Mata Sete”, escrito pelo juiz aposentado Pedro de Morais. Uma liminar concedida pelo juiz Aldo de Albuquerque Mello, da 7ª Vara Cível de Aracaju (SE) proibiu a publicação da obra segundo a qual o rei do cangaço era homossexual e formava um triângulo amoroso com Maria Bonita e o também cangaceiro Luiz Pedro.

A liminar foi requerida pela filha de Lampião e Maria Bonita, Expedita Ferreira Nunes, de 79 anos. O magistrado justificou o despacho, alegando que agiu em defesa “da honra e da intimidade da requerente e de seus genitores”.

Morais, que coleciona livros sobre o cangaço desde a década de 60, afirma existirem boatos sobre a homossexualidade de Lampião há pelo menos quatro décadas.

COACH RODOLFO SOUSA LANÇA 1º LIVRO

O coach itabunense Rodolfo Sousa lança nesta quinta-feira (15), às 19h, na Livraria Nobel, no Shopping Jequitibá, o livro Leader Coach – Um guia prático para gestão de pessoas. A obra tem coordenação editorial de Sulivan França e Andreia Roma e traz seleção de profissionais coach com experiência em liderança.

Segundo Rodolfo, Leader Coach… procura levar o leitor a refletir sobre processos de liderança e “como é possível estabelecer equipares autolideráveis”. O livro tem participações especiais de Tim Gallwey (autor de O jogo interior de tênis) e John Whitmore (Coaching para performance), que falam sobre a gênese do coach.

– É uma honra poder participar desta obra, um marco na minha vida, pois o livro abre grandes portas para o sucesso profissional.

Rodolfo explica que o coach procura ajudar o cliente “a tirar projetos do papel e desenvolver a ação para conquistar objetivos”. Auditor de Qualidade pela British Standards Institution, ele começou a carreira atuando em empresas como AmBev e TriFil Scala.

A MULHER DO LOBISOMEM

O livro de contos “A Mulher do Lobisomem”, do jornalista Daniel Thame, será lançado nesta quarta-feira, 14, às 18 horas, em Ilhéus. O evento será na Barrakítica.

A obra, segunda incursão de Thame pela literatura, reúne 21 contos sobre o universo feminino. Sexo, romance, violência e exclusão social permeiam as histórias contadas pelo jornalista nessa coletânea.

“A Mulher do Lobisomem” tem o selo da editora Via Litterarum e já está disponível para venda na Livraria Nobel do Shopping Jequitibá.

LIVRO REÚNE INÉDITOS DE SOSÍGENES COSTA

Com o selo da editora Mondrongo, do Teatro Popular de Ilhéus, será lançado no próximo sábado, 17, em Belmonte, o livro “Cobra de Duas Cabeças”, uma coletânea de versos e prosas de Sosígenes Costa (1901-1968), considerado um dos maiores poetas baianos do século XX . Os textos são inéditos.

O lançamento será às 19 horas, no Teatro Municipal de Belmonte, que foi escolhida por ser a cidade natal do poeta, cujo nascimento completou 110 anos em 11 de novembro último. Além do livro, será apresentado também o site da Mondrongo, onde os leitores poderão adquirir a coletânea e outras obras da editora.

Nascido em Belmonte, Sosígenes Costa passou a morar em Ilhéus no ano de 1923, quando tinha 12 anos. Atuou em jornais e foi secretário da Associação Comercial de Ilhéus, além de ter integrado a chamada Academia dos Rebeldes, grupo modernista liderado por Pinheiro Vargas e do qual, entre outros, também fez parte o escritor Jorge Amado. Os rebeldes tinham a ambição de revolucionar a literatura baiana.

O poeta morreu no dia 5 de novembro de 1968, no Rio de Janeiro.

O SEGUNDO LIVRO DE DANIEL THAME

O jornalista Daniel Thame fará no próximo dia 8, às 19 horas, na livraria Nobel do Jequitibá Plaza Shopping, em Itabuna, o lançamento de seu segundo livro, intitulado “A Mulher do Lobisomem”. É uma coletânea de contos que tem como foco central o universo feminino e temas como romance, sexo, poesia, crítica social e violência. Sempre com as marcas registradas do autor: o humor e a ironia, que Thame transpôs de seu estilo no jornalismo para a literatura.

O livro tem ao todo 20 contos, entre eles “Amor em Havana”, “A mulher que andava na linha” e “500 anos em uma noite” e, é claro, “A Mulher do Lobisomem”, que inspirou uma tela do artista plástico Waldomiro de Deus, um dos maiores primitivistas do Brasil.

Thame é também autor de “Vassouras”, outro livro de contos, inspirado nas profundas mudanças sociais vivenciadas pelo sul da Bahia após o aparecimento da praga da vassoura-de-bruxa, que dizimou os cacauais da região.

JUIZ BRIGA PARA LANÇAR BIOGRAFIA POLÊMICA SOBRE LAMPIÃO

Segundo autor, Lampião era gay e traído por Maria Bonita

O juiz aposentado Pedro Morais trava uma batalha judicial para ter o direito de publicar uma polêmica biografia sobre o rei do cangaço, Lampião, que impôs o terror no sertão nordestino no início do século passado e morreu em 1938, deixando uma imagem de valentia que atravessou décadas.

Ocorre que o livro do magistrado conta outras histórias sobre o o cangaceiro, que – pelo que Morais apurou – não era um cabra tão macho assim. A tese é a mesma que o antropólogo Luiz Mott já defende há 30 anos.

Segundo esta biografia não-autorizada, Lampião era homossexual e mantinha relações com um homem que, por sua vez, visitava a alcova de Maria Bonita, companheira do cangaceiro. Morais relata que a filha de Lampião e Maria Bonita era na verdade dela e do outro.

Um livro de conteúdo tão bombástico teria mesmo que parar nos tribunais. Herdeiros do rei do cangaço obtiveram liminar na 7ª Vara Cível de Aracaju (SE), que impede o lançamento da biografia, marcado para o próximo dia 1º, num evento na sede da OAB de Sergipe.

O juiz irá recorrer da decisão.

ULISSES GÓES ESTREIA COMO ESCRITOR

O poeta e escritor grapiúna Ulisses Góes acaba de lançar virtualmente seu primeiro romance de ficção. O livro, intitulado “Efeito Cacaos” (foto), tem página no Facebook (clique aqui), onde todos podem ler a obra na íntegra, além de trocar ideias e opiniões com o autor.

“Efeito Cacaos” é um romance de ficção com uma linha de realismo fantástico. Primeiramente, por iniciativa do próprio autor, o livro foi lançado em ambiente virtual, tendo, além da página no Facebook, um blog na internet onde os leitores podem baixar uma versão em PDF.

Para quem curte bons livros, é uma ótima dica de leitura. Ulisses Góes atualmente está escrevendo uma saga chamada “As Crônicas de Nevareth”, uma história totalmente baseada no universo do jogo Cabal Online, hoje um dos mais populares no Brasil.

NOTÍCIA QUE DEIXA A GENTE NA MAIOR ALEGRIA

Em livro, Felipe de Paula e outros professores contam os primeiros momentos do campus da Ufal no sertão de Alagoas

O professor Felipe de Paula, mestre em Cultura e Turismo, e grande amigo dos blogueiros do PIMENTA, está brilhando no campus do Sertão, da Universidade Federal de Alagoas. As experiências do primeiro ano desta unidade da Ufal estão relatadas no livro “Educação Superior e produção do conhecimento: convergências entre ensino, pesquisa e extensão”, organizado por Felipe e pelo professor Tarcísio Augusto.

O trabalho foi um dos 50 contemplados pela editora da Ufal, concorrendo com mais de 150 inscritos. E já tem lançamento agendado: entre os dias 21 e 30 de outubro, em Maceió, durante a V Bienal Internacional do Livro de Alagoas.

O campus iniciou suas atividades em março de 2010 e fica na cidade de Delmiro Gouveia. Segundo Felipe, o livro traz um registro histórico dos primeiros momentos da instituição de ensino superior no sertão alagoano.

Em tempo: Felipe de Paula é paranaense, mas passou um bom tempo em Ilhéus, onde estudou Comunicação Social , fez mestrado e casou-se com a também comunicóloga Karoline Vital, não necessariamente nessa mesma ordem. São pais de Amelie.

MOCHILA DE CEGO

O escritor e poeta Isaac Nunes fará neste sábado, 18, a partir das 15 horas, no Rancho Texas, em Ibicaraí, o lançamento de seu quarto livro, intitulado “Mochila de Cego”.

Com prefácio de Bule-Bule, o livro tem prosa e verso, e a verve é a do interior. Nunes, aliás, se autodenomina um “doutor em sertão”.

Em “mochila de cego”, segundo o autor, encontra-se de tudo um pouco. É o que ele promete apresentar em seu livro.

DANIEL THAME ESTREIA COMO ESCRITOR

O jornalista Daniel Thame, que já cunhou o seu nome na história da comunicação regional, terá esta noite a sua estreia na literatura. Às 19 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho, Daniel faz a apresentação de “Vassoura”, um livro de contos inspirados na tragédia que se abateu sobre a região com o aparecimento da praga conhecida como vassoura-de-bruxa.

Em experiências traumáticas e vidas que se transformaram com o fim de uma era de muita riqueza, o autor encontrou a base para construir histórias  belíssimas. “Vassoura” é uma obra de ficção, mas com grande identificação com muitas situações reais.

Thame, paulista de Olímpia que vive em Itabuna há 23 anos, é um repórter inquieto e combina sua grande perspicácia com um texto objetivo, sensível e de grande qualidade. Por mais de uma década, o jornalista trabalhou nas redações da TV Cabrália e do jornal A Região, onde deixou a marca de seu grande talento.








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