WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia


alba










agosto 2019
D S T Q Q S S
« jul    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

editorias






:: ‘longevidade’

ILHEENSE CHEGA AOS 100 ANOS COM LUCIDEZ, SAÚDE E BOM HUMOR

Donatília e a identidade: lucidez e saúde aos 100 anos || Foto Maurício Maron

Maurício Maron

O ano de 1918 foi repleto de acontecimentos que influenciaram de maneira decisiva os brasileiros e o mundo. Foi o ano em que a Primeira Guerra Mundial chegou ao fim. Para o Brasil, o momento da chegada da “gripe espanhola” ao País, depois de ter provocado inúmeras vítimas pelo mundo afora.

Em Olivença, interior de Ilhéus, nascia Donatília Miranda de Góes. Filha de escrava e de um sergipano que fugia da seca do Nordeste em busca de novas oportunidades de vida. Aos 12 anos, mesmo contra a própria vontade, já era levada para a mata de um pequeno pedaço de terra em Banco Central, à época um dos distritos mais prósperos de Ilhéus, para ajudar ao pai que comprara um pedaço de chão para recomeçar a vida.

MEMÓRIA

Lúcida, hoje aos 100 anos, é ela mesma quem conta esta saga. “Queimava mata, plantava arroz, mandioca, aipim. Não gostava daquilo, não. Mas meu pai dizia ´não vou botar trabalhador não. Vamos trabalhar, ´vombora´”, lembra até hoje. A saúde e a boa memória de dona Donatília impressionam. Ela não só lembra de datas importantes vivenciadas ao longo de um século de vida mas, também, corrige com uma segurança de dar inveja quem comete um erro na informação transmitida.

Nos últimos dias, cercada de familiares, Donatília comemora seu centenário, ocorrido no último dia dois. Será uma semana inteira de comemorações e reúne em Ilhéus a maior parte dos seus descendentes: seis filhos, 25 netos, 43 bisnetos, 14 tataranetos. “Tá chegando mais gente”, faz questão de frisar.

LIBERDADE

Donatília mora no tranquilo loteamento São Domingos, litoral de Ilhéus. Não aceita “presentes” do tipo “uma bengala”, ou algo que chame a atenção para a sua idade. Caminha sem ajuda, anda de ônibus (acompanhada), se alimenta e se banha sozinha. É independente e toma conta da casa. A pressão arterial é perfeita. Colesterol e triglicerídeos, normais.

No início desta entrevista lhe foi oferecida uma cápsula de vitamina C. Uns cinco minutos depois, quando iniciamos o bate-papo, voltaram a lhe oferecer um copo com água. E ela foi enfática: “vocês esqueceram que acabei de ingerir líquido?”. Ah, sim! A água tem um detalhe: foi uma vida inteira sem ser gelada. “É natural que faz bem, meu filho”, disse.

PREFERÊNCIAS

Sem chance, também, para qualquer tipo de comida industrializada. Carne cozida é a predileta. Se for churrasco, só “bem passado”. Frutas? Ela mesma dá a lista: “abacate, laranja e banana. Nesta ordem”, assegura. Dona Donatília nunca fumou, mas o fumo de corda por muitas décadas foi utilizado como produto para a escovação dos dentes.

O vinho é a bebida favorita. Nas festas, os filhos e netos têm que pedir para ir embora. Senão ela fica até o fim. E se hoje há um medo, é o medo do mar. “Fico zonza quando olho”, justifica.

VIDA

Neste momento em que a vida é uma festa a ser amplamente comemorada, ela não abre mão de fotos, muitas fotos, acompanhadas de sorrisos, incontáveis sorrisos. Fala de tablet e celulares com a mesma desenvoltura com que lembra de quando era pequena e não tinha transporte fácil para vir até a cidade.

Lembra que um tio, José Alves Júnior, o “Tio Cuti”, viveu até os 110 anos. Afirma com orgulho que é prima do jogador Edilson “Capetinha”, ex-seleção brasileira. E faz planos para as próximas comemorações pós-centenário.

Dona Donatília é passado, presente e futuro. É a vida que chegou aos 100 repleta de saúde, carinho dos familiares, e com a certeza de que a cada fotografia registrada e a cada sorriso dado, ela renova a esperança na vida.

Porque para ser feliz é preciso apenas ter a vontade e a determinação de ser.

E dona Donatília simboliza a essência de tudo isso.

PESQUISA LIGA CONSUMO DE PIMENTA A LONGEVIDADE

Pimenta é associada a maior longevidade (Foto Reprodução).

Pimenta é associada a maior longevidade (Foto Reprodução).

Da BBC Brasil

Uma pesquisa realizada na China sugere que o consumo frequente de comida apimentada – especialmente a temperada com pimenta malagueta fresca – pode aumentar a longevidade. Pesquisadores examinaram a dieta de quase 500 mil pessoas na China durante sete anos e observaram que os que consumiam comida picante uma ou duas vezes por semana tinham uma redução de 10% no risco de morte na comparação com os que consumiam este tipo de refeição menos de uma vez por semana.

O risco foi reduzido ainda mais, em 14%, entre aqueles que consumiam comida picante entre três e sete dias por semana. Os cientistas notaram que o principal componente ativo da pimenta, a capsaicina, já tinha sido apontado como antioxidante e anti-inflamatório.

Os pesquisadores, da Academia Chinesa de Ciências Médicas, afirmaram que os dados são resultados apenas de observação e que ainda são necessários mais estudos. A pesquisa foi publicada na revista especializada BMJ.

O estudo envolveu pessoas entre as idades de 35 e 79 anos de dez regiões geográficas diferentes da China. Estas pessoas foram acompanhadas entre 2004 e 2008 relatando seu estado de saúde, consumo de bebidas alcoólicas, consumo de comida picante, principal fonte de consumo de pimenta (fresca ou seca, em molho ou em óleo) e também o consumo de carnes e verduras.

Cerca de sete anos depois, os pesquisadores voltaram a acompanhar estas pessoas e registraram 20.224 mortes. Os participantes com um histórico de doenças graves foram excluídos e fatores como idade, estado civil, educação, atividade física, histórico familiar e dieta em geral também foram levados em conta.

Os participantes do estudo foram questionados sobre o tipo de comida picante que consumiam e qual era a frequência. Pimenta malagueta, que está entre os ingredientes mais tradicionais da China, foi o tempero que mais apareceu entre as respostas.

Mais análises mostraram que os que consumiram a pimenta apresentavam uma tendência a menor risco de morte causada por câncer, diabetes, doenças respiratórias e doenças cardíacas isquêmicas.

Uma análise mais profunda revelou que a pimenta fresca tinha um efeito até mais forte na proteção contra estas doenças.

Segundo o autor do estudo, Lu Qi, professor associado da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard, ainda são necessárias mais pesquisas para comprovar o efeito protetor da pimenta.

:: LEIA MAIS »








WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia