WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia
festival chocolate






alba










junho 2019
D S T Q Q S S
« maio    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

editorias






:: ‘Lucílio Bastos’

LILIAN CASAS PRESTA HOMENAGEM A LUCÍLIO BASTOS EM CONCLUSÃO DE CURSO

Lilian: homenagem a Lucílio Bastos.

Lilian: homenagem a Lucílio Bastos.

Luiz Conceição

Diz a sabedoria popular: “Filho de peixe, peixinho é” . Como a comprovar a certeza do adágio, a estudante do curso de Jornalismo Lilian Casas está às voltas com pesquisas em arquivos privados e públicos nas cidades de Itabuna, Ilhéus, Feira de Santana e Salvador. O lendário radialista Lucílio Bastos será tema do trabalho de conclusão de curso (TCC) na sua graduação em uma faculdade de Itabuna.

Atuando na Rádio Interativa FM (93,7 Mhz), Lilian Casas comprova o acerto de mais um adágio popular: Quem puxa aos seus não degenera”. Segue as pegadas de Lucílio ao promover o entretenimento dos ouvintes da primeira emissora do interior baiano a migrar do rádio AM para o FM, depois de ter operado na frequência 1.160 Khz.

Lucílio, o homenageado.

Lucílio, o homenageado.

E, mais uma vez, repete, no rádio, a forma que consagrou o pai, mas sem os ácidos comentários que ele fazia no popular e líder de audiência Falando Francamente, nas rádios Jornal de Itabuna, Difusora Sul da Bahia e na Rádio Nacional de Itabuna, Bahia, nos registros da Anatel, como passou a se denominar a extinta Rádio Clube de Itabuna, a pioneira.

Lucílio Bastos foi soberano no rádio itabunense nas décadas de 60, 70 e 80, tendo voltado ao rádio local depois, no ano de 2004. A sua filha caçula e estudante está ávida por receber a cooperação dos ouvintes de seu pai e dos amigos por meio de relatos que falem de sua trajetória, vídeos, fotografias etc.

FEIRA DE SANTANA PRESTA HOMENAGEM AO RADIALISTA LUCÍLIO BASTOS

Lucílio dará nome a núcleo de rádio.

Lucílio dará nome a núcleo de rádio.

O radialista Lucílio Bastos, falecido em fevereiro de 2014, dará seu nome à Divisão de Rádio do Núcleo de Jornalismo da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Feira de Santana. Itabunense por adoção, inclusive com título de cidadania, Lucílio nasceu em Feira.

Com o seu Falando Francamente, foi um dos mais importantes comunicadores do Estado. Ele atuou no rádio feirense nas décadas de 60 e 70. Lá, na Rádio Cultura. Em 14 de março de 1974, véspera da posse do general Ernesto Geisel na presidência da República, o então deputado federal Chico Pinto concedeu uma entrevista a Bastos e denunciou a ditadura chilena de Augusto Pinochet.

A entrevista foi considerada ofensiva pelas militares brasileiros. Por causa disso, a emissora foi fechada por 11 anos. Chico Pinto, um dos mais vibrantes e corajosos parlamentares que a Bahia já viu, ficou preso por seis meses. Lucílio fez sucesso no rádio itabunense já na década de 80, após mudar para o sul da Bahia e ter programa diário na Rádio Difusora. Nos anos 2000, voltou a ter programa diário na Rádio Nacional de Itabuna (ex-Clube).

– Buscamos homenagear profissionais que foram importantes na trajetória do jornalismo em Feira de Santana, mas ainda não haviam sido lembrados na denominação de equipamentos públicos – disse o secretário municipal de Comunicação, Valdomiro Silva.

LUCÍLIO BASTOS

Allah GóesAllah Muniz de Góes | allah.goes@hotmail.com

 

Sempre combativo e disposto ao embate, chegou a nossa região na década de 60 do século passado, procurando por aqui “uma nova trincheira” onde pudesse continuar a sua luta.

 

“Falando Francamente”. Quem de minha geração, ou que viveu a Itabuna dos anos 80/90, não ouviu aquela voz inconfundível no início das tardes da Difusora? Em nossa casa, sempre que chegava da escola, religiosamente pegava meu pai almoçando, mas não com os olhos na televisão, pois estava com os ouvidos e a atenção no rádio, e isto porque lá estava, analisando os principais fatos e acontecimentos do dia, o sempre polêmico Lucílio Miranda Bastos.

Você poderia até não concordar com o posicionamento externado pelo radialista Lucílio Bastos, mas, com toda a certeza, admirava sua coragem e eloquência, o que acabava por transformar o conteúdo apresentado em seu programa no assunto mais comentado do dia em todas as rodas dos ditos “formadores de opinião”.

Sempre combativo e disposto ao embate, chegou a nossa região na década de 60 do século passado, procurando por aqui “uma nova trincheira” onde pudesse continuar a sua luta, pois em sua terra natal, Feira de Santana, já não lhe eram dadas condições para que continuasse seu trabalho sem a perseguição dos militares. Eram os anos de chumbo.

:: LEIA MAIS »

EM NOTA, PT DE ITABUNA LEMBRA TRAJETÓRIA DE LUCÍLIO

O diretório itabunense do PT emitiu nota de pesar em que lembrou os relevantes serviços prestados pelo radialista Lucílio Bastos. A nota é assinada pelo dirigente municipal, Flávio Barreto.

– O companheiro Lucílio prestou relevantes serviços à comunidade de Itabuna como profissional da comunicação e como cidadão.

Ainda na nota, o dirigente reconhece a participação histórica de Lucílio na campanha de 2000, quando o deputado federal Geraldo Simões foi eleito prefeito de Itabuna pela segunda vez. “No ano 2000 marcou para sempre a política do PT, emprestando sua voz como locutor da campanha vencedora a prefeito do companheiro Geraldo Simões.

Lucílio faleceu ontem à noite, vítima de infarto. O radialista será enterrado às 16h de hoje no Cemitério Campo Santo, em Itabuna. Os amigos e familiares prestam as últimas homenagens no Velório Santo Antônio, na Rua Antônio Muniz, subida do Hospital Calixto Midlej Filho.

FALANDO FRANCAMENTE

claudio_rodriguesCláudio Rodrigues | aclaudiors@gmail.com

Sua história na Região Cacaueira é conhecida por boa parte da população. Suas críticas desagradavam muita gente, principalmente os poderosos.

O rádio baiano – principalmente o rádio itabunense – amanheceu triste com a notícia do falecimento de Lucílio Bastos. Conheci Lucílio Bastos logo quando cheguei a Itabuna, há exatos 20 anos, apresentado por José Carlos Teixeira. Dali nasceu nossa amizade, que se consolidou no período em que trabalhamos juntos na assessoria de comunicação da Prefeitura de Itabuna.

A polêmica sempre foi o forte de Lucílio. Os editoriais de seus programas sempre batiam pesado nas mazelas que nos cercam.

Quando atuava na rádio Cultura de Feira de Santana, na década de 70, Bastos realizou uma entrevista com o então deputado federal e líder da oposição ao regime militar Chico Pinto.

Nessa entrevista Pinto, fez duras criticas ao ditador-general chileno Augusto Pinochet. No dia seguinte logo após a entrevista ir ao ar, prepostos do Exército chegaram à rádio, levaram Lucílio e a gravação. Diante do militar, ele negou em seu depoimento que a entrevista tivesse sido feita na residência do deputado, mas no estúdio da emissora, mesmo com vozes de criança ao fundo, isso para livrar a rádio e seu diretor Oscar Marques dos rigores do regime.

Não teve jeito, esse fato rendeu o fechamento da emissora por mais de dez anos e as portas de outras emissoras da “Terra de Lucas” se fecharam também para Lucílio Bastos, que acabou migrando para a Itabuna. Sua história na Região Cacaueira é conhecida por boa parte da população. Suas críticas desagradavam muita gente, principalmente os poderosos.

Certo dia, véspera de São João, após o sepultamento de Zé Poli, onde Lucílio discursou falando das qualidades do saudoso, fomos eu, ele e Daniel Thame até Ferradas comprar licor. Depois de degustar quase todo licor das casas que comercializavam a bebida, brinquei com Lucílio de que faria o discurso em seu sepultamento. Ele respondeu dizendo que tinha que ver o texto antes, caso contrário vinha puxar meu pé. Rimos e voltamos para nossas casas com alguns litros de licor e mais pra lá do que pra cá.

Infelizmente não farei essa homenagem ao amigo, por estar fora de Itabuna, mas deixo aqui, nas páginas do Pimenta, essa singela homenagem ao conterrâneo feirense que me deu o prazer de desfrutar de sua amizade, suas polêmicas e sua inteligência.

Vai com Deus amigo, junte-se ao seu irmão Marivaldo, a Manoel Leal e Eduardo Anunciação e criem um jornal e um programa de rádio, mesmo sem a autorização de São Pedro, e “toque o pau” daí de cima. Esse é a minha sugestão, Falando Francamente!

Cláudio Rodrigues é empresário.

MORRE LUCÍLIO BASTOS

Lucílio (à esquerda) foi um mestre da comunicação

Lucílio (à esquerda) foi um mestre da comunicação

Faleceu na noite desta quarta-feira (05), vítima de infarto, o radialista Lucílio Bastos. Natural de Feira de Santana, Lucílio iniciou sua profissão naquela cidade, foi perseguido pelo regime militar na década de 60 e acabou migrando para Itabuna, onde atuou em várias emissoras de rádio e também na TV Santa Cruz.

Lucílio também trabalhou na Ceplac e atualmente estava aposentado, residindo no bairro Jardim Primavera, em Itabuna. O radialista deixou três filhos, entre eles o advogado Lucílio Casas Bastos e a cantora Lílian Casas.

O corpo de Lucílio Bastos está sendo velado na Mortuária Funelan (antiga Mortuária Santo Antônio, na Rua Antônio Muniz). O sepultamento será às 16 horas, no cemitério do Campo Santo.

UNIVERSO PARALELO

O BRASIL PEQUENO E SEM SOTAQUE

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

1BadejoO poder da comunicação torna o Brasil pequeno e quase o faz perder o sotaque. Como a tevê, principal influenciador nessa mudança, nos remete diariamente os falares do leste, estes já se fazem sentir no nordeste, de forma avassaladora. Por aqui poucos dizem, como se dizia há meio século (para ficarmos em exemplos “culinários”) badéjo e grélha, mas badêjo e grêlha. Dia desses, ouvi a moça de um telejornal de Itabuna pronunciar futêból, um falar de paulista mal informado – todos sabem que a pronúncia nacional é algo próximo a futibol. Tais escolhas poderiam, no máximo, ser consideradas regionalismos, mas nunca ser aceitas como norma geral.

________________

Dicionários só registram, não avalizam

Para o bem ou para o mal a língua se forma nas ruas e nos becos, não nos gabinetes e salas de aula. Daí, quando essa pressão “popular” se torna forte, o termo se consolida, os dicionários o abrigam – e, consequentemente, lhe conferem identidade “legal”. Mas é importante lembrar que dicionários são repositórios de palavras existentes, sem avalizá-las ou recomendar seu uso. No caso dos verbetes badejo e grelha os dicionários se renderam à realidade das ruas: antes, os grafavam tendo o “e” com som aberto, hoje usam as duas formas. Logo, se você quer perder o DNA de nordestino, esteja à vontade para pedir badêjo na grêlha (argh!).

COMENTE » |

BREVE ANEDOTA DE CANDIDATO A PREFEITO

3CalifórniaA quem pretenda escrever sobre o folclore político de Itabuna (creio que existe mais de um projeto em gestação) adianto esta, sem custos: em 1966, José Soares Pinheiro, o Pinheirinho, disputava com José de Almeida Alcântara a eleição de prefeito do município. Líder conservador muito conceituado, rico, não era páreo para o populismo de Alcântara (que o derrotaria por pouco mais de mil votos). Sua fama “elitista” foi aumentada pelo boato de que alguém lhe falara da necessidade de ir à Califórnia e ele respondera que seu passaporte estava vencido. Queriam dizer que o candidato sequer conhecia os bairros de Itabuna. Pura maldade, já se vê.
______________
“O Califórnia” é bobagem das grandes
Se fosse nestes anos 2000, a anedota não prosperaria, pois o assessor, moderninho, teria proposto ao candidato visitar “o Califórnia”, como muita gente diz por aí. É bobagem da grossa. O uso consagrou a forma feminina, de sorte que dificilmente se encontrará neste abandonado burgo de Tabocas alguém do povo a dizer “eu moro no Califórnia” (e sim na Califórnia). Da mesma forma se diz “o ônibus da Califórnia está atrasado”, “o lixo se acumula na Califórnia”. Creio que foi em 2004 que se criou o Grupo Amigos Comunitários da Califórnia, dedicado a ações sociais no bairro. E começou bem, pois não tentou reinventar a linguagem.

NOMES LEMBRADOS COM SAUDADE E GRATIDÃO

5Telmo PadilhaVenho da longa noite dos tempos, quando quem escrevia em jornal era jornalista. Convivi com os grandes nomes da imprensa regional da época, dos quais destaco, com saudade e gratidão, Telmo Padilha, Milton Rosário e Myrtes Petitinga. Com eles dividi o cinzeiro da redação (então, fumar não nos fazia criminosos). Telmo teve vitoriosa carreira de escritor e Milton (poeta inédito) se dedicou também ao rádio (foi responsável, com Gonzalez Pereira, Lucílio Bastos, Alex Kfoury e outros pelo melhor período da Rádio Difusora); Myrtes Petitinga era, avant la lettre, multimídia: dominava as linguagens de jornal, rádio e publicidade, além de saber muito de música. Para má sorte dela, a tevê não existia. Se existisse ele faria – e bem.
_______________

“Profissional” é quem vive da profissão

Hoje, bacharel em comunicação chama-se comunicólogo, enquanto a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) se digna de reconhecer como “jornalista profissional” apenas quem tiver o diploma universitário específico. Foram-se os tempos, foram-se os termos. Jornalista profissional, conforme aprendi e professo, é quem atende a três condições: 1) escreve em veículo de comunicação (seja jornal ou outro); 2) faz isto como rotina (não vale matérias eventuais) e 3) é remunerado por essa atividade. O conceito de “profissional” nasce da noção de pagamento pelo trabalho. Quem escreve de graça (salvo a exceção de ser dono do veículo) pode até ser considerado jornalista profissional pela Fenaj, mas não pela ética.

COMENTE» |

QUANDO A PAIXÃO PARECE MISANTROPIA

7Nuvem negraOuvi Nuvem negra, de Djavan, pela primeira vez, no programa de Jô Soares (com Gal Costa) e, emocionado, vi ali a minha cara. Uma espécie de hino à solidão, um canto à misantropia, o retrato dos que gostam de ficar sós. “Não vou sair,/ se ligarem não estou”, diz o poeta – acrescentando um verso fundamental, que dá a seu isolamento um quê de eternidade: “À manhã que vem, nem bom-dia eu vou dar”. Mas, como todo bom texto, Nuvem negra se abre para mais de uma leitura, revelando-se, ao final, uma canção romântica: “Esse amor que é raro/ e é preciso/ pra nos levantar/ me derrubou/ não sabe parar de crescer e doer”.  Não é um grito de solidão, mas de paixão.
_______________

Linhagem: joão, miúcha, chico e sérgio

Se fosse para definir Bebel Gilberto numa palavra, eu diria: pedigree. Nada melhor me ocorre para resumir alguém que tem João Gilberto como pai, a mãe é Miúcha e o avô é Sérgio Buarque de Holanda. E é sobrinha de Ana de Holanda, Cristina e um certo Chico Buarque. Mais pedigree, impossível. Bebel é precoce, também devido a suas origens: antes de completar nove anos já se apresentara no Carnegie Hall, com Miúcha e Stan Getz, e já participara de musicais infantis, levada pela mão do tio Chico. A estreia como profissional se deu aos 20 anos (1986), com o disco Bebel Gilberto, em que a filha de João interpreta canções dela, Cazuza e Roberto Frejat. Aqui, sua leitura de Nuvem negra.

(O.C.)

MORRE IRMÃO DO RADIALISTA LUCÍLIO BASTOS

Do Feira Online

Marivaldo era irmão de Lucílio Bastos (Foto Reginaldo Pereira).

Marivaldo era irmão de Lucílio (Foto Reginaldo Pereira).

O corpo do radialista Marivaldo Bastos foi sepultado na manhã desta segunda-feira (11), no Cemitério São Jorge, em Feira de Santana.

Na manhã desta segunda-feira, o prefeito Tarcízio Pimenta lamentou a morte do radialista, quando lembrou da convivência com Marivaldo Bastos. “O rádio perde um grande comunicador”.

Marivaldo Bastos estava morando na cidade de Manga, na divisa com Minas Gerais. Ele se notabilizou como um dos grandes disc joqueis do Norte e Nordeste, vivendo o auge da carreira na década de 70, com o programa “Panorama Pop”, na Rádio Sociedade de Feira de Santana.

Marivaldo era irmão do também radialista Lucílio Bastos, que fez grande sucesso também no rádio itabunense e hoje está radicado em Salvador (BA).








WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia