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:: ‘Luís Sena’

NO MESMO BARCO

marco wense1Marco Wense

A grande dúvida da sucessão é se o prefeito Claudevane Leite vai ou não disputar o segundo mandato (reeleição). Esse enigma, cada vez mais empanado, deixa os meninos do PCdoB apreensivos.

O PCdoB, especialista em reivindicar o candidato a vice-prefeito na chapa majoritária, sabe que o espaço de oposição ao governo Vane já é ocupado pelo PT e PSDB.

A única experiência com candidatura própria foi na sucessão de 1996 com Davidson Magalhães, que terminou sendo acusado pelos adversários de ser o “laranja” do também postulante Fernando Gomes.

Sobre essa maldade que fizeram com Davidson, o então ACM dizia, se referindo ao comunista, que “em Itabuna tem um rapaz que vai nos ajudar”. Não deu outra: FG conquista a cobiçada prefeitura de Itabuna.

Vieram outras sucessões: Luis Sena como vice de Renato Costa (PDT), a saudosa Conceição Benigno com Geraldo Simões (PT), novamente Sena com Juçara Feitosa (PT) e, agora, Wenceslau Júnior com Claudevane Leite (PRB).

O ano de 2015, mais especificamente o segundo semestre, será marcado por um duelo entre petistas e tucanos. Ou seja, uma disputa em torno de quem vai encarnar o oposicionismo tupiniquim na sucessão de 2016.

Davidson Magalhães.

Davidson Magalhães.

Quem melhor personificar, simbolizar o, digamos, antivanismo, terá mais possibilidade de suceder o atual alcaide. É bom lembrar que o chefe do Executivo tem um bom tempo para melhorar das pesquisas de opinião.

Já disse aqui que Geraldo Simões e Augusto Castro – os dois nomes mais fortes para 2016 – são 100% prefeituráveis, favas contadas nos seus partidos.

E o DEM? Só terá candidato se a opção da legenda mostrar viabilidade e força eleitoral para enfrentar o governismo e o petismo. Do contrário, é parceiro compulsório do PSDB indicando o vice de Castro.

Nos bastidores do tucanato, longe dos holofotes e do povão de Deus, o comentário é de que o preferido do pré-candidato Augusto Castro é o vereador demista Ronaldão, o Ronaldão da UBI.

A grande dúvida da sucessão é se o prefeito Claudevane Leite vai ou não disputar o segundo mandato (reeleição). Esse enigma, cada vez mais empanado, deixa os meninos do PCdoB apreensivos.

Uma coisa é certa: não há como o PCdoB se desvincular do governo Vane e, muito menos, virar oposição. O caminho é torcer por uma reviravolta no campo político e administrativo.

Religiosamente, orar muito para que o barco de Vane, que é o mesmo dos comunistas e dos evangélicos, encontre pela frente um mar calmo, um mar de almirante.

CUIDADO, VANE!

Coluna Wense, 28 de outubro de 2012: “O prefeito Claudevane Leite, do PRB, legenda sob a batuta da Igreja Universal do Reino de Deus, precisa tomar cuidado com alguns conselheiros de plantão. Conselheiro bom é aquele que não é bajulador, que diz a verdade, independente de agradar ou não o chefe”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

CARNAVAL EM ITABUNA

Caminhada Dilma 27.10.14 Foto www.pimenta.blog.br

Cerca de 11 mil pessoas fizeram “carnaval”, ontem, na Avenida do Cinquentenário, em Itabuna, para festejar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Eleitores e políticos como o deputado federal Geraldo Simões, o vice-prefeito Wenceslau Júnior, o ex-vereador Luís Sena e o ex-presidente da Bahiagás e suplente de deputado Davidson Magalhães participaram da comemoração puxada por trio elétrico e a atração Minha Banda. A ausência notada foi a do prefeito de Itabuna, Claudevane Leite (PRB). Dilma venceu em Itabuna com 52,52% dos votos válidos.

A ELEIÇÃO DE VANE

Marco Wense

Vane do Renascer foi eleito prefeito de Itabuna devido a vários fatores. O principal deles, o imprescindível, o “condicio sine qua non”, foi o rompimento político com o deputado Geraldo Simões.

Discordo da opinião de que Claudevane Leite, o Vane do Renascer (PRB), ganharia a eleição se saísse candidato a prefeito pelo PT de Geraldo Simões com Juçara Feitosa na vice.

A intransigência petista, não abrindo mão de uma chapa puro sangue, com PT e PT, provocaria uma cisão, ainda maior, nas intituladas forças de oposição ao governo Azevedo (DEM).

PCdoB, PDT, PPS e o PV formariam uma nova coligação, com Davidson Magalhães (ou Luís Sena) encabeçando a majoritária. A pedetista Acácia Pinho seria a candidata a vice-prefeita.

Não sei se essa formação encarnaria o novo, a tão desejada “mudança”. Mas representaria um chega-pra-lá no governismo e, principalmente, no geraldismo.

Essa divisão oposicionista, com comunistas de um lado e petistas do outro, aí incluindo Vane do Renascer, beneficiaria o projeto de reeleição do capitão Azevedo.

A disputa entre a oposição 1 e a oposição 2 seria mais acirrada. Em decorrência desse equilíbrio, o voto útil, responsável pela vitória de Vane, ficaria inibido.

A certeza, de ambos os lados, de que o seu candidato estaria na frente, afastaria o eleitor do voto útil. O candidato do DEM seria reeleito com a mesma quantidade de votos que obteve nessa sucessão.

Concluindo, diria que Vane do Renascer foi eleito prefeito de Itabuna devido a vários fatores. O principal deles, o imprescindível, o “condicio sine qua non”, foi o rompimento político com o deputado Geraldo Simões.

AUGUSTO CASTRO

Quando o assunto é a sucessão municipal de Itabuna, com o viés direcionado para 2016, o deputado estadual e prefeiturável Augusto Castro (PSDB) é o grande perdedor.

A não-reeleição do capitão Azevedo colocou um monte de areia branca na pré-candidatura do tucano, que tinha o apoio do chefe do Executivo como favas contadas.

O insucesso da vereadora Rose Castro, que é irmã do parlamentar, não conseguindo o segundo mandato, é café pequeno diante da derrota do candidato do DEM.

E mais: o capitão Azevedo, se não for alcançado pela Lei da Ficha Limpa, mantendo seus direitos políticos, será candidato a deputado estadual.

VEREADORES IRRESPONSÁVEIS

Não votam as contas do Executivo, não fazem nada e nada acontece. Apostando na impunidade, debocham da justiça e desdenham a lei orgânica do município.

Conversei com o bom advogado Carlos Sodré sobre a falta de uma exemplar punição para a omissão dos vereadores diante da votação das contas do prefeito.

Ficamos de ter uma segunda conversa. Mas adiantei que defendo a dissolução da Câmara com os suplentes tomando posse.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

O SILÊNCIO DO CORONEL

Enquanto Jaques Wagner enfrenta certo constrangimento por, estando hoje na posição de governador, ter que combater uma greve igual a outra que defendeu quando parlamentar, ocorre com o deputado estadual Gilberto Santana (PTN) exatamente o contrário.

Santana, coronel da PM, comandava o 15º Batalhão, em Itabuna, quando eclodiu a paralisação da polícia em 2001. Foi duro contra o movimento e contra aqueles que o defenderam, a exemplo do então vereador Luís Sena, que foi preso pelo milico.

Hoje, na oposição a Wagner, o coronel assiste à greve de camarote e fica caladinho para não se comprometer. Como oficial linha dura, é contra o movimento; como político de oposição ao governo, quer mais é que o circo pegue fogo.

SINDICATO PLANTA ÁRVORES

Para compensar a derrubada de uma castanheira que havia em frente à sua sede, o Sindicato dos Bancários de Itabuna tomou uma iniciativa que merece ser louvada e servir de exemplo: mandou plantar dez mudas de ipê amarelo na Avenida Juracy Magalhães.

De acordo com o sindicato, a castanheira teve que ser retirada porque estava ameaçando a estrutura da sede. Além das mudas de ipê, que foram plantadas ontem, a diretoria da entidade já tinha mandado plantar uma palmeira imperial em frente ao imóvel onde funciona, na Rua Duque de Caxias.

O vice-presidente do sindicato, Luís Sena, diz que “essa é uma iniciativa cidadã, em prol da melhoria da qualidade de vida em Itabuna”.

E O PC DO B DEIXOU SENA DE FORA

Vovô sai de cena e ficam Davidson (centro) e Wenceslau Júnior (Montagem Pimenta).

O PCdoB negava em público a fritura, mas na hora da onça beber água o ex-vereador e ex-candidato a vice-prefeito, Luís Sena, acabou sendo preterido na disputa pela prefeitura de Itabuna em 2012. O partido retirou o nome de Sena e comunicou a decisão neste final de semana. Ficam na disputa o vereador Wenceslau Júnior e o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães.

A leitura é que Wenceslau chega turbinado pela votação obtida em 2010 na campanha a deputado estadual e Davidson tem habilidade para negociar adesões e apoios não só políticos como do empresariado. Sena teria perdido o “time” ao retirar-se de disputas eleitorais em 2010. O “Vovô”, no entanto, era considerado o nome de maior capital eleitoral pelas passagens no legislativo e campanha heroica em 2006, quando enfrentou máquinas estadual e municipal e obteve mais de 11 mil votos na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa estadual.

AS “PESQUISAS” E OS PREFEITURÁVEIS

Marco Wense

Ninguém duvida que a primeira posição seja do PT, com o deputado Geraldo Simões ou Juçara Feitosa.

O disse-me-disse das pesquisas de intenção de voto, cada vez mais intenso na medida em que o ano eleitoral (2012) se aproxima, vai continuar.

Os boateiros de plantão, de todas as agremiações partidárias, a maioria remunerada pelos respectivos pré-candidatos a prefeito de Itabuna, não perdem tempo.

Todo fim de semana, começando na sexta-feira, tem, no mínimo, quatro pesquisas sobre a sucessão municipal: fulano na frente, beltrano logo atrás, cicrano em terceiro e deltrano como último colocado.

Não há nenhum problema com o fulano. Ninguém duvida que a primeira posição seja do PT, com o deputado Geraldo Simões ou Juçara Feitosa.

Outro ponto inquestionável é a diferença entre fulano e beltrano. Quando fulano é Geraldo Simões, beltrano fica mais distante. Quando é Juçara Feitosa, o segundo colocado fica mais perto.

O pessoal do prefeito Azevedo espalha que o chefe do Executivo é o beltrano. Discordando dos azevistas, a turma de Fernando Gomes diz que a segunda colocação é do ex-alcaide.

Os meninos do PCdoB, agora com o reforço do ex-petista e ex-geraldista Carlinhos Cardoso, apostam que um deles – Sena, Wenceslau ou Davidson Magalhães – é o beltrano.

Marilene Duarte (a Leninha da Autoescola), o vereador Claudevane Leite (o Vane do Renascer) e Roberto Barbosa (o Roberto Minas Aço) seriam os “deltranos” da sucessão municipal. Os últimos da fila.

Somente uma pesquisa séria, registrada na justiça eleitoral, realizada por uma empresa de reconhecida credibilidade, pode acabar com o disse-me-disse inerente ao processo político.

Marco Wense é articulista da Contudo.

GEDDEL, GERALDO E DAVIDSON

Marco Wense

O PMDB não vai apoiar em Azevedo e, muito menos, Geraldo.

O assunto mais enigmático da sucessão do prefeito Azevedo é, sem dúvida, o que envolve o PCdoB, PMDB e o PT, com Davidson Magalhães, Geddel Vieira Lima e Geraldo Simões.

Cito Davidson, deixando de lado Luís Sena e Wenceslau Júnior, também prefeituráveis pela legenda comunista, porque é o nome da preferência não só de Geddel como de Lúcio Vieira, presidente estadual do PMDB.

Não sei a opinião do médico Renato Costa sobre os três pré-candidatos do PCdoB. A impressão que fica é que Renato, que preside o diretório local, evita falar sobre a “disputa”.

A possibilidade do PMDB apoiar o vereador Wenceslau é muito pequena. Em relação a Sena, é quase nula.  Os senistas, obviamente os mais lúcidos, sabem que não existe sequer resquício de esperança.

Davidson é considerado o mais preparado. O que pode deslanchar durante a campanha. Sobre Sena, pesa o fato de ter sido o vice da petista Juçara Feitosa na última sucessão municipal.

Difícil mesmo é o peemedebismo se coligar com o PT, com o ex-ministro Geddel de mãos dadas com Geraldo Simões, tendo as companhias dos ex-prefeitos Ubaldo Dantas e Fernando Gomes.

Na bela festa de aniversário de 30 anos do jornal Agora, Geddel disse ao jornalista Paulo Lima que o PMDB não vai apoiar “nem Azevedo e, muito menos, Geraldo Simões”.

Em termos percentuais, diria que uma coligação PCdoB-PMDB, com Davidson Magalhães encabeçando a chapa, tem 50% para acontecer. Uma candidatura própria com Ubaldo Dantas, 30%. Com o vereador Wenceslau ou Sena, 15%.

Como o processo é político, e os próprios políticos costumam dizer que na política tudo é possível, os 5% restantes ficam por conta de um palanque com Geddel, Geraldo Simões, Renato Costa, Ubaldo Dantas e Fernando Gomes.

Os apupos, em decorrência da estranha e inusitada aliança, serão inevitáveis. Desta vez, Geddel pode ficar tranquilo: as vaias serão democraticamente distribuídas.

A VEZ DOS MÚSICOS

Kocó é pré-candidato.

A candidatura a vereador do conhecidíssimo Kokó do Lordão, pelo Partido dos Trabalhadores, pode incentivar a entrada de outros músicos na política.

O mesmo aconteceu com os militares. Temos hoje, democraticamente eleitos, uma enxurrada deles na vida pública: Capitão Azevedo (prefeito de Itabuna) e o coronel Santana (deputado estadual) são dois exemplos do sul da Bahia.

Sem falar no ex-deputado Capitão Fábio Santana e no major Serpa, convidado a se filiar no PSB para ser o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Geraldo Simões (PT).

A previsão de votos para Kokó é de mais de dois mil. Como o PT caminha para eleger dois vereadores, o ceplaqueano Emanoel Acilino pode sobrar. A outra vaga seria de Vane do Renascer (reeleição).

Marco Wense é articulista da Contudo.

A SUCESSÃO MUNICIPAL

Marco Wense

Essa reação, externada de maneira incisiva, de que o PCdoB não é mais subserviente ao petismo, não quer mais o papel de coadjuvante, agrada também ao PSB e o PP.

As reações de Wenceslau Júnior, presidente do PCdoB de Itabuna, reafirmando candidatura própria na sucessão de 2012, têm provocado uma incontrolável euforia nos democratas (DEM).

Qualquer comentário de que o PCdoB não terá candidato, novamente apoiando o PT, é logo bombardeado pelos três prefeituráveis da legenda: Davidson Magalhães, Sena e Wenceslau.

Um racha na oposição, principalmente entre comunistas e petistas, é “a azeitona que faltava na empada do prefeito Azevedo”, costuma dizer um azevista de carteirinha.

Tem até correligionários com a opinião de que a reeleição de Azevedo depende mais da cisão oposicionista do que da realização de obras na periferia.

Essa reação, externada de maneira incisiva, de que o PCdoB não é mais subserviente ao petismo, não quer mais o papel de coadjuvante, agrada também ao PSB e o PP.

Com o PCdoB longe do PT, a indicação do candidato a vice na chapa encabeçada por Geraldo Simões seria disputada por socialistas e pepistas.  O empresário Roberto Barbosa, que preside o PP local, é um fortíssimo vice-prefeiturável.

O PT de Geraldo Simões não quer nem ouvir falar do médico Edson Dantas e do vereador Ricardo Bacelar como opções do PSB para uma composição na chapa majoritária.

Não é à toa que Ruy Machado, presidente da Câmara de Vereadores, trabalha para levar o colega Gerson Nascimento para o Partido Socialista Brasileiro.

Ruy Machado sabe que a coligação do PSB com o PT é favas contadas. A senadora Lídice da Mata, mandatária-mor do PSB, já decidiu que o partido deve apoiar o ex-prefeito Geraldo Simões.

De olho no segundo mandato, Ruy Machado, mesmo em outro partido, faria de tudo para emplacar o colega Gerson como vice de Geraldo. A contrapartida do edil seria o apoio a sua reeleição.

Para fazer frente ao ambicioso plano do presidente do Legislativo, alguns membros do diretório vão convidar o major Serpa para se filiar ao PSB, se tornando assim um vice-prefeiturável.

Pelo andar da carruagem, parece que o caminho da reconciliação entre petistas e comunistas é cada vez mais difícil. A tábua de salvação do PCdoB é o PMDB.

O PCdoB não pode lançar candidatura própria sem o imprescindível apoio do PMDB, sem o tempo que a legenda dispõe no horário eleitoral destinado aos partidos políticos.

Davidson Magalhães, por exemplo, não pode fazer uma campanha com alguns segundos na telinha. Uma campanha, digamos, enesiana, na base do “meu nome é Davidson”.

Marco Wense é articulista político.

EMPRESAS E ELEIÇÕES MUNICIPAIS

A formação do comitê em favor da Emasa como empresa pública foi o primeiro ato do processo eleitoral que se avizinha. No plenário da Câmara de Vereadores de Itabuna, havia nada menos que seis siglas, uma verdadeira frente partidária.

Luís Sena, que sempre combateu a privatização, encontrou a bandeira ideal para reavivar uma pré-candidatura que andava cambaleante e, pelo que se diz, minada pelo próprio PCdoB.

Entre os cururus, há três postulantes ao Centro Administrativo Firmino Alves. Wenceslau Júnior, um deles, também aproveitou para surfar nas águas da Emasa. Na reunião de ontem, o esperto vereador colou no ex-deputado Renato Costa (PMDB), com quem travou diálogos sussurrados ao pé do ouvido, que alguns (como Jairo Araújo, presidente do Sindicato dos Comerciários) esforçavam-se na tentativa de captar.

COMITÊ EM DEFESA DA EMASA SERÁ REATIVADO

O comitê em defesa da água e contra a privatização da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) será reativado na próxima segunda (18), às 18h, em reunião no plenário da Câmara de Vereadores. Membro do comitê, o ex-vereador Luís Sena disse que durante o evento será apresentado plano de trabalho pela melhoria dos serviços e para impedir “qualquer tentativa de privatização da Emasa”.

O novo presidente da Emasa, Geraldo Briglia, deixou claro em entrevista ao PIMENTA que a privatização da empresa “não está descartada”. Ainda em junho, a construtora OAS apresentou um plano para assumir o controle da Emasa, o que foi considerado estopim para a saída do engenheiro Alfredo Melo.

A CANDIDATURA DE UBALDO

Marco Wense

Difícil mesmo é convencer Ubaldo a entrar na areia movediça do processo sucessório.

Até as freiras do Convento das Carmelitas sabem que o ex-prefeito de Itabuna, Ubaldo Porto Dantas, é o melhor nome do PMDB para disputar a sucessão de 2012.

Ubaldo, mesmo sendo um ex-alcaide, encarna a figura do novo diante de um Fernando Gomes e Geraldo Simões, também ex-prefeitos de quatro e dois mandatos, respectivamente.

Difícil mesmo é convencer Ubaldo a entrar na areia movediça do processo sucessório. Uma missão espinhosa para o bom médico Renato Costa, presidente do PMDB e idealizador do “Volta, Ubaldo”.

SENA, WENCESLAU E DAVIDSON

Confesso, e já deixei nas entrelinhas essa minha preferência, que torço para que o ex-vereador Luis Sena seja o nome do PCdoB na sucessão do prefeito Azevedo (DEM).

Mas não posso deixar de dizer, principalmente em respeito ao caro leitor, que a legenda comunista, tendo no comando Wenceslau Júnior, faz de tudo para enfraquecer a legítima pretensão de Sena.

Como o PCdoB sempre passa a impressão de que existe uma união inabalável entre os companheiros, fica tudo, digamos, colorido e decorado com bolinhas vermelhas.

MAIS UM

O suplente de vereador Carlinhos Cardoso, filho do saudoso professor Everaldo Cardoso, é mais um que vai disputar à presidência do diretório do PT de Itabuna.

O advogado Iruman Contreiras também vai para o embate com o deputado federal Geraldo Simões, cada vez mais distante dos “companheiros” e mais próximo de si mesmo.

Marco Wense é articulista da revista Contudo.

DEPOIS DO PSB, O PT

O ex-vereador e prefeiturável Luís Sena (PCdoB) foi surpreendido nesta semana durante visita à Diretoria Regional de Educação (Direc 7), em Itabuna. O órgão ligado à Secretaria Estadual de Educação é coordenado pela presidente do PT local, Miralva Moitinho, o que, naturalmente, já daria margem a boatos. Quem não perdeu a chance foi o colega de legislativo itabunense, Emanoel Acilino – que convidou Sena para o PT. “Aqui você não será fritado”, brincou.

Também em tom de galhofa, Sena respondeu que aceita entrar no PT. Para isso, aguardaria convite do presidente nacional, Rui Falcão, e do presidente de honra, Lula, além de chancela da mandatária-mor do Brasil, Dilma Rousseff. Acilino já iniciou os contatos com a cúpula petista…

A QUEM INTERESSA A PRIVATIZAÇÃO DA EMASA?

Luís Sena

Sou um intransigente defensor de que os serviços essenciais, a exemplo da água, sejam geridos por empresa pública, tanto faz estadual ou municipal.

Nos últimos dias, por meio da imprensa e também da preocupação de parte dos funcionários da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), reacendeu a divulgação sobre mais uma tentativa de privatização da empresa. Com a mudança do presidente, a coisa ficou mais ainda acentuada. “Onde há fumaça, há fogo!”

Sou um intransigente defensor de que os serviços essenciais, a exemplo da água, sejam geridos por empresa pública, tanto faz estadual ou municipal. Por vários motivos e razões, a mais importante é que o serviço de água e saneamento é estratégico numa cidade do porte de Itabuna.

Sendo o serviço de saneamento público, o norteamento das ações de metas de crescimento/expansão com qualidade e visão social devem ficar sob o controle e autonomia da administração pública. Na iniciativa privada, é diferente. Tudo fica subordinado aos resultados da lucratividade.

Nós precisamos aplicar na Emasa uma gestão comprometida com a coisa pública, capaz de implantar uma cultura de servir bem, sem desperdício, tarifa razoável e com qualidade, através de um processo de eficientização constante.

Os lacaios de sempre ficam na espreita da oportunidade, principalmente no momento em que a Câmara de Vereadores muda a sua composição política, para tentar passar qualquer projeto contra o povo, principalmente este que se caracteriza como “entreguista” e de encontro às necessidades da população e também fere a autonomia do município.

Com a palavra, os dirigentes da estadual Embasa, que segundo informações é detentora de parte do patrimônio, hoje utilizado pela Emasa.

Tudo que estiver ao meu alcance colocarei à disposição para evitar este ato irresponsável. Inclusive, já estamos acionando a rearticulação do “Comitê em defesa da água, contra a privatização da Emasa”, com a participação dos movimentos sociais, políticos, clubes de serviços, religiosos etc, numa grande mobilização como já aconteceu no passado e abortamos as duas outras tentativas.

CONVITE É O QUE NÃO FALTA

Enquanto o PCdoB de Davidson Magalhães e Wenceslau Júnior esnoba o ex-vereador Luís Sena, o sindicalista é cortejado por outras legendas do campo progressista.

O PSB de João Carlos Oliveira escancarou as portas para o cururu. O flerte pode dar em casamento. Só depende do ex-vereador.

Por enquanto, Sena aperta o play e manda recado com Esnoba, do grupo Moinho.

BANCOS, LUCROS E NEGLIGÊNCIA

Luís Sena | luis.sena65@hotmail.com

Os investimentos em segurança são mínimos. Até a colocação das portas giratórias tem sido alvo de extinção por parte da Febraban/Fenaban, representações dos bancos no Brasil.

Virou mania, tornou-se praxe, fato comum. Todos os dias somos informados que uma agência  bancária foi assaltada, bancário ou cliente levado como refém, saidinhas bancárias e a nova modalidade: explosão dos  caixas eletrônicos.

O setor mais lucrativo da economia nacional, os bancos , acostumados e sempre assegurados da garantia dos lucros, através dos altos juros e da exorbitantes cobrança de taxas. Nadam  de braçadas na omissão em  qualificar e aperfeiçoar um plano estratégico e eficiente nos bancos, que garantam  principalmente aos bancários e clientes, as mínimas condições de segurança.

Os banqueiros colocam seus departamentos jurídicos afiados para derrubar qualquer iniciativa legislativa , tanto estadual como municipal, que tentem nortear a defesa dos clientes, seja na segurança ou até mesmo no tempo de atendimento , lembrando aí  as leis que deteminam 20 minutos como tempo regulador de atendimento nas agencias bancárias.

Os investimentos em segurança são mínimos. Até a colocação das portas giratórias tem sido alvo de extinção por parte da Febraban/Fenaban, representações dos bancos no Brasil.

A insegurança no meio bancário toma corpo, também, nas pequenas cidades, alvo das quadrilhas, que verificam  o diminuto contingente policial e seus  desatualizados aparatos, para impor , aos clientes e bancários, suas ações de roubos, violência e terror.

O governo do estado, por meio da Secretaria de Segurança Pública, precisa imediatamente  repensar formas de dotação dos seus efetivos e, ao mesmo tempo, ações de forma qualificada e estratégica no combate a estes crimes.

A sociedade civil deve estar organizada para cobrar, tanto dos banqueiros como do governo do Estado, ações que possam coibir e até a acabar com estes atos que no dia-dia tem carregado nosso cotidiano com tristezas, violência e terror. Não podemos aceitar a banalização da violência!!!

Luís Sena é professor, bancário e ex-vereador de Itabuna.

DAVIDSON DIZ QUE PC DO B AINDA NÃO SE DEFINIU

Magalhães: mais constante em Itabuna.

O vice-presidente do PCdoB baiano e presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, afirmou que o partido, ao contrário de Salvador, ainda não definiu quem será o candidato a prefeito de Itabuna pela legenda.

O cururu nega o que disseram ao PIMENTA fontes do próprio PCdoB, que garantem ter o partido escolhido – internamente – o vereador Wenceslau Júnior, mas optado por não tornar pública a decisão a mais de um ano do pleito. Faz parte…

Conforme Davidson, o pensamento é agora pela “união de forças e construção de alianças” que permitam a formatação de um novo projeto para Itabuna. “O que observamos é um esgotamento das [antigas] lideranças. Queremos modificar isso com diálogo. O PCdoB não quer exclusividade [na indicação do candidato a prefeito]“.

Davidson também quer aproveitar as vindas ao sul da Bahia, por conta da expansão do gás natural na região, para também intensificar as articulações em torno do nome do PCdoB que for escolhido para a disputa (ele próprio mais Wenceslau e Sena) ou da chapa que a legenda estiver compondo no pleito de 2012.

O cururu deixou claro, no entanto, que Itabuna perde muito por não ter uma gestão com planejamento e que esteja melhor articulada com os governos e tenha capacidade de captação em organismos externos.

WENCESLAU É O NOME DO PC DO B PARA 2012

Exclusivo

Wenceslau é o nome escolhido para 2012.

A cúpula comunista já definiu o candidato do PCdoB à prefeitura de Itabuna em 2012. Nem Davidson Magalhães nem muito menos o ex-vereador Luís Sena. O nome do partido – o que não causa nenhuma surpresa – será mesmo o do vereador e suplente de deputado estadual Wenceslau Júnior.

O partido faz jogo de cena para evitar ataques antecipados ao nome de Wenceslau, principalmente porque o comunista andou de namorico com o prefeito Capitão Azevedo (DEM) – bobagem nesses tempos cada vez mais camaleônicos…

E agora cada um volta ao seu quadrado. É a estratégia do menor atrito possível, com foco mirado em 2012.

Há dias recuados, como diria o colunista Eduardo Anunciação, este blog entrevistou Wenceslau. Ele desconversou quando expusemos a negociação interna. Tentou negar que a candidatura comunista para 2012 já tenha sido definida pela grande cúpula com antecipação, mas faltou-lhe firmeza na negativa. Nem podia ser tão veemente.

Com ênfase mesmo, ele só repetia: – O PCdoB tem um projeto concreto e está com o firme propósito de construir uma alternativa para Itabuna.

O nome praticamente foi selado no final de semana, assim como ocorreu em Salvador, quando o partido se decidiu pela deputada federal Alice Portugal como prefeiturável comunista na capital baiana. Já a escolha itabunense, virou segredo de polichinelo.

Agora, eis porque a opção por Wenceslau: 1) ele se cacifou eleitoralmente em 2010 ao ser o candidato a deputado estadual mais bem votado em Itabuna; 2) Luís Sena, o outro prefeiturável, perdeu o bonde ao abrir mão da disputa; e 3) o capa-preta Davidson Magalhães circula com desenvoltura em Salvador, mas está desapegado de Itabuna e não possuiria a capacidade de aglutinar e seria o de menor potencial eleitoral dentre os três. Essa é uma análise, aliás, já foi exposta aqui em artigo publicado em março (releia aqui).

Outro diferencial de Davidson para os outros dois nomes seria a capacidade de atrair financiadores para a campanha. No mais, Wenceslau levaria vantagem e é nessa toada que o vereador e suplente de deputado se movimenta. O cenário somente mudaria se o vereador, numa articulação governista, assumir mandato na Assembleia Legislativa baiana.

Portanto, agora restará a Davidson participar das grandes articulações em torno do nome de Wenceslau para a sucessão de 2012. A Sena, será dado um papel importante de coordenação e mobilização da campanha do vereador. Sena poderá ser içado à presidência do PCdoB itabunense, em substituição a Wenceslau.

Enquanto os outros dormem de touca, os comunistas já desenharam e definiram as tarefas de cada um da cúpula para 2012. E não estranhe se um Claudevane Leite aparecer como vice, este já se filiando ao PRB.

SENA AINDA TEM ESPERANÇA

Sena: liderança na corrida interna no PCdoB.

O resultado de uma enquete do PIMENTA sobre o melhor candidato do PCdoB para a sucessão municipal em Itabuna deixou animado o comunista Luís Sena. O ex-vereador é o comunista mais citado nas pesquisas eleitorais feitas até aqui, mas internamente perderia na disputa interna. Os outros nomes são o suplente de deputado estadual Wenceslau Júnior e o atual presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães.

Sena agradeceu a votação obtida (mais de 40%) e disse que a luta é para construir “uma alternativa nova, consequente, responsável, ampla e democrática”.

Para ele, essa luta terá sentido se as forçar reunidas tiverem a capacidade de “reconstruir” Itabuna, dando novos rumos à cidade, “gerando empregos, novas oportunidades e qualidade de vida para a população”. O PCdoB espera definir o seu candidato até o início de 2012.

LEITORES PREFEREM SENA

Sena: preferência entre os leitores.

Está encerrada a enquete sobre quem o PCdoB deveria lançar como candidato a prefeito de Itabuna. A maioria dos 1.239 votos apurados indica preferência pelo ex-vereador e diretor do Sindicato dos Bancários, Luís Sena, que em 2008 ocupou a vice na chapa encabeçada pela petista Juçara Feitosa. Agora, os comunistas dizem não haver possibilidade de repetir a parceria com o PT na cabeça.

Na enquete do PIMENTA, Sena teve 40% dos votos, seguido de perto pelo vereador Wenceslau Júnior, que somou 34% das preferências. Em terceiro e último lugar ficou o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, que seria o melhor candidato comunista para 26% dos leitores.

A partir deste momento, o blog quer saber quem deve ser o candidato do PT a prefeito de Itabuna. As opções são Geraldo Simões, Juçara Feitosa e Vane do Renascer, e a escolha é sua. A enquete está no lado direito do blog. Boa votação.

AZEVEDO E O DEM

Marco Wense

O comando estadual do DEM vai jogar duro com os prefeitos que ficam de namorico com os partidos da base aliada do governo Wagner.

O comando estadual do DEM, agora sob a batuta do ex-deputado federal José Carlos Aleluia, vai jogar duro com os prefeitos que ficam de namorico com os partidos da base aliada do governo Wagner.

José Carlos Aleluia, político de posições firmes, principalmente quando o assunto em pauta é a fidelidade partidária, acompanha cada passo de quem se elegeu pelo DEM, incluindo aí os vereadores.

Entre os chefes de Executivo demistas, José Nilton Azevedo, prefeito de Itabuna, é o que chama mais atenção da nova cúpula do Partido do Democratas.

Ninguém sabe, por exemplo, em quem o prefeito de Itabuna votou na última sucessão estadual, se na reeleição do governador Wagner (PT), em Geddel (PMDB) ou Paulo Souto (DEM).

Aleluia, que não é de pestanejar e, muito menos, de passar a mão na cabeça, não vai permitir que o Capitão Azevedo tenha um posicionamento dúbio em relação ao processo sucessório municipal.

O prefeito de Itabuna tem que tomar cuidado com o novo demismo aleluísta, sob pena de não disputar um segundo mandato (reeleição).

DAVIDSON, SENA OU WENCESLAU?

O PCdoB tem três bons nomes como prefeituráveis: o “velhinho” Sena, o vereador Wenceslau Júnior e Davidson Magalhães, diretor-presidente da Bahiagás.

O critério para a escolha do nome que irá disputar a cobiçada prefeitura de Itabuna não pode ser assentado no aspecto individual. Se um é mais popular do que o outro, se é mais carismático ou administrador.

O candidato deve ser o que tiver mais possibilidade de aglutinar outros partidos em torno da candidatura, viabilizando uma coligação com boas chances de vitória.

Os recentes fatos políticos apontam que a melhor opção do PCdoB é Davidson Magalhães, já que conta com a simpatia do PMDB de Renato Costa, do PSDB de José Adervan, do PDT de (?) e de boa parte do PSB.

WAGNER QUER GERALDO

A articulação política do governador Jaques Wagner quer o deputado federal Geraldo Simões como o candidato do PT na sucessão do prefeito Azevedo.

Com Geraldo – e não Juçara Feitosa – seria mais fácil convencer os partidos aliados a não lançarem candidatura própria, como pretende o PCdoB.

Se o candidato for Geraldo Simões, o governador Jaques Wagner vai se empenhar pessoalmente no convencimento de que o diálogo é imprescindível para a retomada do Centro Administrativo.

Alguns membros do diretório do PT de Itabuna já fazem coro a favor do ex-prefeito, que continua obstinado com a pré-candidatura da ex-primeira-dama.

FIDELIDADE

Os quatros maiores partidos de oposição ao governo estadual – DEM, PSDB, PMDB e o PR – só questionam a infidelidade partidária quando ela sai do círculo oposicionista.

Ou seja, para um partido da base aliada do governador Wagner. O vereador Solon Pinheiro, por exemplo, não comete infidelidade quando sai do PSDB para o DEM.

Se o prefeito Azevedo trocar o DEM pelo PDT ou qualquer outra legenda situacionista, é logo taxado de infiel. Mas se ir para o PSDB, PMDB ou PR fica tudo em casa.

Marco Wense é articulista da Revista Contudo.

PC DO B LANÇARÁ CANDIDATURAS A PREFEITO EM SALVADOR E CIDADES MÉDIAS

Alice é o nome do partido para Salvador.

O PCdoB encerrou há pouco, em Salvador, um encontro de um dia e meio com as principais lideranças do partido na Bahia. A tônica foi a sucessão municipal de 2012.

O partido discutiu metas para o pleito do próximo ano e, dentre as prioridades da legenda, estão a reeleição dos atuais prefeitos comunistas e lançamento de candidatura própria em Salvador e nas cidades acima de 100 mil habitantes, incluindo aí Vitória da Conquista e Itabuna. Dentre as cidades médias, o partido já governa Juazeiro.

O nome do partido em Salvador é o de Alice Portugal. Já em Conquista, há um “probleminha”: o deputado estadual Jean Fabrício disse que não disputará a prefeitura em 2012. Em Itabuna, os nomes são os do vereador Wenceslau Júnior, do ex-vereador Luís Sena e do presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães.

A reunião começou ontem e foi encerrada no início desta tarde. O presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, e os deputados federais comunistas Alice Portugal e Daniel Almeida confirmaram durante o evento que estarão em Itabuna, no próximo sábado, 2, para a festa de 89 anos do PCdoB. O encontro será na AABB, às 19h.

“AZEVEDO É CONTINUIDADE MAL-AMANHADA DE FERNANDO”, DIZ WENCESLAU JÚNIOR

O PCdoB itabunense quer fechar 2011 com o dobro de filiados e nesta sexta-feira (25) promoveu uma reunião com pré-candidatos a vereador já para definir plano de ação visando a disputa de 2012.

O partido definiu que não pensa em ser coadjuvante do processo eleitoral itabunense e quer a cabeça-de-chapa no arranjo de legendas oposicionistas. Falta definir “o nome” para a disputa. E possui três: Wenceslau Júnior, Luís Sena e Davidson Magalhães.

Vereador e presidente do PCdoB itabunense, Wenceslau conversou ao final desta manhã com o PIMENTA. E falou dos projetos do partido, como a legenda definirá o nome a prefeito e também fez avaliação do governo municipal.

A avaliação surpreende não pelo conteúdo, mas pelos adjetivos: ” Capitão Azevedo fracassou. É uma continuidade mal-amanhada de Fernando Gomes”, diz.

Noutro trecho, Wenceslau afirma que o prefeito agiu com covardia ao não entrar com processo de improbidade contra o ex-prefeito e, assim, tirar o município do cadastro de inadimplentes (Cauc).

Confira a entrevista.

A reunião desta manhã é já com foco também na disputa pela prefeitura em 2012?
O PCdoB reafirmou na reunião com os pré-candidatos que o PCdoB terá candidato a prefeito. Há unidade no partido em torno dessa proposta e a necessidade de ousar e apresentar projeto para Itabuna. Este projeto será construído com a comunidade, e não por marqueteiros.

E qual a estratégia do PCdoB para se viabilizar na disputa à sucessão?
Vamos dobrar o número de filiados até o final deste ano. Estamos preparando o partido para a batalha de 2012.

Davidson não esteve por aqui na tradicional procissão de São José e também falta a esta reunião de hoje. A ausência sinaliza algo para 2012?
Ele não esteve por causa da reunião do comitê central do PCdoB e esse processo de saída do [deputado federal] Edson Pimenta. Mas Davidson estará aqui no dia 2, quando faremos uma grande festa de aniversário do partido, na AABB.

Sendo mais direto, o partido já definiu qual será o nome da legenda na disputa?
Essa decisão sairá até o final deste ano, início de 2012.

Quais serão os critérios para definir o nome do PCdoB a prefeito de Itabuna?
O que vai contar é a viabilidade, capacidade de aglutinar. Vamos analisar as pesquisas, ver quem tem maior aceitação e, também, menor rejeição. Outro ponto será ver, ao final do processo, quem possui maior capacidade de atrair mais partidos em torno do projeto, se o companheiro Sena, Wenceslau ou Davidson.

Azevedo fracassou. O projeto não deu certo. É uma continuidade mal-amanhada de Fernando Gomes.

O PCdoB se lança na sucessão pela ambição de crescer ou por que discorda do governo local?
A avaliação nossa é que Capitão Azevedo fracassou. Por mais que se consiga alguma coisa agora, o projeto não deu certo. É uma continuidade mal-amanhada de Fernando Gomes. Há uma necessidade de novo modelo de gestão para Itabuna.

Se existem críticas ao senhor, algumas derivam mesmo das suas ligações com a gestão de Azevedo.
Existiram algumas pessoas que estavam no governo e me ajudaram, de fato, na campanha a deputado estadual, como o ex-secretário Gilson Nascimento. A gente não rejeita apoio. Mas existia um momento em que se podia dialogar e não podemos ser oposição por oposição.

E como se explica essa aproximação?
A aproximação ocorreu também como uma orientação do governo estadual. [Jaques] Wagner buscava o apoio eleitoral de Azevedo no ano passado. Havia um interesse em se aproximar. Mas digo que se Azevedo não veio, a estratégia valeu em 50%, porque se neutralizou a máquina [municipal].

O governo tem que limpar o nome da cidade e ter uma ótima equipe para elaborar projetos, captar recursos.

O senhor fala em construção de propostas, mas quais seriam os caminhos para mudar o quadro?
Pessoalmente, vejo que Itabuna tem dificuldades de captar recursos por problemas na prestação de contas de convênios, recursos. Nós batalhamos para que Itabuna tivesse o projeto Segundo Tempo. E por quê não teve? A cidade tem 13 tipos de pendências no Cauc (Cadastro Único de Convênio), inadimplente. O governo tem que limpar o nome da cidade e ter uma ótima equipe para elaborar projetos, captar recursos na União, Estado e organismos internacionais. Não temos isso hoje.

Como torná-lo adimplente?
Olha, se houvesse maior cuidado e rigidez na aplicação dos recursos nós não teríamos esse problema. Se tivesse esse cuidado, evitava o caos que vivemos na saúde. Evitava, por exemplo, tirar recursos que eram da dengue e fabricam nota para servir a interesses de outras áreas.

Azevedo teria que entrar com ação de improbidade administrativa contra Fernando, mas a covardia o impediu.

Quanto a Itabuna, é algo difícil de resolver?
Acho que não foi ainda solucionado por covardia de Azevedo. Ele teria, por exemplo, que entrar com ação por improbidade administrativa contra Fernando [Gomes, ex-prefeito], mas a covardia o impediu. Não importa, sendo Fernando ou qualquer outro gestor, tem que se fazer o correto.

E quais seriam essas pendências?
Se o município faz prestação de contas dos convênios ou não presta contas, já vai para o Cauc. Por quê Vitória da Conquista teve um boom de crescimento com a gestão de José Raimundo? Ele correu atrás, limpou o nome da cidade, tirou a cidade do Cauc e montou uma equipe para elaborar projetos, captar recursos. Veja o caso de Itabuna. O nosso plano diretor tem três anos e já caducou. Foi feito num momento em que Ferrovia, Porto Sul e outros investimentos ainda não tinham saído do papel.






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