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:: ‘Lula’

APROVAÇÃO A DILMA É A MAIOR OBTIDA POR PRESIDENTE EM INÍCIO DE PRIMEIRO MANDATO

Dilma, que recepciona Obama: aprovada por 47% dos brasileiros (Foto Roberto Stuckert Filho).

A pesquisa Datafolha feita nos últimos dias 15 e 16 aponta que a presidenta Dilma Rousseff (PT) é dona de aprovação maior até do que a obtida por Lula em início de mandato, embora aí haja um empate técnico (a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais).

Lula iniciou o primeiro mandato, em 2003, com 43% de aprovação. Dilma registra agora 47%, segundo o instituto de pesquisa do grupo Folha. Até mesmo no segundo mandato, Lula apresentou 48% de aprovação nos primeiros meses.

A pesquisa Datafolha que afere a aprovação do governo central começou a ser feita em 1990, quando Fernando Collor de Melo obteve 36% de aprovação. Itamar iniciou o governo com 34% e FHC registrou 39% de aprovação em 1995, seguido de apenas 21% no segundo mandato, em 1999.

Além dos 47% de brasileiros ouvidos que consideram o governo Dilma “ótimo ou bom”, ela obteve ainda 34% de “regular” e 7% de ruim ou péssimo. Dos 3.767 eleitores ouvidos em 179 municípios, 12% não souberam opinar sobre como vai o governo da presidenta.

ACM NETO ELOGIA DILMA

A pesquisa é publicada em um momento em que Dilma Rousseff recebe, pela primeira vez, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. O primeiro dia teve almoço no Itamaraty e a mandatária brasileira foi elogiada pela postura na recepção a Obama.

Os elogios foram colhidos até na oposição, especialmente em relação ao discurso da presidenta. O líder do DEM na Câmara Federal, ACM Neto. Via Twitter, ele disse que “a presidente Dilma fez um discurso preciso, à altura da importância da visita do presidente Obama”. Do Pimenta.

LULA QUER EVITAR PRÉVIAS NO PT

Da Agência Estado:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer impedir prévias no PT para a escolha dos candidatos às prefeituras, em 2012. Preocupado com a montagem dos palanques municipais, principalmente em São Paulo, Lula já começou a conversar com dirigentes de partidos aliados do Planalto e avalia que o PT só deve lançar nomes próprios onde tiver reais condições de vencer sem se indispor com parceiros federais, como o PMDB.

“Eu vou andar muito, correr o País no ano que vem”, disse Lula ao jornal O Estado de S. Paulo. “Mas é importante a gente começar a pensar logo nas alianças que queremos fazer. Ninguém pode ficar dormindo no ponto.” A intenção do ex-presidente é reeditar nas grandes cidades, onde for possível, a coligação que elegeu Dilma Rousseff ao Planalto e lançar um nome novo do PT à Prefeitura de São Paulo.

QUEM SEGURA ACM NETO?

Manuela Berbert

Enxergo em Neto uma vontade imensa de tomar as rédeas da Bahia, ainda que essa expressão me ofenda.

Circula na internet uma entrevista do deputado federal baiano Antônio Carlos Magalhães Neto, concedida à Revista Playboy desse mês. Numa linguagem simples e com um tom informal, ele brinca com sua altura e com a beleza das mulheres do governo, mas passa sua principal mensagem: está disposto a incomodar.

As seis páginas publicadas mostram que ele é ainda mais esperto do que pode parecer. Sabe que precisa apagar a imagem familiar de “coronelista” e vale-se de alguns artifícios para tal, como a constante atuação nas redes sociais e a simpatia, que lhe é peculiar. E, numa visão menos regional da coisa, demonstra ter consciência de que fazendo oposição a Dilma e seus aliados, vai ganhando uma visibilidade nacional significante.

Ele acaba ‘puxando a sardinha’ pro seu lado ao comentar que muitos colegas sequer aparecem no Congresso Nacional ou que, quando o fazem, é para negociar cargos etc. Talvez por ser o deputado federal mais bem votado da Bahia, ACM Neto pode não precisar tanto fazer o papel do negociador. Prefere ser uma pedrinha no sapato da Presidente. Aliás, fazendo a linha “super-sincero” na entrevista, acaba deixando nas entrelinhas que se opor a Dilma é mais fácil do que se opor a Lula e confrontar a popularidade do ex-presidente. Ouso escrever que, proporcionalmente, são os dois maiores marqueteiros que consigo enxergar: Lula para o Brasil como um todo, e ACM Neto para o seu estado.

Ainda não conheço uma grande e inesquecível obra dele, até porque essa não é a função concreta do cargo que ocupa. Mas enxergo em Neto, como é chamado, uma vontade imensa de tomar as rédeas da Bahia, ainda que essa expressão me ofenda. Não duvido do que ele anda traçando para o futuro.

Numa ocasião recente, hospedado aqui em Itabuna, telefonou para um amigo pedindo que fosse buscá-lo para jantar. O cidadão, que já estava num restaurante conhecido da cidade, prontamente o atendeu. Acontece que, ao retornar com o neto de ACM, encontrou o restaurante já de portas fechadas. Ele disse que já se encontrava naquele recinto e o segurança ficou aguardando a explicação do deputado, que poderia ter explorado a popularidade incontestável que possui.

Político até nos seus momentos de lazer, sorriu e disse que também tinha dado apenas uma saidinha, o que acabou fazendo com que as portas fossem abertas. Permitam-me a brincadeira, mas, independentemente da minha opção partidária, percebo que é preciso muito mais que um homem alto e forte para conter as vontades daquele baixinho…

Manuela Berbert é jornalista e colunista da Contudo.

LULA FAZ PALESTRA E LEMBRA DA “MAROLINHA”

Do G1:

Em sua primeira palestra após deixar a Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva falou nesta quarta-feira (2) sobre os oito anos de seu governo e destacou que um dos piores momentos que viveu como presidente foi durante a crise financeira internacional, no fim de 2008. Ele relembrou o episódio em que comparou a crise a uma “marolinha” e disse que foi “achincalhado”.

“As pessoas diziam nos jornais: ‘Quero ver se o Lula agora vai conseguir governar com a crise’. O mundo até então estava crescendo, eles diziam que era sorte. Quando [então] veio a crise, eu disse que era uma marolinha. Por conta da marolinha, eu fui achincalhado, diziam que eu estava menosprezando a crise”, afirmou a funcionários da empresa LG durante palestra sobre macroeconomia em evento no Expo Transamérica, na capital paulista.

MOMENTO ÍMPAR PARA O SUL DA BAHIA

Josias Gomes | josiasgomes@uol.com.br

A crise certamente trouxe lições. A região está hoje mais amadurecida, conhece a necessidade de diversificar sua base produtiva e de não se limitar ao setor primário.

Algo fantástico acontece quando se percebe que estamos vivendo um momento verdadeiramente histórico e importante. Para os brasileiros, a vitória de Lula, não somente eleitoral, mas como o maior presidente que o Brasil já teve, seguida da eleição da primeira mulher presidenta, significou uma ruptura com a velha ordem. Quem teve e tem a oportunidade de vivenciar toda a riqueza desse período pode se considerar um agraciado pela História, com “H” maiúsculo.

Tenho igual sentimento com a fase em que se encontra a rica e abençoada, embora sofrida, região cacaueira da Bahia. Após décadas de crise, a lavoura ressurge com toda força, embalada pelo PAC do Cacau, por um trabalho heroico e incansável da Ceplac  e pela elevação do preço da commodity.

As fazendas vêm elevando sua produção e centenas de produtores tiveram a oportunidade de renegociar suas dívidas com os bancos oficiais. O clima é de um otimismo que há muito tempo não se via na região, o que traz enorme alegria a este deputado que teve a chance e a honra de participar da primeira Câmara Setorial do Cacau.

A crise certamente trouxe lições, pois esse é um dos atributos das dificuldades: o de ensinar a trilhar novos caminhos e refazer estratégias. A região está hoje mais amadurecida, conhece a necessidade de diversificar sua base produtiva e de não se limitar ao setor primário. Hoje se tem a noção exata da importância de  não se limitar à produção do fruto para vendê-lo “ in natura”.  A industrialização chega ao sul da Bahia, trazendo consigo a expectativa de um desenvolvimento sólido e perene.

Em paralelo, a região debate cheia de expectativas a questão do Porto Sul, um investimento bilionário que também representa um marco. Pela primeira vez em décadas, o interior do Estado recebe um empreendimento de tal porte, que inclui uma ferrovia com 1.100 quilômetros somente no território baiano (de Barreiras a Ilhéus), um aeroporto internacional e um porto para navios de grande calado. Essa infraestrutura permitirá o escoamento de produtos como grãos, fertilizantes e minérios, beneficiando o estado com o aumento da arrecadação e a geração de novos empregos.

O Porto Sul traduz a opção do Governo da Bahia, com o apoio do Governo Federal, de interiorizar o desenvolvimento baiano, há décadas concentrado em Salvador e Região Metropolitana. É uma opção corajosa e coerente, que demonstra visão estratégica e compromisso com o crescimento de nosso Estado.

Não deve passar despercebido o alerta do governador Jaques Wagner, que, na abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira, 15 de fevereiro, chamou atenção para as movimentações de forças políticas de outros estados, interessadas em impedir que a Bahia dê esse salto para um novo ciclo de progresso.

O envolvimento das lideranças e a participação efetiva da sociedade baiana nesta questão é fundamental para que o Porto Sul não “morra na praia”. Viver esse momento histórico não é apenas um privilégio, pois implica em assumir desafios e não se deixar atropelar pelos fatos. Quem entende a demanda e assume essa postura tem uma oportunidade a mais: a de fazer história.

Outro ponto importante é que a defesa do Porto Sul não significa passar ao largo da questão ambiental e da responsabilidade com o desenvolvimento sustentável. O debate está aberto e deve ser travado de maneira democrática, com foco no interesse regional  e buscando caminhos para que o impacto no meio ambiente seja o menor possível. Frisamos ainda que não se deve colocar os defensores do projeto em área oposta aos que lutam pela preservação da natureza, pois isso empobrece a discussão. Todos devemos nos posicionar em defesa do meio ambiente, mas há muito tempo isso deixou de ser obstáculo ao crescimento.

Josias Gomes é deputado federal e ex-presidente do PT da Bahia.

UNIVERSO PARALELO

ONDE O VERSO “CRISTALINO” DE BILAC?

Ousarme Citoaian
Certa vez, falamos que a boa linguagem tem alguma feição “matemática”.  Há uns 300 anos, quando passei pela escola pública, estudava-se uma coisa chamada análise lógica – e é por aí que, mesmo aos trancos e barrancos, caminho: a frase bem feita há de ser lógica, sim, racional, cartesiana, precisa, clara – se possível, cristalina, saindo da oficina sem um defeito, conforme ensinou Bilac (foto). Por isso me chamou a atenção a fala do novo mandatário da cooperativa que administra o Hospital de Base de Itabuna. “A população pode esperar um atendimento extremamente humanizado, porque quando a fatalidade bate à porta não manda avisar”, disse ele – para meu completo espanto.

A CONJUNÇÃO EXPLICATIVA… EXPLICA!

“Porque” é conjunção. Logo, liga ideias que se complementam logicamente: “Não foi ao cinema, porque não tinha dinheiro”. O dirigente poderia ter dito “… porque haverá investimento nesta área”, ou “… porque nós vamos contratar pessoal especializado”, ou “… porque este é um objetivo do prefeito” – e por aí vai, em quase infinitas possibilidades. Mas “… porque quando a fatalidade bate à porta…” não passa de abjeta subliteratura. É quase como um cartola dizendo que o time vai ganhar “porque a torcida merece”. O que leva o time a ganhar não é a vontade da torcida, mas outros fatores (nem sempre lícitos, é verdade). A fatalidade bater ou não à porta não influencia nível do atendimento.

DIFERENÇA ENTRE A PEDRADA E O DESCUIDO

E antes que me esfreguem nas fuças as elipses e outras figuras que costumam acobertar as derrapagens linguísticas, valho-me de um exemplo colhido no próprio autor, na mesma solenidade, e também divulgado pela mídia. Falando de o estado passar a cobrir as despesas do hospital, ele disse, em bom português: “Mas o estado não pode fazer isso, porque o Hospital de Base é do município”. Mais adiante, o mesmo dirigente afirma que a Prefeitura de Itabuna nada pode fazer para melhorar a situação, porque não tem suporte financeiro”. Duas frases que nos fazem pensar que a inicial não foi uma pedrada, mas mero descuido. A lógica chegou atrasada, mas chegou.

BRASIL, DITADURA, REDE GLOBO, COLLOR

As eleições de 1989, após mais de duas décadas de ditadura militar, criaram no brasileiro uma motivação nunca vista antes nem depois. Ainda estávamos sob o efeito da campanha “Eu quero votar pra presidente” (Diretas já), e os eleitores mais à esquerda se sentiam de alma lavada, estrela na lapela e, na ponta da língua, o jingle de Hilton Acioly (Lula lá/ brilha uma estrela/ Lula lá/ cresce a esperança…). Aí, deu Collor, com a luxuosa ajuda da Rede Globo e quase tivemos de começar tudo de novo. Mas, mesmo com a eleição do dito caçador de marajás, “valeu a espera”: o Brasil não mais estava sob as botas do Exército. Dos males, o menor.

ELEIÇÃO COM PRESENÇA DE 22 CANDIDATOS

Foi uma eleição memorável, com embates candentes entre a direita e a esquerda, confrontos em que vários candidatos se sobressaíam. Tudo muito distante desse bom-mocismo a que assistimos, aos bocejos, em 2010. Desta vez, só Plínio de Arruda Sampaio (remanescente da velha escola) queria ver o circo pegar fogo; em 1989, todo mundo levava gasolina para o debate: Brizola, Lula, Covas, Maluf, Caiado, Collor, Ulisses Guimarães, Roberto Freire… Os novos (e não versados em política) dirão que minto. Mas digo e provo que havia nada menos do que 22 candidatos, o mais amplo leque ideológico representado. E (quase) todos tinham propostas.

COVAS “À ESPERA” DE ULISSES GUIMARÃES

Mário Covas dava uma coletiva em Ilhéus, respondia no limite da cortesia a todos que o interrogavam, até que o caldo foi entornado, quando um repórter lhe propôs a seguinte questão: “O candidato Ulisses Guimarães chega à região depois de amanhã, em campanha. O senhor pretende ficar aqui para conversar com ele e acertar algum tipo de composição?” Covas (foto), que tinha intolerância a bobagens, esteve para explodir. Contou até cinco, digeriu a asneira e disse, com seu vozeirão contido: “Dr. Ulisses e eu moramos em São Paulo e conversamos frequentemente. Se eu quiser falar com ele, atravesso a rua e falo. Não preciso ficar aqui dois dias esperando”. E encerrou a coletiva.

UMA ESTRANHA FORMA DE PERNOSTICISMO

Não sei em que circunstâncias, em que livro ou jornal conheci esta avaliação de Aurélio Buarque de Holanda, aquele mesmo (foto): a pior forma de pernosticismo que alguém pode ter é falar errado para ser agradável aos outros. Pois eu conheço gente que pratica a heresia da linguagem incorreta, para parecer “simples”. Quem estudou até a oitava série, pelo menos (e conservou a faculdade de discernir), sabe que, na linguagem, como na vida em geral, ser simples não é ser simplório. E simplicidade, é bom repetir, não é defeito, mas qualidade de escrever e falar. E de viver. Ser simples não é ser rasteiro.

É MUITO FEIO FAZER-SE DE ANALFABETO

A feira livre (um traço importante da cultura brasileira) é o local típico onde homens e mulheres se comunicam eficientemente, numa linguagem estranha à norma livresca. Mas as pessoas que “alisaram os bancos escolares” precisam honrar o investimento que receberam (às vezes um pouco à custa desses mesmos feirantes). E uma forma de responder ao tempo e dinheiro que consumiram na escola é falar corretamente, embora sem afetação e rebuscamento. Deficiência quanto à escolaridade adequada não é bonito – e mais feio ainda é alguém se travestir de analfabeto para atrair simpatia.

IGNORÂNCIA NÃO É DIREITO, É CASTIGO

Dito de outra forma, analfabetismo não é direito de ninguém; é castigo de muitos, patrocinado por governos que, ao longo do tempo, descobriram que a ignorância é poderoso instrumento de dominação. É uma espécie de camisa de força, algo que nos impede os movimentos e nos impele o olhar para o foco que interessa ao sistema. A ignorância das massas é programada pelos mais “sabidos”, ou empiricamente entendida pelo mais bisonho dos governantes como uma ferramenta de trabalho. Pessoas de melhor nível intelectual precisam ser humildes, não manipuladoras.

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SOLITÁRIO, ALMA MAGOADA, VIDA TRISTE

Minha vizinha comprou um aparelho de som (aquilo que nos últimos tempos a galera chama apenas de “um som”). Potente de não sei quantos decibéis. Ela é vidrada numa canção que fala de um homem solitário (parece que a companheira o mandou pastar – e teve lá suas razões), de “alma magoada, vida triste e abandonada” e que está tentando esquecer a sujeita. Mas o inferno são os outros: “Alguém da casa ao lado/ vive com o rádio ligado/e isso faz lembrar você”. É a tragédia do cara: toda vez que ele escuta uma besteira no rádio sente alimentada sua dor-de-cotovelo. Esta pérola, que de tanto escutar já decorei uma parte, chama-se, ironicamente, A casa ao lado.

“VOCÊ SEM MIM TAMBÉM ESTÁ NA SOLIDÃO”

Quis fazer uma notinha sobre este tipo de música, mas os jornalistas Daniel Thame e Ricardo Ribeiro, aqui mesmo no Pimenta, anteciparam o assunto – e eu, além de me recolher quando eles escrevem, vi que seus exemplos eram bem mais agressivos do que o meu. O repertório de minha vizinha, diga-se por motivo de justiça, não tem essa baixaria de botar a B… no pau, a mão naquilo ou aquilo na mão. Com ela é tudo família, puro romantismo, na base do “Você sem mim também está na solidão/ acho que é melhor te procurar”, ai Deus que eu morro! E não reclamem da salada pronominal, pois a um tipo assim ardente de paixão tudo é permitido, até mandar a gramática às favas.

NA ESTRADA, “CADA ESTRELA É UMA FLOR”

Tem emprego, a vizinha, graças a Deus. Assim, só em fins de semana, feriados e dias santificados ela encontra oportunidade de ligar sua potente aparelhagem e desfilar esse rosário de sofrimento amoroso rimando canção com coração. “É preciso cantar para alegrar acidade”, parece ser seu lema, acrescido de “E que tudo o mais vá pro inferno”. Eu, de minha parte, rezo e torço para que ela não perca o emprego, de sorte que venha a perturbar meu silêncio de segunda a sexta-feira. Para a vizinha (em represália), Daniel e Ricardo (em solidariedade), É de manhã, a primeira canção de Caetano (gravada por Betânia, a mana). Aqui, com Elizete, a divina.


(O.C.)

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(O.

A SEGUNDA FRUSTRAÇÃO DO “FILHO DO BRASIL”

Saiu a lista dos filmes estrangeiros que vão concorrer às cinco indicações ao Oscar 2011. Lula, o filho do Brasil, de Fábio Barreto, obra inspirada na vida do ex-presidente da República, está fora da briga pela estatueta do maior prêmio do cinema mundial. 66 filmes entraram na disputa, nove foram pré-selecionados e, na próxima terça (25) serão anunciados os cinco que concorrerão diretamente ao Oscar na categoria melhor filme estrangeiro. A primeira frustração dos produtores do filme brasileiro foi não ter atingido as expectativas de público no Brasil.

A lista dos nove pré-selecionados:

Biutiful
, de Alejandro Gonzalez Iñarritu, México
Tambien la Lluvia, de Iciar Bollain, Espanha
Hors la Loi, de Rachid Bouchareb, Argélia
Incendies, de Denis Villeneuve, Canadá
Em um Mundo Melhor, de Susanne Bier, Dinamarca
Dogtooth, de Yorgos Lanthimos, Grécia
“Confessions, de Tetsuya Nakashima, Japão
Life, Above All, de Oliver Schmitz, África do Sul
Simple Simon, de Andreas Ohman, Suécia

Confira abaixo uma paródia (conhecida) do filme…

DILMA PREGA UNIÃO EM DISCURSO DE POSSE

Dilma recebe faixa presidencial de Lula (Foto ABr).

No primeiro discurso à nação como presidenta da República, Dilma Rousseff pediu a união de todos em torno do crescimento do país. Diante de milhares de pessoas que acompanharam a posse do gramado do Congresso e da Praça dos Três Poderes, Dilma disse que só com união é possível criar mais e melhores oportunidades para todos.

“Meu sonho é o mesmo de qualquer cidadão. O sonho que uma mãe e um pai possam oferecer aos seus filhos oportunidades melhores do que as que tiveram. É um sonho que constrói um país, uma família, uma nação. É o desafio que ergue um país”, disse emocionada.

Em alguns momentos, ao discursar, Dilma chorou e foi aplaudida. Ela falou em perseguir sonhos considerados impossíveis:

Foi por não acreditar que havia o impossível que o presidente Lula fez tanto pelo país nesses últimos anos. Precisarei muito do apoio de todos vocês. Quero pedir o apoio de todos, de leste a oeste, de norte a sul de todo o país. Se todos trabalharmos pelo Brasil, o Brasil nos devolverá em dobro o nosso esforço. E que Deus abençoe o Brasil e o povo brasileiro. Que todos nós, juntos, possamos construir um mundo de paz.

Com informações da Agência Brasil.

LULA ASSINA MP E MÍNIMO SERÁ DE R$ 540,00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje (30) duas medidas provisórias: a que reajusta o salário mínimo de R$ 510 para R$ 540, a partir de 1º de janeiro, e a que cria facilidades para crédito de longo prazo.

A informação foi dada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, após despachar com o presidente, no Palácio do Planalto, no início da tarde. O áudio da conversa com os jornalistas foi divulgado pela assessoria do ministro.

Mantega disse que encontrou o presidente satisfeito com o desempenho da economia em seus oito anos de governo. Segundo o ministro, ele destacou o recorde das exportações brasileiras, que devem ultrapassar US$ 200 bilhões neste ano, e o fechamento de mais de 1 milhão de contratos para construção de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida. Informações da Agência Brasil.

“MINHA CASA, MINHA VIDA”

O presidente Lula fará nova visita à Bahia, nesta quarta-feira, 29. Em Salvador, na companhia do governador Jaques Wagner, Lula assinará a autorização da nova etapa do programa Minha Casa, Minha Vida que, somente no Estado, deverá viabilizar a construção de mais 11 mil moradias.

Será o último ato oficial do presidente fora de Brasília, antes do encerramento do seu mandato. A escolha da Bahia se deve ao êxito do Minha Casa, Minha Vida no Estado.

DATAFOLHA: 83% ACHAM QUE DILMA SERÁ IGUAL OU MELHOR QUE LULA

Pesquisa realizada pelo instituto Datafolha aponta que 83% dos brasileiros apostam em um governo Dilma Rousseff melhor ou igual ao do presidente Lula.

Mais precisamente, 53% dos entrevistados acreditam que a primeira presidenta da República terá desempenho tão bom quanto o do seu antecessor.  Outros 30% creem que ela será melhor.

A pesquisa ouviu 11.281 pessoas, de 17 a 19 de novembro.

Dilma também conta com a segunda melhor expectativa para o governo de um presidente eleito, desde a redemocratização do país. 73% das pessoas consultadas manifestaram a opinião de que a próxima gestão será ótima ou boa.

DIRCEU NÃO ACREDITAVA NA RECUPERAÇÃO DE LULA

Da Folha.com:

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu deixou o governo em 2005 duvidando da capacidade que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria para se recuperar dos estragos que o escândalo do mensalão causou à sua imagem.

Dois meses depois do seu afastamento, Dirceu disse a um amigo americano que Lula dificilmente seria reeleito nas eleições de 2006 e afirmou que ele poderia desistir de concorrer a um novo mandato se ficasse “deprimido”.

De acordo com um despacho diplomático americano obtido pela organização WikiLeaks, Dirceu considerava mais provável uma vitória da oposição em 2006 e previu que o candidato do PSDB à Presidência seria o então prefeito de São Paulo, José Serra.

Nenhuma das previsões de Dirceu se confirmou. O presidente Lula foi reeleito em 2006, derrotando o tucano Geraldo Alckmin.

Leia mais

DATAFOLHA: LULA ATINGE 83% DE APROVAÇÃO

Lula sai com maior aprovação da história.

Um ex-torneiro mecânico sairá da presidência da República com a maior aprovação de um mandatário brasileiro na redemocracia. De acordo com o Datafolha, Luiz Inácio Lula da Silva deixa o cargo com 83% de aprovação popular. O levantamento ouviu 11.281 pessoas em novembro e tem margem de dois pontos percentuais, tendo 13% de regular e 4% de ruim ou péssimo.

Desde a redemocratização, afirma o Datafolha, Fernando Collor saiu com 9% de aprovação. Fernando Henrique Cardoso tinha 26% de ótimo bom, o que dá 57 pontos a menos que Lula.

Quem ficou mais próximo de Lula, Itamar Franco, atingiu 41% de aprovação ao deixar o cargo de presidente da República. O Datafolha também buscou saber do eleitor se o governo Lula melhorou o país. Para 84%, sim.

O petista conseguiu eleger a sua candidata. A ex-ministra Dilma Rousseff (PT) é quem sucederá Lula no cargo, no próximo dia 1º. Não é pouco. Dilma será a primeira mulher presidenta do Brasil e reforça o projeto de 20 anos de petismo no poder.

PAI É QUEM REGISTRA…

O presidente Lula cumpriu promessa e registrou em cartório tudo aquilo que diz ter sido obra e graça do seus dois governos (2003-2010). Um tabelião da capital federal foi ao Palácio do Planalto e procedeu o registro do “filho” presidencial.

O balanço foi dividido por áreas. Trata-se de uma condensação das ações nacionais e regionais do governo do cumpanhero.

Lula é adepto da linguagem rasteira que ensina: “pai é quem registra”.

COESO FAZ REIVINDICAÇÃO A LULA

Aproveitando a visita do presidente Lula a Ilhéus, na sexta-feira, 10, os integrantes do Comitê de Entidades Sociais em Defesa dos Interesses de Ilhéus e Região (Coeso), reivindicou o destravamento de obras de infraestrutura consideradas estratégicas para o sul do Estado.

Encabeça a lista a construção do Porto Sul, que integra o Complexo Intermodal de Transportes. Este começa a sair do papel com a Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol), cujas ordens de serviço dos quatro primeiros trechos foram assinadas por Lula em Ilhéus.

“Agora, é preciso que o Ibama acelere a emissão da licença ambiental do Porto Sul na Ponta da Tulha”, afirma Aldicemiro Duarte (Mirinho), um dos representantes do Coeso. Outras solicitações do movimento são a duplicação da rodovia Ilhéus – Itabuna e obras de dragagem e manutenção do Porto de Ilhéus.

LULA ACREDITA QUE CONSTRUÇÃO DO PORTO COMEÇA EM MARÇO

Ainda na cerimônia que marcou o início das obras da Ferrovia da Integração Oeste-Leste, em Ilhéus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez projeções sobre o começo da construção do Porto Sul, na região da Ponta da Tulha. Segundo o presidente, é provável que a ordem de serviço desta obra seja assinada já no primeiro trimestre de 2011.

“Penso que, se tudo der certo, lá para o mês de março a companheira Dilma estará aqui para assinar a ordem de serviço”, declarou o presidente.

O porto público será construído na região da Ponta da Tulha, ao lado do Terminal de Uso Privativo da Bahia Mineração (Bamin), empresa que irá explorar minério de ferro na região de Caetité e transportar o produto via Fiol até Ilhéus.

No momento, tanto o Porto Sul como o TUP encontram-se na fase de licenciamento ambiental.

ETERNO PRESIDENTE

Lula e Wagner se encontram no aeroporto de Ilhéus, pouco antes do evento no Centro de Convenções (foto Clodoaldo Ribeiro)

Não tem jeito. Cada evento com o presidente Lula até o fim do mandato será em clima de despedida e não faltará afago, elogio e rasgação de seda escancarada. Foi o que todas as autoridades fizeram nesta sexta-feira, em Ilhéus.

O governador Jaques Wagner, por exemplo, afirmou algo que não chega a ser uma grande novidade. Segundo ele, Lula “sai da presidência, mas não deixa o comando do projeto político que foi inaugurado com a sua eleição”.

Wagner disse ainda que hoje o brasileiro canta o Hino Nacional com mais orgulho e comparou Lula aos ex-presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. “Se Juscelino disse que faria cinquenta anos em cinco e Getúlio ficou conhecido como pai dos pobres, eu digo que o senhor fez oitocentos anos em oito”.

O encerramento do discurso foi de elevar o ego presidencial a níveis estratosféricos. Disse Wagner: “o senhor é o presidente de sempre, o eterno presidente dos brasileiros e dos nordestinos”.

Lula, em retribuição, declarou sobre o “galego”: “pode ter governador igual a ele, mas melhor eu duvido”. E justificou a avaliação, observando que o governador baiano é “90% alma e emoção e 10% racionalidade” e que “é disso que a classe política precisa”.

MINISTRO DIZ QUE LULA FEZ OBRAS “SEM PRECEDENTES”

Passos afirma que a Fiol é a maior obra de infraestrutura viária que a Bahia já viu (foto Mary Melgaço)

Em um discurso empolgado na cerimônia de assinatura das ordens de serviço para os quatro primeiros lotes da Ferrovia da Integração Oeste-Leste, o baiano Paulo Sérgio Passos, titular do Ministério dos Transportes, cobriu o presidente Lula de elogios.

Segundo Passos, Lula realizou “um pacote de obras sem precedentes na história desse país”. Ele enfatizou que os investimentos foram especialmente direcionados às áreas da habitação, saneamento, recursos hídricos e transportes.

Sobre sua área, o ministro afirmou que houve uma melhora no estado das rodovias, que também receberam obras de pavimentação e duplicação. Passos também citou obras em portos, ferrovias e hidrovias, destacando a construção das eclusas de Tucuruí, no Pará, que tornaram possível a navegação de Belém até Marabá. A obra ficou parada por mais de 30 anos.

Especificamente com relação à Fiol, Passos declarou que se trata, “do ponto de vista viário, da maior obra de infraestrutura que a Bahia já viu”.

LULA DÁ ESTOCADA NA TV BAHIA

Lula: alfinetadas (Foto Mary Melgaço).

Há pouco, durante a cerimônia de assinatura da ordem de serviço das obras da Ferrovia da Integração Oeste-Leste, o presidente Lula falava sobre o Brasil “capitalista”, quando desferiu uma estocada na TV Bahia, afiliada da rede Globo no estado.

Lula dizia que o brasileiro hoje pode comprar aparelho de TV novo. E fez troça:

– Wagner não tem tanta sorte [de aparecer] porque a televisãozinha daqui não publica [mostra] a carinha dele.

A “televisãozinha” foi uma crítica indireta à emissora que pertence à família do falecido Antônio Carlos Magalhães (ACM). Tradicionalmente, a emissora abria pouco espaço aos adversários, até que a Rede Globo exigiu da Rede Bahia, em meados dos anos 2000, uma cobertura mais plural na área política.

LULA É ESPERADO NO CENTRO DE CONVECÇÕES

Terá início em instantes a cerimônia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará a ordem de serviço para a construção do primeiro trecho da Ferrovia da Integração Oeste-Leste. Neste momento, centenas de pessoas já se encontram no auditório do Centro de Convenções de Ilhéus, onde a ordem será assinada.

O primeiro trecho da Fiol a ser construído fica entre Ilhéus e Caetité, e tem cerca de 500 quilômetros.

TOPA ALFABETIZOU 953 MIL BAIANOS, DIZ WAGNER

Na primeira edição do programa Conversa com o Governador após as eleições, Jaques Wagner fala da alfabetização de 953 mil alunos pelo programa Todos pela Alfabetização (Topa) em menos de quatro anos e da assinatura da ordem de serviço da Ferrovia da Integração Oeste-Leste, na próxima sexta-feira, 10, em Ilhéus.

O Topa encerra 2010 muito próximo da meta de alfabetizar 1 milhão de baianos. Na manhã de sexta-feira, mil alunos alfabetizados participam de solenidade de formatura que terá presença do presidente Lula, em Salvador. Wagner promete foco no Ensino Fundamental no seu segundo mandato.

Clique no play para ouvir a Conversa com o Governador, apresentação de Edmundo Filho.








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