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:: ‘Lula’

CALEM A BOCA, JORNALISTAS!

Jaciara Santos

Em 1980, repórter do hoje extinto Jornal da Bahia, eu acompanhava visita do então governador Antonio Carlos Magalhães às obras de construção da Paróquia Nossa Senhora dos Alagados, na Península Itapagipana, uma das áreas de Salvador que, à época, simbolizava a pobreza extrema na cidade. O templo, em estilo contemporâneo e com acabamento em tijolinho aparente, foi construído em três meses para ser inaugurado pelo Papa João Paulo II, quando de sua primeira visita à Bahia, em julho daquele ano.

Estava bem próxima ao governador, quando ele respondeu com uma cotovelada à pergunta de uma repórter da TV Itapoan, do seu arqui-inimigo Pedro Irujo. Não recordo o que a moça perguntou ao velho mandatário, mas jamais esquecerei a expressão dele: imperturbável, manteve no rosto o característico sorriso com que costumava obsequiar seus seguidores. Jovem e inexperiente – não passava de uma “foca”, como se diz no jargão jornalístico – fiquei chocada com a cena. Na categoria, o sentimento era de indignação. Protestamos, lançamos manifestos, vociferamos contra o estilo truculento do governante, que usava a força para tentar calar a voz da imprensa, num claro atentado às liberdades democráticas.

A roda do tempo girou. Ano passado, no finalzinho do segundo mandato, o presidente Lula que adquiriu popularidade por conta de sua relação amistosa com a mídia, engrossou a voz. Sem cerimônia, começou a cuspir no prato em que comeu anos a fio.

Leia texto completo.

LUZIMARES, JANEIRO DE 2002

UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA

Gerson Menezes | publixcriativo1987@hotmail.com

Geraldo via a conquista desse empreendimento como sendo a educação de nível universitário a principal conquista e da consolidação das vocações de Itabuna.

A criação da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsulba) é uma dessas paternidades assumidas por muitos que mal conheciam ou tiveram qualquer relacionamento com a “ideia-mãe”.

Ao ser feito o anúncio da decisão do Ministério da Educação, sobre a criação de mais duas universidades federais na Bahia – uma no Oeste, com sede em Luís Eduardo Magalhães, e outra no Sul da Bahia, com sede na cidade histórica de Porto Seguro ou Itabuna, omitiram que o verdadeiro “pai” da ideia foi o deputado federal Geraldo Simões.

Em 2002, a pedido de Geraldo, quando era prefeito de Itabuna, o então candidato a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, se comprometeu publicamente em criar a Ufsulba, reconhecendo a dívida que o governo federal tinha com a Bahia, que só dispunha de uma universidade federal, a UFBA, em Salvador.

No seu pedido a Lula, Geraldo via a conquista desse empreendimento como sendo a educação de nível universitário a principal conquista e da consolidação das vocações de Itabuna, ao lado do comércio; da medicina e da prestação de serviços.

A vitória agora anunciada com a decisão do MEC em implantar a Universidade Federal do Sul da Bahia, foi fruto, mais uma vez, da luta silenciosa do deputado Geraldo Simões, ao solicitar ao deputado Nelson Pellegrino, líder da bancada baiana no Congresso Nacional, a reunião realizada no MEC, que contou com a presença de 22 deputados baianos em apoio à medida.

Vinte e um deputados presentes apoiaram o pleito de Geraldo para que a sede (Reitoria) seja instalada no campus de Itabuna ao invés de Porto Seguro, como havia sido definido pelo MEC, apenas levando em conta a questão histórica, ligada ao Descobrimento do Brasil.

Quando for concretizada, a luta iniciada por Geraldo deverá ser vista e considerada como o maior presente recebido por Itabuna, pelo seu centenário. Representará verdadeiramente a consolidação de Itabuna, como polo estadual e regional de educação universitária, abrindo as portas para a criação de um novo polo de desenvolvimento de excelência.

Gerson Menezes é publicitário.

O ENIGMA DA ESFINGE

Gerson Menezes | publixcriativo1987@hotmail.com

Os primeiros passos do governo Dilma estão fazendo nascer o enigma: – O que quer e o que pensa essa mulher?

Se fosse proposto pela presidenta Dilma Rousseff, o enigma da esfinge, caberia muito bem. A “criatura”, a cada passo dado nesse início do seu governo, parece querer se distanciar do seu “criador” ou de, propositadamente, querer consertar os erros por ele praticados.

Apontada que foi como sendo um “poste”, Dilma, a mulher sobre a qual pouco se conhecia (até mesmo do seu passado na clandestinidade até hoje oculto), se mostra capaz de dar passos no exercício do poder. Passos, para muitos, incompreensíveis e até politicamente suicidas. Surpreendente para muitos, talvez seja apenas para poucos uma revelação.

Do pouco que se conhecia da personalidade da presidenta Dilma, era sua pouca flexibilidade em transigir com tudo aquilo que julgava administrativamente incorreto. Intransigência essa que fez nascer a admiração por parte do ex-presidente Lula, acostumado a negociações, e que da ministra Dilma usou e abusou para pôr freio na incompetência que gravitava em torno do seu governo.

Os primeiros passos do governo Dilma estão fazendo nascer o enigma: – O que quer e o que pensa essa mulher? Para os aliados do governo, Dilma está prestes a cometer um suicídio político ao “dizimar” as pretensões – mesmo que espúrias – dos políticos da sua base aliada. Para a oposição, Dilma apenas se utiliza dos recursos “midiáticos”, para aparecer diante da população como a “mãe” da moral e da ética da política brasileira.

Seja qual for a verdadeira Dilma Rousseff, eu, que não votei nela para presidenta, estou entre perplexo e admirado. E se mantiver na prática o discurso moralizador e conseguir manter a economia brasileira ao largo dos percalços da economia mundial, até 2014 o enigma Dilma estará decifrado e então se poderá clamar: – “O rei morreu! Viva o novo rei!”. Ou… rainha.

Gerson Menezes é publicitário.

PLANTAÇÃO DE “CABIDE” NO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

Da Folha de S. Paulo:

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, transformou uma empresa pública, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), num cabide de empregos para acomodar parentes de líderes políticos de seu partido, o PMDB.

O loteamento começou quando Rossi dirigiu a estatal, de junho de 2007 a março de 2010. Ele deu ordem para mais do que quadruplicar o número de assessores especiais do gabinete do presidente -de 6 para 26 postos.

Muitos cargos somente foram preenchidos, porém, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu Rossi para o comando da Agricultura -o ministério ao qual a Conab responde.
Neste ano, já no governo de Dilma Rousseff, foram definidas 21 nomeações.

Algumas contratações foram assinadas de próprio punho pelo ministro, homem de confiança do vice-presidente Michel Temer, presidente licenciado do PMDB.

Receberam cargos, entre outros, um filho de Renan Calheiros (AL), líder do PMDB no Senado; a ex-mulher do deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do partido na Câmara; um neto do deputado federal Mauro Benevides (CE); e um sobrinho de Orestes Quércia, ex-governador e ex-presidente do PMDB de São Paulo, que morreu no ano passado.

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COLOMBIANO DIZ QUE LULA TREMIA (DE MEDO?) NA FRENTE DE CHÁVEZ

Uriba sobre Lula: "ele tremia na frente de Chávez" (Foto AFP).Lavagem de roupa suja entre ex-presidentes colombiano e brasileiro. Enquanto Lula dizia num fórum de investimento, em Bogotá, que matinha relação de “desconfiança mútua” com o ex-presidente Álvaro Uribe, o colombiano usou o Twitter para “ir na canela” do falante:

– Lula criticava Chávez em sua ausência, mas tremia quando ele estava presente.

ESTÁ NA HORA DE DAR UM BASTA

Cláudio Rodrigues | formandus@formandus.com.br

 

Grande parte de nossos impostos vai para os bolsos de gestores corruptos.

 

Há 16 anos uma quadrilha se instalou no Ministério dos Transportes sob as bençãos dos ex-presidentes FHC e Lula. Nesse período, bilhões de reais foram drenados para os bolsos dessa quadrilha, uma facção criminosa que inicialmente usou a sigla PL (Partido Liberal ou Partido dos Ladrões) e depois passou para PR (partido da República ou partido da Roubalheira). Sempre chefiado pelo deputado Valdemar da Costa Neto e pelo ex-ministro e senador Alfredo Nascimento, esse bando não só nos roubou dinheiro, como também o desenvolvimento do Brasil e vidas, milhares de vidas.

Sabemos que boa parte dos acidentes que exterminam seres humanos nas rodovias brasileiras são fruto do péssimo estado de conservação dessas estradas. Para se ter uma ideia, no trecho da BR 101, entre os municípios de Eunápolis e Teixeira de Freitas, no extremo-sul do Estado, o condutor de qualquer veículo, além de habilidade e prudência, precisa contar com a proteção divina. Nesse trecho, o acostamento é dominado por imensos buracos e mato, que está prestes a tomar a pista. As placas de sinalização também estão cobertas pelo mato.

Na mesma rodovia, já em Itabuna, existem buracos capazes de engolir a roda de uma carreta. Nesse ponto da 101, há pouco mais de um ano o Dnit, um dos braços do esquema da ladroagem, fez uma “total recuperação”, mas o asfalto aplicado foi tipo Sonrisal e na primeira chuva derreteu.

O Brasil é formado por pessoas de bem, honestas e que ganham o pão de cada dia com o fruto do suor que escorre do rosto. Pagamos a maior carga tributária do mundo, e não temos os serviços básicos como saúde, educação, transporte público de qualidade e segurança. Grande parte de nossos impostos vai para os bolsos de gestores corruptos. Temos que dar um basta a essa situação, não podemos ver ladrões de colarinho branco se dar bem e achar que é assim mesmo, esperando que um novo escândalo apareça e apague o último.

Hoje ninguém fala mais das traquinagens de Eunice Guerra e seus filhos Metralhas, das consultorias milionárias de Palocci e dos atos secretos de Sarney no Senado, só para ficar nas pilantragens recentes. Vamos juntos criar o Dia Nacional de Mobilização Contra a Corrupção, mobilizar os homens e mulheres de bem dos quatro cantos do País, através dos veículos de comunicação e das redes sociais, para dedicar um dia a protestar e malhar esses políticos ladrões. Colher assinaturas para mudar o Código Penal e alterar a Constituição para acabar com o foro privilegiado dessa gente, mandar para a cadeia esses safados e tomar tudo o que eles nos roubaram.

Um povo que enfrentou as baionetas da Ditadura Militar, que foi às ruas exigir eleições diretas, que se uniu para expulsar um presidente ladrão, não pode ser permissivo com a atual situação que estamos vivendo. Está na hora de dar um basta.

Cláudio Rodrigues é empresário, sócio da Formandus Eventos.

Dilma afasta “herança maldita” e se aproxima da oposição

Gerson Menezes | publixcriativo1987@hotmail.com

Dilma dá um freio nas ambições desmedidas da sua base aliada, inclusive o PT e o PMDB.

O ex-presidente Lula dizia uma coisa certa: “Dilma após eleita irá demonstrar que é uma grande administradora.” Em pouco mais de seis meses na presidência, a presidente Dilma Rousseff tem demonstrado não querer transigir com a corrupção no seu governo.

Diferentemente de Lula, que tentava negar de pronto as denúncias (nunca definitivamente apuradas) no seu governo, denominando-as “tentativas de golpe da oposição”, Dilma vai, aos poucos, mostrando o seu perfil, modo de governar o país, livrando-se sem cerimônia da “herança maldita” deixada por Lula, na forma de “penduricalhos políticos” instalados nos ministérios e nas estatais.

Ao contrário do que dizem os seus “companheiros”, de que a Presidenta Dilma Rousseff é uma “boa gerente” e uma má política, ela vem demonstrando, mineiramente, o seu desacordo com o modus operandi de fazer política em nome da governabilidade, até então estabelecido no poder.

Ao se aproximar do PSDB, ao promover gestos claros de cortesia para com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ainda hoje um dos principais ícones da atual oposição, Dilma dá um freio nas ambições desmedidas da sua base aliada, inclusive o PT e o PMDB.

Assim, emite sinais claros de que poderá estabelecer uma relação ética de governo com os partidos de oposição liderados pelo PSDB, reequilibrando suas forças sem a necessidade de ter que aceitar imposições e negociações que vão além dos seus princípios éticos de governar.

Os comentários ganharam força nesse sentido quando, no dia de ontem, o atual presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra, foi recebido no Palácio do Planalto pela ministra Ideli Salvatti, coordenadora política de Dilma Rousseff.

Membros insatisfeitos da base aliada do governo dão sinais evidentes de frustração, ao alimentarem o ego do ex-presidente Lula, pregando a sua “re-reeleição” em 2014, em substituição a Dilma.

Gerson Menezes é publicitário e marqueteiro político.

ALELUIA, O GUIA TURÍSTICO

José Carlos Aleluia, ex-deputado federal, ex-dirigente da Chesf e ex-candidato ao Senado da Bahia, não gostou nadinha de saber que o ex-presidente Lula limitou o roteiro da sua (a do petista, claro) visita à Bahia ao Hospital da Criança, em Feira, e à casa de Dona Canô, em Santo Amaro da Purificação.

Também concordamos com o novo guia turístico da praça.

Que tal um pulinho em Itabuna, Lula? Você (ops, ele não é mais presidente) poderia revisitar o ABC da Noite de Cabôco Alencar, o Bar de Valtinho no bairro Conceição e Zeca do Katikero, no Pontalzinho. Com estes roteiros, o ex-presidente da República ajudaria a expandir o turismo gastronômico na Costa do Cacau. De quebra, poderia dar um pulinho no restaurante de Valmir Neres, em Itajuípe, assessorado pelo prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM), este um assíduo frequentador do estabelecimento à beira do lago…

DONA CANÔ CHAMOU…

Dona Canô e Lula conversam ao lado de Wagner e a primeira-dama (Foto Manu Dias).

A filha mais ilustre de Santo Amaro da Purificação, Dona Canô, recebeu nesta quarta (20) a visita do ex-presidente Lula, acompanhado do governador Jaques Wagner  e da primeira-dama baiana, Fátima Mendonça.

Wagner “bisbilhotou” a conversa de Canô e Lula e, “fuxiqueiro”, passou à frente que um dos pedidos da mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia entregou ao ex-presidente um projeto de despoluição do rio Subaé, contaminado por mercúrio e que sofre com os dejetos lançados sem nenhum tratamento.

E nada de papo sobre os arranca-rabos entre Lula e Caê

LULA PÕE OS RATOS E ELOGIA AS RATOEIRAS

Samuel Celestino | Bahia Notícias

O ex-presidente Lula, responsável pela montagem do Ministério dos Transportes entregue, na partilha entre partidos, ao PR, que lá instalou o seu ninho de abutres comandado por Valdemar da Costa Neto, uma figura notória que ainda é reverenciada em Brasília (porque Brasília é assim) por ser mestre em assuntos que se referem a desvio de dinheiro público. É a encarnação do mensaleiro. Os áulicos do Partido da República ocuparam todos os espaços e as tocas do MT. Daí, foram todos se lambuzar no superfaturamento e aditivos de contratos de obras nas diretorias do Ministério, como o Dnit e a Velec. Tudo isso veio de lá, do primeiro período do governo Lula, numa imensa gatunagem de desvio de recursos das arcas do tesouro, engolindo ou devorando, como ratos saboreando queijos, o dinheiro dos contribuintes. Pois é. Lula recebeu uma homenagem nesta segunda feira da FIESP e, aproveitando a ocasião, elogiou o desempenho da presidente Dilma Rousseff para estancar a gatunagem do Ministério dos Transportes. O que é isso? Ele põe os ratos e comemora a ratoeira?

DILMA E LULA, LIGADOS PELO PROJETO

Paixão Barbosa

Agora que Dilma resolveu a pendenga, e não do jeito que Lula teria gostado, ao afastar Palocci e colocar no seu lugar uma senadora que tem o perfil técnico, o quadro se reverteu…

É impressionante como a oposição brasileira vive a ansiosa expectativa do rompimento entre a presidente Dilma Rousseff e o seu antecessor, o Luiz Inácio Lula da Silva. Logo depois da posse, em janeiro ainda, todos os gestos da nova ocupante do Palácio do Planalto foram seguidos pelos órgãos de imprensa com olhos de lupa, tanto pela curiosidade natural em relação ao governo recém-nascido como, principalmente, em busca de sinais que revelassem a “cara” da nova administração. Se Dilma seria simplesmente uma tutelada ou se assumiria por inteiro, afastando-se do estilo Lula de governar.

A formação do novo Ministério não foi suficiente para dar qualquer definição, uma vez que se realmente o ex-presidente teve uma influência considerável nas indicações, Dilma também teve suas opções pessoais. Além do mais, com uma base aliada tão grande e diversificada, a nova equipe terminou se constituindo, como é de praxe em casos assim, numa verdadeira “salada” partidária, com ingredientes que já chegavam prontos para a assinatura oficial.

Nas semanas seguintes, porém, começaram a ser apontadas as diferenças entre os estilos de Dilma Rousseff e do antecessor. Enquanto este, por sua formação sindical, sempre gostou mais dos microfones e das reuniões amplas, disposto como é a ser o centro das atenções, mestre de cerimônias e animador de platéias, a presidente adotou uma postura mais reservada, muito de acordo com o seu perfil técnico e objetivo, priorizando as atividades mais fechadas e deixando de lado os palanques.

Foi o suficiente para que alguns apressados começassem a insinuar insatisfações de Lula e a antecipar o crescente afastamento entre “o criador e a criatura”. Foi visível o esforço para se elogiar o comportamento de Dilma, talvez como forma de estimular o “afastamento” anunciado. A presidente, porém, optou por não alimentar os rumores e prosseguiu com seus contatos frequentes com o antecessor, consultando-o sempre que necessário, especialmente em relação às pendências políticas geradas pelo “balaio de gatos” que é a base aliada governista.

Aí surgiu o primeiro grande escândalo da atual administração, envolvendo justamente o mais poderoso ministro da Esplanada, o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, flagrado com os rendimentos milionários da sua empresa de consultoria. Chamado a Brasília não se sabe por quem, o ex-presidente Lula atraiu para si todos os holofotes, reuniu-se com lideranças políticas e tentou articular uma saída para garantir a permanência do seu homem de confiança – coisa que ele não havia conseguido no primeiro escândalo em que Palocci se envolveu, o famoso caso da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo.

E, então, sobraram notícias dizendo que Dilma havia perdido as rédeas do seu governo, que a intervenção de Lula era uma demonstração de como a presidente não sabia resolver crises políticas e que ela não passava de uma ocupante privilegiada do Palácio do Planalto, portanto, uma “tutelada”. Agora que Dilma resolveu a pendenga, e não do jeito que Lula teria gostado, ao afastar Palocci e colocar no seu lugar uma senadora que tem o perfil técnico, o quadro se reverteu e já há quem diga que a presidente reassumiu o governo e, em meio às pejorativas classificações – como “República de saias” e Clube da Luluzinha” –, já se diz que finalmente o governo tem nova “cara”.

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NA BUSCA DOS PARTIDOS

Marco Wense

Os senhores pré-candidatos – e aí não tem nenhuma exceção, ninguém é santo – acreditam no “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Ou seja, na hierarquia autoritária dos partidos.

Os prefeituráveis, obviamente com os olhos direcionados para o Centro Administrativo de Itabuna, começam a procurar os partidos para a formação das coligações e, como consequência, o fortalecimento das suas pré-candidaturas.

As conversas com o comando municipal das legendas, especificamente com o presidente do diretório ou da comissão provisória, já estão acontecendo. É a primeira estocada. A fase, digamos, provinciana do processo eleitoral.

A segunda iniciativa, no caso de fracasso nas negociações com as lideranças tupiniquins, é com a cúpula estadual das agremiações partidárias, quase sempre indiferente diante das posições assumidas na planície.

Depois, como terceira e última tentativa, os prefeituráveis vão atrás dos parlamentares – deputados e senadores – que têm influência na executiva nacional dos partidos, forçando, de cima para baixo, um apoio negado pelos comandos municipal e estadual.

O deputado federal Geraldo Simões (PT), por exemplo, em busca do apoio do PMDB de Itabuna na sucessão do prefeito Azevedo, conversa, lá no Congresso Nacional, com o colega Lúcio Vieira Lima, presidente estadual do peemedebismo baiano.

Os senhores pré-candidatos – e aí não tem nenhuma exceção, ninguém é santo – acreditam no “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Ou seja, na hierarquia autoritária dos partidos.

Na busca de apoio, os prefeituráveis não medem esforços para alcançar os seus objetivos.

GEDDEL E O PC DO B

O ex-ministro da Integração Nacional do governo Luís Inácio Lula da Silva, Geddel Vieira Lima, parece que só reconhece a pré-candidatura de Davidson Magalhães.

Em toda entrevista sobre a sucessão de Itabuna, o ex-candidato a governador diz que o PMDB pode apoiar Davidson, excluindo Sena e o vereador Wenceslau Júnior, também prefeituráveis pela legenda comunista.

LENINHA E O PDT

A prefeiturável Marilene Duarte, a simpática Leninha da Auto-Escola Regional, ainda sem legenda, pode ir para o Partido Democrático Trabalhista – o PDT do saudoso Leonel de Moura Brizola.

Marco Wense é articulista da revista Contudo.

E SE FOSSE LULA…

No último final de semana, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi flagrado com a carteira de habilitação vencida e ainda se recusou a fazer o teste do bafômetro em uma blitz no Rio de Janeiro. Observadores identificaram uma operação para abafar o deslize do parlamentar mineiro. E, claro, a vítima da vez foi a Veja. Ironicamente, uma capa foi montada para ilustrar qual seria a abordagem se o caso fosse com o ex-presidente Lula. A análise está na íntegra no site Conversa Afiada.

DILMA É PARA OITO ANOS

Leonardo Attuch

Hoje, é mais fácil o PT conquistar a velha classe média do que FHC atrair a nova.

Dilma Rousseff enganou todos nós. Achávamos que era um poste, uma marionete do presidente Lula.Uma pessoa incapaz de se segurar sozinha no cargo. E, de repente, decorridos pouco mais de 100 dias de governo, cai a nossa ficha.

Com 73% de popularidade, que devem ter ido a quase 100% depois das lágrimas públicas pelos “brasileirinhos” do Realengo, descobrimos que ela não desembarcou no Palácio do Planalto a passeio.

A cada dia que passa, fica mais claro que Dilma é um projeto político de oito anos – uma mulher que tem tudo para se reeleger em 2014 com um pé nas costas. E, se Lula quiser voltar depois, serão os tais “20 anos de poder”, com os quais sonhava Sérgio Motta, o ex-tesoureiro tucano.

Essa reflexão deve ter sido feita pelo ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Só isso explica seu manifesto pela refundação do PSDB, em que pregou um ativismo maior das oposições e a busca de uma nova base social. Não o “povão”, que teria sido cooptado pelo PT, mas sim a nova classe média, que hoje compra apartamentos em 30 anos, adquire eletrodomésticos à vista e viaja quando quer para o Exterior.

Lamento, FHC. É mais fácil Dilma conquistar a velha classe média do que o PSDB atrair a nova. Primeiro, porque ela tem demonstrado uma compostura ímpar no cargo, com muito mais respeito às instituições democráticas do que seu antecessor. Segundo, porque tem visão estratégica.

Ela entendeu que os tablets podem provocar uma verdadeira revolução do conhecimento no País e volta da China trazendo uma fábrica de iPads na mala – além disso, pretende pressionar as operadoras telefônicas a oferecer banda larga de verdade no País. Terceiro, porque deixou claro que o Brasil de hoje tem chefe. Com Dilma, candidatos a eminências pardas e a “superministros” não terão vida longa.

Os oposicionistas que têm mandato já perceberam que não adianta remar contra a correnteza. Dois governadores tucanos, o paulista Geraldo Alckmin e o mineiro Antônio Anastasia, já frequentam a copa e a cozinha do Palácio do Planalto.

O PSD, do prefeito Gilberto Kassab, também não fará oposição a Dilma. E o senador Aécio Neves, pelo primeiro discurso que fez na tribuna, também deixou claro que não tem vocação para esse papel.

O que restou? José Serra, escrevendo artigos num jornal, e FHC, criando um blog na internet, além de experiências de laboratório com subcelebridades sendo urdidas nos bastidores.

Num país que cresce 5% ao ano e que pode retirar milhões da pobreza nos próximos anos, seria mais inteligente bater à porta do Palácio e, de forma humilde, pedir uma conversa. Em vez de se afastar de Dilma, o PSDB faria melhor se buscasse um caminho de entendimento e cooperação.

Leonardo Attuch é jornalista e escreve para a IstoÉ.

A DEPENDÊNCIA DE DILMA

José Roberto de Toledo

O começo de Dilma Rousseff na Presidência é mais bem avaliado do que foram todos os seus antecessores pós-ditadura. Considerados apenas os três primeiros meses de governo, ela supera até seu mentor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nem por isso alguém a comparou a Hugo Chávez. A questão não é ser popular, mas como fazer uso dessa popularidade.

Para alguns, Dilma agrada mais do que Lula porque não fala diretamente ao eleitor. Sem um líder carismático, desaparece o fantasma do populismo. Sem ligação direta, os canais de intermediação entre o poder e a população readquirem influência.

Sob esse aspecto, Dilma está saindo melhor do que a encomenda para muitos dos que fizeram campanha contra ela na eleição de 2010.

Mas, do ponto de vista da maioria, essas diferenças de estilo passam batidas. Todos os indicadores da pesquisa CNI/Ibope sugerem que o governo Dilma é visto como uma extensão do governo Lula. Dele ainda emana o grosso de sua popularidade.

Além de Lula ter acabado o governo com 27 pontos de saldo a mais do que Dilma tem hoje, há uma grande diferença de intensidade. Em dezembro de 2010, para cada pessoa que dizia que o governo Lula era “ótimo”, duas diziam que era “bom”. No começo do governo Dilma, essa relação é de 1 para 5.

Se o empréstimo do antecessor explica a popularidade de Dilma no presente, seu futuro está condicionado ao desempenho da economia. Para sustentar sua aprovação no longo prazo, a presidente precisará diminuir a inflação e, por consequência, frear o consumo.

É um paradoxo: seu sucesso no futuro deve implicar uma perda de popularidade no curto prazo. Se isso ocorrer, não será na oposição que Dilma buscará apoio. Mas em Lula.

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CNI/IBOPE: 74% DOS BRASILEIROS APROVAM DILMA

Presidenta tem avaliação pessoal alta em três meses de governo.

A primeira pesquisa CNI/Ibope revela que 74% dos brasileiros aprovam os primeiros três meses de Dilma Rousseff na presidência da República. Ainda de acordo com o levantamento, 12% disseram desaprovar e 14% não souberam ou não quiseram responder.

No quesito avaliação de governo, 56% consideram a gestão de Dilma ótima ou boa, 27% avaliam como regular e o universo dos que acreditam que está ruim ou péssima atinge 5%. 11% não souberam ou não responderam.

O percentual de aprovação ao governo só é inferior ao obtido por Fernando Collor de Melo em fevereiro de 1990: 59%.

A pesquisa ouviu 2.002 pessos, de dias 20 a 23 de março, em 141 municípios. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

A CNI/Ibope ainda revela que 64% acreditam que o governo Dilma é igual ao do antecessor, 12% avaliam como melhor do que a gestão de Lula e 13% opinaram que a gestão passada era melhor. O percentual de não souberam ou não responderam chegou a 11%.

68% dos brasileiros acreditam que Dilma fará um ótimo ou bom governo, percentual superior aos 62% aferidos em dezembro. O percentual dos que confiam no governo é similar ao daqueles que aprovam a presidenta: 74%.

BRASIL – FORÇA, BELEZA E DETERMINAÇÃO

Osias Lopes | osiaslopes@ig.com.br

 

A verdade é que os proprietários dos grandes veículos de comunicação, buscando permanecer em favorecer-se das benesses dos dinheiros públicos, inventaram de tudo.

O retrato do Brasil hoje revela um personagem que, por incrível que pareça, foi quase que esquecido até o início do século XXI: o povo brasileiro, fato registrado por uma autoridade governamental que fez parte do governo do primeiro presidente eleito pós-ditadura, com a frase: “o povo é um detalhe”.

A verdade é que os proprietários dos grandes veículos de comunicação, buscando permanecer em favorecer-se das benesses dos dinheiros públicos, inventaram de tudo. Quem não se lembra do “caçador de marajás”; do intelectual que fez campanha mostrando os cinco dedos da mão querendo dizer que seu governo teria cinco grandes metas; da anti-campanha que encetaram raivosamente contra o metalúrgico presidenciável, e recentemente contra a que viria a ser primeira mulher eleita presidenta.

Pois bem, essa mesma elite caçou e cassou o “caçador”, porque tinha ele um auxiliar alagoano que não “dividia o bolo” que eles prepararam; os “cinco dedos” perderam para quatro dedos, e em todos os demais números que fizeram este país acordar para sua grandiosidade, com a eleição do metalúrgico para presidente, e, como que selando tudo isso, lhe sucede uma ex-guerrilheira!

O Brasil, enfim, respira a mais pura liberdade conjugada com crescimento, e fundamentalmente, com desenvolvimento. A elite está acabrunhada, não por vergonha do que fez (ou do que deixou de fazer), mas sim porque perdeu seu “poder” de enganar àquele personagem de que falei no início desta escrita: o povo brasileiro.

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APROVAÇÃO A DILMA É A MAIOR OBTIDA POR PRESIDENTE EM INÍCIO DE PRIMEIRO MANDATO

Dilma, que recepciona Obama: aprovada por 47% dos brasileiros (Foto Roberto Stuckert Filho).

A pesquisa Datafolha feita nos últimos dias 15 e 16 aponta que a presidenta Dilma Rousseff (PT) é dona de aprovação maior até do que a obtida por Lula em início de mandato, embora aí haja um empate técnico (a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais).

Lula iniciou o primeiro mandato, em 2003, com 43% de aprovação. Dilma registra agora 47%, segundo o instituto de pesquisa do grupo Folha. Até mesmo no segundo mandato, Lula apresentou 48% de aprovação nos primeiros meses.

A pesquisa Datafolha que afere a aprovação do governo central começou a ser feita em 1990, quando Fernando Collor de Melo obteve 36% de aprovação. Itamar iniciou o governo com 34% e FHC registrou 39% de aprovação em 1995, seguido de apenas 21% no segundo mandato, em 1999.

Além dos 47% de brasileiros ouvidos que consideram o governo Dilma “ótimo ou bom”, ela obteve ainda 34% de “regular” e 7% de ruim ou péssimo. Dos 3.767 eleitores ouvidos em 179 municípios, 12% não souberam opinar sobre como vai o governo da presidenta.

ACM NETO ELOGIA DILMA

A pesquisa é publicada em um momento em que Dilma Rousseff recebe, pela primeira vez, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. O primeiro dia teve almoço no Itamaraty e a mandatária brasileira foi elogiada pela postura na recepção a Obama.

Os elogios foram colhidos até na oposição, especialmente em relação ao discurso da presidenta. O líder do DEM na Câmara Federal, ACM Neto. Via Twitter, ele disse que “a presidente Dilma fez um discurso preciso, à altura da importância da visita do presidente Obama”. Do Pimenta.








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