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EM ITACARÉ, A TRADIÇÃO DOS BAILES DE CARNAVAL

Itacaré combina folia e praia e recupera tradição dos bailes carnavalescos || Foto Andrade

Grandes bandas e blocos vão animar o carnaval de Itacaré 2018, mas esse ano a festa ganha um destaque a mais com o retorno dos tradicionais bailes infantis e da melhor idade no Clube Municipal Pirajá, resgatando a cultura dos antigos carnavais.

A alegria e o resgate cultural das festas no Clube Pirajá começam no domingo, às 17 horas, com o Baile Infantil, aberto a toda a comunidade, onde a criançada poderá aproveitar a festa, vestidos normalmente ou com fantasias, mas com muita alegria e animação, ao som de bandas com músicas infantis e bonecos animados com personagens conhecidos da galerinha.

Já na segunda de Carnaval, às 19 horas, será a vez do Baile da Melhor Idade, destinado aos velhos foliões, mas também aberto a toda a comunidade. Ao som de marchinhas e de músicas que marcaram as grandes épocas, a festa pretende relembrar os antigos carnavais, tudo com muita alegria e animação. Para isso, todo o clube será decorado com peças relembrando os antigos bailes.

Paralelamente aos bailes, acontecerá exposição fotográfica dos antigos carnavais, com bailes de clubes e de ruas, resgatando a cultura de Itacaré. Nas fotos, foliões que fizeram a história da cidade e que contribuíram com a alegria das festas da cidade. A exposição também é aberta ao público e promete ser uma verdadeira viagem na história dos antigos carnavais de Itacaré.

TURISTAS MINEIROS MORREM AFOGADOS EM PRAIA DE ILHÉUS

Turistas de Montes Claros morrem afogados em Ilhéus

Turistas de Montes Claros morrem afogados em Ilhéus

Buracos na praia e a violência das ondas causaram uma tragédia no final da manhã desta segunda-feira (9) na zona norte de Ilhéus, no sul da Bahia. O policial militar José Edmilson Santos Soares, 46, e o filho Lucas Samuel Soares Aguiar, 18, do  município de Montes Claros, Minas Gerais, morreram afogados por volta das 10h50min. Uma adolescente identificada como Ester Soares Cardoso foi resgatada e está internada em um hospital de Ilhéus.

De acordo com populares, a adolescente tomava banho na praia de Barramares com os familiares quando foi arrastada pelas ondas. O policial, que também seria pai da menina de 15 anos, tentou salvá-la, mas acabou se afogando. O mesmo aconteceu com irmão da adolescente, que acabou resgatada por um banhista.

O sargento Ricardo Oliveira, do 5º Grupamento do Corpo de Bombeiros em Ilhéus, informou ao PIMENTA que a menina foi atendida ainda no local por uma equipe  do SAMU. A família estava passando férias no município do sul da Bahia.

 

UNIVERSO PARALELO

O MAR BRAVIO É O MEU RIO MULTIPLICADO

Ousarme Citoaian | [email protected]

Quando menino em Buerarema, eu não sabia o que era o mar. Aliás, nenhum de nós sabia. Orlandino, o mais velho da turma, gabava-se de já ter visto o mar, em Ilhéus, mas a gente não acreditava – ele, diziam os mais velhos, era mentiroso e fumador de maconha. Mas sabíamos, talvez do livro de Geografia de Gaspar de Freitas, que o mar era feito de água – a maior parte daquelas três quartas partes de que se formava o planeta, segundo a professora Aflaudísia. Na minha imaginação, multiplicado o rio Macuco, obtinha-se o mar bravio, sem tirar nem pôr… Mas eu queria mesmo era ver o bichão bem de perto, frente a frente, meu olho no olhão dele.

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O sono perdido entre o mar e a vizinha

1Serra do Jequitibá

Orlandino dissera que o mar era salgado, mas isso era mentira: pelos meus cálculos, todo o sal das vendas de Gringo e Zé Bazuza não daria para salgar o Poço da Pedra, quanto mais o marzão de Ilhéus. Eu andava com insônia (não só por culpa do mar, mas também de uma vizinha – e o nome dela eu não digo nem sob tortura). Da existência e tamanho desmesurado do mar eu já sabia, pois o vira, meio encoberto e misterioso, lá do alto da Serra do Jequitibá. Foi onde nasceu a árvore símbolo  de minha terra, que lhe dá poesia e proteção (o jequitibá primeiro morreu de velho, mas há um filho que lhe herdou a responsabilidade de guardião de Buerarema.

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Feiro do chocolate Paris 2010Quis ser um pássaro e voar até o oceano

Fizemos muito piquenique (o pastor Freitas preferia “convescote”) ao pé da árvore generosa, depois de caminhar da cidade à serra. De lá tínhamos uma mal definida vista de Ilhéus, com as águas de tanta insônia. Minha intenção nunca confessada era ser um pássaro, bater as asas na Serra do Jequitibá e voar, voar, voar toda a distância entre a serra e o oceano – Marcelo Ganem, menestrel da minha terra, disse isto em verso e música. Cheguei, em sonho desvairado, a pensar que, por magia só cabível em mente infantil, tal poderia acontecer. Mas não precisou. Certo dia, não sei a troco de quê (talvez devido à boa sorte, que sempre me segue)…

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Tonto de emoção, provei o mar salgado

… Fui dar com os costados em Ilhéus, fiquei frente a frente com o mar imenso, tendo, afinal, aquele despropósito de água ao alcance dos dedos. Lembro-me agora daquele menino Diego (de Eduardo Galeano, em O Livros dos abraços) que, trêmulo de emoção frente à grandeza do oceano, pediu ao pai: “Me ajuda a olhar”. Não digo que fiz o mesmo, porque sou um triste menino de verdade, não um inteligente ser de ficção. Apenas, emocionado, levei à boca um pouco daquela grandeza. Provei-o. Era salgado o mar, e muito. O gosto era minha única interrogação, pois o existir a Serra do Jequitibá já me confirmara. Foi bom saber que meu amigo Orlandino não mentia nem puxava. Quer dizer: só um pouquinho de cada coisa.

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SEM RIO OU SÃO PAULO, SÓ RESTA O NADA

5Antônio Jr.Ninguém é profeta em sua terra (equivale a santo de casa não faz milagre). Em matéria de arte, não se chega ao êxito se não romper as fronteiras do próprio quintal. Veja-se apenas na região cacaueira da Bahia: Adonias Filho, Jorge Amado, Hélio Pólvora, Marcos Santarrita, Telmo Padilha, Cyro de Mattos – todos que tiveram maior ou menor notoriedade foram buscá-la no Rio de Janeiro. É no Rio (e, nos últimos tempos, também num lugar chamado São Paulo) que as coisas acontecem; fora desse eixo, é o nada. Exemplos, em contrário (os que nunca saíram daqui): Ruy Póvoas, Jorge Araujo, Euclides Neto, Antônio Nahud Jr., Janete Badaró. Dirão que a música baiana, feita em Salvador, ganha o Brasil e o mundo – mas isto é exceção.

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Na Bahia, os caminhos são obstruídos

Afora minha humilde opinião de que ivetinhas, harmonias, claudinhas, chicletes e danielas ficariam melhor no anonimato, a exceção confirma a regra: Caymmi, João Gilberto, Gal, Gil, Nana, Caetano e Bethânia foram vencer no Rio (e João Ubaldo também, se falamos em literatura). A reflexão me vem a propósito de O desterro dos mortos (Via Litterarum), belo livro de Aleilton Fonseca. Contista excepcional, comparável aos grandes do Brasil, ele não ocupa o espaço nacional merecido – e eu atribuo isto ao fato de (nascido em Firmino Alves) morar em Salvador. Mesmo recebendo incentivadoras menções na Europa, notadamente na França, o autor ainda não foi “descoberto” pelo sul maravilha, o que lhe obstrui os caminhos.

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VÍDEO PROVA QUE O IMPOSSÍVEL ACONTECE

7Billie HolidayOs tenoristas Coleman Hawkins, Ben Webster e “Pres” Lester Young, mais Gerry Mulligan (sax barítono), Roy Eldridge (trompete), Milt Hinton (baixo) e a voz mágica de Billie Holiday juntos – seria um delírio difícil de imaginar até como delírio. Pois, creiam, o encontro aconteceu, em 1957, numa apresentação ao vivo, da qual destacamos Fine and mellow, uma composição da própria Billie. E ainda teve Mal Waldron (piano), Doc Cheatham (trompete), Vic Dickenson (trombone), Danny Barker (guitarra) e Osie Johnson (bateria). O vídeo nos dá, mais de meio século depois, a emoção desse momento raro do jazz (Billie morreria em 1959).

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“Pres”, o favorito de Billie Holiday

Ela canta os primeiros versos do tema, para a entrada de Webster e, em seguida, Lester Young. Billie, em close, tem os olhos brilhantes e segue o solo, balançando a cabeça, como em aprovação ao sopro suave de Young, seu saxofonista favorito – foi ela quem o apelidou de “Pres” (President). Após a segunda intervenção de Lady Day, vem o “choro” do trombone de Vic Dickenson e o som particularíssimo de Gerry Mulligan, o único branquelo do grupo. Mais Billie (“O amor vai fazer você beber e jogar” – Love will make you drink and gamble), para o solo do mestre Coleman Hawkins, meu saxofonista preferido, seguido de Roy Eldridge. Sublime.

(O.C.)






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