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:: ‘Marão’

NAZAL ASSUME PREFEITURA SEM TRANSMISSÃO DE CARGO

Nazal não aceitou acordo e assume prefeitura “na marra”

Cotado para assumir a Secretaria do Turismo de Ilhéus, o empresário do ramo hoteleiro Fábio Wanderley Cavalcante Júnior tentou selar a paz entre o prefeito Mário Alexandre (Marão) e o vice-prefeito José Nazal.

Ambos conversaram no último sábado, momentos antes de Marão partir para Salvador e, da capital baiana, para um compromisso em Washington, nos Estados Unidos, onde participa de evento global sobre meio ambiente, a partir desta quarta (8).

Não houve acordo.

Marão até pensou em passar a caneta a Nazal durante os 10 dias que ficará fora. Desistiu, pois queria do vice-prefeito, dentre outras coias, o compromisso de que não readmitiria os mais de 300 servidores mandados para a rua em janeiro deste ano.

O vice-prefeito havia se posicionado contra a posição de Marão. Não foi escutado. O prefeito também temia que Nazal exonerasse uma leva de comissionados, dentre eles o secretário da Administração, Bento Lima, considerado o prefeito de fato do município.

Com tantos temores, Marão viajou e nem deu tchau ao vice.

Hoje, Nazal assume a prefeitura, temporariamente, sem que tenha havido a transmissão do cargo.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

ILHÉUS É SELECIONADA PELO SEBRAE NO PROGRAMA CIDADE EMPREENDEDORA

Comunicado foi feito por Claudiana em reunião com o prefeito no Centro Administrativo

Ilhéus foi selecionada pelo Sebrae para participar do Cidade Empreendedora, um programa de transformação econômica de municípios e voltado para a gestão pública e lideranças locais. A comunicação foi feita pela coordenadora regional do Sebrae, Claudiana Figueiredo, ao prefeito Mário Alexandre (Marão).

“Saímos daqui com uma relação ainda mais estreita. O intuito é proporcionar um ambiente mais favorável para os pequenos negócios, onde o poder público, Sebrae e a iniciativa privada se unem para criar uma pujança de desenvolvimento que a gente tanto espera para a região”, destaca a coordenadora Regional Sebrae, Claudiana Figueiredo.

Segundo o o prefeito Mário Alexandre, a gestão tem procurado implantar iniciativas de desenvolvimento da cidade. Ele apontou setores como a indústria e o comércio. “Estamos entre os mais importantes municípios baianos classificados para participar do programa inovador do Sebrae. Empreender da maneira correta será nosso grande desafio, por isso, precisamos de parcerias como essa”, afirmou o prefeito Mário Alexandre.

O projeto concentra-se em oito eixos: liderança empreendedora; mapeamento de oportunidades; desburocratização; desenvolvimento de um local destinado ao empreendedorismo; sustentabilidade das compras públicas e fomento da cultura empreendedora e da inovação. O secretário Paulo Sérgio celebrou a adesão ao programa. “Queremos dar condições ao cidadão para gerar renda. Vamos trabalhar firme durante esses meses para transformar Ilhéus numa cidade que faz acontecer”, disse o titular da Sedic.

O município de Ilhéus foi selecionado por ter cumprido os critérios de formalização com entidades empresariais para a implantação do Programa Cidade Empreendedora; por ser um município integrante de Região Metropolitana reconhecida e aprovada por legislação estadual; ter uma Sala do Empreendedor, além de possuir aporte em fundo de aval ou sociedades garantidoras de crédito.

NAZAL DEVE CONCORRER À PREFEITURA DE ILHÉUS EM 2020

Nazal pretende concorrer como cabeça de chapa à Prefeitura || Foto Maurício Maron

José Nazal (Rede Sustentabilidade) anunciou hoje (16) a pretensão de concorrer à Prefeitura de Ilhéus em 2020. “Discordo do que está sendo proposto e realizado. A maior parte da população também não está gostando, por isso o prefeito tem 73% de avaliação péssima e ruim”, explicou Nazal ao Blog do Gusmão.

Hoje vice-prefeito, com postura crítica ao Governo Marão, Nazal disse que ganhar ou perder eleição não o preocupa. E explicou ao Blog do Gusmão:

– Eu penso muito mais na cidade do que em mim. Ainda há uma série de questões no caminho, mas, se Deus me der saúde e permitir, serei candidato – disse ele.

PREFEITURA DE ILHÉUS E FACULDADE DE MEDICINA EM ITABUNA ASSINAM CONVÊNIO

Dirigentes da Santo Agostinho e o prefeito Marão assinam convênio || Foto Clodoaldo Ribeiro

O prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, assinou convênio com o curso de Medicina da Faculdade Santo Agostinho, na tarde desta segunda-feira (25), com o objetivo de abrir as portas de todas as unidades de saúde – de atenção básica, especializada e de alta complexidade – para que estudantes possam fazer atendimentos no município. Estiveram presentes no ato, os empresários Mércio Coelho e Eunápio Augusto, a diretora da Média e Alta Complexidade, Érika de Jesus, e a enfermeira Cláudia Patrícia, técnica do setor de Planejamento da Secretaria Municipal da Saúde (Sesau).

“A maior parte da nossa população é carente e precisa desse contato com os profissionais. Nossa rede de saúde pública está avançando a cada dia e, certamente, o estudante vem com a disposição de atender de forma humanizada. Essa parceria garante o aprendizado, fortalece as instituições e promove mais saúde para a população”, disse Mário Alexandre.

Os estudantes, orientados por seus professores, virão a Ilhéus acompanhar os pacientes nas unidades de saúde, na UPA 24h, no SAMU e até mesmo em atendimentos domiciliares. A iniciativa fará com que o aluno esteja em contato com a comunidade, abrindo um caminho para maior aprendizado e melhor formação profissional. Já para o município, cria a possibilidade de ampliar o atendimento humanizado na saúde.

O secretário municipal de Saúde, Geraldo Magela, exaltou a assinatura do convênio como um importante passo na consolidação de uma saúde pública mais humana e mais próxima do paciente. “A parceria gerará frutos que vão além do convênio assinado. A prefeitura tem buscado alternativas criativas para melhorar o serviço público, fomentar o desenvolvimento e levar mais saúde à população”, afirmou o secretário.

ALISSON MENDONÇA DEIXA CARGO ATIRANDO EM MARÃO: “GOVERNA DE FORMA DOMÉSTICA”

Alisson deixa Governo Marão atirando no prefeito

O ex-vereador Alisson Mendonça acaba de anunciar a saída do Governo Marão, onde ocupa o cargo de secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável. Criticou duramente o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (Marão), e disse que deixa o governo

“Estou me desligando do Governo Marão. O governo não elegeu suas prioridades. Mário não tem demonstrado capacidade de unidade da sua equipe”, afirmou. “A cidade vem sofrendo com isso. E eu não quero ficar participando do governo atrás de uma boquinha. Não preciso disso, sou advogado, agricultor”, completou.

Alisson disse deixar o governo decepcionado com Marão, mas torcendo para que “tudo dê certo”. O ex-vereador se adianta à reforma administrativa que será apresentada pelo prefeito às 16h, na Câmara de Vereadores.

Além dele, outros secretários serão exonerados. Do núcleo duro, permaneceria apenas Bento Lima, da Administração, mas com menos poder. A ideia é manter apenas 10 secretarias e exonerar cerca de 50 comissionados, de acordo com fonte.

Abaixo, o vídeo da despedida, com o título “Adeus Marão”.

Adeus, Marão!

Posted by Alisson Ramos Mendonça on Tuesday, February 19, 2019

ASSAÍ DE ILHÉUS SERÁ INAUGURADO EM JUNHO; INVESTIMENTO ATINGE R$ 40 MILHÕES

Empresários e o prefeito Marão visitaram canteiro de obras do Assaí || Foto Clodoaldo Ribeiro

A filial ilheense do Assaí Atacadista deverá ser inaugurada em junho deste ano, conforme previsão do Grupo Pão de Açúcar (GPA) em encontro com o prefeito Mário Alexandre (Marão), nesta sexta (15). O grupo está investindo R$ 40 milhões na construção do Assaí, na Praia do Sul, na Rodovia Ilhéus-Una (BA-001), em Ilhéus.

Ontem, Marão, acompanhado de empresários, secretários e vereadores, visitou a obra. A loja vai gerar em torno de 300 empregos diretos e 150 indiretos, conforme previsão do GPA. O Assaí registrou crescimento médio de 25% em 2018.

CONTRATAÇÃO

Há dez dias, o Assaí Atacadista iniciou a contratação de funcionários para a unidade em Ilhéus. A seleção está sendo feita com intermediação do SineBahia. Neste primeiro momento, estão sendo selecionados profissionais para 150 vagas em várias áreas.

TCM APROVA CONTAS DE 2017 DE MARÃO

Marão Entrevista 29.03.2017

Marão teve contas de 2017 aprovadas pelo TCM || Foto Pimenta

As contas de 2017 do prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, Marão, foram aprovadas, com ressalvas, durante sessão desta terça (18) do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), por 3 votos a 1. O prefeito foi multado em R$ 77.755,00 devido, segundo o tribunal, a irregularidades no exame das contas e por não ter reconduzido as despesas com pessoal “dentro do prazo legal”.

A maioria dos conselheiros entendeu que o gestor, ainda no primeiro ano do seu mandato, comprovou a adoção de medidas específicas para promover a redução da despesa total com pessoal. O gestor foi advertido a continuar reduzindo a despesa com pessoal até alcançar o percentual máximo permitido, de 54%, como forma de evitar a rejeição das suas próximas contas.

O acompanhamento técnico indicou a existência de casos de ausência de inserção, inserção incorreta ou incompleta de dados no sistema SIGA, do TCM, e contratações de prestadores de serviços e assessorias, por inexigibilidade de licitação, sem que fosse comprovada a singularidade dos serviços prestados, entre outras falhas em procedimentos licitatórios. :: LEIA MAIS »

MARÃO ANUNCIA CONCURSO PARA CONTRATAÇÃO DE MÉDICOS E ENFERMEIROS

Ao lado do titular da Sesab, Marão anunciou concurso na saúde || Foto Clodoaldo Ribeiro

O prefeito Mário Alexandre anunciou que o município está preparando concurso público para contratar profissionais para a área de saúde, principalmente médicos e enfermeiros. “O objetivo é fortalecer a atenção básica e a média complexidade, a fim de desafogar o fluxo de pacientes no Hospital Regional Costa do Cacau”, disse ele. O prefeito não estipulou data para lançamento do edital para definir banca organizadora do certame nem início das inscrições.

O anúncio do concurso foi feito durante inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (PA) da Conquista, que passa a funcionar nesta segunda (17). A unidade, na Avenida Brasil, funcionará 24h, com serviços de urgência e emergência, tendo capacidade para 150 atendimentos por dia. De acordo com o prefeito, a meta é chegar ao final do governo com 70% de cobertura da atenção básica. “Encontramos [o município] com o vergonhoso índice de 16% [de cobertura] em janeiro de 2017”, assinalou.

A abertura da unidade 24h é resultado de ação do município e do estado para reforçar a atenção básica e de média complexidade. Durante a inauguração do PA da Conquista, o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, disse que os trâmites estão adiantados, com o Ministério da Saúde, para a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Malhado, além da instalação de mais 16 equipes do Programa Saúde da Família (PSF) no município.

“Liberamos o anexo do antigo Hospital Luiz Viana Filho para a instalação de um PSF e a sede do Samu”, revelou. A meta do Governo do Estado, segundo Vilas Boas, é transformar a região de Ilhéus e Itabuna em uma referência de atendimento público de saúde para todo o Brasil.

ILHÉUS: PREFEITO ENTREGA ALVARÁ DE CONSTRUÇÃO DO ASSAÍ ATACADISTA

Assaí será construído na zona sul de Ilhéus || Foto Divulgação

Nesta quinta (13), o prefeito Mário Alexandre (Marão) entrega o alvará que libera a construção de filial do Assaí Atacadista em Ilhéus. A solenidade será no estande do Cidadelle Praia, na Rodovia Ilhéus-Olivença (BA-001), às 14h.

Marca do Grupo Pão de Açúcar, o Assaí deverá investir cerca de R$ 40 milhões para abrir a primeira filial no sul da Bahia, conforme anúncio feito há um ano. A expectativa é de que as obras de construção comecem até o final deste mês. O empreendimento deve gerar cerca de 300 empregos diretos e 100 indiretos.

FERNANDO E MARÃO EM BAIXA PODEM AFETAR PLANOS DE RUI NO SUL DA BAHIA

Fernando Gomes e Marão têm gestões contestadas

O governador Rui Costa fará dois atos de campanha na próxima quinta (6) em dois municípios onde conta com o apoio dos prefeitos. E ambos navegam em mares revoltos à boca das eleições de 2018. Fernando Gomes, sem partido, enfrenta crise na saúde e na Administração, com UPA 24h e hospital pediátrico Cemepi fechados, professores em greve e servidores ainda sem receber o salário de julho e prestes a completar dois meses sem ver a cor do dinheiro.

O cenário em Ilhéus é de muita reclamação contra o governo do prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), principalmente na área da saúde. Para tentar amenizar os estragos, está anunciando a reforma de várias unidades básicas. Ontem, prometeu uma nova realidade, algo feito em 2017, quando da inauguração do Hospital Regional da Costa do Cacau. Há quase dois meses, substituiu Elizângela Oliveira por Geraldo Magela na Secretaria de Saúde, pressionado, dizem governistas, pelo deputado federal Paulo Magalhães (PSD).

A ESCOLHA DE MARÃO PARA A SAÚDE

Magela foi secretário de Saúde em Itabuna e Teixeira de Freitas

O professor de História Geraldo Magela será o novo secretário de Saúde de Ilhéus. O prefeito Mário Alexandre teve reunião tensa, ontem (19), com Elizângela Oliveira, em Salvador, quando comunicou da mudança e da consequente exoneração. O nome estava escolhido há cerca de 30 dias, razão pela qual a reunião se tornou ainda mais “quente”.

Magela foi secretário de Saúde de Itabuna no Governo Azevedo. Quem pode falar da atuação dele à frente da Pasta em território itabunense é o ex-secretário de Administração e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna Leléu Rodrigues, então no DEM.

– Geraldo Magela é persona non grata desde que chegou a Itabuna – resumiu Leléu naquela sessão plenária de 26 de outubro de 2012.

Convém lembrar que a definição para a passagem de Magela na Saúde era de um aliado do Governo Azevedo e então presidente da Câmara de Vereadores do município. O episódio pode ser relembrado aqui (veja).

ILHÉUS: MARÃO TRANSFERE EMERGÊNCIA PEDIÁTRICA PARA O HOSPITAL VIDA MEMORIAL

Após acordo, Viva Memorial passa a atender pacientes do SUS || Foto Clodoaldo Ribeiro

Desde a zero hora desta quinta-feira (28), o atendimento de urgência e emergência de pediatria pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Ilhéus passou a ser feito pelo Hospital Vida Memorial, na região do Terminal Urbano, centro da cidade. O serviço mudou de endereço devido ao encerramento do convênio firmado entre a secretaria municipal de Saúde (Sesau) com o Hospital de Ilhéus, por decisão da direção da unidade hospitalar, segundo a Prefeitura de Ilhéus.

Por meio de Decreto de Situação de Emergência, já publicado no Diário Oficial do Município, o prefeito Mário Alexandre adotou a medida que resultou na assinatura de um novo convênio, transferindo o atendimento pediátrico para o Vida Memorial. Marão justificou o contrato emergencial. Segundo ele, o Hospital de Ilhéus teria exigido acréscimo de R$ 100 mil no contrato para atendimento pediátrico.

O pedido não foi acatado pela Prefeitura. A secretária de Saúde, Elizângela Oliveira, por meio de nota, disse que os municípios pactuados e Ilhéus não têm suporte financeiro para bancar tal majoração nas bases propostas. “Também discordamos das alegações para tal acréscimo uma vez que, pelo menos parte dos custos apontados para justificar a elevação do valor, não é oriunda, exclusivamente, dos serviços prestados ao SUS pelo Hospital de Ilhéus”, criticou a secretária.

MÉDICO CRITICA MARÃO

Pré-candidato ao Senado Federal pelo MDB, o médico Jorge Viana, dono do Hospital de Ilhéus, fez duras críticas ao prefeito Mário Alexandre. Disse ter procurado o gestor do município várias vezes e, numa entrevista, afirmou não saber se Marão estava em Salvador, Brasília ou dançando “na boquinha da garrafa”.

O QUE VI E VIVI ATÉ AGORA

Mário Alexandre || prefeito@ilheus.ba.gov.br

 

Se a cidade ainda não dorme absolutamente tranquila, ela não tem mais acordado de sobressalto, suja, mal iluminada, com medo, sem amparo da saúde ou com condições precárias na educação. É a história do copo d´água até a metade.

 

Sou filho de Ilhéus e me orgulho do seu povo. Por isso, sou apaixonado por essa terra abençoada. Na Medicina, diz-se que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. A paixão não pode estar além da razão. De que adianta conhecer a fundo cada palmo desse chão, se não houver inteligência emocional para conduzir diariamente a vida de cerca de 178 mil habitantes? Eleitores não confiariam um município, durante 4 anos, a alguém que só se preparou na academia e não é sensível ao clamor popular das ruas. Sou também formado na faculdade da vida, por isso, não foi à toa que meu apelido virou Marão. Foi com esse carinho, com o qual o povo me trata, que aceitei o desafio de ser prefeito. Sem planos infalíveis e sem fórmulas mirabolantes. Ouvindo mais do que falando. Dialogando mais do que discutindo. Propondo mais do que contra-argumentando.

Nesse quase 1 ano e meio de administração, tenho acertado muito mais do que errado. Isso é natural na evolução como ser humano, isso é legítimo para um homem que visa o bem público. Com esse pensamento e filosofia de vida, com determinação, vencemos o desafio da eleição mais disputada na Princesa do Sul, não só pela quantidade de candidatos, mas também pela pluralidade de propostas e projetos de governo. Quando digo “vencemos”, leia-se a vontade soberana da população, por meio das urnas, aliada aos nomes que se apresentaram como instrumentos da mudança em tempo de dias cinzentos. O compromisso ora firmado previa os momentos bons e as horas más, que permeiam toda e qualquer administração pública.

A diferença é que o combustível que me nutre é a alegria que sempre externei desde os tempos remotos de aluno do Instituto Nossa Senhora da Piedade. A esperança do eleitor se converte todo dia em elemento renovador e transformador da realidade, seja da zona norte, centro, sul, ou distritos e áreas distantes da sede. O maior exercício é manter o foco. A maior disciplina é a fortaleza. A maior coragem é ter bondade. O melhor companheiro é o que mais discorda e auxilia e não desiste de lutar lado a lado, de sol a sol, não se intimidando com barreiras ou pessoas que atravessam o nosso caminho.

Assim, reconheço minhas falhas, mas elas não são fruto de alheamento ou distanciamento do gabinete. Meu expediente começa religiosamente às sete horas da manhã e não tem horário exato para terminar. Invade meu almoço, atravessa os fins de semana, porém podem ter certeza que nunca tira o meu sono, porque deito todos os dias com a certeza de ter feito o meu melhor. Pode não ser o máximo. No entanto, é o máximo que me obrigo a realizar, mesmo sabendo que a minha autocrítica sempre cobra e exige mais de mim, pelo amor que tenho ao povo da minha cidade. Ando de cabeça erguida, de peito aberto e de sorriso largo e não limito minha atuação a ir ao Centro Administrativo. Meu governo tem como lema: tempo de alegria e de trabalho. Gosto de empreender, mover, dinamizar, desburocratizar, desembargar, sonhar e fazer. Não me acho mais capaz do que ninguém, não me apresento como o mais honesto ou o único sincero, nem tampouco me considero o mais apaixonado dos ilheenses.

Sou apenas Mário Alexandre Corrêa de Sousa, médico, pai e chefe de família e, na condição de comandante dessa nau, abriria mão de ser prefeito, caso estivesse insatisfeito com a minha gestão e não registrasse excelentes índices de aprovação da população. Não sou apegado a cargo ou mandato e não acredito em pessoas que fazem ou deixam as coisas pela metade, porque minha responsabilidade maior é com o povo. Sou homem público não só por estar prefeito, mas por ser médico, servidor que atende nos sistemas público e privado do Município de Ilhéus. Não faço distinção no tratamento entre o paciente com plano de saúde ou aquele que é atendido pelo SUS. Minha profissão é conhecida por todos, e minha família, também. Caráter e moral ou se herdam ou não se têm. “Nem toda lucidez é velha”, diria o poeta.

Sou acessível à população e ao meu secretariado. Não sou o prefeito desse ou daquele grupo ou coligação partidária. Fui eleito e estou prefeito de toda São Jorge dos Ilhéus até 31 de dezembro de 2020, em virtude de um compromisso firmado nas urnas, sem qualquer antecipação de destino, até porque o futuro a Deus pertence. Graças a Ele, a cidade não ostenta mais o título de desorganizada em termos financeiros e administrativos. Cada vez que viajo a Brasília ou a Salvador, busco recursos, firmo parcerias, desato nós, visando atrair investimentos de origem federal ou estadual.

Na Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS), por exemplo, as prestações de contas, que nunca foram feitas, ameaçavam a extinção de programas sociais. Em meus acertos e erros, deparo-me também com a questão da oportunidade. Detectar talentos, incentivar quadros, promover pessoas na base da meritocracia, substituindo ou alterando nomes, quando são necessários. Isso significa dizer que o “não” faz parte da liturgia do cargo. Quem dá instantânea resposta positiva ou negativa não age com sabedoria, mas sim com atropelo. Quem vislumbra apenas o amanhã e não age com a cabeça no presente adensa compêndios estéreis e inválidos. Quem não experimenta o progresso se prende a falácias em teses desenvolvimentistas a qualquer preço ou teorias da conspiração. Minha atitude é sempre pra cima, leve. Meu comportamento é sempre austero. Por essa razão, Ilhéus saiu do ranking de um dos maiores devedores trabalhistas do país. Essa ação não é típica de quem empurra as coisas com a barriga ou mesmo enfrenta as adversidades dando de ombro. É de alguém que quis dar um basta a tantos possíveis bloqueios de contas da Prefeitura que atravancam e engessam uma gestão.

Nessa minha caminhada também aprendi que nem só de pão vive o homem. Não desviei ou seria irresponsável em não tratar áreas como saúde, educação, desenvolvimento social, saneamento básico, dentre outras, como prioridades. Acontece que, historicamente, nossa cidade também vive dos dividendos do turismo. E mais: como ajudar a resgatar a autoestima sem proporcionar um pouco de alegria ao povo em plena folia momesca? Na hora, todos vão, tiram selfies, postam e curtem, mas depois a crítica é tão ácida quanto injusta. Ninguém calcula o lucro, todos contabilizam o prejuízo, desde quando tudo se resume a investimento exatamente para gerar receita. Assim, como está no DNA do ilheense a hospitalidade, na minha receita (ou orçamento) estão a construção de creches e requalificação ou reforma de salas e unidades escolares. A melhor forma de ser ouvido é falar e não se calar. A melhor forma de ser atendido é procurar, não retroceder. A melhor forma de realizar é justamente não desistindo. A persistência e a resiliência são atributos e virtudes de um grande líder e ele deve exercer sua influência sobre o grupo com energia positiva, equilíbrio e, principalmente, com atenção máxima ao que cidadão transmite nas ruas, não pelas redes sociais. Isso não é ser utópico, mas não se pode viver eternamente, de forma prolixa, no mundo de Alice.

Da mesma forma em que me considero um eterno aprendiz, não sou adepto do “reunismo”. Esse terrível mal que assola a gestão dos representantes municipal, estadual e federal. Horas a fio nem sempre promovem efeito prático. Por sinal, a partir do momento em que se escolhe um secretariado delegam-se responsabilidades e entra em cena a autonomia com responsabilidade e automática integração entre os nomes confiados. O diálogo e o bom relacionamento – ainda que institucionais – são inerentes à ocupação do cargo. Sendo bastante simplista: escolhemos absolutamente todas as pessoas com quem desejamos trabalhar em uma empresa? Na administração pública não é diferente. Como em qualquer organização temos nossas afinidades e desafetos. No entanto, não podemos nos “vitimizar” ou nos paralisarmos diante das circunstâncias. Há um patrão maior que nos elogia e critica, propõe, quer solução dos problemas, possui uma demanda reprimida na Saúde, precisa de emprego, assusta-se com a criminalidade, anseia por uma moradia e por aí vai.

Por falar em Saúde, esse é o setor que mais avança em meu governo. Está no ritmo que gostaríamos? Evidente que não, porém não temos todos os recursos materiais, financeiros e humanos suficientes para resolver esse gargalo de forma definitiva. Diante disso, não esmorecemos. Ao contrário. Corremos mais atrás do lucro, posto que ninguém deve buscar o prejuízo. São incontáveis as melhorias que se devem ao esforço conjunto (força tarefa) com deputados e secretários em produtivos encontros junto ao governador, ministros e até o presidente. A presença constante do governador Rui Costa em nossa cidade é prova maior de que a parceria continua sólida e ela cresce a cada dia. Nunca antes na história de Ilhéus um governador realizou tanto e veio tantas vezes inaugurar e acompanhar obras, tratar sobre novos e promissores projetos de verdadeiro desenvolvimento econômico e social. O bom é que ele sempre se mostra educado e disponível para atender a novas proposições, desde que sejam factíveis.

Por mais que me desdobre na árdua tarefa de governar, preciso ser informado sobre o que anda bem e quem também não vêm agradando. De forma franca e aberta, sem mágoa, dedo apontado ou lista negra. Como homem, estou longe de ser infalível em minhas escolhas e decisões. Assim, “não me envergonho de mudar de ideia porque não me envergonho de pensar”. A repetição de um comportamento ou ideia fixa acaba por se tornar uma obsessão e isso é terrivelmente ruim para o ambiente organizacional. A energia não flui, o ar não se renova. Discutir tudo não é sinônimo de dinamismo governamental. Para tanto, as referências de trabalho precisam ser vívidas e radiantes e não obsoletas com performances questionáveis cercadas de métodos pouco ortodoxos. Então, a prescrição é o esquecimento dessa gente e seguir em frente. A ideia de governar pressupõe avaliação constante da equipe e esse trabalho de ida às unidades de atendimento ao cidadão nas diversas esferas é “invisível”, apesar de presencial e testemunhal, portanto não precisa de manchete ou fotografia. A verdade é que quem vive a cidade de perto continua fiel aos seus acordos, princípios e compromissos. Com isso, a omissão passa a ser cômoda e rentável.

Por fim, quero dizer que não sou o salvador da pátria. Apesar de saber que a população reconhece o trabalho feito até o momento, esse status me conferiria uma ilusória aura que me levaria a um estado de profundo sono. Se a cidade ainda não dorme absolutamente tranquila, ela não tem mais acordado de sobressalto, suja, mal iluminada, com medo, sem amparo da saúde ou com condições precárias na educação. É a história do copo d´água até a metade. Muitos veem com atitude otimista e feliz como metade cheio, mas os pessimistas, atravancados e mais ilheenses do que os próprios ilheenses o enxergam metade vazio. Uma voz interior me motiva a seguir adiante. Por tudo que vi e vivi, o sentimento é de agradecimento e compaixão e, acima de tudo, de força e fé para seguir viagem, exercitando o perdão nosso de cada dia e estendendo a mão para quem realmente quer me ajudar.

Mário Alexandre (Marão) é prefeito de Ilhéus pelo PSD.

NAZAL: “PARA MIM, ACABOU. ESTOU VENDO O GOVERNO DE MÁRIO DEGRINGOLAR”

Nazal diz que casamento político com Marão acabou e vê governo “degringolar”

José Nazal Pacheco Soub, 62 anos, era, até o dia 30 de abril, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de Ilhéus. Pediu exoneração ao final da tarde daquela segunda-feira, véspera do 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Passou a ser, a partir dali, apenas vice-prefeito. Ou, como diz, “figura decorativa”.

O casamento político com o prefeito Mário Alexandre (Marão) acabaria dois dias depois. O prefeito tentou dissuadi-lo. Ouviu de Nazal uma espécie de “Ou Bento ou eu”. Bento Lima vem a ser o secretário de Administração de Ilhéus. Mandachuva do governo, como define Nazal. Marão não topou abrir mão de Bento.

Nazal faz críticas e autocríticas. Para ele, o Governo Marão está degringolando (palavras dele) e a hora é da “cidade acordar” e a gestão ter pessoas comprometidas com Ilhéus. Aponta desvios éticos e afrontas ao erário.

O vice-prefeito acredita que Marão governa sem compartilhar poder. E, mais que isso, sem comparecer ao próprio gabinete. Pior, diz que o prefeito passou mais de 8 meses sem reunir o secretariado. Também não acredita que o governo melhore. Diz ter batido de frente com mandachuvas do governo – secretários Bento Lima, Alisson Mendonça e Alcides Kruschewsky.

Membro da Rede, o vice-prefeito fez autocrítica: enxerga-se como intransigente com várias coisas. Na tarde da última quinta-feira (17), Nazal concedeu a seguinte entrevista ao blog:

PIMENTA – Começando do começo, como é que surge a aliança com Marão?

JOSÉ NAZAL PACHECO SOUB – Lançamos pré-candidatura para discutir os problemas de Ilhéus. Para mim, era muito mais importante governar do que ganhar. Ficamos em um grupo menor. Terminou não dando certo, mas tivemos uma relação boa [em uma aliança inicial de 7 legendas]. Na última semana para convenções, Mário ficou sozinho. De 7 partidos daquele grupo, ficaram 5. Depois, um. Rachou tudo. Foi quando houve proposta de [Emílio] Gusmão e Hélio Ricardo: Por que não junta com Nazal? Aí, marcamos uma conversa, no dia 30 de julho, 10 da manhã. Conversamos. Lá, eu disse: se a gente fechar um acordo, a minha proposta é só uma. É Ilhéus, é por Ilhéus. Não sabíamos se iríamos ganhar ou não. Dia 31, convenção do PSD, sentamos novamente. No outro dia, ele vira pra mim e diz: Essa noite eu dormi. Os acordos que eu tentei fazer, todo mundo trabalhou na faixa de 50%, dividindo loteando o governo.

PIMENTA – E contigo?

NAZAL – Eu disse: minha proposta é por Ilhéus. Agora, tem uma condição. Se sair da linha, eu grito. Ganhamos a eleição sem dívida política nenhuma. Eram cinco partidos. Um grande e os nanicos: O PSD, PTdoB, PTB, PSL e a Rede.

PIMENTA – Você impôs condições, Marão aceitou. Pelo que aconteceu no governo, você se sentiu usado?

NAZAL – Não me senti, pois não me subjuguei. Não concordei, um abraço. Muitos dizem você foi importante para a eleição de Mário. Talvez não tenha essa dimensão. Eu era pré-candidato, tinha 2%, sem estrutura e densidade eleitoral. Mas algo mudou quando tornei-me vice. Mas não me senti usado. A discussão, o discurso eram um. Mas, eepois, a prática… Mas o meu permaneceu o mesmo. O que eu não aceitava, eu dizia. Coisa que não aceitei, eu sempre bati de frente.

PIMENTA – Com o prefeito?

NAZAL – Com Mário e com algumas pessoas do governo que são mandachuvas: Bento Lima (secretário de Administração), Alisson Mendonça (Governo, e agora na Seplandes) e Alcides Kruschewsky (Comunicação). Com Alcides, menos, para não ser injusto. Com Alisson, forte… Eu não entrei para disputar o poder, mas para compartilhá-lo. Essa é a diferença. Eu dizia com Alisson: ‘o meu compromisso é muito maior que o seu. Você é secretário. Eu sou secretário e vice-prefeito’. Eu botei meu nome. Meu nome estava na tela [da urna]. O de Mário foi para a tela, o meu foi para tela. Eu não queria ser um vice decorativo como agora vou ficar.

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Tem pessoas que chegaram no governo, não conhecem nada, fazem um bocado de porcaria, não botam a cara na tela…

PIMENTA – E qual é o sentimento?

NAZAL – Poderia ter contribuído até mais, mas ele [o prefeito] não quis. A Marão, eu disse: você toma decisões que eu não concordo. Como você quer que eu concorde, se eu não fui, sequer, ouvido? Tem pessoas que chegaram no governo, não conhecem nada, fazem um bocado de porcaria, não botam a cara na tela…

PIMENTA – Que tipo de porcaria?

NAZAL – Tem várias coisas. [O prefeito] pegou um cara de Maraú para a Odontologia que fez horrores na área. Eu concordo, tem que botar o pessoal para trabalhar, mas você não tem o direito de dar grito, assediar. Eu disse, Mário, você não trata ninguém mal, eu não trato ninguém mal. Aí vem um cara de fora, em nome da gente, para tratar os funcionários mal? Não dá. Não sou xenófobo. Pode ser de fora, mas tem que ter compromisso com Ilhéus.

PIMENTA – Após o pedido de exoneração, o prefeito não tentou mantê-lo na Seplandes?

NAZAL – Eu disse ao prefeito… A condição para eu ficar, é você tirar Bento e um bocado de gente. Ele: então me dê nomes. Ele não tiraria.

PIMENTA – A decisão foi apenas de sair só da secretaria ou o casamento, realmente, acabou?

NAZAL – Para mim, acabou. Mário é uma pessoa que eu gosto, não há nada de pessoal, não sou de ofensas, de xingar. Agora, quando quebra a confiança, quando quebra a proposta… Eu estou vendo o governo degringolar. Eu ando na rua, eu vou para a padaria, feira, ando de chinelo na rua, ando de calção, vou para fila de banco pagar minhas contas… Eu não mudei minha forma de viver. E espero não mudar. O poder é tão efêmero. Eu não fiz campanha e nos elegemos para pensar, imediatamente, em reeleição. Para mim, reeleição é consequência, tem que acontecer de forma natural. Meu compromisso é com Ilhéus, em primeiro lugar. Então, para mim, acabou.

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Mário está governando só com Bento. Disse isso a ele. Eu não fiz campanha para uma pessoa governar sozinha.

PIMENTA – Você falou em quebra de confiança. O que minou essa confiança?

NAZAL – Sempre fiz críticas aos governos dos quais participei. Eu me afastei politicamente de Jabes em julho de 2006. Eu disse, Jabes você errou quando governou sozinho com Isac Albagli, John Ribeiro, com núcleo fechado, que acha que não erra, que acha que é infalível. Isso é ruim. Depois, veio Newton Lima e governou discutindo tudo. Tudo era na mesa. Foi reeleito com mais de 60% dos votos válidos de Ilhéus, algo que não irá se repetir por muitos anos. E aí, Jabes voltou para o governo [em 2013] e repete-se situação que você fecha o governo para decidir com poucos. Aí vem Mário e está governando só com Bento. Disse isso a ele. Eu não fiz campanha para uma pessoa governar sozinha. Fiz campanha para governar discutindo dentro do governo e com o povo. Então, não vou recuar no meu modo de pensar. Agora, a decisão foi minha por um único motivo. Eu levei 75 dias para Mário me receber esse ano.

PIMENTA – Quantas reuniões como secretário?

NAZAL – Apenas duas em todo o governo. É uma crítica que eu tenho com Mário. Por exemplo: ele não tem rotina para despachar. Todo governo deve ter. Se ele está te atendendo, chega outro secretário e entra na conversa. Então, não pode ser assim. Não é que seja sigilo, segredo, mas tem coisas que exigem foco. Eu fiz uma crítica a ele, de frente. Você não está indo ao gabinete, que está às moscas. Eu vou lá todo dia.

PIMENTA – Nem vai à rua?

NAZAL – Ele despacha em casa. Está errado.

PIMENTA – O que distancia o prefeito do próprio gabinete?

NAZAL – Decisão pessoal dele. Eu não tenho dificuldade de dizer não. Se posso dar um sim, será um prazer imenso. Se não, será com dor forte, mas terei que dizer não posso. Governar é tomar decisões. E não ter decisão é pior que protelar. Eu disse a ele: Jabes entrava pelos fundos, mas ia ao gabinete, mas você nem isso.

PIMENTA – Dá para administrar uma cidade como Ilhéus, assim, desta forma?

NAZAL – Não dá. Diversas vezes, e abertamente, propus fazer o seguinte: nós dois vamos entrar em um carro, ir a posto de saúde, escola, unidade administrativa para ver como as coisas estão acontecendo. Vamos chegar em uma escola na hora da merenda para ver como está a merenda. Vamos chegar em um posto às cinco horas da tarde, para ver se tem alguém lá, que o horário é até as 18h. Não tem ninguém em nenhum posto. A gente perdeu, agora, do meu ponto de vista, o apoio que estava tendo do governo do estado na área da Saúde.

PIMENTA – Por quê?

NAZAL – As coisas não estão acontecendo. Não vamos ter mais o apoio que estávamos tendo do Estado e que, inclusive, causou ciúmes em políticos do passado. Tínhamos um apoio muito forte, mas hoje está meio frio.

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Meu amigo, tá faltando copinho para fazer exame de tuberculose. Copinho que custa centavos.

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PIMENTA – Esse novo comportamento do estado se dá por causa do prefeito ou de quem comanda a Pasta?

NAZAL – O prefeito é quem governa, mas vem também da pasta. Algumas coisas melhoraram. É inegável. O atendimento na pediatria… Mas não está ainda bom. Eu não concordo com governo que vive de releases. Tem que viver com ações concretas. Hoje (quinta), de manhã, recebi solicitação que não vou poder ajudar. Meu amigo, tá faltando copinho para fazer exame de tuberculose. Copinho que custa centavos. Cheguei no Ilhéus II, e uma senhora me disse que comprou fita – R$ 5,80 – para o posto de saúde marcar a consulta dela. Tenho que ficar com vergonha. A Prefeitura de Uruçuca está com 4 escolas dentro de Ilhéus. E Uruçuca construiu uma escola dentro de Ilhéus, em Banco Central, ano passado. Eu reclamei, reclamei e nada foi feito. Reclamei até ontem (15), meia-noite. Pode ser que tenha sido feito hoje. Construída.. Isso é improbidade administrativa. Na revisão do limite, a pessoa pode dizer que quer ser de Uruçuca. Ninguém toma providência. Não é a defesa intransigente, mas a gente tem que tomar conta do nosso chão.

PIMENTA – O governo tem tempo para mudar, melhorar?

NAZAL – Todo mundo, na hora que quer mudar, muda. Mas tem que querer. Se não houver vontade… Eu acho difícil acontecer [mudança]. Eu vi pesquisa com recortes pontuais. Disse na cara, não acredito. Pesquisa eu acredito vendo-a completa, quem fez… Pode ser Ibope, Datafolha… Vendo pedacinho, não acredito. A pesquisa verdadeira é a do dia a dia. Vai na feira, pergunte. Vai…

PIMENTA – O prefeito sempre foi visto como acessível, afável. O que provocou essa mudança, esse distanciamento do gabinete?

NAZAL – Não vejo ninguém melhor que Mário para fazer esse corpo-a-corpo, mas ele está deixando a desejar. Tem coisas que não justificam. O atendimento ao público… Infelizmente, a maioria vai fazer pedido pessoal, mas há quem peça coletivamente, de forma plural. Então, tem que ter atenção. Vou dar exemplo. Inema, no interior, ele não tinha ninguém na campanha. Eu abri conversa e o grupo nos deu votação expressiva. O grupo não foi atendido em nada. Eram pedidos coletivos. Foram atendidos por mim, Alcides, Alisson. Mas ele, nada.

PIMENTA – O governo reage da melhor forma às críticas de opositores?

NAZAL – Sabe a história do avestruz, do enterrar a cabeça pra não ver… Eu não sou o prefeito. Prefeito é Mário. A minha rede social quem responde sou eu. Se acho que é pertinente a reclamação, dou a devida resposta. Ontem, fiz uma observação ao governador [Rui Costa]. Fui ver uma reclamação quanto à obra de esgoto na zona sul. De fato, está uma porcaria. Mostrei ao governador e avisei à Embasa. Ele respondeu meia hora depois, dizendo que tomaria providência. É um problema sério. São R$ 52 milhões investidos, uma grande obra. Ilhéus vai chegar a 92% de esgoto tratado.

PIMENTA – E na sua Pasta, o Planejamento? 

NAZAL – Briguei no governo e não consegui dar conta do Plano Municipal de Saneamento Básico. Nós precisamos fazer. Se não fosse prorrogado o prazo para 2019, ficaríamos sem receber dinheiro nenhum, nem de emenda nem de nada, por falta do plano. Ninguém no governo dá importância. Fizemos um convênio com a UFSB, e espero que continue, de levantamento arbóreo, isso é importante para a população viver, ar mais limpo, respirar melhor, fizemos um trabalho para a Bacia do Iguape, que é um problema grave d´água. Espero que deem continuidade. Uma série de coisa que a gente encaminhou, mas paciência.

PIMENTA – Sua secretaria foi boicotada?

NAZAL – A dificuldade que tínhamos era com pessoal. Por meio de parceria com o Ministério Público, conseguimos fazer algum tipo de capacitação. Agora mesmo foi curso de poda de árvore, por uma semana… Temos condições péssimas de trabalho, de estrutura. Tínhamos uma pessoa para fazer todo o licenciamento ambiental de Ilhéus. Ficamos um ano com só uma pessoa. É, humanamente, impossível dar conta com uma só pessoa. Claro que não dá conta. Aí foram chamados mais 4, mas somente no final do ano passado.

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Tem empresas grandes que estão enganchadas porque têm passivo ambiental pesado e pedem para dar jeitinho.

PIMENTA – Havia queixa quanto à concessão das licenças ambientais.

NAZAL – Fomos duros na concessão de licenciamento, construção em áreas de proteção, construção irregular. No dia que se dava uma notificação, havia dez pedidos políticos para dar um jeitinho. Tem um prédio que estava sendo construído na zona sul e foi embargado porque estava sem licença, alvará, sem nada. Ainda veio pedido para ter paciência com um negócio desse… Tem empresas grandes que estão enganchadas porque têm passivo ambiental pesado e pedem para dar jeitinho.

PIMENTA – O governo ficou aquém do pensado?

NAZAL – Muito. Por exemplo, transparência de todos os atos. É uma obrigação legal. Mas temos que fazer mais que a obrigação. O que é isso? É contratar bem, saber se o serviço está sendo bem feito. Deficiência no serviço de transporte escolar, na merenda, na atenção básica de saúde… Agora, como vice-prefeito, vou ter condição de enxergar mais…

PIMENTA – A secretaria conseguiu desempenhar o papel, de planejar, discutir a cidade?

NAZAL – Conseguiu. Tem vários projetos prontos. Nunca é um trabalho sozinho. A gente teve discussão muito forte sobre a mobilidade urbana, resultando em projeto que se for implantado terá grande impacto. Temos projeto para fazer escola na área social do Clube do Pontal… Está bacana. O Clube tem projeto de doar terreno para o município, mas nunca consegui apresentá-lo ao prefeito. Temos a mudança do projeto de transporte coletivo, de diametral para radial, com o usuário podendo usar ônibus por 2 horas pagando só uma passagem. O transporte público é deficiente em Ilhéus. Por isso, temos o avanço do transporte clandestino. Precisamos discutir a questão da água. O prefeito perdeu uma ligação da cidade de Sobral, Ceará. Vinham propor implantar em Ilhéus um sistema de educação que é modelo no Brasil e no mundo. Sabe onde está sendo implantado? Em Vitória da Conquista. O prefeito Herzem está entusiasmado, encantado.

PIMENTA – E qual seria o custo?

NAZAL – O operacional, o normal. Ele [Marão] nem ouviu, não houve interesse. Falei com a secretária… Então, essas coisas… A cidade precisa acordar. Incomodou tanto eu me separar, politicamente, do governo que tá saindo um bocado de meme dizendo Nazal, Mário e a deputada. Tem culpa. Mas eu sei de onde está partindo… Nesta semana, fizeram uma reunião grande para entrar nessa linha do desgaste de Mário.

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Quem governar diferente, está governando certo. Agora, eu não fiz campanha em 2016, andei por Ilhéus, para fazer um governo como está sendo feito.

 

PIMENTA – Sinaliza preocupação com 2020. Você será candidato a prefeito?

NAZAL – Em 2006, eu dizia que seria candidato a prefeito de Ilhéus não para ganhar, mas para puxar temas, discutir Ilhéus, que queria ser diferente. Fui secretário de Uruçuca no Governo de Fernanda Silva [2013-2016]. Na primeira reunião em dezembro de 2012, no Barravento, ela queria ouvir cada um. Eu não tinha tanta intimidade. Disse, prefeita eu só tenho uma sugestão para a senhora. Faça diferente. E ela, como é que governa diferente? Respondi: governe certo. Quem governar diferente, está governando certo. Agora, eu não fiz campanha em 2016, andei por Ilhéus, para fazer um governo como está sendo feito.

PIMENTA – E como está sendo feito?

NAZAL – Principalmente com o erário. Fui contra fazer o carnaval desde o primeiro ano. Adoro carnaval, mas só faz festa quem tem dinheiro sobrando. Um milhão e duzentos que gastou no carnaval consertava quantos postos de saúde, quantas escolas? A Escola de Tibina tem mais de cinco anos que está sem teto. Fui à secretária [de Educação] Eliane Oliveira. E ela respondeu que foi a primeira que pediu para consertar. E mostrou: aqui a prova. Quem mudou a prioridade? Não sei, mas foi a primeira escola. Tem oito meses que não fazia reunião de secretário. Fez na terça (15). Como governa dessa forma? Que unidade tem esse governo? Até para discutir, até para brigar… Um não sabe o que o outro está fazendo… O plano de iluminação da Soares Lopes quem fez foi a Administração. A Secretaria de Serviços Urbanos, na época era Jorge Cunha, não sabia de nada. Alcides levantou uma questão, e tinha razão. O projeto da Avenida era um e o da ponte, feito pelo Estado, era outro. Não se comunicou. Ontem, o pessoal da obra da Ponte me pediu que enviasse a referência do poste [de iluminação pública] para planejar igual. Coloquei em contato com Hermano Fahning para fazer.

PIMENTA – O projeto é bom?

NAZAL – É bom. Vou dar exemplo… Marão estava viajando e eu entrei em contato com o governador para falar do projeto. Governador, queremos fazer um estacionamento aqui. Ele respondeu, façam um projeto bonito… Até agora, não foi levado ao governador. Não é um projeto caro. Fiz pedido ao prefeito na minha carta. Aquelas pedras da construção da ponte serão retiradas, está no contrato. devem ser jogadas em área licenciada ambientalmente. A licença indica que se jogue na Sapetinga, no São Miguel e São Domingos. No São Domingos, o SIT (Governo do Estado) está fazendo a licença. Na Sapetinga e no São Miguel, a prefeitura terá que fazer. Ninguém fez. Será que vão querer fazer de qualquer jeito? Tem que ter responsabilidade. Civil, inclusive. A gente não tem em Ilhéus uma cascalheira licenciada. Como é que se faz manutenção de estradadas? Ilhéus não se tem uma sequer. O governo não discute. Acha que é besteira isso? Quem está no campo, sofre. O lavrador, o agricultor, quem precisa usar o ônibus. Em Uruçuca, teve aquele acidente com morte da estudante. Em Ilhéus, tem veículos rodando naquelas condições. Mas como dá manutenção se não tem cascalheira licenciada?

PIMENTA – Começamos falando do casamento… Em casamento, ambos têm responsabilidade, se na união ou na separação. Que autocrítica você faz?

NAZAL – Faço todo dia, todo dia, todo dia. A minha talvez seja a de ser intransigente com algumas coisas, com as coisas que têm de ser feitas da forma certa. Há coisas que você possa achar um caminho. Mas sou intransigente com o interesse público estar acima do privado.

PIMENTA – O privado se sobrepõe ao público com grande incidência em Ilhéus?

NAZAL – Em todo governo. A pessoa chega com o projeto, tudo bacana. Aí o sujeito chega e a gente pergunta das desvantagens. Ah, não tem. Como? Só tem vantagem? Mas é preciso ter coragem para enfrentar isso.

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O prefeito deu declaração de que a usina vai funcionar [essa semana]. Se funcionar, vai ser de forma irregular.

 

PIMENTA – Falando ainda das causas do rompimento, os atritos com secretários pesaram na decisão?

NAZAL –Atrito teve, mas não a ponto de criar trauma. O mais melindroso foi a coragem que a gente teve de fechar a usina, estando a usina irregular. Como é que nós, como governantes, exigimos que esteja correto e libera a usina? Município tem que fazer correto. Não é favor fazer o correto. Agora, para resolver o problema da usina, a gente escolheu algumas áreas. Mas a decisão de Bento, do prefeito, foi desapropriar a área onde a usina está, sem observar o valor venal da área, que é alto. O prefeito deu declaração de que a usina vai funcionar [essa semana]. Se funcionar, vai ser de forma irregular. E eu não sei se a empresa já devolveu todos os equipamentos, porque havia equipamento do município sendo usado em Itacaré. Até seis meses atrás, estava lá.

PIMENTA – Você se arrepende da aliança com Marão?

NAZAL – Não. Valeu a pena. Não é a posição pessoal de ser vice-prefeito. Isso é passageiro. Passa tão rápido. Vou me dedicar agora a um trabalho em função do Censo de 2020. Vou trabalhar sozinho. Depois, apresento. Até ao prefeito. É pelo município, por Ilhéus. Marina me disse uma coisa, meu filho, você fez um contrato com o povo. Eu vou me dedicar. Onde sou chamado e onde for chamado, eu vou.

PIMENTA – Já é o plano para 2020?

NAZAL – Pode até ser, mas eu sempre fui. Eu atendo telefone sem olhar quem está ligando. Devolvo todas as ligações que fazem para mim. Eu não sei se estarei vivo amanhã. Não sei se chego em casa hoje. Eu gostaria de ver o governo mudar, mesmo não estando nas decisões, mas pelo bem da cidade.

PIMENTA – Com as mexidas feitas na equipe, dá para mudar?

NAZAL – Só o tempo para dizer. Sem se reunir, sem interação entre as pastas, saber o que o outro está fazendo, ajudar o outro, não tem mudança.

PIMENTA – Dá para a equipe jogar bem com o técnico a distância?

NAZAL – Não. Mário tem que ter rotina de prefeito, não lê um processo para despachar. Tem coisas que você tem que saber, entender o que está fazendo. Tem coisas que a gente precisa não apenas conhecer, tem que saber daquela coisa lá. Agora, repito, tem que ter compromisso com a cidade. Eu moro na mesma casa há 62 anos. Não pretendo sair. Quero olhar para as pessoas. Está faltando amar as pessoas verdadeiramente. Trabalhei com vários prefeitos. Não encontrei um top. Tem que pensar no coletivo. Não gostou, mas quantos mil gostaram? É fazer o que tem que ser feito, mas não com interesse em ser reeleito. Ele dizia eu vou ser o prefeito top. Prefeito, não foi top.

PREFEITO DECRETA LUTO OFICIAL PELA MORTE DE HANS SCHAEPPI

Hans Schaeppi faleceu ontem, em Salvador

O prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, decretou luto oficial de três dias em virtude do falecimento do empresário Hans Tosta Schaeeppi, 90 anos, ocorrido na madrugada de ontem (17), em Salvador. O corpo de Schaeppi será enterrado às 11h desta quinta (17), na capital baiana.

No Decreto 045, o prefeito considera os relevantes serviços prestados ao Município de Ilhéus e a importância de suas atividades empresariais e profissionais desenvolvidas na cidade.

Hans Schaeeppi era engenheiro, jornalista, escritor e empresário, considerado um dos maiores empreendedores no município na contemporaneidade, tendo sido responsável pela construção dos Edifícios Santa Clara e Kauffman, além de um pioneiro investidor para o desenvolvimento do turismo local.

Ele também era proprietário do Ilhéus Praia Hotel e do Pontal Praia Hotel e da primeira fábrica de chocolate no Distrito Industrial de Ilhéus, Chocolate Caseiro Ilhéus.

MARÃO COBRA DO INEMA CELERIDADE NAS LICENÇAS PARA O CIDADELLE E O ASSAÍ

Obras do Assaí têm quase um ano de atraso por causa do Estado || Foto Divulgação

Marão durante audiência no CAB, em Salvador

Quase um ano depois, o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) ainda não liberou as licenças ambientais para construção de dois empreendimentos privados na zona sul de Ilhéus, o Cidadelle Praia e o Assaí Atacadista. Hoje (8), o prefeito Mário Alexandre (Marão) cobrou celeridade na análise das licenças ao secretário estadual de Meio Ambiente, Geraldo Reis, e à diretora do Inema, Márcia Telles.

Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado com o Ministério Público Estadual (MP-BA), segundo o prefeito, permitindo a continuidade do projeto do Cidadelle. “São mais de 500 condôminos que precisam efetivar seus investimentos. Isso é muito importante para proporcionar mais emprego e renda para nossa cidade”, disse Marão durante audiência da qual participou, também, a deputada estadual Ângela Sousa.

Já o Assaí, afirma o prefeito, “está aguardando apenas a liberação do Inema para a execução da obra”. Somente com o atacadão, a estimativa é de investimentos em torno de R$ 40 milhões e geração de até 300 empregos. O Assaí Atacadista foi anunciado pelo Grupo Pão de Açúcar em junho do ano passado. O Inema é criticado por atrasar as duas obras.

O projeto de instalação de uma filial do Assaí em Ilhéus está sendo acompanhado pelo secretário de Planejamento e vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal, segundo Marão. Assim que liberada a licença por parte do Inema, estima-se que as obra sejam concluídas em prazo de 80 a 90 dias.

MARÃO RECEPCIONARÁ ÁLVARO DIAS

Álvaro Dias participará de almoço com o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre

O prefeito Mário Alexandre, de Ilhéus, recepcionará o senador paranaense e presidenciável do Podemos, Álvaro Dias, nesta sexta-feira (4). O político tem compromissos políticos em Itabuna.

Os dois agendaram almoço em um dos mais famosos pontos turísticos da Terra de Gabriela, o Vesúvio. Do encontro, também participam Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, e deputado Bacelar, que comanda o diretório estadual.

Álvaro Dias vem ao sul da Bahia pela primeira vez. A agenda prevê encontro com produtores rurais e empresários na Ceplac, às 14h. Depois, às 18h, concede entrevista coletiva, no Palace, no centro de Itabuna, de onde seguirá para o III Encontro Regional do Podemos, na Terceira Via Hall, na J.S. Pinheiro. O encontro, às 19h, também marcará a posse do empresário Rafael Moreira como presidente do diretório itabunense do Podemos.

MP-BA SOBRE AS EXONERAÇÕES DE NAZAL E GUSMÃO: “GRANDE SENTIMENTO DE PERDA”

Eduardo Sampaio (à esq.), da 11ª Promotoria, lamentou exonerações de Nazal e Gusmão

O Ministério Público Estadual (MP-BA) externou em nota pública “grande sentimento de perda amargado pela sociedade ilheense” com os pedidos de exoneração apresentados por José Nazal e Emílio Gusmão ontem (30). O vice-prefeito deixou o comando da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável e Gusmão saiu da Superintendência de Meio Ambiente de Ilhéus. A nota pública foi emitida neste feriado do Dia do Trabalhador pelo titular da 11ª Promotoria de Justiça de Ilhéus, Paulo Eduardo Sampaio Figueiredo.

A Promotoria deseja “que o atual governo tenha a felicidade em escolher substitutos à altura desses membros que deixam a Administração, frente aos complexos desafios que se apresentam na gestão da pasta urbanístico-ambiental, bem como seja mantida a continuidade das exitosas ações construídas ao longo desses dezesseis meses com o Ministério Público e demais parceiros ambientais, em prol do desenvolvimento sustentável de nosso Município”.

Nazal e Gusmão protocolaram pedidos de exoneração depois de enxergarem ações internas, do núcleo duro do governo, para travar o trabalho tanto do Planejamento como na área ambiental. O prefeito Mário Alexandre (Marão) também forçava a saída do vice-prefeito ao não recebê-lo por 70 dias, apesar Nazal ocupar a Secretaria de Planejamento. Abaixo, a íntegra da Nota Pública da 11ª Promotoria de Justiça de Ilhéus.

NOTA PÚBLICA

A 11ª Promotoria de Justiça de Ilhéus, por meio de seu membro titular, o Exm.º Sr. Paulo Eduardo Sampaio Figueiredo, vem externar seu grande sentimento de perda amargado pela sociedade ilheense com os pedidos de exoneração dos senhores José Nazal Pacheco Soub e Emílio Santos Gusmão dos cargos de Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável e Superintendente de Meio Ambiente de Ilhéus, respectivamente. Que o atual governo tenha a felicidade em escolher substitutos à altura desses membros que deixam a Administração, frente aos complexos desafios que se apresentam na gestão da pasta urbanístico-ambiental, bem como seja mantida a continuidade das exitosas ações construídas ao longo desses dezesseis meses com o Ministério Público e demais parceiros ambientais, em prol do desenvolvimento sustentável de nosso Município.

Ilhéus, 1º de maio de 2018.

PAULO EDUARDO SAMPAIO FIGUEIREDO
11º Promotor de Justiça de Ilhéus

AUTORIZADA CONCESSÃO DO AEROPORTO DE ILHÉUS

Aeroporto de Ilhéus será administrado pela iniciativa privada || Foto Pimenta

O governo federal autorizou o governo da Bahia conceder à iniciativa privada o aeroporto de Ilhéus, de acordo com a portaria do Ministério dos Transportes publicada nesta quinta-feira (12) no Diário Oficial da União. A proposta do governo do estado transferir toda a gestão do Aeroporto Jorge Amado para o setor privado, segundo a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra).

Ainda não há previsão da data para o leilão do terminal e o governo do estado aguarda a documentação federal com a anuência do processo. Haverá uma audiência pública e só depois, então, será definida a data.

“A mudança de concessionários é um caminho natural estrategicamente pensado pelo estado e pelo município, que estão em busca de investidores para a modernização do Jorge Amado, como já aconteceu com alguns dos principais terminais do país”, afirma o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (Marão). Dentre os aeroportos que passaram à iniciativa privada, Marão cita os terminais em Guarulhos (SP) e no Rio de Janeiro – o Galeão.

O ALVO DE LUKAS PAIVA É 2020

Lukas Paiva não disputará vaga à Assembleia Legislativa

O vereador Lukas Paiva (PSB) dificilmente sairá candidato a deputado estadual, como querem líderes do DEM baiano, dentre eles ACM Neto. O presidente da Câmara de Ilhéus já não era tão simpático à ideia. Aí, veio o fechamento da “janela partidária” para vereadores por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reforçando argumentos de Lukas. Ele teria que disputar vaga à Assembleia Legislativa baiana pelo PSB, e não pelo DEM. Para completar, o PSB permanecerá na base do governador Rui Costa.

Por enquanto, o vereador pensa em fortalecer o projeto de disputar a Prefeitura de Ilhéus em 2020. O presidente pertence à base do prefeito Mário Alexandre (Marão), mas tem fortes críticas à gestão do médico. Lukas contará com o apoio do DEM para o seu projeto em 2020, para o qual poderá migrar no ano das eleições municipais, se mantida a legislação em vigor.










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