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:: ‘Marco Wense’

RENATO, GEDDEL, BRITTO E AZEVEDO

Marco Wense

O prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, eleito pelo DEM, ex-Partido da Frente Liberal (PFL), antigo PDS do regime autoritário, já tem o seu candidato a deputado federal: Roberto Britto (reeleição – PP).

É evidente que o prefeito vai esperar o momento certo – sem dúvida depois das convenções partidárias – para uma declaração pública de apoio. Uma outra atitude seria intempestiva e politicamente desnecessária.

Luiz Argôlo, Paulo Magalhães e ACM Neto, mesmo sabendo que suas chances são remotíssimas, ainda acreditam que pode tirar uma casquinha do cobiçado apoio do alcaide.

O prefeito, popularmente conhecido como Capitão Azevedo, adota a tática do profundo silêncio. Quando o assunto é a eleição de 2010, o chefe do Executivo sai pela tangente.

O democrata tem razão quando evita a conversa em torno do processo eleitoral. Se o comportamento fosse outro, falando pelos cotovelos, poderia criar alguns atritos e, por tabela, uma maior dificuldade na obtenção de recursos para o município.

Os oposicionistas, por sua vez, especificamente os petistas ligados ao deputado Geraldo Simões, são da opinião de que o chefe do Executivo está tapeando gregos e troianos.

O pedido pessoal do prefeito, o pedido do voto, principalmente para os correligionários mais próximos, é para Roberto Brito, que é da base aliada do governador Jaques Wagner (PT).

O PP vai integrar o chamado “chapão governista”. Segundo uma figura proeminente do Partido Progressista, que pediu para não ser identificado, “o chapão PT, PP e PDT foi fechado pelo secretário Rui Costa (Relações Institucionais) na presença do governador”.

Robertistas acreditam em uma votação de cinco a dez mil votos na zona eleitoral de Itabuna. Os mais otimistas, como Fábio Lima, pré-candidato do PTdoB à Assembleia Legislativa do Estado, falam em 15 mil.

É público que o apoio do prefeito a Roberto Britto é uma contrapartida ao bom din-din que será liberado pelo ministério das Cidades, cujo titular é do mesmo partido do parlamentar. Uma espécie de toma-lá-dá-cá aceitável.

Enquanto o “é dando que se recebe” estiver restrito ao campo dos espaços políticos, da briga por votos na eleição de 2010, tudo bem. O que é inadmissível é o roubo do dinheiro público.

Aliás, a roubalheira e a corrupção são crias da impunidade. Que os senhores políticos façam seus acordos e conchavos, que cada um busque a sua sobrevivência política sem meter a mão nos cofres públicos.

O prefeito Azevedo está certíssimo. Não pode, em detrimento de importantes obras para Itabuna, ficar preso a um fajuto e cada vez mais desmoralizado instituto da fidelidade partidária.

E ACM Neto? Ora, o democrata nunca fez nada pela cidade.  E mais: ACM Neto não precisa do apoio do prefeito. Em toda eleição, em decorrência do enraizado carlismo, tem seus três mil votos em Itabuna, mesmo aparecendo de quatro em quatro anos.

O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), como também está liberando recursos para o governo Azevedo, deveria, como contrapartida, usar o toma-lá-dá-cá em favor de Renato Costa, pré-candidato a deputado estadual.

Aliás, esse apoio do prefeito Azevedo a Renato, presidente do diretório municipal do PMDB, seria o caminho mais indicado para amenizar o fato de apoiar um candidato lá das bandas de Jequié.

O prefeito Azevedo ficaria com Roberto Britto e Renato Costa. O tão propalado voto regional não seria totalmente menosprezado. Impiedosamente castigado.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

O

prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, eleito pelo DEM, ex-Partido da Frente Liberal (PFL), antigo PDS do regime autoritário, já tem o seu candidato a deputado federal: Roberto Brito (reeleição – PP).

É evidente que o prefeito vai esperar o momento certo – sem dúvida depois das convenções partidárias – para uma declaração pública de apoio. Uma outra atitude seria intempestiva e politicamente desnecessária.
Luiz Argôlo, Paulo Magalhães e ACM Neto, mesmo sabendo que suas chances são remotíssimas, ainda acreditam que pode tirar uma casquinha do cobiçado apoio do alcaide.
O prefeito, popularmente conhecido como Capitão Azevedo, adota a tática do profundo silêncio. Quando o assunto é a eleição de 2010, o chefe do Executivo sai pela tangente.
O democrata tem razão quando evita a conversa em torno do processo eleitoral. Se o comportamento fosse outro, falando pelos cotovelos, poderia criar alguns atritos e, por tabela, uma maior dificuldade na obtenção de recursos para o município.
Os oposicionistas, por sua vez, especificamente os petistas ligados ao deputado Geraldo Simões, são da opinião de que o chefe do Executivo está tapeando gregos e troianos.
O pedido pessoal do prefeito, o pedido do voto, principalmente para os correligionários mais próximos, é para Roberto Brito, que é da base aliada do governador Jaques Wagner (PT).
O PP vai integrar o chamado “chapão governista”. Segundo uma figura proeminente do Partido Progressista, que pediu para não ser identificado, “o chapão PT, PP e PDT foi fechado pelo secretário Rui Costa (Relações Institucionais) na presença do governador”.
Robertistas acreditam em uma votação de cinco a dez mil votos na zona eleitoral de Itabuna. Os mais otimistas, como Fábio Lima, pré-candidato do PTdoB à Assembleia Legislativa do Estado, falam em 15 mil.
É público que o apoio do prefeito a Roberto Brito é uma contrapartida ao bom din-din que será liberado pelo ministério das Cidades, cujo titular é do mesmo partido do parlamentar. Uma espécie de toma-lá-dá-cá aceitável.
Enquanto o “é dando que se recebe” estiver restrito ao campo dos espaços políticos, da briga por votos na eleição de 2010, tudo bem. O que é inadmissível é o roubo do dinheiro público.
Aliás, a roubalheira e a corrupção são crias da impunidade. Que os senhores políticos façam seus acordos e conchavos, que cada um busque a sua sobrevivência política sem meter a mão nos cofres públicos.
O prefeito Azevedo está certíssimo. Não pode, em detrimento de importantes obras para Itabuna, ficar preso a um fajuto e cada vez mais desmoralizado instituto da fidelidade partidária.
E ACM Neto? Ora, o democrata nunca fez nada pela cidade.  E mais: ACM Neto não precisa do apoio do prefeito. Em toda eleição, em decorrência do enraizado carlismo, tem seus três mil votos em Itabuna, mesmo aparecendo de quatro em quatro anos.
O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), como também está liberando recursos para o governo Azevedo, deveria, como contrapartida, usar o toma-lá-dá-cá em favor de Renato Costa, pré-candidato a deputado estadual.
Aliás, esse apoio do prefeito Azevedo a Renato, presidente do diretório municipal do PMDB, seria o caminho mais indicado para amenizar o fato de apoiar um candidato lá das bandas de Jequié.
O prefeito Azevedo ficaria com Roberto Brito e Renato Costa. O tão propalado voto regional não seria totalmente menosprezado. Impiedosamente castigad

FG E GEDDEL

Marco Wense

O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), pré-candidato ao Palácio de Ondina, pediu a Juvenal Maynart, correligionário de sua inteira confiança, o telefone de Fernando Gomes (DEM).

Geddel ligou para Fernando e passou um bom tempo conversando, obviamente sobre política. O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, eleito pelo DEM, foi o alvo predileto da conversa.

O peemedebista queria saber a opinião de Fernando Gomes sobre o Capitão. Se o ex-alcaide acreditava que Azevedo iria apoiá-lo em detrimento de Paulo Souto, pré-candidato do Partido Democratas.

Em relação a esse tão comentado apoio, há quem aposte que o DEM não faria qualquer objeção, não criaria nenhum obstáculo. A medida mais dura seria acionar o instituto da fidelidade partidária.

Como os democratas acreditam que Geddel fica com Paulo Souto em um eventual e cada vez mais provável segundo turno, o comando estadual da legenda fecharia os olhos para um possível apoio de Azevedo ao ministro.

Os democratas, assim como os petistas, apostam em uma eleição polarizada entre Wagner e Souto. O ministro Geddel seria o grande e disputadíssimo cabo eleitoral do segundo round.

LULA VERSUS FHC

“A comparação entre os governos FHC e Lula não será favorável aos tucanos”. A frase é do petista: 1) Jaques Wagner. 2) Aloísio Mercadante. 3) José Dirceu. 4) Tarso Genro. 5) Nenhuma das alternativas.

Quem cravou o x na opção 5, acertou. O autor da frase é o tucano Aécio Neves,  governador de Minas Gerais. A cúpula do PSDB está tiririca da vida com a sinceridade do bom mineiro.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

BLOGOSFERA

A turma da oposição ao governo Jaques Wagner (PT), tendo na linha de frente os democratas (DEM) e os tucanos (PSDB), está mais conectada do que o pessoal da situação.

Qualquer comentário nos blogs fazendo elogios ao governo estadual é logo bombardeado pelos internautas oposicionistas. Os governistas estão tomando de goleada.

O silêncio é surpreendente. Os petistas de hoje, com as honrosas e pouquíssimas exceções, quando comparados com os de ontem, são como cordeirinhos.

Quem cala, consente. Diz a sabedoria popular.

DISPUTA NO PPS

O comando estadual do Partido Popular Socialista, o PPS do deputado federal Roberto Freire, ferrenho oposicionista do governo Lula e do petismo, vai tentar demover o ex-vereador César Brandão da pré-candidatura à Assembleia Legislativa do Estado.

A cúpula do PPS quer o diretório de Itabuna, presidido pela simpática Mariana Alcântara, com um só candidato ao Parlamento estadual, que seria Clovis Loiola, presidente da Câmara de Vereadores.

A missão é difícil. César Brandão, que foi um bom edil, está cada vez mais empolgado com a pré-candidatura e com o apoio incondicional do companheiro José Militão.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PALMATORIUM

Marco Wense

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Nas casas das famílias ricas, durante o império romano, existia uma dependência chamada de vomitorium. Nos banquetes, os convidados que se sentiam mal, devido ao excesso de consumo de bebidas e comidas, usavam o reservado para vomitar.

O Congresso Nacional, especificamente o Senado da República, deveria criar o palmatorium. Os senhores senadores, em caso de falta de decoro parlamentar, dariam suas mãos à palmatória.

A TV Senado ficaria encarregada de transmitir ao vivo o merecido castigo, que serviria como exemplo para os outros senadores. Aposto que o senador gaúcho Pedro Simon não iria conhecer o palmatorium.

4 VERSUS 16

Marco Wense

Os argumentos do governador Jaques Wagner são mais consistentes do que os de Paulo Souto. O petista, via reeleição, quer permanecer no cargo. O democrata quer retornar ao Palácio de Ondina.

São 16 anos de governo carlista contra 4 de Wagner. Muita gente começa a perceber que o segundo mandato do petista é importante para a Bahia. Esse seria um dos motivos da acentuada melhora do governador nas pesquisas de intenção de votos.

Mais quatro anos com Wagner significa a metade do tempo que os adversários governaram o Estado. Seria mais justo assim, mesmo sendo 50%. Ou seja, 8 anos versus 16.

O inadmissível é exigir que o governador Jaques Wagner faça em quatro anos o que não fizeram em 16. O pré-candidato do DEM, Paulo Souto, já teve a sua oportunidade. Governou a Bahia por duas vezes.

E o ministro Geddel, pré-candidato do PMDB? Pode esperar um pouco. A eleição de 2014 não está tão longe assim. É vapt-vupt.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

AZEVEDO E OS CANDIDATOS

Marco Wense

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Se Garrincha fosse vivo, mesmo na melhor fase de sua carreira, estaria com inveja dos dribles do prefeito de Itabuna, o capitão José Nilton Azevedo, eleito pelo Partido do Democratas (DEM).

O prefeito faz que vai e não vai. A torcida pensa que o drible é para a direita, mas termina sendo pela esquerda. Todos esperam um passe do prefeito, mas o chefe do Executivo não solta a bola.

Fulanos, cicranos e beltranos, pré-candidatos a deputado federal e estadual, se deslocam e pedem a bola. O prefeito continua com ela no pé. Todos dizem que é o candidato da preferência do democrata.

“O prefeito só vai passar a bola

no segundo tempo da prorrogação”.

__________

O ministro Geddel Vieira Lima, por exemplo, é peremptório quando afirma que o prefeito Azevedo vai apoiar sua candidatura ao governo do Estado da Bahia. Ledo engano.

Entre os fulanos, cicranos e beltranos que disputam o cobiçado apoio do prefeito Azevedo, estão o coronel Santana (PTN), Fábio Lima (PT do B), Luiz Argôlo (PP), Roberto Brito (PP), ACM Neto (DEM) e vários outros sem nenhuma chance.

O prefeito só vai passar a bola no segundo tempo da prorrogação. Um inesperado apoio ao governador Jaques Wagner (reeleição) não está descartado.

O DEM E A SUCESSÃO

Marco Wense

O caminho natural do DEM, ex-Partido da Frente Liberal, o antigo PFL do mandonismo e do chicote na mão, é se unir ao PSDB em todos os Estados que a coligação for possível.

O comando nacional das duas legendas já mandou avisar que pode destituir os diretórios rebeldes. O PSDB e o DEM são os mais importantes partidos de oposição ao governo do presidente Lula.

Aqui na Bahia, a aliança dos democratas com os tucanos é, sem dúvida, a mais harmoniosa de todas. Chega a ser um exemplo para outras unidades federativas. A unanimidade em torno da necessária junção não é burra.

Os tucanos, na sucessão estadual de 2006, diziam que a recondução de Paulo Souto, então candidato (reeleição) ao Palácio de Ondina, depois de 16 anos de carlismo, seria uma catástrofe para a Bahia. Um retrocesso.

Agora, sem nenhum tipo de constrangimento, defendem a volta do ex-governador, achando que ele é a solução de todos os problemas, inclusive da própria herança maldita deixada para o governador Jaques Wagner (PT).

O DEM e o PSDB, com suas respectivas lideranças, estão conduzindo o processo sucessório com muita inteligência. Sabem que a união é condição indispensável para impedir a reeleição do governador Jaques Wagner.

A possibilidade de um prefeito democrata trair o partido, apoiando Wagner ou o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), em detrimento do pré-candidato Paulo Souto, é muito remota.

A posição de Souto nas pesquisas de intenção de votos cria uma perspectiva de vitória, impedindo que prefeitos do DEM passem para o lado de Wagner. Se o candidato do DEM estivesse na mesma situação de Geddel, a debandada seria inevitável.

A composição da chapa majoritária, encabeçada pelo ex-governador Paulo Souto, salvo algum acidente de percurso, já está quase definida, não em termos de nomes, mas dos partidos.

A vaga de vice-governador e uma das duas vagas para o Senado da República cabe ao PSDB. A outra vaga fica com o DEM, com ACM Júnior buscando sua permanência na Casa.

O PSDB, no entanto, cederia a vaga do Senado para o democrata José Ronaldo, ex-prefeito de Feira de Santana. Se o senador César Borges ficar com Souto, ACM Júnior deixa de ser candidato.

Enquanto a oposição busca o consenso, evitando qualquer tipo de atrito entre seus pares, os governistas se engalfinham.

E mais: o Partido dos Trabalhadores, além de não abrir mão da disputa pelo Senado, quer também um petista como candidato a vice-governador na chapa da reeleição.

A defesa de uma chapa puro sangue é a prova inconteste de que o bom governador Jaques Wagner tem dois obstáculos pela frente: a oposição, que é inerente ao sistema democrático, e o próprio PT, que pensa que pode tudo sozinho.

Paulo Souto, pré-candidato do DEM ao cobiçado Palácio de Ondina, que não tem nada a ver com a vaidade e a burrice política dos adversários, agradece penhoradamente.

Nos bastidores, em conversas reservadas, restritas a poucos correligionários, Paulo Souto tem confessado que alguns governistas são os melhores “cabo eleitorais” da sua campanha.

Quando alguém pergunta por que são os melhores cabos eleitorais, o democrata, sem pestanejar, responde: “Eles azucrinam o governador Jaques Wagner”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

DEMAGOGIA

Marco Wense

O prefeito de Salvador, João Henrique (PMDB), é um bom nome para concorrer ao Senado da República na chapa da sucessão estadual encabeçada pelo ministro Geddel Vieira Lima.

Quem assume o Palácio Thomé de Souza, com a candidatura do peemedebista, é o vice-prefeito Edvaldo Brito. Como o eminente tributarista é da raça negra, João Henrique fica dizendo que está prestando uma homenagem aos afrodescendentes baianos.

Ora, todo mundo sabe que o chefe do Executivo quer sair candidato ao Senado por dois motivos: 1) acha que pode ser eleito. 2) sua candidatura ajuda Maria Luiza, sua esposa e pré-candidata ao Parlamento federal.

Ficar com essa conversa de que vai disputar o Senado só para prestar uma homenagem aos afrodescendentes, deixando o comando da prefeitura com o vice, é de uma demagogia sem limite.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

WALDIR E O SENADO

Marco Wense

A briguinha entre os petistas da CNB e da DS, em torno de uma vaga para o Senado na chapa encabeçada pelo governador Jaques Wagner, vai terminar criando um desnecessário constrangimento para o ex-governador Waldir Pires.

A DS, que é a Democracia Socialista, quer a vaga para Walter Pinheiro. A CNB (Construindo um Novo Brasil) lançou o nome do ex-governador Waldir Pires. Como não bastasse, o PCdoB vai indicar Haroldo Lima.

São duas vagas na majoritária. Uma já está “prometida” a deputada federal do PSB e presidente estadual da legenda, a ex-prefeita de Salvador Lídice da Mata. A outra, se for medida em termos de porcentagem, tem 90% de chance para Otto Alencar, conselheiro do TCM.

Os petistas, mais uma vez, azucrinam a vida do governador Jaques Wagner, que não pode prescindir de uma composição política com poucas desavenças, sob pena de não se reeleger.

Essa insistência do PT pode até criar problemas para o presidente Lula, que tem a difícil missão de demover Ciro Gomes, que é do PSB, da sua legítima pretensão de disputar o Palácio do Planalto.

O comando nacional do PSB, presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, já começa a ficar irritado com os petistas da Bahia que, sorrateiramente, trabalham para defenestrar Lídice da chapa majoritária.

O PT, qualquer PT, deve abrir mão da disputa pelo Senado, facilitando o caminho da reeleição de Wagner. Em relação a CNB, que tem o deputado Geraldo Simões como ilustre integrante, que tire, o mais rápido possível, o ex-governador Waldir Pires desse imbróglio.

Nos bastidores do Palácio de Ondina, o comentário é de que o governador Jaques Wagner está irritadíssimo com o comportamento dos companheiros.

Enquanto a articulação política do governo joga água na fogueira da sucessão, os petistas jogam gasolina. É o PT versus PT.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

GEDDEL E A SUCESSÃO

Marco Wense

O pré-candidato do PMDB à sucessão do governador Jaques Wagner, o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), aparece na terceira posição em todas as pesquisas de intenção de votos.

Se a eleição fosse hoje, Geddel teria a metade dos votos de Paulo Souto (DEM) e Jaques Wagner (PT), tecnicamente empatados. A vantagem do democrata sobre o petista é de menos de dois pontos percentuais.

A polarização do processo eleitoral, com Souto e Wagner disputando voto a voto, seria uma treva para os peemedebistas, principalmente para o presidente estadual da legenda, o peemedebista-mor Lúcio Vieira Lima.

O PT acredita que o maior problema do geddelismo – espécie de carlismo disfarçado, segundo petistas provocadores – é uma inevitável debandada de prefeitos do PMDB para apoiar a reeleição do governador Jaques Wagner.

Se Geddel não crescer nas pesquisas, não mostrar que sua candidatura é eleitoralmente viável, que pode sair vitorioso, vai terminar sendo vítima do próprio pragmatismo do PMDB.

O ministro, em recente entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, deixa transparecer a sua falta de confiança na legenda: “O PMDB, infelizmente, tem tido o pouco salutar hábito de não se escravizar pelo resultado das urnas. O partido precisa ter posição clara. Se é governo ou  oposição”.

A declaração de Geddel é a prova inconteste de que o PMDB é politicamente instável. Não é confiável.  Suas lideranças – vereadores, prefeitos, governadores, deputados e senadores –, com as honrosas exceções, seguem a cartilha da conveniência e do interesse pessoal.

Sob o comando do bom médico Renato Costa, pré-candidato a deputado estadual e presidente do diretório municipal, os peemedebistas de Itabuna, obviamente os mais esperançosos, acreditam que a disputa no segundo turno será entre Geddel e Paulo Souto (DEM).

Os peemedebistas lembram que o então candidato a prefeito de Itabuna, Capitão José Nilton Azevedo, depois de ficar um bom tempo sem nenhuma perspectiva de vitória, foi eleito com mais de 12 mil votos na frente da petista Juçara Feitosa.

A modesta coluna aposta numa disputa acirrada entre Wagner e Souto, com o ministro Geddel fora do páreo. E aí cabe uma pertinente pergunta: Geddel, em um eventual segundo turno, ficaria com o petista ou o democrata?

O ex-presidente estadual do PT, Josias Gomes, pré-candidato a deputado federal, acha que o ministro Geddel Vieira Lima, em decorrência do presidente Lula, fica com Wagner.

Aliás, muita gente tem esse mesmo raciocínio de Josias. Não acredita que Geddel, depois de tudo que Lula fez, transformando-o em um “super-Geddel”, possa trair o presidente da República.

Mas uma outra declaração de Geddel, também no Estadão, não fecha a janela de um possível apoio a Paulo Souto e, muito menos, ao governador José Serra, pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo tucanato.

Depois de fazer rasgados elogios a Dilma Rousseff, Geddel deixa nas entrelinhas que não vai aceitar qualquer tipo de indiferença em relação a sua candidatura ao Palácio de Ondina.

E mais: além de exigir a presença de Dilma no palanque, ficará vigilante a qualquer gesto da pré-candidata do PT que possa ser interpretado como favorável ao projeto de reeleição do governador Jaques Wagner.

Geddel Vieira Lima diz: “Só terei posições alternativas se for hostilizado. Se perceber que a construção de um projeto político está condicionada às relações pessoais e não política”.

Para os bons entendedores bastam poucas palavras. No caso em tela, até os incautos percebem que nas “posições alternativas” do ministro está embutida a seguinte ameaça: o apoio do PMDB baiano a Paulo Souto em um eventual segundo turno.

Como a declaração do ministro Geddel Vieira Lima está no plural – “posições alternativas” –, ela pode ser estendida para o pré-candidato do PSDB à presidência da República, o tucano José Serra.

Se o PT quer o apoio do geddelismo no segundo round, seja na sucessão estadual ou presidencial, é melhor tratá-lo com mais carinho. A ponta afiada da estrela vermelha não pode tocar no ministro Geddel.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.






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