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:: ‘medicamentos’

MÉDICA ALERTA QUE HIPERTENSÃO ARTERIAL NO DIABÉTICO EXIGE CONTROLE MAIS RÍGIDO

Cuidados ajudam a reduzir riscos|| Foto Divulgação

A hipertensão arterial exige mais cuidados nas pessoas com diabetes porque a doença representa mais um fator de envelhecimento vascular, que predispõe a Acidente Vascular Cerebral (AVC), enfarte. Por isso, foram definidos novos parâmetros para a hipertensão no diabético – 13/8 – que deve ser mais baixo do que o padrão aceitável para a população em geral: 14/9, segundo a cardiologista Lucélia Magalhães.

Lucélia Magalhães, que integra a equipe do Centro de Atenção Especializada, da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), destaca que o tratamento da hipertensão, além dos medicamentos – é muito importante seguir a prescrição médica, quanto às doses e horários – passa também por cuidados na alimentação, que exigem ainda mais atenção nos diabéticos. A médica reforça que os cuidados devem ser redobrados.

ALIMENTAÇÃO POBRE EM GORDURAS

De acordo com a cardiologista, a alimentação deve ser pobre em sódio (sal) e gorduras. Lucélia Magalhães explica que o diabético tem mais possibilidade de desenvolver ateromas (placas de gordura) e rica em fibras. Ela ressalta que é muito importante também evitar os carboidratos simples (representado pelos açúcares). Estima-se que entre 30 a 40% dos diabéticos apresentam hipertensão arterial.

Os cuidados com a alimentação, segundo a especialista, são muito importantes para manter a glicemia sob controle, porque o diabetes descompensado aumenta o risco de complicações vasculares. E se o paciente é hipertenso, o risco é em dobro.

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BAHIAFARMA COMEÇA A FORNECER INSULINA PARA O SUS; EMPRESA COBRIRÁ 50% DA DEMANDA

Bahiafarma atenderá metade da demanda por insulina no SUS || Foto Tiago Décimo/Bahiafarma

A Bahiafarma começa a fornecer, nesta semana, insulinas para a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país. De acordo com o laboratório estadual, os primeiros lotes do medicamento usado para controle da diabetes devem chegar aos postos de saúde nos próximos dias. A Bahiafarma fornecerá 50% da demanda de insulinas Regular (R) e de ação prolongada (NPH) do SUS.

O procedimento marca a primeira etapa do processo de transferência de tecnologia que vai tornar o Brasil um dos poucos países a dominar o processo de fabricação de insulina, um dos medicamentos mais utilizados no mundo – e considerado estratégico pelo Ministério da Saúde.

A compra do medicamento, por parte do ministério, foi publicada no dia 16 deste mês, no Diário Oficial da União, concretizando a redistribuição dos projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) para produção de insulina no País, que havia sido definida por meio da Portaria número 551, publicada no DOU em 21 de fevereiro de 2017.

Para a produção das insulinas, a Bahiafarma tem como parceiro tecnológico o laboratório ucraniano Indar, dentro do regime de PDPs. “É uma empresa que atua exclusivamente em pesquisa e produção de insulinas há mais de 15 anos e é reconhecida por utilizar tecnologias inovadoras, além de realizar operações em diversos países”, ressalta o diretor presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias.

A PDP entre Bahiafarma e Indar prevê a instalação da fábrica de insulinas na Região Metropolitana de Salvador (RMS). “Uma fábrica de insulinas é uma unidade de alta tecnologia, que poucos laboratórios detêm, e estamos dando todos os passos para atingir a excelência na instalação desta unidade”, afirma o executivo, enfatizando que “a Indar tem todo o know-how para auxiliar-nos neste processo, que vai resultar na mudança de patamar da indústria farmacêutica no Norte-Nordeste brasileiro, com atração e formação de mão de obra altamente qualificada”.

FÁBRICA

O protocolo para a instalação da fábrica na Bahia foi assinada entre o governador Rui Costa, a presidente da Indar, Liubov Viktoriyna Vyshnevska, o secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, e Ronaldo Dias, em agosto do ano passado. “É um acordo bom para a saúde dos brasileiros e bom para a economia brasileira”, disse Rui, à época. “Com a fábrica, o Ministério da Saúde passa a fazer a aquisição [da insulina] por um preço muito menor, facilitando assim o acesso a esse medicamento para milhares de portadores de Diabetes.”

De acordo com pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, o número de brasileiros diagnosticados com Diabetes cresceu 61,8% entre 2006 e 2016, passando de 5,5% para 8,9% da população. Somente os portadores de Diabetes tipo 1, dependentes regulares de insulina, são mais de 600 mil brasileiros.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, no mundo, cerca de 10% dos adultos têm a doença. “A construção dessa fábrica fará história na saúde pública do Brasil”, avalia o secretário Fábio Vilas-Boas, ressaltando a possibilidade de ampliação do acesso à insulina pelo povo brasileiro.

Para Ronaldo Dias, a parceria internacional “concretiza a política do governador Rui Costa de promover a industrialização do Estado”, e amplia, ainda mais, a oportunidade de produtos que podem ser acessados pelo SUS. A previsão é que a planta industrial comece a operar em 40 meses. “Além disso, a unidade produtiva vai poder dar segurança de fornecimento e estabilidade de preços das insulinas ao sistema”. :: LEIA MAIS »

SUS INCORPORA NOVO MEDICAMENTO CONTRA O HIV

O Ministério da Saúde decidiu incorporar o medicamento darunavir 600mg – comprimidos revestidos como terapia antirretroviral oferecida para adultos com HIV, em tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria foi publicada hoje (17) no Diário Oficial da União.

O coeficiente de mortalidade por Aids caiu 13% nos últimos dez anos, passando de 6,4 mortes para cada 100 mil habitantes, em 2003, para 5,7 mortes, em 2013. A faixa onde a epidemia mais cresceu foi entre jovens de 15 a 24 anos.

No ano passado, a pasta incorporou novas formulações para pacientes com Aids, como o ritonavir 100 mg na apresentação termoestável e o tenofovir 300 mg composto com a lamivudina 300 mg em um único comprimido, o chamado dois em um.

Dados do governo indicam que, entre 2005 e 2013, o total de brasileiros com acesso ao tratamento antirretroviral mais que dobrou, passando de 165 mil para 400 mil. Atualmente, o SUS oferece 22 medicamentos para pacientes soropositivos. Desse total, 12 são produzidos no Brasil.

Desde os anos 1980, foram notificados 757 mil casos de Aids no Brasil. A epidemia no país é considerada estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos para cada 100 mil habitantes, o que representa cerca de 39 mil novos casos da doença todos os anos.

GOVERNO AUTORIZA REAJUSTE DE ATÉ 6,31% PARA MEDICAMENTOS

medicamentosResolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) publicada hoje (4) no Diário Oficial da União autoriza reajuste de até 6,31% nos preços dos remédios. As alterações valem para três grupos de medicamentos, definidos de acordo com o nível de participação de genéricos.

Na categoria com maior participação, onde os genéricos representam 20% ou mais do faturamento, o reajuste autorizado pode chegar ao teto de 6,31%. Para remédios com faturamento de genéricos entre 15% e 20%, o reajuste autorizado é de até 4,51%. Já entre medicamentos com menor participação de genéricos (faturamento menor que 15%), a Cmed autorizou um reajuste até 2,7%.

No ano passado, o reajuste autorizado pelo governo para medicamentos vendidos em todo o país chegou a 5,85%. Informações da Agência Brasil.

SANTA CASA TESTARÁ NOVOS MEDICAMENTOS EM PACIENTES

A Santa Casa de Misericórdia de Itabuna instalará um centro de pesquisa clínica, no qual pacientes serão submetidos a tratamento com drogas em fase final de testes, que ainda não entraram no comércio. De acordo com a instituição, esse tipo de experiência já ocorre em hospitais da Europa e Estados Unidos, e grandes centros médicos do Brasil, a exemplo dos hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein.

Em nota, a Santa Casa afirma que o serviço, a ser prestado em parceria com a Fundação Centro de Estudos Professor Edgard Santos (Funcepes), alcançará inicialmente os pacientes da oncologia, estando prevista expansão para outros serviços especializados. A adesão do paciente não é obrigatória, sendo necessário que ele se disponha a participar do estudo clínico, após ser informado pelo médico sobre todos os aspectos da experiência.

Os laboratórios interessados nos testes oferecem, em contrapartida, a cobertura das despesas com o tratamento do paciente.

 

JOVENS RECORREM A ESTIMULANTES SEXUAIS, MESMO SEM PRECISAR

Da Agência Brasil

Um levantamento feito com homens entre 25 e 35 anos atendidos pelo Centro de Referência em Saúde do Homem da capital paulista revelou que 20% dos pacientes utilizaram medicamentos para disfunção erétil sem prescrição médica. Foram consultados 300 homens durante o período de um mês.

“São jovens que acham que tomando a medicação vão virar super-homens, vão ter um aumento da potência. Mas, na verdade, não tem nada disso”, disse Cláudio Murta, coordenador da Urologia do centro.

Murta explicou que o uso dos estimulantes sem necessidade não faz diferença no desempenho sexual. “A medicação funciona apenas para quem tem problema. Para quem não tem, praticamente não faz efeito”, informou.

De acordo com o médico, além de não trazer benefícios, a utilização inadequada de estimulantes pode ocasionar efeitos colaterais como dor de cabeça, nariz entupido, rosto vermelho, diarreia, náusea, vômito e, em casos mais raros, pode provocar cegueira. “Para quem tem problemas cardíacos, pode levar até a morte”, alertou.

RELAÇÃO DE MEDICAMENTOS ESSENCIAIS

Profissionais e usuários do Sistema Único de Saúde agora têm o direito de opinar sobre a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume). A consulta pública atende a exigências do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, e a cesta de medicamentos é periodicamente atualizada.

Em Itabuna, os interessados em dar sugestões devem acessar o endereço eletrônico www.itabuna.ba.gov.br/remume. O resultado da consulta pública será analisado pela Comissão Municipal de Farmácia e Terapêutica, formada por farmaceuticos, médicos, odontólogos e enfermeiros.

ÀS VEZES, FALTA SENSIBILIDADE

O jovem Alexsandro Ferreira, 29, foi vítima de um acidente de trânsito em março do ano passado. Uma carreta invadiu a mão contrária e atingiu Alexsandro, que trafegava numa moto na BR-101. Uma das pernas foi amputada e ainda sofreu duas fraturas na outra. O acidente ocorreu próximo ao Hospital de Base, em Itabuna.

Há mais de um ano, Alexsandro convive com a (forte) dor, atenuada com o uso de medicamentos fortes. O jovem tenta, há quase oito meses, ter auxílio da Secretaria Municipal de Saúde para a aquisição de remédio. Por mês, calcula, o gasto é de R$ 746,00.

Para liberar os medicamentos, a diretora de assistência farmacêutica da prefeitura, Cristina Câmera, exigiu um laudo especial. Alexsandro teve de aguardar a sua consulta em Salvador (para onde vai a cada dois meses).

De posse do laudo, o entregou à diretora. Surpreendido foi com um novo pedido, exigência: teria que ir à capital baiana. Agora, a Secretaria de Saúde exigia uma autorização do médico de Alexsandro para uma possível substituição de medicamentos. A alegação é que o município não dispõe de recursos para o fornecimento mensal dos remédios.

Enquanto a burocracia impera, o jovem está acamado e com fortes dores há três dias. O medicamento acabou e falta-lhe dinheiro. O prefeito Capitão Azevedo e o secretário Antônio Vieira teriam autorizado o fornecimento dos remédios caríssimos, dentre eles o Lirica.

Alexsandro até acionou o Ministério Público Estadual para que o município fornecesse os medicamentos. Nada. Nem assim a prefeitura se sensibilizou. Aliás, a insensibilidade não é exclusiva da prefeitura, pois o jovem recorreu à Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Lá, também não obteve resposta positiva. E a dor só aumenta.

Se o caríssimo leitor puder ajudar Alexsandro, o telefone para contato é o (73) 8817-6393. Os medicamentos usados pelo jovem são o Lyrica, o Mytedom, o Bacoflen e Novalgina 1g. Cada caixa do Lirica, por exemplo, custa, em média R$ 86,00. Ele usa duas por mês.

VIAGRA MAIS BARATO

Dentro em breve, os brasileiros que sofrem de disfunção erétil terão acesso ao medicamento indicado por um preço 35% menor. Isto porque o Superior Tribunal de Justiça decidiu não estender o prazo de validade da patente do Viagra. O laboratório Pfizer, que detém o registro, divulgou nota informando que acata a decisão do STJ, embora argumente que a vallidade da patente é que assegura o retorno do capital investido no desenvolvimento do produto.

Em tempo, o Viagra custa cerca de R$ 60,00. O genérico será vendido a R$ 40,00.

SEM PERDER TEMPO

Foto sessão 09 de dezembro

A sessão decidiu pela convocação de Vieira, mas a coisa pode evoluir para uma CEI

Depois que a Câmara Municipal decidiu pela convocação do secretário da Saúde, Antônio Vieira, os vereadores Wenceslau Júnior e Roberto de Souza já cogitam a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI).

Além dos ‘cabeças’ Wenceslau e Roberto de Souza, os outros vereadores mantiveram a palavra: Ricardo Bacelar, Claudevane Leite e Gerson Nascimento também subscreveram o requerimento, que foi aprovado por unanimidade.

A intenção é, a partir dos indícios de irregularidades apontados em denúncia do ex-diretor do Centro de Controle de Zoonoses, Nailton Almeida, encaixar uma investigação de todas as mazelas da pasta – que não são poucas. Nailton abriu o verbo e mostrou cerca de 500 quilos de medicamentos escondidos no centro.

Por enquanto, garantia mesmo só da convocação do secretário. Ele terá que explicar, além das denúncias relativas aos medicamentos na zoonoses os índices de infestação predial do mosquito Aedes aegypit e a prestação do atendimento nos postos de saúde.

CONVOCAÇÃO DE VIEIRA GANHA APOIO; CÂMARA PODE ABRIR CEI

Medicamentos que deveriam ser doados à população foram descartados

Medicamentos que deveriam ser doados à população foram descartados

Aos poucos a Câmara Municipal vai se ‘animando’ com o caso dos remédios escondidos no canil. Já são cinco vereadores apoiando a convocação do secretário Antônio Vieira e do ex-diretor do Centro de Controle de Zoonoses, Nailton Almeida. Nailton foi quem denunciou que o centro era usado para esconder os medicamentos que perdiam a validade antes de serem disponibilizados à população.

Por enquanto, os simpáticos à convocação são Wenceslau Júnior, Roberto de Sousa, Vane, Gerson Nascimento e Ricardo Bacelar. Querem ‘acarear’ as duas figuras-chave do escândalo. O argumento é que os indícios de irregularidades com o dinheiro público são fortíssimos.

Mas não é só isso. Os vereadores estudam a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar não apenas esse caso, mas todas as denúncias contra a administração da saúde.

Em contato com o Pimenta, o vereador Wenceslau Júnior diz ter identificado que o mar de denúncias tem origem na atenção básica. “Seja contra os medicamentos vencidos, a deficiência no atendimento do Samu ou os problemas no Caps, a origem das deficiências é sempre a mesma – a atenção básica”.

SEM TRANSPORTE

Meia tonelada de medicamentos foi para o lixo.

Meia tonelada de medicamentos foi para o lixo.

Dois conselheiros de Saúde ouvidos pelo Pimenta lembram que, por duas ocasiões, a chefe da divisão de Assistência Farmacêutica da prefeitura de Itabuna, Cristina Câmera, culpou a falta de transporte pela falta de medicamento nas unidades de saúde.

O relato de Câmera foi feito em reuniões do Conselho Municipal de Saúde.

Meses depois, explodiu a denúncia de Nailton Almeida, ex-diretor do Centro de Controle de Zoonoses, dando conta de meia tonelada de remédios vencidos escondidos no CCZ (relembre a denúncia).

O ESCONDIDO SE REVELARÁ – OU “A MENTIRA TEM PERNAS CURTAS”

São cerca de meia tonelada de medicamentos. São remédios para as mais variadas moléstias. Lá, só não há para remédio para o descaso, para a brincadeira com o dinheiro público. É dengue? Tem Paracetamol. Tá de infecção? Tem antibiótico. Surtou? Vários faixas-pretas.

Todos vencidos. Todos escondidos, numa sala secreta do Centro de Zoonoses. Esses aí do vídeo são os que estão mais acessíveis. Tem ainda os do canil, um lugar que pra entrar, “o ‘cabôco’ tem que ter vó no inferno”, como diziam os antigos.

Todos muito bem escondidos dos olhos da população, que clamou por esses medicamentos, mas já não tem como utilizá-los, pois estão vencidos. Foram ordenados para uso em animais, o que também é proibido. A denúncia foi feita pelo chefe do local, Nailton Silva (leia aqui). Cabe agora a investigação.

“VIEIRA MANDOU ESCONDER MEDICAMENTOS VENCIDOS”, DIZ CHEFE DO ZOONOSES

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Nailton Silva Almeida, chefe da Divisão de Zoonoses da prefeitura de Itabuna, não agüentou o tranco. Depois de ser vítima de várias matérias e denúncias por não fazer o seu trabalho, já que os animais soltos pela rua se multiplicavam, ele decidiu deixar o polpudo salário para manter sua honra, segundo afirma ao Pimenta. Vai entregar o cargo nessa sexta-feira, 4.

Explica-se. Nailton, um dos muitos colaboradores da campanha de Azevedo, foi mandado para a Zoonoses, o que ele aceitou numa boa. Antes, no governo de Fernando Gomes, era chefe do Caps.

O problema foram os rumos – ou a falta de – que o governo adotou. “O governo não me deu respaldo algum. Nunca tivemos condições de fazer o trabalho, e só víamos nosso nome ser enxovalhado nas ruas, na imprensa”. Mas essa é apenas a parte ‘administrativa’ da história.

“O Centro de Zoonoses é um depósito de remédios vencidos, que a prefeitura não distribui à população. Contra a dengue, por exemplo, são muitos. Todos escondidos lá, a mando do secretário da Saúde, Antônio Vieira, e do chefe da Vigilância à Saúde, Florentino Filho”.

Muito mais, na entrevista a seguir.

O Pimenta, assim como parte da imprensa itabunense, denunciou várias vezes o seu trabalho. Os animais não eram retirados das ruas e até causaram acidentes. O que o senhor tem a dizer sobre isso?

Nós passamos quatro meses sem uma carroça e sem a Hilux [picape usada para puxar a carrocinha que recolhia os animais das ruas]. Nesse período, nem um detergente entrou no centro. Nada. Nosso freezer, que era usado para congelar os animais sacrificados antes de serem levados para o descarte no lixão, quebrou e não foi consertado.

Hoje, após a eutanásia, os bichos se decompõem lá mesmo, até a chegada do carro da Marquise, para fazer o recolhimento. Ou seja, nunca tivemos condições de fazer o trabalho.

DESPERDÍCIO: medicamentos que deveriam ser doados à população foram parar no centro de zoonoses

O senhor falou em eutanásia. Essa é a recomendação ou o sacrifício lá é feito por conta própria e indiscriminadamente?

Veja bem. Animais que estão com doenças transmissíveis ou em estado terminal, são sacrificados. Mas veja o que acontecia em Itabuna há até um mês, antes da chegada de uma veterinária, que está tratando dos animais. Todos os animais doentes recolhidos das ruas (cães e gatos, principalmente), eram sacrificados. Se chegasse lá com o pêlo caindo, recebia a injeção letal. Eram de 10 a 12 animais sacrificados ao dia.

Temos informações de que o canil e outras dependências do centro são totalmente insalubres. Como o senhor descreveria as condições de higiene e segurança do local onde esses animais são sacrificados ou mesmo onde eles ficam durante o tratamento?

São péssimas condições de trabalho. Péssimas. Funcionários trabalham sem proteção, sem luvas, sem máscaras. São condições insalubres, perigosas, mesmo.

São quantos funcionários?

Dois, que cuidam do canil, do gatil e do local onde ficavam os outros animais de grande porte.

“Se chegasse lá com o pêlo caindo, recebia a injeção letal. Eram de 10 a 12 animais sacrificados ao dia”

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E esses outros animais, onde estão sendo guardados agora?

Ah, agora a Settran pega nas ruas e leva para a Adei, ficam num cercadinho que fizeram lá. Eles estão dizendo que esses animais são levados para a Zoonoses. Não são. Quando ainda estão na Adei, a nossa veterinária vai lá, classifica, ferra e depois eles são levados para a fazenda de ‘Alvinho’ [Álvaro Catarino], coordenador do Samu.

Por que o trabalho do Zoonoses só aparecia em notícia ruim?

Tentei trabalhar e não tive apoio do secretário da Saúde, Antônio Vieira, nem do diretor da Vigilância Epidemiológica, Florentino Filho. Esse é um zero à esquerda.

“São medicamentos que eram para ser entregues à população nos postos de saúde, mas não são distribuídos”

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O senhor falou, antes da entrevista, que vários medicamentos que deveriam ser entregues à população, foram descartados no Centro de Zoonoses. Fale sobre esses medicamentos.

São medicamentos que eram para ser entregues à população nos postos de saúde, não são distribuídos, têm os prazos de validade vencidos e eles levam pra lá, para transformar em remédios para animais. Às vezes, até humanos tomam desses medicamentos, com prazos de validade vencidos.

Qual deveria ser a destinação desses medicamentos?

Deveriam ser incinerados.

E lá no centro tem incinerador?

Não tem incinerador nem teve autorização de ninguém para que… Mandaram só esconder esses medicamentos.

Esconder?

Esconder.

“Quem fiscaliza é a Vigilância Epidemiológica, que é quem encaminha os medicamentos pra lá”

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Vamos só fazer uma recapitulação. O senhor está falando que medicamentos, que são adquiridos por meio de convênios com o Ministério da Saúde, não são distribuídos à população e, quando ficam vencidos, o secretário da Saúde pede para que os escondam no centro de zoonoses.

Isso mesmo. Pede ao setor de Vigilância à Saúde, que fica a cargo de Florentino. Este, por sua vez, manda os medicamentos pra lá para que sejam escondidos. Vieira o manda e ele, por sua vez, nos manda esconder tudo.

Pelo que o senhor nos descreveu das condições do lugar, que não seria seguro nem agradável aos seres humanos, e não tem incinerador, esses medicamentos estariam, ao juízo dessas autoridades, num lugar perfeito para ficarem longe dos olhos da população e da imprensa.

Quem fiscaliza é a Vigilância Epidemiológica, que é quem encaminha os medicamentos pra lá. Nunca vai ter fiscalização, né?

O senhor está deixando um cargo que lhe garante uma boa remuneração. Por outro lado, o que se percebe é que isso ocorre depois que os animais começam a ser retirados da rua pela Settran…

Pois é. O secretário Wesley Melo virou o artista de cinema que manda na parada. Mas ele está com quatro motos, está com um Uno, com um carro-gaiola e com a polícia, na captura de animais. Aí, é muito bom. Nós não tínhamos nada disso. E o meu nome na imprensa era só levando porrada. E o secretário da Saúde nunca tomou paternidade de nada.

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E sua atitude então foi…

Minha atitude é pedir demissão do cargo. Porque eu não tenho condições de continuar, estou vendo meu nome ir pra rua como incompetente. Porque, se falar, vai ser posto fora. Você tem que ser desmoralizado, engolir isso, e depois vem o outro, que não tem nada a ver, para ir pra rua [fazer o trabalho]. Primeiro, o prefeito pediu que ele [o secretário Wesley Melo] me desse suporte. Só que o suporte era de transporte, carro e a carretazinha para pegar os animais. Agora, ele me dar aula de administração, não aceito.

Antes do centro de zoonoses, o que o senhor fazia?

Sou formado em Economia. Fiquei à frente do Caps, no governo de Fernando Gomes, por quatro anos. Também fui funcionário da Embasa, da Ceplac. No Caps, fiz um trabalho que todos lá reconhecem, porque eu tive apoio do governo, do secretário da Saúde. Mas, hoje, o secretário da Saúde não ajuda ninguém. O Florentino, que se diz doutor, é um bioquímico, que nunca foi doutor em lugar nenhum, é um zero à esquerda.

Pra resumir: renuncia ao cargo, ao salário de chefe de divisão, para manter a honra.

Para manter a honra. Pra mostrar que eu sou Nailton. Porque, se eu ficar nesse jogo de empurra, eu vou compactuar com ele e me tornar inoperante perante qualquer trabalho público. E eu não quero isso.

ALTA TRAIÇÃO OU TODOS PROTEGEM TODOS?

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O Paracetamol é utilizado para combate aos sintomas da dengue, como febre e dores

O Pimenta publica ainda hoje um material bombástico, que envolve desde negligência a omissão, passando pelo crime contra a saúde pública.

Uma dica: enquanto várias mortes foram registradas em Itabuna devido à epidemia da dengue este ano, milhares de medicamentos, como o Paracetamol, com validade vencida, estão escondidos em uma repartição municipal, com a recomendação expressa de um figurão, de que “ninguém pode ver isso”.

O Pimenta viu. Os medicamentos dessa caixa de Paracetamol (Acetamol) que aparece aí na foto ao lado, foram fabricados em 2007 e tiveram a validade vencida em outubro desse ano. Daqui a pouco, todos os detalhes.








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