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:: ‘meio ambiente’

ITABUNA: PROJETO DE ALUNOS DO CIOMF É SELECIONADO EM OLIMPÍADA DA FIOCRUZ

Colégio Ciomf, de Itabuna, teve projeto de estudantes selecionado pela Fiocruz || Foto Pimenta

Cinco projetos desenvolvidos em unidades da rede estadual de ensino estão entre os 35 trabalhos selecionados na etapa regional da 9ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), promovida pela Fiocruz. Em todo o Brasil, foram inscritos 1.228 trabalhos nas categorias Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências. A relação dos projetos selecionados foi divulgada nesta terça-feira (16).

Estudantes do Ensino Fundamental do Centro Integrado Oscar Marinho Falcão (Ciomf), em Itabuna, desenvolveram um trabalho de conscientização da comunidade escolar e do entorno da unidade. O projeto “Homem x Água. Atitudes negativas e corretivas: CIOMF cuidando das águas” levou os estudantes para as feiras livres da cidade para levar informação sobre desperdício e contaminação das águas.

A estudante Jhuly Borges Oliveira, 12, do 7º ano do Ensino Fundamental, aponta benefícios do projeto. “Aprendi durante todo o processo com meus colegas e com a comunidade que devemos colaborar com o nosso planeta. A água é a nossa vida”, concluiu a estudante. O projeto teve a orientação da professora Gracileide Silva Guimarães Sousa.

A professora Karine Brandão, do Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC), de Vitória da Conquista, desenvolveu, com estudantes do Ensino Médio, o projeto “Árvore Digital do Centro Juvenil de Ciência e Cultura”. “Fizemos um estudo das árvores localizadas no terreno da escola e colocamos QRCode em cada uma para que a comunidade escolar acesse, do celular, informações e curiosidades sobre elas”, afirmou a professora, que pretende ampliar o projeto para as outras escolas da Rede Estadual em Vitória da Conquista. O trabalho foi selecionado na categoria Produção de Textos. :: LEIA MAIS »

ASSAÍ OBTÉM LICENÇA PARA CONSTRUIR FILIAL EM ILHÉUS; LOJA DEVE GERAR 300 EMPREGOS

Assaí terá primeira filial no sul da Bahia em Ilhéus || Foto Divulgação

O Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) liberará, ainda nesta semana, autorização para que o Assaí Atacadista inicie as obras de construção da filial em Ilhéus. A diretora-geral do Inema, Márcia Cristina Lima, confirmou ao deputado estadual Rosemberg Pinto, nesta terça (29), que a Autorização de Supressão de Vegetação (ASV) será publicada ainda nesta semana, no Diário Oficial do Estado.

A informação foi repassada pela diretora-geral durante reunião com o parlamentar, na sede do Inema. O Assaí Atacadista poderá gerar cerca de 300 empregos e anunciou investimentos de R$ 40 milhões na filial ilheense. O Assaí pertence ao Grupo Pão de Açúcar e será construído na Rodovia Ilhéus-Olivença, zona sul do município.

Rosemberg Pinto recebeu a confirmação da licença em reunião com a diretora-geral do Inema

Rosemberg Pinto disse que se empenhou pela liberação do empreendimento. “Dialogamos com as partes responsáveis visando liberar as licenças necessárias para iniciar o mais rápido possível esta obra. Assim, vamos gerar empregos durante a construção do atacadista até a sua operação, além de atrair outras empresas para a região”, afirmou o parlamentar.

O Assaí Atacadista foi confirmada em Ilhéus em junho do ano passado (reveja aqui), durante as comemorações do aniversário da cidade. Desde o segundo semestre do ano passado, o empreendimento, que opera em sistema de vendas no atacado e no varejo (atacarejo), aguardava a autorização. Já a licença ambiental, foi liberada pelo município, após ajustamentos dos quais participou o Ministério Público Estadual. Atualizado às 11h50min.

Área onde será construída a filial do Assaí em Ilhéus, na zona sul

CABRUCA E CACAU CABRUCA, MELHOR SAÍDA PARA O RURAL SUL-BAIANO

Wallace Setenta || catongo70@gmail.com

 

O “novo preconizado” [repetindo a forma original de plantio] tinha agora como método predominante para sua expansão a “derruba total da mata nativa” para o plantio dos novos cacauais, mas numa perspectiva monocultural, produtivista e hierarquizada voltada unicamente para produção em escala [grandes volumes] visando apenas a exportação de bagas.  

 

Construímos o mundo em que vivemos durante as nossas vidas. Por sua vez, ele também nos constrói ao longo dessa viagem comum. Assim, se vivemos e nos comportamos de um modo que trona insatisfatória a nossa qualidade de vida, a responsabilidade cabe a nós. (Maturana, H. R.). 

A história das chamadas relações entre sociedade e natureza é, em todos os lugares habitados, a da substituição de um meio natural, dado a uma determinada sociedade, por um meio cada vez mais artificializado, isto é, sucessivamente instrumentalizado por essa mesma sociedade (Santos, M.). As modalidades dessas relações estabelecidas no sul da Bahia deram origem à CABRUCA, designação como é conhecido o Sistema Agrícola Tradicional Cabruca [SAT Cabruca], principiado e constituído há mais de 250 anos num ambiente natural de Mata Atlântica.

“Não foram os efeitos de braços estranhos, não o ouro de abastadas bolsas, não foi o amparo de governos fortes, mas a constância de modestos homens, a intrepidez do trabalhador patrício, cujo o único capital constituía nos seus braços, quem a fez triunfante”. (Bondar, G.)

Muitas outras denominações da Cabruca são habitualmente empregadas em função das especificidades locais onde se assentam: cabroca; cacau no brocado; brocado; cacau tradicional; cacau do jupará; cacau na mata; mata produtiva; agrossistema tradicional; cacau sob mata raleada, e mais recente como cacau cabruca ou como sistema agroflorestal tipo cabruca.

A evolução dinâmica desse processo de trabalho [cabruca] inovador, em permanente construção, continua sendo reinventado progressivamente frente às constantes mudanças nos contextos sociais e econômicos, técnicos e ambientais possibilitado pelo entrelaçamento harmônico em meio a cabruca [como processo trabalho]; o Bioma Mata Atlântica [meio natural]; e a sociedade local [como indutora e de forte conotação de conteúdo coletivo]. O conceito cabruca [conservação produtiva] concilia e viabiliza portanto as relações de produção, da “roça ao chocolate”, tendo como protagonista principal o produtor de cacau [como agente social] – sobre os ombros do qual a crise se avoluma.

Clique no “leia mais”, a seguir, para conferir o artigo na íntegra: :: LEIA MAIS »

MP-BA SOBRE AS EXONERAÇÕES DE NAZAL E GUSMÃO: “GRANDE SENTIMENTO DE PERDA”

Eduardo Sampaio (à esq.), da 11ª Promotoria, lamentou exonerações de Nazal e Gusmão

O Ministério Público Estadual (MP-BA) externou em nota pública “grande sentimento de perda amargado pela sociedade ilheense” com os pedidos de exoneração apresentados por José Nazal e Emílio Gusmão ontem (30). O vice-prefeito deixou o comando da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável e Gusmão saiu da Superintendência de Meio Ambiente de Ilhéus. A nota pública foi emitida neste feriado do Dia do Trabalhador pelo titular da 11ª Promotoria de Justiça de Ilhéus, Paulo Eduardo Sampaio Figueiredo.

A Promotoria deseja “que o atual governo tenha a felicidade em escolher substitutos à altura desses membros que deixam a Administração, frente aos complexos desafios que se apresentam na gestão da pasta urbanístico-ambiental, bem como seja mantida a continuidade das exitosas ações construídas ao longo desses dezesseis meses com o Ministério Público e demais parceiros ambientais, em prol do desenvolvimento sustentável de nosso Município”.

Nazal e Gusmão protocolaram pedidos de exoneração depois de enxergarem ações internas, do núcleo duro do governo, para travar o trabalho tanto do Planejamento como na área ambiental. O prefeito Mário Alexandre (Marão) também forçava a saída do vice-prefeito ao não recebê-lo por 70 dias, apesar Nazal ocupar a Secretaria de Planejamento. Abaixo, a íntegra da Nota Pública da 11ª Promotoria de Justiça de Ilhéus.

NOTA PÚBLICA

A 11ª Promotoria de Justiça de Ilhéus, por meio de seu membro titular, o Exm.º Sr. Paulo Eduardo Sampaio Figueiredo, vem externar seu grande sentimento de perda amargado pela sociedade ilheense com os pedidos de exoneração dos senhores José Nazal Pacheco Soub e Emílio Santos Gusmão dos cargos de Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável e Superintendente de Meio Ambiente de Ilhéus, respectivamente. Que o atual governo tenha a felicidade em escolher substitutos à altura desses membros que deixam a Administração, frente aos complexos desafios que se apresentam na gestão da pasta urbanístico-ambiental, bem como seja mantida a continuidade das exitosas ações construídas ao longo desses dezesseis meses com o Ministério Público e demais parceiros ambientais, em prol do desenvolvimento sustentável de nosso Município.

Ilhéus, 1º de maio de 2018.

PAULO EDUARDO SAMPAIO FIGUEIREDO
11º Promotor de Justiça de Ilhéus

O BELO – E GENEROSO – RIO ALMADA

Na localidade de Volta Grande, bela imagem do Rio Almada || Foto José Nazal

O Rio Almada abastece mais de 300 mil moradores no sul da Bahia. É água que chega a lares de municípios como Itajuípe, Uruçuca e Itabuna. Nasce em Almadina e encontra o mar em Ilhéus. Não importa o que o ser humano faça. Nem os obstáculos. O Almada segue o seu curso. Generoso. São dezenas de quilômetros gerando o sustento de milhares e imagens como a captada pela sensibilidade do fotógrafo José Nazal, um dos maiores conhecedores da alma dessa gente sul-baiana.

THIAGO GUEDES ASSUME INSTITUTO CABRUCA

Thiago Guedes assume o Instituto Cabruca || Foto Lucas França

O engenheiro agrônomo Thiago Guedes Viana tomou posse como novo presidente do Instituto Cabruca. A nomeação foi celebrada pela diretoria da entidade que avaliou o nome de Guedes para ocupar a presidência da instituição. O Instituto Cabruca completou 10 anos.

O novo presidente atua há nove anos no terceiro setor e se destaca na coordenação de programas e projetos de Sustentabilidade e Desenvolvimento Territorial. O novo gestor recebe a tarefa de modernizar e fortalecer as parcerias com instituições e buscar cooperações sinérgicas em meio ambiente e melhoria das condições de vida da população.

Ao tomar posse, Thiago Guedes ressaltou o compromisso em trabalhar “com responsabilidade, constância e desafio dinâmico diante do cenário atual”, onde emerge a pauta do desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento da região cacaueira. “Estamos planejando inúmeras estratégias para o desenvolvimento de novos talentos profissionais, startups, criação de aplicativos mobile na área ambiental e agropecuária, dentre outras propostas para os próximos anos”, assegurou Thiago.

UESC TEM QUATRO PROGRAMAS DE PÓS COM NOTA 5 NA AVALIAÇÃO DA CAPES/MEC

Uesc tem boa avaliação em cursos de pós-graduação

Uesc tem boa avaliação em cursos de pós-graduação|| Foto Jonildo Glória

Quatro programas de Pós-graduação da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) mantiveram ou aumentaram seus conceitos, atingindo 5 na avaliação feita pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação, referente ao período 2013 a 2016. Trata-se dos Programas de Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, Ecologia, Conservação da Biodiversidade, Zoologia e Genética e Biologia.

A avaliação do Sistema Nacional de pós-graduação é realizada periodicamente pela Capes, com a participação da comunidade acadêmico-científica, por meio de consultores num processo que assegura a qualidade dos cursos de mestrado e doutorado no país.

A avaliação quadrienal da qualidade acadêmica da pós-graduação, além de ser fundamental à manutenção do funcionamento dos programas, é um indicador de qualidade, embasando as políticas governamentais e institucionais para o crescimento qualitativo e quantitativo dos cursos.

Os cursos de pós-graduação da UESC obtiveram avanços nesta primeira etapa da avaliação, como por exemplo, os programas de Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, Ecologia e Conservação da Biodiversidade e Zoologia, que saíram do conceito 4 para o conceito 5. Outros cursos mantiveram o mesmo patamar de avaliação em relação à avaliação anterior, como o curso de Genética e Biologia Molecular, nível de mestrado e doutorado, que possui conceito 5.

Um dos diferenciais desta avaliação da Capes foi a reserva de um período para análise exclusiva dos mestrados profissionais. O Mestrado Profissional em Formação de Professores da Educação Básica foi avaliado com conceito 4 e os demais mestrados profissionais, vinculados à Universidade, obtiveram avaliações semelhantes aos períodos anteriores.

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MORADORES ENCONTRAM BALEIA JUBARTE MORTA EM UNA

Baleia Jubarte é encontrada em praia de Una.

Baleia Jubarte é encontrada morta em praia de Una|| Foto divulgação

Uma baleia Jubarte de cerca de 10 metros de comprimento foi encontrada morta por populares na segunda-feira (24), na Praia dos Lençóis,  no limite de Una com Ilhéus.

O Instituto Marola e o Projeto A-Mar informaram que a baleia era fêmea e apresentava ferimentos na região da mandíbula. O corpo do animal foi retirado do local nesta terça-feira (25) e a causa da morte só será conhecida após a conclusão da perícia feita pelo Projeto Baleia Jubarte.

COSTA DO BRASIL É VULNERÁVEL A MUDANÇAS CLIMÁTICAS, APONTA RELATÓRIO

Mar avança sobre a parte norte de Ilhéus (Imagem Vídeo Play Digitais/Agravo).

Mar avança sobre a parte norte de Ilhéus (Imagem Vídeo Play Digitais/Agravo).


O nível do mar na costa brasileira tende a aumentar nas próximas décadas. No Brasil, contudo, onde mais de 60% da população vive em cidades costeiras, não há um estudo integrado da vulnerabilidade dos municípios litorâneos a este e a outros impactos decorrentes das mudanças climáticas, como o aumento da frequência e da intensidade de chuvas.

Um estudo desse gênero possibilitaria estimar os danos sociais, econômicos e ambientais e elaborar um plano de ação com o intuito de implementar medidas adaptativas.

As conclusões são do relatório especial do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) sobre “Impacto, vulnerabilidade e adaptação das cidades costeiras brasileiras às mudanças climáticas”, lançado nesta segunda-feira (5) durante um evento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

A publicação tem apoio da Fapesp e parte dos estudos nos quais se baseia são resultado do Projeto Metrópole e de outros projetos apoiados pela Fundação no âmbito do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), financiado pela Fundação e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“A ideia do relatório foi mostrar o estado da arte sobre mudanças de clima e cidades costeiras, baseado em uma exaustiva revisão de publicações internacionais e nacionais sobre o tema, e também identificar lacunas no conhecimento para que os formuladores de políticas públicas e tomadores de decisão no Brasil possam propor e implementar medidas de adaptação”, disse José Marengo, coordenador-geral de pesquisa e desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e um dos autores e editores do relatório, à Agência Fapesp.

De acordo com dados do documento, entre 1901 e 2010 o nível médio do mar globalmente aumentou 19 centímetros – com variação entre 17 e 21 centímetros. Entre 1993 e 2010, a taxa de elevação correspondeu a mais de 3,2 milímetros (mm) por ano – com variação entre 2,8 e 3,6 mm por ano.

No Brasil também há uma tendência de aumento do nível do mar nas regiões costeiras com algum grau de incerteza porque não há registros históricos contínuos e confiáveis, ponderam os autores.

“Ainda não conseguimos detectar o aumento do nível do mar no Brasil por conta das poucas observações existentes e de estudos de modelagem para avaliar os impactos. Mas já identificamos por meio de estudos regionais diversas cidades de médio e grande porte que apresentam alta exposição à elevação do nível relativo do mar e já têm sofrido os impactos desse fenômeno, particularmente na forma de ressacas e inundações”, disse Marengo. :: LEIA MAIS »

ENCONTRO BAIANO DISCUTE SISTEMAS AGROSSILVICULTURAIS NA MATA ATLÂNTICA

Sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna (Foto Divulgação).

Sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna (Foto Divulgação).

Profissionais e pesquisadores internacionais e brasileiros de reconhecida competência na área agroflorestal, professores e estudantes de instituições de ensino superior e empresários e produtores rurais do Sul da Bahia e de outras regiões do país vão participar do III Encontro Baiano de Sistemas Agrossilviculturais (EBSAGS). O evento será de 5 e 9 de junho, na semana dedicada ao Meio Ambiente, cuja data transcorre dia 5.

Em eventos simultâneos como palestras, mesas-redondas, oficinas e Feira do Empreendedor, o Encontro ocorrerá no campus da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), em Itabuna, e no Centro de Treinamento da CEPLAC, no Km 22 da Rodovia Ilhéus-Itabuna.

Com previsão de reunir cerca de 1.000 participantes, a terceira edição do EBSAGS debaterá estratégias de incentivo ao agronegócio e à empresa rural e proporcionará a integração dos participantes com especialistas em sistemas silvipastoris. É, segundo os organizadores, a oportunidade de reunir a excelência acadêmica e realizar preleções e discussões sobre usos do recurso água e acerca da regularização ambiental das fazendas de cacau e agropastoris.

No momento, as atenções do mundo estão voltadas para as mudanças climáticas, suas consequências e a discussão de ações mitigadoras e a necessidade da conservação ambiental. Mas, desde o século XVIII, a Região Cacaueira se beneficia com sistemas agrossilviculturais, a partir do consórcio  de culturas agrícolas com espécies arbóreas.

O tradicional cultivo do cacau adotado é o sistema “cabruca” em que mudas são plantadas à sombra de árvores da mata atlântica, após esta ter sido submetida a um raleamento de seu sub-bosque. Isto acontece por causa do sombreamento do cacau, planta de cujas amêndoas beneficiadas se produz o chocolate, que vive nova onda de consumo e experimentação mundial, principalmente com massivo conteúdo de cacau e pouco açúcar na sua formulação.

CACAU-CABRUCA

Se o cacau-cabruca trouxe inúmeros benefícios ambientais, como a conservação do bioma Mata Atlântica, além da restauração de florestas e a recuperação de áreas degradadas no passado, atualmente tal sistema agroflorestal (SAF) garante o uso racional e eficiente da terra e a conservação de nascentes e corpos d’água.

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O RIO GRITA

Parte central de Itabuna com destaque para o Rio Cachoeira tomado pelas baronesas. A foto é de Robenilson Torres.

Parte central de Itabuna com destaque para o Rio Cachoeira tomado pelas baronesas. Também chamadas de aguapés, elas refletem o nível de poluição da água. Quanto mais poluído for o leito, maior será a presença de baronesas, que têm grande facilidade de proliferação. Esta é uma realidade que permeia não apenas o trecho itabunense do Rio. Desde os seus afluentes, o rio já surge gritando por cuidados. O problema surge rio acima e aqui se agrava. A foto é de Robenilson Torres.

CUIDADO COM BIOMAS BRASILEIROS É TEMA DE CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Campanha da Fraternidade deste ano foi lançada hoje (Foto Marcello Casal/ABr).

Campanha da Fraternidade deste ano foi lançada hoje (Foto Marcello Casal/ABr).

Da Agência Brasil

Com o tema Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu hoje (1º) a Campanha da Fraternidade 2017. Segundo a entidade, o objetivo da ação é dar ênfase à diversidade de cada bioma, promover relações respeitosas com a vida, o meio ambiente e a cultura dos povos que vivem nesses biomas.

“Este é, precisamente, um dos maiores desafios em todas as partes da terra, até porque as degradações do ambiente são sempre acompanhadas pelas injustiças sociais”, disse o papa Francisco, em mensagem ao Brasil. O papa destacou que o desafio global pela preservação, “pelo qual toda a humanidade passa”, exige o envolvimento de cada pessoa junto com a atuação da comunidade local. Para ele, os povos originários de cada bioma ou que tradicionalmente neles vivem oferecem um exemplo claro de como a convivência com a criação pode ser respeitosa.

“É necessário conhecer e aprender com esses povos e suas relações com a natureza. Assim, será possível encontrar um modelo de sustentabilidade que possa ser uma alternativa ao afã desenfreado pelo lucro que exaure os recursos naturais e agride a dignidade dos pobres”, argumentou o papa.

Para o arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, ninguém pode assistir passivamente à destruição de um bioma, por isso o assunto não pode ser deixado de lado pela Igreja. “Há muito a ser feito por cada um espontaneamente, como mudança no padrão de consumo, cuidados com a água e com o lixo doméstico, mas necessitamos de iniciativas comunitárias, que exigem a participação do Poder Público e ações efetivas dos governos”, disse. “Precisamos de um modelo econômico que não destrua os recursos naturais”, ressaltou.

VENDA DE TERRAS A ESTRANGEIROS

O lançamento da campanha, hoje em Brasília, contou com a presença do deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ), presidente da Frente Parlamentar Ambientalista. Ele pediu o apoio da CNBB à Frente em projetos em tramitação no Congresso Nacional, destacando, entre eles, o projeto que quer liberar a venda de terras a estrangeiros. “Essa compra não será para proteger a biodiversidade, mas para estimular a exploração predatória e a serviço do dinheiro”, disse.

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ARTIGO DE PROFESSORES DA UESC É CAPA DA REVISTA “ECOLOGY”

Deborah e José Carlos desenvolveram estudo sobre mata atlântica (Fotomontagem Pimenta).

Deborah e José Carlos desenvolveram estudo sobre mata atlântica (Fotomontagem Pimenta).

Um estudo desenvolvido pelos professores José Carlos Morante Filho e Deborah Faria, ambos doutores e membros do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), foi capa da Ecology, edição de dezembro. A publicação é das revistas mais prestigiadas na área de ecologia em todo o mundo. José Carlos e Deborah são pesquisadores do Laboratório de Ecologia Aplicada à Conservação (LEAC) da universidade pública sul-baiana.

O trabalho dos pesquisadores mostra, através da construção e teste de um complexo modelo de interações ecológicas, que o desmatamento da Mata Atlântica leva a um aumento no dano foliar causado por insetos”, opina a professora Fernanda Gaiotto. De acordo com os autores do estudo, esse efeito ocorre porque, quando uma determinada região é desmatada, a floresta que resta sofre profundas modificações em consequência da perda de árvores grandes e altas.

Os professores José Carlos Morante Filho e Deborah Faria assinalam que “em particular, a floresta se torna mais fina, mais baixa e mais rala, e este novo ambiente favorece a proliferação de populações de insetos herbívoros que consequentemente aumentam o consumo de plantas”. O trabalho mostra, com clareza, a maneira pela qual o desmatamento modifica determinados processos ecológicos que são importantes para o funcionamento das florestas tropicais.

Neste estudo, o aumento do dano foliar causado pelos insetos herbívoros pode ainda influenciar a regeneração das populações de plantas e de toda a floresta, uma vez que, para crescerem e reporem os adultos, estas plantas terão que vencer a pressão de consumo imposta pelos insetos.

Esta pesquisa foi desenvolvida dentro da Sisbiota, uma rede de pesquisa financiada pelo CNPq e coordenada pela doutora Deborah Faria, e contou com a colaboração de pesquisadores de universidades do México, Holanda e Alemanha.

São coautores do trabalho, publicado no volume 97 da revista Ecology , de 12 de Dezembro de 2016, nas páginas 3315 a 3325, os doutores Víctor Arroyo-Rodríguez, do Instituto de Investigaciones en Ecosistemas y Sustentabilidad, Universidad Nacional Autónoma de México, Morelia, Michoacán, México; Madelon Lohbeck, do Floresta Ecologia e Grupo de Gestão Florestal, Universidade de Wageningen, Países Baixos e Teja Tscharntke, do Agroecologia, Georg-August-Universidade de Göttingen, Alemanha.

BARONESAS NO CENÁRIO

Cenário da bela Baía do Pontal foi modificado pelas baronesas.

Cenário da bela Baía do Pontal foi modificado pelas baronesas.

A chuva dos últimos dias na região sul modificou o cenário de uma das mais belas paisagens de Ilhéus, a Baía do Pontal. Toneladas de baronesas foram levadas para a baía com a cheia do Rio Cachoeira. A chuva deu uma paradinha, porém o grande volume de água tem carreado ainda mais material orgânico para Ilhéus. Já em Itabuna, um grande tapete verde se formou na Ponte do Marabá, como quase sempre ocorre a cada cheia do rio que corta a cidade e desemboca no município vizinho. A foto é de Luiz Fernandes Ferreira.

ALUNO DA UESC É PREMIADO COM TRABALHO SOBRE PERDA DE CARBONO NA MATA ATLÂNTICA

Ramiris, à esquerda, teve trabalho premiado em evento internacional.

Ramiris, à esquerda, teve trabalho premiado em evento internacional.

Jonildo Glória

O estudante Ramiris Moraes, do doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Biodiversidade, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), teve seu trabalho premiado na primeira edição da School of Advanced Science on Nitrogen Cycling, em São Paulo. Em seu trabalho, Ramiris discutiu como a perda de floresta pode alterar a dinâmica de nutrientes na Mata Atlântica.

O pôster apresentado sugere que a porcentagem de floresta numa determinada área é um forte descritor das mudanças no estoque de carbono. O doutorando apontou que as áreas com elevado índice de desmatamento perderam aproximadamente 80% dos seus estoques de carbono, se comparadas com áreas mais conservadas.

O trabalho ainda alertou para a possibilidade de essa alteração afetar o carbono do solo, o que seria mais um fator de emissão de CO2 para a atmosfera. Durante o evento, foram apresentados 105 trabalhos de estudantes de vários países, dentre os quais apenas seis receberam o referido prêmio.

CARTA ESCRITA EM 2070 É DESTAQUE NO MOMENTO

Efigênia OliveiraEfigênia Oliveira | ambiente_educar@hotmail.com

 

A mensagem da Carta escrita no ano 2070 registra a precariedade da vida na Terra, pela escassez não somente de água, mas de oxigênio, elementos essenciais, em falta no ambiente, pela escassez, também, de árvores na paisagem terrestre.

 

A Carta escrita no ano 2070, publicada no ano 2002, na revista Crónicas de Los Tiempos, apresenta fortes características proféticas, realidade no Sudeste brasileiro, no Sul e Extremo sul da Bahia, regiões sem antecedentes de seca.

Sentindo a iminência da tragédia, o cronista externa sua aflição que aos desatentos parece besteira. Limitam-se, eles, a rotularem de ecochatos os que recomendam parcimônia no uso da água potável, ou de qualquer outro bem natural. Aqui, trechos da referida Carta antecipam as consequências da irresponsabilidade com o único líquido que cria e robustece todos os seres vivos do planeta:

“[…] Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA ÁGUA, só que ninguém ligava; pensávamos que a água jamais acabaria. […] Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados. […] Os cientistas investigam, mas não há solução possível. Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado por falta de árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações. […] Alterou-se a morfologia dos espermatozoides de muitos indivíduos, e como consequência, crianças nascem com insuficiências, mutações e deformações […]”. A Carta faz, pois, referências às consequências ora constatadas.

Fontes idôneas dão conta de que as regiões brasileiras perdem, todos os anos, milhões de toneladas de água, e que as chuvas escassas, provocam acentuados prejuízos no cenário socioeconômicoambiental nacional.  Aliás, os eventos climáticos têm ganhado contornos severos. Em alguns lugares, chuvas torrenciais interferem abruptamente na vida em suas dimensões; em outros, a seca aniquila impiedosamente todos os cantos.

O serviço de meteorologia promete chuva para o sul da Bahia, em imagem que anima a todos os afetados pela ausência dela. Tem sido assim. Logo começa forte ventania que desvia as nuvens carregadas, e no outro dia, céu de brigadeiro, sem chance de água para as tarefas domésticas e para umedecer a lavoura que adorna as feiras livres com alimentos diretos da agricultura familiar.

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HOTEL EM PORTO É ACIONADO POR DESRESPEITO A NORMAS AMBIENTAIS

Resort em Arraial D´Ajuda, Porto Seguro, é acionado pelo MPF (Foto Zarpo/Divulgação).

Resort em Arraial D´Ajuda, Porto Seguro, é acionado pelo MPF (Foto Zarpo/Divulgação).

O empreendimento turístico Arraial D’Ajuda Ecoresort, localizado no distrito de Arraial D’Ajuda, município de Porto Seguro, recebeu notificação do Ministério Público Federal na Bahia (MPF) em Eunápolis (BA) por não atender a normas ambientais.

A empresa, de acordo com o órgão, estaria despejando resíduos de sua estação de tratamento de esgoto em um rio de domínio da União, sem autorização da Agência Nacional de Águas.

O estabelecimento deve, no prazo de 90 dias, realizar as medidas necessárias a fim de adequar a sua estação de tratamento de esgoto às normas ambientais vigentes. Caso não acolha a recomendação do MPF, o Arraial D’Ajuda Ecoresort estará sujeito a medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.

A MENSAGEM DA ÁGUA E A OBSESSÃO DO MOSQUITO HOMICIDA

Efigênia OliveiraEfigênia Oliveira | ambiente_educar@hotmail.com

 

As populações, em tímida mobilização no combate ao inimigo, ávidas estão pelo consumismo, pelo uso das tecnologias, e pela competitividade em ritmo acelerado, mas desatentas estão à alta produção de resíduos expostos no meio ambiente.

 

O cientista japonês Masaru Emoto comprova por meio de minuciosos experimentos, que “a água está profundamente conectada à consciência individual e coletiva dos seres humanos, fornecendo uma nova luz à evolução humana”. Suas experiências dão conta de que a água submetida a palavras amenas ou grosseiras apresenta características próprias a essas situações.

Essa constatação sugere que patologias mentais, individuais e/ou coletivas, como a violência diversificada e exacerbada, emitida pelos humanos, estariam contaminando os mananciais. Não seria esta a causa de epidemias, como dengue, chicungunya, zika e outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, cujo suporte de reprodução é a água?

Verdade é que, em igual proporção ao recrudescimento dos distúrbios sociais – corrupção e outras inúmeras ferocidades humanas contra a própria espécie, nas últimas décadas, doenças provenientes do mau manuseio da água tem se proliferado e se tornado cada vez mais invasivas e resistentes.

Considere-se que um simples mosquito existe desde que o mundo é mundo, como elemento transmissor da malária, da febre amarela e de outras doenças, em muitos casos letais, mas passíveis de tratamento e cura. A preocupação com suas larvas, popularmente conhecidas como cabeças-de-prego, sempre houve. Nada mais do que isso, até elas se replicarem em batalhões de mosquitos que voam da água parada e limpa, prontos para o ataque.

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ITABUNA: SECA, ÁGUA SALGADA E INCONVENIÊNCIAS

Efigênia OliveiraEfigênia Oliveira | ambiente_educar@hotmail.com

Setembro passou, outubro e novembro/ já estamos em dezembro, meu Deus, o que é de nós? (…) Sem chuva na terra, descamba janeiro, depois fevereiro, o mesmo verão (…). Apela pra março que é o mês preferido/ do santo querido Senhor São José/ Mas nada de chuva, tá tudo sem jeito (…).

O lamento épico na voz do sanfoneiro Luís Gonzaga descreve exatamente a situação atual do sul da Bahia, cujo clima em nada se assemelha ao sertão nordestino. Em crise hídrica desde agosto de 2015, que registrou um inverno de poeiras de chuva, adentramos abril de 2016 sem sinais claros de que em breve mataremos a saudade de um banho de chuveiro com água insípida. Além do banho salgado e limitado, toalhas e roupas lavadas com essa água propiciam prejuízos, ao organismo humano, e aos outros organismos vivos.

Nesse cenário, Itabuna parece ser a cidade mais castigada de todas da região: falta d’água, violências várias, lixo jogado a esmo nas ruas, odor fétido por toda parte; ilhas de calor que concentram altas temperaturas, em decorrência de devastada cobertura vegetal na área urbana e entorno; concentração de gases nocivos à saúde e alta infestação de doenças provenientes do aedes.

Os rios da Bacia do Leste e bacias circunvizinhas, impossibilitados estão de matar a sede de ecossistemas e populações que vão do sul ao extremo sul do estado, todas elas atingidas pela seca persistente e atípica. Os municípios e suas respectivas sedes e comunidades regionais se encontram no mesmo problema, sem solução em curto prazo, mas estão livres da água salgada.

O dito aqui não é novidade, porém nada se diz do que passa a população ribeirinha do Almada, ao longo do trecho banhado pelas marés, até a estação de tratamento da Emasa em Castelo Novo. Não somente humanos, mas plantações, criações, fauna, flora e ictiofauna são afetadas pela água salgada que adentra o rio e afluentes, quase sem vida, atingindo severamente essas populações. Um tipo de invasão que lembra um pouco a tragédia de Mariana, uma vez que ambas as situações deveriam ter sido evitadas ou minimizadas.

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ITABUNA TERÁ SEMINÁRIO SOBRE DESAFIOS NA ÁREA DE SANEAMENTO

Cidade despeja mais de 80% de seu esgoto no Rio Cachoeira

Cidade despeja mais de 80% de seu esgoto no Rio Cachoeira

O Observatório de Saneamento da Bahia realiza no próximo dia 29, no auditório da FTC, o Seminário “Desafios e o futuro do saneamento básico em Itabuna”.  O evento acontece no momento em que a cidade enfrenta a pior crise de abastecimento de água de sua história, além da já conhecida falência de seu sistema de esgotamento sanitário.

O assunto será abordado pelo sociólogo Edson Aparecido da Silva, coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento, e pelo professor Luiz Roberto Morais, que possui extenso currículo na área de engenharia sanitária e ambiental

O seminário começa às 18 horas e será aberto ao público. Apoiam a iniciativa o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado (Sindae), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU).

O Observatório de Saneamento foi criado pelo grupo de pesquisa em Saneamento e Saúde Ambiental do Mestrado em Meio Ambiente, Águas e Saneamento da Universidade Federal da Bahia (Ufba). O objetivo é promover articulação e ação conjunta para defender a garantia do direito ao saneamento básico de qualidade para todos.

CACHOEIRA DE ESGOTO

No detalhe, é possível perceber melhor o vazamento que cai direto no Rio Cachoeira (foto Pimenta)

A Emasa precisa tomar alguma providência para acaba com um vazamento na tubulação que leva esgoto da estação elevatória situada próximo ao Príncipe Hotel até a estação de tratamento do bairro São Judas.

O cano está danificado há um bom tempo e a Emasa tem conhecimento do problema. O mais grave é que os dejetos caem diretamente no Rio Cachoeira, cada vez mais poluído e quase morto no trecho que corta Itabuna.

O PIMENTA entrou em contato com a assessoria da empresa, mas não havia informações sobre essa situação. O setor se comprometeu a buscar esclarecimentos com técnicos da Emasa.

TIMIDEZ NA PEDALADA PELADA BAIANA

Bom comportamento na Pedalada Pelada de Salvador (foto divulgada nas redes sociais)

Bom comportamento na Pedalada Pelada de Salvador (foto divulgada nas redes sociais)

Em junho de 2004, ciclistas de várias partes do mundo saíram às ruas para chamar a atenção sobre os danos causados pelo uso de veículos movidos a combustíveis fósseis, além de pedir mais respeito e civilidade no trânsito. Para não passar despercebidos, eles pedalaram sem roupa, daí o nome do movimento: “pedalada pelada”.

Ontem, após quase 12 anos de seu lançamento mundial, a Pedalada Pelada teve sua versão na capital baiana, mas, quem diria, de uma maneira um tanto tímida. Enquanto na Austrália, Estados Unidos e até na Rússia os ciclistas vão às ruas com tudo de fora, na quente, animada e supostamente desinibida Salvador a maioria optou por um nudes parcial.

Não se sabe se foi medo de chocar a sociedade ou ser enquadrado no crime de ato obsceno, o fato é que poucos participantes radicalizaram e a manifestação “pecou” pelo bom comportamento… Logo na Bahia!

Pode-se dizer que todo mundo fica tímido da primeira vez, mas de qualquer maneira o recado foi dado.






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