Fiscalização encontra crianças trabalhando em bares e lavando carros em Porto Seguro || Foto Divulgação
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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT), concluiu na segunda-feira (10), uma operação de combate ao trabalho infantil no extremo-sul da Bahia. A operação resultou no afastamento de 168 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Os fiscais identificaram as vítimas em Porto Seguro e Santa Cruz de Cabrália.

As fiscalizações ocorreram em feiras livres, comércio ambulante e estabelecimentos do setor de turismo, como bares, barracas de praia, restaurantes e hotéis. Durante a operação, foram identificadas crianças e adolescentes trabalhando em atividades, algumas das quais são classificadas como Piores Formas de Trabalho Infantil.

De acordo com a coordenadora da operação, a auditora-fiscal do Trabalho Paula Neves, o trabalho infantil está presente em diversas áreas do turismo em Porto Seguro. Foram constatados casos de crianças e adolescentes desempenhando atividades prejudiciais à saúde e ao desenvolvimento deles, tanto em pontos turísticos quanto em estabelecimentos ligados ao setor, além das feiras livres.

PRAIAS

A fiscalização constatou que, sob o sol escaldante, muitas crianças e adolescentes estavam trabalhando nas praias de Porto Seguro. Durante a operação, os auditores fiscais entrevistaram um adolescente de 16 anos que vendia coco todos os dias na Praia de Taperapuã.

Quando questionado sobre o que ele gostaria de ser quando adulto, ele respondeu: “Eu quero um trabalho bom. Desde que seja um trabalho confortável. Trabalhar na praia não é confortável. Quando chove a gente tem prejuízo. Trabalho com sol o dia todo”. Essa é a realidade de dezenas de crianças e adolescentes nas praias de Porto Seguro, enfrentando condições de trabalho precárias e desgastantes, segundo o MTE.

A fiscalização identificou que na Passarela do Descobrimento, um dos pontos turísticos mais visitados de Porto Seguro — crianças e adolescentes, com idades a partir de 9 anos, estavam trabalhando tanto no comércio ambulante quanto em pequenos estabelecimentos e barracas improvisadas.

Uma adolescente de 13 anos relatou que trabalhava até 1 hora da manhã vendendo lanches e que possuía seus próprios clientes, que insistiam em ser atendidos apenas por ela.

A SITUAÇÃO EM TRANCOSO E ARRAIAL D’AJUDA

Durante a operação, diversos adolescentes foram encontrados em atividades proibidas para sua faixa etária, como auxiliares de cozinha ou ajudantes de garçom, expondo-se a riscos como fogo, instrumentos perfurocortantes e venda de bebidas alcoólicas. Esses jovens estavam em barracas de praia, bares, restaurantes e hotéis nas praias de Arraial d’Ajuda, Trancoso, Coroa Vermelha e Taperapuã.

No famoso Quadrado de Trancoso, um dos destinos turísticos mais populares, foi identificado um adolescente trabalhando como auxiliar de cozinha. Durante a entrevista, ele revelou que havia deixado sua casa aos 14 anos para trabalhar em Porto Seguro. Abandonou os estudos no 7º ano e, embora vivesse de favor, sem um local fixo para dormir e se alimentar, passava o restante do dia nas ruas, trabalhando.

BAIANÃO

Durante a fiscalização, a maior concentração de trabalho infantil foi encontrada na Feira do Baianão, onde crianças e adolescentes a partir de 11 anos estavam envolvidos na venda e no transporte de mercadorias.

No carregamento de produtos, esses jovens competiam com carregadores adultos, muitos deles empurrando pesados carros de mão, o que representava um sério risco de deformidades ósseas e lesões na coluna, podendo comprometer seu crescimento e desenvolvimento ao longo da vida.

Na Feira do Baianão, enquanto o auditor-fiscal do Trabalho Antônio Inocêncio entrevistava um adolescente que trabalhava como carregador, o jovem revelou em voz alta que cobrava 7 reais pelo transporte. Após a entrevista, uma senhora se aproximou e fez uma proposta: “- Pago 4 reais e mais um pastel. Aceita levar minhas compras?”.

DEFASAGEM ESCOLAR

Durante a Operação do Grupo Móvel de Trabalho Infantil (GMTI), muitos dos adolescentes apresentaram defasagem escolar ou haviam abandonado a escola. Um dos jovens, de 16 anos, encontrado em uma atividade considerada nas Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP), relatou que parou de estudar no 7º ano porque trabalhava de domingo a domingo, das 8h às 17h, e não conseguia ir à escola após um longo dia de trabalho na praia.

Durante as fiscalizações, ao identificar a exploração do trabalho infantil, os auditores-fiscais do Trabalho determinaram o afastamento imediato das crianças e adolescentes com menos de 16 anos. Para os adolescentes de 16 e 17 anos, foi determinada a mudança de função, de modo que pudessem continuar empregados, mas em atividades permitidas para sua faixa etária, sem riscos ocupacionais ou danos à sua saúde e ao seu desenvolvimento.

Todos os trabalhadores infantis que tiveram seus contratos rescindidos receberão das empresas os pagamentos das verbas rescisórias devidas. Além disso, os empregadores que foram flagrados com trabalho infantil foram notificados e serão autuados pela fiscalização.

No caso do trabalho infantil em feiras livres, o município de Porto Seguro foi notificado pela Auditoria Fiscal do Trabalho e orientado a tomar as providências necessárias para prevenir e erradicar o trabalho infantil nesses espaços públicos.

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carteiradetrabalhoDados divulgados nesta quarta-feira, 21, pelo Ministério do Trabalho, Emprego e Renda sinalizam para retração da atividade econômica e, consequentemente, queda nos níveis de emprego formal nas duas principais cidades sul-baianas. Os números são relativos ao período de janeiro a julho de 2013.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Itabuna apresentou no período um saldo negativo de 568 postos de trabalho, no balanço entre admissões e desligamentos.  Também considerados os sete primeiros meses do ano, Ilhéus registrou 287 demissões a mais que o número de contratos de empregados com carteira assinada.

O Caged aponta que o setor de serviços continua como forte gerador de empregos formais em Itabuna, com saldo positivo de 162 vagas no período apurado. Já a indústria teve saldo negativo de 399 postos de trabalho.

Em Ilhéus, o melhor saldo foi na construção civil, com balanço favorável de 82 vagas. Já o comércio ficou devendo, com 157 desligamentos a mais que o número de admissões.

A Bahia foi o estado com o sexto melhor saldo na aferição do Caged entre janeiro e julho deste ano. Houve 67.856 contratações e 64.576 desligamentos, registrando-se saldo positivo de 3.280.

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Trabalhadores foram resgatados na quarta à noite em alojamento no Ifba (Divulgação).
Trabalhadores foram resgatados na quarta à noite em alojamento no Ifba (Divulgação).

Auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e uma procuradora-geral do Trabalho resgataram cinco operários alojados em condições subumanas no Ifba de Ilhéus.
Conforme relatório, os operários foram encontrados em um barraco sem água potável, iluminação e ventilação adequada. Também eram obrigados a dormirem no chão e não possuíam local para “realizar, preparar e armazenar as refeições”.
Os trabalhadores, conforme os fiscais e a procuradora do Trabalho, estavam em um alojamento que “sequer tinha porta nos fundos e os trabalhadores dormiam em vigília, com receio da entrada de animais peçonhentos e de estranhos”.
O resgate ocorreu na quarta-feira à noite e foi divulgado pelos dois órgãos nesta sexta, 26. Os operários foram contratados para trabalhar na construção de um ginásio poliesportivo na instituição federal de ensino localizada no quilômetro 13 da rodovia Ilhéus-Itabuna.
Na fiscalização, os auditores Eferson Gomes, Julio Silveira, Ronaldo Trindade e Gerson Pina tiveram o suporte da procuradora do Trabalho Claudia Soares, do Ministério Público do Trabalho em Itabuna. Os cinco operários foram encaminhados à Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Ilhéus.
Claudia Soares considerou “inconcebível que uma empresa  que participe de uma licitação pública desenvolva sua atividade econômica e execute uma obra pública em detrimento da dignidade do cidadão-trabalhador”. O PIMENTA entrou em contato com a assessoria do Ministério Público do Trabalho, mas o nome da construtora somente será fornecido após a notificação, prevista para até a próxima segunda, 29.
Encontrados em condições análogas a de trabalho escravo, os operários tiveram os contratos rescindidos indiretamente. A empresa, segundo a MPT, terá que indenizar cada trabalhador resgatado, “a título de dano moral individual”.

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carteira(1)Da Agência Brasil
Foram gerados 28,9 mil postos de emprego com carteira assinada no primeiro mês de 2013, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (22) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número resulta da diferença entre 1.794.272 admissões e 1.765.372 demissões, e foi o saldo mais baixo para o mês desde 2009, ano da crise financeira internacional.
Em janeiro de 2009, foram fechadas 101,7 mil vagas; no mesmo mês de 2010, foram abertas 181,4 mil; e em 2011, abertura de 152 mil postos de trabalho. Em igual mês de 2012, foram criados 118,8 mil postos – cerca de quatro vezes mais em comparação a janeiro deste ano. A média para a criação de vagas no período, desde 2003, é 93,7 mil.
O saldo de janeiro foi influenciado pelo mau desempenho do comércio, que fechou cerca de 67,4 mil postos – o menor resultado desde o início da série histórica, em 1992. A indústria, em contraponto, criou mais de 43,3 mil vagas, o que contribuiu para o balanço do mês ser positivo. O resultado da indústria foi o quarto mais alto desde o começo da série.
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Da Agência Brasil

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) registrou 1.624.306 admissões em postos de trabalho formal no mês passado, enquanto as demissões somaram 1.578.211 no mesmo período. Houve saldo de 46.195 novos empregos, equivalente a uma evolução de 0,12% em relação ao estoque do mês de outubro.

Os números foram divulgados hoje (18) pelo MTE, na internet, e mostram que a oferta continua positiva. No acumulado do ano foram abertos 1.771.576 postos de trabalho, com expansão de 4,67% no nível de emprego, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que abrange trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos dos três níveis de governo.

Dados do Caged apontam que o comércio foi o setor com melhor desempenho em novembro, ao oferecer 109.617 vagas, ou 1,27% a mais que no mês anterior, seguido pelo setor de serviços, com 41.538 postos de trabalho, ou 0,26% a mais que em outubro. Os dois setores foram favorecidos pelo aquecimento das compras e atividades festivas do final do ano.

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Alguém que já sentiu na pele as dificuldades de uma recolocação no mercado de trabalho, ainda mais depois dos 40 anos de idade, deve conhecer bem a emoção demonstrada pelo operário Carlos Nascimento. Ele é o principal personagem de uma campanha publicitária do governo baiano sobre a geração recorde de empregos em janeiro.

O estado, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, órgão do Ministério do Trabalho e Emprego, gerou 78,4% dos empregos do nordeste no primeiro mês de 2010, o equivalente a 8% de todos os empregos gerados no Brasil em janeiro.

Em vez da frieza dos números (pujantes, diga-se de passagem!), a agência de publicidade Leiaute, responsável pela conta da Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), foi atrás da emoção de quem conseguiu uma colocação no mercado.

A colheita resultou nesse depoimento de seu Carlos (que você pode conferir no vídeo abaixo). É mais um daqueles trabalhos que rendem para o cliente (tá satisfeito, Galego?) e geram prêmios para quem produz. E viva a propaganda baiana.

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Contrariando as estatísticas regionais e baiana, Itabuna registrou saldo zero na geração de empregos no primeiro mês do ano. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a economia local contratou 823 trabalhadores com carteira assinada em janeiro, exatamente igual ao número de demitidos.

Os setores de agropecuária e serviços são os responsáveis diretos pelo índice zero de emprego: ambos demitiram mais que contrataram. Cada um eliminou 19 vagas.

A boa notícia é que o setor de construção civil voltou a empregar, com a criação de 28 novas vagas. O comércio abriu outras 11 (resultado da admissão de 256 comerciários ante 245 demitidos).

ILHÉUS TEM SALDO POSITIVO

O cenário foi um pouco diferente em Ilhéus, onde o conjunto da economia gerou 194 novas vagas. Os setores de comércio (53 novos postos), administração pública (54) e de serviço (67 novas vagas) puxaram o saldo para cima.

Apenas as áreas de agropecuária (-13) e construção civil (-10) cortaram vagas no mês passado. No mês passado, foram contratados 683 trabalhadores com carteira assinada e outros 489 foram demitidos em Ilhéus, informa o Ministério do Trabalho e Emprego.

Em janeiro, a Bahia gerou 14.424 novos empregos. A construção civil e o setor de serviços lideraram as estatísticas com a abertura de 4.029 e 3.972 postos de trabalho, respectivamente.

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Itabuna registra queda no emprego em dezembro.
Itabuna registra queda no emprego em dezembro.

A indústria puxou para baixo os indicadores do emprego em Itabuna no último mês de 2009. Levantamento do Pimenta no site do Ministério do Trabalho e Emprego revela que o setor cortou 266 vagas em dezembro, quando contratou 43 trabalhadores e demitiu 314.

Setor que liderou as contratações até meados de 2009, a construção civil fechou o mês de dezembro no vermelho, quando contratou 18 operários e demitiu 59. Quem ‘salvou’ o mês foram os setores de serviços e comércio. Ambos, geraram 41 novas vagas, juntos.

Quando computados todos os setores da economia, o saldo de empregos em dezembro foi negativo, com o corte de 266 postos de trabalho. Apesar do mês “vermelho”, o município fechou 2009 com um saldo de 1.079 novos empregos, puxados pelos setores de serviço e construção civil.

ILHÉUS GERA 255 EMPREGOS

A vizinha Ilhéus caminhou em ritmo contrário ao de Itabuna e registrou abertura de 225 novas vagas no mercado de trabalho no mês passado. Em 2009, a cidade abriu 513 novos postos.

O bom resultado em dezembro teve como principais responsáveis os setores de comércio, serviços e construção civil. Juntos, geraram 259 novos empregos.

Apenas a agropecuária ‘cortou cabeças’, cepando 26 vagas. Quando avaliados todos os setores da economia, foram contratados 734 trabalhadores e demitidos 479 trabalhadores no mês passado.