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:: ‘mudanças climáticas’

HÁBITOS E IMPACTOS SOBRE O MEIO AMBIENTE

Rosivaldo Pinheiro || rpmvida@yahoo.com.br

 

 

Kofi Annan passou parte de sua vida repetindo que padrões insustentáveis de produção e consumo e mudanças climáticas são problemas centrais da humanidade. Deixar essa discussão para depois foi um dos maiores erros cometidos por todos.

 

O mundo vive uma constante busca por consumo, os países vivem escravos de um modelo de produção que tem no Produto Interno Bruto (PIB) a principal variável para avaliação do crescimento e, portanto do padrão de vida da população. Essa visão não considera a taxa de concentração de renda nem outras variáveis que evidenciam o nível de qualidade de vida da população de forma mais estratificada.

Vivemos sob a lógica do agronegócio – “agro é tudo!”. Mas nossa maior produção de alimentos advém da agricultura familiar. São necessárias políticas públicas que estimulem a vida no campo, permitindo fixação e qualidade de vida para esse importante contingente, responsável por abastecer diuturnamente as nossas mesas.

A morte de abelhas, por exemplo, é um claro demonstrativo de que precisamos mudar métodos, conteúdo e forma do modelo agroexportador na direção de um comportamento mais humanista, conforme defende o setor agroecológico. Somente em três meses desse ano no Brasil, foram encontradas mortas 500 milhões de abelhas – e isso em apenas quatro estados – Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul (Exame, 16/03/19).

A mudança se faz urgente para garantir sustentabilidade, inclusive a do próprio agronegócio. A morte desses insetos nos coloca em alerta, dada a importância deles para a produção e para o equilíbrio da vida humana, face o importantíssimo papel que cumprem para o equilíbrio ambiental.

Diante dessas percepções, vem avançando no mundo a opção pelo consumo de alimentos saudáveis e socialmente justos – o crescimento é de 20% ao ano. Nessa opção, busca-se a aplicação de práticas socioambientais com vistas à eliminação das compensações químicas e dos experimentos laboratoriais de resistência a pragas e aumento da escala de produção.

Kofi Annan passou parte de sua vida repetindo que padrões insustentáveis de produção e consumo e mudanças climáticas são problemas centrais da humanidade. Deixar essa discussão para depois foi um dos maiores erros cometidos por todos. Num ritmo de vida cada vez mais fugaz, faz-se necessário termos consciência de que a mudança que queremos no mundo começará quando incorporarmos dentro de cada um de nós um novo modelo de hábitos que melhore os impactos sobre o meio ambiente. E não será possível obtermos esse resultado sem mudarmos o nosso padrão de consumo e mentalidade.

Rosivaldo Pinheiro é ex-secretário de Agricultura, Indústria e Comércio de Itabuna, economista e especialista em Planejamento de Cidades (Uesc).

COSTA DO BRASIL É VULNERÁVEL A MUDANÇAS CLIMÁTICAS, APONTA RELATÓRIO

Mar avança sobre a parte norte de Ilhéus (Imagem Vídeo Play Digitais/Agravo).

Mar avança sobre a parte norte de Ilhéus (Imagem Vídeo Play Digitais/Agravo).


O nível do mar na costa brasileira tende a aumentar nas próximas décadas. No Brasil, contudo, onde mais de 60% da população vive em cidades costeiras, não há um estudo integrado da vulnerabilidade dos municípios litorâneos a este e a outros impactos decorrentes das mudanças climáticas, como o aumento da frequência e da intensidade de chuvas.

Um estudo desse gênero possibilitaria estimar os danos sociais, econômicos e ambientais e elaborar um plano de ação com o intuito de implementar medidas adaptativas.

As conclusões são do relatório especial do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) sobre “Impacto, vulnerabilidade e adaptação das cidades costeiras brasileiras às mudanças climáticas”, lançado nesta segunda-feira (5) durante um evento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

A publicação tem apoio da Fapesp e parte dos estudos nos quais se baseia são resultado do Projeto Metrópole e de outros projetos apoiados pela Fundação no âmbito do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), financiado pela Fundação e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“A ideia do relatório foi mostrar o estado da arte sobre mudanças de clima e cidades costeiras, baseado em uma exaustiva revisão de publicações internacionais e nacionais sobre o tema, e também identificar lacunas no conhecimento para que os formuladores de políticas públicas e tomadores de decisão no Brasil possam propor e implementar medidas de adaptação”, disse José Marengo, coordenador-geral de pesquisa e desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e um dos autores e editores do relatório, à Agência Fapesp.

De acordo com dados do documento, entre 1901 e 2010 o nível médio do mar globalmente aumentou 19 centímetros – com variação entre 17 e 21 centímetros. Entre 1993 e 2010, a taxa de elevação correspondeu a mais de 3,2 milímetros (mm) por ano – com variação entre 2,8 e 3,6 mm por ano.

No Brasil também há uma tendência de aumento do nível do mar nas regiões costeiras com algum grau de incerteza porque não há registros históricos contínuos e confiáveis, ponderam os autores.

“Ainda não conseguimos detectar o aumento do nível do mar no Brasil por conta das poucas observações existentes e de estudos de modelagem para avaliar os impactos. Mas já identificamos por meio de estudos regionais diversas cidades de médio e grande porte que apresentam alta exposição à elevação do nível relativo do mar e já têm sofrido os impactos desse fenômeno, particularmente na forma de ressacas e inundações”, disse Marengo. :: LEIA MAIS »

VAZAMENTO DE ENCÍCLICA CONTRARIA O PAPA

A primeira encíclica do papa Francisco sobre as mudanças climáticas foi divulgada nessa segunda-feira (15) pela revista italiana L’Espresso, o que motivou reação negativa do Vaticano.

Na versão divulgada do documento, a qual o Vaticano diz não ser o texto final, Francisco apela à humanidade para que mude o estilo de vida e o consumo de energia, sob pena de graves consequências. A divulgação oficial está marcada para quinta-feira (18).

Entre estes resultados, está uma “destruição inédita do ecossistema” até o final deste século que, de acordo com o papa, “vai ter consequências graves para todos”.

Ainda segundo o que foi revelado, Francisco diz que as alterações climáticas são um problema provocado principalmente pelo homem.

O jornal britânico The Guardian informou que o Vaticano solicitou aos jornalistas que não divulgassem os detalhes do documento, argumentando que não era a versão final e classificando o vazamento de informação como “um ato de sabotagem contra o papa”.








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