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:: ‘Nelson Pelegrino’

FIGURINHA REPETIDA

claudio_rodriguesCláudio Rodrigues | [email protected]

 

A depender do empenho e obsessão do nosso mandatário, Salvador poderá ter dois centros de convenções, enquanto Feira de Santana e Itabuna ficarão com seus elefantes brancos como símbolos da incompetência.

 

A determinação do governador Rui Costa em construir um novo Centro de Convenções na capital baiana, previsto para ser implantado na Península de Itapagipe, na Cidade Baixa, tem sido motivo de questionamentos por diversos representantes do setor turístico. Salvador já possui um Centro de Convenções no bairro Stiep, que sempre atendeu as demandas do mercado, o equipamento vem passando por reformas que se arrastam há quase um ano, o que gerou um manifesto de protestos do Conselho Baiano de Turismo (CBTur) e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia (ABIH-BA).

Um dos argumentos apresentados pelo secretário do Turismo, Nelson Pelegrino, é que o atual é antigo e isso dificulta as reformas e serviços de manutenção. Sendo assim, teria que construir um novo Centro Histórico, já que o Pelourinho data do Brasil Colônia, ou implantar um novo elevador para ligar a Cidade Alta à Cidade Baixa, pois o Lacerda foi inaugurado em 8 de dezembro de 1873 e está prestes a completar 143 anos.  Como construir um novo equipamento se Salvador já possui um que atende e bem as suas demandas?

Enquanto isso, o mesmo Governo do Estado abandonou as obras dos centros de convenções de Feira de Santana e de Itabuna, que foram paralisadas há 10 anos, com mais de 60 por cento das obras concluídas e se transformaram num dos maiores símbolos do desperdício do suado dinheiro do contribuinte baiano.

Estrutura do Centro de convenções de Itabuna inconcluso.

Estrutura do Centro de convenções de Itabuna inconcluso.

Tanto Feira de Santana quanto Itabuna precisam de uma resposta concreta do governador Rui Costa em relação à conclusão dessas duas importantes obras. Feira de Santana tem uma população flutuante de mais de dois milhões de pessoas, é a primeira cidade do interior do Estado. Com o seu centro de convenções em atividade, daria um salto no turismo de negócios, sem falar nas mais de 20 faculdades que a cidade abriga e que seriam grandes parceiras da Bahiatursa no uso contínuo do equipamento.

Já Itabuna, um dos principais municípios do sul da Bahia, que tem no comércio e na prestação de serviços seu carro chefe, e que hoje conta com diversas instituições de ensino superior, se vê de mãos atadas pelo desrespeito por parte do Governo do Estado. A cidade poderia fomentar inúmeros congressos, seminários, shows, feiras e exposições, mas esses planos e projetos estão impossibilitados, uma vez que as obras de seu centro de convenções, a exemplo do de Feira de Santana, caminham para se transformar em ruínas e no sinônimo de uma grande vergonha.

Vale lembrar ao governador Rui Costa que figurinha repetida não completa o álbum. A depender do empenho e obsessão do nosso mandatário, Salvador poderá ter dois centros de convenções, enquanto Feira de Santana e Itabuna ficarão com seus elefantes brancos como símbolos da incompetência.

Cláudio Rodrigues é empresário.

PARA VALMIR, RUI DEMOCRATIZA CARNAVAL DE SALVADOR COM ATRAÇÕES FORA DAS CORDAS

Valmir Assunção (esq.) com o secretário de Turismo, Nelson Pelegrino, e o governador Rui Costa (Foto Tássio Brito).

Valmir Assunção (esq.) com o secretário de Turismo, Nelson Pelegrino, e o governador Rui Costa (Foto Tássio Brito).

A decisão do governador Rui Costa de investir em grandes atrações para o folião pipoca foi festejada por um dos seus aliados, o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA). “O que Rui fez em Salvador foi democratizar o carnaval. Ele tirou as grandes atrações de dentro das cordas. Ivete e Bell na abertura é aprova disso”.

Dentre as atrações garantidas pelo governo baiano na folia da capital, estão Ivete Sangalo, Bell Marques (ex-Chiclete), Saulo e a sensação Banda Vingadora, dona do hit Paredão metralhadora. Ivete e Bell desfilaram hoje, no Campo Grande, fazendo menções e agradecendo o governador pela inovação.

Rui Costa agradece a menção de Bell Marques ao Carnaval Sem Cordas (Foto Manu Dias).

Rui Costa agradece a menção de Bell Marques ao Carnaval Sem Cordas (Foto Manu Dias).

O cantor Bell, quando passou pelo Circuito Osmar, surpreendeu pela promessa de convite para Rui curtir a folia em cima do trio elétrico, no próximo ano. “Estou muito feliz. Todos os baianos e foliões também agradecem. Está sendo demais. Vamos combinar próximo ano para você vir no trio para ter esta sensação maravilhosa”, disse.

Ivete Sangalo, numa referência ao governador e à primeira-dama, Aline, disse ter ganhado dois amigos no ano passado, relembrou o evento em prol do Hospital Martagão Gesteira e concluiu: “obrigado pelo presente pipoca”.

BAHIA ESPERA 4,9 MILHÕES DE TURISTAS NO VERÃO 2015-16

Morro de São Paulo, em Cairu, é um dos destinos preferidos no verão baiano (Foto Divulgação).

Morro de São Paulo, em Cairu, é um dos destinos preferidos no verão baiano (Foto Divulgação).

A Bahia deve receber um fluxo 5% maior de turistas no verão 2015-16 em comparação com a temporada passada, segundo estimativas do trade em todo o Estado. Isso representa 4,9 milhões de visitantes, conforme o secretário de Turismo, Nelson Pelegrino. Os números levam em conta, também, os turistas estrangeiros.

Um dos fatores que ajudarão a atrair mais visitantes é a escalada do dólar, que tornou praticamente proibitivo a viagem para outros países. “A Bahia está bem apresentada ao mundo e a expectativa é a melhor possível””, destaca Pelegrino.

A taxa de ocupação na rede hoteleira chegou a 100% em Praia do Forte, Morro de São Paulo e Porto Seguro, no feriado de Nossa Senhora Aparecida (10, 11 e 12). Em Salvador, a taxa média ficou em 74%, segundo números da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis na Bahia (ABIH). Ilhéus e Itacaré tiveram ocupação média de 80%, também conforme a ABIH.

ITACARÉ E MORRO DE SÃO PAULO

Nesta mesma toada, a perspectiva é das melhores para Itacaré e Morro de São Paulo (Cairu) no Feriado de Finados (30.out a 2.nov). Itacaré terá competição internacional de surf (Mahalo), com grandes atrações musicais, e Cairu terá a sexta edição do Festival do Morro, com feras como Zeca Baleiro.

CARNAVAL MOVIMENTA ATÉ R$ 1 BILHÃO NA BAHIA, DIZ SECREETÁRIO

Nelson PelegrinoO governo baiano estima que o Carnaval deste ano deva movimentar, pelo menos, R$ 1 bilhão, dos quais R$ 750 milhões apenas em Salvador. A folia atrai para a Bahia, neste ano, 700 mil turistas, movimento 30% superior ao do ano passado, segundo o secretário estadual de Turismo, Nelson Pelegrino.

A indústria turística, diz Pelegrino, emprega em torno de 200 mil pessoas, direta e indiretamente. Salvador registra, de acordo com o secretário, taxa de ocupação de 95% em hotéis próximos aos circuitos da folia em Salvador (Dodô, Osmar e Batatinha) e 80% naqueles fora dos espaços da folia. No Litoral Norte, a ocupação está em torno de 95% e, em Porto Seguro, no extremo-sul da Bahia, atinge 90%.

Pelegrino acredita que o carnaval pode ser ainda mais valorizado em sua riqueza e diversidade cultural. “O Governo da Bahia tem contribuído decisivamente neste processo. Este ano, investiu R$ 75 milhões, assegurando ao público que participa da festa um forte esquema de segurança”.

SEM (MUITOS) ENTRAVES

O governador Jaques Wagner agiu republicanamente, domingo passado, ao se pronunciar quanto ao resultado das urnas em Salvador. Como se sabe, Wagner apoiou Nelson Pelegrino (PT), mas deu ACM Neto (DEM). Quem espera uma relação conturbada entre Wagner e Neto, pode tirar o cavalinho da chuva.

O governo sabe que se a gestão de Neto for ruim, sobra (também) para Wagner e para quem ele indicar à sua sucessão em 2014. Esse é um entendimento antigo da equipe do “Barbudinho de Ondina” que, no entanto, pouco podia ou pôde fazer para amenizar os efeitos do governo de João Henrique (PP), hoje dono de uma das três maiores reprovações dentre as gestões de capitais brasileiras, segundo o Ibope.

BOCA DE URNA DO IBOPE INDICA VITÓRIA DE ACM NETO EM SALVADOR

A pesquisa boca de urna encomendada pela Rede Bahia ao Ibope indica vitória do candidato ACM Neto (DEM) em Salvador. Foram ouvidos 4 mil eleitores na capital baiana e, dentre estes, o percentual obtido pelo candidato do Democratas atingiu 52% ante 48% de Nelson Pelegrino (PT).

Os números são diferentes dos apresentados ontem pelo mesmo Ibope: 55% a 45%. A pesquisa de boca de urna está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 00549/2012.

BABESP APONTA VITÓRIA DE PELEGRINO; IBOPE TRAZ ACM NETO À FRENTE

ACM Neto e Pelegrino disputam Prefeitura de Salvador.

A menos de 24 horas do eleitor definir quem vai ser o próximo prefeito de Salvador, os institutos de pesquisa Babesp e Ibope divulgam as intenções de voto com resultados diferentes.

O Babesp aponta vitória apertada de Nelson Pelegrino (PT) diante de ACM Neto (DEM): 43% a 41,6%. Brancos e nulos representam 9,8% dos pesquisados, enquanto 5,6% se disseram indecisos. A margem de erro, porém, é de 3,1 pontos percentuais, configurando empate técnico.

O instituto conhecido como “DataNilo” ouviu 1.000 eleitores neste sábado. A pesquisa está registrada com o protocolo 00546/2012 no Tribunal Superior Eleitoral. O Babesp foi o único instituto que acertou o resultado final do primeiro turno.

Já a pesquisa do Ibope, encomendada pela Rede Bahia, aponta vitória do candidato do Democratas. ACM Neto aparece com 48% ante os 40% de Nelson Pelegrino (ou 55% a 45% nos votos válidos). Votos brancos e nulos atingiram 9% e o percentual de indecisos chegou a 3%.

A pesquisa do Ibope ouviu 1.001 eleitores no período de 25 a 27 de outubro e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral baiano sob o protocolo 00547/2012.

A CULPA É DA RITA, DA CARMINHA…

O PT teve que antecipar o comício de Pelegrino com a presença da presidente Dilma Rousseff, em Salvador, na próxima sexta, 19, para as 19h30min.

Culpa da Rita, da Carminha, do Tufão, do Jorginho…

É que bem às 21h10min de sexta vai ao ar o último capítulo da novela Avenida Brasil, da Rede Globo, uma das poucas novelas da emissora que conseguiram cativar boa audiência nestes tempos de TV paga em alta e internet, idem.

WAGNER FALA DE GOVERNO, ELEIÇÕES E MENSALÃO E DIZ QUE A “VEJA VIROU PARTIDO POLÍTICO”

Governador durante inauguração de base comunitária em Itabuna (Foto Pimenta).

O governador Jaques Wagner esteve no final de semana em Itabuna, onde inaugurou a primeira Base Comunitária de Segurança no interior da Bahia. A base de segurança é aposta para redução dos índices de criminalidade em áreas onde há domínio do crime.

Após a inauguração no Monte Cristo e entrevista ao Alerta Total, da TV Cabrália, o governador concedeu entrevista ao PIMENTA. O mandatário baiano falou de greves no funcionalismo, gestão pública, eleições e reflexos eleitorais do julgamento do Mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF). Wagner fez crítica à Revista Veja pela postura de “partido político” assumida pela publicação da Editora Abril.

O governador também abordou o processo eleitoral na Bahia e ainda vê a disputa embolada em Itabuna. Ele afirmou que, na reta final, poderá vir a Itabuna apoiar o candidato da base aliada que estiver melhor posicionado – Vane do Renascer (PRB) ou Juçara Feitosa (PT).

PIMENTA – Quais os resultados já obtidos com as Bases Comunitárias nas áreas onde foram instaladas?

JAQUES WAGNER – A depender do tempo de instaladas, os índices de criminalidade apresentam redução de 40% a 50%. Na área do Calabar [Salvador], tivemos período longo com zero homicídio e as bases têm se mostrado a melhor política, mas é óbvio que não vamos colocar bases em todos os bairros, todo interior, mas as colocamos em cidades com índices elevados, como é o caso de Itabuna. Semana que vem estou indo a Feira de Santana, tem uma projetada para Porto Seguro, é uma política de instalar em bairros onde existe o tráfico conflagrado.

O governo fez opção de instalar a Base Comunitária numa área de quadra poliesportiva. Não há uma incoerência governamental entre discurso e combate ao crime?

Na verdade, foi demandado à prefeitura o oferecimento de um terreno. Também acho que é ruim suprimir uma quadra de esporte para colocar uma base comunitária, que é bem-vinda. A unidade nossa é provisória, mas o terreno ao lado [da quadra] é que será usado.

Existem demandas no sul da Bahia, como a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna . Quando esta obra vai sair?

A duplicação ficou a cargo do governo federal . O Derba [órgão estadual] já entregou o projeto ao Dnit e está sendo adequado pelo Ministério dos Transportes. O dinheiro está reservado dentro do PAC II. É o Dnit terminar o projeto, sair a licença ambiental e fazer a obra. Eu tenho convicção de que a gente consegue começar essa obra no primeiro semestre de 2013.

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Com a aproximação da eleição, se um candidato da base estiver disputando com o adversário, no caso de Itabuna é com o DEM, a gente pode vir para reforçar.

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Falando de eleições, como se posicionará em Itabuna, onde a base tem dois candidatos?

Para não ser desleal, a minha postura é sempre ficar equidistante onde temos dois candidatos e estes participaram da minha campanha [em 2010]. Com a aproximação da eleição, se um candidato da base estiver disputando com o adversário, no caso de Itabuna é com o DEM, a gente pode vir para reforçar. Por enquanto, há a informação de que a disputa está embolada e eu estou me mantendo distante não só aqui como em todos os lugares. Sou do PT, mas sou de uma coligação. Então, se existem dois candidatos da base, a gente mantém essa distância.

Qual o mapa eleitoral que o governo projeta para este ano?

A projeção que temos é de que, dos 417 municípios, faremos 320. Gente mais otimista fala em 330. Eu boto 320, o que já seria um número bastante representativo, ficando perto de 100 com a oposição, mas ressalvando alguns municípios, pois o PMDB é parte do governo da presidenta Dilma e oposição ao governo estadual, mas não há “interdição” de alianças. Tem prefeitura que vai ser ganha pelo PMDB, mas com o apoio de gente nossa e do PT. E tem lugares onde o PT deve ganhar com o apoio do PMDB. Mas eu diria que, na minha base, estaremos acima de 320 prefeituras.

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Nelson Pelegrino tem crescido bastante e o candidato do DEM, na minha opinião, vem perdendo fôlego.

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E Salvador?

Nelson Pelegrino tem crescido bastante e o candidato do DEM, na minha opinião, vem perdendo fôlego. Em Feira, a eleição é dura, mas a reação de [Zé] Neto é muito boa. Já em Vitória da Conquista, Guilherme Menezes está bem. Aqui em Itabuna, como já disse, está embolado e em Ilhéus nós temos dois candidatos da base, assim como em Barreiras. Então, acho que o resultado vai ser bastante positivo.

Nacionalmente, qual será o impacto do Mensalão para o projeto eleitoral do PT?

Eu estava dizendo que houve julgamento do povo. O episódio do Mensalão já foi público. Em 2005, 2006, teve gente cassada ou que renunciou para não perder o mandato… Na minha opinião, o impacto maior se deu naquela época. Nós já tivemos as eleições de 2006, 2008 e 2010. Algumas pessoas se desestimularam em relação ao PT, mas, pelo desempenho nas eleições, eu diria que não foi um golpe como a oposição gostaria que fosse. Até porque, se o PT tem erros, e seguramente tem, os outros não estão isentos.

Os reflexos hoje seriam menores?

A população não é mais ingênua. Sabe que fazer o discurso da moralidade é fácil, mas teve, por exemplo, o episódio do Mensalão do DEM, com gente filmada colocando o dinheiro no bolso e por aí vai. E o PSDB, também [Minas Gerais]. Então, eu não gosto de generalizar. Seguramente, não somos um partido dos santos, mas de homens e mulheres, como todos são, com erros e acertos. Agora, alguém tentar posar de partido dos santos, de partido detentor da moralidade absoluta acaba soando como mentira para a população. Então, algum impacto acho que tem, mas não estou sentindo, pelo menos por onde tenho andado.

E na Bahia?

É óbvio que não tenho andado por outros estados, mas não estou sentindo isso.

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Eu digo sempre que com o pecado do pecador o povo já se acostumou. O pecado do pregador assusta muito mais. Quando acontece alguma coisa com alguém do PT, vira escândalo.

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O senhor esteve em São Paulo em apoio a Fernando Haddad. Lá, o senhor não sentiu?

Algum reflexo tem, é óbvio. Eu digo sempre que com o pecado do pecador o povo já se acostumou. O pecado do pregador assusta muito mais. Como nós sempre pregamos a moralidade e o bom uso do dinheiro público, quando acontece alguma coisa com alguém do PT vira um escândalo. Por quê? Porque somos pregadores do bom uso do dinheiro público. O episódio foi em 2005, há o julgamento e a postura de condenação. Agora, não acredito que isso vá ser… Vamos ver em São Paulo, onde o Haddad está crescendo, o Russomano está consolidado na primeira posição. Espero que [no segundo turno] dê Russomano e o Haddad, mas vamos esperar mais um pouquinho.

E o que muda com o envolvimento do nome do ex-presidente Lula, segunda a Veja?

Olha, a Revista Veja, ultimamente, tem se transformado quase que num partido político, como já aconteceu em outros países democráticos como Inglaterra, Estados Unidos. Alguns órgãos de imprensa esquecem de que a imprensa tem direito a ter sua opinião – e nós defendemos a liberdade de imprensa, mas tem momentos que ela assume uma posição e se contamina até diante da sociedade. A tentativa, na minha opinião, é absurda. Eu fui ministro que cuidava de toda aquela questão à época do Mensalão. Eu era o articulador político do presidente Lula… No dia que estive em São Paulo, estava saindo a revista e eu disse “posso garantir que o presidente nunca se encontrou com Marcos Valério nem no Palácio do Planalto nem no Alvorada ou na Granja do Torto”.

Mas a pressão é grande.

Essa tentativa [de envolver o ex-presidente Lula] já foi rechaçada no começo pelo Supremo. É tentativa de contaminar uma pessoa que, para tristeza das oposições, continua morando no coração de 80% dos brasileiros, pelo trabalho que ele fez. Mas não acho que isso vá prosperar. Insisto que é falta de argumento da oposição e aí tenta bater só nessa tecla. O povo ouve a palavra, mas julga pela ação. Creio que a ação do PT ao longo desses anos, seguramente, não é perfeita, mas a gente tem feito processo de prosperidade bastante grande no Brasil e na Bahia.

O senhor sempre foi visto como homem do diálogo e oriundo da base sindical. Por que se enfrentou duas greves duras só neste ano, principalmente a dos professores, que foi a mais desgastante e longa?

A greve da Polícia Militar, na verdade, tinha uma agenda nacional, que era a PEC 300. Então, iniciou-se um processo de greves em outros estados e chegou na Bahia e tomou contornos inaceitáveis e violentos. Graças a Deus, superamos aquela fase. Fizemos uma oferta salarial à Polícia Militar que começa a ser cumprida agora em novembro.

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Os negociadores do meu lado e do lado dos professores não exercitaram bem o que é sagrado – a mesa de negociação e o diálogo – e a greve acabou adentrando por uma conotação de politização.

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E na greve dos professores?

No caso dos professores, considero que houve erro de parte a parte na mesa de negociação. Os negociadores do meu lado e do lado dos professores não exercitaram bem o que é sagrado – a mesa de negociação e o diálogo – e a greve acabou adentrando por uma conotação de politização. Só lembrar que, seguramente, não sou governador da Bahia duas vezes, deputado três vezes e ex-ministro do presidente Lula por que seja burro. É óbvio que se num ano eleitoral eu pudesse alargar os proventos do funcionalismo público para estar em cada canto com gente satisfeita… Eu tenho limite e tenho que governar dentro da responsabilidade fiscal. Eu só quero lembrar, sem voltar a esse debate, que nós fizemos e vamos completar em março 53% de ganho real sobre a reposição da inflação. Houve desgaste, mas ele vai sendo superado. O governo não é julgado só por esse episódio. É julgado pelo conjunto da obra de cinco anos e meio. Graças a Deus, a gente tem avaliação bastante positiva da população.

Só que as pesquisas ainda apontam desgaste.

Não, você está falando da pesquisa de Salvador. É que o povo tem a mania de pegar pesquisa de Salvador.

Nos maiores centros, como Itabuna, também ainda há reflexo.

Em Feira de Santana virou completamente. Pode não ser igual às outras cidades do interior, mas a avaliação é positiva. Inclusive, em Salvador a regressão da desaprovação já é bastante grande e a gente já tem aprovação superior a não-aprovação. Salvador foi o grande foco da greve dos professores. Mas em época de eleição as coisas são… (pausa)

Mais acirradas?

(…) Mais acirradas e ninguém [da oposição] vai falar das bondades. Mas sou pessoa tranquila. Vou dar o exemplo de Salvador [em relação a pesquisa]: tinha gente comemorando antes da hora e me parece que a festa não vai ser como eles estavam imaginando. Vamos aguardar porque, pelas pesquisas, eu não iria nem para o segundo turno em 2006 e acabei ganhando no primeiro. Achava impossível ganhar do primeiro turno em 2010… Não falo isso com arrogância, mas como recomendação porque pesquisa é fotografia do momento. Eu acabei de ouvir do diretor da própria rede aqui [Marcelo Almeida, da TV Cabrália] que as coisas mudam com muita rapidez em Itabuna. Em São Paulo, todo mundo achava que Celso Russomano (PRB) ia cair [nas pesquisas]  com duas semanas de televisão. Consolidou em 35% e está todo mundo agora batendo perna, não entendendo o que está acontecendo. Então, vou continuar com minha humildade. Evidente que eu sei os problemas que o governo tem, mas também eu sei das entregas que a gente fez e não são poucas, e o povo julga pelo conjunto da obra.

WAGNER DEFENDE ALIADOS E DIZ QUE ACM NETO “COMEMOROU ANTES DA HORA”

Wagner aponta para área em que será construída a base comunitária definitiva (Foto Pimenta).

O governador Jaques Wagner entregou ao final da manhã desta sexta, 21, a oitava Base Comunitária de Segurança do estado e a primeira em Itabuna. A base com 80 policiais funcionará na região do Bairro Monte Cristo, uma das áreas consideradas de maior risco do município sul-baiano. As instalações da Base Comunitária são provisórias e a definitiva sairá em 4 meses, conforme promessa do secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, em entrevista ao PIMENTA.

Além de falar de segurança,  o governador Jaques Wagner abordou a disputa eleitoral e pediu moderação aos aliados. “O tempo dos coronéis já passou”, ressaltou.

“SÓ TENHO UM ADVERSÁRIO EM ITABUNA”

Logo após a solenidade no Monte Cristo, Wagner conversou com os candidatos da base em Itabuna, Vane do Renascer (PRB) e Juçara Feitosa (PT).

O petista conversou em separado com Juçara e Vane, na sede da TV Cabrália, onde concedeu entrevista ao Alerta Total, apresentado por Tom Ribeiro. O governador foi claro: “só tenho um adversário aqui e todo mundo já sabe quem é”.

O adversário citado por Wagner é o prefeito e candidato à reeleição, Capitão Azevedo (DEM), com quem falou minutos antes, por telefone, logo após a inauguração. Azevedo não pôde comparecer à solenidade no Monte Cristo devido à legislação eleitoral que proíbe candidatos à reeleição de comparecer a inaugurações. A conversa protocolar não durou mais que 20 segundos. No ato, o município foi representado pelo vice-prefeito Antônio Vieira.

DISPUTA EM SALVADOR

O governador concedeu entrevista exclusiva ao PIMENTA. Falou de eleições, obras, avaliação de governo, mensalão e funcionalismo público. A entrevista será publicada na manhã deste sábado. Ao comentar o quadro eleitoral na Bahia, Wagner citou a disputa nos grandes centros e citou Salvador:

– Em Salvador, tinha gente comemorando antes da hora. Então, vamos aguardar – disse numa estocada direta no candidato do democratas ACM Neto e fazendo alusão à última pesquisa Ibope, que apontou crescimento de 11 pontos percentuais de Nelson Pelegrino (PT). A íntegra da entrevista será publicada neste final de semana.

ELE NÃO DISPENSOU O BARBUDINHO DE ONDINA

Dilma, Lula, Lenildo e Wagner.

O prefeito de Ibicaraí, Lenildo Santana, é dos poucos aliados que não dispensaram o apoio do governador Jaques Wagner neste início de campanha eleitoral. As peças publicitárias do candidato à reeleição trazem não apenas o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff entre os seus apoiadores. O “Barbudinho de Ondina” também está lá – bem ao lado do prefeito.

Mas Lenildo, a despeito da fase ruim de Wagner no plano estadual, pode apontar a presença do estado em Ibicaraí nas áreas de urbanização, educação e geração de empregos, além da reconstrução da BR-415, trecho Itabuna (Nova Ferradas)-Ibicaraí.

Bem no sul da Bahia, não se vê o “Barbudinho de Ondina” nas peças de candidatos como Juçara Feitosa (Itabuna) e Professora Carmelita (Ilhéus). Ou até mesmo Nelson Pelegrino, em Salvador.

QUEM QUER WAGNER NO PALANQUE?

Do Cena Bahiana

Na capital do Estado, o governador Jaques Wagner foi a duas convenções: a do PT, que terá o deputado federal Nelson Pelegrino candidato a prefeito, e a do PRB, que entra no páreo com o também deputado federal Márcio Marinho. Um é do partido do governador, enquanto o outro integra legenda de sua base.

Wagner foi também a Feira de Santana, onde prestigiou a convenção do companheiro Zé Neto, que pretende trocar a Assembleia Legislativa pelo comando da Princesa do Sertão.

O governador não quis pisar mesmo foi no sul da Bahia, onde o PT disputará eleições em várias cidades, inclusive nas duas maiores: Ilhéus e Itabuna. Por estas terras, aliás, Wagner há muito não dá as caras e é bastante provável que sequer apareça durante a campanha.

A ausência torna cada vez mais difícil sustentar o discurso do alinhamento de determinada candidatura com o governo estadual, por denunciar exatamente a falta de sintonia entre as definições políticas locais e as opiniões do “galego”. Fala-se, inclusive, que Wagner sempre foi contra a candidatura de Juçara Feitosa em Itabuna (preferia que o marido, o deputado Geraldo Simões, se lançasse ao pleito). Já em Ilhéus  ficou famoso o rififi entre a professora Carmelita e o governador, ainda no alvorecer da greve do magistério.

Se por um lado Wagner demonstra desprezo (que publicamente jamais será admitido, aliás, será veementemente afirmado  o contrário) pelas candidatas da terrinha, por outro elas podem até respirar com certo alívio. Em todas as pesquisas de consumo interno, o governador aparece com índices de popularidade em intenso processo de corrosão.

A persistência de problemas graves na saúde pública, segurança e na educação, na qual estamos próximos de ter “A Greve dos 100 Dias”, desqualificam Wagner como cabo eleitoral. Não é à toa que o imenso banner que compôs o cenário da convenção de Mrs. Juçara trazia a imagem da petista local, coladinha (viva o Photoshop!) à presidentA Dilma. Em 2008, a imagem montada era de Juçara, Lula e Wagner.

Dilma, como se sabe, segue bem avaliada nas pesquisas. Não será surpresa se for a única imagem que restar intacta após esse Big Brother eleitoral…

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ASSEDIADO PELO PT, BISPO MARINHO DIZ QUE MANTERÁ CANDIDATURA “ATÉ O FIM”

O deputado federal Bispo Marinho (PRB) lançou-se na disputa pela Prefeitura de Salvador e espera ter seu nome confirmado em convenção partidária no próximo sábado, 30.

Ele afirma que tem mantido contato com vários partidos em busca do vice. As especulações apontam para uma chapa puro-sangue ou até mesmo o deputado ser o vice na chapa encabeçada pelo petista Nelson Pelegrino.

Marinho diz que manterá seu nome na disputa até o fim e já definiu, pelo menos, propostas, estrutura de campanha e a agência que cuidará do marketing da campanha, a Go. Acompanhe o bate-papo ocorrido na semana passada.

PIMENTA – O senhor manterá o nome na disputa até o fim?

BISPO MARINHO – A nossa candidatura está posta. Será homologada no dia 30, na Casa de Espetáculos, ao lado da sede de praia do Bahia, às 16h. Fizemos reunião com 90 candidatos a vereador em Salvador, já definimos algumas metas, para iniciarmos bem a nossa campanha.

Como está a montagem da chapa?

A gente tem feito contato com vários partidos para integrar nossa chapa e fazer aliança conosco. Ainda não temos vice. Estamos trabalhando para atrair quem possa contribuir politicamente. Dar opção em Salvador. A eleição realmente vai para o segundo turno. Vamos discutir, então, quem será colocado nesse projeto.

O PRB dispõe de pouco tempo de televisão. Qual vai ser a estratégia eleitoral?

Nós vamos trabalhar muito na rua. As pessoas que nos apoiam politicamente e os candidatos a vereador têm penetração muito grande na massa. Trabalho articulado de base, forte para tirar essa diferença de tempo de televisão. Com esse tempo, dá para fazer trabalho para se comunicar com a população.

A candidatura do senhor é irreversível ou o senhor coliga com o PT de Nelson Pelegrino?

É para se manter até o fim. Vamos trabalhar forte. Nós tivemos 83 mil votos em Salvador na disputa acirrada para deputado federal. A gente tem conhecimento da cidade, das lideranças. Sou único evangélico dentre os prefeituráveis. Não serei só dos evangélicos. Sou o único negro dentro deste leque. Além disso, transito muito bem em todos os segmentos. Já temos plano de governo, estrutura sendo montada e agência de propaganda, a Go, G-O. O L eu vou colocar [fazer] no dia 7 de outubro (risos largos).

O senhor é dirigente estadual do PRB. Como o partido vai para a disputa na Bahia?

Teremos candidatos em, pelo menos, 40 municípios, além de 20 candidatos a vice. No sul da Bahia, teremos Vane do Renascer em Itabuna, Milton Cerqueira em Coaraci…

 

Montamos frente partidária para ter viabilidade político-eleitoral contra o candidato do Democratas. O nosso adversário político vai ser o Democratas.

 

Em Itabuna, ainda há possibilidade do PRB, por ser da base estadual, aliar-se ao PT?

Não temos absolutamente nada contra Geraldo Simões e Juçara. Estamos na mesma base estadual, mas regionalmente nos encontramos em campos opostos. Montamos frente partidária para ter viabilidade político-eleitoral contra o candidato do Democratas. O nosso adversário político vai ser o Democratas. Fazemos humildemente convite para PT, PSD e PSB venham integrar essa chapa para faze enfrentamento positivo.

O senhor tem acompanhado as denúncias d´O Globo quanto à venda de emendas parlamentares?

Vi por alto essa matéria. Não sei que fundo de verdade tem nisso. Acho que cada um é adulto, sabe o que fez ou deixou de fazer. Cabe a cada um deles provar se não houve algo de ilícito.

GEDDEL E KERTÉSZ CUTUCAM ACM NETO

Via Twitter, o ex-ministro e hoje vice-presidente Pessoa Jurídica da Caixa dava palpite sobre quem vai para o segundo turno na eleição a prefeito em Salvador: – ACM Neto e Mário Kertész.

Até hoje o PMDB – nem o pré-candidato do partido – engolem a movimentação do deputado democrata e atribuem a ACM Neto a “implosão” da tentativa de unidade das oposições.

Kertész disse, hoje, em entrevista à Tudo FM (Salvador) que é mais fácil o PMDB apoiar o petista Nelson Pelegrino do que ACM Neto em um segundo turno.

LÚCIO NO SUMÔ

Do Cena Bahiana

O deputado Acelino Popó Freitas tirou o terno e mostrou que continua em forma nos ringues. Há pouco, em Punta del Este, no Uruguai, Popó, de 36 anos, venceu o desafio no boxe com o jovem Michael Oliveira, campeão latino-americano e até então invicto.

A vitória está bastante comentada no Twitter e aqui a gente destaca duas tiradas engraçadíssimas do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB), assíduo frequentador das redes sociais.

Um interlocutor observou que o também deputado Nelson Pelegrino, do PT, acompanhou a luta no Uruguai e ficou colado em Popó após a vitória. Comentário de Lúcio, referindo-se à pré-candidatura de Pelegrino a prefeito de Salvador: “esse não ganha nem na porrada”.

Outro seguidor desafiou o peemedebista, perguntando quando é que ele iria subir nos ringues. E Lúcio: “tô agendando uma luta de sumô no Japão”.

Que figura!

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DEPUTADOS PRESSIONAM MEC PELA CRIAÇÃO DA UFSULBA

Representantes da bancada federal baiana tiveram audiência, hoje, com o secretário de Educação Superior (Sesu), Luiz Cláudio Costa, Ministério da Educação. Na pauta, a criação da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsulba).

O governo federal está convencido da necessidade da universidade federal na região, tendo campi nas cidades de Itabuna, Teixeira de Freitas e Porto Seguro, sendo esta última a sede (reitoria) da Ufsulba, segundo a deputada federal Alice Portugal (PCdoB). A mobilização é para que a Ufsulba seja anunciada ainda neste ano, provavelmente na próxima terça (16)

Alice Portugal diz que gestões foram feitas para que a reitoria seja em Itabuna e não em Porto Seguro. A bancada federal, liderada pelo deputado Nelson Pelegrino, acrescentou, além de ter Itabuna como sede, a necessidade de campus em Eunápolis.

O vereador Wenceslau Júnior acredita no esforço regional pela criação da Ufsulba ainda neste ano. “Teremos também de nos mobilizar para que a reitoria seja em Itabuna, até pelo seu histórico e liderança regional”, acrescentou. Os estudos do MEC apontavam a reitoria em Porto Seguro. A pressão inicial dos parlamentares levou a Secretaria de Educação Superior (Sesu) a reavaliar o caso.

O PORTEIRO DE SALVADOR

Sócrates Santana

O novo chefe da Casa Civil da prefeitura, o deputado federal licenciado João Leão, resolve acalmar os ânimos dos petistas ao estilo Leão: assopra e morde.

Após três eleições sem êxito, a partir de 2008, o deputado federal Nelson Pelegrino deixou de ser o primeiro da fila para entrar no Palácio Thomé de Souza. Com o apoio do deputado estadual J. Carlos, o hoje senador Walter Pinheiro venceu as prévias e retirou de Pelegrino a prerrogativa de postular pela quarta vez consecutiva a candidatura majoritária da capital baiana. Pinheiro perdeu as eleições contra o candidato a reeleição pelo PMDB, o prefeito João Henrique, mas dois anos depois compôs a chapa do governador Jaques Wagner, sendo eleito senador ao lado da socialista Lídice da Mata.

Pinheiro é o primeiro da fila. A fila anda. Pinheiro tem mandato de oito anos. Wagner não será mais candidato ao Palácio de Ondina. Pelegrino pressupõe que retornou para o primeiro lugar dela e a próxima eleição vem aí: 2012. Mas faltou combinar com os russos: o deputado federal Valmir Assunção levanta o dedo, alguns torcem o nariz e o esforço para estabelecer uma ordem interna vira um conflito entre três homens.

O senador petista é o mais tranqüilo em relação às eleições de 2012, apesar de não perder uma oportunidade para apimentar o debate sobre a sucessão municipal. Se não é para disputar as urnas à vera, pelo menos, assim imagino, Pinheiro aproveita o ambiente para preparar o terreno até as eleições de 2014. Afinal de contas, não é segredo para ninguém a vontade do senador petista trocar o parlamento pelo executivo.

O carro fica na frente dos bois. A prudência do governador Jaques Wagner cede lugar para a habitual precipitação das disputas municipais. Ao invés de fortalecer as relações históricas e aproximar possíveis aliados de uma candidatura capaz de reunir todos os partidos que dão sustentação ao governo estadual, a natural candidatura petista troca as mãos pelos os cotovelos. O PT tem a chance de construir um programa de governo singular, que não precisa aguardar as eleições de 2012 baterem na porta para serem implantados na cidade, mas o partido escolhe a vi- crúcis.

As investidas de João Henrique em prol de uma aliança estratégica com o PT não são novas. Em 2007, fez de tudo um pouco para ingressar no partido, mas, terminou no encalço da principal agremiação aliada do governo: o PMDB, que resolveu lançar candidatura própria em 2010 e deixou de ser conveniente às pretensões do prefeito. Confirmada a reeleição de Wagner, João eleva os níveis de tensão com o PMDB e é expulso do partido, tendo em vista duas vias expressas capazes de ligar os palácios de Ondina e o Thomé de Souza: PDT e PP.

João filia-se ao PP. Talvez, sem deixar de lamentar. Afinal de contas, ingressa no partido progressista porque não pôde esperar por mais tempo a formação de um novo partido, como afloram o PDS ou o PDB. Ambos reúnem os predicados ideais para uma figura atípica como João Henrique, que não deseja brigar com ninguém e menos ainda com o PT. A preocupação do prefeito é natural, pois, o PP é hoje o terceiro maior partido de sustentação do governo Dilma e o segundo do estado.

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