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:: ‘Nestlé’

SEMINÁRIO DISCUTE O FUTURO DO TRABALHO E OS DESAFIOS DO PROFISSIONAL DE RH

Caroline Magno, Shirlene Magalhães e Wladimir Martins participam do seminário

O presidente da seção Bahia da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Wladimir Martins, será o conferencista do seminário que debaterá o futuro do trabalho e os desafios do profissional de RH. O evento ocorrerá neste sábado (8), a partir das 9h, no auditório do curso de Direito da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), na Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415).

Além da palestra de Wladimir, o seminário terá painel com a gerente de RH da Nestlé em Itabuna e Feira de Santana, Caroline Magno, e a gerente de RH da Barry Callebaut (Negócio Cacau), Shirlene Magalhães. As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas pelo site https://www.abrhba.org.br/nucleosul ou pelo telefone (71) 3341-0877.

De acordo com Tamires Prado, da delegacia regional da ABRH-BA, o evento é uma comemoração ao Dia do Profissional de RH. “A palestra e o painel possibilitam a ampliação da consciência e a mudança de mindset, entendendo que para moldarmos o futuro com sucesso, nesse ambiente de grande complexidade e incertezas, é preciso que exista uma verdadeira parceria entre a alta direção e a área de Recursos Humanos”, afirma.

NESTLÉ DESATIVA LINHA DE PRODUÇÃO E DEMITE MAIS 28 FUNCIONÁRIOS EM ITABUNA

Nestlé desativa mais uma linha de produção em Itabuna e demite 28 funcionários

Nestlé desativa mais uma linha de produção em Itabuna e demite 28 funcionários

A unidade da Nestlé em Itabuna desativou uma das três linhas de produção do achocolatado Nescau e demitiu 28 trabalhadores, no início da noite de ontem (31). A linha de alta performance produzia, por hora, 24 mil litros de Nescau líquido em caixinha. A empresa alegou ter sido afetada pela queda no consumo em todo o país.

A notícia levou preocupação a vários setores da economia. Já em 2014, a multinacional de alimentos encerrou a produção de leite em pó Ninho em Itabuna, que produzia média de 60 mil litros de leite em pó, diariamente. A unidade foi transferindo para Minas Gerais. A multinacional demitiu 180 funcionários nos últimos quatro anos em Itabuna, conforme o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (SindAlimentação).

O diretor regional da entidade, Eduardo Sodré, cobra maior envolvimento dos governos estadual e municipal para evitar que a unidade itabunense “feche de vez”. Desde 2014, a partir das pressões do sindicato e dos funcionários, foram realizadas audiências públicas e reuniões no Governo da Bahia. “Sem a mobilização dos governos, Itabuna perderá de vez a unidade da Nestlé”, afirmou Sodré em entrevista ao PIMENTA.

Trabalhadores reunidos em assembleia na manhã desta terça (1º).

Trabalhadores reunidos em assembleia na manhã desta terça (1º).

Com o desmanche da linha de produção itabunense, diz Sodré, fica difícil não pensar no pior. O dirigente sindical lembra ter buscado apoio governamental e político para tentar frear as demissões na unidade, mas critica prefeitura e governo do estado pela falta de empenho. E alerta: “Se não houver interesse público em todas as esferas, a fábrica não levará muito tempo para o desfecho final”, lamenta.

As demissões ocorrem mesmo com a unidade contando com vários incentivos governamentais. Um dos incentivos é o desconto de 75% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.

De acordo com Sodré, a unidade da multinacional contava com 343 trabalhadores, quantidade que caiu para menos de 170 com as demissões registradas ao final de ontem.

OUTRO LADO

A Nestlé Brasil confirmou ao PIMENTA a desativação da linha de produção do achocolatado, “para adequar o volume de produção à atual demanda do mercado”. A desativação, reforça, é por tempo indeterminado. Porém, negou que haja intenção de encerrar as atividades em Itabuna.

Ainda segundo a empresa, “a decisão foi tomada em função da consistente retração da categoria de Achocolatados Líquidos que, nos últimos 3 anos, apresenta retração acima de 15%, de acordo com dados apurados pela Nielsen no Brasil. A diminuição das vendas desse tipo de produto tem sido ainda mais relevante no Norte e Nordeste, impactando diretamente a unidade de Itabuna, responsável pelo abastecimento dessas duas regiões”.

A Nestlé disse que cumprirá com todas a suas obrigações com os colaboradores e familaires e “oferecerá suporte e pacotes com benefícios adicionais” aos demitidos.

NESTLÉ ANUNCIA FÉRIAS COLETIVAS EM ITABUNA; SINDICATO TEME DEMISSÕES

Nestlé concederá férias coletivas a trabalhadores em Itabuna.

Nestlé concederá férias coletivas a trabalhadores em Itabuna.

A Nestlé anunciou a concessão de férias coletivas aos trabalhadores da fábrica de Itabuna. A medida atingirá a produção de achocolatado Nescau e começará a valer a partir do dia 19 de dezembro. A unidade tem 216 funcionários.

Sodré, do Sindalimentação.

Sodré teme desemprego e desativação de fábrica.

Serão 15 dias de férias coletivas, período em que apenas os setores administrativo e de vendas funcionarão, segundo o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Alimentação (Sindalimentação), Eduardo Sodré. A empresa teria alegado aos funcionários, segundo o sindicalista, uma retração do mercado causada pela crise econômica. As férias seriam medidas de ajuste entre produção e demanda.

Sodré teme nova onda de demissões na fábrica. A unidade de Itabuna tinha 343 funcionários até o ano passado. O corte de vagas ocorreu com a desativação da linha de leite em pó. Parte dos trabalhadores foi transferida para a unidade de Feira de Santana e quase 100 foram demitidos.

MAQUINÁRIO LOCADO

O dirigente diz temer, também, a desativação da linha de produção em Itabuna. “O maquinário utilizado em Itabuna é locado pela Nestlé [pertence à Tetra Pak]”, disse o sindicalista ao PIMENTA.

Demonstrando preocupação com o cenário local, Sodré disse ser necessário envolvimento efetivo da Câmara e do município para evitar demissões e desativação da unidade itabunense. “Vamos acionar os governos municipal e estadual. Já perdemos a linha de produção de leite em pó”, diz, acrescentando que a empresa não descarta medidas mais duras no município sul-baiano.

A Nestlé instalou-se no Centro Industrial de Itabuna, na BR-415, há mais de 30 anos. Durante este período, sempre esteve entre os maiores geradores de receita oriunda do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

 

NESTLÉ ASSEGURA OPERAÇÕES DE LEITE SÓ ATÉ DEZEMBRO EM ITABUNA

Reunião tratou da situação de funcionários da Nestlé em Itabuna.

Reunião tratou da situação de funcionários da Nestlé em Itabuna.

O clima é de apreensão entre os funcionários da Nestlé em Itabuna. Desde o início do ano, mais de 40 demissões foram registradas na área de produção de leite em pó, após a desativação da linha Ideal, um dos produtos comercializados pela multinacional de alimentos.

Dirigentes do SindAlimentação se reuniram com dirigentes nacionais da Nestlé e deles obtiveram resposta nada alentadora. De acordo com Eduardo Sodré, da base do Sindalimentação em Itabuna, a garantia da Nestlé é de que as operações serão mantidas até dezembro deste ano.

Sodré e dirigentes do Federação Latino-Americana dos Trabalhadores da Nestlé (Felatran) se reuniram com o diretores da Nestlé nas áreas de Recursos Humanos (Luiz Fruet) e de Relações Trabalhistas Marcos Baccarin). Os dois diretores informaram que o programa de produção de leite está mantido até dezembro.

A Nestlé deverá definir, até a segunda quinzena de outubro, um dirigente para conversar com os trabalhadores da unidade em Itabuna. “O clima de terror (na empresa) vem aumentando a cada dia devido ao não esclarecimento por parte da Nestlé”, diz Sodré.

A Associação dos Agropecuaristas do Sul da Bahia (Adasb) já havia alertado para os prejuízos com as mudanças nas operações da multinacional de alimentos no sul da Bahia. Além de reduzir o valor pago pelo litro do leite (de R$ 1,15 para R$ 0,85), a Nestlé também diminuiu para 100 quilômetros o raio de captação do produto in natura. Sodré, do Sindalimentação, diz que o risco é de mais 100 demissões na unidade de Itabuna.

PRODUTORES DE LEITE QUEREM RESPOSTAS DA NESTLÉ

Dirigentes da Adasb, Edimar e Elder querem explicações da Nestlé (Foto Reprodução).

Dirigentes da Adasb, Edimar e Elder querem explicações da Nestlé (Foto Reprodução).

Um total clima de incerteza e insegurança tem feito parte da rotina dos produtores de leite do Sul da Bahia desde que surgiram os primeiros sinais de que a Linha de Processamento de Leite da Nestlé encerraria suas atividades em Itabuna. A multinacional, que até então mantinha uma relação de parceria “saudável” com os produtores de leite, repentinamente reduziu a captação em volume, o preço pago por litro de leite e encurtou o raio de captação.

Reconhecendo que se trata de uma atividade agropecuária com maior capacidade de geração de emprego e renda, e temendo os possíveis efeitos sociais na Bacia Leiteira local decorrentes do fechamento da fábrica, a Associação dos Agropecuaristas do Sul da Bahia (Adasb) pressiona a multinacional. “Queremos saber os motivos que levaram a Nestlé à adoção dessas medidas e se essa política é transitória ou se a captação voltará ao normal”, explica o presidente da Adasb, Elder Fontes.

IMPORTAÇÃO DE LEITE

Produtores locais afirmam que após essa nova política a Nestlé reduziu o preço pago pelo litro de leite de aproximadamente R$ 1,15 para R$ 0,85, encurtou o raio de captação para área inferior a 100 km da fábrica, além da quantidade captada. Informações ainda dão conta de que a multinacional tem importado leite desidratado de países do Mercosul, em detrimento da bacia leiteira local.

“Merece reprovação a postura da multinacional que, embora goze de benefícios fiscais e de incentivos tributários para operar na região Nordeste, mais precisamente em Itabuna, decida por preterir a produção de leite local para importá-lo de outros Estados ou, ainda pior, do exterior”, frisa o vice-presidente Edimar Margotto Jr.

PREJUÍZOS E INSEGURANÇA

Os dirigentes da Adasb lembram que produtores realizaram altos investimentos – com recursos próprios ou mediante financiamentos obtidos junto aos agentes fomentadores do agronegócio – a fim de submeter suas propriedades às exigências fitossanitárias exigidas pela Nestlé.

“A sensação de insegurança e de desamparo é muito grande. Muitos produtores fizeram investimentos de monta, seja na aquisição de equipamentos, seja na modernização de pastagem, adubação, aquisição de matrizes, e precisam no mínimo, de um esclarecimento sobre o que está acontecendo”, finalizou o presidente Elder Fontes.

PREOCUPAÇÃO ENTRE PRODUTORES DE LEITE

Elder FontesA Nestlé negou que vá fechar a unidade de secamento em Itabuna, mas a preocupação é grande entre produtores de leite do centro-sul da Bahia. Elder Fontes, presidente da Associação dos Agropecuaristas do Sul da Bahia (Adasb), revela que, além de reduzir o volume de captação de leite na região, a multinacional de alimentos baixou o preço pago pelo litro do produto no sul da Bahia.

A Adasb começa a se movimentar em busca de apoio político para tentar sensibilizar a Nestlé. Há, ainda, outro ponto de preocupação para a bacia leiteira regional: a empresa reduziu o raio de captação, o que significa que muitos produtores foram cortados da relação de fornecedores, embora com leite disponível.

NESTLÉ NEGA FECHAMENTO DE UNIDADE EM ITABUNA

A Nestlé enviou nota à redação em que nega o fechamento da unidade de leite em Itabuna. “A planta prossegue em atividade”, informa. O fechamento da secagem foi ventilado pelo deputado estadual Eduardo Salles (PP), ex-secretário de Agricultura da Bahia.

A multinacional de alimentos diz não ter plano de encerrar a operação no sul da Bahia, “onde está presente há mais de 35 anos”. De acordo com o deputado baiano, a Nestlé encerraria as operações em Itabuna e transferiria a produção de leite em pó para outro estado. Confira a íntegra da nota enviada ao PIMENTA.

A Nestlé Brasil esclarece que não tem planos de encerrar a operação de sua unidade em Itabuna (BA), onde está presente há mais de 35 anos, e que a planta prossegue em atividade.

É importante ressaltar que o Estado da Bahia vem recebendo investimentos consistentes nos últimos anos. Em virtude de sua relevância nos negócios da companhia, além da fábrica de Itabuna, o estado abriga desde 2007 uma moderna unidade multiprodutos em Feira de Santana, responsável pelo abastecimento da região Nordeste.

A empresa informa ainda que mantém um relacionamento próximo com os produtores de leite do Estado, buscando sempre contribuir para o desenvolvimento da bacia leiteira, dentro do conceito de Criação de Valor Compartilhado, que visa gerar valor para todas as comunidades onde a empresa está presente.

NESTLÉ FECHARÁ UNIDADE EM ITABUNA, DIZ SALLES

Unidade da Nestlé em Itabuna pode fechar unidade de secagem.

Unidade da Nestlé em Itabuna pode fechar unidade de secagem.

Salles teme fechamento de unidade (Foto Divulgação).

Salles teme fechamento de unidade (Foto Divulgação).

Da Coluna Tempo Presente, d´A Tarde

A Nestlé anunciou, segundo o deputado Eduardo Salles (PP), que vai desativar no fim do mês a fábrica de secagem em Itabuna.

Mesmo tendo incentivos fiscais do governo, a indústria deve ir para outro estado. Se for confirmado o fechamento, a Bahia perderá a última fábrica de leite em pó.

A Vale Dourado tinha uma em Itapetinga, mas está em recuperação judicial, e a CCLB já fechou em Feira de Santana.

Afronta — Eduardo Salles quer convocar a direção da Nestlé para explicar as razões da indústria para fechar a unidade. Diz que a decisão é uma afronta à população baiana, que através do governo incentivou o desenvolvimento da fábrica no estado.

– A Bahia ficará sem produção de leite em pó, algo fundamental para nossa pecuária após anos de seca e em período de recuperação.

FUNCIONÁRIOS DA NESTLÉ PARAM POR 24H

Unidade da Nestlé em Itabuna.

Unidade da Nestlé em Itabuna enfrenta paralisação de 24 horas.

Trabalhadores da linha de produção de leite da Nestlé em Itabuna iniciaram nesta noite de terça (17) paralisação de 24 horas. De acordo com o diretor do SindiAlimentação, Eduardo Sodré, esta é paralisação de advertência, para que a empresa apresente melhor contraproposta.

A multinacional ofereceu 7,5% de reajuste, enquanto os trabalhadores querem 9%, além de unificação do piso salarial (reveja aqui). Os funcionários já aprovaram deflagração de greve na unidade em Itabuna.

Segundo Sodré, a paralisação por tempo indeterminado pode ocorrer a qualquer momento, caso a multinacional não melhore a contraproposta. Os trabalhadores da linha de achocolatados também podem aderir à paralisação, segundo o presidente do Sindicacau, Luiz Fernandes.

FUNCIONÁRIOS DA NESTLÉ APROVAM GREVE

Trabalhadores da Nestlé já sinalizavam greve desde a semana passada.

Trabalhadores da Nestlé já sinalizavam greve desde a semana passada.

Os funcionários da unidade da Nestlé em Itabuna aprovaram greve por tempo indeterminado. A votação ocorreu em assembleia no final da tarde desta quarta (11). Os funcionários cobram piso salarial único para todas as unidades e reajuste salarial de 9%, mas a multinacional oferece 7,5%

De acordo com Eduardo Sodré, dirigente do SindiAlimentação, o piso para funcionários da Nestlé na Bahia é R$ 1.075,00 ante R$ 1.240,00 em São Paulo e R$ 1.100,00 em Minas Gerais. A unidade da Nestlé em Itabuna tem 343 funcionários, conforme o sindicalista.

A Nestlé foi notificada da decisão tomada em assembleia, segundo Sodré. A empresa receberá, em até 48 horas, um prazo para retomada de negociação. “A diferenciação de piso salarial nas diversas unidades revoltou os funcionários”, disse o sindicalista. “Além disso, a empresa, que patrocina Copa do Mundo, quer dar apenas 0,5% de aumento real”.

“AGRONEGÓCIO EXPULSA MÃO DE OBRA E COLOCA EM SEU LUGAR MÁQUINA E VENENO”, DIZ STÉDILE

Stédile5O líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, 60, esteve em Salvador no último final de semana, onde participou de uma plenária sobre o Plebiscito por uma Constituinte Exclusiva. Stédile é graduado em economia pela PUC do Rio Grande do Sul e pós-graduado pela Universidade Nacional Autônoma do México.

Nesta entrevista, ele fala também sobre a Reforma Agrária nos governos FHC, Lula e Dilma e diz que o agronegócio utiliza veneno que está o provocando câncer. Stédile também vê o Congresso Nacional dominado pelas bancadas ruralista e do empresariado e faz uma avaliação sobre as próximas eleições.  Confira a entrevista concedida a Marival Guedes, especialmente para o Pimenta.

BLOG PIMENTA – Vamos começar fazendo uma comparação entre os mandatos de Fernando Henrique, Lula e de Dilma sobre a Reforma Agrária.

JOÃO PEDRO STÉDILE – No Brasil, a rigor, nunca tivemos Reforma Agrária no que ela representa, que é um programa de governo que leve a democratização do acesso à terra a todos. FHC abriu as portas para as grandes empresas internacionais, mas teve um azar: o agronegócio, na sua ganância de tomar conta das terras, cometeu dois grandes massacres que deixaram a população indignada. Teve aquela nossa grande marcha à Brasília que fez com que FHC se obrigasse a um programa de assentamentos que foi até razoável, mas foi fruto dos massacres em Carajás e no Paraná.

PIMENTA – Com Lula, houve uma grande expectativa…

STÉDILE – Nós tínhamos esperança de que o governo Lula pudesse acelerar, mas, infelizmente, ele seguiu apenas a política de assentamentos. Então, onde havia pressão política, houve desapropriações. Nós mantivemos, digamos assim, o mesmo ritmo do governo FHC.

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A reforma agrária praticamente parada. E esta é a nossa bronca com relação ao Governo Dilma.

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PIMENTA – E estes três anos e três meses do governo Dilma?

STÉDILE – Agora, está praticamente parada. E esta é a nossa bronca com relação ao governo Dilma, porque não avançou na Reforma Agrária.

PIMENTA – Quais os motivos?

STÉDILE – A resposta simplista seria que falta vontade política do governo, mas não é bem assim. A nossa avaliação é de que a correlação de forças na luta de classe na agricultura piorou no governo Dilma. Piorou em função da crise do capitalismo internacional, houve uma avalanche de capital internacional que veio se proteger no Brasil. Investiram em usinas, hidrelétricas, praticamente desnacionalizaram todo o setor canavieiro e compraram muita terra. Isso representa a força do capital que chega lá no interior, compra terra, controla o comércio etc.

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O cacau tem o comércio cada vez mais concentrado nas mãos da Dreyfus, Nesttlé e da Cargil. Isso foi de pouco tempo pra cá.

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PIMENTA – Pode citar um exemplo?

STÉDILE – O cacau tem o comércio cada vez mais concentrado nas mãos da Dreyfus, Nesttlé e da Cargil. Isso foi de pouco tempo pra cá. A segunda explicação é que, dentro do governo Dilma, há uma presença maior do agronegócio.  Terceira mudança: o Congresso no governo Dilma é mais ruralista. Aquilo que no governo tava parado – e nos ajudava -, o agronegócio avançou pelo Congresso fazendo chantagem. Esta bancada fazia as mudanças, como foi o episódio do Código Florestal, e impunha ao governo como uma derrota. Estas três circunstâncias levaram o governo Dilma a recuar com relação à Reforma Agrária.

PIMENTA  – O que o MST reivindica a curto, médio e longo prazos?

STÉDILE – De curto prazo, a Carta e a pauta que entregamos na audiência durante nosso congresso, em 13 de fevereiro passado, quando sinalizamos para a presidenta: olha, nós entendemos a correlação de forças, que não depende de vontades pessoais. Mas, ao seu alcance, estão, imediatamente, antes de terminar o governo, algumas medidas concretas de emergência.

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Nós temos 100 mil famílias acampadas, inclusive algumas ao longo das rodovias em Itabuna, Ilhéus e outros municípios do sul da Bahia.

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PIMENTA – E quais seriam?

STÉDILE – Nós temos 100 mil famílias acampadas, inclusive algumas ao longo das rodovias em Itabuna, Ilhéus e outros municípios do sul da Bahia. É um absurdo que nós tenhamos acampamentos com oito anos, pessoas morando debaixo de lona preta. Segunda medida, aqui para Nordeste, nós descobrimos que dentro dos perímetros irrigados, já com tudo pronto, o governo botou água, gastou milhões de reais, existem 80 mil lotes vagos, porque, na política burra do Dnocs e da Codevasf, eles fazem primeiro o perímetro irrigado e depois fazem o edital de licitação em que só o pequeno empresário do sul vem aqui. No caso da Bahia, a região de Juazeiro. E, depois, abandonam.

PIMENTA – Quais as razões para esse abandono?

STÉDILE – Porque eles criam uma ilusão: “vou plantar manga, abacaxi e vou bamburrar de dinheiro.” O mercado mundial de frutas já tá tomado. Não é chegar assim: vou exportar manga pra Europa e vou ganhar dinheiro. Não há mais mercado pra fruta na Europa, nem sequer da uva. Ao contrário, toda a produção do perímetro irrigado no Nordeste, hoje vai para o mercado nacional, porque aumentou a renda do brasileiro. Então, é melhor vender no Brasil que no exterior.

PIMENTA – O que foi feito com estes lotes?

STÉDILE – Estão vagos. Tem 80 mil lotes vagos, tudo pronto com água passando. E nós falamos pra Dilma: pelo amor de Deus, bote sem-terra nestes lotes. Não precisa gastar nada, nem desapropriação, pra eles produzirem alimentos.

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A Polícia Federal, nos últimos 12 anos, identificou 566 fazendas onde havia trabalho escravo. Ora, a Constituição é clara: não cumpriu a função social, desapropria. É só ter coragem.

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PIMENTA – A questão do trabalho escravo também consta na carta. Qual a reivindicação?

STÉDILE – A Polícia Federal, nos últimos 12 anos, identificou 566 fazendas onde havia trabalho escravo. Ora, a Constituição é clara: não cumpriu a função social, desapropria. Não interessa se é produtiva ou improdutiva. É um crime hediondo, primeiro motivo absoluto, o cara que pratica trabalho escravo tem que ter [a área] desapropriada. Então, é só ter coragem e pegar os processos e somente aí já teríamos 566 fazendas.

PIMENTA – Quais as ações do MST a partir de agora?

STÉDILE – Nós temos três inimigos do pobre do campo: o primeiro é o latifúndio atrasado, que ainda é improdutivo ou que paga mal aos trabalhadores e que agride a natureza. O segundo é o agronegócio, que é moderno, mas não gera riqueza para o povo brasileiro. E o terceiro é este sistema geral, mundial, que transformou o Brasil numa economia de exportação de matéria-prima, apenas. E não fica nenhuma riqueza aqui.

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Cargil, Dreyfus e Nestlé controlam as exportações. Elas que ficam com o lucro da riqueza do cacau, não o produtor. Este fica com uma pequena margem.

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PIMENTA – Quem controla as exportações?

STÉDILE – O agronegócio aumenta cada vez mais as exportações, mas Cargil, Dreyfus e Nestlé controlam as exportações. Elas que ficam com o lucro da riqueza do cacau, não o produtor. Este fica com uma pequena margem. Então, se queremos que o cacau seja um produto orgânico para produzir chocolate para o povo brasileiro, temos que derrotar este sistema destas empresas transnacionais. São nossas inimigas.

Para ler a íntegra, clique no link a seguir: :: LEIA MAIS »

JOVEM MORTO APÓS MAL SÚBITO TRABALHAVA HÁ UM ANO NA NESTLÉ

Ramon faleceu após mal súbito.

Ramon faleceu após mal súbito.

O funcionário Ramon Brito Viana, que faleceu após sofrer mal súbito na Nestlé, trabalhava há um ano na linha de produção de achocolatado. Segundo relato de colegas, Ramon começou a passar mal vinte minutos após o início da jornada.

Colegas que estavam próximos pensavam que o jovem de apenas 27 anos estava brincando quando o mesmo começou a sofrer convulsão. “Pare com essa brincadeira, Ramon”, disse um deles. Sem reação do funcionário, perceberam a gravidade do caso. Ao tocarem em Ramon já sentiram o corpo frio, segundo disse ao PIMENTA o presidente do SindAlimentação, Eduardo Sodré.

A Brigada de Incêndio da empresa foi acionada e aplicou massagem, o que não alterou o quadro. Ao acionar o Samu 192, os funcionários foram informados de que não havia ambulância no momento (confira mais abaixo). Ramon acabou sendo levado para o hospital em carro particular, já agonizando.

O jovem recebeu os primeiros atendimentos médicos no Calixto Midlej Filho às 00h47min de hoje, falecendo logo depois. Até há pouco, o corpo não havia sido liberado. A perícia apontará a causa da morte. A equipe médica trabalhava com as hipóteses de infarto fulminante ou aneurisma cerebral.

ENTERRO EM IBICUÍ

O corpo de Ramon deverá ser enterrado amanhã (9) na cidade natal do industriário, Ibicuí, conforme desejo expresso pela família. O trabalhador deixa esposa e filho de apenas um ano.

A produção na fábrica da Nestlé foi paralisada. O presidente do SindAlimentação, Eduardo Sodré, disse que está acompanhando toda a situação para apurar se houve negligência da multinacional. Porém, informou, não havia sido constatado problema de saúde nos exames admissionais e periódicos.

“Nós cobramos da empresa políticas de ergonomia e intensidade do trabalho, mas os relatos dos colegas descartam [que o trabalho tivesse originado sobrecarga nesta noite]”, diz, enfatizando que Ramon estava começando o turno. “Sabemos que não possuímos poder de polícia, mas estamos investigando tudo”.

FUNCIONÁRIO DA NESTLÉ MORRE APÓS SOFRER MAL SÚBITO NO TRABALHO

Fábrica da DPA Nestlé em Itabuna, onde operário sofreu mal súbito.

Fábrica da DPA Nestlé em Itabuna, onde operário sofreu mal súbito.

Um funcionário da unidade da DPA Nestlé em Itabuna faleceu no início da madrugada desta quinta-feira (8), após sofrer mal súbito na fábrica. O funcionário foi identificado apenas pelo prenome Ramon, conhecido como “Índio”, e tinha 27 anos.

Segundo colegas, Ramon passou mal quando trabalhava na linha de produção do achocolatado Nescau. Funcionários da DPA afirmam que não havia ambulância na empresa nem obtiveram socorro do Samu, que alegou falta de unidade móvel.

Ramon foi levado, agonizando, em um carro de um colega para o Hospital Calixto Midlej Filho, onde faleceu. O PIMENTA entrou em contato com a gerência da DPA Nestlé em Itabuna. A empresa deve se posicionar sobre o caso somente à tarde, segundo a atendente.

EM NOTA, NESTLÉ DIZ QUE NEGOCIA COM TRANSPARÊNCIA

Funcionários da Nestlé em Itabuna na paralisação de duas horas, ontem.

Funcionários da Nestlé em Itabuna na paralisação de duas horas, ontem.

A Nestlé Brasil emitiu nota em resposta à postagem em que o diretor do SindAlimentação, Eduardo Sodré, questiona a tentativa da empresa de impor piso e percentuais salariais diferenciados para as unidades em Feira de Santana e Itabuna, na Bahia. Os 1.500 trabalhadores ameaçam cruzar os braços nas duas unidades.

As negociações com representantes do Sindicato “ainda estão abertas e dentro do calendário previsto pela categoria”, diz a nota. A empresa informa, ainda, que ocorreram três rodadas de negociação em Feira e uma em Itabuna.

“Novas reuniões estão agendadas para os próximos dias para que seja dada continuidade à negociação das propostas. As empresas reiteram que estão abertas ao diálogo com os representantes do sindicato e reafirmam sua disposição em colaborar com o processo de negociação”, reforça.

A empresa reforça que possui política transparente de negociação e que respeita a legislação trabalhista. Para conferir a íntegra da nota, clique em “leia mais”.

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NA BAHIA, 1,5 MIL FUNCIONÁRIOS DA NESTLÉ AMEAÇAM ENTRAR EM GREVE

 

Funcionários da Nestlé fazem protesto debaixo de chuva em Feira.

Funcionários da Nestlé fazem protesto debaixo de chuva em Feira.

Funcionários das unidades da Nestlé em Itabuna e Feira de Santana cruzaram os braços nesta segunda (10), por duas horas, para forçar a multinacional a negociar reajuste salarial, além de conceder percentual de reajuste igual para as duas fábricas na Bahia. Eles aprovaram indicativo de greve em Itabuna e Feira.

A indústria em Feira tem 1.100 funcionários que acamparam em frente à unidade, mesmo debaixo de chuva. De acordo com Eduardo Sodré, do Sindalimentação-BA, a proposta dos trabalhadores é de reajuste de 13,16% para todos os cargos e piso de admissão de R$ 1.240,00 tanto para Itabuna como Feira.

A Nestlé quer conceder reajuste real de 7,3% para Feira de Santana e apenas 6,58% para Itabuna e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 3,9 mil para funcionários de Itabuna e R$ 4 mil para Ilhéus. O sindicato quer R$ 5.800,00 para as duas unidades. Sodré lamenta a “política excludente” praticada pela multinacional de alimentos.

Funcionários da Nestlé em Itabuna na paralisação de duas horas.

Funcionários da Nestlé em Itabuna na paralisação de duas horas.

BAHIA: CACAU AFRICANO É TRANSPORTADO PARA A NESTLÉ SEM PROTEÇÃO

Cacau transportado do porto de Ilhéus para a Nestlé, em Itabuna, sem proteção (Foto Isidoro Gesteira).

Cacau transportado de Ilhéus para a Nestlé, em Itabuna, sem proteção (Foto Isidoro Gesteira).

Do Blog do Thame

O produtor rural Isidoro Gesteira flagrou na tarde de ontem (20) um caminhão transportando cacau importado de Gana na África pela rodovia Ilhéus-Itabuna. O cacau vinha de Ilhéus com destino a Itabuna, onde seria processado na fábrica da Nestlé.

A foto revela que o cacau é transportado sem qualquer cuidado fitossanitário, com o produto exposto à chuva. “Esta estrada passa pelo centro de nossa cultura e as cargas deveriam ser todas cobertas para evitar novas pragas”, afirma Isidoro.

PIMENTA DO DIA

Comentário do produtor José Roberto Benjamin no post “Documentário expõe lado obscuro (da produção) de chocolate na África“, que denuncia escravização de crianças em lavouras de cacau em Gana e Costa do Marfim:

É esse cacau que, manchado com sangue e suor de crianças, ainda é misturado com cadáveres em putrefação de africanos clandestinos durante a travessia da África para Ilhéus. E se transforma em chocolate. Feliz Páscoa!!!

MOTORISTAS E EMPRESAS RECLAMAM DE PREJUÍZOS COM “BURACOLÂNDIA” NA BR-415

Pista vira “piscina” e motoristas são obrigados a trafegar pelo acostamento (Foto Pimenta).

“Aqui nem de jegue dá para andar”, reclama Robenaldo Cardoso (Foto Pimenta)

Congestionamentos, muitos buracos e prejuízos. Quem trafega diariamente pelo trecho da BR-415 em frente ao Parque de Exposições Antônio Setenta, em Itabuna, tem sempre uma história para contar: seja por testemunhar um acidente ou ser vítima de prejuízos causados pela pista cada vez mais precária. Cerca de 2,5 mil veículos passam pela rodovia e o tráfego de caminhões e ônibus é intenso.

Justamente no pior trecho da rodovia, estão sediadas empresas como a Delfi-Nestlé e o poliduto da Petrobras e a estação da Bahiagás, o que atrai grande volume de veículos pesados. Transportadoras e motoristas autônomos reclamam dos quase três quilômetros de buracos.

Caminhoneiro há 18 anos, Agenor da Silva afirma que nunca viu a rodovia em “tão péssimas condições” como agora. “Do tempo que eu trabalho, nunca vi essa estrada desse jeito. Não tem condições, tem de sair na primeira [marcha]. Esse está entre os piores trechos na Bahia”, disse ao PIMENTA.

“Aqui nem de jegue dá para andar, senão [o animal] quebra a pata”, diz o caminhoneiro Robenaldo Olavo Cardoso. Ele teve que desembolsar R$ 150,00 hoje pela manhã para trocar uma peça do caminhão. A quebra ocorreu após passar pela buraqueira da rodovia.

Silvio Andrade, da Potência Express, reclama da precariedade da rodovia e lembra que milhares de veículos (e pessoas) passam pelo trecho da BR-415. “Sem contar que é uma das principais entradas da nossa cidade”, enfatiza. Confira vídeo que mostra as condições da pista e traz relato de motoristas.

PROMESSA DO DNIT: PISTA SERÁ RECAPEADA

O coordenador da unidade local do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) em Itabuna, Valter Cardoso, assegurou ao PIMENTA que o recapeamento do trecho da rodovia deve começar em até 15 dias.

Segundo ele, será o tempo de montagem da usina asfáltica. O serviço será executado pela Construtora Mazza. O recapeamento também incluirá a Rodovia Ilhéus-Itabuna, no trecho entre a zona urbana de Itabuna e o posto da Polícia Rodoviária Estadual, no Banco da Vitória, em Ilhéus.

AÇÃO CIVIL PÚBLICA PEDE REVOGAÇÃO DE NORMA PARA CACAU IMPORTADO

Inseto alado – e vivo – em cacau vindo da Costa do Marfim.

O Sindicato Rural de Itamari, a 322 km de Salvador, entrou com Ação Civil Pública contra a União para suspender os efeitos da Instrução Normativa 47/2011 e sua revogação pelo Ministério da Agricultura. A medida judicial foi protocolada nesta sexta-feira, 20, na Justiça Federal de Ilhéus.

A ação partiu do presidente do Sindicato Rural de Itamari, Henrique Araújo Neri, que credita a entrada de insetos vivos na carga de cacau da Nestlé, no Porto de Ilhéus, à supressão de exigências de procedimentos fitossanitários pela IN 47/2011. A mesma normatização suspende missões técnicas pré-embarques nas importações de amêndoas de cacau secas e fermentadas provenientes de países africanos, como Costa do Marfim e Gana.

NÃO HÁ RISCO ZERO

A ação judicial surgiu um dia após o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, Cosam de Carvalho Coutinho, ter dito ao portal de agronegócios Mercado do Cacau não existir nenhuma normativa que dê 100% de garantia à não-entrada de qualquer praga em qualquer canto do mundo.

Cosam Coutinho diz que não existe “risco zero” (Foto Pimenta/Arquivo).

Para Cosam Coutinho, “todo sistema de quarentena vegetal mundial não trabalha com risco zero. Trabalhamos, sim, com manejo de risco e estamos seguros de que a Instrução Normativa 47/2011 nos dá a garantia da redução do risco associado a um nível aceitável”.

Quatro mil toneladas de cacau importadas pela Nestlé estão retidas no galpão da multinacional, desde 16 de junho, porque fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura encontraram insetos vivos nas sacas com amêndoas secas.

O fato causou apreensão na lavoura, apesar de a empresa ter divulgado nota dizendo que seus carregamentos de cacau passam por cuidados criteriosos de vigilância e que respeita os trâmites legais de importação.

NESTLÉ DIZ QUE PROPOSTA AOS FUNCIONÁRIOS FOI “COMPETITIVA”

Funcionários rejeitaram proposta e ameaçam entrar em greve.

A assessoria da Nestlé/DPA afirma que a direção da multinacional no Brasil “aguarda posicionamento oficial” do sindicato que representa os funcionários em Itabuna, o SindAlimentação, para dar continuidade às negociações. Na quarta, os trabalhadores pararam as atividades por 4 horas e rejeitaram a contraproposta da empresa.

A Nestlé ofereceu reajuste salarial de 7,5%, incremento de R$ 28,00 na cesta básica e de R$ 300,00 na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além de 4,88% de incremento ao piso salarial. Os funcionários querem 9% de reajuste e incrementos de R$ 60,00 na cesta e R$ 600,00 na PLR, além de aumento de 18% no piso salarial.

A empresa, por meio da assessoria, diz que a sua proposta foi “competitiva”. Eduardo Sodré, do SindAlimentação, diz que a Delegacia Regional do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho foram chamados para participar das negociações. Os trabalhadores já anunciaram que entram em greve na sexta, 29, caso não haja acordo.

FUNCIONÁRIOS DA NESTLÉ REJEITAM PROPOSTA E ANUNCIAM GREVE

Funcionários da Nestlé decidiram por indicativo de greve.

Os 260 funcionários da DPA/Nestlé em Itabuna anunciaram greve por tempo indeterminado, a partir do próximo dia 29, caso a direção da empresa mantenha a contraproposta de reajuste anunciada. Os trabalhadores da unidade pararam por 4 horas na manhã desta quarta (relembre).

Durante assembleia, a proposta de 7,5% de reajuste salarial, R$ 28,00 de reajuste para a cesta básica e de R$ 300,00 na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) foi rejeitada por 82% dos funcionários, além de incremento de 4,88% ao piso salarial.

Os funcionários querem reajuste de 9%, aumento de R$ 60,00 na cesta básica e de R$ 600,00 na PLR, além de incremento de 18% no piso dos trabalhadores da unidade.

O sindicato dos funcionários da Nestlé, SindAlimentação, encaminhará ofícios à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e Ministério Público do Trabalho para que estes órgãos participem das negociações. “Teremos prazo de oito dias para negociações”, afirma o dirigente sindical Eduardo Sodré.

ACIDENTE GRAVE NA BR-415

Corpo de Bombeiros, Samu 192 e Polícia Rodoviária Estadual foram acionados neste início de madrugada para atendimento à vítima de um acidente grave ocorrido no quilômetro 35 da BR-415, trecho próximo à Nestlé, em Itabuna.

Uma picape VW Saveiro (IAE-8914) que transportava carne clandestina colidiu contra uma moto Honda CG 125 (NTD-8199). O motociclista, identificado como George Ferreira e Silva, foi conduzido para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem) em estado grave.

George sofreu afundamento no crânio e fraturas expostas nos braços e pernas, além de perda de massa encefálica, de acordo com informações das equipes que o socorreram. O motorista da picape Saveiro caminhão teria saído ileso.

O repórter Costa Filho, do Programa Tribuna Livre, da rádio Jornal, apurou que a Saveiro seguia para Itabuna com carga equivalente a 3 garrotes. O produto não tinha guia de trânsito. Pelas marcas de frenagem, o acidente foi causado pela picape, conforme a polícia.

O motorista do utilitário, Joadson dos Santos Souza, 23, fugiu do local da colisão sem prestar socorro à vítima. Mais tarde, um senhor não identificado se apresentou momentos depois como “pai” do jovem.

Vítima do acidente, George reside na rua João Pessoa, 403, em Ibicaraí, trabalha como mototáxi e estava retornando de Itacaré, onde deixou uma passageira.  Os dois veículos foram levados para o Complexo Policial de Itabuna.

MOVIMENTO INTENSO

As principais estradas que cortam Itabuna e Ilhéus apresentam movimento intenso desde ontem. Na BR-415 e nas BA 001, foram registrados quatro acidentes entre ontem e o início da manhã de hoje. O caso mais grave foi o da colisão entre a Saveiro e uma moto.

Ontem, houve ainda um capotamento no trecho Ilhéus-Una da BA-001. O motorista sofreu leves escoriações. Já na BR-101, a polícia rodoviária federal registrou cinco acidentes sem vítimas.

Atualizado às 7h58min

JUSTIÇA DÁ GANHO DE CAUSA A 100 EX-FUNCIONÁRIOS DA DELFI/NESTLÉ

A Justiça do Trabalho reconheceu as irregularidades na escala de trabalho dos empregados da antiga Nestlé, atual Delfi Cacau Brasil, em Itabuna.

Segundo a sentença expedida pela 3ª Vara do Trabalho, a empresa foi condenada a pagar as horas extras a todos os 100 trabalhadores que entraram com a ação coletiva.

Os funcionários já demitidos entraram com ação encaminhada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentos de Ilhéus, Itabuna e Uruçuca (Sindicacau), por meio do advogado Alberto Ferreira.

O presidente do Sindicacau, Luiz Fernandes Andrade, diz que já foram realizadas três audiências de conciliação, exigindo o pagamento das horas, sem acordo. A Delfi Cacau alegou que as horas extras já haviam sido pagas.

Com a nova sentença, o sindicalista diz que “a classe trabalhadora comemora”. Ele considera justa a cobrança de quem trabalhou nos dias que seriam de folga e não receberam por isso. Informações d´A Região Online.

NESTLÉ AMPLIA PRODUÇÃO EM ITABUNA

Depois de mais de 20 anos em Itabuna, a Nestlé decidiu ampliar a sua produção na indústria que mantém com a Delfi no município sul-baiano. Além do Leite Ninho, produzirá no município três diferentes achocolatados. O pedido foi apresentado à Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri).

Quem está gostando do incremento na produção da planta local é a prefeitura de Itabuna. O investimento significa mais dindin nos cofres do municípios, com o retorno do ICMS. A Nestlé já respondeu por até metade do que Itabuna arrecadava nesse tipo de imposto.

Nem tão longe de Itabuna, o prefeito Lenildo Santana, de Ibicaraí, vê no investimento da Nestlé uma guinada na cadeia produtiva regional.

Ibicaraí inaugura, neste semestre, a primeira fábrica de chocolate do (engessado) PAC do Cacau. Serão R$ 2,3 milhões investidos.

A produção tem como alvo não só o mercado regional. O sul da Bahia deixa de ser mero produtor de matéria-prima. E, o mais significativo, a partir da iniciativa de empreendedores locais.

O projeto vem sendo bem trabalhado, segundo Lenildo, para não repetir erros passados e recentes.








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