WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia
festival chocolate






alba








junho 2019
D S T Q Q S S
« maio    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

editorias






:: ‘novelas’

UNIVERSO PARALELO

QUANDO JOVEM, PREFERIA GIBI A LIVRO

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

1Pavão misterioso

Para efeito de trabalho (ninguém o chama pra tomar sorvete de coco!), pedem-lhe um currículo com ênfase em atividades literárias. Tem desamor à palavra “ênfase”, mas (noblesse oblige) responde que publicou pouco – graças ao bom Deus, leu mais do que escreveu – e, na adolescência (Escândalo! Escândalo!), preferia gibi a livro. Passou por Luís de Camões, mas não descurou do Pavão Misterioso, Cancão de fogo, A chegada de Lampião no inferno e o amor complicado de Coco Verde e Melancia. E mais: que é filho da poesia popular, os folhetos vendidos na feira, cantados por violeiros, aquilo que os novidadeiros chamam “literatura de cordel”.

________________

Cacau na barcaça e boiada no pasto

A rap de pé quebrado prefere repente bem rimado. Mas cedo descobriu que ouvir versos faz poetas, tanto quanto batina fabrica vigários: aventurou-se num soneto dedicado à vizinha, muito lutou com papel, lápis e borracha, suou em bicas, pensou, penou, sofreu, correu contra o tempo e chegou atrasado: nem pingara o ponto final no primeiro quarteto e a pretendida já estava de vestido branco alugado e casório apalavrado com sujeito promissor: imune a livros e outras moléstias, com pés literalmente na terra (herdeiro de cacau secando na barcaça e boiada berrando no pasto), era o marido que ela, de mãos postas, rogara a Santo Antônio, o casamenteiro.

 ______________

3MachadoViu a vingança sintetizada numa frase

Saiu-se da aventura, tirante o sofrimento de meses, sem maior prejuízo, portando dois efeitos, um bom, outro nem tanto. Agastado, atirou ao lixo aquele começo de mau soneto; depois, ressentido, meteu-me a ler Queda que as mulheres têm para tolos, que pensava ser de Machado de Assis, mas hoje duvida. A primeira atitude livrou o mundo de mais um poetastro; com a segunda, entrou em risco de ser transformado em detestável erudito. Na época, viu sua vingança sintetizada numa frase: “O homem de espírito é o menos hábil para escrever a uma mulher”. Salvou-se da condenação dos amores desencontrados. De versejar ainda sofre recaídas.

ENTRE PARÊNTESIS, OU…

A maldade como “privilégio” de poucos

Conta-se que o cineasta Carlos Manga, então responsável pelo controle de qualidade da dramaturgia da Globo, ao ser convidado para dirigir o núcleo de novelas da Vênus Platinada, recusou a promoção, com uma frase bem construída: “Não tenho maldade suficiente para tanto”. Talvez os termos não sejam, rigorosamente, estes – a memória deste colunista já se mostra mais inclinada à essência do que à precisão. Mas é o que me vem à mente quando observo o estágio deplorável em que se encontram minhas cidades de Ilhéus e Itabuna: parece até que ser prefeito exige um grau de maldade que é “privilégio” de poucos.

REALIDADE E FICÇÃO EM SANDRO MOREYRA

5Cartão vermelhoNos relatos do jornalista Sandro Moreyra, sobre futebol, realidade e ficção se fundem. Diz ele: “Um dos mais curiosos exemplos de que, no futebol, o crime também não compensa, aconteceu com o zagueiro Fontana, que foi do Cruzeiro, Vasco e Seleção Brasileira. Num jogo contra o Fluminense, levou um drible de Samarone e foi ao chão. Irritado, partiu no encalço do adversário, desfechando pontapés. Errou todos. Porém não se livrou de um cartão vermelho e uma distensão muscular, fruto dos seus chutes fora do alvo. Saiu de maca, expulso, sob risos até dos companheiros”.
________________

“Raparigas que andam de tetas do léu”

Aqui, ele é personagem: “Numa radiosa manhã de sol, chego ao Hotel do Guincho, em Cascais, onde se hospedava a delegação brasileira, para conversar com os dirigentes e os jogadores, e não vejo ninguém com aquele inconfundível agasalho verde-amarelo. Pergunto então ao seu Carvalhosa, o velho porteiro, se a Seleção, por acaso, saiu para algum treino, e ele, muito atencioso, prontamente responde: ´Não, senhor, ninguém saiu. Estão todos acolá, ao redor da piscina, a mirar as raparigas que andam de tetas do léu´. Era o topless português” (Histórias de futebol – Coleção O Dia Livros/1998).

UM RARO REPRESENTANTE DO “DÓ DE PEITO”

7Dó de peitoNos relatos do jornalista Sandro Moreyra, sobre futebol, realidade e ficção se fundem. Diz ele: “Um dos mais curiosos exemplos de que, no futebol, o crime também não compensa, aconteceu com o zagueiro Fontana, que foi do Cruzeiro, Vasco e Seleção Brasileira. Num jogo contra o Fluminense, levou um drible de Samarone e foi ao chão. Irritado, partiu no encalço do adversário, desfechando pontapés. Errou todos. Porém não se livrou de um cartão vermelho e uma distensão muscular, fruto dos seus chutes fora do alvo. Saiu de maca, expulso, sob risos até dos companheiros”.
________________

O auxílio luxuoso de… Ângela Maria!

Quando menino, Agnaldo costumava imitar os cantores da época, sobretudo Cauby Peixoto, sua referência. Pobre, aos nove anos já carregava malas na Rodoviária de Caratinga, engraxava sapatos, vendia frutas… e cantava! Vencia os concursos de canto promovidos pelos circos que chegavam à cidade. Mais tarde, já mecânico, mudou-se para Governador Valadares, continuando sua peregrinação pelos programas da rádio, em busca de sua oportunidade. Que veio quando, nos anos 60, como motorista do marido de Ângela Maria, então Rainha do Rádio, esta o apoiou na pretensão de tornar-se artista. Aqui, uma das muitas versões que Agnaldo gravou: Os verdes campos da minha terra (Greengreen grass of home).

 

ELE É “O CARA”

Lago estará em Cheias de Charme, novela das 7h da Globo.

O ator global – e ilheense – Fábio Lago não integrará o elenco do remake da novela Gabriela, que vai rodar na grade da Rede Globo na faixa das 23h, em junho. Mas ele teve papel decisivo para que seu município, Ilhéus, não ficasse fora das locações da novela baseada na obra homônima do escritor itabunense Jorge Amado.

Conforme conta ao caderno de televisão do Correio da Bahia, Fábio convenceu o diretor Mauro Mendonça Filho a gravar parte das cenas da novela na… Terra de Gabriela. “Recebi a equipe e mostrei lugares lindos de Ilhéus. De certa forma, contribuí”, revela Fábio. Isso, porque as cenas de Gabriela no sul da Bahia para a novela seriam gravadas apenas em Canavieiras.

Fábio Lago não participará de Gabriela porque quando recebeu o convite já estava confirmado no elenco de Cheias de Charme, novela das 7h da Globo que estreia nesta segunda-feira, 16. Ele interpretará Naldo, personagem na linha de Fabiano, de Caras&Bocas, que lhe rendeu prêmio de ator revelação em 2009.

ILHÉUS & GABRIELA

Walcyr Carrasco

Fui para Ilhéus com o Maurinho (o diretor Mauro Mendonça Filho), que fará a direção geral de “Gabriela”. A de Núcleo será do Roberto Talma. Foi também a Verônica, da produção, e o cenógrafo Mário Monteiro com sua mulher e parceira Cacá. E para nos ciceronear compareceu o ator Fábio Lago, que vocês conhecem de “Caras & Bocas”, onde fez o inesquecível Fabiano. O Fábio é de Ilhéus, portanto nos ajudou a conhecer a cidade profundamente.

Eu não imaginava que ia gostar tanto de Ilhéus. A cidade é linda. São muitos os prédios e casas Art Nouveau e Art Deco preservados. A cidade foi imponente, teve um passado grandioso. O mais incrível é ir ao lugares que inspiraram Jorge Amado em “Gabriela”. No primeiro dia, jantamos no Bataclã. Hoje é um restaurante. Mas no passado foi um bordel, comandado pela Maria Machadão, que realmente existiu!

Tem também o Vesúvio, bar do turco Nacib, que se apaixona por Gabriela. E as casas dos coronéis. Jorge Amado se inspirou em coronéis que realmente existiram! Por isso mesmo quis conversar com descendentes das antigas famílias do cacau. Uma das pessoas mais interessantes que encontrei foi dona Maricy, neta de um importante coronel. Além de pianista, ela conheceu de perto Anita Malfatti, Oswald de Andrade… e tocou um pouco de piano para mim!

O processo criativo de um autor exige que se converse com pessoas. Ouvir memórias é muito estimulante. Muitas vezes quando alguém me pergunta como se começa a escrever, eu respondo:

– Ouça as pessoas!

Conheci outros descendentes das grandes famílias do cacau. Foi maravilhoso me aprofundar no universo de Jorge Amado e de Gabriela!

Mas é claro, eu comi! Já contei no Twitter parte do exagero. Farei um resumo rápido dos pratos que traçamos, eu, o Maurinho e a equipe, em três dias: lagosta com caju no Bataclã; polvo a provençal, carne seca, bobó de camarão (duas vezes), galinha de cabidela, feijoada, moqueca de bacalhau, pirão de leite, carne seca de novo, pão delícia, cupuaçu cristalizado, jaca cristalizada, doce de banana, cocada, sorvete de pitanga, sorvete de tapioca, torta de banana, suco de pitanga, suco de cacau, cacau (a fruta) várias vezes. E numa noite em que achamos que estávamos pegando pesado demais e era melhor maneirar, comemos pizza de calabresa! Alguém conhece algum regime à base de pizza de calabresa pra “maneirar”?

Leia mais








WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia