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:: ‘OAS’

MORRE CÉSAR MATA PIRES, DA OAS

César Mata Pires era principal acionista da OAS || Foto Divulgação

César Mata Pires era principal acionista da OAS || Foto Divulgação

O maior acionista da empreiteira OAS, César Mata Pires, morreu nesta terça-feira (22) enquanto caminhava pelo Pacaembu, bairro da Zona Oeste de São Paulo. A suspeita é que ele tenha sofrido um infarto fulminante.

Pires foi fundador da empreiteira criada em 1976, na Bahia. A empresa é uma das grandes construtoras brasileiras que têm executivos como réus na Lava Jato.

A empresa chegou a pedir recuperação judicial, perdeu protagonismo e cortou mais da metade de seus funcionários desde então. Em 2013, antes da Lava Jato, o Grupo OAS tinha cerca de 120 mil funcionários. No fim de 2015, o número caiu para 70 mil e, em março deste ano, era de 35 mil. Do G1.

NOSSOS ÍDOLOS AINDA SÃO OS MESMOS…

luizconceiçãoLuiz Conceição

 

Na época, 1993, descobriu-se que uma holding formada por 12 construtoras, comandada pela Odebrecht, garantia a divisão equitativa das obras realizadas com recursos do Orçamento entre as empreiteiras.

 

Perdão Antonio Carlos Belchior, mas parte de sua poesia Como nossos pais, estrondoso sucesso na voz da inesquecível Elis Regina e majestoso arranjo de César Camargo Mariano, em 1976, está agora muito mais que real. Pelo menos, para aqueles que mergulham na rede mundial de computadores, a bordo de quaisquer buscadores, na tentativa de compreender a atual narrativa daquilo que enodoa o país.

A mídia, principalmente a televisiva, teima em mascarar a realidade. Mas, de um passado não muito distante, emergem cenas perversas, que a todos os brasileiros faz sofrer, com tungadas às claras e às escuras no seu bolso, capitaneadas pelos mesmos corruptores. Por isso, “nossos ídolos, ainda são os mesmos. E as aparências, não enganam não. Você diz que depois deles, não apareceu mais ninguém…”, cantou sua poesia.

Mas, com a Lava Jato, algo deve mudar…

Isto, apesar de, há 24 anos, a corrupção envolvendo empreiteiras ter sido motivo de debates na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Orçamento, no Congresso Nacional, como evidencia capa do Jornal do Brasil, de 2 de dezembro de 1993! Na época, descobriu-se que uma holding formada por 12 construtoras, comandada pela Odebrecht, garantia a divisão equitativa das obras realizadas com recursos do Orçamento entre as empreiteiras.

As licitações eram fraudadas ou acertadas previamente, com a vencedora repassando 36% do valor da obra à holding. Entre as empresas participantes do esquema, estavam algumas das mesmas empreiteiras, cujo envolvimento na festejada Operação Lava Jato é de conhecimento de todos: OAS, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e a própria Odebrecht.

Portanto, é também o caso de lembrar-se da genial frase do príncipe de Falconeri, no romance Il Gattopardo (O Leopardo, em italiano), obra literária de Giuseppe Tomasi di Lampedusa (Palermo, 1896 — Roma, 1957): “Algo deve mudar para que tudo continue como está”.

Luiz Conceição é jornalista.

AUDIÊNCIA DISCUTE NOVA PONTE EM ILHÉUS

Obras da nova ponte são executadas pela OAS (Foto José Nazal).

Obras da nova ponte são executadas pela OAS (Foto José Nazal).

A construção da nova ponte de Ilhéus será tema de audiência pública, nesta quinta (1º), na Câmara de Vereadores de Ilhéus, às 15h. A ponte está sendo construída pelo Governo do Estado. A obra é executada pela OAS.

De acordo com o vereador Ivo Evangelista, moradores da zona sul de Ilhéus possuem dúvidas relacionadas à obra. Donos de imóveis afetados pela obra cobram pagamento de indenização.

A previsão é de que participem da audiência pública o superintendente estadual de Infraestrutura de Transportes, Saulo Pontes, e o secretário de Urbanismo, Antônio Vieira, além do vice-prefeito eleito de Ilhéus, José Nazal.

PGR SUSPENDE NEGOCIAÇÕES DE DELAÇÃO PREMIADA COM EX-PRESIDENTE DA OAS

Léo Pinheiro tem negociações de delação suspensas.

Léo Pinheiro tem negociações de delação suspensas.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) suspendeu a negociação para que um possível acordo de delação premiada fosse feito com o ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro. A informação foi confirmada pela procuradoria, mas os motivos que levaram ao encerramento da negociação para o acordo não foram informados.

De acordo com reportagem publicada hoje (22) pelo jornal O Globo, o motivo do cancelamento da negociação foi o vazamento de informações sobre a delação de Léo Pinheiro, em reportagem divulgada pela revista Veja na edição desta semana.

Em agosto do ano passado, o empresário foi condenado pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, em um processo da Operação Lava Jato, a 16 anos e 4 meses de prisão. O ex-presidente da OAS recebeu a condenação pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e por pertencer a organização criminosa.

Pinheiro ainda é réu em outras duas ações na Operação Lava Jato. Em uma delas, a denúncia foi recebida em maio deste ano pelo juiz Sérgio Moro. A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-senador Gim Argello (PTB-DF) e mais oito pessoas, entre elas, Léo Pinheiro. A Agência Brasil tentou contato com a defesa de Pinheiro, mas não obteve retorno.

INÍCIO DE OBRA DA PONTE DE ILHÉUS É PROMETIDO PARA ABRIL

Licitação foi concluída e obra será tocada pela OAS.

Licitação foi concluída e obra será tocada pela OAS.

Mais promessa em relação à retomada das obras da nova ponte que vai ligar o centro à zona sul de Ilhéus. Segundo relatou o prefeito Jabes Ribeiro, o governador Rui Costa assegurou que até o fim de abril o serviço será retomado.

A licitação, como já adiantamos em janeiro último, teve como vencedora a OAS, que será a responsável pelo projeto, orçado em R$ 160 milhões e que será a primeira ponte estaiada da Bahia.

A OAS, como já se sabe, está envolvida também no esquema de corrupção da Petrobras, investigado pela operação Lava-Jato, assim como a Constran/UTC, que foi a empresa responsável pelo início da obra e a abandonou.

A conferir.

OAS NA PARADA

Obra da nova ponte de Ilhéus passa por nova licitação.

Obra da nova ponte de Ilhéus passa por outra licitação.

Envolvida no escândalo de corrupção da Petrobras, a OAS está no grupo das empreiteiras que disputam a construção da ponte estaiada de Ilhéus, que ligará o centro à zona sul do município. A obra está orçada em mais de R$ 150 milhões. É apontada como solução para o gargalo do trânsito no Pontal e no centro da cidade, segunda principal economia sul-baiana.

A obra é o primeiro projeto de ponte estaiada da Bahia, mas enfrenta turbulências desde 2014, quando o grupo UTC foi apanhado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e paralisou a obra. A Constran, que iniciou a construção, pertence à UTC, do empreiteiro Ricardo Pessoa, milionário baiano hoje em prisão domiciliar depois de fechar acordo de delação premiada no âmbito da Lava Jato.

Concorrente, a OAS tem alguns dos seus executivos presos na Operação Lava Jato. Nas últimas semanas, a empreiteira baiana está em evidência depois de vazamento de grampos em que executivos tratam de negócios da OAS e citam nomes de políticos como o ex-governador Jaques Wagner e o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima.

Ao ser procurado pela reportagem d´O Globo, na semana passada, Geddel respondeu rispidamente e disse que, enquanto vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, tinha que tratar com todo mundo, “com empresário, com jornalista, com puta, com viado”.

Em tempo: o fato de ter executivos presos na Lava Jato e ser alvo de investigação não impede a OAS de disputar licitações públicas.

LAVA JATO: “LAMBUZADA” ENVOLVE WAGNER

Wagner envolvido em diálogo a favor de empreiteiros e campanha de Pelegrino (Foto Pimenta).

Wagner envolvido em diálogo a favor de empreiteiros e campanha de Pelegrino (Foto Pimenta).

Grampos da Operação Lava Jato divulgados pelo Estadão nesta quinta (7) revelam uma possível intermediação do ex-governador e ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, em favor de financiamento da campanha de Nelson Pelegrino à prefeitura de Salvador, em 2012, além de pedidos de intermediação por liberação de verbas para a OAS, no Governo Federal.

De acordo com o Estadão, Wagner (WJ) é identificado pela PF nos diálogos com Léo Pinheiro, da OAS, como “Compositor” e Pelegrino como NP ou Andarilho. Os diálogos fazem parte de escuta obtida pela Polícia Federal no Paraná e enviada à Procuradoria-Geral da República, porém ainda não enviadas à Justiça.

Há diálogos entre executivos da OAS que sugerem pagamentos em trechos que o assunto é a eleição de Salvador e o apoio do ex-peemedebista Mário Kertész a Pelegrino disputa contra ACM Neto.

O Estadão informa, na matéria, ter tentado contato com o ministro Jaques Wagner, mas não houve resposta aos questionamentos. A OAS não comentou o material, enquanto Mário Kertész diz que é amigo de Léo Pinheiro, da OAS, mas não participou de arrecadação para a campanha de Pelegrino no segundo turno, quando passou a apoiá-lo. Pelegrino não teria se pronunciado, de acordo com a reportagem.

Nesta semana, o governador Jaques Wagner fez críticas ao financiamento privado de campanha e, diretamente, às relações do PT com o empresariado. Para ele, o partido reproduziu metodologias antigas e se lambuzou. Foi numa entrevista à Folha, publicada no domingo (3).

ESCUTAS TELEFÔNICAS FLAGRAM GEDDEL EM ALTAS NEGOCIAÇÕES

Geddel é flagrado em escutas em que detona João Henrique e defende empresas (Foto Pimenta).

Geddel é flagrado em escutas em que detona João Henrique e defende empresas (Foto Pimenta).

Se você acreditava que a política baiana estava mais do que morna em dias de recesso (dos) políticos, saiba que tudo vai ser diferente a partir deste domingo. Na edição de hoje, o jornal A Tarde traz diálogos comprometedores, bombásticos, envolvendo o advogado Carlos Barral, preso sob acusação de pedofilia, e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.

A dupla é flagrada em escutas telefônicas da Operação Expresso, que investiga esquema de propina entre peemedebistas na Agerba e donos de empresas de ônibus intermunicipais. Geddel e Barral dialogam sobre como empresas de ônibus poderiam ser beneficiadas em um projeto de corredores viários em Salvador, desenvolvido pela prefeitura.

Os dois trabalham pelas empresas em detrimento da participação de construtoras no projeto. Dentre as empreiteiras, estão a OAS e a Odebrecht. Numa determinada ligação, Barral fala sobre a força da OAS e a ligação da diretoria da construtora com o governador Jaques Wagner. Logo após, o ministro Geddel fala em fechar o “circuito” do prefeito João Henrique em Brasília.

Ainda em diálogo gravado, Geddel aparece afirmando que o prefeito João Henrique (PMDB) não é confiável. “[João Henrique] não é uma figura que a gente pode estar confiando no que ele coloca”, observa o ministro e pré-candidato ao governo da Bahia. Ao jornal, o ministro peemedebista nega ter agido em defesa das empresas e ter dito que João não era homem para se confiar.

Confira a reportagem assinada por Flávio Costa e Marcelo Brandão (clique aqui).






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