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editorias


:: ‘Operação Lava Jato’

A DELAÇÃO DE GEDDEL

marco wense1Marco Wense

 

Geddel não é um José Dirceu, hoje o maior herói do PT, mesmo que nenhuma liderança do partido, incluindo aí o próprio Lula, queira tirar uma foto ao seu lado.

 

Saiu na imprensa que o ex-ministro Geddel Vieira Lima, comandante-mor do peemedebismo da Bahia, caminha a passos largos para uma delação na Lava Jato.

O depoimento de Geddel cria grandes expectativas em decorrência de ter ocupado importantes cargos nos governos Lula, Dilma e Temer.

A cúpula palaciana não acredita na hipótese de uma delação que possa piorar a situação do ainda presidente Michel Temer.

O problema é que delação que não envolve Lula e, agora, Temer, não é uma boa delação. O anzol da Lava Jato gosta de fisgar peixes graúdos, principalmente no campo político. São eles que dão manchetes nos grandes jornais.

É bom lembrar que Geddel não é um José Dirceu, hoje o maior herói do PT, mesmo que nenhuma liderança do partido, incluindo aí o próprio Lula, queira tirar uma foto ao seu lado.

CONTINUA O MESMO
tucano

Os petistas andam dizendo, em tom de deboche com ingredientes provocativos, que o PSDB é o partido mais democrático do Brasil.

A provocação é mais acentuada no tucanato baiano, que está dividido entre o “Fica Temer”, “Fora Temer” e o “em cima do muro”.

Na frente do “Fica Temer”, garantindo o seu emprego, o deputado licenciado Antônio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo.

Protagonizando o “Fora Temer”, o também parlamentar João Gualberto, cotado para ser o candidato da legenda ao Palácio de Ondina em caso de desistência de ACM Neto (DEM).

E, por último, seguindo o que é de verdade o PSDB, a marca da agremiação, o outro federal Jutahy Magalhães sendo porta-voz do “em cima do muro”.

O PSDB continua o mesmo. Sempre na incerteza e cada vez mais sem identidade.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia e editor d´O Busílis.

FILHO DE ZAVASCKI: “NÃO TENHO COMO NÃO PENSAR QUE NÃO MANDARAM MATAR MEU PAI!”

Teori Zavascki morreu numa queda de avião em 19 de janeiro (Foto Divulgação).

Zavascki morreu numa queda de avião em 19 de janeiro (Foto Divulgação).

Filho do ministro Teori Zavascki, Francisco publicou desabafo em sua conta no Facebook. Para ele, a queda do avião em que estava o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), no litoral do Rio de Janeiro, não foi acidental, mas criminosa. “Não tenho como não pensar que não mandaram matar meu pai”, escreveu. A queda da aeronave ocorreu em 19 de janeiro deste ano (relembre aqui).

O desabafo de Francisco foi feito com as revelações de que Michel Temer e Aécio Neves foram flagrados em investigações da Polícia Federal ou em gravações feitas por um dos donos da JBS, Joesley Batista, a exemplo do presidente da República. O post na rede social foi apagado logo depois de sua publicação, porém foi “printado”.

Abaixo, a íntegra do que escreveu o filho do ministro falecido.

O PMDB está no poder desde sempre e, como todos sabemos, estava com o PT aproveitando tudo de bom que o Governo pode dar… até que veio a Lava jato.

A ordem sempre foi a de parar a Operação (isto está gravado nas palavras dos seus líderes). Todavia, ao que parece, até para isso o PT era incompetente e, ao que tenho notícia, de fato, o PT nunca tentou nada para barrar a Lava Jato (ao menos o pai sempre me disse que nunca tinham tentando nada), o que sempre gerou fortes críticas de membros do PMDB.

O problema é que as investigações começaram a ficar mais e mais perto e os líderes do PMDB viram como única saída, realmente, brecar a Operação a qualquer custo. Para isso, precisava do poder. Derrubaram a Dilma e assumiu o Temer.

Do que eles são capazes? Será que só pagar pelo silêncio alheio? Ou será que derrubar avião também está valendo?

O pai sabia de tudo isso. Sabia quanto cada um estava afundando nesse mar de corrupção. Não é por acaso que o pai estava tão afilho [sic] com o ano de 2017.

Aflito ao ponto de me confidenciar que havia consultado informalmente as Forças Armadas e que tinha obtido a resposta de que iriam sustentar o Supremo até o fim!

Que gente sínica [sic]. Não tem coisa que me embrulha mais o estômago do que lembrar que, no dia do velório do meu pai, diante de tanta dor, ainda tive que cumprimentar os membros daquele que foi apelidado naquele mesmo dia de o “cortejo dos delatados”.

Impeachment já!

Desculpem o desabafo, mas não tenho como não pensar que não mandaram matar o meu pai!

PARA BEBETO, RENÚNCIA DE TEMER CAUSARÁ MENOS TRAUMA AO PAÍS

Bebeto defende renúncia de Temer como medido menos traumática.

Bebeto defende renúncia de Temer como medido menos traumática.

Do Blog do Gusmão

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito contra o presidente Michel Temer (PMDB). A decisão se baseia em imagens e áudios colhidos com a ajuda de Joesley Batista, um dos proprietários da JBS. O peemedebista teria estimulado o pagamento de propina em troca do silêncio ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), que está preso.

Diante da crise política instaurada ontem pelas informações do jornalista Lauro Jardim (O Globo), o deputado federal Bebeto Galvão (PSB-BA) acredita que a renúncia de Temer seria o caminho menos traumático para o Brasil. “A renúncia causará menos trauma à economia e ao país. Seria um procedimento político célere”, disse o parlamentar, na tarde desta quinta-feira (18), em conversa por telefone com o Blog do Gusmão.

O deputado está em Brasília. Viu a notícia das gravações provocar uma “hecatombe política” na capital do país. Não tem dúvidas de que os pagamentos aconteceram com a “aquiescência direta do presidente da República”. Segundo Bebeto, o “medo” de eventual delação de Cunha levou o núcleo do Planalto a estimular a “operação abafa”.

Caso Temer insista em permanecer no cargo, poderá responder a pedidos de impeachment. Pelo menos três já foram apresentados ao Congresso Nacional. Outro caminho para o afastamento do presidente, aponta Bebeto, leva o caso ao Supremo Tribunal Federal. Nessa hipótese, a corte decidiria se Michel Temer cometeu “crime de responsabilidade de obstrução à Justiça”, explica.

Ainda segundo o deputado do PSB, a permanência de Michel Temer no cargo ameaçaria as investigações em curso. Por outro lado, na sua opinião, uma escolha indireta do novo presidente “aprofundaria a crise” e “aumentaria a força corporativa do Congresso”.

Ele é a favor da proposta de emenda constitucional que pode antecipar a eleição do próximo presidente. Defende essa posição dentro do PSB. Só “uma eleição direta poderia pacificar o país”, pois é necessário devolver o poder ao povo, “o senhor das decisões”, argumenta.

TRF4 MANTÉM DEPOIMENTO DE LULA PARA ESTA QUARTA

Moro e Lula ficarão frente a frente nesta 4ª.

Moro e Lula ficarão frente a frente nesta 4ª.

Da Agência Brasil

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) decidiu hoje (9) manter a data do depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ocorrerá amanhã (10) em Curitiba. A decisão foi tomada pelo juiz federal Nivaldo Brunoni, que negou o pedido de habeas corpus impetrado pelos advogados de Lula.

A defesa de Lula havia requerido a suspensão da audiência para que fosse possível analisar as cerca de 100 páginas em documentos que a Petrobras anexou ao processo. O advogado Cristiano Zanin Martins alegou cerceamento de defesa por “não haver viabilidade material de análise dessa documentação antes do interrogatório”.

A argumentação de Martins foi negada por Brunoni, que ressaltou que a juntada de documentos por parte da Petrobras foi requerida pela própria defesa do ex-presidente. O juiz relator também negou o pedido de que a tramitação do processo fosse suspensa até que os advogados de Lula pudessem analisar a documentação.

“Foge do razoável a defesa pretender o sobrestamento da ação penal até a aferição da integralidade da documentação por ela própria solicitada, quando a inicial acusatória está suficientemente instruída”, diz o despacho de Brunoni.

A audiência de amanhã marcará o primeiro encontro presencial de Lula com o juiz federal Sergio Moro. O ex-presidente será interrogado na condição de réu da ação penal a que responde no âmbito da Operação Lava Jato.

MUDAM-SE OS COSTUMES – NEM SEMPRE PARA MELHOR

walmirWalmir Rosário | [email protected]

 

Acordos eram feitos dentro e fora dos recintos parlamentares, principalmente na calada da noite nos badalados restaurantes. Local melhor para conspirar, trair e até mesmo acordar não existiam e tudo era percebido no plenário.

É um sufoco diário para produtores e editores dos veículos de comunicação do Brasil. Têm que se virar nos 30, como diz Faustão, para conseguir fazer um programa redondinho. E o motivo não é outro, senão a política (e os políticos), que simplesmente mudaram de editoria: ao invés da tradicional e prestigiosa editoria de política, elas passaram a engordar a editoria de polícia, que nunca teve esses prestígios todos, a não ser em determinados horários ou meios de comunicação especializados.

E olha que os coitados dos jornalistas, radialistas e blogueiros até que tentam emplacar as notícias vindas de Brasília – sobretudo – na tradicional editoria de política, mas é muito difícil conseguir, e muitas vezes não encontram outro recurso que não seja a apelação. Como costumo dizer, não se deve brigar com a notícia, mas nem sempre essa máxima é seguida à risca e o público termina por não acreditar no que está vendo, lendo ou ouvindo. Ao invés de política, polícia no programa inteiro.

A depender o horário, aí é que o programa vai pro brejo. A escalada feita com todo o esmero para dar ênfase às chamadas e conseguir uma boa audiência é toda trocada no decorrer do programa, nos casos de emissoras de rádio e televisão. Já os impressos e blogs, passam o tempo esperando que a grande imprensa e agências de notícias transmitam os debates do Congresso Nacional, acerca de temas relevantes para as áreas econômica, saúde, educação e cidadania. Mas é tudo em vão.

Como sempre acontece de uns tempos pra cá, oposição e situação não costumam travar os fenomenais debates com políticos importantes e que faziam vibrar a nação com seus discursos. Os grandes tribunos do naipe de Ruy Barbosa, Tarcilo Vieira de Melo, Aliomar Baleeiro, Carlos Lacerda, ou raposas políticas, a exemplo de Tancredo Neves e Ulisses Guimarães, desapareceram e deram lugar à política de bastidores. Se antes se privilegiava o debate sobre os temas, à vista de todos, hoje a população costuma “comer o prato feito” preparado nos recônditos das cozinhas palacianas.

Não quero aqui afirmar que na política de antes corredores, gabinetes, salas, restaurantes e cafezinhos do Congresso Nacional não fossem testemunhas de olhos e ouvidos – de mercador – do que e sobre o que se conversava nesses locais. Acordos eram feitos dentro e fora dos recintos parlamentares, principalmente na calada da noite nos badalados restaurantes. Local melhor para conspirar, trair e até mesmo acordar não existiam e tudo era percebido no plenário.

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E até mesmo o Jornal Nacional, que evitava a notícia policial como “satanás corre da cruz”, adotou e proporciona espaços generosos, prometendo, ainda, mais desdobramentos para o dia seguinte.

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Uma das grandes diferenças era, àquela época, a presença das convicções, tempos ainda marcados pela ideologia política, comportamento tão escasso no Brasil de hoje, e prova melhor não há do que uma simples e perfunctória análise da mudança de partidos de nossos parlamentares. Transitam da esquerda à direita sem a menor cerimônia, sequer fazem um simples estágio no centro nessa temida e nefasta trajetória. E aí está o xis do problema: Hoje, em Brasília, até a raiva é combinada.

E os pensamentos são mudados, as consciências são compradas por qualquer dois mil réis. Aliás, essa antiga expressão não tem a menor chance de sobreviver em Brasília, onde as conversas começam com milhões, distribuídos generosamente pela nossas gentis empreiteiras, de forma das mais generosas. São todos bonzinhos e inteligentes ao interpretar a oração de São Francisco de Assis, principalmente naquela parte do é dando que se recebe. No popular, um caminho de duas vias: eu contribuo e você me devolve a gentileza com pequenas ações e atos no parlamento.

Mas ao fim e ao cabo, não conseguiram antever a recusa de cumplicidade dos Procuradores da República, Juízes Federais e da Polícia Federal. A partir daí, a atividade desenvolvida pelos políticos passou a ser publicada nas editorias de polícia. Ao invés de apresentações projetos de lei, operações da polícia federal; apreciações de projetos foram substituídas pela denúncia dos procuradores; e o espaço dado às ações parlamentares no dia a dia trocadas pelas prisões em casas, ao amanhecer do dia, embora todos se declarem inocentes.

Os jornais e revistas – inclusive os eletrônicos – que reservavam mais espaços para a vida em sociedade, o cotidiano, a economia, a cultura, passaram a dar manchetes sensacionalistas das atividades criminosas dos parlamentares. E até mesmo o Jornal Nacional, que evitava a notícia policial como “satanás corre da cruz”, adotou e proporciona espaços generosos, prometendo, ainda, mais desdobramentos para o dia seguinte.

É de matar de inveja antigos jornais como Notícias Populares, A Luta Democrática e o Jornal O Dia (em seu antigo formato) adjetivados como do tipo “se espremer, sai sangue”. Hoje, esses modelos são copiado largamente pelos blogs, que expõem imagens cruéis de pessoas mortas e esquartejadas, sejam pelas chacinas ou em acidentes automobilísticos. Quanto aos coitados dos editores, só duas alternativas: manter o novo formato policialesco ou perder audiência para os concorrentes.

Não esqueçamos, porém, que a sociedade mudou em seus costumes, com o embrutecimento das pessoas, para os quais miséria pouca é bobagem.

Walmir Rosário é jornalista, radialista e advogado.

ENTRE O JOIO E O JOIO

Marco Wense, d´O Busílis

Ex-ministro do STF Ayres Britto.

Ayres Brito, ex-ministro do STF.

Um bom e chamativo título é meio caminho andado para que o leitor se interesse pelo comentário, o que não impede que a decepção venha logo no primeiro parágrafo. Espera uma coisa e vem outra.

Em relação à Operação Lava Jato, com os escândalos revelados dia a dia, envolvendo políticos graúdos e miúdos, vários títulos já foram usados por diversos comentaristas políticos através de jornais, revistas e blogs.

Muitas vezes o leitor percebe a tendência do comentarista pelo título do artigo, e o viés político do jornal pelo destaque de primeira página, geralmente em letras garrafais.

Na minha modesta opinião, o título que mais se encaixou na Lava Jato, nesse lamaçal que toma conta do país, nessa classe política cada vez mais desmoralizada e putrefata, foi o de Carlos Ayres Britto, ex-presidente do STF: “Entre o joio e o joio”.

Diz Ayres: “Não se trata, porém, de separar o joio do trigo. A separação é entre o joio e o joio mesmo. Um tipo de joio frente ao outro, porque o segundo deles é ainda mais daninho à ordem jurídica”.

“Entre o joio e o joio” é o campeão dos títulos.

UNIDADE DEMOCRÁTICA: CAMINHO PARA SUPERAÇÃO DAS CRISES

rosivaldo-pinheiroRosivaldo Pinheiro | [email protected]

 

A melhor saída para estabelecermos um novo momento para o Brasil seria uma nova eleição, mas essa saída não permitiria sobrevida para a maioria das atuais lideranças nacionais, que constroem na calada dos bastidores uma eleição em lista, caminho protetivo para escaparem do julgamento sumário dos eleitores.

A mais recente delação de Marcelo Odebrecht colocou mais lenha na fogueira em que hoje está a política brasileira. Vivemos um momento de muita agitação, instabilidade institucional e uma crise econômica de grande repercussão na vida das famílias. Saímos divididos das urnas da última eleição presidencial e as forças opositoras decidiram que aquele era o melhor momento para criar resistência à governabilidade da presidente reeleita.

Com a agenda de obstáculos então imposta nas Casas Legislativas, no mercado financeiro e em outros setores, como parte da mídia, houve a tomada do controle político do país por essa coalizão, a união Cunha, Aécio e Temer construiu as pautas bombas, até chegarem à tese das pedaladas fiscais, que dias depois do impeachment foi “regularizada” num circo nacional. Deram o golpe de mestre.

O desejo de extirpar a corrupção acabou sendo o pano de fundo para levar parcela significativa da população às ruas. Uma ofensiva política e midiática construiu o senso comum de que a causa e o efeito de todos os males nacionais era o PT, partido hegemônico, que liderava as forças que comandavam o governo central há 12 anos e que tem alguns nomes inseridos na corrupção. O resultado desse processo, todos sabemos, além da queda da presidente, foi termos nossas maiores empresas atingidas, produzindo uma massa de desempregados que, segundo o Dieese, passam de 13,5 milhões de pessoas.

Os autores da tese para chegarem ao poder se deleitam no governo central sem apresentar uma saída para a crise. Ao contrário, diante da crise política que virou crise econômica, eles tentam modificar a estrutura de Estado, construída a partir da Constituição de 1988 e ampliada pelas políticas públicas de inserção socioeconômica implantadas no ciclo do PT.

Esse esforço trouxe de volta as políticas neoliberais e a tese do estado mínimo, programa diferente à escolha que o povo fez nas urnas. Por outro lado, a Operação Lava Jato, por mais que sofra críticas de ser seletiva, não pode ser paralisada, e os que antes atacavam o governo, usando a bandeira de combate à corrupção, se vêm agora expostos e citados nas delações. A extensão da crise política não fora dimensionada pelos idealizadores do impeachment.

Na saga pelo poder, pensaram que uma vez tomando posse do Planalto conseguiriam afogar a Lava Jato. Erram duplamente: esqueceram-se de mensurar as novas ferramentas (redes sociais) que retroalimentam e pressionam as instituições a seguirem em frente no cumprimento dos seus papéis, e a perda de apoio popular em função das medidas de retiradas de direitos.

A melhor saída para estabelecermos um novo momento para o Brasil seria uma nova eleição, mas essa saída não permitiria sobrevida para a maioria das atuais lideranças nacionais, que constroem na calada dos bastidores uma eleição em lista, caminho protetivo para escaparem do julgamento sumário dos eleitores.

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades pela Uesc.

LAVA JATO: INVESTIGAÇÃO DE POLÍTICOS NO STF PODE DURAR ATÉ 5 ANOS

Símbolo da Justiça, tendo ao fundo o prédio do STF.

Símbolo da Justiça, tendo ao fundo o prédio do STF.

Os inquéritos abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar políticos citados nas delações premiadas de ex-executivos da Odebrecht podem levar pelo menos cinco anos e meio para chegar a uma conclusão. O tempo é estimado pela FGV Direito Rio para que um processo criminal envolvendo autoridades com foro privilegiado seja finalizado.

A estimativa faz parte do levantamento Supremo em Números, divulgado anualmente pela instituição. Além do tempo médio, durante a tramitação, os processos ainda poderão ser paralisados e remetidos para a primeira instância do Judiciário se os políticos envolvidos não se reelegerem e, com isso, perderem o foro privilegiado. A prescrição dos crimes também não está descartada. No caso de investigados maiores de 70 anos, o tempo para a Justiça punir os acusados cai pela metade em relação à pena máxima para cada crime.

Os políticos citados nas delações dos ex-executivos da empreiteira Odebrecht vão responder no STF pelos crimes de lavagem de dinheiro, crime eleitoral (caixa 2) e corrupção ativa e passiva. As pena variam de três a 12 anos de prisão.

Com a abertura da investigação, os processos devem seguir para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e para a Polícia Federal (PF) para que sejam cumpridas as primeiras diligências contra os citados. Ao longo da investigação, pode ser solicitada a quebra dos sigilos telefônico e fiscal, além da oitiva dos próprios acusados.

LAVA JATO: AÉCIO E JUCÁ LIDERAM “LISTA DE FACHIN”

Aécio está entre os mais citados em pedidos de abertura de inquérito (Foto Pimenta).

Aécio tem contra si cinco pedidos de abertura de inquérito, após análise do ministro Fachin (Foto Pimenta).

Dos políticos alvos de abertura de inquérito hoje (11) por determinação do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), os presidentes do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e do PMDB, senador Romero Jucá (RR), são os que acumulam o maior número de pedidos de investigações, cinco ao todo. Eles foram citados nos depoimentos de delação premiada de ex-diretores da empreiteira Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato.

Ex-governador de Minas Gerais e candidato derrotado à Presidência da República em 2014, Aécio foi citado nas delações feitas por Marcelo Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Sérgio Luiz Neves, Cláudio Melo Filho e Henrique Valladares. Nas denúncias apresentadas ao STF, o Ministério Público Federal (MPF) diz que o tucano praticou os crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

No primeiro inquérito, os executivos da maior empreiteira do país afirmam à força tarefa da Lava Jato que Aécio recebeu pagamento de vantagens indevidas em seu favor e em benefício de aliados políticos.

No segundo, os delatores relataram promessa e pagamento de vantagens indevidas ao senador mineiro em troca do apoio do parlamentar em assuntos de interesse da Odebrecht relacionados às usinas hidroelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira.

O terceiro inquérito aberto para investigar a conduta do senador é baseado nas declarações de Benedicto Barbosa e Marcelo Odebrecht de que pagaram a Aécio Neves e aliados “vantagens indevidas” durante campanha eleitoral em 2014.

À Operação Lava Jato, Benedicto Barbosa e Sérgio Luiz Neves disseram que repassaram de forma ilegal, a pedido de Aécio Neves, R$ 5,475 milhões para a campanha eleitoral do então candidato ao governo de Minas Gerais e hoje senador Antonio Anastasia.

O quinto inquérito investigará a suspeita de que Aécio, no início de 2007, recém-empossado para o segundo mandato como governador de Minas Gerais, teria organizado esquema para fraudar processos licitatórios, mediante organização de um cartel de empreiteiras, na construção da Cidade Administrativa (ou Centro Administrativo) de Minas Gerais. :: LEIA MAIS »

BOMBANDO NA REDE

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Foragido da Justiça e fichado pela Interpol, Eike Batista bomba nas redes e mídias digitais estampando embalagem de escondidinho daquela marca famosa. A montagem é de autoria desconhecida.

SEDENTO POR JUSTIÇA

marco wense1Marco Wense 

 

Que o presidente Temer deixe que Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), use o artigo 68 do regimento interno, que permite a redistribuição do processo para o ministro da Casa, mais especificamente da mesma turma de Zavascki.

 

Ninguém tem dúvida de que a morte do já saudoso ministro Teori Zavascki é um tiro no coração da Operação Lava Jato. É como se tirasse o balão de oxigênio de um doente com um quadro agudo de asma.

O que se espera agora é que o presidente da República, Michel Temer, abra mão da prerrogativa de indicar o substituto de Teori e evite que as coisas descambem para o lado político.

Cabe ao mandatário-mor do país a condução da causa sem ficar amarrado a interesses outros que não os de agilizar o andamento dos processos, principalmente em relação às delações pendentes de homologação.   

Portanto, que o presidente Temer deixe que Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), use o artigo 68 do Regimento Interno, que permite a redistribuição do processo para o ministro da Casa, mais especificamente da mesma turma de Zavascki.

Que o senhor presidente da República tenha essa compreensão. O povo brasileiro, sedento por justiça, agradece.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

AVIÃO CAI EM PARATY; MINISTRO DO STF PODE ESTAR ENTRE AS VÍTIMAS

Ministro é relator da Lava Jato no STF (Foto Agência Brasil).

Ministro é relator da Lava Jato no STF (Foto Agência Brasil).

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), estava na aeronave que caiu no começo da tarde de hoje (19), em Paraty, no Rio de Janeiro. Teori é relator da Lava Jato. Há pouco, foi detectado que há um sobrevivente dentre os quatro ocupantes do avião C90GT, de fabricação americana.

Um dos filhos do ministro, Francisco Zavascki, confirmou que o pai estava na aeronave. “A família está aguardando por um milagre”, disse ele, segundo o portal Uol.

Conforme a assessoria de imprensa do STF, a presidente da Corte, Carmén Lúcia, está retornando à sede tribunal. Ainda não há informações sobre se ela irá ao Rio de Janeiro acompanhar os desdobramentos do acidente.

GEDDEL É ALVO DE OPERAÇÃO DA PF

Geddel é alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF (Foto Jornal Bahia Online).

Geddel é alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF (Foto Jornal Bahia Online).

A Tarde

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (13), a Operação Cui Bono para investigar um esquema de fraudes na liberação de créditos junto à Caixa Econômica entre os anos de 2011 e 2013. O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) é alvo da ação.

Policiais federais cumpriram buscas em um imóvel do peemedebista no edifício Pedra do Valle, na rua Plínio Moscoso, no Jardim Apipema, em Salvador. Foi cumprido outro mandado na casa de Geddel em Interlagos.

O ex-ministro foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa no período investigado. Também são cumpridos mandados em outros endereços na Bahia, em São Paulo, no Paraná e no Distrito Federal.

A ação foi deflagrada a partir de informações encontradas em um celular em desuso que foi achado na residência oficial do presidente da Câmara, quando o imóvel era ocupado por Eduardo Cunha (PMDB). A apreensão aconteceu durante a Operação Cantilinárias, deflagrada em dezembro de 2015.

A PF informou que “extraiu uma intensa troca de mensagens eletrônicas entre o presidente da Câmara à época e o vice-presidente da Caixa Econômica Federal de Pessoa Jurídica entre 2011 e 2013”. As mensagens indicavam uma possível obtenção de vantagens indevidas pelos investigados a partir da liberação de crédito para grandes empresas.

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O CINISMO DO PT

marco wense1Marco Wense

 

Depois de tantos escândalos, de todo esse massacre da imprensa, da Operação Lava Jato cada vez mais perfurante, o PT ainda não aprendeu a lição.

 

Não é possível que o PT e os petistas vão continuar errando depois de tudo que aconteceu e, como consequência, todo esse gigantesco desgaste que toma conta da legenda.

De público, esbravejam o “Fora Temer”. Nos bastidores, ficam atrás de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e de Eunício Oliveira (PMDB-CE) pedindo uma boquinha em nome da sobrevivência política.

Maia e Oliveira, respectivamente candidatos às presidências da Câmara Federal e do Senado da República, são os principais protagonistas do “Fora Dilma”, os intitulados pelo petismo de “golpistas”.

O ex-governador do Ceará e candidatíssimo ao Palácio do Planalto na eleição de 2018, Ciro Gomes (PDT), tem razão quando diz que “trocar o restinho de respeitabilidade por um carguinho e suas mordomias seria nada menos do que traição”.

Pois é. É incrível. Depois de tantos escândalos, de todo esse massacre da imprensa, da Operação Lava Jato cada vez mais perfurante, o PT ainda não aprendeu a lição.

Ora, se aprendeu e continua no mesmo caminho, aí é deboche, cinismo, é falta de respeito com a aguerrida militância, com a história de luta do Partido dos Trabalhadores.

GRADA KILOMBA

“Há uma história de privilégios, escravatura e colonialismo expressa de maneira muito forte na realidade cotidiana. É espantoso ver a naturalidade com que os brasileiros conseguem lidar com isso. Muitas vezes nos dizem que nós somos discriminados porque somos diferentes. Isso é um mito. Não sou discriminada por ser diferente, mas me torno diferente justamente pela discriminação que sofro. O branco não é uma cor. O branco é uma definição política que representa os privilégios históricos, políticos e sociais de um determinado povo. Um grupo que tem acesso às estruturas e instituições dominantes da sociedade. Branquitude representa a realidade e a história de um determinado grupo”.

Grada Kilomba, 45, negra, nasceu em Portugal, escritora e professora da Universidade de Humboldt, uma das mais tradicionais e antigas de Berlim.

FERNANDO: PSD OU PSL?

Venho dizendo, há muito tempo, que entre os acertos de Fernando Gomes e Josias Gomes, o de mudar de legenda (DEM) e ir para um partido da base aliada é considerado como o mais importante, o que implica no apoio de FG à reeleição do governador Rui Costa (PT).

O outro acordo é pessoal. Ou seja, Fernando Gomes vai apoiar Josias para o Parlamento Federal. Uma maneira de retribuir os favores do secretário de Relações Institucionais no seu esforço pela elegibilidade de FG.

E qual seria a nova opção partidária do prefeito eleito de Itabuna, o PSD do senador Otton Alencar ou o PSL do deputado e presidente da Assembleia Legislativa Marcelo Nilo?

O próximo passo da articulação política do governo é afastar Fernando Gomes do PSD, já que Otton Alencar não é tão confiável para o alto comando do PT, tanto estadual como nacional.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

RUI, OTTO E A SUCESSÃO ESTADUAL

marco wense1Marco Wense

 

Se o alcaide soteropolitano não disputar a sucessão de Rui Costa, a candidatura do senador passa a ser uma exigência da cúpula nacional do PSD. ACM Neto apoiaria Otto em uma coligação envolvendo o DEM, PSDB, PMDB, PPS e alguns partidos de menor expressão.

 

 

O governador Rui Costa vem fazendo de tudo para tirar da cabeça do senador Otto Alencar qualquer pensamento em relação à sucessão de 2018.

Rui sabe que Otto mantém acesa a possibilidade de disputar o governo do Estado, principalmente depois do bom desempenho do PSD nas eleições municipais, conquistando 82 prefeituras. O PT foi quem mais perdeu, saiu de 93 para 39, uma redução de quase 60%.

“A gente vai decidir isso lá em março de 2018”, diz o presidente do PSD da Bahia quando questionado sobre sua possível candidatura. Finaliza dizendo que “a pretensão é continuar na aliança com o governador Rui Costa e com os aliados”.

O PSD passa a ser prioridade na mudança que o chefe do Executivo pretende fazer no alto escalão. O afilhado político de Otto, José Muniz Rebouças, deve assumir a secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). O comando da Conder pode também ir para o Partido Social Democrático.

A nomeação para cargos sempre foi o melhor caminho para evitar a rebeldia dos parceiros do poder. A sabedoria popular costuma dizer que nada melhor do que uma “boquinha” para colocar cada um no seu devido lugar.

Vale ressaltar que a conjuntura política e a situação econômica, em ano eminentemente politico-eleitoral, podem fortalecer ou enfraquecer algumas candidaturas. Outro aspecto, considerado como explosivo, é o desenrolar da Operação Lava Jato. Os petistas, por exemplo, torcem para que ACM Neto apareça na delação da Odebrecht.

Outro detalhe, por enquanto restrito aos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, é que os governistas, pelo menos os mais lúcidos, sonham com ACM Neto candidato em 2018.

Se o alcaide soteropolitano não disputar a sucessão de Rui Costa, a candidatura do senador passa a ser uma exigência da cúpula nacional do PSD. ACM Neto apoiaria Otto em uma coligação envolvendo o DEM, PSDB, PMDB, PPS e alguns partidos de menor expressão.

ACM Neto só sairá candidato se enxergar alguma chance de ser eleito. Não vai arriscar deixar o Centro Administrativo de Salvador para ir atrás de uma aventura que lhe pode causar desgastes.

Rui Costa, candidatíssimo a um segundo mandato, está bem avaliado na capital. ACM Neto é prefeito só de Salvador, enquanto o petista é uma espécie de, digamos, “prefeito” de todas as cidades da Bahia.

Tem também o fator Lula. Se não barrarem a elegibilidade do ex-presidente, aí complica, o caldo engrossa. Sua popularidade volta à tona e, com ela, o poder da transferência do voto, principalmente no Nordeste e, mais especificamente, na Bahia.

Portanto, é bom torcer para que ACM Neto saia candidato a governador na eleição de 2018, sob pena de Otto Alencar disputar o comando do cobiçado Palácio de Ondina como o candidato da oposição ao petismo.

Não tenho a menor dúvida de que Otto Alencar é mais adversário para Rui Costa do que o democrata (ou demista) ACM Neto.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

NOVA FASE DA LAVA JATO TEM OPERADORES FINANCEIROS COMO ALVO

Polícia Federal cumpre quase 20 mandados em nova fase da Lava Jato (Foto Marcelo Camargo/A. Brasil).

Polícia Federal cumpre novos mandados da Lava Jato (Foto Marcelo Camargo/A. Brasil).

Na 36ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Dragão, policiais federais cumprem hoje (10) 18 mandados judiciais em cidades de São Paulo, do Paraná e Ceará. Entre os mandados, dois são de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Federal, os alvos desta 36ª fase são dois operadores financeiros, Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran. Os procuradores da força-tarefa que investiga os crimes apurados no âmbito da Lava Jato afirmam ter evidências de que Assad e Duran movimentaram recursos originários de operações fraudulentas entre empreiteiras e empresas com sedes no Brasil, envolvendo funcionários da Petrobras e executivos.

Duran é suspeito de, sozinho, ter lavado dezenas de milhões de reais destinados ao esquema por vários envolvidos no pagamento de propinas, como a UTC Engenharia e a Mendes Júnior, que teriam repassado ao operador, respectivamente, R$ 9,1 milhões e R$ 25,5 milhões. A força-tarefa afirma que outras empresas contratadas pela administração pública e investigadas pela Lava Jato depositaram mais de R$ 18 milhões nas contas de empresas de pessoas jurídicas por ele controladas com o mesmo propósito.

O nome Dragão, dado à investigação policial, é uma referência aos registros na contabilidade de um dos investigados que chamava de “operação dragão” os negócios fechados com parte do grupo criminoso para disponibilizar recursos ilegais no Brasil a partir de pagamentos realizados no exterior.

São apuradas as práticas, dentre outros crimes, de corrupção, manutenção não declarada de valores no exterior e lavagem de dinheiro. Aproximadamente 90 policiais estão nas ruas esta manhã cumprindo os mandados judiciais.

PGR SUSPENDE NEGOCIAÇÕES DE DELAÇÃO PREMIADA COM EX-PRESIDENTE DA OAS

Léo Pinheiro tem negociações de delação suspensas.

Léo Pinheiro tem negociações de delação suspensas.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) suspendeu a negociação para que um possível acordo de delação premiada fosse feito com o ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro. A informação foi confirmada pela procuradoria, mas os motivos que levaram ao encerramento da negociação para o acordo não foram informados.

De acordo com reportagem publicada hoje (22) pelo jornal O Globo, o motivo do cancelamento da negociação foi o vazamento de informações sobre a delação de Léo Pinheiro, em reportagem divulgada pela revista Veja na edição desta semana.

Em agosto do ano passado, o empresário foi condenado pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, em um processo da Operação Lava Jato, a 16 anos e 4 meses de prisão. O ex-presidente da OAS recebeu a condenação pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e por pertencer a organização criminosa.

Pinheiro ainda é réu em outras duas ações na Operação Lava Jato. Em uma delas, a denúncia foi recebida em maio deste ano pelo juiz Sérgio Moro. A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-senador Gim Argello (PTB-DF) e mais oito pessoas, entre elas, Léo Pinheiro. A Agência Brasil tentou contato com a defesa de Pinheiro, mas não obteve retorno.

PT REDUZ NÚMERO DE CANDIDATURAS A PREFEITO

pt divididoLevantamento preliminar feito pela Direção Nacional do PT mostra que a legenda terá 1.135 candidatos a prefeito nas eleições de outubro. O número representa uma redução de 35,5% em relação aos 1.759 candidatos petistas que disputaram prefeituras nas eleições de 2012. É a menor quantidade de representantes do partido em um pleito municipal nos últimos 20 anos, quando disputou 1.077 prefeituras em 1996.

Segundo dirigentes do PT, a redução reflete as turbulências pelas quais tem passado o partido. “É a crise”, afirmou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente da legenda. A queda ocorre em todas as regiões do Brasil, de acordo com os dados do PT – o País tem 5.750 municípios. O único Estado onde o número de candidaturas aumentou é o Piauí, governado por Wellington Dias (PT), com 70 nomes em disputa neste ano contra 49 há quatro anos. Segundo o secretário nacional de Organização do PT, Florisvaldo Souza, o número vai aumentar até o término do prazo para registro de candidaturas, dia 15 deste mês, mas certamente ficará bem abaixo do registrado nas últimas eleições municipais. “Não tenho os números calculados ainda. De fato há uma redução de candidatos, mas, em compensação, devemos disputar mais eleitores.”

O PT vai ter mais candidaturas neste ano em capitais. Serão 20 nomes contra 17 em 2012. Já nas cidades com mais de 150 mil eleitores, o número também caiu. O PT lançou 84 candidatos quatro anos atrás e agora vai encabeçar 70 chapas, uma redução de 11%.

A cúpula partidária aponta três motivos para o encolhimento: o sentimento antipetista amplificado pelas revelações da Operação Lava Jato; a proibição das doações empresariais, defendida pelo partido; e o processo de impeachment de Dilma Rousseff, que distanciou o PT de aliados tradicionais e restringiu as alianças – a direção proibiu coligações com políticos que tenham se manifestado publicamente a favor do afastamento da presidente. Informações do Estadão.



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