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:: ‘Paixão Barbosa’

ILHÉUS: PAIXÃO BARBOSA DEIXA A SECOM

paixaobarbosaO jornalista Paixão Barbosa deixou nesta sexta-feira (28) o comando da Secretaria de Comunicação Social de Ilhéus. Por meio de carta, ele informa que a decisão foi tomada por motivos pessoais. O cargo será ocupado, interinamente, pelo jornalista Valério de Magalhães, mas deverá ser confirmado no cargo ainda nos próximos dias.

– Infelizmente, por problemas de ordem pessoal, familiares e de saúde, informei, já há algum tempo, ao prefeito e agora mais amigo ainda, Jabes Ribeiro, da impossibilidade de continuar à frente da Secom – escreveu Barbosa em missiva endereçada aos profissionais de comunicação.

Barbosa ainda afirma que sai com a sensação de “ter feito tudo ao meu alcance para corresponder à confiança” depositada nele. Ele faz agradecimento ao prefeito Jabes Ribeiro e ao vice, Cacá Colchões, e diz que continuará sendo um colaborador de Ilhéus, “mesmo a distância”.

Profissional com larga experiência em assessoria de comunicação, ex-A Tarde e ex-direitor da Agência de Notícias A Tarde, Barbosa assumiu a Secom em janeiro de 2013. Desde julho do ano passado, já mostrava intenção de deixar o cargo devido a questões familiares e de saúde, citadas na carta. A exoneração foi agora consumada.

MARINA É, SIM, CANDIDATA À PRESIDÊNCIA

paixaobarbosaPaixão Barbosa

Detentora de uma significativa marca – mais de 20 milhões de votos nas eleições presidenciais de 2010 – e ostentando índices também significativos nas últimas pesquisas de opinião na corrida para 2014, a ex-senadora Marina Silva surpreendeu a quase todo o mundo político ao optar pelo ingresso no PSB, depois de ver naufragar nos meandros legais do TSE a sua Rede Sustentabilidade, que ainda pretende ser um partido político sem os desgastes e as marcas negativas que as legendas atuais carregam consigo. A surpresa, contudo, foi mais pela opção de entrar num partido que já tem um pré-candidato definido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do que pelo fato de não aceitar os conselhos recebidos de se manter à margem da disputa de 2014, preservando, assim, a imagem de pureza com que ela fez questão de dourar a ideia da sua Rede.

Afinal, por maior que seja o desejo de apresentar-se para a disputa com uma proposta de partido bastante diferenciada dos demais, não seria possível imaginar que Marina Silva atendesse à banda dos seus seguidores que preferiam vê-la fora da campanha a decidir reingressar no sistema eleitoral num partido tradicional e, portanto, capaz de carregar no seu DNA as mazelas que tanto têm desgastado as legendas tradicionais. Até porque Marina, embora faça questão de manter um discurso diferenciado, lembrando sempre que sua luta não tem os mesmos estímulos dos políticos considerados tradicionais e sim são gerados pela vontade de transformar profundamente as bases sociais do Brasil, correria um risco muito grande de perder visibilidade ao ficar sem palanque por mais quatro anos, especialmente num País no qual os eleitores têm memória de peixe, ou seja, quase nenhuma.

Assim, para analistas políticas e também para as chamadas “cobras criadas” da cena política nacional, a ex-senadora seria obrigada a participar, de algum modo, das eleições do próximo ano e, com a frustração provocada pela decisão do TSE, o único caminho seria mesmo ingressar numa legenda já formada. Tanto que foram várias as legendas que se ofereceram para abrigá-la e aos “marineiros”, como são chamados seus seguidos mais fiéis. Todas de olho no patrimônio eleitoral que Marina conquistou em 2010 e que as pesquisas de opinião recentes revelam que ela está mantendo.

Inesperada mesmo foi a decisão de ingresso no PSB. Nem tanto pela imagem da sigla, uma vez que a legenda socialista tem sido vista no Brasil como uma espécie de segundo time de muita gente, ou seja, mesmo os que não votam em seus candidatos manifestam simpatia pelo partido criado em 1947 e que teve no baiano João Mangabeira um dos seus fundadores e principais ideólogos. Extinto em 27 de outubro de 1965, pelo Ato Institucional nº 2, promulgado pelo governo ditatorial, o partido foi recriado oficialmente em 1988, mas nunca ocupou um espaço tão significativo na cena política nacional que lhe pudesse atrair desafetos. O que, ao lado de não ter tido nenhum figurão dos seus quadros envolvidos nos recentes escândalos de corrupção, contribuiu para ter a imagem simpática já citada.

Ao entrar no PSB, Marina aumentou as preocupações do PT e de Dilma Rousseff, além de deixar Aécio Neves e o seu PSDB também de cenho franzido, como sempre acontece quando um fato novo acontece no cenário político e, além de se constituir uma surpresa, carrega potencial de provocar alterações num quadro até então estável e no qual vinham se baseando as análises para 2014. Mas, além da surpresa e do incômodo gerados, o gesto da ex-senadora deixou no ar uma grande interrogação a respeito do que realmente Marina deseja para seu futuro imediato, ou seja, em relação às eleições de 2014.

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UNIVERSO PARALELO

DA ALEGRIA INOCENTE AO RACISMO GRAVE

Ousarme Citoaian | [email protected]

1O teu cabelo não negaO texto segue o tempo, o que não parece óbvio para todo mundo. Quando, há mais de 80 anos, cantava-se “mas como a cor/ não pega, mulata,/ mulata eu quero teu amor…”, O teu cabelo não nega (Irmãos Valença-Lamartine Babo) era apenas alegria inocente; hoje, significa grave ofensa à raça, traumatiza a Lei Afonso Arinos e estatutos afins. Com o passar dos anos, a sociedade adquiriu mais consciência do que pode molestá-la, ampliando os instrumentos de autoproteção. Recentemente, foram banidos vários termos do nosso linguajar, sobretudo os relacionados a condutas sexuais. Onde se dizia “homossexualismo”, por exemplo, hoje é “homossexualidade”. Cautela e caldo de galinha continuam em moda.

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Alienação absoluta, conformismo total

Outro texto que tem interpretações diversas, de acordo com a época, é Opinião (Zé Kéti), do show do mesmo nome, de 1964 (logo após o golpe militar).  Voltado para a problemática social do Brasil, o espetáculo Opinião absorveu a música Opinião como revolucionária (ao lado de Carcará, Missa agrária, O favelado). Hoje, pode-se entendê-la em outro sentido: “se não tem água,/eu furo um poço,/se não tem carne,/eu compro um osso/ponho na sopa/ e deixo andar…”, uma inabalável profissão de fé no conformismo. Mas as melhores “pérolas” estavam no fim: “se eu morrer amanhã,/ seu doutor,/ já estou bem pertinho do céu”. A alienação absoluta, a antirrevolução, até a antirreforma. E ninguém percebeu.

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Tema “pegou” na biografia de Lamartine

Voltando a O teu cabelo…, é oportuno dizer que este tema é uma mancha na biografia do Rei da Marchinha, Lamartine Babo. A RCA Victor, ao receber o tema dos Irmãos Valença (João e Raul) pediu que Lamartine “acariocasse” a marcha, tirando da letra algumas expressões de pernambucanês. Lamartine não se fez de rogado: manteve a música e o refrão, extirpou a gíria do Recife, promoveu o primeiro verso a título (o título original era Mulata) e assinou O teu cabelo não nega, como sendo autor da letra e da melodia. Os Valença reconheceram as mudanças, mas foram à Justiça, reivindicando que Lamartine era parceiro, não autor. Ganharam em todas as instâncias.

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NOSSA RESPONSABILIDADE COM O PÚBLICO

4Paixão BarbosaMontado em brisa do outono, nos vem  um comentário do secretário de Comunicação de Ilhéus, jornalista Paixão Barbosa (foto), a propósito de notinha aqui postada na semana passada, sob o título “Professor ilheense vai presidir a ABL”. Ele “pede desculpas” pelos desvios que esta coluna, “tão acertadamente, registrou”, e diz que tudo aconteceu “por desatenção de quem redigiu [o texto], o que realmente é imperdoável”. Experiente (mais de três décadas n´A Tarde), Paixão Barbosa tira do episódio uma lição. Em suas palavras, “os erros cometidos pelos que têm a responsabilidade de informar ao público são sempre muito graves pelo potencial multiplicador que eles carregam consigo”. No mesmo pé-de-vento do pós-verão, vai a contrarresposta (ai, esse Acordo Ortográfico!).
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Raios, arreganhos e morte anunciada

Foi tudo muito divertido (não para o secretário, que querem?) e “didático”, até porque errar, o clássico humanum est, ajuda a identificar nossas fragilidades e nos faz crescer (já não me dirijo a V. Sa., mas ao meu/minha colega que escreveu a notinha açodada): não me leve a mal, eu só quero que você me queira. E digo que Paixão Barbosa, dono de alto conceito no jornalismo baiano, se engrandece com o sucedido: quando temos até um comunicador com morte anunciada em Ilhéus, é confortador saber de alguém capaz de receber críticas, serena e humildemente, recusando-se aos ralhos e arreganhos com os críticos, conforme o hábito. Mas, e quanto aos 18 veículos (pelo menos!) que repetiram a nota sem lê-la, o que faremos?

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(ENTRE PARÊNTESES)

6Por que escrevo“Às vezes, quando vejo o que se passa no mundo, pergunto-me: para que escrever? Mas há que trabalhar, trabalhar. E ajudar o que mereça. Trabalhar como forma de protesto. Porque o impulso de uma pessoa seria gritar todos os dias ao despertar num mundo cheio de injustiças e misérias de toda ordem: protesto! protesto! protesto!” Este pequeno texto de Federico Garcia Lorca (1898-1936), citado por José Domingos de Brito no livro Por que escrevo? (Escrituras/1999), me vem à mente quando sobre mim pairam as nuvens negras do desencanto com a humanidade – e isto é mais constante do que seria saudável.

FAZENDO BONITO NUMA RODA DE JAZZÓFILOS

7Max Roach
De quem “gosta” de jazz é exigido o nome de uns poucos grandes nomes em cada instrumento. Se você é capaz de citar duas feras em trompete (Armstrong, não vale, pois até os bebês conhecem seu som!), sax, voz, guitarra, vibrafone (com estes dois já é mais difícil), baixo e piano, tem suficiente para começar a conversa. Mas faltou bateria.  Então ofereço cinco nomes – e qualquer deles fará com que os olhos do pessoal se voltem com admiração para a gentil leitora que o pronunciar: Max Roach (foto), Gene Krupa, Buddy Rich, Art Blakey e Elvin Jones. Aqui, citados ao acaso, os negros ganham de 3 a 2: Roach, Blakey e Jones contra os branquelos Gene Krupa e Buddy Rich.
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Baterista “roubou” a própria orquestra

Em 1982, Frank Sinatra (1915-1998) comandou o show Concerto das Américas (Concert for the Americas), na República Dominicana, que virou DVD. Em estado de graça, “A voz” cantou Corcovado (em inglês: Quiet night of quiet stars), pretexto para “encher a bola” de Tom Jobim, repetiu grandes êxitos populares (incluindo, é claro, Strangers in the night e New York, New York), tudo isso em companhia da orquestra de Bernard Buddy Rich (1919-1987). Aqui, o momento em que Sinatra apresenta o baterista e este rouba a cena da própria orquestra, com um solo magistral em “Finale”, que encerra a lista de mais de 25 temas do musical West side story, de Bernstein.


(O.C.)

TIME ESCALADO

paixaobarbosaO time responsável pela comunicação no governo Jabes Ribeiro já está escalado. A secretaria comandada pelo jornalista Paixão Barbosa tem na equipe Vera Rabelo, da Divisão de Redação, e Moabe Breno Ferreira Costa, diretor de Comunicação. Priscila Espinheira é a chefe de redação.

A Secom tem ainda como diretores ou chefes Alex Mata, que responde pela comunicação digital, e Gidelzo Silva, coordenador de audiovisual. Alfredo Filho é o chefe da área de fotografia. Além destes nomes, o time tem, do quadro efetivo, jornalistas como Everaldo Benedito e Valério de Magalhães.

Jabes, aliás, repete a fórmula de mandatos anteriores e estabelece a comunicação institucional como uma das suas prioridades. Em outras cidades de médio porte, equipes enfrentam dificuldades para trabalhar – falta de estrutura e entraves nas contratações.

O FIEL ESCUDEIRO DE JABES

Isaac deixa a Bahia Pesca para assumir o Desenvolvimento Urbano em Ilhéus.

Isaac deixa a Bahia Pesca para assumir a Sedur em Ilhéus.

O engenheiro Isaac Albagli sempre foi tido como o fiel escudeiro de Jabes Ribeiro. Embora as especulações apontassem até para uma possível ida dele para a Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri), ele decidiu acompanhar o prefeito eleito de Ilhéus e deixará a presidência da Bahia Pesca para assumir a Pasta do Desenvolvimento Urbano na Terra de Gabriela.

Isaac emitia sinais de que participaria do governo ao entrar “de cabeça” na campanha do amigo. A ele eram entregues as missões mais pesadas e desempenhava, também, a função de articulador. Agora, assume a robusta pasta do Desenvolvimento Urbano.

Atribui-se em parte a Isaac a demora do prefeito eleito em anunciar o seu secretariado. Também era o tempo de fazer a necessária reforma administrativa, embora feita “a toque de caixa” e, segundo dizem, com a complacência do presidente da Câmara de Vereadores, Dinho Gás (PSDC).

Ainda teria partido de Isaac a ideia de trazer para o governo o experiente jornalista Paixão Barbosa, que trabalhou, junto com Marival Guedes, a estratégia de comunicação da Aquapesca Brasil, realizada mês passado em Salvador. Isaac entra como o supersecretário. Ou, como costuma-se dizer por aqui, primeiro ministro do governo Jabes.

SANTANA PODE DISPUTAR PREFEITURA

Azevedo e Santana: quem será o candidato?

O deputado estadual Coronel Gilberto Santana (PTN) pode ser candidato à Prefeitura de Itabuna, mas somente se o atual ocupante do cargo, o Capitão Azevedo (DEM), não quiser ou não puder ser candidato à reeleição. O quadro eleitoral de Itabuna ainda está muito cheio de possibilidades, especialmente fora do terreno do PT, uma vez que esta legenda é a única que trabalha com apenas duas alternativas: a primeira é a candidatura do deputado federal Geraldo Simões (como desejam o governador Jaques Wagner e boa parte dos petistas) e a segunda é a candidatura de Juçara Feitosa (como deseja o próprio Geraldo Simões).

Fora deste cenário, pululam candidatos de partidos da base aliada do governo estadual e da oposição. Aparecem nomes do PCdoB, que, mesmo sendo aliado do governo estadual e de Geraldo Simões, acredita ser a vez dos comunistas comnadarem a Prefeitura Municipal. Também aparecem nomes do PSDB, como do deputado Augusto Castro, do PTN (o já citado Coronel Gilberto Santana) e, principalmente o do prefeito Nilton Azevedo.

Apesar do desgaste que sua administração sofre, com críticas quase generalizadas, o prefeito ainda é um nome muito forte no tabuleiro itabunense e a oposição sabe que sair com um candidato alternativo a ele, para disputar com os aliados do governo estadual será entregar muito facilmente a Prefeitura ao grupo de Geraldo Simões. Daí porque a afirmação no primeiro parágrafo deste post traduz uma certeza. Mesmo que não tenha nada a perder saindo candidato na eleição de 2012, uma vez que tem mandato garantido na Assembleia Legislativa da Bahia por mais dois anos, o Coronel Gilberto Santana não quer contribuir para facilitar a vida dos petistas.

Clique aqui e confira mais no blog do jornalista Paixão Barbosa.

DILMA E LULA, LIGADOS PELO PROJETO

Paixão Barbosa

Agora que Dilma resolveu a pendenga, e não do jeito que Lula teria gostado, ao afastar Palocci e colocar no seu lugar uma senadora que tem o perfil técnico, o quadro se reverteu…

É impressionante como a oposição brasileira vive a ansiosa expectativa do rompimento entre a presidente Dilma Rousseff e o seu antecessor, o Luiz Inácio Lula da Silva. Logo depois da posse, em janeiro ainda, todos os gestos da nova ocupante do Palácio do Planalto foram seguidos pelos órgãos de imprensa com olhos de lupa, tanto pela curiosidade natural em relação ao governo recém-nascido como, principalmente, em busca de sinais que revelassem a “cara” da nova administração. Se Dilma seria simplesmente uma tutelada ou se assumiria por inteiro, afastando-se do estilo Lula de governar.

A formação do novo Ministério não foi suficiente para dar qualquer definição, uma vez que se realmente o ex-presidente teve uma influência considerável nas indicações, Dilma também teve suas opções pessoais. Além do mais, com uma base aliada tão grande e diversificada, a nova equipe terminou se constituindo, como é de praxe em casos assim, numa verdadeira “salada” partidária, com ingredientes que já chegavam prontos para a assinatura oficial.

Nas semanas seguintes, porém, começaram a ser apontadas as diferenças entre os estilos de Dilma Rousseff e do antecessor. Enquanto este, por sua formação sindical, sempre gostou mais dos microfones e das reuniões amplas, disposto como é a ser o centro das atenções, mestre de cerimônias e animador de platéias, a presidente adotou uma postura mais reservada, muito de acordo com o seu perfil técnico e objetivo, priorizando as atividades mais fechadas e deixando de lado os palanques.

Foi o suficiente para que alguns apressados começassem a insinuar insatisfações de Lula e a antecipar o crescente afastamento entre “o criador e a criatura”. Foi visível o esforço para se elogiar o comportamento de Dilma, talvez como forma de estimular o “afastamento” anunciado. A presidente, porém, optou por não alimentar os rumores e prosseguiu com seus contatos frequentes com o antecessor, consultando-o sempre que necessário, especialmente em relação às pendências políticas geradas pelo “balaio de gatos” que é a base aliada governista.

Aí surgiu o primeiro grande escândalo da atual administração, envolvendo justamente o mais poderoso ministro da Esplanada, o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, flagrado com os rendimentos milionários da sua empresa de consultoria. Chamado a Brasília não se sabe por quem, o ex-presidente Lula atraiu para si todos os holofotes, reuniu-se com lideranças políticas e tentou articular uma saída para garantir a permanência do seu homem de confiança – coisa que ele não havia conseguido no primeiro escândalo em que Palocci se envolveu, o famoso caso da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo.

E, então, sobraram notícias dizendo que Dilma havia perdido as rédeas do seu governo, que a intervenção de Lula era uma demonstração de como a presidente não sabia resolver crises políticas e que ela não passava de uma ocupante privilegiada do Palácio do Planalto, portanto, uma “tutelada”. Agora que Dilma resolveu a pendenga, e não do jeito que Lula teria gostado, ao afastar Palocci e colocar no seu lugar uma senadora que tem o perfil técnico, o quadro se reverteu e já há quem diga que a presidente reassumiu o governo e, em meio às pejorativas classificações – como “República de saias” e Clube da Luluzinha” –, já se diz que finalmente o governo tem nova “cara”.

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UM BATE-PAPO COM O JORNALISTA PAIXÃO BARBOSA

Trinta e três anos depois de iniciar sua vida profissional n’A Tarde, de Salvador, o jornalista Paixão Barbosa, um dos mais respeitados da Bahia, foi desligado do diário da família Simões. A empresa enfrenta uma crise séria, que levou ao fechamento de sucursais e à demissão de muita gente boa. Nesta entrevista concedida ao PIMENTA, Paixão Barbosa comenta sobre as dificuldades de A Tarde, os desafios da mídia impressa e o avanço da internet. A conversa também tratou, entre outros assuntos, sobre a política baiana, destacando a desfaçatez com que muitos oposicionistas têm migrado para o lado do governo.

Leia abaixo os principais trechos:

PIMENTA – Pra começar, queremos um breve relato sobre o cidadão Paixão Barbosa, desde a infância no sul da Bahia até a ida para Salvador, onde estudou, família etc…
Paixão  Barbosa – Nasci em Coaraci e passei minha infância entre os períodos de aula na cidade e as férias entre os cacauais uma vez que meu pai, Laudelino Barbosa, era administrador de fazendas e fazia questão de levar os filhos para fazer companhia a ele. Tive a sorte de ter uma família maravilhosa, somos nove irmãos, e especialmente de ter irmãs professoras, fato que me aproximou dos livros desde muito cedo. Tanto que, apesar de gostar muito das brincadeiras de rua – bolinhas de gude, futebol, empinar arraias, tomar banho no Rio Almada (quando isto era possível e prazeroso) etc – sempre dediquei algum momento do dia para ler. A partir dos meus 10 anos tornei-me um leitor voraz e muito eclético: lia tudo o que me caísse às mãos, desde os autores clássicos aos populares livros de bolso, jornais, revistas de esporte, Manchete, Cruzeiro, passando por enciclopédias (lembro-me bem que li e reli pelo menos duas vezes cada um dos compêndios da Delta Júnior).

PIMENTA – É verdade que você já foi técnico agrícola?
Paixão  Barbosa – Quando concluí o que se chamava então de quarta série ginasial, em 1970, tive que optar pelo curso de técnico em Agropecuária, na cidade de Catu (Recôncavo Baiano) que era gratuito e em regime de internato, uma vez que minha família não tinha condições de me manter em Salvador. A chama da leitura e da literatura continuava acesa, mas novamente tive que optar pela questão financeira e, ao concluir o curso, em 1973, fiz um concurso para a Ceplac e trabalhei durante dois anos como técnico agrícola (na bela cidade de Gandu, onde ainda tenho muitos amigos), ajudando agricultores e trabalhadores rurais a plantar e a cuidar de cacau. Após dois anos, porém, o chamado foi mais forte e larguei tudo para estudar Jornalismo em Salvador, tendo passado no Vestibular da UFBa em 1976. Entrei no jornal A TARDE em 22 de novembro de 1977, ainda estudante do 4º semestre de Jornalismo, e lá fiquei até o dia 2 de maio passado, depois de ter sido, pela ordem, revisor, repórter de Cidade, repórter, subeditor e editor de Política, editor de Cidade, editor da primeira página, secretário de redação de Planejamento e coordenador da Agência de Notícias A TARDE. Durante este período ainda exerci algumas funções na área pública, a exemplo de assessorias na Prefeitura de Salvador e na Secretaria Estadual da Indústria e Comércio e como chefe de gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (com o deputado José Amando, de 1989 a 1990).

PIMENTA – E a família?
Paixão Barbosa – Sou casado há 27 anos com uma itabunense, Rosilane, que também é jornalista, e tenho um filho, Lúcio, que preferiu não seguir os pais e é doutorando na área de biogenética. Ainda compõem a família duas figuras lindas que ajudamos a criar, como filhas, Lila e July (ambas de Jussari), que já nos deram duas netas, Brenda e Alice.

PIMENTA – Por que a opção pelo jornalismo?
Paixão Barbosa – Além do fato de ser uma profissão que lida diariamente com minhas duas grandes paixões de infância, a leitura e a escrita, muito ajudaram a inquietação e a curiosidade intelectual que possuo, duas características que se encaixam muito bem com o fazer jornalismo. Além da grande contribuição que sempre considerei que o trabalho de um jornalista pode dar para o desenvolvimento e a melhoria da sociedade ao exercer seu papel de crítico e de vigilante das ações dos governantes, apontando os erros e as omissões ou divulgando benefícios e acertos.

PIMENTA – Como vê a profissão hoje, inclusive no aspecto do mercado de trabalho?
Paixão Barbosa – Os princípios básicos do fazer jornalismo não mudam, sejam quais forem os veículos usados para isto. E refiro-me às preocupações básicas com a precisão e a veracidade das informações divulgadas. Mesmo quando se faz análise ou comentários. O que pode mudar é a forma, ou a linguagem, mas seja jornalista formado ou não, profissional da imprensa escrita, de rádio ou TV ou de internet. E mesmo aqueles que não são jornalistas devem sempre ter em mente aquelas duas preocupações quando produzem algum texto que possa ser chamado de jornalístico. Esta diversidade de meios ampliou muito, de forma incalculável eu diria, o mercado de trabalho e tirou os jornalistas tradicionais da sua zona de conforto. Refiro-me àquele modelo tradicional de Redação, no qual os jornalistas transformavam-se praticamente em donos da verdade porque o poder de reação dos envolvidos era mínimo e restrito. Hoje, com a amplitude e, especialmente, com a instantaneidade da mídia digital, os jornalistas precisam ter muito mais responsabilidade e necessitam apurar melhor os fatos caso não queiram ter o desgosto de ser desmoralizados imediatamente depois.

 

Não acredito que a crise enfrentada pelo Grupo A Tarde tenha a internet como responsável.

 

PIMENTA – A ansiedade em sair na frente é um estímulo à irresponsabilidade?
Paixão Barbosa – Em alguns casos, a velocidade do veículo e a ansiedade de sair na frente dos concorrentes estimulam a irresponsabilidade de alguns, especialmente no caso dos que operam nos meios digitais, com o argumento de que a informação errada pode ser corrigida logo depois. Acontece que, assim como ocorre nos meios impressos, nem sempre quem lê a notícia equivocada toma conhecimento da correção e pode se causar prejuízos irreparáveis à vida de muita gente.

PIMENTA – A internet vai desbancar os jornais? A crise do jornal A Tarde é emblemática nesse momento?
Paixão Barbosa – Acredito que a mídia impressa ainda tem muita lenha para queimar e acho que ela não irá desaparecer, pelo menos não tão cedo. O que se faz necessário é que os jornais impressos se adaptem aos novos tempos e entendam que os leitores de hoje não são mais os de antigamente e que as pessoas que compram os impressos estão em busca do aprofundamento da notícia, da análise, do contraponto, uma vez que o relato dos acontecimentos é feito em tempo real pelas novas mídias. O que não dá é para o jornal impresso tentar concorrer com a internet (sites, blogs, twitter ou redes sociais) ou com a TV, no papel de dar a informação em primeira mão, porque esta é uma batalha já perdida.

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OPERAÇÕES GRANDES, RESULTADOS PÍFIOS

Paixão Barbosa | www.atarde.com.br/politicaecidadania

De acordo com as informações oficiais, a grande operação realizada no Nordeste de Amaralina, no último final de semana, foi deflagrada depois de  três meses de investigações e envolveu um aparato que incluiu mais de 900 policiais, 162 viaturas e um helicóptero do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer). A ação ganhou um enorme espaço na mídia, gerou diversas entrevistas das autoridades ligadas à área de segurança.

E o resultado, também de acordo com as informações oficiais, foi a morte de uma liderança do tráfico, a prisão de cinco pessoas, a apreensão de sete armas de fogo – uma pistola nove milímetros, três revólveres calibre 38 e três calibre 32 –, dez motocicletas, 131 pedras de crack, 80 papelotes de cocaína, 300 gramas de maconha, 18 celulares, duas máquinas caça-níquel e um computador.

Ante a dimensão da operação e o tamanho do Nordeste de Amaralia – e seus sub-bairros, como o Alto de Santa Cruz, Vale das Pedrinhas e Chapada – fiquei com a impressão de que o resultado ficou muito aquém do que se esperava. E, só para repetir o que já disse aqui, estas operações pontuais, por mais espetaculares (e isto no sentido de espetáculo mesmo) que sejam, não são a solução para a redução dos índices de criminalidade nem para o combate eficiente ao tráfico de drogas.

De uma maneira ou de outra, os bandidos logo ficam sabendo da operação e escapolem como podem, reagrupando-se tão logo as equipes policiais deixam o local. E substituem rapidamente os que foram mortos ou presos e reassumem a “autoridade” que exercem sobre a comunidade, esta sim cada vez mais vulnerável à ação das quadrilhas.

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SAÍDA DE CÉSAR NUNES FOI A ÚNICA SURPRESA

Paixão Barbosa

À exceção da substituição do secretário de Segurança Pública, César Nunes, não houve maiores surpresas no anúncio dos 15 primeiros nomes que irão compor o primeiro escalão do governo estadual. Para mim, a saída de Nunes tornou-se imperiosa para o governador Jaques Wagner como uma forma de reduzir o desgaste causado pelo insistente crescimento dos números da violência na Bahia.

Trocar o secretário é uma forma de dizer que o governo está preocupado com o assunto e ajuda a construir a imagem de que se pretende realmente reduzir a insegurança que tanto afeta as famílias baianas em todos os seus níveis. Colocar na pasta um novo secretário também é uma maneira de tentar fazer com que César Nunes carregue consigo o desgaste que o setor acumulou nos últimos anos.

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RECUSAS AUMENTAM DESGASTE DE JOÃO

Blog do jornalista Paixão Barbosa:

Caso não fosse evangélico, seria bom o prefeito João Henrique (ainda no PMDB) ir procurar urgentemente alguém que lhe ministrasse um banho de folhas ou lhe desse alguns passes para afastar a energia negativa que enche de nuvens a área da Praça Municipal de Salvador. Ao agir de surpresa e promover uma mudança gigantesca nos quadros do seu secretariado, ele tentou mudar o quadro negativo dos últimos meses e dar uma guinada em direção a ares mais saudáveis para sua imagem e popularidade.

Porém, revelando a improvisação que parece ter cercado todo o pacote, o prefeito recebeu, de imediato, a negativa do nome que havia escolhido para a Secretaria da Fazenda e teve que indicar outro, às pressas. Também teve que fazer ajustes em outras posições antes anunciadas como fechadas. E, nesta quarta-feira, mais dois golpes: a recusa do vereador Téo Sena de ser líder da bancada governista e a renúncia do vereador Alfredo Mangueira ao posto de chefe da Casa Civil da Prefeitura.

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SÓ O INDECISO CRESCE NA PESQUISA VOX POPULI

Paixão Barbosa | Blog Política e Cidadania

O que mais me chamou a atenção no resultado da pesquisa eleitoral do Instituto Vox Populi sobre a sucessão baiana, que apontou Jaques Wagner (PT) com 41%, Paulo Souto com 32% e Geddel Vieira Lima com 9%, foi o crescimento substancial dos eleitores que se declararam indecisos (não sabem quem votar). Vejamos: os três principais candidatos mantiveram-se estáveis em relação à última pesquisa (feita em janeiro), uma vez que as oscilações se deram dentro da margem de erro da consulta, que foi de 3% – Wagner caiu 3% (de 44 para 41), Paulo Souto subiu 3% (de 29 para 32) e Geddel subiu 1% (de 8 para 9).

Mas a coluna de indecisos passou de 6% para 13%, sendo o único indicador que oscilou acima da margem de erro (brancos e nulos caiu de 6% para 4%), enquanto as candidaturas do PV e do PSOL mantiveram com 1% e 0%. Não é de estranhar que, após cinco meses, a quantidade de pessoas que não sabem em quem votar tenha crescido, quando o natural é que a indecisão vá caindo à medida que os candidatos e suas propostas se tornem mais conhecidos?

A coluna de indecisos passou de 6% para 13%, sendo o único indicador que oscilou acima da margem de erro.

Ou será isto um reflexo justamente deste maior conhecimento, que levou parte do eleitorado a pisar no freio e refluir de posições anteriores enquanto aguarda que as coisas se aclarem mais? Sem dúvida que, como pesquisa é justamente para orientar os passos das campanhas, aí está um bom prato sobre o qual marqueteiros e analistas vão se debruçar em busca de explicações.

No mais, em relação às três principais candidaturas, o quadro da pesquisa mostra que ainda há muita água para passar sob esta ponte eleitoral, embora o governador Jaques Wagner mantenha nitidamente o seu favoritismo, ainda que (neste momento) nada indique uma vitória já no primeiro turno. Mais uma vez nós deveremos ter uma eleição que deverá se decidir sob a influência do horário eleitoral gratuito e dos momentos finais da campanha.

Paixão Barbosa é coordenador da Agência de Notícias A Tarde e mantém o Blog Política e Cidadania (acesse aqui).






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