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:: ‘Paula Fernandes’

PAULA FERNANDES FECHA SÃO JOÃO DE ITAGIBÁ

Paula Fernandes encantou público na Praça do Forró cantando sertanejo  (Marcos Japu).

Paula Fernandes encantou público na Praça do Forró cantando sertanejo (Marcos Japu).

A Praça do Forró ficou lotada nesta terça-feira (23), última noite do São João de Itagibá. Milhares de pessoas de várias partes da região e outras cidades da Bahia vieram acompanhar o show da cantora sertaneja Paula Fernandes, que se apresentou pela primeira vez na cidade.

A superprodução, que faz parte da turnê “Um Ser Amor”, inova com um show cênico e tecnológico, que traz efeitos especiais, cenas em 3D, parcerias virtuais, esteiras, plataformas giratórias e trocas de figurinos.

Algumas parcerias musicais da cantora aparecem virtualmente, como Shania Twain, com quem Paula gravou o clipe da música “You´re Still the One, em Las Vegas, e Taylor Swift. Além disso, a cantora entoou na Praça do Forró, os principais sucessos da carreira.

O prefeito Marquinhos Barreto agradeceu ao público que compareceu nas quatro noites de festa, não só à população de Itagibá, como de outras cidades da região. “Itagibá continua mantendo a tradição de um São João de paz, tranquilo pra todos os cidadãos itagibenses e para pessoas de outros municípios que nos prestigiam”.

ZELITO MIRANDA E PAULA FERNANDES NO FORRÓ DE ITAGIBÁ

Capitão Forró foi uma das atrações do São João de Itagibá (Foto Marcos Japu).

Capitão Forró foi uma das atrações do São João de Itagibá (Foto Marcos Japu).

A terceira noite de São João em Itagibá terá, dentre as atrações, o forrozeiro Zelito Miranda. Neste domingo (21), passaram pelo palco da Praça do Forró Perkata de Sola, Capitão Forró, Simone e Leilane e Rosy Banda.

A programação de hoje começa com o irreverente Bloco Muquiranas. Logo após, apresentam-se na praça oficial do arrasta-pé, além de Zelito, as bandas Realce e Forró Sacode. O último dia da festa será a terça (23) com a sertaneja Paula Fernandes.

MISTURA DE RITMOS NO FESTIVAL DE INVERNO

Paula Fernandes, Saulo e Humberto Gessinger levam mistura de ritmos ao FIB (Foto Laécio Lacerda).

Paula Fernandes, Saulo e Gessinger levam mistura de ritmos ao FIB (Foto Laécio Lacerda).

A primeira noite do Festival de Inverno Bahia 2013, em Vitória da Conquista, trouxe uma mistura de ritmos. Do sertanejo de Paula Fernandes ao rock pop de Humberto Gessinger (ex-Engenheiros do Hawai) e a baianidade de Saulo Fernandes.

A abertura do festival 2013 foi nesta noite de sexta (23), no Parque de Exposições Teopompo de Almeida. Até o próximo domingo (25) apresentam-se atrações como Lulu Santos, Titãs, Zélia Duncan e Jota Quest. Tudo isso a uma temperatura média, prevista, de 16º, mas com sensação de 10º.

Público lotou o parque de exposições de Vitória da Conquista (Foto Laécio Lacerda).

Público lotou o parque de exposições de Vitória da Conquista (Foto Laécio Lacerda).

UNIVERSO PARALELO

“SE A MONTANHA NÃO VAI A MAOMÉ…”

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

001BilacPor e-mail, questionam-me sobre a diferença entre plágio e citação, dúvida que para mim tem quase a idade do ovo e da galinha. Fazendo árbitro o dicionário, fica fácil: plágio é cópia ilegal, apropriação indébita da produção de outra pessoa, coisa sorrateira, sub-reptícia; já a citação exige remessa à fonte, creditando-se a autoria, tudo dito e feito às claras. Mas essa abordagem lexicográfica não satisfaz à consulente (ops!), e a mim muito menos: no escrever, é frequente a referência a outros autores, sem citação de fonte, e que não é plágio, mas homenagem. Certas expressões se tornam de domínio público, a exemplo de “ajuda luxuosa”, “se a montanha não vai a Maomé…”, “última flor do Lácio”…

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“Sou apenas um pobre homem de Itabuna”

No belo poema “Cacau, canto, clamor”, do livro Poesia reunida e inéditos, Florisvaldo Mattos escreve sobre a ascensão e queda da agricultura regional: “…livres de turbantes, burkas e sandálias,/ outros mais, mais outros, enfim dezenas,/ vieram, por desejo de erguer e construir/ o que a alma na carne gravara como dívida”.  É evidente a citação de “As pombas”, de Raimundo Correia (em itálico) – e eu, de propósito, citei Ascensão e queda do terceiro reich, de William Shirer. Hélio Pólvora, um dos poucos para quem vale o lugar-comum “dispensa apresentação”, costuma autointitular-se “apenas um pobre homem de Itabuna” – Eça de Queirós (1845-1900) se disse “apenas um pobre homem de Póvoa de Varzim”.

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Voltaire é citado em diário de Itabuna

003CândidoEm artigo recente em importante jornal diário, o autor diz que o povo de Itabuna não vive “no melhor dos mundos” – empregando, bem, uma expressão tirada de Voltaire (1694-1778), em Cândido ou O otimismo. Machado de Assis, com sua vasta cultura, usou muito a citação, às vezes em língua estrangeira: Et nunc et semper (do latim, “nunca e sempre”), no conto O anel de Polícrates, é de São Mateus, 5:9; “… como a esposa que desce do Líbano”, no conto Último capítulo, vem do Cântico dos Cânticos. E é impossível não lembrar que Hemingway tirou do livro de Salomão um dos títulos mais importantes da literatura mundial: O sol também se levanta. A citação, sobre ser prova de conhecimento e bom gosto, é homenagem ao citado e ao leitor perspicaz.

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(ENTRE PARÊNTESES)

É impenetrável o raciocínio da chamada nova direita brasileira: enquanto cerca de 96% dos crimes são cometidos por bandidos adultos, ela se preocupa com o potencial de 3-4% representado pelos menores. Daí, prega que, ao reduzir a maioridade penal (e fechar os olhos aos criminosos engravatados, fardados, togados, nomeados ou concursados), reduz a criminalidade. Combater o crime tornando adultos os marginais infanto-juvenis me lembra a anedota sobre o cara que encontrou a mulher (lá dele!) no sofá, em intimidades com Ricardão. A gentil leitora e o atento leitor sabem como ele resolveu o problema: vendeu o sofá.

ALIENAÇÃO E CONCEITOS POR EMPRÉSTIMO

005VenezuelaNo ano passado, um deputado inglês, em palestra na Universidade de Oxford, chamou a atenção sobre “como ter pouco conhecimento é perigoso”. Isto não quer dizer que nos devemos transformar todos em sábios, como num passe de mágica, o que seria impossível; mas que precisamos aprofundar um pouco mais nossas informações, se queremos sair por aí dando opinião. Sobre Hugo Chávez, por exemplo (o tema da palestra do parlamentar), se um indivíduo disser  “não sei quem foi”, será um alienado; se disser “foi um ditador da Venezuela”, entrará para a lista dos que alardeiam conceitos tomados de empréstimo, talvez ouvidos em algum telejornal.
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Como o “inocente útil” se faz perigoso

O alienado não influi nem contribui, é um inocente inútil; o outro, também inocente (mas útil), é perigoso, pois anda a espalhar “verdades” sob encomenda. É por esse caminho do “pouco conhecimento” que elegemos candidatos inadequados (para empregar um eufemismo) ou transformamos em herói qualquer pessoa que, a exemplo do jurista Joaquim Barbosa, desempenhe razoavelmente bem suas funções. Tentei evitar Brecht, mas não pude: “Triste do povo que precisa de heróis”. A ideia de fazer de JB presidente da República seria hilariante, se não fosse infeliz. Mas eu confesso que gostei quando ele disse que os três maiores jornais brasileiros são “mais ou menos” de direita. É óbvio, mas me fez bem ouvir.

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A MELHOR “CAIPIRA” DE TODOS OS TEMPOS

007Jeca TatuNenhuma lista (relação, antologia ou coisa que o valha) é inquestionável, pois sempre reflete a opinião de quem a fez. Mas isto nunca foi obstáculo para quem gosta de listar os “melhores” (ou “maiores”) de qualquer coisa. Veículos de imprensa do mundo inteiro andam, às vezes, por esse caminho, e eu, confesso, gosto de ler tais seleções – que me dão o pensamento médio dos outros. Em 2009, a Folha de S. Paulo reuniu dezesseis críticos, pesquisadores e compositores, para escolher as melhores músicas caipiras de todos os tempos. No topo da lista, como melhor de todas, ficou Tristeza do Jeca, de Angelino de Oliveira (1888-1964) – compositor paulista nascido em Itaporanga.
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Com 95 anos, parece novinha em folha

Tristeza no Jeca nasceu a 24 de maio de 1918, cantada em público pela primeira vez, pelo autor. Conta, portanto, 95 anos, e parece novinha em folha. Teve gravações de diversos artistas, antigos e novos, caipiras e “caipiras”, mas o registro fundamental é da dupla Tonico e Tinoco. A canção se baseia no livro de Monteiro Lobato, Urupês, que deu vida longa a Jeca Tatu, o tipo rural infeliz e doente, típico brasileiro excluído, morador dos grotões da Pátria. Aqui, a interpretação de Paula Fernandes, ao lado de Sérgio Reis e Renato Teixeira. A gentil leitora, exigente, questionará se a bela Paula já cursou ao menos um semestre de violão; o leitor, de olho rútilo, não questionará nada.

(O.C.)








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