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:: ‘pcdob’

DEMOLIÇÃO DE ESPAÇO CULTURAL ESQUENTA SESSÃO NA CÂMARA

Sala Zélia Lessa virou destroços (Foto Pimenta).

A demolição do espaço cultural Sala Zélia Lessa acirrou os ânimos entre vereadores de oposição e governistas. Há pouco, houve bate-boca entre os vereadores Wenceslau Júnior (PCdoB) e Milton Gramacho (PRTB) na sessão plenária.

O vereador Wenceslau Júnior criticou a demolição do espaço cultural que já foi maternidade, cadeia pública e miniteatro com espaço para 150 pessoas. “Há um flagrante descaso deste governo com o patrimônio arquitetônico, histórico e cultural de Itabuna”, disse o vereador.

Imediatamente, o governista Milton Gramacho (PRTB) pediu aparte e disse que o prédio era privado. Wenceslau reagiu: “então, o senhor está me falando de algo grave que pode resultar até em cassação do prefeito, que usa servidores municipais para cuidar de um prédio privado. Isso é improbidade e dá cassação do gestor”. Milton calou-se, pasmo. Apenas blefava.

A atriz e produtora cultura Eva Lima esteve na Câmara para tratar do assunto. Às 17h30min, Eva e demais artistas itabunenses fazem manifestação em frente ao prédio. O vereador comunista disse que solicitará do governo explicações sobre mais um atentado à cultura grapiúna.

ROSÁRIO, O NOVO COMPANHEIRO

Fala, companheiro!

O jornalista itabunense Walmir Rosário nunca foi muito chegado ao tratamento de “companheiro”, por considerar que o termo o associa ao PT. Não perguntem o porquê da cisma, mas o fato é que Rosário não teve escolha: é o novo companheiro da praça.

Membro da Loja Maçônica Acácia Itabunense, o jornalista foi elevado nesta terça-feira, 31, do grau de aprendiz para o de companheiro. Além dele, outros dez novos integrantes da loja passaram a esta categoria, inclusive o vereador comunista Wenceslau Júnior, que, apesar de andar de birra com o PT, agora é também um legítimo “companheiro”… maçônico, naturalmente.

WENCESLAU PARA ROBERTO: “SE ELE DECIDIU SE APROXIMAR DE AZEVEDO, QUE ASSUMA O ÔNUS”

O vereador Wenceslau Júnior (PCdoB) disse que o colega Roberto de Souza (PR) deve assumir o ônus da aproximação com o Governo Azevedo em vez de tentar transferi-lo para terceiros. Numa entrevista ao PIMENTA, Roberto disse que buscava aliança com o prefeito Capitão Azevedo por ter se sentido abandonado por Wenceslau, PCdoB e pelo deputado federal Geraldo Simões (reveja aqui).

“Na verdade, é uma tentativa vã de justificar a aproximação com Azevedo. Se ele decidiu se aproximar, que assuma o ônus”, rebate Wenceslau, que lembra ter apoiado Roberto várias vezes para a Mesa Diretora da Câmara. “Agora, casamento que é casamento acaba, quanto mais aliança política”.

Wenceslau diz que foi o próprio Roberto quem abandonou o grupo – pelo menos, nas discussões de eleição da Mesa da Câmara. “O próprio Roberto participou de duas reuniões. Quando nós nos comprometemos com a atual mesa, ele deixou as discussões. Não somos acessório”.

FRANKVALDO LIMA DEIXA O PC DO B

Frankvaldo sai do PCdoB; PT é destino mais provável.

O PCdoB sofreu uma baixa no seu projeto eleitoral para 2012 em Itabuna. O radialista Frankvaldo Lima entregou carta de desfiliação ainda ontem ao presidente do diretório municipal, Wenceslau Júnior.

O radialista disse que manterá boas relações com o PCdoB, mas deixa claro que ingressará em outro partido já tendo como plano futuro a disputa por uma vaga na Câmara de Vereadores.

O destino mais provável de Frankvaldo é o PT. A filiação teria a chancela do deputado federal Geraldo Simões e da suplente de senadora, Juçara Feitosa.

Embora sem figurar entre as prioridades do PCdoB em 2008, Frankvaldo Lima teve 955 votos nas últimas eleições.

Apesar da conversa bem encaminhada com o PT, Frankvaldo afirmou ao PIMENTA também ter recebido convites de partidos como o PPS, PSDB, PSB e PSC. A decisão será tomada até setembro, prazo final de filiação para quem vai disputar eleições em 2012.

CÓDIGO FLORESTAL APROVADO POR 410 A 63

A Câmara aprovou o projeto do Código Florestal por 410 votos a favor, 63 contrários e 1 abstenção, sendo que apenas as bancadas do PV e do Psol votaram em peso contra o proposta pelo relator Aldo Rebelo (PCdoB). A posição das duas legendas foi antecipada aqui no PIMENTA antes da votação (confira aqui).

A sessão, porém ainda não foi encerrada. Os parlamentares votam as emendas ao projeto do Código. A mais polêmica é de autoria do mineiro Paulo Piau (PMDB), que dá a estados e municípios autonomia para, na prática, autorizar (ou não) desmatamentos.

GERALDO REBATE CRÍTICA DE ROBERTO DE SOUZA

GS: "Nós nos afastamos de Roberto ao perceber sua aproximação com o governo Azevedo"

O vereador Roberto de Souza, do PR de Itabuna, foi entrevistado neste sábado, 21, pelo PIMENTA e revelou ressentimentos com alguns ex-companheiros. Ex-primeiro-secretário do legislativo itabunense, Roberto acha que foi abandonado, e aponta o deputado federal Geraldo Simões (PT) e o vereador Wenceslau Júnior (PCdoB) como alguns dos que lhe viraram as costas nos momentos de dificuldade.

Nesta segunda-feira, 23, o PIMENTA conversou com Geraldo Simões, que nega veracidade à queixa do republicano. Segundo GS, o PT somente afastou-se de Roberto quando percebeu a aproximação dele com o prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo (DEM). Algo à primeira vista complicado, já que o governo Azevedo alimentou o bombardeio contra o vereador, embora hoje se saiba que desde aquela época Roberto já procurava o suporte da Prefeitura para não sucumbir politicamente. Essa, pelo menos, é a tese do deputado.

Geraldo disse ainda que apoiou as duas últimas eleições do vereador e, na última delas, em 2008, chegou a preterir nomes do PT e indicar fortes cabos eleitorais (João Marcos de Lima, da 7ª Dires, teria sido um deles) para pedir votos para Roberto.

“Ele não pode me acusar de traição”, afirma o petista.  Ele lembrou ainda que dois irmãos de Roberto (Saulo e Carlos Pontes de Souza, respectivamente, no Derba e na Embasa) ocupam altos cargos no governo Wagner, enquanto o “brother” vereador se alia à administração municipal do DEM.

Confira a entrevista

ROBERTO CRITICA GERALDO E WENCESLAU E SINALIZA APOIO À REELEIÇÃO DE AZEVEDO

O vereador Roberto de Souza (PR) sempre foi dos homens fortes na Câmara de Itabuna e por vários anos ocupou um dos cargos mais cobiçados da Casa, o de primeiro-secretário.

O poder e o prestígio ruíram com uma sequência de golpes disparados pelo governo de Azevedo, culminando com as investigações de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI). Agora, porém, Roberto tornou-se amigo do “Rei”. Pretende fechar até o início do próximo mês uma aliança com o Capitão Azevedo (DEM).

Quer, com Azevedo, curar as feridas de antigos amores:   Geraldo Simões (PT) e Wenceslau Júnior (PCdoB), acusados de deixá-lo sozinho nos momentos de tristeza.

O vereador concedeu entrevista ao PIMENTA. Para não perder a forma, também mirou no atual presidente da Casa, Ruy Machado, a quem chama “carinhosamente” de “Ruy Porquinho”. À entrevista, pois:

O PR adere ao governo de Azevedo?
Um emissário nos procurou e eu disse que poderia conversar a partir do momento que houvesse mudança no governo. Até acho que a gestão melhorou um pouco. Agora, vamos para o governo desde que haja respeito mútuo. O que eu quero é participação política, não quero fazer como outros vereadores. Não quero barganhar cargos.

Se não é barganha, como seria?
Participação, ter um cargo efetivo. Acho que o prefeito é muito mal assessorado politicamente.

O PR vai reivindicar a secretaria de Governo, então?
Vamos conversar. Estou falando por mim, mas temos o PR regional e o estadual. O partido tem um débito com Azevedo, que apoiou a candidatura de César Borges [ao Senado]. Temos esse débito. Só não sei se será pago agora ou mais adiante.

Aceitaria ser secretário?
Eu não. Vou ficar na Câmara e acho que meu papel lá é fundamental. Ainda não conversamos em termos de partido. Já houve conversa oficial, mas ficou acordado que definiríamos isso a partir de 20, 25 de maio.

Apoiei Geraldo e Juçara, mas na eleição da Câmara eles deram sustentação a Ruy Porquinho. O PCdoB de Wenceslau, com quem eu conversava sobre 2012, me abandonou.

O governo trabalhou para derrubá-lo na Câmara. Como o senhor explicaria essa aliança, agora?
Eu tive esse embate aí na Câmara [briga com governo e investigação de desvios de dinheiro]. Apoiei Geraldo e Juçara, mas na eleição da Câmara eles deram sustentação foi a Ruy Porquinho [Machado]. O PCdoB de Wenceslau [Júnior], com quem eu conversava sobre 2012, me abandonou. Então, não tenho mais compromisso com os outros. Ficou uma mágoa.

E por que o senhor foi lardado na beira da estrada?
Eu estava crescendo muito politicamente e isso deve ter assustado. Meu nome é leve e assim continua, pois aonde chego as pessoas são solidárias a mim. E sabe por quê? Eu tenho passado. O povo conhece o meu passado.

Mas o senhor enfrentou uma CEI. O que diria em relação aos desvios na Câmara?
Quem pediu a CEI fui eu.

O relatório o acusa de, pelo menos, ter sido omisso na roubalheira.
Eu não era o presidente. Quem manda, quem tem o poder é o presidente. Você já viu Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) falar em rejeição de contas de primeiro secretário? Cita o presidente.

Ele tem é que lembrar quem trocava cheques da Casa numa lotérica da Cinquentenário e usava fantasmas no gabinete para fazer dinheiro.

E o próprio ex-presidente fala em desvios de até R$ 5 milhões.
Os desvios que falaram aí são da publicidade, coisa do presidente com o ex-assessor, e os contratos dos créditos consignados.

O esquema também ocorria nas licitações.
Havia uma comissão de licitação responsável pela contratação das empresas, serviços. O Ministério Público está investigando.

E o senhor acha que escapa da cassação?

O presidente [da Câmara, Ruy Machado] tá falando isso aí. Ele tem é que lembrar quem trocava cheques da Casa numa lotérica da Cinquentenário e usava fantasmas no gabinete para fazer dinheiro.

Quem foi?
(risos) Ele sabe. Se investigado [o esquema], sobra até para o dono da lotérica.

AUGUSTO CASTRO E DAVIDSON MAGALHÃES

O diretor-presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, esteve nesta terça-feira, 17, na Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa. Institucionalmente, o objetivo foi apresentar informações sobre os projetos da empresa que comanda e números acerca da ampliação do gás natural como matriz energética no Estado.

Mas a presença de Magalhães acabou gerando um flerte político entre ele e o deputado estadual Augusto Castro (PSDB), que abriu a caixa de elogios e a despejou em cima do comunista. Depois das amabilidades, saiu um agendamento de conversa para breve.

Assunto: sucessão municipal em Itabuna.

 

PREFEITO DE ITACARÉ REBATE DENÚNCIA E CONTRA-ATACA

Em nota enviada ao PIMENTA, o prefeito de Itacaré, Tonho de Anísio (PCdoB), afirma que as denúncias de desvio de verbas da merenda escolar no município seriam “informações inverídicas”, com o objetivo de desgastá-lo politicamente.

As acusações foram feitas pelo comerciante Josemar Santos à Polícia Federal, e publicadas inicialmente pelo site Bahia Notícias. Santos vendia alimentos à Prefeitura e contou à PF que era “obrigado” a emitir notas fiscais com valores além do devido. O excedente seria transformado em “vales” e distribuído dessa forma para protegidos do prefeito, a exemplo do motorista de Tonho de Anísio.

Na nota enviada ao PIMENTA, a assessoria de imprensa do governo de Itacaré diz que, na verdade, foi o denunciante quem procurou obter valores indevidos. “Ele tentou aplicar um golpe na Prefeitura de Itacaré, apresentando uma dívida inexistente no valor de R$ 58 mil”, acusa. Santos teria ainda, conforme a nota, tentado “chantagear gestores”.

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OPOSIÇÕES ENFRAQUECIDAS

Marco Wense

Política é conta de somar. Mas o tiro, dependendo do momento e das circunstâncias, pode sair pela culatra. Uma boa parcela do eleitorado não aceita determinados conchavos políticos.

A divisão das forças de oposição ao governo municipal só faz ajudar o prefeito José Nilton Azevedo, candidato natural a um segundo mandato pelo instituto da reeleição.

O mesmo raciocínio vale para o outro lado. A candidatura de Fernando Gomes enfraquece o oposicionismo estadual, hoje assentado no DEM, PMDB e no tucanato (PSDB).

Política é conta de somar. Mas o tiro, dependendo do momento e das circunstâncias, pode sair pela culatra. Uma boa parcela do eleitorado não aceita determinados conchavos políticos.

Na sucessão de 2008, o então prefeiturável Fábio Santana desistiu da candidatura para apoiar Juçara Feitosa. A petista, que era para perder de pouco, terminou sendo derrotada com uma diferença de 12 mil votos.

Foi um Deus nos acuda. O governador Jaques Wagner, assim que soube do resultado – é bom lembrar que Juçara passou um bom tempo liderando as pesquisas eleitorais –, quase que arranca a barba com as próprias mãos.

O PT não pode ficar a vida toda querendo que o PCdoB seja eterno coadjuvante no processo sucessório, como favas contadas do deputado Geraldo Simões.

O discurso da necessária união entre petistas e comunistas vai repetir em 2012. O PCdoB novamente como apêndice do PT.

E tem mais: Juçara Feitosa sendo eleita prefeita, com o apoio do PCdoB, mesmo com o fim da reeleição, não vai apoiar um candidato comunista na sucessão de 2016.

O melhor caminho para o Partido Comunista do Brasil é o da candidatura própria. Independente do resultado de 2012, a legenda sairá fortalecida para 2016.

PS – Alguns membros do diretório do PT de Itabuna ficam dizendo que a candidatura própria do PCdoB é pura balela. Que tudo será resolvido com a promessa de duas ou três secretarias em um eventual governo Juçara.

PLANO C

A prioridade do PT de Geraldo Simões é o PCdoB. A legenda comunista indicaria o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Juçara Feitosa.

O plano B do PT é o PMDB. O peemedebismo de Itabuna tem dois presidentes: Renato Costa e Fernando Gomes, respectivamente do diretório e o de honra.

Falhando os planos A e B, vem o C com o PP do ex-prefeito de Ilhéus Jabes Ribeiro, secretário estadual do Partido Progressista e candidatíssimo ao Palácio do Paranaguá.

O empresário Roberto Barbosa, o Roberto Minas Aço, que preside o diretório municipal do PP, seria o companheiro de chapa da ex-primeira dama.

Marco Wense é articulista da Contudo.

ALDO (MOTOSSERRA) REBELO

Do site “O Ferrão do Humor”:

DAVIDSON DIZ QUE PC DO B AINDA NÃO SE DEFINIU

Magalhães: mais constante em Itabuna.

O vice-presidente do PCdoB baiano e presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, afirmou que o partido, ao contrário de Salvador, ainda não definiu quem será o candidato a prefeito de Itabuna pela legenda.

O cururu nega o que disseram ao PIMENTA fontes do próprio PCdoB, que garantem ter o partido escolhido – internamente – o vereador Wenceslau Júnior, mas optado por não tornar pública a decisão a mais de um ano do pleito. Faz parte…

Conforme Davidson, o pensamento é agora pela “união de forças e construção de alianças” que permitam a formatação de um novo projeto para Itabuna. “O que observamos é um esgotamento das [antigas] lideranças. Queremos modificar isso com diálogo. O PCdoB não quer exclusividade [na indicação do candidato a prefeito]“.

Davidson também quer aproveitar as vindas ao sul da Bahia, por conta da expansão do gás natural na região, para também intensificar as articulações em torno do nome do PCdoB que for escolhido para a disputa (ele próprio mais Wenceslau e Sena) ou da chapa que a legenda estiver compondo no pleito de 2012.

O cururu deixou claro, no entanto, que Itabuna perde muito por não ter uma gestão com planejamento e que esteja melhor articulada com os governos e tenha capacidade de captação em organismos externos.

PC DO B SEM PRECONCEITOS

Ricardo Ribeiro | ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br

O PCdoB talvez não seja tão atraente, mas está circulando com maior desenvoltura, esbanjando sorrisos, cumprimentando a todos e e talvez até “galinhando” um pouco, politicamente falando.

 

O cururu sentou-se à mesa com o coronel e quem ainda se surpreende com as artimanhas da política ficou apavorado. Pura bobagem, um alarde à toa, muito barulho por nada…

Se no passado o coronel empunhou o cassetete e o utilizou com gosto para golpear os lombos dos vermelhinhos, deixando-os roxos, no presente o que importa é unir forças, sem restrições (como disse o capa-preta-mor). O pragmatismo eleitoral é o que vale e 2012 é logo ali.

Enquanto o PT itabunense estufa o peito e anda de salto alto pela festa, sem olhar o que se passa ao redor, o PCdoB não faz pose e se abre a todas as possibilidades. As portas estão escancaradas não só ao Coronel Santana, mas também ao ex-prefeito Fernando Gomes, gente que a auto-intitulada esquerda local não suporta. Mas talvez a ala “não-geraldista” esteja mais propensa a rever conceitos e isso lhe dá alguma vantagem na futura disputa.

Se não acordar, o PT pode acabar como a moça que, apesar de ser a mais bonita da festa, tem uma atitude que repele aproximações e por isso acaba indo pra casa sem beijar ninguém. O PCdoB, por outro lado, talvez não seja tão atraente, mas está circulando com maior desenvoltura, esbanjando sorrisos, cumprimentando a todos e e talvez até “galinhando” um pouco, politicamente falando. Pode dar em alguma coisa, assim como pode não dar em nada, mas o comportamento pró-ativo favorece os cururus.

Os comunistas têm hoje, pelo menos para a torcida, três pré-candidatos a prefeito de Itabuna, enquanto no PT a decisão já foi tomada de cima pra baixo, na linha do “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. O deputado federal Geraldo Simões quer mais uma vez lançar a mulher Juçara Feitosa e as tentativas de outros militantes de se mostrar em condições de entrar na disputa são vistas com pouca simpatia e nenhuma cortesia. Um jogo duro que, além de provocar descontentamentos internos, ainda afasta possíveis aliados.

Enquanto isso, o PCdoB conversa com PMDB, PTN, PSB e outros partidos. Se essa “ficação” vai resultar em namoro e se este dará em casamento, ninguém sabe. Mas os comunistas estão fazendo direitinho a sua parte, “cantando” quem passa pela frente. Quanto ao PT, nem encantando está.

Ricardo Ribeiro é um dos responsáveis pelo PIMENTA e também escreve no Política Et Cetera.

WENCESLAU É O NOME DO PC DO B PARA 2012

Exclusivo

Wenceslau é o nome escolhido para 2012.

A cúpula comunista já definiu o candidato do PCdoB à prefeitura de Itabuna em 2012. Nem Davidson Magalhães nem muito menos o ex-vereador Luís Sena. O nome do partido – o que não causa nenhuma surpresa – será mesmo o do vereador e suplente de deputado estadual Wenceslau Júnior.

O partido faz jogo de cena para evitar ataques antecipados ao nome de Wenceslau, principalmente porque o comunista andou de namorico com o prefeito Capitão Azevedo (DEM) – bobagem nesses tempos cada vez mais camaleônicos…

E agora cada um volta ao seu quadrado. É a estratégia do menor atrito possível, com foco mirado em 2012.

Há dias recuados, como diria o colunista Eduardo Anunciação, este blog entrevistou Wenceslau. Ele desconversou quando expusemos a negociação interna. Tentou negar que a candidatura comunista para 2012 já tenha sido definida pela grande cúpula com antecipação, mas faltou-lhe firmeza na negativa. Nem podia ser tão veemente.

Com ênfase mesmo, ele só repetia: – O PCdoB tem um projeto concreto e está com o firme propósito de construir uma alternativa para Itabuna.

O nome praticamente foi selado no final de semana, assim como ocorreu em Salvador, quando o partido se decidiu pela deputada federal Alice Portugal como prefeiturável comunista na capital baiana. Já a escolha itabunense, virou segredo de polichinelo.

Agora, eis porque a opção por Wenceslau: 1) ele se cacifou eleitoralmente em 2010 ao ser o candidato a deputado estadual mais bem votado em Itabuna; 2) Luís Sena, o outro prefeiturável, perdeu o bonde ao abrir mão da disputa; e 3) o capa-preta Davidson Magalhães circula com desenvoltura em Salvador, mas está desapegado de Itabuna e não possuiria a capacidade de aglutinar e seria o de menor potencial eleitoral dentre os três. Essa é uma análise, aliás, já foi exposta aqui em artigo publicado em março (releia aqui).

Outro diferencial de Davidson para os outros dois nomes seria a capacidade de atrair financiadores para a campanha. No mais, Wenceslau levaria vantagem e é nessa toada que o vereador e suplente de deputado se movimenta. O cenário somente mudaria se o vereador, numa articulação governista, assumir mandato na Assembleia Legislativa baiana.

Portanto, agora restará a Davidson participar das grandes articulações em torno do nome de Wenceslau para a sucessão de 2012. A Sena, será dado um papel importante de coordenação e mobilização da campanha do vereador. Sena poderá ser içado à presidência do PCdoB itabunense, em substituição a Wenceslau.

Enquanto os outros dormem de touca, os comunistas já desenharam e definiram as tarefas de cada um da cúpula para 2012. E não estranhe se um Claudevane Leite aparecer como vice, este já se filiando ao PRB.








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