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:: ‘PDT’

BABÁ CEARENSE DESISTE DE CANDIDATURA A PREFEITO E DISPUTARÁ REELEIÇÃO

Babá Cearense desiste de candidatura a prefeito de Itabuna

O vereador Babá Cearense (PSL) anunciou, há pouco, a desistência da candidatura a prefeito de Itabuna. O comunicado foi feito uma semana depois de se tornarem públicos os contatos do partido dele, o PSL, com o pré-candidato a prefeito pelo PDT, Antônio Mangabeira. Babá disputará, novamente, mandato de vereador, mas continuará no PSL.

No comunicado, Babá diz ter conversado com a família. “Acredito que o trabalho que desenvolvi no Legislativo, apresentando diversos projetos, sendo relator de pautas importantes para o município e emitido dezenas de pedidos de providência, me credenciam a buscar a renovação do nosso mandato, sempre pautado pela ética, caráter e honestidade”.

MANGABEIRA E PSL

Ao PIMENTA, o presidente do PSL de Itabuna, Binho Shalon, confirmou que o partido mantém conversas para fechar aliança com Antônio Mangabeira. O partido espera fazer, ao menos, dois vereadores para a próxima legislatura.

MANGABEIRA BUSCA ALIANÇA COM 12 PARTIDOS

Mangabeira deve abandonar discurso de 2016 e buscará partidos

O pré-candidato a prefeito de Itabuna pelo PDT, o médico Antônio Mangabeira, projeta ir para a disputa eleitoral com o apoio de, pelo menos, 12 partidos. O prefeiturável atraiu para o seu projeto Rede Sustentabilidade e PSC. Antes, o Podemos já havia fechado com Mangabeira e deu o comando do diretório ao filho do médico.

Nos últimos dias, Mangabeira engatou namoro com o PSL de Binho Shalon e do vereador Babá Cearense, que, assim, abre mão da disputa pelo Centro Administrativo Firmino Alves. A legenda sofreu debandada de bolsonaristas e conserva bom tempo de TV.

Quando se fala em 12 partidos, a projeção é a repetição do que ACM Neto conseguiu para o seu vice e prefeiturável, Bruno Reis (DEM). Em solo itabunense, porém uma defecção é dada como certa, o MDB de Lúcio Vieira Lima. Mangabeira, junto com o pedetista e seu ex-vice, Marco Wense, travaram duelos verbais com Lúcio. E os duelos devem ter reflexo no fechamento das alianças. Outra dúvida é o PRB, hoje com Vane do Renascer, mas flertando com Fernando Gomes para salvar o projeto de reeleição do vereador Pastor Francisco.

A CONVERSA DE FERNANDO GOMES COM RUI COSTA

Marco Wense

 

 

O governador vai tentar convencer Fernando de que o melhor caminho é um partido aliado do governo. Se o conselho não for seguido, o bom relacionamento com o neoaliado, que chegou até a colocar a estrela do PT do lado esquerdo do peito, tende a se esfriar.

 

O encontro do prefeito Fernando Gomes com o governador Rui Costa, tendo como pauta principal a sucessão de Itabuna, vem provocando uma avalanche de especulações e disse-me-disse.

A decisão do alcaide, que continua sem abrigo partidário, de disputar ou não à reeleição (ou o segundo mandato consecutivo) mexe com todo o pleito para o cobiçado comando do centro administrativo Firmino Alves.

Salta aos olhos, que não precisam ser do tamanho dos da coruja, que o processo sucessório com Fernando Gomes disputando o sexto mandato é um. Sem ele, outro completamente diferente.

As torcidas dos prefeituráveis caminham em sentidos opostos. Cito dois exemplos, sem dúvida os mais interessantes. O grupo de Mangabeira (PDT) quer Fernando como candidato. Já o do Capitão Azevedo (PL) reza todos os dias para que o atual gestor não tenha seu nome nas urnas eletrônicas.

Com Fernando na disputa, as chances do ex-prefeito Azevedo caem abruptamente. Ambos têm os mesmos redutos eleitorais, são políticos que pertencem ao campo do populismo. A polarização com Mangabeira é dada como favas contadas. O voto útil do antifernandismo vai ser direcionado para o pedetista.

Sem o experiente Fernando Gomes, Azevedo passa a ser o maior adversário de Mangabeira, que continua na frente nas pesquisas de intenções de voto e com um baixíssimo índice de rejeição, que, quando comparado aos de Fernando e Geraldo Simões, pré-candidato do PT, quase que não existe.

E a conversa de Fernando Gomes com Rui Costa? Eu diria que o chefe do Palácio de Ondina não anda nada satisfeito com a possibilidade do alcaide ir para uma legenda que não seja da base aliada, como o Republicanos do bispo e deputado federal Márcio Marinho, que apoia o governo soteropolitano de ACM Neto (DEM) e o prefeiturável Bruno Reis, também demista.

No evento que anunciou Bruno Reis como postulante do DEM à prefeitura de Salvador, Marinho afirmou, com todas as letras maiúsculas, que a legenda vai pleitear a vice do democrata. “O Republicanos faz parte da base do prefeito ACM Neto”, disse o parlamentar.

Ora, o governador, conversando com seus próprios botões, como diria o irreverente e polêmico jornalista Mino Carta, vai dizer mais ou menos assim: Fiz de tudo para alavancar a pré-candidatura dele (Fernando Gomes) e agora ele quer ir para uma legenda que me tem como adversário e que vai apoiar a candidatura de ACM Neto ao governo da Bahia na eleição de 2022.

Vale lembrar que Marinho, aqui em Itabuna representado por Lourival Vieira, presidente do diretório local, não cansa de dizer que quer distância do Partido dos Trabalhadores. O bispo da Igreja Universal é adepto fervoroso do “PT nunca mais”. Como não bastasse, já descartou qualquer tipo de aliança com Rui Costa.

O governador vai tentar convencer Fernando de que o melhor caminho é um partido aliado do governo. Se o conselho não for seguido, o bom relacionamento com o neoaliado, que chegou até a colocar a estrela do PT do lado esquerdo do peito, tende a se esfriar. Começam a aparecer as primeiras pulgas atrás das orelhas da autoridade máxima do Poder Executivo estadual.

No mais, esperar o resultado da conversa. Se eu fosse apostar, jogaria todas as fichas que Fernando Gomes não vai para o Republicano.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

LÚCIO: “DISSERAM QUE O MDB ESTAVA ACABADO. ERA CONVERSA PARA BOI DORMIR”

Lúcio Vieira fala de Charliane, MDB, Mangabeira, Wense e eleições 2020

O MDB baiano sobreviveu aos efeitos das imagens dos R$ 51 milhões, na avaliação do ex-presidente da legenda e ex-deputado Lúcio Vieira Lima. “Disseram que o MDB na Bahia estava acabado. Era conversa para boi dormir”, afirma o emedebista mais amado e odiado – depois do irmão Geddel – em conversa com o PIMENTA.

Para ele, as discussões no estado para incluir o MDB em alianças em colégios eleitorais importantes, a exemplo de Itabuna, reforçam o peso da legenda. E, aproveita até para falar de si e da condição de condenado da justiça. “Se eu não prestava antes, passei a prestar agora”.

O ex-deputado fala do cenário em Itabuna e vê a vereadora Charliane Sousa, ainda no PTB, como aposta promissora do partido para a disputa ao governo municipal em 2020, por representar a renovação.

– Logicamente, a Charliane está dentro desse perfil. Ela é nova, combativa, falando a linguagem da população. A população, majoritariamente, está descontente com o governo.

Ele acrescenta ao fatores renovação e desempenho dela na Câmara o fato de ser oposição e Fernando Gomes, do qual o MDB é aliado, fazer governo com rejeição alta. E, para ele, as críticas a Charliane, tanto internamente como as que vêm de fora, e não deixa de fazer menção ao colunista Marco Wense, se devem ao fato de que pretendem negociar alianças e colocá-la como vice.

– Por que todo mundo não quer o MDB com candidato? Por que critica Charliane? Ela é player (jogadora/pré-candidata) importante. Na hora que o partido coloca ela como candidata, corta o sonho daqueles todos que querem negociar uma vice por espaço em governo. E a orientação do MDB nacional é que nós disputemos a eleição no maior número de municípios possível.

Segundo Lúcio, o MDB deverá ter entre 80 e 100 candidatos a prefeito em todo a Bahia, que possui 417 municípios. Apesar das mudanças na política nacional e o humor do eleitorado, Lúcio se arrisca a falar que o MDB quer sair das urnas com 15 a 25 prefeitos eleitos na Bahia. “Mas falar de números agora é “chutômetro”, pois o prazo de filiações vai até abril”, pondera.

Para este querer se tornar em poder, observa, vai depender de como os pré-candidatos emedebistas pontuarão nas pesquisas até o prazo final das eleições. “Se Charliane chega a 20% das intenções de voto para prefeito em abril, vai ter muita gente se filiando ao MDB querendo sair a vereador”, diz, apontando uma das variantes nesse “querer”.

MDB, PDT, NETO E WENSE

Lúcio ainda diz que o MDB não está impedido de fazer aliança com Mangabeira, apesar das críticas de membros do PDT. No início da semana, Lúcio respondeu a artigo do pedetista Marco Wense. “Não tenho atrito com ninguém, não tenho magoa com ninguém. Não vou transigir de ficar ouvindo toda coisa, quanto mais de um militante partidário”. Ele disse que não impede o MDB de fazer aliança com Mangabeira, PT ou DEM. “Sou amigo de Geraldo [Simões], me dou com Augusto Castro, me dou com Fernando… Mangabeira ainda não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente”.

Segundo ele, a animosidade começou com notas que vinculavam o acordo do MDB com ACM Neto no apoio a Bruno Reis, pré-candidato a prefeito de Salvador, e a pressão para o MDB também fechar com Mangabeira, em Itabuna. “Se for para negociar como imaginam… Mangabeira nem para o DEM quis ir. Nem do DEM ele é. É muito mais fácil o Neto apoiar o MDB [em Itabuna]”.

FASE DE TRANSIÇÃO

Para Lúcio Vieira, o MDB, assim como os outros grandes partidos, está passando por fase de transição para acompanhar as mudanças da sociedade. “O partido que fez o presidente da República foi o PSL. Isso é demonstração clara de que o sistema político brasileiro está falido. O PSL não tinha história, não tinha bandeira… [O brasileiro] votou pelo fenômeno Bolsonaro e o PSL saiu elegendo bancada grande [na Câmara Federal], governadores”, completa. :: LEIA MAIS »

PDT E O GOVERNO RUI COSTA; AZEVEDO COM RENATO COMO VICE

Marco Wense

 

 

Azevedistas são da opinião de que Azevedo anda solitário, sem grupo político, que a aproximação com Renato Costa pode amenizar esse isolamento, em que pese a posição do capitão de segundo colocado nas pesquisas de intenções de voto.

 

O Partido Democrático Trabalhista, sob o comando do deputado federal Félix Mendonça Júnior, caminha a passos largos para deixar a base aliada do governador Rui Costa. É só uma questão de tempo.

A filiação de Leo Prates ao PDT, secretário de Saúde de Salvador, portanto do prefeito ACM Neto, é o começo do rompimento político entre petistas e pedetistas. Se o deputado estadual licenciado for o vice na chapa encabeçada pelo vice-prefeito Bruno Reis, pré-candidato ao Palácio Thomé de Souza, a consequência imediata é a saída da legenda da base aliada.

O próprio governador Rui Costa, ao ser questionado sobre a ida de Leo para o staff brizolista, disse que não garante a permanência da sigla em sua base, o que pressupõe que o PDT terá que entregar todos os cargos que tem na máquina governista.

Setores do Partido dos Trabalhadores, mais preocupados em indicar os companheiros para os cargos do que com a dissolução da aliança, vão pressionar o chefe do Palácio de Ondina. Querem que o PDT deixe imediatamente o governo.

É evidente que a aproximação do PDT com o DEM só faz sentindo se a conversa ficar amarrada para a eleição de 2022, se for boa para os dois lados. O PDT apoiando a candidatura de ACM Neto ao governo do Estado e, como contrapartida, não só o apoio de Neto como sua articulação para aproximar o DEM da pré-candidatura de Ciro Gomes. É bom lembrar que o alcaide soteropolitano é o presidente nacional do Partido do Democratas.

Politicamente falando, não restou outra saída para o PDT, se é que pretende levar Ciro para um segundo turno. A sigla teve que escolher entre procurar outro caminho ou ficar sendo eternamente coadjuvante do petismo baiano, adepto da farinha pouca, meu pirão primeiro, como diz a sabedoria popular.

O próximo imbróglio que o governador terá que resolver é com o PSD, que não abre mão do senador Otto Alencar disputando a sucessão estadual em 2022. O que se comenta nos bastidores é que existe um acordo entre o chefe do Executivo e o parlamentar. O problema é Jaques Wagner, cuja pré-candidatura é dada como favas contadas, sendo uma exigência do ex-presidente Lula, o petista-mor.

O importante é Ciro ter um palanque forte na Bahia, assim como o PT quer ter no Sul e Sudeste do país.

RENATO COSTA COMO VICE

Correligionários mais próximos do capitão Azevedo, prefeiturável do PL à prefeitura de Itabuna, querem Renato Costa, presidente do PSB local, como vice do militar.

Azevedo e o pré-candidato do PDT, Antônio Mangabeira, não participam da chamada “Frente Para Salvar Itabuna”, que tem na coordenação o petista Geraldo Simões, ex-gestor de Itabuna e também postulante ao centro administrativo Firmino Alves.

A frente é composta pelo PCdoB de Davidson Magalhães, PSD do ex-tucano Augusto Castro, PSB de Renato Costa e, obviamente, o PT presidido pelo ceplaqueano Jackson Moreira. :: LEIA MAIS »

A BASE ALIADA E O PDT DE MANGABEIRA

Marco Wense

 

 

Como o governador petista Rui Costa é aliado do alcaide Fernando Gomes, os partidos da base de sustentação política ficam com receio de magoar o chefe do Palácio de Ondina. Alguns até temem um puxão de orelha.

 

Das legendas que integram a base aliada do governador Rui Costa, só o PDT, sob o comando do médico Antônio Mangabeira, faz oposição declarada ao governo Fernando Gomes, ainda sem partido depois que rompeu com ACM Neto (DEM).

PCdoB de Davidson Magalhães, PSB de Renato Costa, PR, PP, PSD e outras legendas de menor expressão, estão silenciosas em relação a gestão municipal. Os senhores dirigentes fogem da crítica como o diabo da cruz.

Como o PCdoB tem seu representante na Câmara de Vereadores, o edil Jairo Araújo, que faz oposição ao governismo municipal, termina amenizando o cruzar dos braços e a inércia do comunismo tupiniquim.

O PSB fica sem saber o que fazer, já que tem figuras importantes do partido no primeiro escalão do governo estadual, hoje aliado de Fernando Gomes, que em priscas eras era um ferrenho inimigo do petismo.

Mais cedo ou mais tarde, o eleitorado vai querer saber qual é a posição dos comunistas e socialistas no tocante ao governo FG. O limite para o atucanismo, obviamente ao modo PSDB, tem um prazo. Ou seja, não se consegue ficar em cima do muro por muito tempo.

Essa indefinição, que atinge quase todas as agremiações partidárias de Itabuna, é que faz Mangabeira crescer nas pesquisas de intenções de voto, ficando em uma situação confortável em relação ao segundo colocado.

Queiram ou não, o PDT é, pelo menos até agora, o único partido de oposição escancarada ao governo Fernando Gomes, sem fazer arrodeios e sem adotar a política do assopra pelo dia e morde pela noite.

Como o governador petista Rui Costa é aliado do alcaide Fernando Gomes, os partidos da base de sustentação política ficam com receio de magoar o chefe do Palácio de Ondina. Alguns até temem um puxão de orelha.

O prefeiturável Antônio Mangabeira, que em duas eleições – prefeito e deputado federal – obteve 20 mil votos em Itabuna, com essa escassez de oposição a FG, só faz ficar cada vez mais favorito na sucessão de 2020.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PARTIDOS JÁ RECEBERAM R$ 1,3 BILHÃO PARA FINANCIAR CAMPANHA ELEITORAL

TSE autorizou o pagamento para 22 partidos|| Foto divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mandou pagar cerca de R$ 1,3 bilhão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para 22 dos 35 partidos políticos que têm direito aos recursos. Segundo TSE, DEM, Avante, PRB, Pros, PSC, PT, PTC, MDB, Patriotas, PHS, PMN, Pode, PPS, PR, PRP, PRTB, PSD, PSDB, PSL, PSOL, PV e SD receberam a verba para financiar a campanha eleitoral.

De acordo com dados do TSE, o MDB é o partido com direito a mais recursos, com R$ 230.974.29008, seguido do PT, que conta com R$ 212.244.045,51. O PSDB ficou com R$ 185.868.511,77, seguido do PP, que embolsou R$ 131.026.927,86. Veja no final do texto quanto cada partido receberá. O total de 35 partidos terá acesso aos recursos financeiros.

Mais 12 legendas – PSTU, PDT, PMB, PP, PTB, Rede, PCB, PCdoB, DC, PCO, PPL e PSB – tiveram o processo aprovado, e o TSE deve emitir as ordens de pagamento nos próximos dias. O partido Novo ainda não indicou ao TSE os critérios de distribuição do fundo para receber sua quota.Os partidos vão receber o total R$ 1,7 bilhão de Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

O Novo já se declarou contra a aplicação de recursos públicos no financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais. “O Novo é mantido por seus filiados e doadores, não pelos impostos, pagos pelo cidadão”, diz o partido, que tem 19.026 filiados, segundo dados disponíveis no portal do TSE.

A legenda tem direito a R$ 980.691,10 do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Conforme o TSE, se o Novo não requisitar sua parcela do fundo, o valor será devolvido ao Tesouro Nacional até o fim deste ano.

Para receber os recursos do fundo, os partidos têm de formalizar o pedido no TSE e mandar a ata da reunião do diretório nacional que definiu os parâmetros de distribuição da verba. Entre os critérios, obrigatoriamente está a destinação de 30% do total para o custeio das campanhas das candidatas de cada partido.

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FINAL PREVISÍVEL

Marco Wense

 

 

A estrondosa rejeição de Temer, detectada nas pesquisas como a maior da história da República, vai contaminar a campanha do tucano. Se a verdade pegar, que o candidato de Temer é Alckmin, o tucano vai ter muitas dificuldades para passar de dois dígitos nas pesquisas de intenção de votos.

 

Um final de novela previsível: o centrão, formado pelo DEM, PR, PP, SD e o PRB, vai apoiar   o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), que passa agora a ser o candidato de Michel Temer e do seu governo.

É esse ponto que deve ser explorado pelos adversários do continuísmo. Aliás, a torcida no “blocão” é pela manutenção da candidatura de Henrique Meirelles pelo MDB, o que serviria para disfarçar o apoio do presidente Temer e da sua turma ao ex-governador de São Paulo.

A notícia de que o centrão (ou blocão) vai ficar com Alckmin foi efusivamente comemorada no Palácio do Planalto. Aos partidos de esquerda e centro esquerda, cabe a responsabilidade de uma urgente reflexão para se chegar a um consenso em torno da imprescindível união, sob pena de um segundo turno sendo disputado entre dois nomes que representam o campo ideológico inverso.

PT, PDT, PSB e o PCdoB precisam sentar na mesma mesa e buscar um consenso em torno do melhor caminho que devem percorrer. Se Ciro Gomes errou em procurar o centrão (ou blocão), o PT, PSB e o PCdoB também cometeram seus erros, principalmente o PT quando fez de tudo para isolar Ciro na corrida presidencial. Resta agora  a busca urgente por um diálogo. O que passou, passou.

Problema maior é o que já começa a atormentar Alckmin: o tucano é o candidato do presidente Michel Temer e do MDB de Eduardo Cunha, Cabral, Geddel, Moreira Franco, Romero Jucá, Eliseu Padilha e companhia Ltda.

A estrondosa rejeição de Temer, detectada nas pesquisas como a maior da história da República, vai contaminar a campanha do tucano. Se a verdade pegar, que o candidato de Temer é Alckmin, o tucano vai ter muitas dificuldades para passar de dois dígitos nas pesquisas de intenção de votos.

Finalizo dizendo que é bom que as coisas comecem a ficar transparentes, com a definição de quem é quem, o que querem e de que lado estão.

Marco Wense é articulista político.

GUINHO CONFIRMA NEGOCIAÇÃO COM O PR, MAS DIZ QUE FICARÁ NO PDT

Enderson Guinho reage a artigo de Marco Wense

O vereador Enderson Guinho (PDT) reagiu ao artigo do articulista e vice-presidente do PDT de Itabuna, Marco Wense. O dirigente acusou Guinho de ingratidão ao movimentar-se para deixar o PDT e filiar-se no PR (reveja aqui o artigo reproduzido no PIMENTA).

No entendimento de Guinho, o dirigente do partido se precipitou”. O vereador confirmou ter recebido o convite do PR e, na sequência, conversado com o pré-candidato a deputado Dr. Mangabeira.

O vereador afirmou que a intenção era agregar mais uma legenda para o projeto de Mangabeira para 2020, quando o médico deverá, novamente, disputar a Prefeitura de Itabuna. “Decidimos permanecer no PDT, por questões burocráticas e jurídicas”, explicou.

Para o vereador pedetista, a posição de Wense “fragiliza a relação interna dos membros do partido”. O vereador ainda completou: “reafirmo meu compromisso com o partido e garanto que permaneço nele, fortalecendo ainda mais a nossa legenda. Sou PDT e estou com o PDT”.

Confira o artigo de Wense

ATROPELADO PELA VAIDADE

Marco Wense

 

O vereador Guinho, que faz um bom trabalho no Legislativo, está sendo atropelado pela vaidade. O eleitor não costuma perdoar os ingratos.

 

O vereador Enderson Guinho, eleito pelo PDT do ex-prefeiturável Antônio Mangabeira, presidente do diretório municipal, pode ir para o PR.

Segundo o blog Ipolítica, o edil estará em Salvador na próxima semana para uma conversa com o deputado federal José Carlos Araújo, dirigente-mor estadual da legenda.

Guinho, que só chegou no Legislativo de Itabuna graças aos votos de legenda do Partido Democrático Trabalhista, foi sufragado por 669 eleitores.

O vereador, que é pré-candidato a deputado estadual, abandona o partido que o elegeu e lhe deu todo o apoio, dando um chega-pra-lá nos companheiros.

O motivo alegado é que a cúpula estadual do PDT resolveu se juntar com outras legendas, incluindo aí o PT, na eleição proporcional para à Assembleia Legislativa, o chamado “chapão”.

O problema de Guinho não é o PT, já que o vereador sempre demonstrou ser um simpatizante do partido, mas sim um caminho mais fácil para alcançar seus interesses pessoais.

Para frear a fúria de alguns pedetistas, Guinho insinua que o PR pode apoiar Mangabeira na sucessão municipal de 2020, como se esse inconsistente argumento servisse para amenizar a ingratidão.

O vereador Guinho, que faz um bom trabalho no Legislativo, está sendo atropelado pela vaidade. O eleitor não costuma perdoar os ingratos.

Outro ponto é que o PR está caminhando a passos largos para apoiar ACM Neto (DEM). Guinho vai ter que rever seu voto na reeleição de Rui Costa.

Em tempo: a suplente do PDT, a fisioterapeuta Sandra Rihan, pode questionar o mandato do vereador Enderson Guinho.

Marco Wense edita O Busílis.

JEQUIÉ: SUPLENTE DE VEREADORA É CONDUZIDA COERCITIVAMENTE PELA PF

Suplente de vereadora é investigada em esquema que movimentou R$ 63 milhões

A ex-vereadora Meire Lopes prestou depoimento em um hotel de Jequié, após ser conduzida coercitivamente pela Polícia Federal, nesta terça (5), na Operação Melinoe. Ela é apontada como uma das cabeças do esquema que movimentou mais de R$ 63 milhões na Prefeitura de Jequié, no período de 2013 a 2017. Parentes da hoje suplente de vereadora também são suspeitos de participação.

Cerca de R$ 7 milhões de recursos da educação foram utilizados no esquema de “terceirizados fantasmas”, segundo investigação da Polícia Federal. A maior parte da grana era sugada do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Nesta terça, a Polícia Federal, numa operação conjunta com o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), cumpriu mais de 40 mandatos na Operação Melinoe. O esquema de terceirizados fantasmas, de acordo com a investigação, ocorria na Secretaria de Educação de Jequié.

Veja mais

PF FAZ OPERAÇÃO PARA CUMPRIR 46 MANDADOS E CAÇA EX-VEREADORA DE JEQUIÉ

PDT PRESSIONA RUI COSTA POR VAGA NA CHAPA MAJORITÁRIA

Felix Júnior se coloca como nome para chapa

Felix Júnior se coloca como nome para chapa

Enquanto o ex-candidato a prefeito Antônio Mangabeira (PDT) anuncia apoio à candidatura de ACM Neto (DEM) ao Palácio de Ondina, o presidente estadual do seu partido, Félix Junior, iniciou movimentos para pressionar Rui Costa (PT) por vaga na chapa majoritária.

– O PDT é um grande partido e tem uma história de luta exemplar na política do país – justificou o parlamentar, por meio de sua assessoria.

Félix se coloca como um dos nomes a compor a chapa governista. No partido, também são elencados o diretor-geral do Instituto Anísio Teixeira, Desidério Bispo de Melo, e o sociólogo Joviniano Neto.

No sul da Bahia, além de Mangabeira, a tendência é de que o pré-candidato a deputado estadual Cosme Araújo também apoie ACM Neto.

Ao PIMENTA, Cosme disse que ouvirá o diretório estadual e a base, mas considera imprescindível conversa pessoal com o candidato a ser apoiado pelo seu partido.

O PT DEVE EXPLICAÇÕES AO PDT

marco wense1Marco Wense

 

Lula, sem nenhum tipo de constrangimento, como nada estivesse acontecido, anda de mãos dadas com Renan Calheiros, então presidente do Senado na efervescência do golpe.

 

O comando estadual do PDT, sob a presidência do deputado Félix Júnior, tem que exigir uma explicação da cúpula do PT sobre essas alianças que a legenda vem fazendo com os “golpistas”.

É bom lembrar que foi o próprio PT que denominou como “golpistas” os parlamentares que votaram a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

Essa aproximação, ou melhor, reaproximação de Lula com o senador Renan Calheiros (PMDB), protagonista-mor da defenestração de Dilma, é um acinte ao PDT.

Não só ao PDT, mas a todos os partidos que enfrentaram os “golpistas” e terminaram derrotados pelo rolo compressor do toma lá, dá cá.

Vem o PT agora e estende o tapete vermelho para os “golpistas”, transformando-os em sofisticados cabos eleitorais da pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula, sem nenhum tipo de constrangimento, como nada estivesse acontecido, anda de mãos dadas com Renan Calheiros, então presidente do Senado na efervescência do golpe.

E a Dilma Rousseff, como fica? Vai dividir o palanque com os “golpistas” e engolir o insulto da banda pragmática do PT?

Ao PDT só resta um pedido de explicação ao petismo, sob pena de ser conivente com as arrumações assentadas no maquiavelismo de que “o fim justifica os meios”.

Para os mais desinformados, fica a lembrança que o PDT, do saudoso e inesquecível Leonel Brizola, expulsou seis deputados federais e, salvo engano, dois senadores porque votaram no impeachment.

A militância, pelo menos a coerente, que não se amedronta diante dos sobressaltos do processo político, espera uma atitude por parte da Executiva estadual.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

SEM LULA, CIRO GANHA

marco wense1Marco Wense

 

É no debate, no olho a olho, que Ciro Gomes vai se aproximar de Bolsonaro, sem dúvida o presidenciável mais fraco, oco, inconsistente e carente de substância.

 

Todas as pesquisas para o Palácio do Planalto apontam uma disputa no segundo turno entre o ex-presidente Lula (PT) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC).

Na mais recente, do instituto DataPoder360, Lula tem 32%, Bolsonaro 25%, Ciro Gomes (PDT) 4%, empatando com Geraldo Alckmin (PSDB), e Marina Silva (Rede) 3%.

Quando sai Alckmin e entra o também tucano João Doria, prefeito de São Paulo, Lula fica com 31%, Bolsonaro 18%, Doria 12%, Ciro 6% e Marina 3%.

Sem Lula no páreo, impedido legalmente de concorrer, Bolsonaro assume a ponta com 27%, Alckmin 9%, Ciro e Marina com 8% e Haddad, reserva do PT, fica com 3%.

Em outro cenário, ainda sem Lula, com Doria no lugar de Alckmin, Bolsonaro pontua com 25%, Doria 12%, Ciro 9%, Marina 6% e Haddad 5%.

Uma eventual inelegibilidade de Lula, favorece o pré-candidato do PDT, que tende a crescer no decorrer do processo em decorrência de ser o mais preparado de todos.

É no debate, no olho a olho, que Ciro Gomes vai se aproximar de Bolsonaro, sem dúvida o presidenciável mais fraco, oco, inconsistente e carente de substância.

Não vejo nenhuma chance em Marina e nem nos tucanos Alckmin e Doria. Em relação a Haddad, o PT e Lula não vão transferir os votos.

Sem Lula, Ciro Gomes é o próximo presidente da República.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

SENADORA DEIXA O PT

Ângela decidiu se filiar ao PDT de Ciro Gomes.

Ângela decidiu se filiar ao PDT de Ciro Gomes.

O PT sofreu baixa em sua bancada no Senado Federal. Ângela Portela, de Roraima, comunicou que está deixando o partido. A senadora decidiu filiar-se ao PDT para disputar a reeleição.

Ângela estava no PT desde 2007, no qual ingressou após ser eleita deputada federal pelo PTC. Concorreu ao Senado em 2010, sendo eleita.

CONVERSA COM OTTO

marco wense1Marco Wense

 

O senador Otto Alencar já conhece o colega Mangabeira. Ficou alegre com sua excelente votação na última sucessão municipal, deixando para trás nomes como os do capitão Azevedo, Geraldo Simões, Davidson Magalhães e Augusto Castro.

 

Depois do carnaval, logo na primeira quinzena de março, o PDT de Itabuna, sob o comando do Dr. Antônio Mangabeira, vai marcar um encontro com o senador Otto Alencar (PSD).

Os dois médicos podem até falar um pouco sobre saúde, principalmente a pública, mas, com certeza, a conversa principal vai ser sobre política e, mais especificamente, sobre a eleição de 2018.

O diretório municipal vê com simpatia a sua pré-candidatura ao Palácio de Ondina, mesmo achando que ainda é cedo para qualquer tomada de decisão por parte do parlamentar.

Com efeito, o senador Otto Alencar já conhece o colega Mangabeira. Ficou alegre com sua excelente votação na última sucessão municipal, deixando para trás nomes como os do Capitão Azevedo, Geraldo Simões, Davidson Magalhães e Augusto Castro.

É bom lembrar que o então candidato do PDT não fez coligação com nenhum partido e só desfrutou de 23 segundos no horário eleitoral. Nem o vice apareceu na telinha.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

TUCANOS PREOCUPADOS

marco wense1Marco Wense

 

Se a Justiça passar a impressão de que o alvo é o PT e os petistas, vai terminar se transformando no maior “cabo eleitoral” de Lula na eleição presidencial de 2018.

“Ou prendem, ou matam, ou Lula será o presidente”, diz o deputado estadual Ângelo Almeida (PSB) sobre as pesquisas de intenção de votos que apontam Luiz Inácio Lula da Silva em situação confortável em relação aos outros pré-candidatos. As enquetes têm deixado a cúpula do tucanato preocupada, mais especificamente o senador Aécio Neves (PSDB).

Vou continuar batendo na mesma tecla: se a Justiça passar a impressão de que o alvo é o PT e os petistas, vai terminar se transformando no maior “cabo eleitoral” de Lula na eleição presidencial de 2018.

MANGABEIRA

Os defensores da candidatura do médico Antônio Mangabeira para o Parlamento estadual, aí incluindo membros do diretório municipal do PDT, voltaram a pedir, agora mais incisivamente, que o pedetista dispute uma vaga na Assembleia Legislativa.

Mangabeira, no entanto, caminha para não aceitar o novo desafio: “Não pretendo fazer carreira política. Quero ser prefeito de Itabuna e fazer um bom governo”.

O comando estadual da legenda, sob o comando do deputado federal Félix Júnior, ainda não se posicionou sobre o assunto. A minha posição, como integrante da Executiva municipal e ex-candidato a vice-prefeito, é a de que Mangabeira não saia candidato e se prepare para a próxima sucessão municipal.

CONFIANÇA EM EURES

Lenildo aposta em gestão de Eures na UPB (Foto Marcos Souza).

Lenildo aposta em gestão de Eures na UPB (Foto Marcos Souza).

Lenildo Santana, presidente da Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc), disse confiar que o novo presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro, vá dar continuidade às ações de Maria Quitéria à frente da entidade estadual.

Eures, prefeito de Bom Jesus da Lapa pelo PSD, foi eleito para a presidência da UPB, na semana passada, com cerca de 60% dos votos em pleito no qual enfrentou o prefeito de Euclides da Cunha, Luciano Pinheiro (PDT).

– Acredito no seu empenho para continuar lutando pelo fortalecimento do Municipalismo e dar continuidade as ações importantes que Maria Quitéria [ex-presidente] já vinha desenvolvendo – disse Lenildo, que compôs a comissão eleitoral da UPB.

AMURC

Nesta terça (31), Lenildo, ex-prefeito de Ibicaraí, se despede da presidência da Amurc. Prefeitos sul-baianos elegem, por aclamação, o prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, para o comando da entidade regional. A eleição ocorre na sede da entidade, na Almirante Tamandaré, centro de Itabuna. Atualizado às 9h (30/01).

O CINISMO DO PT

marco wense1Marco Wense

 

Depois de tantos escândalos, de todo esse massacre da imprensa, da Operação Lava Jato cada vez mais perfurante, o PT ainda não aprendeu a lição.

 

Não é possível que o PT e os petistas vão continuar errando depois de tudo que aconteceu e, como consequência, todo esse gigantesco desgaste que toma conta da legenda.

De público, esbravejam o “Fora Temer”. Nos bastidores, ficam atrás de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e de Eunício Oliveira (PMDB-CE) pedindo uma boquinha em nome da sobrevivência política.

Maia e Oliveira, respectivamente candidatos às presidências da Câmara Federal e do Senado da República, são os principais protagonistas do “Fora Dilma”, os intitulados pelo petismo de “golpistas”.

O ex-governador do Ceará e candidatíssimo ao Palácio do Planalto na eleição de 2018, Ciro Gomes (PDT), tem razão quando diz que “trocar o restinho de respeitabilidade por um carguinho e suas mordomias seria nada menos do que traição”.

Pois é. É incrível. Depois de tantos escândalos, de todo esse massacre da imprensa, da Operação Lava Jato cada vez mais perfurante, o PT ainda não aprendeu a lição.

Ora, se aprendeu e continua no mesmo caminho, aí é deboche, cinismo, é falta de respeito com a aguerrida militância, com a história de luta do Partido dos Trabalhadores.

GRADA KILOMBA

“Há uma história de privilégios, escravatura e colonialismo expressa de maneira muito forte na realidade cotidiana. É espantoso ver a naturalidade com que os brasileiros conseguem lidar com isso. Muitas vezes nos dizem que nós somos discriminados porque somos diferentes. Isso é um mito. Não sou discriminada por ser diferente, mas me torno diferente justamente pela discriminação que sofro. O branco não é uma cor. O branco é uma definição política que representa os privilégios históricos, políticos e sociais de um determinado povo. Um grupo que tem acesso às estruturas e instituições dominantes da sociedade. Branquitude representa a realidade e a história de um determinado grupo”.

Grada Kilomba, 45, negra, nasceu em Portugal, escritora e professora da Universidade de Humboldt, uma das mais tradicionais e antigas de Berlim.

FERNANDO: PSD OU PSL?

Venho dizendo, há muito tempo, que entre os acertos de Fernando Gomes e Josias Gomes, o de mudar de legenda (DEM) e ir para um partido da base aliada é considerado como o mais importante, o que implica no apoio de FG à reeleição do governador Rui Costa (PT).

O outro acordo é pessoal. Ou seja, Fernando Gomes vai apoiar Josias para o Parlamento Federal. Uma maneira de retribuir os favores do secretário de Relações Institucionais no seu esforço pela elegibilidade de FG.

E qual seria a nova opção partidária do prefeito eleito de Itabuna, o PSD do senador Otton Alencar ou o PSL do deputado e presidente da Assembleia Legislativa Marcelo Nilo?

O próximo passo da articulação política do governo é afastar Fernando Gomes do PSD, já que Otton Alencar não é tão confiável para o alto comando do PT, tanto estadual como nacional.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PSL DE OLHO EM FERNANDO

Nilo quer atrair Fernando Gomes para o PSL.

Nilo quer atrair Fernando Gomes para o PSL.

Comandado na Bahia pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, o PSL fez 15 prefeitos em outubro passado. O partido quer ampliar este número. O dirigente espera atrair para a sigla o candidato mais votado de Itabuna, Fernando Gomes.

O ex-prefeito do município sul-baiano concorreu ao cargo pelo DEM, mas contrariado com ACM Neto, que ficou neutro no processo e defendeu aliança do Democratas com Augusto Castro (PSDB), terceiro colocado na disputa.

Fernando ainda aguarda julgamento do seu registro de candidatura para saber se assumirá a Prefeitura de Itabuna pela quinta vez. O julgamento está marcado para as 9h desta terça (22), no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), em Salvador.

Após obter efeito suspensivo de condenações no Tribunal de Contas da União (TCU) e reverter condenação no Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), a defesa de Fernando acredita que não há mais empecilho para que ele seja liberado para ser diplomado e assumir a prefeitura. Do outro lado, há o grupo do segundo colocado na disputa, Antônio Mangabeira (PDT), que espera ver o TRE negando registro a Fernando e determinando a posse do pedetista (pela legislação, deverá haver, neste caso, nova eleição).

Nilo já acionou emissário para iniciar conversas com Fernando. O ex-prefeito é nome dado como certo no PSD, puxado pelo deputado federal Paulo Magalhães, que o apoiou na disputa eleitoral deste ano.

ELEIÇÕES 2016: PROCURADORIA OPINA PELA IMPUGNAÇÃO DE FERNANDO E CONTRA PDT EM AÇÃO

Procuradoria eleitoral se manifesta contra PDT e por indeferimento de Fernando.

Procuradoria eleitoral se manifesta contra PDT e por indeferimento de Fernando.

Fernando tem opinião contrária da PRE.

Fernando tem opinião contrária da PRE.

Nesta segunda (17), o Ministério Público Eleitoral manifestou-se contra os candidatos mais votados na disputa pela Prefeitura de Itabuna. No entendimento do procurador regional eleitoral Ruy Bastos Bastos Melo, Fernando Gomes (DEM) cometeu “ato doloso de improbidade administrativa” já apontado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) – acórdãos 446/2010 e 2260/2015.

Já contra Antônio Mangabeira, o procurador interpretou que o PDT não poderia ingressar nesta fase do processo, pois houve tempo hábil para pedido de impugnação, ainda na primeira instância. Assim, Bastos Melo manifestou-se “pelo indeferimento do pedido do PDT” para entrar como parte interessada no processo.

O procurador também manifestou-se pela manutenção da sentença da juíza da 27ª Zona Eleitoral, Rosineide Andrade, “que indeferiu o registro de candidatura de Fernando Gomes de Oliveira”. O julgamento da ação é aguardado para a tarde da próxima quinta (20).

 

 

ITABUNA PERDE DAGOBERTO BRANDÃO

Dagô comandou por muitos anos o PDT itabunense.

Dagô comandou por muitos anos o PDT itabunense.

O engenheiro civil Dagoberto Brandão, de 82 anos, faleceu nesta tarde de quarta (13), em Salvador. As causas da morte não foram informadas.

Um dos quadros mais respeitados do PDT itabunense, Dagô, como também era chamado pelos amigos, deixa esposa, Marielza, e os filhos Sabrina e Rafael.

De acordo com o amigo e articulista político Marco Wense, o corpo de Dagô será trasladado para Itabuna, sua terra, onde será enterrado no Cemitério Campo Santo. O local do velório e horário do enterro serão informados pelos familiares.

“Grande profissional, engenheiro competente, articulador nato dos bastidores da política itabunense”, definiu o bancário aposentado e ex-pedetista Carlinhos Cardoso. “Atuava com dinamismo e lealdade aos princípios do que é política verdadeira e sua democracia”.

O advogado Paulo Jorge Teles, amigo de Dagô, assim o definiu: “homem íntegro na política e probo na administração pública”. Paulo Jorge trabalhou com Dagô na prefeitura de Itabuna e também militaram juntos na política partidária.



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