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:: ‘PED’

MIRALVA MOITINHO DEFENDE UNIDADE NO PT DE ITABUNA; ELEIÇÃO SERÁ NO DOMINGO (22)

Na foto com Wagner, Miralva Moitinho ainda acredita em acordo na disputa em Itabuna

Vencedora do primeiro turno da eleição à presidência do diretório do PT de Itabuna, a professora Miralva Moitinho disse ter esperança de unidade no Processo de Eleições Diretas (PED) do PT no município. “Trabalharemos até o último momento [sábado (21), véspera do pleito] para que esta unidade aconteça, respeitando as diferenças e reconhecendo o que nos une, a exemplo de bandeiras como o Lula Livre é a defesa dos direitos sociais”, disse ela ao PIMENTA. A candidata venceu o primeiro turno com 514 votos ante 437 de Jackson e 106 de Valdir Mesquita.

Miralva e o deputado estadual Rosemberg Pinto defenderam acordo com a chapa do segundo colocado, Jackson Moreira, o que evitaria um novo bate-chapa. O acordo passaria por alternância de poder no período do mandato, no qual Miralva presidiria o partido na primeira metade do mandato e Jackson ficaria à frente do diretório na metade final.

– Entendemos que todos estão trabalhando em busca de apoio dos filiados, mas nós acreditamos nessa unidade pelo fortalecimento do PT de Itabuna e das nossas bandeiras, e, também, tendo em vista as eleições de 2020 – afirmou Miralva, que representa, na disputa, diferentes correntes do partido e deputados como Rosemberg Pinto, Osni, Joseildo Ramos, Maria Del Carmem e Afonso Florence e o senador e ex-governador Jaques Wagner.

Miralva enfatizou que a proposta de unidade surgiu do terceiro colocado na disputa, Valdir Mesquita, e aceita por ela antes que se soubesse o resultado do pleito no primeiro turno, no último dia 8 de setembro. A candidata disse que o grupo de Jackson, liderado pelo ex-prefeito e ex-deputado Geraldo Simões, rejeitou a proposta de unidade, mesmo havendo predisposição do cabeça da chapa em aceitar. Assim, o grupo de Jackson optou por manter a disputa eleitoral.

Mas, na visão de Miralva, ainda há esperança de que a outra chapa volte atrás, porque, segundo ela, seria um importante passo para o fortalecimento do partido em nível local. Ainda, para a candidata, também seria a demonstração do amadurecimento das lideranças na cidade, além de passar uma mensagem para os partidos da base do governo Rui Costa sobre a necessidade de abrir mão de vaidades em prol da unidade.

“BUSCAREMOS UM NOME DE CONSENSO”, AFIRMA FLÁVIO BARRETO

Flávio Barreto diz que buscará a unidade do PT

O Partido dos Trabalhadores (PT) buscará um nome de consenso para a direção do partido nas eleições internas que ocorrerão no segundo semestre deste ano, segundo o presidente do diretório itabunense, Flávio Barreto. O nome deverá ser escolhido para as eleições até o final de julho, de acordo com ele. Flávio trabalhará para que não haja bate-chapa.

Também conhecido como Flávio da Comonte, o dirigente disse que, assim como o presidente estadual, Everaldo Anunciação, não poderá concorrer a um novo mandato. Isso, porque o partido não permite mais de uma reeleição dos seus dirigentes.

Mais cedo, o site publicou nota afirmando que uma ala do PT local, puxada pelo filiado Manoel Porfírio, defenderá o nome da professora Miralva Moitinho para o comando do partido (relembre aqui).

RUI FAZ

Política com Vatapá (A Tarde)

Logo após ter participado da reunião do comando do PT, no Hotel Fiesta, que escolheu Rui Costa como candidato do partido ao governo, o senador Walter Pinheiro encontrou um grupo de amigos, colegas de partido, do lado de fora da sala do encontro.

Um deles falou:

– É, Pinheiro, não tinha mesmo como dar para você. Wagner entendeu que agora é Rui quem faz tudo. Fez a Via Expressa, fez a transação do metrô andar, fez a Fiol, está fazendo o Porto Sul, o Complexo de Viadutos do Imbuí, tudo. Quem é que aguenta com isso?

Um outro, que ouvia a conversa, falou:

– O papo está bom, mas vou ter que ir.

– Que pressa é essa, rapaz? Fique mais um pouco com a gente.

– Não dá não. Com esse negócio de PED faz três semanas que eu praticamente abandonei minha mulher. E eu preciso fazer um filho.

E Pinheiro:

– Fale com o Rui. Ele faz.

ELEIÇÃO DO PT EM BUERAREMA É SUSPENSA

Trabalhadores rurais foram tomados reféns ontem à noite (Foto Gilvan Martins).

Trabalhadores rurais foram tomados reféns ontem à noite (Foto Gilvan Martins).

O Diretório Estadual do PT decidiu suspender as eleições diretas do partido em Buerarema, no sul da Bahia. A decisão foi tomada devido ao clima de tensão e ameaças contra uma das chapas que disputam o comando do diretório municipal e que é composta por oito índios ou autodeclarados tupinambás.

Nesta tarde, o deputado federal Geraldo Simões disse que a Estadual do partido optou pela suspensão do Processo de Eleição Direta (PED) no município. O clima de tensão aumentou ainda mais ontem, quando supostos tupinambás fizeram reféns 15 produtores e trabalhadores rurais na região do Sururu, como informou em primeira mão o PIMENTA ontem à noite (confira aqui).

Ontem e hoje, produtores circulavam com carro de som convocando a população a impedir o PED do PT. Um dos argumentos era o de que uma das chapas é composta por tupinambás e autodeclarados tupinambás. Na última terça (5), a presidência da Câmara de Vereadores de Buerarema ainda hesitavam em liberar o espaço para a eleição do partido, e cogitou acionar a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança para inibir atos violentos na sede do município.

PT INOVA EM SALVADOR

ValadaresA executiva municipal do PT encontrou uma solução diferente para evitar o bate-chapa no Processo de Eleição Direta (PED), marcado para ocorrer no domingo (10). Por acordo firmado nesta segunda-feira, ficou decidido que três correntes internas comandarão sucessivamente o partido. O primeiro presidente será Edson Valadares, seguido por Marta Rodrigues e Paulo Teixeira.

A opção foi festejada como uma demonstração de amadurecimento da legenda. Para Valadares, o PT mais uma vez quebrou paradigmas, demonstrando que tem todas as condições para levar adiante as mudanças na forma de fazer política, com diálogo, participação da base e articulação com os movimentos sociais, o segmento acadêmico e outros setores da sociedade”.

“O CONSENSO NOS FORTALECE PARA A LUTA COM NOSSOS REAIS ADVERSÁRIOS”

everaldo anunciacaoENTREVISTA / Everaldo Anunciação

O sindicalista Everaldo Anunciação é o candidato com maior leque de apoios, entre os cinco que disputam o diretório do PT baiano. Natural de Ilhéus, com carreira de servidor público federal na Ceplac, Everaldo, de 53 anos, foi vereador em Itabuna (1997-2000), presidente da Associação dos Técnicos Agrícolas do Cacau (Stac), diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Sintsef) na Bahia e presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)/ Regional Cacaueira, entre outros cargos. Atualmente, é secretário de Organização do PT.

Nesta entrevista ao PIMENTA, o petista fala sobre a disputa, contesta o caminho das prévias para escolher o candidato à sucessão de Jaques Wagner e rebate a crítica feita pelo jornalista Ernesto Marques, também postulante ao comando do diretório, sobre o excesso de comissões provisórias do PT nos municípios.  Segundo Everaldo, as comissões são escolhidas pelos filiados e não indicadas por “caciques”. Ele diz que a crítica tem a ver com “ falta de conhecimento da vida partidária”.

PIMENTA – Neste ano em que o PT completa uma década no comando do país e Wagner se aproxima do último ano de seu segundo mandato na Bahia, o PED tem um significado especial?

Everaldo Anunciação – Sim, vamos realizar eleição num momento em que a sociedade brasileira e baiana sinaliza reconhecimento do PT como o partido de maior confiabilidade do eleitorado. Acredito que é resultado de um projeto implementado a partir dos governos Lula, Dilma e Wagner, diversas administrações municipais e ações parlamentares que na prática transformaram para melhor a vida de milhões de mulheres e homens que necessitam da política pública para realizar seus sonhos, seu direito de ser felizes.

PIMENTA – Mas o que o PED representa na prática?

EA – É muito gratificante destacar que esse PED introduz na prática alterações significativas para o fortalecimento da vida partidária, que é a instituição da paridade, com a presença de 50% de homens e 50% mulheres em todas as instâncias de direção, as cotas para negros, jovens e índios… Elegerá também delegadas e delegados ao nosso congresso de dezembro, que vai o permitir um bom balanço dos 33 anos de fundação, dez anos de Governo Federal e sete de Governo Estadual. Com certeza, vamos ajustar rumos e ações estratégicas para o partido e para a continuidade e avanços dos  nossos projetos. Temos uma grande participação de filiados e filiadas, cerca de 900 mil no Brasil e 42 mil na Bahia aptos a votar.

PIMENTA – Quais foram os acertos e os erros do PT no poder?

EA – Sem sombra de dúvida, temos um saldo bastante positivo. O principal acerto foi manter a coerência de ter feito políticas e ações para os mais necessitados e esquecidos pelos governos anteriores. Por exemplo, o governo Wagner, em parceria com o Governo Federal do presidente Lula e agora com a presidenta Dilma, se destaca nos programas PAC, Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Prouni, ensino técnico, crescimento do Polo Petroquímico, expansão da mineração, gasoduto, Fiol, adutoras no São Francisco, recuperação total da malha rodoviária federal, polo de energia eólica, ampliação de uma para cinco universidades federais, 16 Ifet (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia), entre outras ações. Um detalhe muito importante: na área da educação, FHC não criou uma universidade sequer, Lula criou 14 e Dilma está instalando mais quatro. O orçamento do MEC em 2002 era de R$33,1 bilhões. Em 2012 saltou para R$86,2 bilhões. Em dez anos, foram construídas 259 escolas técnicas, quantidade maior que em toda a história do país.

PIMENTA – E os erros?

EA – Do ponto de vista do que poderia ser melhorado, ainda que não dependesse exclusivamente do nosso partido, as reformas política e tributária precisam ser melhor discutidas e articuladas com a sociedade civil organizada para que a democracia e a distribuição de renda possam ser consolidadas num país com riqueza extraordinária.

PIMENTA – Há vozes no próprio PT que acham que o partido se burocratizou e cartorizou. Você concorda com essa avaliação?

EA – Essas vozes existem e eu as respeito, mesmo sendo minoritárias dentro do partido. Mas não concordo. Um partido que está organizado em todos os municípios, que tem relação com todos os movimentos sociais de expressão no Brasil na Bahia, que nasceu e participa das grandes lutas do povo brasileiro na prática, demonstra a sua relação direta com o cotidiano do povo. Óbvio que o partido cresceu na ocupação de espaços executivos e legislativos, as demandas aumentaram e cabe a nós agora um novo olhar para melhorar a sua comunicação, organização, formação nos espaços em que atua sem perder seus princípios, mas adequando-o à nova realidade tecnológica e principalmente de demandas oriundas do pensar daqueles que querem mais democracia, políticas públicas e têm compromisso com a sociedade justa igual e fraterna, uma sociedade socialista. Para isso, precisamos cada vez mais aperfeiçoar e aumentar a eficiência da máquina partidária como instrumento necessário para a execução dos nossos planejamentos. :: LEIA MAIS »

ERNESTO MARQUES: “O PT PRECISA REDESCOBRIR SUA MATRIZ ORIGINAL”

Ernesto diz que o PT precisa restabelecer o diálogo com os movimentos sociais (foto Pimenta)

Ernesto diz que o PT precisa restabelecer o diálogo com os movimentos sociais (foto Pimenta)

O jornalista Ernesto Marques, vice-presidente da Associação Baiana de Imprensa, tem consciência de que trava uma luta desigual, mas diz que representa a voz da “planície” na disputa pela presidência do PT na Bahia. Segundo ele, o partido se burocratizou, seus dirigentes se encastelaram nas instituições e perderam as linhas de comunicação com os movimentos sociais.

Ernesto prega que é preciso “acordar um certo tipo de dirigente petista que, como diz o presidente Lula, se acostumou a ficar com a bunda na cadeira e se esqueceu de que a obrigação de todo petista é estar o tempo inteiro com um pé na institucionalidade, mas o outro na vida real, na rua”.

O petista, que enfrentará no Processo de Eleição Direita (PED) a poderosa chapa encabeçada por Everaldo Anunciação, secretário estadual de Organização do PT, discorda dos “companheiros” que classificaram as manifestações de junho como orquestrações da direita e afirma que os brasileiros finalmente aprenderam que a democracia funciona.

Em tempo: as eleições dos novos diretórios petistas em todo o País serão realizadas no dia 10 de novembro.

 

PIMENTA – Para começar, como o senhor avalia essa situação ma disputa pelo diretório de Salvador, onde o secretário Rui Costa teria incentivado a formação uma chapa para combater Marta Rodrigues, liderança ligada a Walter Pinheiro. Já temos aí uma prévia da disputa de 2014?

Ernesto Marques – O que está em vias de se configurar em Salvador é mais ou menos o que a gente observava no começo do ano, como aglutinação de campos divergentes dentro do partido. Nós criamos um campo chamado “PT Mais Forte”, que deu origem à nossa chapa e tinha basicamente as mesmas forças que hoje estão se aglutinando em torno de Marta (Rodrigues). É claro que para nós já estava evidente, desde aquele primeiro momento, onde se encontram as contradições. Não era à toa que nós constituíamos esse campo, exatamente na expectativa de ter um espaço para debate sobre 2014, mas também sobre 2013.

PIMENTA – Onde estão as contradições?

EM – Primeiro você estrutura um partido, prepara esse partido do ponto de vista organizativo, para que então você tenha melhor condição de enfrentar a batalha eleitoral. Os argumentos do agrupamento majoritário foram suficientes para quebrar a unidade do campo, mas não para nos submeter a ponto de aderir à ideia do “chapão”.  Decidimos manter a postulação que já apresentávamos antes, de que esse agrupamento tinha consistência e força política para disputar e vencer as eleições internas do partido. Como houve algumas defecções, inclusive da própria EDP (Esquerda Democrática Popular), liderada pelo deputado (Nelson) Pelegrino, nós mantivemos a nossa “levada” e estamos cada vez mais convencidos do acerto da nossa posição.

 

PIMENTA – Mas há um tensionamento no PT na capital…

EM –  O tensionamento em Salvador recoloca exatamente o confronto, no bom sentido, como nós estamos acostumados no PT, entre dois campos que têm visões não exatamente opostas, mas em alguns pontos divergentes em relação à condução que deve dar ao partido aqui na Bahia, assim como com relação às questões nacionais. Há uma tentativa de antecipar as coisas em relação a 2016, o que talvez seja um pretexto para se aglutinar um bloco com a intenção –  segundo se diz na imprensa, mas não ouvi isso de nenhuma liderança – de isolar o deputado Nelson Pelegrino dentro da sua principal base, que é Salvador e a Região Metropolitana. É difícil fazer isso porque qualquer pessoa pode contestar a trajetória do companheiro Pelegrino, mas ninguém pode negar a liderança que ele é e o papel que exerceu na construção do partido em Salvador. A capital hoje é o berço do que antes a gente chamava de carlismo e nós não temos nenhuma dúvida de que precisamos fazer uma oposição muito séria, consistente e contundente à Prefeitura, e isso não se confunde com fazer oposição à cidade, são coisas muito diferentes. Temos visões muito diferentes sobre como tratar os problemas de Salvador.

PIMENTA – O senhor faz uma crítica à forma como o PT fez oposição a João Henrique e propõe uma atuação diferenciada agora com ACM Neto. Em que pontos devem se estabelecer as diferenças?

EM – Há uma coisa muito estranha quando o prefeito propõe o aumento do IPTU e cinco dos sete vereadores do PT aprovam esse aumento. É um sinal muito preocupante de que o partido não está conseguindo tratar as matérias adequadamente e esgotar o debate interno antes de ir para as votações na Câmara. Segundo o tributarista e também vereador Edvaldo Brito (PTB), é um aumento que pode chegar a 35% e ainda restabelecer a tributação em cascata, que é uma coisa que o Brasil já tinha abolido há muito tempo. O vereador Waldir Pires (PT) também já apontava sérios vícios de inconstitucionalidade na reforma tributária. Essas questões estão sendo tratadas como se cada vereador fosse dono do seu mandato, mas na verdade os mandatos pertencem ao partido, e este faz oposição ao prefeito ACM Neto. No fundo, o que está em jogo é qual a qualidade da oposição que vamos fazer. Será uma oposição low profile, de baixa intensidade, ou faremos uma oposição sistemática, que, repito, não se confunde com oposição à cidade, mas deixa muito claro qual é o entendimento nosso sobre política urbana, habitação popular, transporte público, movimentos sociais e mais uma série de questões que nos diferenciam bastante. E não dá para misturar água com óleo.

PIMENTA – O senhor discorda da política de “boa vizinhança” entre o PT e ACM Neto?

EM – Essa tentativa de isolar Pelegrino talvez seja exatamente pelo desejo de fazer uma oposição de baixo perfil, o que, no caso do prefeito João Henrique, gerou para nós uma conta muito grande a pagar. Inclusive porque uma parte da população de Salvador não identificava os investimentos do Estado, vendo-os como obras do ex-prefeito João Henrique, a exemplo da Via Expressa. O fato de termos apoiado João Henrique no segundo turno de 2004 e termos participado de seu primeiro governo deixou essa coisa mal resolvida, porque o PT não apresentou claramente para a cidade se era oposição ou se era situação no governo João Henrique. Neste atual governo, não pode haver qualquer margem de dúvida, até porque o prefeito ACM Neto, com toda justiça, personifica o outro campo da política baiana, contra o qual nós sempre nos opusemos. Não há porque mudar de posição, tendo em vista que o prefeito ACM Neto continua fiel ao seu berço político e nós também não mudamos. Pelo menos uma parte do PT.

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Não há porque mudar de posição, tendo em vista que o prefeito ACM Neto continua fiel ao seu berço político e nós também não mudamos. Pelo menos uma parte do PT.

 

PIMENTA – Esses conflitos do PT não decorrem da opção que o partido fez pela política de alianças para alcançar resultados eleitorais? Ou seja, não é uma consequência do pragmatismo do partido?

EM – O PT vive problemas que são naturais em um partido que tem 33 anos de idade, embora não seja um dos partidos mais velhos do país. Nesse tempo, nós deixamos de ser um partido pequeno, de gueto, para progressivamente conquistar cadeiras nos parlamentos em todos os níveis: prefeituras, governos estaduais, até o governo federal. A gente vive as dores de um partido que já tem um bom tempo no governo e este exercício naturalmente expõe as nossas contradições, o que inclusive é muito salutar, principalmente se a gente entende a contradição como uma coisa natural da democracia, a ser enfrentada sem muito receio.

PIMENTA – Seria o lado positivo da crise?

EM – Essa é a parte da crise que eu acho natural e a gente tem que conviver com ela, discuti-la exaustiva e permanentemente, para encontrar as saídas sem perda de consistência política. Em relação a alianças, a história mostra que ninguém ganhou sozinho. Nem nas revoluções armadas, nem nos processos democráticos. Sempre é necessário se fazer alianças e na democracia ganha mais quem agrega mais. O governador Jaques Wagner ensina isso e reafirma a todo tempo. Fazer alianças não é problema e isso o PT já tem resolvido há muito tempo. Você pode questionar a qualidade das alianças e a gestão dessas alianças após as eleições. Nós podemos observar que é difícil constituir e manter uma aliança que seja muito ampla no espectro ideológico e no aspecto numérico.

PIMENTA – Não é esse o caso da aliança “super ampla” em torno do governo Wagner?

EM – Gerir uma base com cerca de 50 parlamentares em 63 é de fato uma engenharia política extremamente complexa. Aquela lógica que a gente aprende em casa, de ceder sempre o  lugar para a visita, é mais ou menos assim que acontece na política. Para acomodar os aliados, é natural que o partido que é o centro da aliança seja mais generoso na abertura de espaços para acomodar os aliados. O problema é exatamente a gestão desses espaços e nos parece que houve equívocos graves na direção partidária, na hora de gerir as alianças, seja na distribuição dos espaços no governo, seja no posicionamento na hora das coligações. Ter ex-carlistas no governo também não representa nenhuma dificuldade porque comunistas trabalharam nos governos carlistas o tempo inteiro, ou sendo servidores de carreira, e portanto cumprindo sua obrigação como servidor público, ou em alguns casos porque atenderam convites profissionais e tiveram também que de alguma maneira cumprir uma tarefa política. E eu não me lembro de um governo carlista ter virado comunista por causa disso.

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ELEIÇÃO NO PT BAIANO TERÁ CINCO CHAPAS

Everaldo é considerado o favorito na disputa.

Everaldo é considerado o favorito na disputa.

Cinco chapas foram inscritas na disputa pela presidência do diretório estadual do PT na Bahia. As eleições estão previstas para o dia 10 de novembro e vão mobilizar, conforme a direção do partido, cerca de 100 mil filiados nos 417 municípios do estado.

O secretário de Organização do diretório estadual, Everaldo Anunciação, encabeça a chapa Partido de Lutas e de Mudanças. É apontado como o favorito na disputa e trabalhava até a semana passada por um processo eleitoral de consenso. A proposta de unidade não vigorou. Dentre os nomes que enfrentarão Everaldo, está o jornalista Ernesto Marques, da Chapa Partido Mais Forte.

As demais chapas inscritas foram O partido é a militância, Militância Socialista e Constituinte, terra, trabalho e soberania. Por meio de nota da assessoria, o presidente do PT, Jonas Paulo, falou do processo com cinco chapas.

Jonas trabalhava pela unidade no processo eleitoral, tendo apenas o nome de Everaldo Anunciação. Mas Jonas disse que nunca houve unidade na disputa pelo diretório baiano. Para o dirigente, “é na pluralidade que reside a vitalidade” do PT.

INFLAÇÃO DE FILIAÇÕES NO PT

Percebeu-se uma movimentação anormal no diretório do PT de Itabuna durante o mês de outubro. De uma cambulhada só, o partido recebeu mais de 900 novos filiados, o que não tem nada a ver com o crescimento petista (fora de Itabuna, diga-se de passagem).

Na verdade, a enxurrada de filiações tem a ver com a disputa travada entre os grupos dos deputados federais Josias Gomes e Geraldo Simões pelo controle do PT no município.

A briga por enquanto tem Simões como favorito. Para se ter uma ideia, dos pouco mais de 900 novos filiados em outubro, o grupo deste deputado foi responsável por nada menos que 722. Somente no dia 31!

A data foi a última do prazo para filiação de quem poderá participar do Processo de Eleição Direta (PED), em novembro de 2013.

“PRIMEIRO OS MEUS”

Geraldo já escolheu a sucessora de Miralva Moitinho na presidência do PT

Assim como diz aquele comercial sobre o brasileiro, o deputado federal Geraldo Simões (PT) é daqueles que não desistem nunca. Depois de três derrotas seguidas na disputa pela Prefeitura de Itabuna (uma sofrida pelo próprio em 2004 e outras duas pela esposa, Juçara Feitosa, em 2008 e 2012), o político está decidido a impor o nome de Juçara como candidata a presidente do diretório municipal do partido.

Somente petistas filiados até as 18 horas desta terça-feira, 30, poderão participar do Processo de Eleição Direta (PED) do PT, previsto para novembro de 2013. Nos dias que antecederam o encerramento do prazo, houve intensa movimentação do deputado em Itabuna.

Como Simões manda no PT, emplacar a presidente será fichinha. Mas a insistência no projeto familiar não deverá poupá-lo de mais desgaste.

PASTORA VAI COMANDAR PT EM ITAPITANGA

Se em Itabuna tem gente comemorando o fato de o PT local ser presidido pela primeira vez por uma mulher, a professora Miralva Moitinho, em Itapitanga, um município de porte muito menor, uma pastora evangélica vai comandar os destinos do Partido dos Trabalhadores.

Dos 43 votos válidos para o DM, a Pastora Edna Ferreira conseguiu 27. Ela é a esposa do vice-prefeito e também pastor, Vildecson Santana, que mostrou sua força no município. O oponente de Edna Ferreira foi Alisson de Jesus Santos, que obteve os outros 16 votos.

A pastora diz que o objetivo agora é organizar o partido, para fortalecê-lo cada vez mais, visando as próximas eleições gerais, em 2010. Ao todo, 60 filiados estavam aptos a votar. Por lá, a candidata vitoriosa também teve a simpatia do deputado federal Geraldo Simões.

DEBATE ‘MORNO’ PELA PRESIDÊNCIA DO PT

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Miralva (em pé) e Zito (camisa vermelha, à direita) debateram 'na paz'

Os dois postulantes a presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em Itabuna, Miralva Moitinho e Zito do Queijo, debateram com a militância suas propostas para a presidência do DM nos próximos dois anos. O evento ocorreu na manhã de hoje, no plenário da Câmara Municipal. O processo de eleição direta do PT em todo o país ocorre no próximo dia 22.

Embora o choque de ideologias seja evidente entre as correntes que estão na disputa, o debate em si foi marcado por muitos pontos comuns entre os dois candidatos. Divergência, mesmo, só em relação à postura do partido na questão das demissões dos secretários do governo Wagner ligados ao Sul da Bahia – Geraldo Simões (Agricultura) e Adeum Sauer (Educação).

E é nesse ponto também que as duas candidaturas contradizem suas posições históricas: a chapa liderada por Miralva e ligada aos ex-secretários Geraldo e Adeum, entende que o governo é maior do que as duas secretarias. Portanto, mesmo sem concordar com as decisões de Wagner, as aceita como um mal necessário para a governabilidade e a reeleição do governador.

Já a tendência “O Trabalho”, que exige um governo petista “de raiz”, acaba por fazer a defesa dos dois ex-secretários, membros da CNB. “Não aceitamos alianças com PP e outros partidos da direita, em detrimento de nossos companheiros petistas”, disparou Zito.

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O CÓDIGO E O CUTELO

O Código de Ética do PT, em seu artigo 8°, diz que “É vedado aos membros das comissões executivas ocupar cargo, exercer emprego ou função de confiança na esfera da administração pública, direta ou indireta, no âmbito federativo em que exercem a função de direção partidária”.

O secretário estadual de Organização do PT, Everaldo Anunciação, orienta os filiados que pretendem concorrer a cargos de presidente ou vice nos diretórios municipais na próxima eleição do PT, a evitar esse tipo de situação. Os que já estiverem na disputa, devem ser substituídos.

Chegou a haver uma desconfiança sobre essa situação relacionada à candidatura da professora Miralva Moitinho em Itabuna. Ela é diretora da Direc 7, um cargo de confiança. Mas, de acordo com o texto do Código de Ética, a candidata não corre risco, já que seu cargo é na estrutura do estado, e ela disputa a presidência do Diretório Municipal. A eleição do PT é no dia 22 de novembro.

COM CHAPA ÚNICA, MIRALVA É VIRTUAL PRESIDENTE DO PT

Representantes das cinco tendências anunciaram o nome de Miralva para a presidência do PT

Representantes das seis tendências anunciaram o nome de Miralva para a presidência do PT

A eleição do PT só ocorre em 22 de novembro, e a posse do novo presidente nem tem data. Também, não será um “novo presidente”. Com a decisão de todas as correntes de seguirem juntas com a CNB, tendo Miralva como candidata a presidente, coloca a diretora da Direc 7 como a virtual presidente do Partido dos Trabalhadores em Itabuna.

Essa é a primeira vez que o PT terá uma mulher na presidência em Itabuna. Miralva e a sua corrente – Construindo um Novo Brasil – chegaram ao entendimento com as outras tendências internas do PT nessa sexta-feira (18). Além da CNB, a chapa terá representantes da Movimento PT, Reencantar o PT, Tendência Marxista, Articulação de Esquerda,  Esquerda Democrática e Popular.

“Para mim, essa é uma tarefa. Claro que é com muito orgulho que desempenho, mas não recebo isso com vaidade. Ser presidente do PT muito me enobrece, mas não me envaidece”. O grupo ainda precisa construir sua tese e registrar a chapa, o que deve ser feito até meados de outubro.

O anúncio da composição foi feito na plenária da tendência CNB, que ocorreu hoje pela manhã, no auditório da API. “Havia uma tentativa de boicotar esse entendimento, por um pequeno grupo de pessoas ligadas a outros pensamentos políticos, mas o que eles chamam de desentendimento, o PT chama de discussão, e é isso que faz esse partido forte. Agora é seguir unido, em busca da reeleição de Wagner e da eleição da companheira Dilma Roussef presidente da República, em 2010”, discursou Miralva.

O “CONSENSO” PETISTA

Faz muito tempo que o PT deixou de ser PT, inclusive em Itabuna. Adeus tempo de questionamentos, discussões… Deu no que deu. Por último aqui (confira abaixo), a principal corrente do partido, a Construindo um Novo Brasil, nada fez além de atender o ‘chefe’ Geraldo Simões e chegou-se à professora Miralva Moitinho como o nome de consenso para a presidência do PT itabunense. Outras opções eram Welington Duarte (“Gamelão”) e Flávio Barreto, o Flávio da Comonte.

Oriunda do PCdoB, Miralva é – disparada – a preferida presidir o Partido dos Trabalhadores. Na prática, já faz isso como secretária-geral do diretório itabunense, já que o presidente de direito, Eduardo Barcellos, faz tempo não pisa em Itabuna, após ocupar – por méritos – um alto cargo na estrutura da Bahiagás. A indicação de Miralva é uma resposta da tendência CNB aos desejos (ou seriam caprichos?) do seu principal líder, o deputado Geraldo Simões.

Do outro lado, há uma espécie de armengue. Josias Gomes, o ex-deputado federal, tentou articular um nome. Não conseguiu. Grande parte dos que acompanhavam o ex-deputado deixou o PT e se espalhou entre PMDB e PSL. Vislumbrados estes cenários, Miralva só depende agora do dia D, o 22 de novembro, para tornar-se presidente de fato e de direito do PT. É para quando está prevista a eleição no partido, nos níveis municipal, estadual e federal. À professora, um troféu pela defesa destemida do chefe GS. É dos poucos nomes que ainda se levantam em defesa de Geraldo e dos governos petistas.

P.S.: Por mais que o próprio GS discorde, virou diretório de um dono só.

NÃO VAI INTERVIR. SERÁ?

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Flávio conta com a simpatia de petistas de outras correntes.

O ex-prefeito e deputado federal Geraldo Simões disse que não vai intervir na eleição à presidência do PT em Itabuna para decidir quem será candidato pela sua ala, a Construindo um Novo Brasil (CNB), que apresenta três candidatos: Miralva Moitinho, Welington Duarte (“Gamelão”) e Flávio Barreto (“Flávio da Comonte”).

Todos são umbilicalmente ligados ao parlamentar. Mas há quem veja uma tendência natural do deputado em interceder pela candidatura da professora Miralva Moitinho, atualmente na direção da Direc 7. Um grupo da ala CNB defende o nome de Flávio, empresário, jovem e que poderia imprimir uma nova dinâmica ao PT local, além de circular bem entre outras correntes. Gamelão corre por fora.

O prazo para inscrição de candidaturas e chapas acaba no dia 23. As eleições estão previstas para o dia 22 de novembro.

OPOSIÇÃO SE ARTICULA PARA DISPUTAR O PED EM ITABUNA

Quatro correntes petistas de oposição à atual direção do partido em Itabuna resolveram se unir para formar uma chapa e disputar o Processo de Eleição Direta do PT (PED). As tendências Reencantar o PT, Movimento PT, Articulação de Esquerda e Esquerda Democrática e Popular assinam um manifesto direcionado à militância local em que anunciam a decisão.

Hoje o diretório local do partido é presidido por Eduardo Barcelos, da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), cujas referências nacional e regionais são o presidente Lula, o governador Jaques Wagner e o deputado Geraldo Simões. Barcelos trabalha em Salvador, na Bahia Gás. No documento, as tendências afirmam que o partido precisa ter na sua direção “uma liderança de massas, presente, com capacidade de articulação política”.

Diz ainda o documento: “Nos últimos cinco anos, ao contrário da Bahia e do Brasil, as forças progressistas de Itabuna foram derrotadas pelas forças conservadoras, apesar de suas gestões desastrosas que mergulharam os serviços públicos no caos e, ao mesmo tempo, tem afastado cada vez mais a nossa cidade do fantástico desenvolvimento social e econômico do país.”

Até agora está posta apenas – mesmo que ainda não oficialmente – a candidatura da professora Miralva Moitinho à presidência do diretório municipal do PT. Miralva é diretora da Direc e representa a continuidade da tendência CNB à frente do diretório. O nome do ex-diretor da Ceplac, Wellington Duarte (Gamelão) chegou a aparecer, em forma de boato, mas não teve confirmação.

“Esse é um documento que vai nortear nosso pensamento nesse PED, o que não quer dizer que essas forças que o assinam estejam fechadas ao diálogo. Mas quem quer que se coloque para esse diálogo, deve representar os anseios da militância”, afirma um representante do grupo de tendências que lideram o movimento. A eleição no PT ocorre no dia 22 novembro.

CEPLAQUEANO DISPUTA PRESIDÊNCIA DO PT

O pesquisador da Ceplac e doutor em ecologia Kazuiyuki Nakayama, conhecido na militância do PT regional por Kazuo, inscreveu chapa para disputar a presidência do Partido dos Trabalhadores na Bahia, no Processo de Eleição Direta (PED). A eleição ocorre no dia 22 de novembro em todo o território nacional.

A chapa, que representa a tendência Movimento PT,  tem participação de militantes de diversas regiões e municípios, mas a maior parte é formada por filiados das regiões Sul e Extremo Sul do estado, basicamente por ex-integrantes da tendência Democracia Socialista (DS). A corrente Movimento PT é a segunda maior do partido, e reúne 12 deputados federais.

Apesar da inscrição de pelo menos cinco chapas no PED Bahia, informações dão conta de que há uma forte tendência ao entendimento até o dia da eleição, e a formação de uma chapa de consenso. Esse entendimento também deve prevalecer na disputa do Diretório Municipal de Itabuna, hoje comandado pela corrente Construindo um Novo Brasil (CNB).

Um dos representantes da corrente Movimento PT, por exemplo, afirma que estão todos abertos ao diálogo, como é próprio da natureza do PT e seus filiados. “Claro que devem ser observados os anseios de cada movimento, a ocupação dos espaços políticos dentro do partido, tanto no âmbito estadual quanto no municipal. Tem que ser bom para todos. Mas, se não houver esse consenso, estamos prontos para a disputa”.








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