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:: ‘pesquisa’

UM EM CADA CINCO BRASILEIROS USA CELULAR ENQUANTO DIRIGE, APONTA PESQUISA

Cerca de 20% dos brasileiros usa celular ao volante || Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da Agência Brasil

Dados do Ministério da Saúde revelaram que 19,3% da população das capitais brasileiras usam o celular enquanto dirigem. Isso significa que de cada cinco pessoas, uma afirmou que comete esse ato. A informação é do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2018, divulgada hoje (24). O ministério alertou ainda que os acidentes de trânsito são a segunda maior causa de mortes externas no país.

A pesquisa também mostrou que as pessoas com idades entre 25 e 34 anos (25%) e com maior escolaridade (26,1%), com 12 anos de estudo ou mais, são as que mais assumem esse comportamento de risco. Os motoristas com nível superior também são os que mais recebem multas por excesso de velocidade e que associam o consumo de bebida alcoólica e direção.

O Vigitel é uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde que, desde 2006, monitora diversos fatores de risco e proteção relacionados à saúde, incluindo a temática de trânsito nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal. Nesta edição foram entrevistadas por telefone 52.395 pessoas, maiores de 18 anos, entre fevereiro e dezembro de 2018.

As capitais que apresentaram maior percentual de uso de celular por condutores foram Belém (24%), Rio Branco (23,8%) e Cuiabá (23,7%), seguido por Vitória (23,3%), Fortaleza (23,2%), Palmas (22,4%), Macapá e São Luís (22,3%). Por outro lado, as capitais com menor uso de celular durante a condução de veículo foram Salvador (14,1%), Rio de Janeiro (17,1%), São Paulo (17,2%) e Manaus (17,7%).

Além do uso do celular associado à direção, a pesquisa abordou também outros três importantes indicadores para a ocorrência de acidentes de trânsito: consumo abusivo de álcool abusivo, consumo de álcool em qualquer dose e multa por excesso de velocidade.

VELOCIDADE

O Vigitel 2018 mostra que 11,4% da população entrevistada afirmou já ter recebido multas de trânsito por excesso de velocidade. O comportamento de risco foi identificado mais em homens (14%) do que em mulheres (7%), na população de 25 a 34 anos (13,4%), e de maior escolaridade (13%).

O Distrito Federal é a capital com a maior proporção de casos (15,6%), seguida de Fortaleza (14,5%); Porto Alegre (14,1%); Belo Horizonte (13,7%); e Goiânia (13,6%). Já as capitais com menores índices são Manaus (0,9%); Macapá (2,7%); Belém (5,9%); Campo Grande (6,9%) e Porto Velho (7,1%). Clique no Leia Mais e confira mais dados da pesquisa. :: LEIA MAIS »

MULHERES AUMENTAM ESCOLARIDADE EM RELAÇÃO AOS HOMENS, MOSTRA PESQUISA

O ano de 1991 foi um marco para o perfil da mulher no mercado de trabalho porque, pela primeira vez, o nível de escolaridade feminina superou o dos homens. Segundo a professora Hildete Pereira de Melo, uma das coordenadoras do Núcleo de Pesquisa em Gênero e Economia (NPGE) da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), nesse período o tempo de estudo das mulheres passou a ser maior.

Conforme a pesquisadora, as mulheres aumentaram em um ano a escolaridade média em relação aos homens. “É a maior conquista das mulheres brasileiras terem conseguido se educar no século 20. Embora, a gente não tenha construído a igualdade, a gente conseguiu realmente uma vitória. Não houve política pública que facilitasse isso. Foram decisões pessoais das mulheres”, afirmou, acrescentando que no Censo 1900 as mulheres eram analfabetas e terminaram o século 20 mais escolarizadas do que os homens.

A evolução da escolaridade é um dos dados abordados pela pesquisa, que comprova a desigualdade de rendimentos entre homens e mulheres no Brasil. O trabalho foi desenvolvido por Hildete e pela professora Lucilene Morandi, também coordenadora do NPGE. “A ideia dessa pesquisa era ter uma noção do impacto da diferença de participação no mercado de trabalho e na renda de homens e mulheres”, disse Lucilene.

ESCOLARIDADE X SALÁRIO

O aumento da escolaridade, no entanto, não representou o fim do desequilíbrio salarial entre homens e mulheres. As pessoas com mais escolaridade no Brasil ganham mais, mas Hildete citou o próprio exemplo para comentar a diferença de gênero na questão salarial. “A distância entre o que eu ganho como doutora em economia e o meu colega que é doutor em economia é muito grande. É muito maior do que quando pega uma escolaridade mais baixa, então, educação é um prêmio para todos, mas o prêmio para os homens é bem superior ao que ela permite às mulheres”.

TRABALHO DOMÉSTICO

Outra avaliação da pesquisa, ao analisar o Produto Interno Bruto (PIB) feminino e masculino, é a falta de captação do resultado do serviço doméstico feito pelas mulheres, inclusive com extensão de jornada. “O problema do trabalho não pago, o trabalho gratuito, que as mulheres realizam, é que se somasse os dois tempos, o do que a gente chama pago ou produtivo com o não pago nos cuidados com as crianças, com a casa, com os doentes, com os idosos, vê-se que a jornada das mulheres é cinco horas maior”, observou. :: LEIA MAIS »

SECTI E FIEB PROPÕEM AÇÕES PARA DESENVOLVIMENTO DE INDÚSTRIAS NA BAHIA

Durante reunião na Fieb, Adélia expôs planos e metas da Secti para a indústria

Com o objetivo de identificar oportunidades e propor ações que possam beneficiar as indústrias locais, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) esteve presente na reunião do Conselho de Inovação e Desenvolvimento Industrial (CIDIN), no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), na última quinta-feira (6). A secretária Adélia Pinheiro expôs metas e compromissos com o cenário de desenvolvimento local.

A revisão do Marco Legal da Ciência e Tecnologia, que busca, dentre outras coisas, adaptar a legislação para que possa melhor atender as demandas atuais dos setores de Ciências,Tecnologia e Inovação, também foi pauta do encontro. Outro tema tratado se refere à necessidade de estreitar laços entre indústrias e os atores da área de inovação, por meio de uma plataforma que identifique as necessidades das empresas baianas.

A titular da Secti, Adélia Pinheiro, destacou questões que envolvem a infraestrutura nas unidades de tecnologia que servem ao ecossistema de ciência no estado. “É necessário fortalecer a rede de laboratórios, melhorar o acesso à banda larga e buscar financiamento público direcionado para a produção de conhecimento em ciência e tecnologia”.

A união entre Fieb e Secti busca cenários estimuladores para dar o devido destaque à produção científica estadual, transformando os serviços para potencializar desde os microempreendedores até as grandes empresas. Segundo Adélia, a Secti propõe uma realidade em que o empresário baiano não tenha que buscar recursos tecnológicos fora da Bahia e possa encontrar meios de se desenvolver por meio de uma produção completa dentro do próprio estado.

UFG DESENVOLVE MEDICAMENTO CAPAZ DE REVERTER OVERDOSE DE COCAÍNA

UFG desenvolve medicamento capaz de reverter overdose de cocaína || Foto Divulgação

A Universidade Federal de Goiás (UFG) anunciou o desenvolvimento de uma nanopartícula capaz de capturar a cocaína em circulação na corrente sanguínea e, assim, evitar os efeitos da droga, até mesmo quando consumida em quantidades que causam “overdose” e podem levar à morte.

A nanopartícula é administrada por meio de medicamento intravenoso. Testes feitos com ratos nos laboratórios do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Fármacos, Medicamentos e Cosméticos da UFG, o FarmaTec, indicam a capacidade de captura de até 70% da cocaína no organismo e o retorno quase imediato da pressão arterial e dos batimentos cardíacos ao estado normal.

“A pressão arterial e os batimentos cardíacos começam a voltar ao normal cerca de dois minutos após a administração da nanopartícula que desenvolvemos”, diz a farmacêutica Sarah Rodrigues Fernandes, em material de divulgação da UFG. Ela é autora da pesquisa, que resultou em sua dissertação de mestrado defendida há três semanas no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da universidade.

“Ao capturar a cocaína, a nanopartícula mantém a droga aprisionada em seu interior. Não permite que a droga se difunda pelo cérebro ou outras regiões do organismo. Possibilita, então, que haja tempo para uma terapia de resgate”, explica à Agência Brasil a farmacêutica Eliana Martins Lima, orientadora do trabalho e professora de nanotecnologia aplicada à área farmacêutica. :: LEIA MAIS »

ESTUDANTES E PROFESSORES DE ITABUNA CONQUISTAM PRÊMIOS INÉDITOS DA FIOCRUZ

À direita a professora e estudante com Cristina Araripe, coordenadora nacional da Olimpíada e pesquisa da Fiocruz

O dia 28 de novembro não será esquecido pelos estudantes, professores, pais de alunos e pessoal da equipe de apoio do Centro Integrado Oscar Marinho Falcão (Ciomf), no bairro Santo Antônio, em Itabuna. Foi nesta data que a professora Gracileide Guimarães Sousa e a estudante Jhuly Borges Oliveira, do 7º ano, subiram ao palco do auditório do Museu da Vida da Fundação Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro, para a cerimônia de premiação da 9ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz (Obsma).

Professora e aluna receberam a premiação pelo projeto “Homem x Água… Atitudes Negativas e Corretivas: CIOMF cuidando das águas”, desenvolvido pelos integrantes do Clube de Ciências do colégio. Com registro fotográfico sobre a falta de cuidado do itabunense com água potável, mostrando a precaridade na rede de esgoto nos bairros periféricos e indicando soluções para falta de infraestrutura no município, o projeto ficou em primeiro lugar na “Regional Nordeste II” e foi vencedor nacional na categoria Ciências. Essa foi a maior conquista na história de uma escola pública de Itabuna.

Jhuly e a professora Gracileide Guimarães comemoram a grande conquista|| Foto Pimenta

O trabalho “Homem x Água… Atitudes Negativas e Corretivas” venceu a batalha na categoria  Projeto de Ciências, na modalidade ensino fundamental, que teve 433 trabalhos inscritos de escolas de todo o país. “Essa conquista é o resultado de um trabalho sério que professores e estudantes vêm desenvolvendo há anos. Essa não é a primeira premiação da nossa escola, mas certamente a maior”, acredita a professora Gracileide Guimarães, que leciona no Ciomf há 20 anos. Gracileide e Jhuly relataram a experiência ao PIMENTA nesta semana.

O DEBATE VAI CONTINUAR 

A professora explica que o projeto terá continuidade no próximo ano. “O nosso plano é sentar com representantes da prefeitura, organizações não governamentais, instituições de ensino, principalmente a Universidade Estadual de Santa Cruz, Universidade Federal do Sul da Bahia e Instituto Federal de Educação, para que possamos aprofundar o debate em torno das questões envolvendo o meio ambiente no nosso município e na nossa região”.

Vencedoras passaram uma semana no Rio de Janeiro

Com relação à pesquisa de campo, a estudante Jhuly Borges, de 12 anos, conta que os problemas mais graves foram detectados principalmente nos bairros periféricos de Itabuna.  “Detectamos desperdícios de água, como canos estourados e pessoas lavando carro com mangueira, por exemplo”, conta acrescentando que é “muito bom ter um projeto da nossa escola ajudando a conscientizar muitas pessoas sobre os graves problemas ambientais que estamos vivendo”.

A estudante ressalta que o projeto não aborda somente sobre o mau uso da água, mas também sobre o lixo produzido pelo homem. “Porque o lixo deixado em locais impróprios contamina a água potável. A pessoa deve lembrar-se que o papel de caramelo jogado na rua vai parar em um bueiro, passa pelo rio, que deságua no oceano. Temos que destacar ainda que, quando a prefeitura não faz o descarte correto, o lixo contamina os lençóis freáticos e água suja pode acabar em poços artesianos”, alerta.

Alguns pais acompanharam de perto o trabalho dos filhos. Entre eles, está dona Lilian da Silva Borges, mãe de Jhuly. Ela conta que, nos momentos que antecederam o anúncio dos vencedores da 9ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz, não conseguiu se desligar da internet, especificamente da página oficial do evento no facebook. ” Foi muito emocionante e gratificante para todos nós”, recorda-se. A Fiocruz transmitiu ao vivo.

COMO SURGIU?

A ideia do trabalho vencedor surgiu durante reunião de integrantes do Clube de Ciência do Ciomf, depois do município passar por uma das piores crises hídricas da história. Os estudantes receberam a tarefa de pesquisar a interferência humana sobre o meio ambiente, com observações sobre os aspectos negativos e corretivos.

Os alunos passaram a investigar (com flagra fotográfico) como ocorre o uso da água que chega a casa dos itabunenses e a ocorrência da poluição dos lençóis freáticos, ocasionado principalmente pela falta de tratamento de esgoto nos bairros periféricos de Itabuna.

A exposição fotográfica foi uma das fases do projeto vencedor

SEMANA CULTURAL NO RIO DE JANEIRO

O projeto foi inscrito na Obsma por sugestão da coordenadora do Clube de Ciências do Ciomf, a professora Thereza Angélica Matos. Além de placas, troféus, medalhas e certificados, a Fiocruz promoveu uma semana cultural no Rio de Janeiro para os mais de 70 estudantes e professores dos 36 projetos finalistas. Antes, o projeto havia sido inscrito na Conferência Infanto Juvenil do Meio Ambiente e vencido a etapa regional, mas não foi classificado na estadual.

A Obsma recebeu 1.228 trabalhos desenvolvidos pelos alunos do ensino e fundamental de escolas públicas e particulares de todos os estados brasileiros, sendo que 36 foram aprovados nas categorias Projeto de Ciências, Produção Audiovisual, Regional Nordeste I e II. A competição nacional contou com a participação de 4.270 professores e 67.1179 estudantes de todo o país.

UESC É 51ª EM RANKING NACIONAL E LIDERA ENTRE AS UNIVERSIDADES ESTADUAIS BAIANAS

Uesc, em Ilhéus, é a líder baiana entre as universidades estaduais e a 51ª no País

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) aparece em primeiro lugar entre as instituições de ensino superior estaduais na Bahia e em décima colocação no Nordeste brasileiro no Ranking Universitário Folha (RUF) de 2018. Quando consideradas todas as universidades do País, a Uesc aparece em 51º lugar. A nota média da Uesc é 64,85.

A universidade sul-baiana aparece em 51ª posição em nível nacional quando considerado apenas o item internacionalização. O ranking universitário leva em conta os desempenhos os indicadores ensino, pesquisa, mercado, inovação e internacionalização.

O RUF é liderado, no estado, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), que aparece, no geral, em 14º lugar, com nota média 87,16. Líder na Bahia, a UFBA é superada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) no Nordeste. A universidade pernambucana é 10ª no ranking nacional e apresenta média 90,34, quando consideradas todas as áreas aferidas pelo RUF.

Com quatro anos, UFSB aparece em 178º lugar || Foto Gabriel Oliveira

Ainda novata no ranking e com apenas quatro anos de idade e conceito diferenciado de licenciatura e bacharelado, a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), com campi em Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas, obtém nota média 17,92, sendo avaliada apenas nas áreas de Ensino e Internacionalização. Aparece em 178º lugar.

O DESEMPENHO DAS ESTADUAIS BAIANAS

Depois da Uesc, a melhor posicionada entre as universidades estaduais baianas é a UEFS, em Feira de Santana, que aparece em 60º lugar, com nota média 62,50. Já em 89º lugar, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), que tem campi em Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga, obtém nota 50,27. Em 99º lugar, a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) apresenta nota 45,55.

O RUF avaliou 196 universidades brasileiras, públicas e privadas. A Universidade de São Paulo (USP) lidera o ranking, com nota 97,52, nota um pouco superior à obtida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 97,29, que ficou em segundo lugar. A universidade fluminense liderou o ranking nos anos de 2016 e 2017. (Do Pimenta.blog.br)

UESC E MADRE THAÍS CRIAM GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE ENVELHECIMENTO

Grupo de estudo das instituições desenvolve pesquisas sobre o envelhecimento

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e a Faculdade Madre Thaís (FMT), de Ilhéus, criaram um grupo de estudos e pesquisas sobre o envelhecimento. O Grepe envolve os cursos de Fisioterapia e Enfermagem das duas instituições e se propõe a discutir, quinzenalmente, temas relacionados ao envelhecimento para subsidiar novas pesquisas na área.

De acordo com as duas instituições de ensino superior, o Grepe ofereceu aos voluntários um curso de metodologia científica, especialmente na elaboração de problema de pesquisa e busca em fontes de dados. O curso, ministrado pela professora e mestre Carla Daiane (UESC), promoveu três encontros, com carga horária total de 12 horas, que será certificado pelo Núcleo de Educação em Enfermagem (Neenf), da Uesc.

Grupo desenvolve estudos sobre envelhecimento || Divulgação

Segundo a coordenadora do curso de Fisioterapia da FMT, Karla Gresik, essa parceria fortalece a Iniciação Científica da FMT. “Principalmente pelos resultados alcançados até o momento”, ressaltou. Segundo ela, cinco projetos de pesquisa foram desenvolvidos nesse semestre e serão submetidos ao Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEP), “para posterior execução”.

FOLIÕES APROVAM ATUAÇÃO DAS POLÍCIAS NO CARNAVAL DE SALVADOR, APONTA PESQUISA

Polícia Militar obtém 84% de aprovação em pesquisa da Ouvidoria

A Ouvidoria da Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou resultado da pesquisa realizada na festa, de 9 a 13 de fevereiro, nos três circuitos da folia em Salvador. O levantamento mostra a aprovação do trabalho dos policiais militares e civis, bombeiros e do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Mais de 1,6 mil pessoas foram entrevistadas, conforme a Ouvidoria.

Segundo a pesquisa, 84% consideraram a atuação da Polícia Militar como ótima e boa. Já o Corpo de Bombeiros somou 97% de aprovação dos foliões. “Os bombeiros sempre são muito bem elogiados”, diz o ouvidor-geral, Edmundo Assemany. Ainda segundo ele, as pesquisas das polícias Civil e Técnica foram realizadas via telefone. “A Civil teve aprovação de 94%, e a atuação do Departamento de Polícia Técnica foi 79% avaliada como boa e ótima”.

 

UESC ANUNCIA POSSIBILIDADE DE FABRICAÇÃO DE PNEU A PARTIR DA FIBRA DE COCO

Fornari anuncia possibilidade de fabricação de pneu verde || Foto Jonildo Glória

Fornari anuncia possibilidade de fabricação de pneu verde || Foto Jonildo Glória

Jonildo Glória

Tecnologia desenvolvida na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), no Laboratório de Polímeros e Sistemas (LAPOS), revelou uma excelente utilização da casca do coco-da-bahia. A pesquisa direciona para o uso de fibras vegetais de coco na formação de materiais compósitos, o que equivale dizer que é possível fazer pneu rodoviário composto com material natural e biodegradável, com propriedades maiores que 500% comparando-se com os materiais atuais.

Esse caminho inovador está sendo percorrido pelo professor Celso Carlino Maria Fornari Junior, do Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas (DCET), da Universidade. Iniciadas em 2010, as pesquisas vinham sendo desenvolvidas em sigilo e demonstram que a cadeia polimérica da celulose da fibra do coco pode formar, quimicamente, ligação estável com as macromoléculas de borracha. Desta forma, a fibra de coco, tratada e acondicionada, pode substituir produtos de altíssimo valor agregado na construção de materiais tecnológicos.

“A fibra da casca do coco pode substituir o negro de fumo (carbono em dispersão muito fina, obtido por combustão incompleta de gás natural “do petróleo”, e muito empregado na indústria, principalmente da borracha, como carga reforçadora e como pigmento preto), o qual é amplamente aplicado nos mais diferentes produtos entre eles pneus de automóvel, caminhão e aviões”, disse o professor.

Celso Carlino diz que o negro de fumo na engenharia de materiais tem importância tão significativa que o seu valor é cotado em dólar, atingindo entre US$ 1,05 a US$ 1,50 por quilo do produto. “Isso significa dizer, em outras palavras, que a fibra de coco pode atingir valores em reais em torno de aproximadamente R$ 4 mil a tonelada,” assinala o professor Fornari.

Campus da Uesc, na Rodovia Ilhéus-Itabuna || Foto José Nazal

Campus da Uesc, na Rodovia Ilhéus-Itabuna || Foto José Nazal

A utilização dessa tecnologia permite a confecção de inúmeros artefatos, incluindo pneumáticos, produzindo um material ecologicamente correto e com melhores propriedades mecânicas. Esse caminho inovador, que está sendo percorrido pelo professor Fornari e seus alunos, mostra que a fibra de coco supera o negro de fumo com vantagens significativas.

“A fibra vegetal é biodegradável, tem produção ecologicamente correta, contribui para o sequestro de gás carbônico, gera aumento de renda para o setor agrícola e aumenta a resistência mecânica do pneu em mais de 500%.”

Para o pesquisador, o projeto vai ao encontro das normas brasileiras de proteção e cuidados ambientais. “O projeto oferece uma nova alternativa tecnológica para o uso sustentável das fibras vegetais. Isso possibilita alguns benefícios da qual a lei brasileira proclama, e que são: pneu verde, ecologicamente sustentável; eliminação de substâncias cancerígenas; oportunidade de emprego e renda regional; valorização e agregação de valor às fibras vegetais”.

PROJETO

Fases de transformação da casca do coco em pneu verde.

Fases de transformação da casca do coco em pneu verde.

“A utilização da fibra de coco demonstrada no projeto, dando ao fato de poder substituir com larga margem de vantagem os materiais como negro de fumo, vai trazer uma substancial valorização para esse material fibroso. Isso repercutirá diretamente na produção agrícola o que irá fomentar os trabalhos no campo. Além disso, a população circunvizinha se beneficiará dos altos valores que a fibra vegetal passa a ter e se abrirão muitas oportunidades na manufatura destas fibras”, assinala Fornari.

Ele acrescenta que “a utilização do petróleo para a movimentação e conforto é uma fórmula irreal e errada. Basta calcular os passos que o petróleo percorre até alcançar o consumidor. Primeiramente, ele é extraído do subsolo, trazido a superfície e por último descartado na atmosfera. O ciclo é imperfeito e falho, pois não há nenhum retorno a fonte de origem. Isso caracteriza um projeto que possui tempo para terminar e não pode se autossustentar”. :: LEIA MAIS »

REPROVAÇÃO AO GOVERNO TEMER ATINGE 55%

Temer tem piora na avaliação pessoal e de governo.

Temer tem piora na avaliação pessoal e de governo (Reprodução SBT).

Encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a nova pesquisa Ibope revela crescimento de 9 pontos percentuais no universo de eleitores brasileiros que reprovam a gestão do peemedebista Michel Temer. A reprovação saltou de 46% (dezembro.16) para 55% (agora). Este percentual corresponde a quem considera o governo ruim ou péssimo.

Outros 10% consideram o governo ótimo ou bom, percentual abaixo do percentual de dezembro (13%). Os que consideram o governo regular caiu de 35% para 31% em março. 4% não souberam opinar.

79% NÃO CONFIAM EM TEMER

79% disseram não confiar no presidente Temer. Em dezembro, o percentual era 72%. Na outra ponta, apenas 17% confiam. A maior reprovação a Dilma Rousseff (PT) foi 70%.

Para 41% dos eleitores consultados, o Governo Temer é pior do que o de sua antecessora. A pesquisa foi feita de 16 a 19 de março. Ouviu 2.000 pessoas em 126 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais.

 

 

INOVAÇÃO NO CACAU DA MATA ATLÂNTICA

Eduardo AthaydeEduardo Athayde | eduathayde@gmail.com

 

A Fazenda Futuro, localizada em Buerarema, base das pesquisas do WWI no final do século passado – e agora cliente do CIC -, está sendo usada por pesquisadores parceiros do WWI, da floresta urbana de Nova Iorque e do Smithsonian Institute como referência para um projeto piloto de fazenda do futuro, conectado com universidades e centros de pesquisas do mundo.

Quando o WWI-Worldwatch Institute, na virada do milênio, publicou internacionalmente estudo sobre a mata atlântica da região cacaueira da Bahia, batizando-a de “Floresta de Chocolate”, única no mundo, onde a matéria prima do chocolate é produzida com recordes de biodiversidade no planeta, registrado pelo Jardim Botânico de Nova Iorque, a prefeitura nova-iorquina iniciava o levantamento de cada uma das suas 683.113 árvores.

Hoje, os cidadãos de Nova Iorque conhecem o valor econômico individual das suas árvores, sabem que cada uma reduz a temperatura sob sua copa em cinco graus centígrados, joga no ar 150 mil litros de água por ano e produzem serviços anuais avaliados em US$111 bilhões [tree-map.nycgovparks.org]; um padrão que está sendo seguido por várias cidades do mundo que plantam florestas urbanas visando a melhoria do ar, do clima local e da qualidade de vida dos seus cidadãos.

Com a força das redes sociais, o mundo parece ter ficado pequeno e a biodiversa Mata Atlântica, antes pouco percebida (ainda não valorada), vem recebendo influência direta dessas inovações. O Centro de Inovação do Cacau (CIC), por exemplo, que será inaugurado [hoje] na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em Ilhéus, é a parte concreta do projeto do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia, idealizado conjuntamente pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Ceplac, Uesc, Secti, Instituto Arapiaú e outras instituições.

Focando a cadeia produtiva do cacau e a economia florestal, o CIC, formado por acadêmicos e empresários, analisará propriedades físico-químicas do cacau e do chocolate, a qualidade de sementes e mudas das biofábricas de essências da mata atlântica, fomentando a indústria do reflorestamento que, cobiçada por investidores, floresce impulsionada pelo robusto mercado financeiro internacional interessado em ativos florestais.

Na era da “eco-nomia”, oficializada pelo Acordo de Paris e já legalmente adotada pelo Brasil, a preservação, além de uma imperiosa necessidade, passou a ser analisada também por parâmetros econométricos da precificação e monetização (restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2030 – bit.ly/2cHvxT8). Observando o senso de oportunidade, o CIC nasce como elo local desta inovadora rede global, posicionando-se, com linguagem nova, como uma espécie de “porta USB” de alta velocidade aberta a conexões de pesquisa, geração de conhecimento e econegócios.

Integrado a iniciativas como a Plataforma Brasileira sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (bpbes.net.br), que tem a missão de produzir conhecimento científico e saberes tradicionais sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos – onde o cacau se inclui -, o CIC nasce como parceiro natural do Programa Fapesp de Pesquisa em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA-FAPESP), apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e alinhado com a
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que lançou a Campanha da Fraternidade 2017 com o tema “Biomas Brasileiros e a Defesa da Vida”.

A imaginação é mais importante que o conhecimento, afirmava Albert Einstein. Nesta linha, a Fazenda Futuro, localizada em Buerarema, base das pesquisas do WWI no final do século passado – e agora cliente do CIC -, está sendo usada por pesquisadores parceiros do WWI, da floresta urbana de Nova Iorque e do Smithsonian Institute como referência para um projeto piloto de fazenda do futuro, conectado com universidades e centros de pesquisas do mundo.

Com a quebra de fronteiras e os espaços abertos pelas redes sociais, a região cacaueira, imaginada como Floresta de Chocolate, vive um momento de mudanças intensas observadas na metáfora da crisálida, quando a lagarta não mais existe, e a borboleta ainda não nasceu.

Eduardo Athayde é diretor do WWI-Worldwatch Institute.

ARTIGO DE PROFESSORES DA UESC É CAPA DA REVISTA “ECOLOGY”

Deborah e José Carlos desenvolveram estudo sobre mata atlântica (Fotomontagem Pimenta).

Deborah e José Carlos desenvolveram estudo sobre mata atlântica (Fotomontagem Pimenta).

Um estudo desenvolvido pelos professores José Carlos Morante Filho e Deborah Faria, ambos doutores e membros do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), foi capa da Ecology, edição de dezembro. A publicação é das revistas mais prestigiadas na área de ecologia em todo o mundo. José Carlos e Deborah são pesquisadores do Laboratório de Ecologia Aplicada à Conservação (LEAC) da universidade pública sul-baiana.

O trabalho dos pesquisadores mostra, através da construção e teste de um complexo modelo de interações ecológicas, que o desmatamento da Mata Atlântica leva a um aumento no dano foliar causado por insetos”, opina a professora Fernanda Gaiotto. De acordo com os autores do estudo, esse efeito ocorre porque, quando uma determinada região é desmatada, a floresta que resta sofre profundas modificações em consequência da perda de árvores grandes e altas.

Os professores José Carlos Morante Filho e Deborah Faria assinalam que “em particular, a floresta se torna mais fina, mais baixa e mais rala, e este novo ambiente favorece a proliferação de populações de insetos herbívoros que consequentemente aumentam o consumo de plantas”. O trabalho mostra, com clareza, a maneira pela qual o desmatamento modifica determinados processos ecológicos que são importantes para o funcionamento das florestas tropicais.

Neste estudo, o aumento do dano foliar causado pelos insetos herbívoros pode ainda influenciar a regeneração das populações de plantas e de toda a floresta, uma vez que, para crescerem e reporem os adultos, estas plantas terão que vencer a pressão de consumo imposta pelos insetos.

Esta pesquisa foi desenvolvida dentro da Sisbiota, uma rede de pesquisa financiada pelo CNPq e coordenada pela doutora Deborah Faria, e contou com a colaboração de pesquisadores de universidades do México, Holanda e Alemanha.

São coautores do trabalho, publicado no volume 97 da revista Ecology , de 12 de Dezembro de 2016, nas páginas 3315 a 3325, os doutores Víctor Arroyo-Rodríguez, do Instituto de Investigaciones en Ecosistemas y Sustentabilidad, Universidad Nacional Autónoma de México, Morelia, Michoacán, México; Madelon Lohbeck, do Floresta Ecologia e Grupo de Gestão Florestal, Universidade de Wageningen, Países Baixos e Teja Tscharntke, do Agroecologia, Georg-August-Universidade de Göttingen, Alemanha.

ESTUDO REVELA QUE MUDAR USO DA TERRA AFETA BIODIVERSIDADE E SOLO

André Franco, ex-aluno da UESC, realizou pesquisa publicada em periódico.

André Franco, ex-aluno da UESC, realizou pesquisa publicada em periódico.

Peter Moon | Agência Fapesp

Pesquisa realizada no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, acaba de mensurar o impacto sobre a biodiversidade do solo da transformação de áreas de floresta em pastagens e de pastagens em canaviais.

A conclusão é que esse impacto é devastador sobre a macrofauna original do solo: 90% dela – formada por cupins, formigas, minhocas, besouros, aranhas e escorpiões – desapareceu por completo.

A pesquisa foi realizada por André Luiz Custodio Franco, durante o seu doutorado e estágio de pesquisa no exterior realizados com bolsas da Fapesp, com orientação do professor Carlos Clemente Cerri.

Os resultados do trabalho foram publicados no periódico Science of the Total Environment.

“Nossa intenção foi verificar como a mudança no uso da terra interfere na emissão de gases e no armazenamento de carbono no solo e, em consequência, na composição da matéria orgânica, ” diz Franco.

Invertebrados, microrganismos e fungos desenvolvem um grande papel na reciclagem do solo, graças à sua ação na decomposição da matéria orgânica. Eles compõem a microfauna do solo. Formigas e cupins – que integram a macrofauna do solo – são os principais agentes estabilizadores, evitando a erosão graças à construção de seus ninhos.

Para verificar o que acontece com a biodiversidade com a mudança no uso da terra, os pesquisadores retiraram blocos de solo na forma de cubos com 30 centímetros de profundidade.

Essas amostras foram coletadas em três canaviais localizados em Jataí, Goiás, Ipaussu e Valparaíso, São Paulo. Nessas áreas uma parte do pasto foi convertida em cana. A equipe também coletou blocos de áreas nativa, de mata, para demonstrar a biodiversidade do solo em um sistema estável, antes do desmatamento para pastagem.

“Quando a mata nativa é convertida em pasto, todos os predadores de topo do solo, como as aranhas e os escorpiões, desaparecem”, diz Franco. “Na ausência de predadores, as populações de cupins e minhocas explodem. A quantidade de cupins no solo aumenta nove vezes. Já a de minhocas cresce 14 vezes.”

Por outro lado, quando o pasto é convertido em canavial, as populações de cupim e minhocas também são eliminadas, em decorrência da correção química do solo.

O solo nativo é ligeiramente ácido e os invertebrados e microrganismos estão adaptados para viver num ambiente de leve acidez. Como a cana precisa de um solo mais alcalino, a agroindústria introduz quantidades maciças de calcário – além de fertilizantes, herbicidas e pesticidas. “Isto torna o solo tóxico, especialmente para as minhocas”, diz Franco.

O resultado da correção química do solo e, posteriormente, da adubação química é a eliminação quase completa de toda a sua biodiversidade. Os poucos animais e microrganismos que poderiam se adaptar a um solo levemente alcalino são eliminados pelos agrotóxicos.

“Cerca de 90% da macrofauna do solo desapareceu. Em termos de grupos animais, perdeu-se 40%”, diz Franco. Ou seja, o solo dos canaviais é um solo extirpado de biodiversidade – e, em consequência, instável.

ENGENHEIROS DO SOLO

Cupins e formigas são os “engenheiros do solo”, observa Franco. Eles são importantes para manter sua estabilidade. Onde há mais animais a estabilidade do solo é maior. Decorre daí que menos animais significa menor estabilidade e, por conseguinte, maior risco de erosão.

Outra questão a ser contabilizada é a perda de carbono do solo. A ação de cupins e formigas faz com que partículas de carbono sejam encapsuladas em microagregados de argila ou areia e permaneçam protegidas da decomposição por microrganismos.

Já as minhocas estabilizam as partículas de carbono que passam pelo seu trato digestivo e que ficam igualmente encapsuladas, fora do alcance dos microrganismos.

A perda da macrofauna coloca em risco a estabilidade do solo e a sua capacidade de armazenar carbono, além de contribuir para a liberação de carbono na atmosfera.

O artigo de André L.C. Franco, Marie L.C. Bartz, Maurício R. Cherubin, Dilmar Baretta, Carlos E.P. Cerri, Brigitte J. Feigl, Diana H. Wall, Christian A. Davies Carlos C. Cerri, Loss of soil (macro)fauna due to the expansion of Brazilian sugarcane acreage, foi publicado em Science of the Total Environment.

UESC INAUGURA MICROCERVEJARIA NA SEXTA

A professora Ana Paula Uetanabro é uma das coordenadoras da pesquisa (foto Jonildo Glória)

A professora Ana Paula Uetanabro é uma das coordenadoras da pesquisa (foto Jonildo Glória)

Pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus, desenvolvem projeto voltado à produção daquela que é uma das paixões nacionais: a famosa loira gelada. Nesta sexta-feira (15), às 15 horas, no Laboratório de Microbiologia Aplicada, a instituição inaugura sua própria microcervejaria. A fábrica de cerva teve planta piloto estruturada a partir de dois projetos financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

Os projetos são coordenados pelos professores Mauro de Paula Moreira e Ana Paula Trovatti Uetanabro. Segundo eles, no Brasil existem poucos grupos acadêmicos dedicados à pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico da cerveja. A ideia deles é aproveitar a diversidade de ambientes encontrados na Bahia, o que proporciona boa variedade de frutas e micro-organismos utilizados na fermentação.

Os projetos da Uesc foram aprovados em 2011, no edital de apoio a Projetos em Temas Estratégicos de Inovação Tecnológica. Segundo a professora Ana Paula Uetanabro, existem hoje cerca de 300 microcervejarias no Brasil, ocupando um espaço ainda pequeno, mas em franco crescimento.

“Estas plantas cervejeiras de pequeno porte aportaram para o mercado um rol de cervejas exclusivas e diferenciadas, com vários tipos, texturas, aromas e sabores, se diferenciando, portanto, do padrão inculcado pelas grandes corporações”, comenta Ana Paula..








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