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:: ‘Pimenteira’

RECADASTRAMENTO BIOMÉTRICO

José Nazal || nazalsoub@gmail.com

 

Em maio, findo o prazo de novas inscrições e transferências, teremos o número real e em 7 de outubro, após divulgação oficial do resultado, poderemos conferir se o índice de abstenção continuará alto. Poderemos realmente ver o interesse do ilheense na escolha dos nossos governantes.

 

Ilhéus está entre os municípios escolhidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), obrigados a ter no pleito eleitoral desse ano votação obrigatória com o novo sistema de reconhecimento biométrico. Avanço!

Desde o ano de 2015 teve início o recadastramento, obrigando os eleitores a comparecer perante a Justiça Eleitoral para proceder a troca de título. Fiz o meu recadastramento em 2016, com toda tranquilidade, sem fila e sem estresse. Há cinco dias do prazo final para o comparecimento temos visto, em todos os locais oficiais utilizados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE), imensas filas, que começam a ser formadas na noite anterior de cada dia.

Consultando o sítio do TSE, encontramos os dados com o perfil dos eleitores de Ilhéus, com o número de 137.977 eleitores cadastrados conforme tabela de faixa etária elaborada com base nos dados encontrados:

Nos últimos dias a mídia vem noticiando que apenas 70% dos eleitores atenderam ao apelo legal para recadastramento oficial. Contesto esse número, explicando minhas razões.

A média de abstenção dos últimos dez pleitos eleitorais é de 25%, sendo que nos três últimos aumentou para 26,4%, considerando o número de eleitores novos, cadastrados antes de cada pleito. Nessa conta, em torno de um quarto do número de eleitores, deve ser considerado os falecidos, os que tem mais de setenta anos e estão desobrigados a votar, conta que é fechada com os que realmente se abstiveram, cada um com sua razão. O número de eleitores com mais de 70 anos é conhecido: 13.569; o número de mortos e dos obrigados que se abstiveram é impossível de calcular. O fato é que, normalmente, entre 95 e 100 mil eleitores comparecem para o escrutínio.

Desta, considerando os dados acima apresentados, minha opinião é que o número real de eleitores está em torno de 115 mil cadastrados. Vale ressaltar que é considerável o número de eleitores de Castelo Novo, Rio do Braço, Banco do Pedro, Banco Central, Pimenteiras e Inema, que são eleitores dos municípios de Uruçuca, Itajuípe e Coaraci. Muitos de Salobrinho também votam em Itabuna.

A informação obtida hoje junto ao TRE é que se aproxima de cem mil eleitores cadastrados, igual número do comparecimento do pleito de 2016. Em maio, findo o prazo de novas inscrições e transferências, teremos o número real e em 7 de outubro, após divulgação oficial do resultado, poderemos conferir se o índice de abstenção continuará alto. Poderemos realmente ver o interesse do ilheense na escolha dos nossos governantes.

José Nazal é vice-prefeito de Ilhéus, fotógrafo e memorialista.

INEMA, PIMENTEIRA E O PECADO DA GULA

Ricardo Ribeiro | ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br

 

A população, no entanto, ainda depende da prefeitura ilheense, porque há mais de 20 anos cometeu o pecado da gula. Caiu na tentação de Jabes…

 

Bem no comecinho da década de 80, houve um movimento para que os distritos de Inema e Pimenteira, pertencentes a Ilhéus, se unissem para virar um município independente. Foi um momento em que vários distritos da Bahia se emanciparam, a exemplo de Jussari, que à época pertencia a Itabuna. Inema e Pimenteira quiseram surfar na onda, mas a tentativa foi sufocada por um churrasco.

No dia marcado para o plebiscito, um belo domingo de sol, o então prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, realizou uma festa no litoral norte do município, com música e fartura de carne e bebida. Tudo à vontade, de graça (inclusive o transporte), exclusivamente para moradores de Pimenteira e Inema. A ideia, naturalmente, era boicotar o plebiscito, que de fato acabou não acontecendo por falta de eleitores. Caíram todos na armadilha jabista e, em função disso, os distritos continuam até hoje atrelados a Ilhéus.

Os citados distritos ficam a cerca de 80 quilômetros da sede e o acesso se dá por estradas muito ruins, o que faz a distância parecer maior. Devido à localização remota, serviços essenciais não são prestados aos moradores a contento, o que motiva queixas frequentes. A população, no entanto, ainda depende da prefeitura ilheense, porque há mais de 20 anos cometeu o pecado da gula. Caiu na tentação de Jabes…

A história do churrasco que fulminou o sonho emancipacionista dos distritos de Ilhéus vem à memória no momento em que o deputado estadual Gilberto Santana (PTN) suscita a possibilidade de mexer na geografia ilheense. Não para emancipar Inema e Pimenteira, mas para torná-los distritos de outro município: Coaraci.

Santana também defende que o bairro do Salobrinho seja transferido para Itabuna, o que não somente colocaria os supermercados Makro e Atacadão em território itabunense, como ainda reservaria a este município a Universidade Estadual de Santa Cruz.

As sugestões do deputado não foram bem aceitas pelos ilheenses, que invadiram o espaço de comentários do PIMENTA com a “faca nos dentes” a fim de defender seu território. Santana acabou bombardeado pelos leitores do blog e agora deve estar arrependido da hora em que expôs a ideia de esquartejar o mapa de Ilhéus.

 

Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do PIMENTA e também escreve no Política Et Cetera.






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