Suspeito de liderar quadrilha foi preso em Itacaré
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Um homem preso em Itacaré, nesta quinta-feira (11), durante a Operação Clean, usava um pequeno restaurante na cidade do sul da Bahia para lavagem do dinheiro que faturava com a venda de drogas no estado do Espírito Santo, conforme informou a Polícia Federal. Além do falso empresário, outras 12 pessoas foram detidas por suspeita de fazer parte da quadrilha.

De acordo com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo (FICCO/ES), responsável pela operação e investigações nos dois estados, o homem usava o restaurante para esconder os valores arrecadados com a atividade ilícita. Ele é acusado de ser o responsável pela distribuição, principalmente, de haxixe e ficava com o maior valor arrecadado com a comercialização da droga no Espírito Santo.

O homem usava o lucro com a venda de drogas para manter uma vida de luxo em Itacaré, segundo da FICCO/ES. A quadrilha foi descoberta com a apreensão de R$ 300 em posse de gari, em julho do ano passado, em Vitória (ES). Em apenas sete meses, os bandidos teriam movimentado cerca de R$ 4,2 milhões com a venda de drogas.

PF combate a grilagem de terra no sul e baixo sul da Bahia || Foto Divulgação
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A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram, nesta quarta-feira (3), em municípios do sul e baixo sul da Bahia, uma operação com o objetivo de combater crimes relacionados a fraudes registrais e à grilagem de terras da União. A Polícia Federal não informou se alguém foi preso durante a operação.

A Operação Chancelas cumpriu seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Maraú, Camamu e Cairu, expedidos pela Justiça Federal, com o objetivo de colher provas relacionadas aos fatos investigados, incluindo documentos físicos e dados armazenados em dispositivos eletrônicos.

As investigações tiveram início a partir de denúncias de irregularidades em registros imobiliários envolvendo áreas classificadas como terrenos de marinha e seus acrescidos, bens de propriedade da União. Apurou-se que as áreas eram indevidamente registradas como propriedades particulares, mediante a utilização de expedientes fraudulentos no âmbito de cartório de registro de imóveis.

No curso da investigação, foram identificados indícios da utilização de georreferenciamentos irregulares, de omissão deliberada da titularidade da União nas matrículas e de sucessivos desmembramentos de imóveis, com o objetivo de ampliar artificialmente áreas e de conferir aparência de legalidade à ocupação e à exploração econômica de terras públicas.

As apurações indicam que os registros fraudulentos viabilizaram a comercialização de áreas da União, inclusive em regiões de praia e de uso comum, causando prejuízos ao patrimônio público federal.

SPU cedeu área de 12 mil metros quadrados para construção de sede regional da PF || Foto José Nazal
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O Legislativo ilheense voltará a debater, nesta quarta-feira (27), a partir das 16h, a intenção do Ministério da Justiça e Segurança Pública de construir delegacia da Polícia Federal na área verde da Avenida Soares Lopes, como revelado pelo PIMENTA. A área de mais de 12 mil metros quadrados foi entregue à Pasta pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), do Governo Federal.

A convite do vereador Paulo Carqueija (PSD) e com a anuência do plenário da Casa, o fotógrafo e memorialista José Nazal, ex-vice-prefeito, participa da sessão desta quarta-feira (27). Na oportunidade, deve abordar obstáculos legais ao projeto, como as leis do Plano Diretor Municipal e a de Uso e Ocupação do Solo.

Ao PIMENTA, ele já afirmou que a legislação do município classifica a referida área como de interesse ambiental e, por isso, não estabeleceu parâmetros para a construção de prédios naquele espaço. “O projeto deverá ser questionado judicialmente”, disse o ex-vice-prefeito (leia mais aqui).

Em nota, município rechaça irregularidades na gestão de recursos da alimentação escolar || Foto Danilo Matos/Ilhéus24h
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A Prefeitura de Ilhéus rechaçou, em nota, a existência de irregularidades na execução de recursos da alimentação escolar na rede municipal de ensino, objeto de investigações da Operação Merenda Digna, deflagrada hoje (21) pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

De acordo com o governo municipal, a denúncia que deu origem às apurações foi formalizada na 1ª Vara Criminal de Ilhéus. “A Prefeitura, ao tomar conhecimento do feito, manifesta que referida denúncia possui, claramente, cunho político, utilizando-se do aparato investigativo contra uma gestão séria e comprometida com a população”, afirmou.

“Os documentos oficiais da administração vão comprovar, de forma inequívoca, que a denúncia não possui qualquer fundamento. Todo o processo licitatório, a execução dos contratos e a prestação de contas referentes à merenda escolar seguem estritamente a legislação vigente e aos ditames dos órgãos de controle interno e externo”, acrescentou a gestão municipal.

O contrato sob suspeita é de 2025, firmado em caráter emergencial, no valor aproximado de R$ 15,5 milhões, segundo a PF e a CGU. De acordo com a Prefeitura, a gestão colabora com as investigações e fornece todos documentos e dados solicitados pelas autoridades responsável pelo controle externo. “Essa colaboração continuará sendo prestada de forma irrestrita, certa de que, ao final do processo, a verdade prevalecerá”, assegurou.

Abaixo, leia a íntegra.

A Prefeitura Municipal de Ilhéus, por meio da Secretaria de Educação, vem a público prestar esclarecimentos a respeito da Operação Merenda Digna, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades na aplicação de recursos destinados à alimentação escolar no município.

Em primeiro lugar, reafirmamos que a atual gestão sempre pautou suas ações pelos mais rigorosos princípios da transparência, da legalidade e do respeito ao dinheiro público. A alimentação escolar é uma prioridade absoluta desta administração, tratada com seriedade, responsabilidade e com todos os controles exigidos pelos órgãos de fiscalização.

A referida operação teve origem em uma denúncia formalizada na 1ª Vara Criminal de Ilhéus. A Prefeitura, ao tomar conhecimento do feito, manifesta que referida denúncia possui, claramente, cunho político, utilizando-se do aparato investigativo contra uma gestão séria e comprometida com a população.

Vale destacar que a Prefeitura de Ilhéus, desde o primeiro momento, tem colaborado integralmente com as investigações, fornecendo todos os documentos, informações e esclarecimentos solicitados pelas autoridades competentes. Essa colaboração continuará sendo prestada de forma irrestrita, certa de que, ao final do processo, a verdade prevalecerá.

Os documentos oficiais da administração vão comprovar, de forma inequívoca, que a denúncia não possui qualquer fundamento. Todo o processo licitatório, a execução dos contratos e a prestação de contas referentes à merenda escolar seguem estritamente a legislação vigente e aos ditames dos órgãos de controle interno e externo.

Por fim, a Prefeitura confia plenamente na Justiça e acredita que, após a devida apuração, ficará demonstrada a lisura de todos os atos praticados. Ao denunciante, restará a lei no sentido punitivo, mas também a que resguarda a honra de uma administração séria, honesta e comprometida com as crianças e jovens da rede municipal de ensino. Temos compromisso com a verdade, transparência e legalidade.

Ilhéus-BA, 21 de maio de 2026.

Prefeitura de Ilhéus

Polícia Federal e CGU investigam contrato de R$ 15,5 milhões da merenda escolar em Ilhéus || Foto PF/Divulgação
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Nesta quinta-feira (21), a Polícia Federal e a Controladora-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Merenda Digna em Ilhéus. De acordo com a PF, são investigadas possíveis desvios da ordem de R$ 1,7 milhão de recursos da alimentação destinada ao público escolar do município sul-baiano.

Desde as primeiras horas desta quinta-feira, são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em endereços de servidores públicos, de empresários e de empresas em Ilhéus, Itagimirim, Camaçari e Lauro de Freitas em investigações iniciadas em 2025, conforme a Polícia Federal. o contrato total é de R$ 15,5 milhões.

“As apurações apontam suspeitas de direcionamento da contratação, de conluio entre as empresas participantes, além de sobrepreço estimado em mais de R$ 1,7 milhão”, informa a corporação, que não apontou em qual período ocorreram as supostas irregularidades.

SOBREPREÇO

Ainda segundo a Polícia Federal, vários “itens de merenda escolar foram contratados pelo município por valores superiores aos praticados no varejo, embora, em razão da aquisição em grande escala, os preços contratados deveriam ser inferiores aos usualmente comercializados”.

A decisão que autorizou o cumprimento dos mandados de busca foi deferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Ilhéus, após representação da Polícia Federal e parecer favorável do Ministério Público Estadual (MP-BA).

Os investigados poderão responder pelos crimes de contratação direta ilegal, de frustração do caráter competitivo do processo licitatório, de associação criminosa e de corrupção passiva e ativa.

Como seria um prédio da PF na Soares Lopes, segundo imagem de inteligência artificial divulgada nas redes sociais
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Agora é oficial. A União formalizou o termo de entrega de área de 12.560,80 metros quadrados na Avenida Soares Lopes, em Ilhéus, para a construção da nova sede regional da Polícia Federal. O PIMENTA, que relevou a destinação do terreno para a PF, obteve o extrato do ato administrativo publicado nesta terça-feira (19).

Responsável pela PF, o Ministério da Justiça e Segurança Pública é o beneficiário formal do termo, que estima o valor da área em R$ 5.035.875,93.

De acordo com o Governo Federal, a medida encontra fundamento no artigo 79 do Decreto-Lei nº 9.760/1946. O dispositivo atribui à Secretaria do Patrimônio da União (SPU) “competência privativa para a entrega de imóvel para uso da Administração Pública Federal direta”.

A área em questão é considerada de marinha acrescida, pois foi formada pelo acúmulo de sedimentos após a construção do Porto Internacional de Ilhéus, inaugurado em 1971.

NAZAL: TENDÊNCIA É DE QUESTIONAMENTO NA JUSTIÇA

Legislação veta esse tipo de obra na área verde da Avenida, alerta Nazal

O Plano Diretor de Ilhéus define a área verde da Avenida Soares Lopes, onde a Polícia Federal pretende construir um prédio, como Zona Especial de Interesse Ambiental, conforme explicou ao PIMENTA o fotógrafo e memorialista José Nazal, ex-vice-prefeito e ex-secretário da extinta Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável.

“A Lei de Uso e Ocupação do Solo não tem parâmetros urbanísticos que permitam construção [de um prédio naquela área]”, acrescentou.

Nazal também chamou atenção para o fato de o Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, erguido na área verde da Soares Lopes, ter sido edificado em 1998, antes da existência do Plano Diretor, criado em 2006, e da Lei de Uso e Ocupação do Solo, de 2015. “O projeto deverá ser questionado judicialmente”, prevê.

VALDERICO FOI CONTRA PROJETO SEMELHANTE DO MP-BA

Quando o beneficiário de área para construção de prédio na Soares Lopes foi o Ministério Público da Bahia, em 2025, o prefeito Valderico Junior (UB) se posicionou contra a iniciativa e manifestou essa posição diretamente ao chefe do MP-BA, o procurador-geral de Justiça Pedro Maia.

Agora, há expectativa em torno do posicionamento do gestor sobre o projeto semelhante da PF. O PIMENTA entrou em contato com a gestão municipal e aguarda retorno.

SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA 

Após a matéria do PIMENTA que revelou a destinação de área da Soares Lopes para a nova sede regional da PF, 28 grupos da sociedade civil organizada assinaram nota pública contra o projeto (relembre).

Daniel (à esq.) e o pai, Henrique Vorcaro, preso nesta quinta (14)
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O empresário Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso na manhã desta quinta-feira (14) pela Polícia Federal (PF), na 6ª fase da Operação Compliance Zero. Agentes da corporação também estão entre os alvos da ação.

A corporação informou, em nota, que o objetivo da operação é aprofundar as investigações de organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.

Policiais federais cumprem, ao todo, sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.

Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e bloqueio de bens.

Ainda de acordo com a PF, estão sendo investigados os crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

COMPLIANCE ZERO

Na 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na última quinta-feira (7), policiais federais cumpriram um mandado de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, está entre os investigados.

Já na 4ª fase, deflagrada em 16 de abril, foram presos, em caráter preventivo, o ex-presidente do banco público do Distrito Federal Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do esquema fraudulento montado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que está detido desde o início de março.

Nas quatro primeiras fases da Compliance Zero, a PF cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis unidades federativas (Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo).

A pedido da própria corporação e do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro ou o bloqueio de bens patrimoniais de suspeitos até o limite de R$ 27,7 bilhões e o afastamento dos investigados de eventuais cargos públicos. Da Agência Brasil.

Ex-ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira é alvo de buscas da 5ª fase da Operação Compliance Zero || Foto Lula Marques/ABr.
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Policiais federais cumprem desde o início da manhã desta quinta-feira (7) um mandado de prisão temporária e dez de buscas e apreensão na 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, está entre os investigados.

De acordo com a PF, as ações autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrem nos estados do Piauí, de São Paulo, de Minas Gerais e no Distrito Federal.

A decisão do STF autorizou, ainda, o bloqueio de bens, de direitos e de valores no valor de R$ 18,85 milhões.

A operação de hoje objetiva aprofundar investigações sobre um esquema de corrupção, de lavagem de dinheiro, de organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, informou a PF.

NOTA DA DEFESA

Em nota divulgada esta manhã, a defesa do senador Ciro Nogueira “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.

Diz ainda que “reitera o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”.

“Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, completa.

A nota é assinada pelos advogados Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França.

COMPLIANCE ZERO

Na 4ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 16 de abril deste ano, foram presos, em caráter preventivo, o ex-presidente do banco público do Distrito Federal Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do esquema fraudulento montado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que está detido desde o início de março.

Nas quatro primeiras fases da Compliance Zero, a PF cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis unidades federativas (BA, DF, MG, RJ, RS e SP). A pedido da PF e do Ministério Público (MP), a Justiça determinou o sequestro ou o bloqueio de bens patrimoniais de suspeitos até o limite de R$ 27,7 bilhões e o afastamento dos investigados de eventuais cargos públicos. Da Agência Brasil.

Uldurico Júnior é alvo de operação da Polícia Federal || Foto Divulgação
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Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta terça-feira (14), em Salvador e em Teixeira de Freitas, no extremo-sul da Bahia. De acordo com a Polícia Federal, a operação investiga uma possível aliança entre o candidato a prefeito da cidade em 2024, Uldurico Júnior, e chefes de facções criminosas custodiados em presídios da Bahia.

Ainda de acordo com a polícia, a possível aliança entre o candidato e os chefes de facções teria acontecido no ano de eleições municipais.

O político já foi eleito deputado federal duas vezes. A primeira, em 2014, pelo PTC, e a segunda em 2018, pelo PPL. Em 2020, foi candidato a prefeito de Porto Seguro, mas não levou o pleito. Em 2022, foi suplente do cargo de deputado federal pelo MDB.

Nas últimas eleições, em 2024, concorreu ao cargo de prefeito de Teixeira de Freitas, pelo MDB, mas não foi eleito.

Durante o cumprimento do mandado, foram apreendidos celulares, notebooks, dispositivos eletrônicos de armazenamento de dados e anotações em meios físicos.

Caso seja comprovado, as condutas caracterizam os crimes de corrupção eleitoral, organização criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva. Informações do G1-BA.

Operação Artemis cumpre mandados de prisão na Bahia, em outros estados e na Bolívia || Foto Divulgação
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A Polícia Federal prendeu 77 pessoas na nova fase da Operação Artemis, deflagrada na Bahia e em outros estados do país. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (13). A ação teve como alvo foragidos da Justiça envolvidos em crimes violentos e ligados a facções criminosas.

De acordo com a Polícia, os investigados eram procurados por homicídios, latrocínios, tráfico de drogas e atuação em organizações criminosas. As prisões foram resultado de ações de inteligência executadas entre fevereiro e abril, com participação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (Ficco/BA) e equipes de outros estados.

Na Bahia, os agentes cumpriram mandados de prisão em Salvador, Feira de Santana, Jequié, Camaçari, Vitória da Conquista, Guanambi, Itapetinga, Ipiaú, Cruz das Almas, Santo Amaro, Canavieiras, Sento Sé e Alagoinhas. Também houve prisões em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Ceará e Tocantins.

Um dos alvos foi localizado na Bolívia. A Polícia Federal não divulgou a identidade do preso nem o local exato da captura ou o crime investigado. Segundo a corporação, líderes de facções costumam fugir para outros estados para evitar a prisão, mas continuam comandando crimes a distância. Parte da operação teve como foco localizar suspeitos baianos que atuavam fora do estado.

Como seria um prédio da PF em plena Soares Lopes, segundo imagem de inteligência artificial divulgada nas redes sociais
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Após a notícia de que a Secretaria do Patrimônio da União destinou área da Avenida Soares Lopes, em Ilhéus, para a construção de nova sede da Delegacia da Polícia Federal, conforme revelado pelo PIMENTA na última segunda-feira (6), 28 organizações da sociedade civil organizada divulgaram nota pública. Sem citar especificamente o ato administrativo da SPU, afirmam que a sociedade ilheense já rejeitou a construção de grandes edificações na área verde da Soares Lopes, por meio de consulta popular, em 2022.

Segundo as entidades, o Minipúblico Orla Viva reuniu mais de 1.500 contribuições e definiu diretrizes claras para o uso da área de marinha acrescida, que tem 61 hectares. Entre os consensos, está a rejeição à construção de grandes edificações institucionais, como fóruns e centros administrativos, por serem incompatíveis com a vocação ambiental, turística e paisagística da orla.

A nota enfatiza que a área é ambientalmente sensível e resultado de processos de acreção sedimentar, o que exige planejamento técnico e integrado. As organizações defendem a elaboração de um projeto urbanístico único para toda a orla, com foco em uso público, preservação ambiental, lazer e adaptação às mudanças climáticas.

RESPEITO

As entidades afirmam que ignorar as deliberações do Minipúblico enfraquece a participação social e compromete a confiança nas instituições. O documento também pede a suspensão de iniciativas isoladas até a definição de um plano integrado para a área e reforça a necessidade de transparência e respeito à decisão coletiva da população.

A nota é assinada por 28 organizações da sociedade civil, entre elas o Instituto Nossa Ilhéus (INI), Movimento Preserva Ilhéus, Instituto Baía do Pontal (IBP-I), Teatro Popular de Ilhéus (TPI), Associação de Turismo de Ilhéus (Atil), Associação de Moradores do Rio do Engenho (Amore), Associação Náutica de Ilhéus (ANI), Instituto Floresta Viva (IFV) e o Núcleo de Estudos e Intervenções nas Cidades da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), além de entidades de alcance nacional e de outros estados. LEIA AQUI.

Área faz parte de zona de marina acrescida, segundo portaria || Foto PIMENTA
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Do PIMENTA

A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) entregou área de 12.560,80 metros quadrados da Avenida Soares Lopes, em Ilhéus, para a construção de nova Delegacia da Polícia Federal. O órgão do Governo Federal publicou o ato administrativo na edição desta segunda-feira (6) do Diário Oficial da União.

O imóvel pertence à União e inclui terreno acrescido de marinha, sem edificações, criado pelo assoreamento da Soares Lopes após a construção do Porto Internacional de Ilhéus, inaugurado em 1970.

O documento estabelece que o uso do terreno deverá ser confirmado no prazo de até dois anos após a assinatura do termo de entrega. Caso o imóvel não seja utilizado para a finalidade prevista nesse período, a autorização poderá ser revista.

A Portaria SPU/MGI nº 2.864/2026 determina ainda que a Superintendência tem prazo de 30 dias para assinar o termo de entrega junto à Superintendência do Patrimônio da União na Bahia. O descumprimento pode levar à revogação da medida.

A Polícia Federal também terá que obter todas as licenças, autorizações e alvarás necessários para a execução do projeto, além de cumprir as exigências ambientais e legais.

POLÊMICA E RECUO

A SPU promoveu ato semelhante em 2025, quando autorizou construção de nova sede da Promotoria Regional do Ministério Público da Bahia em área verde da Soares Lopes. Mas, após reação negativa da sociedade civil organizada e da gestão municipal, o projeto terminou arquivado.

Operação Tambuatá investiga pagamentos de R$ 29 milhões da Prefeitura de Serrinha || Foto Reprodução
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A Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal deflagraram, nesta quarta-feira (1º), a Operação Tambuatá para interromper a atuação de um grupo suspeito de desviar recursos públicos da Prefeitura de Serrinha. As investigações envolvem verbas de precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

A apuração teve início após análise de um processo licitatório. A CGU identificou exigências consideradas ilegais nos editais, que teriam favorecido a empresa contratada e possibilitado o desvio de recursos públicos. Segundo os investigadores, a empresa recebeu mais de R$ 29 milhões entre 2017 e 2024 por meio de aditivos contratuais sucessivos. Os contratos envolviam a locação de veículos para o município e o fornecimento de carros-pipa.

As investigações também apontam suspeitas na execução contratual. Entre as irregularidades estão a prorrogação do contrato por cinco vezes, ultrapassando o limite legal, além de pagamentos sem cobertura de contrato. Há indícios ainda de uso de notas fiscais supostamente frias, pagamento por veículos com motorista que estariam sendo conduzidos por servidores da Prefeitura e manipulação de dados para inflar preços.

Durante a operação, os agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão nas cidades de Araci, Feira de Santana, Salvador, Santaluz e Serrinha. A ação contou com a participação de cerca de 50 policiais federais e 10 auditores da CGU.

Policiais cumprem mandados em cidades baianas || Foto Divulgação/MP-BA
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Uma operação deflagrada após descoberta de organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e de armas e lavagem de dinheiro cumpriu 33 mandados de prisão e de busca e apreensão nesta terça-feira (31) no sul da Bahia e outras regiões do estado e do país. A Operação Midas foi deflagrada de forma integrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Ilhéus-BA (Ficco/Ilhéus), composta pela Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal.

De acordo com o MP-BA, os mandados estão sendo cumpridos nos municípios de Camacã, Itabuna, Salvador, Irecê, Luís Eduardo Magalhães, Serrinha, Senhor do Bonfim e Andorinha. Mandados são cumpridos, ainda, em São Paulo, Rio de Janeiro, Unaí (MG), Petrolina (PE) e Aracaju (SE).

O ELO RIO DE JANEIRO-BAHIA

Investigações iniciadas há mais de dois anos no município de Camacan, no sul da Bahia, segundo o Ministério Público Estadual, permitiram identificar a ramificação da organização criminosa em diversos municípios baianos e em outros estados da federação.

Segundo o MP, ficou constatada a remessa de grande quantidade de drogas e armas do estado do Rio de Janeiro para a Bahia. Em sentido inverso, verificou-se o envio de dinheiro e maconha beneficiada (moonrock e haxixe) da Bahia para o Rio de Janeiro.

TRÊS GRANDES FAZENDAS

Ainda no decorrer das investigações, foram localizadas três grandes fazendas destinadas ao cultivo de maconha no interior do município baiano de João Dourado, com plantio de variedade geneticamente modificada para obtenção de elevado teor de THC, principal componente psicoativo da droga. As áreas contavam com tecnologia e sistema de irrigação permanente, possibilitando a realização de até três colheitas ao longo de um ano.

Numa das fazendas, também foi identificado um laboratório equipado com máquinas importadas, utilizado para o processamento da droga, especialmente voltado à produção do tipo conhecido como “moonrock” e haxixe, produtos de maior valor agregado no mercado ilícito, posteriormente remetido para outros estados do país, como o Rio de Janeiro.

Policiais cumprem mandados de busca e apreensão e prisão em Itabuna e Entre Rios || Foto PF/Divulgação
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A Polícia Federal e o Ministério Público Estadual (MP-BA) cumprem dois mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão em Itabuna e Entre Rios em uma nova operação que combate esquemas de fraudes contra instituições bancárias, principalmente a Caixa Econômica Federal.

Investigações apontam a tomada de diversos empréstimos por meio de contas bancárias fraudadas, os quais causaram um prejuízo que ultrapassa os R$ 500 mil para as instituições. As apurações, que tiveram o apoio da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção a Fraude (Cefra), da Caixa Econômica Federal, detectaram que foram abertas 17 contas bancárias em agências das cidades de Conceição do Coité, Prado, Valença e em São Paulo, com a utilização de documentos falsos, tendo o único intuito de obter recursos através de empréstimos fraudulentos.

A Polícia Federal passou a seguir o destino dado ao dinheiro que entrava nas contas bancárias abertas com documentos falsos e identificou parte do grupo beneficiado com as fraudes. Os mandados de prisão e busca e apreensão cumpridos hoje foram expedidos pela 17ª Vara Federal da Seção Judiciária de Salvador.

AMENDÔA NEGRA

Segundo a PF, o nome da operação foi escolhido em razão da associação simbólica com o processo de ocultação, característica marcante da atuação do grupo investigado. A amêndoa, apesar de possuir um interior claro e vulnerável, é protegida por uma casca rígida e escura, que dificulta seu acesso.

Essa metáfora, explica a Polícia Federal, representa, no contexto criminal, o modo como a organização estruturou suas fraudes bancárias: utilizando camadas de dissimulação, contas de passagem, laranjas e mecanismos artificiais de proteção para ocultar a origem e o destino dos valores ilícitos. Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.