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:: ‘política’

O NOME DELA É…

Jerbson e Jeniffer, futura superintendente de Cultura

Guindado pelo prefeito Mário Alexandre ao posto de secretário de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Urbanismo, o vereador licenciado Jerbson Moraes deverá reforçar o orçamento familiar com a nomeação da esposa, Jeniffer de Jesus, como superintendente de Cultura de Ilhéus. É o que noticia o bem informado Blog do Gusmão.

Jeniffer já desempenhava função na Secretaria de Cultura – pasta extinta pelo prefeito neste mês, transformando-a em apêndice do Turismo. No antigo cargo, Jeniffer recebia R$ 3.800,00. Com a mudança, terá upgrade duplo: de cargo e bufunfa, que saltará para R$ 8.000,00.

Há quem queira melar o acordado. Sem entrar no mérito da qualificação da jovem para o cargo, sabe-se que há resistências, entre os vereadores, à promoção da família. Porém, Marão já bateu o martelo, segundo o site. Aguarda-se a nomeação de Jeniffer no Diário Oficial para os próximos dias.

CAMAMU: TSE CASSA PREFEITA IONÁ QUEIROZ POR 6 A 1

Prefeita de Camamu, Ioná Queiroz foi cassada pelo TSE há pouco

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram indeferir, na sessão desta terça-feira (4), o registro de candidatura da prefeita de Camamu (BA), Ioná Queiroz Nascimento (PT). A Corte considerou que ela não poderia ter se candidatado nas Eleições de 2016, pois, na data do pleito daquele ano (2 de outubro), ainda estava inelegível em virtude de condenação por abuso de poder econômico na campanha eleitoral de 2008. O TSE ainda determinou a realização de nova eleição no município, a partir da publicação do acórdão.

A decisão de hoje foi dada na análise de recurso especial eleitoral interposto pela coligação Trabalho e Compromisso (PRB/PP/PMDB/PSL/PR/PEN/PSB/SD/PROS/PSC), pedindo a cassação do registro da candidata. Por maioria de votos, o Plenário do TSE entendeu que o prazo de oito anos de inelegibilidade imputado a Ioná vigorou até 5 de outubro de 2016, ou seja, até depois do primeiro turno do pleito, ocorrido três dias antes. Por essa razão, ela não poderia ter tido seu registro de candidatura deferido pelo Tribunal Regional baiano (TRE-BA).

JULGAMENTO

O julgamento do caso pelo Plenário do TSE foi retomado na sessão desta terça com o voto-vista do ministro Og Fernandes, que acompanhou a conclusão do relator do recurso, o então ministro Admar Gonzaga, pelo indeferimento do registro de candidatura de Ioná.

“Na linha da jurisprudência deste Tribunal, considero que, a partir das Eleições de 2014, a hipótese de inelegibilidade já mencionada alcança os condenados por abuso de poder econômico, tanto em Aije [Ação de Investigação Judicial Eleitoral] quanto em Aime [Ação de Impugnação de Mandato Eletivo], tal como acontece na espécie”, destacou Og Fernandes.

Em 21 de setembro de 2018, o ministro Admar Gonzaga afastou a alegação de que haveria aleatoriedade na aplicação da regra dos oito anos de inelegibilidade pela Justiça Eleitoral. Na ocasião, o ministro destacou que, conforme a Súmula nº 19 do TSE, o prazo de incidência da inelegibilidade deve ser contado “a partir da data da eleição em que ela se verificou”, devendo se encerrar “no dia de igual número no oitavo ano seguinte”. Após o voto do relator provendo o recurso – no que foi seguido pelos ministros Edson Fachin e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto –, o ministro Alexandre de Moraes solicitou vista do processo para melhor exame.

Na sessão de 13 de março deste ano, Moraes apresentou voto divergente, por entender que a decisão do TRE da Bahia, que concedeu o registro de candidatura a Ioná Queiroz, não merece reparo. Ele salientou que, em razão de as datas das eleições serem fixadas na Constituição Federal no primeiro e no último domingo de outubro, não se pode permitir que a inelegibilidade de cidadão, que tem a duração máxima de oito anos, possa, na prática, perdurar por mais tempo. Em seguida ao voto proferido por Moraes, o ministro Jorge Mussi votou com o relator e o ministro Og Fernandes pediu vista dos autos.

Na sessão de hoje, a presidente da Corte, ministra Rosa Weber, também seguiu o mesmo entendimento do relator da matéria. O placar final foi de 6 votos a 1 pelo indeferimento do registro de candidatura da prefeita de Camamu e a consequente realização de um novo pleito no município.

FERNANDO GOMES E O JORNALISMO POLÍTICO

Marco Wense

 

 

Nos bastidores do fernandismo, a opinião quase unânime é que Fernando só sai candidato com o endosso e aval do governador Rui Costa (PT), hoje seu aliado.

 

A incerteza sobre a candidatura do prefeito Fernando Gomes, na disputa eleitoral de 2020, aumenta a presença do “se” na análise política.

Todo comentário em relação ao processo sucessório, enquanto perdurar essa dúvida, se Fernando vai ou não atrás do sexto mandato como alcaide de Itabuna, fica inconsistente.

A declaração do próprio Fernando, de que não será candidato, não é levada a sério. Em 2016, quando morava em Vitória da Conquista, falou a mesma coisa. Chamaram ele e deu no que deu: prefeito de Itabuna por cinco mandatos.

Agora, toda a análise política tem que ser precedida pelo “se”. Ou seja, se Fernando sair candidato, o cenário é outro, muda completamente, da água para o vinho, como diz a inquestionável sabedoria popular.

Em que pese a preocupante rejeição apontada nas pesquisas, ainda é considerado um adversário difícil, que não pode ser subestimado e nem tratado com desdém.

Nos bastidores do fernandismo, a opinião quase unânime é que Fernando só sai candidato com o endosso e aval do governador Rui Costa (PT), hoje seu aliado.

O secretário de Administração, Dinailson Oliveira, mais conhecido como Son Gomes, continua trabalhando para se viabilizar eleitoralmente. Pelo empenho, parece que tem privilegiadas informações de que o tio está fora da disputa.

Correligionários mais próximos do médico Antônio Mangabeira, prefeiturável do PDT, torcem para que Fernando saia candidato. Acham que com FG no pleito, o nome de Mangabeira fortalece, passa a ser o verdadeiro representante do antifernandismo.

Pois é. Enquanto a incerteza sobre a candidatura de Fernando Gomes permanecer, a análise política fica na dependência do “se”.

P.S.: Fernando Gomes ainda continua sem legenda. O PSD, com a filiação do ex-tucano Augusto Castro, já está descartado. O PP tem como prefeiturável Eric Ettinger Júnior, provedor da Santa Casa de Misericórdia. Resta agora o PR. Se Eric aceitar ser o vice de Fernando, a possibilidade do prefeito ir para o PP aumenta.

Marco Wense é articulista político.

A LIDERANÇA DE RUI COSTA UNE OS GOVERNADORES NORDESTINOS

Josias Gomes

 

 

Neste intercâmbio entre os Estados do Nordeste, ficou provada a nossa força e de como juntos podemos transformar a política local e nacional através de ações inovadoras de grande impacto para a economia e o bem coletivo.

 

 

Muito se fala em fazer uma nova política no Brasil. Podemos afirmar que o Nordeste vem sendo vanguarda e exemplo de como implantar ações práticas que fortalecem os Estados e gerem uma melhor qualidade de vida para os cidadãos.
Durante um longo período do nosso país, a região Nordeste foi praticamente esquecida pelo governo federal e dominada por coronéis como Magalhães e Sarneys.

Só que o Nordeste é imensamente rico, em todos os aspectos, para submeter-se ao chicote da tirania e à negligência de presidentes avessos à nossa região.

A mudança irreversível começou na virada do Século XXI, quando os partidos de esquerda começaram a fortalecer a base que faria parte de uma revolução política eleitoral, culminando na eleição do presidente nordestino Luís Inácio Lula Livre da Silva.

O Governo Federal recolocou o Nordeste no mapa do Brasil e apoiou incondicionalmente o protagonismo nordestino.
Muitas vezes, por ignorância, os sulistas acreditam que o Nordeste vive de festas e Bolsa Família. Ledo engano. Somos muito mais do que o Bolsa Família (programa essencial e transformador).

Talvez nenhuma região do país teve a capacidade de combinar tão bem políticas públicas e sociais com obras de infraestrutura quanto o Nordeste.

Sabíamos que depois do Golpe I, contra a presidenta de Dilma, e o Golpe II, com a prisão do Lula, o que infelizmente desembocou na vitória do presidente despreparado e xenófobo, o Nordeste, que foi a maior resistência com o ELE NÃO, sofreria uma grande perseguição contra o seu povo, a sua revolução econômica, cultural e política.

Neste contexto político da nossa recente História, os governadores do Nordeste não permaneceram de braços cruzados.
Primeiro utilizaram da diplomacia para dialogar com o Governo Federal.

Foram recebidos sem a mínima reciprocidade por membros do desgoverno. Fato que ligou mais uma luz de alerta para o Nordeste.

Nos momentos de dificuldades é que notamos a capacidade de um líder se reinventar.

Diante da conjuntura adversa, os governadores nordestinos criaram o Consórcio Nordeste.

Fatal!

Uma virada espetacular dos governadores nordestinos para contornar a perseguição do Bozo e sua laia.
Podemos dizer que esta importante união dos estados nordestinos foi o início da segunda fase que irá revolucionar o modelo de gestão da nossa região.

O companheiro Rui, com a sua conhecida habilidade política, lidera o bloco dos governadores que estão dispostos a, de fato, a escrever uma nova política para o Brasil.

Em entrevista concedida à revista Carta Capital, Rui deu um exemplo perfeito da efetividade e ganhos que a parceria promove:

“Poderemos até fazer licitações com fornecedores internacionais. Acreditamos que o consórcio vai permitir aos Estados superar este momento de dificuldades do país. Faremos mais com menos, além de compartilhar ações efetivas”.

O Consórcio Nordeste atende a uma importante exigência da sociedade: a transparência dos processos licitatórios e afins.

Rui esclareceu este ponto que comprova o compromisso dos gestores na lisura com a coisa pública.

“Todos os processos de licitação serão eletrônicos, que permitirão a participação de fornecedores de qualquer parte do Brasil ou do exterior. A fiscalização ficará a cargo dos Tribunais de Contas. Serão nove órgãos de controle envolvidos na análise dos contratos, o que aumenta a transparência. Iniciamos conversas com a Advocacia-Geral da União e com a Controladoria-Geral da União. Eles estão entusiasmados, querem participar, contribuir. Quanto mais gente envolvida, melhor será”.

Neste intercâmbio entre os Estados do Nordeste, ficou provada a nossa força e de como juntos podemos transformar a política local e nacional através de ações inovadoras de grande impacto para a economia e o bem coletivo.

Parabenizo a todos os governadores do Nordeste e desejo vida longa a este Consórcio que é revolucionário e dá ao nosso povo o respeito e a dignidade que ele merece.

Desejo todo sucesso do mundo ao companheiro Rui Costa que, sem dúvidas, é o líder ideal para fazer do Nordeste uma referência para o Brasil.

Josias Gomes é deputado federal licenciado e secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia.

A POLÍTICA MINÚSCULA

Marco Wense

 

Fico a imaginar a imagem do Brasil lá fora, lá nos estrangeiros, como diz o povão de Deus. Dois ex-presidentes presos, troca de acusações entre os Poderes da República, declarações desastrosas de gente do primeiro escalão do governo Bolsonaro e o cotidiano noticiário da corrupção.

 

 

A primeira preocupação com a prisão de Michel Temer foi em relação ao trâmite da reforma Previdenciária nas duas Casas do Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados e Senado da República.

Se o MDB, legenda do presidiário Temer, iria causar problemas ao governo Bolsonaro como forma de vingar do calabouço a que será submetido o ex-presidente. Se os parlamentares do emedebismo, mais especificamente os temistas, ficariam rebeldes e incontroláveis.

Mas logo perceberam que o MDB não era o ponto principal no tocante às reformas que o governo Bolsonaro pretende aprovar no Parlamento, cuja tradição é a política do toma lá, dá cá.

Quem passou a assumir a preocupação maior foi o também preso Moreira Franco, ex-governador do Rio de Janeiro e político influente da era temista no Palácio do Planalto.

E agora? É a pergunta entre os senhores parlamentares, se referindo ao fato de que Moreira Franco é sogro de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, que tem a prerrogativa regimental de pautar os projetos.

Outro detalhe é que o PT, pelo menos até ontem, foi a única legenda que condenou o ato da Polícia Federal, obviamente com o aval de Sérgio Moro, ministro da Justiça e da Segurança Pública. O PT emitiu uma nota se posicionando contra a prisão de Michel Temer. Só faltou a palavra solidariedade.

Teremos o “Lula Livre” e o “Temer Livre” disputando quem vai ser solto primeiro, se a maior liderança do petismo ou o articulador-mor do impeachment de Dilma Rousseff.

A prisão de Temer joga um balde de água fria no discurso de que a Justiça está perseguindo Lula. Só falta a prisão de Aécio Neves para que a água fique mais gelada. O ex-presidenciável tucano parece imune diante dos rigores da lei, do “dura lex, sed lex”.

Fico a imaginar a imagem do Brasil lá fora, lá nos estrangeiros, como diz o povão de Deus. Dois ex-presidentes presos, troca de acusações entre os Poderes da República, declarações desastrosas de gente do primeiro escalão do governo Bolsonaro e o cotidiano noticiário da corrupção.

Pois é. Eles, os políticos, os com “p” minúsculo, simulacros de homens públicos, contam com a sorte de ter um povo pacífico e acomodado, sem vontade de “arrancar” suas orelhas.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

FÉLIX COBRA ESFORÇOS DO GOVERNO FEDERAL PARA MANTER FÁBRICA DA FORD NA BAHIA

Félix Jr. cobra esforços do Governo Bolsonaro por fábrica na Bahia || Foto Lúcio Júnior

Coordenador da bancada baiana no Congresso, o deputado federal Félix Jr. (PDT-BA) disse que o Governo Federal vai precisar tratar com muito cuidado a questão da fábrica da Ford, desenvolvendo os esforços necessários para a manutenção da unidade da montadora americana no Polo Industrial de Camaçari.

“A Ford e toda a sua cadeia de empresas sistemistas – fábricas que se instalaram no Polo Industrial em função da montadora americana – são de importância fundamental para a economia do nosso estado, principalmente na geração de emprego. Qualquer movimento contrário a esse funcionamento pode representar um grande baque na nossa economia”, disse Félix.

O Complexo Industrial Ford Nordeste gera hoje, segundo Félix, mais de 7,7 mil empregos diretos, além de 77 mil postos de trabalho indiretos. “Junto com os empregos, o estado foi beneficiado com a melhoria da infraestrutura nas áreas de transporte, educação, saúde e comunicação”, aponta o deputado.

REUNIÃO

O alerta acontece após uma reunião entre o secretário de Produtividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, e dirigentes da Ford na última sexta-feira (8) para tratar de assuntos relacionados ao fechamento fábrica de caminhões da montadora americana em São Bernardo (São Paulo).

Na reunião, o secretário teria dito que a unidade da Ford, em Camaçari, continuará recebendo incentivos tributários federais, além da prorrogação do regime especial automotivo do Nordeste, “até 2025”. A declaração foi interpretada como uma ameaça velada de retirada de incentivos, embora o Governo Federal negue qualquer intenção neste sentido.

O PAPEL DA ESQUERDA PÓS-ELEIÇÕES DE 2018

Domingos Leonelli

 

 

Se o marketing político e a propaganda de modo geral já possuíam muito dessa unilateralidade, pois trabalharam com informações sem contraposição no momento em que são veiculadas, o novo webmarketing é ainda mais unilateral.

 

A sociedade moderna já revolucionou a militância política em termos de comunicação digital. Além das discussões políticas pelo Facebook, das mobilizações convocadas pelo zap, proliferaram-se também os sites e blogs políticos de variadas tendências políticas que em grande medida superam jornais, revistas e até canais de rádio e TV. Informações e opiniões são atualizadas por minuto e, quem acompanha pelo celular ou pelo computador os blogs e sites de notícias, praticamente não vê nada de novo nas notícias noturnas de TV e rádio, ou jornais da manhã.

Para o bem ou para o mal, milhões de pessoas são emissores e receptores de informação e opinião políticas.
Assim, é que no terreno instrumental a política já esta inteiramente “up to date”. Mesmo os acertos, as fofocas e os conchavos são, em grande parte, revelados por sites especializados.

E ainda tem as fake news que, de certa forma, são também reveladoras das intenções dos seus emissores.

Velhos axiomas da política, como um que o ex-deputado Jutahy Magalhães Jr, me citou anos atrás, continuam válidos numa sociedade digital: “quando mentem para mim, eu levo a sério e fico agradecido, pois a mentira traz sempre uma informação e revela no que meu interlocutor quer que eu acredite”.

A vitória da ultra-direita nas eleições presidenciais de 2018 que dizimou o centro e a direita tradicional e derrotou o centro-esquerda no segundo turno, além do uso científico e em grande escala da parafernália da internet, largamente manipulada e fortemente financiada (robots, fake news etc.), contou também com um dado absolutamente relevante: o conteúdo.

Bolsonaro revelou-se o personagem certo, no lugar certo, na hora certa para a veiculação de um conteúdo radical e “revolucionário” na forma, contra-revolucionário na essência. Tudo traduzido na linguagem simples, rápida e rasteira dos celulares e notebooks. Mensagem rápidas e fáceis que traduziam os conteúdos mais longos e didáticos das aulas on-line de Olavo de Carvalho e os textos do seus seguidores, como o diplomata Ernesto Araújo (hoje Ministro), da pastora Damares Alves na área de costumes, do “príncipe” Philippe de Orleans e Bragança e até de uma certa contra-cultura de direita de um tipo como Alexandre Frota.

Na área econômica trouxe ao debate as propostas radicais do neo-liberalismo de Paulo Guedes e seus “Chicago boys”. Apropriou-se também da onda anticorrupção provocada pela Lava Jato, concluindo a operação de marketing com o convite a Sérgio Mouro para o Ministério.

E a cobertura desse bolo de conteúdos mais ideológicos foi a mensagem geral de “acabar com tudo que está aí”. Nesse tudo, inclui-se o toma-lá-dá-cá da política tradicional, a corrupção, os acordos políticos, a mídia (parte dela) que ficou contra. E também o desemprego, a “ideologia de gênero”, os direitos trabalhistas excessivos que tornaram “difícil ser patrão neste país”, os direitos dos índios a terras tão grandes, a política externa de apoio a Cuba e Venezuela.

A verdade é que desde a redemocratização não se assiste a uma campanha eleitoral tão rica de propostas e conceitos, tão claramente expostas. Tudo, é verdade, apresentado unilateralmente sem debates nem uso dos canais abertos de TV e rádio, já que Bolsonaro possuía apenas 8 segundos de tempo de TV.

Se o marketing político e a propaganda de modo geral já possuíam muito dessa unilateralidade, pois trabalharam com informações sem contraposição no momento em que são veiculadas, o novo webmarketing é ainda mais unilateral. E tem a vantagem de serem mensagens dirigidas a públicos escolhidos por sua maior receptividade e capazes, portanto, de reproduzirem os conteúdos indefinidamente.

A campanha de Bolsonaro, baseada na de Obama e Trump, dirigiu-se a um público previamente conhecido, uma minoria de direita, basicamente de classe média, potencializando e transformando a insatisfação em ódio. O ódio contra a “esquerda corrupta”. Ódio contra a defesa dos “direitos humanos de bandidos que geram a violência das ruas”, ódio contra homossexuais e professores que querem “ensinar nossas crianças a serem gays”.

Se isso ocorreu com a classe média de direita, o povão que na sua maioria aderiu, foi fisgado pela insatisfação com o desemprego e a violência urbana.

Mas o que eu quero resumindo o que já se sabe sobre a campanha de Bolsonaro? Demonstrar o quão importante é o conteúdo ideológico apresentado de forma simples, direta e antenada com as principais insatisfações populares.

E enquanto a esquerda fala de democracia, elites (sem dizer quais) desenvolvimento, reparação social, conciliação de capital e trabalho e o empoderamento feminino, a direita foi direto ao ponto com os inimigos implacavelmente definidos e, muitas vezes, personificados em Lula e Dilma.

E também a luta ideológica, contra o comunismo dissoluto, o socialismo da Venezuela, o esquerdismo dos direitos humanos dos bandidos.

Esqueceram Eduardo Cunha e concentraram em Lula, preso por corrupção. Desprezaram o eleitorado do centro e de esquerda e concentraram-se em juntar o ódio pré-existente da classe média à insatisfação popular com três fatores básicos: o desemprego, a violência e a corrupção. Deixaram a agenda dos costumes com os evangélicos e seu imenso potencial de militância.

Ganharam as eleições e agora estão no Governo. Conquistaram o governo nas urnas e estão tratando de consolidar a conquista do Poder com alianças com o DEM dos banqueiros e das telecomunicações, o PP das empreiteiras, o PR dos negócios novos, com a parte do PSDB da burguesia paulista, e com a parte do PMDB fisiológico. E, é claro, articulações com o judiciário de Curitiba ao STF. Essa recomposição com a direita tradicional já obteve duas grandes vitórias: as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com dois quadros jovens do DEM. Com os governadores dos maiores estados da federação completa-se a obra de reaglutinação da direita e parte do centro com a ultra-direita.

A aliança com o DEM e parte do PSDB (João Dória, especialmente) vai possibilitar ao núcleo duro neoliberal radicalizar ainda mais seu programa econômico anti-nacional, rentista e restritivo aos direitos dos trabalhadores.
Enquanto isso a forte presença militar no governo de Bolsonaro ainda é uma certa incógnita. Pode ser um “poder moderador”, porque ao menos os generais têm curso de Estado Maior, noções constitucionais e, presume-se, um resíduo nacionalista.

Nessa área as notícias são contraditórias: Mourão se colocando como bastião do bom senso, contra a intervenção na Venezuela e se posicionando contra o decreto liberando a posse de armas assinado por Bolsonaro e Sérgio Moro. Mas em compensação este mesmo Mourão assinou decreto que mudou a regra de transparência sobre decretos oficiais. E o general Augusto Heleno manda espionar a Igreja Católica.

Como se sabe o governo de Bolsonaro é um arquipélago de grupos familiares, militares, economistas neo-liberais e de costumes. Mas rapidamente pode se reorganizar, juntando a extrema-direita, a direita tradicional e parte do centro fisiológico.

E a oposição?

E a esquerda?

Haverá uma oposição democrática agregando parte da direita tradicional, o centro e a esquerda? Esse parece ser o desejo da maioria das direções dos partidos de esquerda e de centro-esquerda. A formação de uma frente ampla em defesa da democracia. Pode ser que dê certo.

Interesso-me mais, no entanto, nos limites deste texto, a tratar da posição das esquerdas.

Além de cumprir o seu papel fazendo uma oposição aguerrida e, principalmente, inteligente, sabendo se utilizar das contradições no seio do governo, não temendo fortalecer os segmentos menos entreguistas e menos fascistas, valendo-se das modernas tecnologias, políticas e sociais de manejo de dados, a esquerda precisará também de novos métodos e novos conteúdos econômicos, culturais e sociais. Confira a íntegra do artigo clicando no “leia mais”, ao lado. :: LEIA MAIS »

SÉRGIO BRITTO NO TCM

Sérgio Britto: promessa de vaga no TCM

Para convencer o deputado federal Sérgio Britto, do PSD, a aceitar o convite para a secretaria de Desenvolvimento Urbano, o governador Rui Costa (PT) teria acenado com, entre outras vantagens, sua indicação para a primeira vaga de conselheiro que aparecer no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), o que é esperado para os próximos dois anos. Tudo com o propósito de garantir a posse do segundo suplente Paulo Magalhães (PSD) na Câmara dos Deputados, o que depende agora da indicação de um deputado federal petista a uma das quatro secretarias que faltam preencher. Do Política Livre.

ZÉ DIRCEU LANÇA “MEMÓRIAS” EM ILHÉUS, NA SEXTA

Livro de José Dirceu será lançado nesta sexta, em Ilhéus

O Teatro Popular de Ilhéus receberá na próxima sexta-feira (18), a partir das 18h, o lançamento regional do livro Memórias – Volume 1, do ex-ministro José Dirceu. A autobiografia conta os bastidores inéditos de sua militância estudantil durante a ditadura militar, seu exílio e o treinamento para ser guerrilheiro em Cuba, a cirurgia plástica que mudou seu rosto, a vida clandestina no Brasil nos anos 1970, a volta à legalidade com a anistia, em 1979, e sua ascensão no Partido dos Trabalhadores, onde se tornou presidente e maior responsável pela eleição de Lula à presidência da República.

Nascido na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais, e formado em Direito pela PUC de São Paulo, Dirceu revela, pela primeira vez, segredos dos bastidores da luta política dentro do PT e do próprio governo, onde foi chefe da Casa Civil e provável sucessor de Lula, até ser abatido pelas denúncias do “Mensalão” – cujos episódios serão contados no segundo volume, previsto para ser lançado ainda este ano.

No primeiro volume de suas Memórias, Dirceu, que concederá autógrafos e um bate-papo com os presentes, expõe o que jamais foi dito sobre sua vida e sobre os principais líderes da política brasileira nos últimos 50 anos. Um livro imprescindível para se entender como foi a luta contra a ditadura militar, a redemocratização, a derrubada do presidente Fernando Collor, a oposição aos governos de Fernando Henrique Cardoso, a eleição de Lula e Dilma e o atual momento político do país.

COMPROMISSO

Ao sediá-lo, o Teatro Popular de Ilhéus reafirma seu compromisso com o público e o conteúdo de suas obras. O TPI é um grupo independente apartidário, e além de ter uma longa trajetória de produção de espetáculos ligados à realidade da classe trabalhadora, traçando consistentes críticas políticas e sociais, também sempre abriu suas portas para diversos projetos externos, companhias visitantes, artistas locais e nacionais e demais eventos que sejam de interesse da sociedade.

ACORDO ASSEGURA “RODÍZIO” GOVERNISTA NA PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Adolfo, Alex Lima, Nelson Leal e Rosemberg || Reprodução Twitter

O deputado Nelson Leal (PP) deverá ser o presidente da Assembleia Legislativa em fevereiro de 2019, após acordo selado entre candidatos ao comando da Mesa Diretora da Alba. No esquema de rodízio, Adolfo Menezes (PSD) deverá comandar a casa no biênio 2021-2022.

Alex Lima (PSB) deverá ser o vice-presidente da Mesa Diretora em 2019, conforme o acordo que também definiu Rosemberg Pinto (PT) como o líder do governo em 2019 (reveja aqui).

O governador Rui Costa usou a conta pessoal no Twitter para dizer que o acordo na base é “histórico”. Para ele, a posição adotada pelos dois maiores partidos aliados “reflete o amadurecimento político” dos parlamentares.

CÂMARA DE ILHÉUS ADIA ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA; VOTAÇÃO EM ITABUNA SERÁ HOJE

Carqueija e Jerbson disputam presidência da Câmara de Ilhéus

Os vereadores itabunenses escolherão o novo presidente do Legislativo para o biênio 2019/20 nesta sexta (30), a partir das 14h. O pleito será em chapa única com Ricardo Xavier concorrendo à presidência. Tem o apoio de 13 vereadores do bloco de oposição ao prefeito Fernando Gomes.

Já em Ilhéus, a tendência é de bate-chapa entre Paulo Carqueja e Jerbson Moraes, ambos da base do prefeito Mário Alexandre. Carqueija é o preferido de Marão, enquanto Jerbson pode ir para a disputa com apoio de vereadores do grupo do ex-prefeito Jabes Ribeiro.

A eleição em Ilhéus, aliás, foi adiada. Marcada para o dia 5 de dezembro, a votação ocorrerá dia 12, conforme acertado na última sessão ordinária da Casa.

MANGABEIRA CLASSIFICA COMO “MEDÍOCRE” GOVERNO DE FERNANDO

Mangabeira (à esquerda) avalia governo de Fernando como “medíocre”

Eleito suplente de deputado federal e segundo colocado na corrida à Prefeitura de Itabuna em 2016, Antônio Mangabeira classificou como “medíocre” a gestão de Fernando Gomes. Dr. Mangabeira, como é mais conhecido, emitiu nota conjunta com o PDT na qual faz duras críticas ao governo municipal.

– Itabuna é mais uma vez vítima de um governo medíocre. Já pode ser considerada a capital do atraso na Bahia – diz em nota pública.

A nota conjunta elenca vários problemas administrativos e irregularidades na gestão de Fernando. Segundo Mangabeira, falta planejamento, competência técnica e responsabilidade com a administração pública e sobram “arrogância, prepotência e intimidação”.

Mangabeira ainda aponta que a cidade está “sitiada pelo medo, onde as pessoas temem externar suas opiniões sobre os governos”. E, ainda sobre a gestão de Fernando, o médico e suplente de deputado diz parecer que o governo está no fim, atolado em “problemas administrativos, jurídicos e de colapso dos serviços públicos”.

A nota é emitida depois de um movimento pedir a saída de Fernando do poder durante passeata na Avenida do Cinquentenário (veja aqui) e de o prefeito encerrar contrato de Mangabeira com o município.

O médico hematologista prestava serviço na Policlínica 2 de Julho, da rede municipal. A justificativa para encerramento do contrato foi a de que Mangabeira prestava atendimento em quantidade superior à contratada e descaracterizando a unidade voltada a especialidades médicas. Confira a íntegra da nota no “leia mais”, na sequência. :: LEIA MAIS »

ARTISTA BAIANO É MORTO EM BRIGA POR CAUSA DE POLÍTICA

Moa do Catendê foi morto por criticar Bolsonaro, segundo familiares

Do Correio24h

Uma discussão por motivação política acabou em morte para o compositor e capoeirista Romualdo Rosário da Costa, 63 anos, mais conhecido como Moa do Catendê, 63 anos. Segundo a família, Moa estava em um bar perto de casa, quando acabou esfaqueado por outro morador da localidade, após se mostrar contrário ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL). O crime ocorreu por volta da meia-noite, na comunidade do Dique Pequeno, no Engenho Velho de Brotas.

Irmão de Moa, Germinio do Amor Divino Pereira, 51, também foi atingido com um golpe de faca no braço direito durante a confusão e foi socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde permanece internado e sedado. Na ocorrência do posto policial do HGE, testemunhas identificaram o autor das facadas como Paulo Sergio Ferreira.

Segundo o irmão das vítimas, Reginaldo Rosário, 68, Moa estava bebendo com ele e Germinio, no Bar do João, quando o autor da facada começou a defender ideias do candidato do PSL e ouviu críticas do capoeirista.

Ainda de acordo com o irmão das vítimas, após a discussão acalorada um dos irmãos pediu que Moa ficasse calmo, no entanto, após a situação ter sido contornada, o autor da facada teria ido em casa, retornou com uma peixeira e atacou a vítima nas costas. “Foi tudo muito rápido”, disse.

A filha de Moa, Jesse Mahi, disse que o pai tinha um comportamento tranquilo e que se mostrava favoráveis às ideias do Partido dos Trabalhadores (PT), mas nunca tinha se envolvido em discussões políticas.

“O legado dele não acabou, existe muito a ser feito. Meu pai era fanático pelo partido, ele nunca foi a favor dos princípios da direita”, disse.

Uma amiga do compositor, Inácia Alves, 51, diz que Moa era um agitador cultural do bairro e que sempre foi preocupado com a conquista das minorias. “Não consigo descrever tanto ódio. É só o começo do que está por vir. Essa atitude representa o partido e suas ideias”, afirmou.

A Secretaria da Segurança Pública informou que o autor do crime foi preso e será apresentado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), às 11h.

DEPUTADO JOÃO GUALBERTO DESISTE DE TENTAR A REELEIÇÃO

Gualberto anuncia desistência de reeleição

O tucano João Gualberto anunciou, nesta terça (14), a desistência de reeleição a deputado federal. O empresário e ex-prefeito de Mata de São João havia tentado disputar o Palácio de Ondina, porém foi rifado para que o partido dele, o PSDB, do qual é presidente estadual, formasse aliança com o DEM e apoiasse a candidatura a governador de José Ronaldo.

“Não vou ser mais candidato a deputado. Não é de hoje. Fui prefeito, gostei, mas Câmara… É ambiente ruim, chato, horroroso. Fiquei contrariado lá. Foi para o meu extremo”, disse ele numa entrevista ao Bahia Notícias, para quem afirmou ter remoído a decisão até anunciá-la. Gualberto deverá ser mantido no comando do PSDB baiano e apoiará a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin.

CANAVIEIRAS: PREFEITO FAZ GESTO DE ARMA E CHAMA CHEFE DA RESEX PARA BRIGAR “DE HOMEM PRA HOMEM”

Dr. Almeida faz gesto de arma e chama Joaquim para briga (no detalhe)

O prefeito Clóvis Almeida, o Dr. Almeida (PPS), surpreendeu alunos, professores e ambientalistas durante debate sobre a Reserva Extrativista de Canavieiras (Resex) ao chamar para a briga, “no meio da rua”, o chefe da Resex, Joaquim Rocha Neto.

O chefe da Reserva tentou mostrar que o prefeito se equivocada ao falar de reserva extrativista.

Dr. Almeida reagiu, fazendo gesto de arma com os dedos:

– Fui covardemente chamado de “Burro” por Joaquim. Só não entendeu quem não quis. Então, se ele tiver coragem de me chamar de burro no meio da rua, a gente resolve de homem pra homem – disse.

A cena foi gravada por um dos presentes no debate, nesta quinta (26), no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães. Confira o vídeo, abaixo.

“SEREI UM FILHO QUE VAI TRABALHAR MUITO POR ITABUNA”, AFIRMA ROSEMBERG AO RECEBER TÍTULO DE CIDADANIA

Rosemberg, à esquerda, recebe título de cidadão das mãos de Aldenes

Numa solenidade marcada por muita emoção e lembranças sobre a sua trajetória política, o deputado Rosemberg Pinto (PT) recebeu, na noite desta quinta-feira (26), o título de cidadão itabunense, durante cerimônia realizada no Salão Nobre da AABB de Itabuna.

A honraria foi concedida pela Câmara, por unanimidade, após indicação do vereador Aldenes Meira (PCdoB), segundo ele, em agradecimento à luta do deputado Rosemberg no desenvolvimento do município. O evento contou com a presença de diversas autoridades locais, da região e estaduais.

O petista afirmou estar muito feliz pela homenagem, destacando a importância do título recebido, e lembrou da luta pelo desenvolvimento de Itabuna e de todo o sul da Bahia.

– Itabuna é uma cidade acolhedora. Acolheu a minha família, quando meu pai veio de Buerarema, se estabeleceu aqui e, depois, se mudou para Itororó. Passo a ter um compromisso ainda maior de cuidar desta cidade. Serei um filho que vai trabalhar muito pelo desenvolvimento dela – agradeceu o parlamentar petista.

O vereador Aldenes afirmou que Rosemberg foi um deputado que abraçou Itabuna. “Itabuna fica feliz por ter Rosemberg como filho. Ele merece esta honraria em agradecimento à sua parceria e ajuda à nossa cidade, lutando por projetos importantes que têm beneficiado toda a população”, afirmou Aldenes.

Entre os relevantes serviços prestados ao município, apontado pelos dois parlamentares, estão a luta em prol da revitalização da lavoura cacaueira na região; a luta pela construção da Barragem do Colônia, em Itapé, que vai garantir o abastecimento de água em Itabuna nos próximos 20 anos; a participação e defesa na Assembleia Legislativa da Bahia na redefinição dos limites territoriais de Itabuna, garantindo a oportunidade de novos negócios, além da defesa pela duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna, que agora só depende de liberação do Tribunal de Contas da União (TCU).

PSL OFICIALIZA BOLSONARO COMO CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Partido lança Bolsonaro como candidato || Fernando Frazão/Agência Brasil

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), 63 anos, foi confirmado neste domingo (22), no Rio de Janeiro, como o candidato à Presidência da República nas eleições deste ano pelo Partido Social Liberal (PSL). Embora presente à convenção do partido ao qual se filiou, a advogada Janaina Paschoal disse que ainda não aceitou o convite para ser vice.

O partido tem até 5 de agosto para anunciar quem irá compor a chapa. “Nenhum partido anunciou seu vice ainda. A gente não foge de um filiado ao PSL ou de algum militar que esteja na ativa. A nossa lagoa é muito pequena para pegar um vice, mas vai sair um de qualquer maneira”, disse o deputado.

O candidato do PSL discursou por 55 minutos para uma plateia inflamada que encheu o salão do Centro de Convenções Sul-América, no centro do Rio de Janeiro, com capacidade para 3 mil pessoas. “Eu sei o desconforto que venho causando. Eu sou o patinho feio desta história, mas tenho certeza que seremos bonito brevemente”, disse Bolsonaro.

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STF JULGA NO DIA 26 PEDIDO DE LIBERDADE DE LULA

Pedido de liberdade de Lula será julgado dia 26|| Foto Lula Marques

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgará, na terça-feira (26), um pedido da defesa para suspender a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O colegiado se reunirá pela manhã e à tarde. A liberação do recurso para julgamento foi do ministro relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin, que também sugeriu a data, que foi confirmada na pauta de julgamentos da Corte na tarde de ontem (19).

Se a condenação for suspensa, como pedem os advogados de defesa, o ex-presidente poderá deixar a prisão imediatamente e também se candidatar às eleições.

Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de detenção pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex em Guarujá (SP). A prisão foi executada com base na decisão do STF que autorizou a detenção de réus após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça.

Na petição enviada ao Supremo, a defesa do ex-presidente alega que há urgência na suspensão da condenação, porque Lula é pré-candidato à Presidência e tem seus direitos políticos cerceados diante da execução da condenação, que não é definitiva. Da Agência Brasil.

DATAFOLHA: “LULA SERIA IMBATÍVEL NO SEGUNDO TURNO”

Lula seria imbatível no segundo turno, aponta Datafolha || Foto Agência Brasil

Nova pesquisa Datafolha revela um Lula imbatível em cenários de segundo turno na corrida presidencial de 2018, mesmo preso e sem poder fazer campanha há dois meses. O levantamento foi publicado, há pouco, pela Folha. No cenário de primeiro turno, o ex-presidente mantém 30% das intenções de voto.

A pesquisa foi feita nos últimos dias 6 e 7, segundo o instituto, quando foram ouvidos 2.824 eleitores em 174 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, segundo o Datafolha. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Arte Folha

A mesma pesquisa revela que o apoio do ex-presidente Lula pode aumentar a chance de um candidato chegar ao segundo turno da disputa presidencial. Segundo o Datafolha, 30% votariam em um nome apoiado por Lula. Outros 17% poderiam votar. Na outra margem, 51% disseram não votar em nome apoiado pelo petista.

Em cenário de primeiro turno com Lula, o petista mantém 30%, enquanto Bolsonaro fica com 17%. Marina chega a 10%. Ciro Gomes (PDT) e Alckmin atingem 6% cada um. Álvaro Dias (Podemos) chega a 4%. Manuela D´Ávila (PCdoB) e Rodrigo Maia (DEM) oscilam entre 2% e 1%. Os demais nomes oscilam entre 1% e 0%.

Sem Lula na disputa, os demais nomes não conseguem fisgar o eleitor. Bolsonaro chega a 19%. Marina oscila entre 14% e 15%, no que depende da presença ou não de nomes do PT (Wagner ou Haddad, ambos com 1%). Ciro oscila entre 10% e 11%. Alckmin atinge 7%. Álvaro Dias mantém os 4% do cenário com Lula.








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