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:: ‘poluição sonora’

PATRULHA DO SOM DIVULGA NOVOS NÚMEROS E WHATSAPP PARA DENÚNCIAS EM ITABUNA

Patrulha do Som divulga números e WhatsApp para denúncias || Foto Divulgação

Retomada agora em março após determinação judicial, a Patrulha do Som de Itabuna passou a contar com dois novos números para recebimento de denúncias. A partir de agora, os contatos podem ser feitos pelo telefone 156 e (73) 98146-9483, que atende também chamadas a cobrar e contatos pelo aplicativo WhatsApp. Estes números atendem denúncias de poluição sonora no município de Itabuna.

A Patrulha do Som atua com suporte do Ministério Público Estadual (MP-BA), Polícia Militar, Guarda Civil Municipal e secretarias de Saúde e de Desenvolvimento Urbano, o que confere poder de polícia, apreendendo equipamentos e veículos e também prendendo donos de aparelhos de som, a depender da circunstância do crime.

JUSTIÇA APLICA PRIMEIRA CONDENAÇÃO POR POLUIÇÃO SONORA EM ILHÉUS

Justiça condenada homem por causa de poluição sonora|| Foto ilustrativa

A 1ª Vara Criminal de Ilhéus proferiu, na última quinta-feira (18), a primeira condenação por poluição sonora no município. A decisão foi da juíza Emanuele Vita Leite Armede. A magistrada aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual contra um homem flagrado pela PM com som no volume acima do permitido.

De acordo com a sentença, no dia 3 de janeiro de 2014, por volta das 23h35m, na BA-001, o 2º Pelotão da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (2º Pel. CIPPA/PS) flagrou o automóvel de Lucas Bispo dos Santos com a tampa traseira aberta emitindo sons acima do volume permitido, “causando poluição sonora em níveis tais que resultam em danos à saúde humana”.

Os policias militares envolvidos têm treinamento para esse tipo de operação. Segundo os PMs, o dono do veículo não tinha autorização municipal para emitir som acima dos níveis permitidos.

O réu foi condenado a um ano de reclusão. Além disso, terá de pagar 10 dias-multa assegurados no Artigo 54, caput, da Lei nº 9.605/98, “em decorrência do dano ambiental provocado à coletividade por sua conduta ilícita”. Com base no tamanho da pena e nas condições pessoais do réu, ele deve cumprir a sentença em regime aberto. Do Blog do Gusmão.

PATRULHA DO SOM APREENDE CARRO E APLICA 17 MULTAS EM ITABUNA

Carro apreendido por causa de abuso e documentação atrasada (Foto Waldyr Gomes).

Carro apreendido por causa de abuso e documentação atrasada (Foto Waldyr Gomes).

Tarciso: ações drásticas contra poluição sonora.

Tarciso: ações drásticas contra poluição sonora.

A Polícia Militar e a Prefeitura de Itabuna reativaram a Patrulha do Som, que já apreendeu um carro e aplicou 17 multas desde o início de abril, segundo o diretor do Departamento de Indústria e Comércio, Tarciso Soares.

O carro foi apreendido por atraso na documentação e os demais veículos sofreram multa por causa da poluição sonora. De acordo com Tarciso, ocorreram oito notificações no período.

Segundo Tarciso, a Patrulha do Som poderá adotar ações mais drásticas em caso de excessos tanto no flagrante de veículos como bares e residências que não respeitarem os limites impostos contra a poluição sonora no município. “Estamos com uma fiscalização efetiva para manter a ordem pública e o sossego da população”.

Denúncias podem ser feitas pelo telefone (73) 98819-6970.

BARULHO (INFERNAL) NA PRAÇA

poluicao_sonora_12.1Moradores da região vizinha à praça do Bairro de Fátima reclamam da barulheira provocada pelas aulas de dança promovidas quase que diariamente no local, ao ar livre. As aulas de zumba e outros ritmos, organizadas pela associação de moradores, são ministradas a partir das 5h30min da manhã, segundo as vítimas.

Para embalar os alunos, são utilizadas caixas de som e os alunos, empolgados, gritam e batem palma a cada sequência de música. Pior para quem trabalha ou estuda à noite e tem o descanso interrompido logo cedinho.

Praticamente sem ter mais a quem apelar, uma das vítimas confessa:

– Aqui, os moradores torcem para chover e não ter aula.

PREFEITURA INTERDITA SERRALHERIA BARULHENTA NO JAÇANÃ

Serralheria no Jaçanã é interditada pela prefeitura (Foto Pedro Augusto).

Serralheria no Jaçanã é interditada pela prefeitura (Foto Pedro Augusto).

A Prefeitura de Itabuna interditou uma serralheria que funcionava irregularmente em um galpão na Avenida Manoel Chaves, no Bairro Jaçanã, atendendo à reclamação de moradores que apresentaram queixa ao Ministério Público estadual sobre o barulho, principalmente depois das 18 horas, finais de semana e feriados.

A interdição aconteceu na manhã de hoje, quando fiscais da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo e agentes da Coordenadoria da Defesa Civil, com apoio da Guarda Civil Municipal, notificaram o proprietário e lacraram o estabelecimento. Além da poluição sonora e ambiental, a serralheria não tinha alvará de construção do galpão nem licença ambiental, dentre outras irregularidades constatadas, segundo o secretário José Humberto Martins.

Mesmo tendo sido notificado ano passado pela prefeitura devido às mesmas irregularidades, o dono do estabelecimento não cumpriu a determinação de apresentar defesa em 15 dias. Também não cumpriu as recomendações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) para sanar as falhas estruturais do imóvel para que a construção fosse liberada.

BARULHO AFERIDO

Um relatório da vistoria, elaborado pelos fiscais do município há um ano, aponta entre as irregularidades a abertura laterais do imóvel, quando para esse tipo de atividade há exigência legal de construção de paredes com isolamento acústico. Foi constatado ainda que os ruídos causados pelo uso de máquinas industriais de cortes e ferramentas pesadas ultrapassavam os limites aceitáveis de 60 decibéis pré-estabelecidos pela Lei Municipal nº 2.195/2011.

Outro transtorno causado aos moradores de casas e edifícios vizinhos pelo cheiro forte ou mau odor de produtos químicos usados no processo de fabricação de grades, estruturas metálicas e forros. Para solucionar esse problema havia sido recomendado pela fiscalização municipal que exaustores fossem instalados para retirar o odor proveniente dos serviços realizados e direcioná-lo para longo das residências na área externa da serralheria, o que também não ocorreu. Para retomar suas atividades o proprietário terá que cumprir as determinações da prefeitura, independentemente de outras sanções cabíveis.

DESRESPEITO À LEI É NO POSTO IPIRANGA…

Posto desrespeita Lei do Silêncio.

Posto desrespeita Lei do Silêncio (Foto Blog do Thame).

Do Blog do Thame

O proprietário do Posto Ipiranga/Monte Líbano na avenida Amélia Amado, em Itabuna, deve ter ótimas relações com a polícia e o setor de fiscalização da prefeitura.

Ou então, como explicar que as quatro horas da madrugada de quinta para sexta-feira, um grupo de pessoas com carros de som tocando musicas de baixíssimo nível em ALTÍSSIMO volume permaneça no local sem ser importunado, numa situação que se repete dia após dia.

Azar dos moradores de casas e prédios vizinhos, que tem o péssimo hábito de acordar cedo pra trabalhar e são privados do sagrado direito de uma noite de sono.

Em tempo: o dono do posto não mora perto do seu estabelecimento barulhento. O que, ao menos para ele, é uma rima e também uma solução.

Leia mais no Blog do Thame

POLUIÇÃO SONORA: LOJAS INFERNIZAM A VIDA DE MORADORES DA CINQUENTENÁRIO

poluicao_sonora_12.1A poluição sonora na Avenida do Cinquentenário é assustadora. Incomoda os consumidores. Agora, imagine a situação de quem reside numa das principais artérias do comércio de Itabuna.

O advogado Matheus Augusto resolveu narrar o drama dele, de vizinhos e familiares após a decisão das lojas de azucrinar a vida dos pobres mortais. Confira:

Matheus Augusto — Residir em uma região central, coração do comércio grapiúna, tem suas vantagens e desvantagens. E, com a plena das certezas, a poluição sonora é a maior destas. O problema é que, nos últimos meses, a convivência tem se tornado insuportável. A disputa entre as lojas está fazendo com que os moradores queiram abandonar suas casas, sair correndo pelas ruas, é realmente desesperador.

A Lojas Simonetti só fazia uso de tais “atrativos” aos sábados, e, por mais inconveniente que fosse, compreendo que deveria aceitar (puxa, é só uma vez na semana, um dia atípico…). Mas agora virou bagunça. Eles simplesmente estacionam o carro de som da empresa na porta da loja (que deveria permanecer circulando) e nos obrigam a ouvir o jingle de questionável qualidade durante um dia inteiro. Ligam as 8, param as 16. Para melhorar, a Fenícia – loja da frente, concorrente direta – agora também resolveu adotar a tática, e nos obriga a passar o dia inteiro ouvindo The Best Of Pagode do Swing Baiano.

Alguns metros atrás, uma loja de móveis planejados, salvo engano a Todeschini, foi obrigada a afixar aviso informando a seus clientes que estava trabalhando com as portas fechadas, dado o barulho insuportável causado pela Magazine Luiza – Lojas Maia, do outro lado da rua.

Contactadas as empresas, pouco caso fazem de sua reclamação, alguns enrolam, dizem que resolverão a situação – Simonetti – e nada fazem. Outros são mais estúpidos, simplesmente ignoram seu pleito sem qualquer educação – Lojas Maia.

Compreendo perfeitamente a opinião de quem acha “besteira”, ou daqueles que acreditam que a saúde auditiva não merece atenção. Mas, posso garantir, está causando graves problemas no cotidiano dos moradores dessa região, muitos já com certa idade e notadamente merecedores de mais respeito e dignidade.

Não peço muito. Entendo que as lojas precisam vender mais – em que pese a discutibilidade do uso desse tipo de “tática” – e, por isso, não pretendo a total abolição da prática. Peço apenas que respeitem um determinado horário, e uma determinada quantidade de decibéis, é realmente desnecessário todo esse barulho, afinal, não somos surdos – ainda.

Todas as alegações sobreditas poderão ser conferidas na prática, a fim de que se constate a existência desse problema.

POLUIÇÃO SONORA

som automotivoA Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo reuniu comerciantes do Berilo, em Itabuna, para definir o reordenamento de bares e restaurantes daquela região.

As apresentações de voz e violão somente poderão ocorrer na faixa das 19h às 22h e as calçadas não poderão mais ser ocupadas pelos bares (a não ser na área delimitada pelo município).

O ponto negativo do acordo selado entre governo e comerciantes é o que permite som automotivo nas imediações dos bares. Se cada dono de carro achar que deve “abrir a caixinha”…

POLÍCIA ACABA COM “TRIO ELÉTRICO” NO POSTO IPIRANGA

Polícia chega e dá um fim no "trio elétrico" instalado no Posto Ipiranga (Foto Blog do Thame).

Polícia chega e dá um fim no “trio elétrico” instalado no Posto Ipiranga (Foto Blog do Thame).

Foi preciso a intervenção da Polícia Militar para dar fim no carnaval particular que um grupo de pouco mais de dez pessoas fazia em plena madrugada de segunda-feira (24) no Posto Ipiranga da Avenida Amélia Amado, no Alto Maron, em Itabuna. O posto está localizado em uma área residencial, mas nem isso fez com que a turminha do barulho respeitasse o sono – e o sossego – alheio.

A barulheira provocada pelo grupo só teve fim já no início da madrugada desta segunda (24), quando os policiais chegaram. Esta não é a primeira vez que a polícia militar dá uma passadinha no Posto Ipiranga, segundo moradores.

VÍTIMAS DO BARULHO NA URBIS IV

Moradores do Caminho 12 do bairro Urbis IV, em Itabuna, não sabem mais a quem apelar para ter de volta a tranquilidade perdida. No local, há um daqueles sujeitos inconvenientes, firmemente convencido de que tem mais direito que os outros e pode ouvir som no volume que quiser e até a hora que lhe der na telha.

Uma vizinha, desesperada, diz que já ligou para o 190, mas ninguém apareceu. Preocupada com a situação, ela indaga se será necessário deixar a própria casa, uma vez que nenhum morador se atreve a dialogar com o barulhento (pelo jeito, é um valentão). Segundo a pessoa que entrou em contato com o blog, as músicas que o elemento escuta incomodam não só pelo volume ensurdecedor, mas também pelas letras que fazem apologia à violência e às drogas.

Na casa do barulho, além do responsável pela algazarra, moram duas crianças. Ou seja, além de exigir a ação da polícia, o caso merece ser observado também pelo Juizado de Menores.

RECEITA PARA COMBATER A POLUIÇÃO SONORA

Para quem anda a sofrer com a poluição sonora, vai aqui uma boa receita de contra-ataque, enviada ao PIMENTA por uma diligente leitora:

A primeira providência a ser tomada é reunir a maior quantidade de informação possível para facilitar a identificação dos infratores: local do fato, pessoas envolvidas, placas de veículos, data e horário etc.

Munido desses dados, o denunciante deve ligar para o 190 da Polícia Militar (em Ilhéus, é possível também acionar a Polícia Ambiental pelo número 3639-8305).

Se o problema não for resolvido, o segundo passo é procurar a delegacia de polícia para registrar a ocorrência, mesmo que seja no dia seguinte.  E se ainda assim nada for feito, a última opção é recorrer ao Ministério Público.

Não há de fato garantia de que as autoridades farão a parte delas, mas ficar calado não é uma boa alternativa para o cidadão atingido em seu sagrado direito de viver em paz. Como bem afirma nossa leitora: “quem tem que ficar com medo é o infrator e não o cidadão de bem”.

TRÊS SÃO MORTOS EM BRIGA POR CAUSA DE BARULHO EM CONDOMÍNIO DE LUXO

Miriam e Fábio foram assassinados pelo vizinho idoso após discussão (Reprodução Facebook).

Miriam e Fábio foram assassinados pelo vizinho idoso após discussão (Reprodução Facebook).

Um homem matou um casal e tirou a própria vida após uma discussão em um condomínio de luxo em Santana de Parnaíba (SP), ontem à noite. O crime ocorreu por volta das 20h, quando o idoso Vicente D´Alessio, 62, invadiu o apartamento do subsíndico e vizinho, Fábio de Rezende Rubim, 40. Na sequência, Vicente também matou a dentista Miriam Cecília Amstalden Baida, 37, esposa de Fábio. De acordo com a polícia, D´Alessio desceu ao seu apartamento e se matou.

O crime no residencial Bosque de Tamboré foi o desfecho de seguidas discussões sobre barulho no apartamento do casal. De acordo com a Folha, Miriam Cecília, que estava com a filha de um ano e meio em outro quarto, acabou morta ao ouvir os disparos e sair para conferir o que aconteceu. A dentista foi assassinada na véspera do próprio aniversário. O revólver usado pelo idoso estava em nome dele, segundo a polícia.

AÇÃO POSITIVA, BARULHO NEGATIVO

A Associação de Moradores do bairro de Fátima iniciou um projeto interessante, que oferece aulas de ginástica aeróbica na praça da comunidade, todas as manhãs de sábado. Até aí, tudo bem e só aplausos.

O problema é que durante as aulas, que começam às 5h30 da manhã e reúnem cerca de 20 pessoas, é utilizada uma potente caixa de som, o que incomoda toda a vizinhança. Moradores já enfrentam o barulho de duas igrejas instaladas nos arredores da praça e agora têm mais esse “serviço despertador” indesejado, em plena madrugada de sábado.

A intenção é boa, mas é preciso compatibilizá-la com o devido respeito à Lei do Silêncio.

FALTA DE RESPEITO

Apesar de existir lei que coíbe a polução sonora em Itabuna, quem descumpre a norma conta com a conivência amiga da Prefeitura, do Ministério Público e da polícia, que há muito tempo deixaram de exigir o cumprimento da chamada Lei do Silêncio.

Sem proteção, os cidadãos que se veem incomodados não podem fazer absolutamente nada. Quando fazem, são intimidados, como ocorreu com uma senhora que teve os quatro pneus do carro furados após reclamar da barulheira infernal produzida por um bar.

Pais e mães de família, idosos, pessoas enfermas, todos em Itabuna estão à mercê dos mal-educados.

PAZ À VISTA

Os perturbadores do sossego alheio em Itabuna deverão ter problemas dentro de pouco tempo. Apesar da omissão da Prefeitura diante do problema, o Ministério Público e o 15º Batalhão da Polícia Militar se mostram dispostos a agir.

Em função das diversas denúncias recebidas pela PM, já existe um mapeamento dos locais onde o problema é mais grave. Além de bares e carros que mais parecem trios elétricos, estão na mira certos postos de combustíveis que se tornaram verdadeiras casas de eventos.

UMA POPULAÇÃO REFÉM E DESESPERADA

É impressionante como a população de Itabuna se tornou vítima indefesa de trogloditas que agem como se fossem donos da cidade e não devessem respeito aos demais habitantes desta terra cada vez mais caótica.

Ontem, o Pimenta publicou nota sobre a a ação desses elementos no que diz respeito à poluição sonora, e a repercussão foi grande. Muita gente faz relatos desesperados de como bares administrados por sujeitos mal educados e carros com som abusivo, de gente com miolo mole, transformaram suas vidas em um inferno. E o problema está presente em todos os bairros, contando com a cúmplice omissão das autoridades.

Uma das funções da administração pública é garantir a ordem, inclusive para evitar que os cidadãos desamparados procurem resolver as coisas ao seu modo, como nos tempos antigos quando não havia Estado nem lei e cada uma se valia da força que tinha.

É grave o fato de existir uma “lei do silêncio” que não é cumprida porque a prefeitura deixa de fiscalizar. Sem falar que a polícia se nega a coibir os abusos, sob alegação de falta de apoio do poder público municipal.

Enquanto isso, os vizinhos dos desordeiros têm seu direito à paz, a possibilidade de ler, estudar, ver televisão e até de conversar limitados por quem transgride a lei e ainda acham que estão certos. São estes que ditam as regras e ameaçam quem se incomoda, numa inversão de valores bastante comum quando o poder público dá as costas para o cidadão.

O ITABUNENSE ESTÁ NAS MÃOS DOS BARULHENTOS

O descaso com a Lei do Silêncio em Itabuna é responsável por situações com a de uma professora que mora na Rua Santa Rita, Bairro de Fátima. Há anos ela é vizinha de um bar, cujo dono está se lixando para a tranquilidade alheia. Por causa da barulheira, a situação já mobilizou Ministério Público e até a Delegacia Especializada de Atenção à Mulher (Deam), pois o proprietário do estabelecimento fez ameaças de morte a quem reclamava de sua barulheira.

O mais grave é que um juiz liberou a algazarra, acatando o argumento do proprietário de que o bar era sua fonte de sobrevivência. Como se para manter o negócio fosse necessário infernizar a vida dos outros.

Existe em Itabuna uma “Lei do Silêncio”, que disciplina o nível de decibéis que podem ser emitidos em determinados horários. A norma deveria garantir a paz da população, mas isso não ocorre porque não se fiscaliza e os barulhentos estão inteiramente à vontade.

Quem quiser conferir, faça a experiência de telefonar para a polícia quando um vizinho sem educação estiver acabando com seu sossego. A resposta será a de que não é possível fazer nada, pois a Prefeitura acabou com a patrulha do som. Antes, havia um acordo com o Ministério Público e a Polícia Militar para coibir a poluição sonora, mas o poder público municipal não levou a sério e o trabalho foi interrompido.

 

POLUIÇÃO SONORA

Comerciantes da Praça Cairu, centro de Ilhéus, estão desesperados com o aumento da circulação de carros de som naquela área da cidade, sem que haja sinal de qualquer fiscalização ou regulação por parte da Prefeitura. Providências já foram solicitadas tanto à Secretaria de Meio Ambiente como à de Segurança, Transportes e Trânsito, mas nada foi feito.

Segundo os lojistas, o barulho produzido pelos carros de som incomoda funcionários e clientes, chegando a dificultar a própria comunicação entre estes na hora de uma venda.  Para agravar o problema, alguns condutores dessas máquinas de fazer barulho costumam estacionar na via pública, enquanto emitem seus anúncios em altíssimos decibéis, ignorando completamente a lei do silêncio.

Aliás, é por essas e outras que dizem que Ilhéus virou “terra sem lei”.

POLUIÇÃO SONORA

Candidato a prefeito com pedido de registro indeferido – e os adversários, claro – precisa chamar a atenção de seus apoiadores ou da própria coordenação de campanha.

Ninguém merece carros de som infernizando a vida do eleitor e cidadão às 7h30min da manhã. Além de abuso, também é ilegal. A legislação permite carro de som a partir das 8h.

“PATRULHA DO SOSSEGO” PRENDE 4 PESSOAS NO NOVO JAÇANÃ

Som ligado mais caixa selada: combinação perturbou vizinhança.

Quatro pessoas foram detidas ao final da tarde de hoje, em Itabuna, após desacatar policiais militares da Patrulha do Sossego. Wildes Batista dos Santos, Hélio Lima Araújo, Jéssica Teodósio Campos e Márcio Brito Araújo foram encaminhados para o complexo policial por uma guarnição da 2ª Companhia da PM. Os quatro são acusados de desacato, obstrução e desobediência.

A guarnição da polícia militar foi acionada para atender a denúncia de poluição sonora na rua B, 75, bairro Novo Jaçanã. Ao chegar ao local, os policiais negociaram para que se abaixasse o volume do som de um Fiat Linea (NZA-3865), que usa caixa selada – de grande potência.

Conforme ocorrência, sobrou para o tenente à frente da guarnição. O dono do imóvel, Wildes Batista dos Santos, mandou o policial “se f%*#@r” quando este informou que o quarteto estava cometendo infração e deveria baixar o som. “Eu estou na minha casa e boto o som na altura que eu quiser”, respondeu.

Após desacatar policiais, Wildes correu para dentro de casa, onde foi preso. De acordo com a ocorrência no complexo policial, o dono do imóvel continuou o festival de desacato. “Vocês sabem com quem estão falando? Vocês vão se f%*#@r, vão perder a farda”. Wildes é gerente de posto de combustível em Itabuna.

O oficial identificou o dono do veículo, Hélio Lima Araújo, e repetiu o pedido, mas não obteve sucesso mesmo quando informou que o carro seria apreendido e levado para a delegacia. Outra pessoa, Márcio Brito, teria tirado a chave do quadro do Fiat Linea e dado sumiço no objeto para, no entendimento dos policiais, impedir a ação.

Jéssica Teodósio também foi detida por obstrução ao trabalho da polícia. Ela gravava a abordagem com um celular e tentou impedir que a polícia prendesse o dono do carro. O aparelho foi apreendido, assim como a chave do Fiat Linea. Os quatro vão responder a termo circunstanciado de ocorrência (TCO). De acordo com a central da PM, Itabuna registrou 50 ocorrências de poluição sonora.

GERSON MARQUES, O XERIFÃO DO COMÉRCIO

O secretário de Desenvolvimento Urbano de Ilhéus, Gerson Marques, não está dando moleza para empresários que desrespeitam o Código de Posturas do Município. Há algumas semanas, Marques aplicou multa a uma lanchonete que utilizava parte da Avenida Soares Lopes como extensão de sua lixeira. Ontem (16),  outras duas empresas foram autuadas.

Como o PIMENTA já noticiou, um dos casos envolveu as Casas Bahia, que constrói uma loja no calçadão da Marquês de Paranaguá. Durante a madrugada de quinta para sexta-feira, um caminhão a serviço da empresa passou pela via (que é fechada ao tráfego de veículos), destruindo o piso e a decoração natalina. Em resposta, a Prefeitura determinou a suspensão das obras até que tudo esteja consertado.

Também ontem, Marques comprou uma briga com as Lojas Maia, que já havia sido notificada onze vezes por extrapolar na poluição sonora. Como último recurso, nesta sexta foi apreendido o equipamento de som utilizado pela loja para atrair (?) clientes. O gerente do estabelecimento tentou reagir, esperneou e quase foi junto.

O secretário diz que não se trata de hostilidade às empresas, mas de defender o respeito às regras e à cidade.

BARULHEIRA E DESRESPEITO

A poluição sonora continua sem controle em Ilhéus. Na noite de ontem, por volta das 11 horas, um motorista abriu o porta-malas de seu “trio elétrico” e mandou ver até umas 3 horas da madrugada, nas imediações da ponte Lomanto Júnior (lado do centro da cidade).

Incomodado, um cidadão ligou para o 190 e a atendente lhe informou que o assunto era da competência da polícia ambiental. O pobre contribuinte ainda argumentou que se tratava de perturbação da ordem e do sossego alheio e que a PM deveria atuar, mas não houve jeito.

A vítima da barulheira acabou ligando para a Companhia Independente da Polícia Ambiental (Cipa), mas teve a infeliz surpresa de ser informado que a unidade naquele momento se encontrava sem viatura. E recebeu a seguinte recomendação: “ligue para o 190 e peça auxílio”.

Não é preciso dizer que o cidadão acabou se sentindo literalmente como um palhaço e preferiu desistir de pedir ajuda à polícia.

LEITOR RECLAMA DA POLUIÇÃO SONORA

Será que algum de nós compactuaria com o surgimento de uma geração de estressados, surdos e neuróticos?

 

Por email, o leitor que assina Augusto Quintas reclama da poluição sonora que toma conta das ruas de Itabuna. Republicamos a bronca na íntegra e manifestamos a mesma indignação com a barulheira:

“Saudações senhores:

Gostaria de saber se eu sou o único cidadão incomodado com a abusiva poluição sonora em nossa cidade de Itabuna.

Gostaria de saber se os profissionais de imprensa, os formadores de opinião, blogueiros, editores de jornais, respeitáveis cronistas não compartilham dessa causa e se não poderiam se manisfestar a respeito desse mal que incide tão radicalmente, para detrimento da saúde pública.

Nas vias públicas não se consegue mais falar ao celular, conversar em tom normal com alguém, até mesmo num banco de praça não se consegue ler um livro. Lugar este que deveria ser de paz, lazer e refazimento.

Andar pela Cinquentenário, meu Deus!, é um sofrimento. As lojas disputam no grito e no berro em alto e bom som, amplificado para ganhar os clientes na marra.

A intensidade dos decibéis é tamanha, que invade nossos lares nos tirando o sossego e o direito à paz. Nossos tímpanos estão sendo agredidos, já que foram projetados para absorver no máximo 80 dB.

Finalmente, gostaria de saber até quando o poder público negligenciará a fiscalização dos publicitários de carro de som e dos veículos particulares também. Estes últimos são os piores, pois não respeitam sequer a lei do silêncio nas madrugadas.

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BARULHENTOS ABUSAM EM LAURO DE FREITAS

Moradores da Rua José Barbosa dos Reis, situada na Praia de Ipitanga, em Lauro de Freitas, viveram uma madrugada de pesadelo neste sábado. Tudo porque os ocupantes da residência de número 471, no mesmo logradouro, realizaram uma festa do barulho, que ultrapassou as 5 horas da manhã.

No desespero, alguns moradores tentaram acionar o serviço da prefeitura local que recebe denúncias contra a poluição sonora. Ligaram para dois telefones (3378-8527 e 3378-8500), mas ninguém atendeu.

O pior é que, no microfone, um locutor “aterrorizava”, avisando que a esculhambação seria reeditada na madrugada seguinte.

CIDADÃO RECORRE AO MP CONTRA IGREJA BARULHENTA NA VILA ZARA

O advogado Clébio Fragoso, que reside na Rua Teófilo Coelho, Vila Zara, em Itabuna, entrou em desespero após a chegada da igreja “Nova Revelação” naquele logradouro. Instalado em uma pequena casa, o culto acontece diariamente e, não obstante a presença de apenas meia dúzia de fiéis, é amplificado por um potente microfone, que tirou a paz da vizinhança.

Fragoso, que diz respeitar a liberdade religiosa, tentou conversar com os responsáveis pelo culto, mas deles ouviu que seu louvor é assim mesmo. O jeito foi chamar a polícia, que já esteve no local algumas vezes, mas não conseguiu impedir a barulheira. Segundo o advogado, os fiéis da Nova Revelação já escalaram um olheiro para avisar quando a viatura se aproxima. Aí é só baixar o volume… E aumentar depois que o policiais vão embora.

O advogado passou a ouvir que sua resistência ao culto do barulho é “coisa do capeta”. Sem acordo, ele provocou o Ministério Público e sustenta que sua intenção não é acabar com o culto. “O que se espera é que parem com a gritaria e o uso do microfone”.

A carta encaminhada ao MP tem assinaturas de outros vizinhos, igualmente incomodados com a zuada. Moradores idosos reclamam de que estão tendo problemas de saúde e todos que residem perto da Nova Revelação asseguram que, mesmo com as portas fechadas, o barulho invade as casas.

A reclamação foi protocolada no MP no dia 21 de setembro, mas até o momento não houve resposta.






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