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:: ‘PP’

A FRENTE INCOMODA

Marco Wense

Sucessão em Itabuna só com dois candidatos: Azevedo e Juçara Feitosa. Os outros prefeituráveis são patinhos feios.

A frente partidária formada pelo PDT, PRB, PSC, PCdoB e o PV, com o objetivo de quebrar o “ping-pong” eleitoral protagonizado por dois grupos políticos, começa a preocupar.

Querem que a disputa do cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves fique restrita a dois nomes: o prefeito Azevedo e a ex-primeira dama Juçara Feitosa.

Sucessão em Itabuna só com dois partidos: o DEM e o PT. Os demais prefeituráveis, seja da frente, do PMDB, PP, PSDB ou de qualquer outra legenda, são patinhos feios. “Personas non gratas”.

O lado que busca a reeleição do Capitão quer uma coligação com o DEM-PSDB-PMDB-PTB-PR-PTN-PPS. O outro, capitaneado pelo deputado federal Geraldo Simões, sonha com o PT-PCdoB-PDT-PRB-PSC-PV-PSD-PSB-PP.

Os petistas apostam na interferência do governador Jaques Wagner no processo sucessório, enquadrando os partidos da base aliada no apoio a Juçara Feitosa.

Os demistas, com o diretório municipal sob a batuta da incansável Maria Alice, acreditam que os acordos envolvendo a sucessão soteropolitana podem beneficiar o prefeito Azevedo.

O DEM, com a desistência do deputado ACM Neto em sair candidato a prefeito de Salvador, apoiaria, em um eventual e provável segundo turno, o candidato do PMDB ou do PSDB.

Em troca, como contrapartida, o PMDB e o PSDB abririam mão de seus pré-candidatos em algumas cidades. Em Itabuna, por exemplo, os tucanos e peemedebistas apoiariam o segundo mandato de Azevedo.

No tocante ao PT, o governador Jaques Wagner não vai jogar o seu republicanismo na lata do lixo, desrespeitando a autonomia das legendas aliadas.

A junção do PDT, PCdoB, PRB, PSC e do PV, com os prefeituráveis Vane do Renascer, Acácia Pinho e Wenceslau Júnior, é legítima. O pai dessa união é a democracia.

A pré-candidata Acácia Pinho tem razão quando diz que “a frente não é de rancor e raiva. É uma opção para quem não quer a continuidade do atual governo e, muito menos, o retorno do PT”.

Os inimigos da democracia são os que, sorrateiramente, quase sempre na calada da noite, pregam o mandonismo como instrumento de pressão.

Os defensores de um posicionamento mais duro do governador Jaques Wagner, forçando uma coligação das legendas aliadas com o PT, são os verdadeiros patinhos feios e “personas non gratas” da sucessão municipal.

PSB VERSUS PSB

O PSB de Itabuna está rachado em relação ao apoio a Juçara Feitosa na sucessão do prefeito Azevedo, eleito pelo DEM depois de derrotar a própria petista com uma diferença de mais de 12 mil votos.

Aurélio Macedo e João Carlos, respectivamente presidente do diretório municipal e membro da estadual, querem o partido no palanque do PT, seguindo uma orientação, segundo eles, da senadora Lídice da Mata.

O médico Edson Dantas, por sua vez, diz que nada foi definido, já que a militância do PSB prefere a frente partidária formada pelo PDT, PCdoB, PSC, PRB e o PV.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ROLAND: “JABES É PASSADO RUIM QUE QUER VOLTAR”

O ex-deputado federal Roland Lavigne disse em entrevista nesta quarta-feira (19) que o ex-prefeito Jabes Ribeiro “pratica malvadeza contra Ilhéus” e é adepto do “quanto pior melhor” para tentar facilitar um eventual retorno à prefeitura. “A perseguição é marca registrada desse cabra.É passado muito ruim que quer voltar”.

Outra estocada de Roland foi desferida contra o PT. Para o ex-deputado, os petistas não entraram na gestão de Newton Lima. “Eles tomaram o governo”.

BIRRA ENTRE PT E PP

Com relação à entrada de Newton Lima no PT, Wagner não participou, mas sabia de tudo

As declarações do pré-candidato pelo PP à Prefeitura de Ilhéus não têm contribuído para a harmonia entre seu partido e o PT. Primeiro, Jabes Ribeiro afirmou que não se misturaria com quem estivesse no governo Newton Lima, mandando recado direto para o partido do governador Jaques Wagner. Depois, disse que a filiação do prefeito ao Partido dos Trabalhadores foi uma “Operação Tabajara”, que não contou com o aval do primeiro mandatário do Estado.

As duas “pancadas” melindraram o PT de Ilhéus e incomodaram caciques petistas que ainda cogitam a possibilidade de negociar uma aliança com o PP. Para um petista de alto coturno ouvido pelo PIMENTA, “Jabes não tem nada que se meter nas decisões de partido alheio e está atrapalhando o diálogo entre as legendas”.

O homem do PP já pensa diferente. Segundo ele, há um acordo para que as decisões dos partidos que compõem a base do governador sejam fruto de articulações entre as legendas, e não manobras isoladas.

Ribeiro diz que Wagner não participou da operação que ele chama de Tabajara. “Pelo contrário, o governador acha que essa operação só trouxe problemas para sua base, inclusive criando arestas com a senadora Lídice da Mata (PSB)”, argumenta.

Em tempo: o petista com quem o blog conversou admite que governador não “participou” da manobra do PT ilheense, mas sustenta que tanto Wagner quanto o presidente da executiva estadual do partido, Jonas Paulo, foram comunicados previamente de tudo.

Se calaram, é porque consentiram…

JABES APOSTA NO APOIO DO PT

Embora seja hoje o partido mais influente da base de Newton Lima, o PT tem grandes chances de apoiar a candidatura de Jabes Ribeiro no ano que vem. A aliança com o PP já estaria negociada, embora provoque urticária em uma ala petista que outro dia “impressou” o deputado federal Josias Gomes e o secretário de organização do PT baiano, Everaldo Anunciação.

Josias foi obrigado a dizer que é pré-candidato a prefeito, mas seus movimentos indicam que ele deseja mesmo é se manter no parlamento e não se desvincular de suas bases, pulverizadas em praticamente todo o território baiano.

Por seu turno, o ex-prefeito Jabes Ribeiro acredita que o PT irá retribuir em Ilhéus os apoios que receberá do PP em outras cidades. Itabuna pode ser uma delas e Salvador certamente será.

Não foi à toa que Jabes compareceu ontem ao restaurante Barbacoa, em almoço organizado pelas bancadas do PT na Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa e Câmara de Salvador, para manifestar apoio à candidatura de Nelson Pelegrino. Jabes se fingiu de morto, afirmou que não estava ali em missão política, mas é claro que passava uma mensagem clara ao PT. Tipo: “eu estou aqui e quero ver vocês lá”.

É o besta!

ROBERTO MUNIZ DEIXA GOVERNO

A edição online da revista IstoÉ dá como certa a saída de Roberto Muniz do cargo de secretário-executivo do Ministério das Cidades, comandado por Mário Negromonte.

A publicação informa que Antônio Barreto de Oliveira, atual subsecretário de Planejamento e Orçamento do ministério, substituirá Muniz.

Ex-secretário de Agricultura da Bahia, Roberto Muniz é do PP baiano e primeiro-suplente do senador Walter Pinheiro (PT). Deixa o Governo Dilma para ocupar um posto na iniciativa privada.

AS COLIGAÇÕES E OS PREFEITURÁVEIS

Marco Wense

A esperança de Azevedo e de Geraldo é o mandonismo que impera na cúpula estadual das legendas.

Se os diretórios municipais tivessem autonomia para decidir sobre coligações e candidatos, os partidos seriam classificados em dois blocos: o de apoio ao prefeito de plantão e o de oposição.

Não é assim. Os blocos são formados por legendas governistas e oposicionistas em relação ao governo estadual. A vontade tupiniquim é triturada pela cúpula dos partidos.

Os senhores dirigentes partidários ficam aborrecidos, tiriricas da vida, com os comentários de que eles não decidem nada. É o manda quem pode, obedece quem tem juízo.

As coligações interioranas, independente do tamanho e da importância do município, estão hierarquicamente subordinadas aos interesses das lideranças que controlam as legendas.

A manchete do jornal Agora, do último fim de semana – “Azevedo rompe com o PP e adota o PTB como aliado” –, é a prova inconteste de que o comando estadual dos partidos vai interferir na eleição de 2012.

A orientação, ou melhor, a ordem de rompimento partiu da cúpula do DEM. O PP, que tem como secretário-geral Jabes Ribeiro, ex-prefeito de Ilhéus, integra a base aliada do governo Wagner (PT).

Neste quesito, quando os interesses lá de cima estão sendo contrariados, todos os partidos são iguais. São farinhas do mesmo saco ou bananas do mesmo cacho.

O prefeito José Nilton Azevedo, por exemplo, ainda acredita em uma coligação do DEM com o PMDB de Renato Costa e dos prefeituráveis João Xavier, Leninha Duarte, Juvenal Maynart e Ruy Correa.

Capitão Azevedo (DEM)

A esperança do chefe do Executivo, eleito pelo DEM, depois de derrotar a petista Juçara Feitosa com uma frente de mais de 12 mil votos, tem consistência. Não pode ser menosprezada.

O apoio do DEM ao radialista Mário Kertész na sucessão de Salvador, com o deputado ACM Neto desistindo da pré-candidatura, pode jogar o PMDB de Itabuna no colo do prefeito Azevedo.

Saltam aos olhos – e não precisam ser tão grandes como os da coruja – que entre uma candidatura própria do PMDB e a conquista do Palácio Thomé de Souza, os irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima ficam com a segunda opção.

Esse mandonismo da cúpula estadual pode também beneficiar o PT, já que o deputado Geraldo Simões aposta em uma coligação com o PSB, PDT, PCdoB, PV, PRB e PP em torno da ex-primeira dama Juçara Feitosa.

Os democratas, tendo na linha de frente a incansável Maria Alice, que preside o DEM de Itabuna, sonham com uma composição com o PSDB, PR, PTB, PPS, PTN e PMDB.

Uma coisa é certa: sem mostrar qualquer perspectiva de vitória, nenhum prefeiturável, seja do bloco governista ou de oposição ao governo Wagner, será candidato na eleição de 2012.

As exceções ficam por conta de quem não tem nada a perder no processo sucessório: os radicais candidatos do PSTU e do PSOL com suas metralhadoras giratórias.

CASTRO VERSUS ADERVAN

O deputado estadual do PSDB, Augusto Castro, além de cometer uma ingratidão inominável com José Adervan, compra uma briga desnecessária com o presidente do diretório municipal.

Adervan defende candidatura própria com o arquiteto Ronald Kalid. O parlamentar quer o apoio da legenda para a reeleição do prefeito José Nilton Azevedo (DEM).

Augusto sabe que o caminho natural do PSDB de Itabuna é não ter candidato próprio. Não precisa lançar mão da pirraça para agradar o prefeito de plantão.

Vale lembrar que Castro, quando lançou sua candidatura à Assembleia Legislativa, teve as páginas do Jornal Agora como uma espécie de cabo eleitoral sofisticado e não-remunerado da sua campanha.

Dois bicudos não se beijam, mas se bicam. O coitado do tucano, símbolo do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), vai terminar todo depenado.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

NEGROMONTE ACUSADO DE PAGAMENTO IRREGULAR

O jornal O Estado de São Paulo publica nova reportagem que põe em saia justa o baiano Mário Negromonte, ministro das Cidades do governo Dilma. Segundo matéria do diário paulistano, Negromonte utilizou recursos da verba indenizatória da Câmara para pagar despesas de sua última campanha eleitoral.

O pagamento, a título de reembolso, foi destinado às empresas Aero Star Taxi Aéreo Ltda. e Abaeté Aerotaxi, em notas que somam um valor total de R$ 52,4 mil. As duas empresas, que têm sede na Bahia, prestaram serviços a Negromonte na campanha de 2010, em que ele se reelegeu deputado federal pelo PP.

TRE JULGA A FAVOR DE “EUNICE”; PMDB-BA RECORRE

O PMDB baiano, comandado pelos irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima, entrou com ação contra o prefeito de Salvador, João “Eunice” Henrique, hoje no PP. Alegava infidelidade de João. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) deu ganho de causa ao prefeito.

O tribunal entendeu que JH teve motivos suficientes para sair do partido devido à sequência de ataques pessoais do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que vai recorrer da decisão. A distância entre eles ficou ainda maior quando João decidiu não apoiar a candidatura do peemedebista ao governo baiano.

Ontem, Geddel dizia ao PIMENTA, via Twitter, que existiam várias “Eunices” (traidores) na vida recente do PMDB estadual (relembre aqui).

E advinhe quem integra a lista…

DEM PERDE MAIS UM PREFEITO

O DEM sofreu mais uma baixa na Bahia. A prefeita de Camacan, Ângela Castro, arrumou malas e bagagens e desembarcará no PP, levada pelo deputado federal Luiz Argôlo. Ângela chegou à prefeitura de Camacan não apenas pelo DEM, como ainda contou com o apoio do ex-governador Paulo Souto.

Sinalizando a mudança, a prefeita participa do Congresso Nacional do PP, que reúne a alta cúpula progressista na capital baiana. Uma das últimas baixas do DEM na Bahia foi o prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta. Outras perdas para os democratas são esperadas até o final de setembro, quando acaba o prazo para filiação ou troca de legendas para aqueles que pretendem disputar cargo eletivo em 2012.

EM ILHÉUS, DIREC VIRA “SOPA DE LETRINHAS”

Mauro Alves agora é o coordenador de gestão da Direc 6 (foto site A Tribuna)

A direção é do PT, a coordenação pedagógica é do PP e a coordenação de gestão agora é do PSC. Está assim o comando da Direc 6, órgão que cuida da política da rede estadual de educação em Ilhéus e alguns dos municípios circunvizinhos.

Nesta quinta-feira, 11, o Diário Oficial da Bahia publicou a nomeação de Mauro Ferreira Alves para o cargo de coordenador de Organização e Atendimento da Rede Escolar (simplificando, coordenador de Gestão). O novo titular da função foi indicado pela deputada estadual Ângela Sousa, que recentemente perdeu o comando da 13ª Ciretran.

Mauro Alves vai ocupar o lugar do petista Jorgeney Elcymarcos Argolo Souza, um dos poucos filiados ao Partido dos Trabalhadores que restavam na Direc. Agora, pode-se afirmar que a legenda preserva no órgão apenas o diretor, Ednei Mendonça.

Diante da ameaça de extinção na Direc 6, petistas ilheenses se alvoroçaram nesta quinta-feira. Incomodada, a turma promete cobrar explicações… Mais preocupada fica a população, uma vez que é improvável um entendimento político ou administrativo entre jabistas, angelistas e petistas.

Em resumo, esse negócio não vai prestar…

O MAPA DO CAMINHO

Gerson Marques | gersonilheus@gmail.com

 

A política real não é a dos bastidores, do acerto por cima ou da rasteira quase certa; ela é feita aqui na cidade, com gente de carne e osso.

 

Estamos na entressafra política, em um ano que não é de eleições e nos permite tempo suficiente para especular. Alguns pré-candidatos, os mais experientes, aproveitam essa época em que as coisas estão assim “meio confusas” para “vender seus peixes” e algumas “ideias mirabolantes”.

Para evitar confusões e permitir a todos entender o jogo, resolvi escrever umas pretensiosas linhas, com opiniões pessoais sobre esse processo. Espero com isso ajudar os candidatos perdidos a encontrar o mapa do caminho.

1. A sucessão de 2012 para prefeito de Ilhéus passa, segundo qualquer analista político, pelo governador Wagner. Seu peso será maior ou menor à medida que as muitas obras previstas para Ilhéus estejam iniciadas ou não, e o apoio de Wagner ainda tem um enorme ganho extra: traz de quebra o apoio de Lula e Dilma.

2. O partido de Wagner é o PT, que, junto com outros partidos, forma a base do governo. O PT de Ilhéus aceitou em janeiro de 2010 a orientação do governador e da direção estadual no sentido de aliar-se ao PSB. Então é fato: PT e PSB são aliados em Ilhéus.

3. Até o momento não houve nenhuma orientação em sentido contrário a esta aliança. O PT estadual, através de Wagner, assim como o PSB da senadora Lídice da Mata, acabaram de reafirmar a aliança durante a última visita do governador à nossa cidade, onde mais uma vez o governador tratou da agenda de obras e ações para Ilhéus com o governo municipal, ampliando e reafirmando compromissos.

4. Sendo esses os dois maiores partidos da base do governador em Ilhéus, é natural que juntos liderem a formação de uma grande frente, capaz de reproduzir a base de sustentação do governador aqui em nossa cidade. Essa frente deverá ter ainda a presença do PCdoB, PRB, PDT, PSD e outros a serem convidados. Dentre eles, sairá o candidato que nos unifique.

5. E o PP? Bem, é claro que o PP também é base do governador e, por isso, cabe nessa frente; mas quem tem de definir seu rumo é o próprio PP. Como no momento a tese do partido é de não conversar com os partidos que estão no governo municipal, isso isola o PP fora da base do governador em Ilhéus, mas essa é uma opção deles.

6. Não existe a menor chance de acerto por cima no PT, como pretende certo candidato. O PT não funciona assim, a base tem muita importância e a opinião do diretório local é que vale. Repito: a opinião do diretório local é que vale, além disso a nossa turma “de cima”, leia-se Wagner, Josias Gomes, Geraldo Simões, Fátima Nunes, Jonas Paulo, Everaldo Anunciação etc., é a mesma que nos indicou o caminho da aliança com o PSB e até agora não “desindicou”, se assim pode ser dito e entendido.

7. A manutenção e ampliação da aliança PT e PSB têm sido amplamente discutidas pelas executivas locais nos últimos dias, e é aceita por praticamente a totalidade do partido. Nossos vereadores são unanimes neste caminho.

8. Este projeto não é contra ninguém, é por Ilhéus, é para viabilizar nosso futuro. Nosso desafio será construir a Ilhéus de amanhã, a aliança PT/PSB está por trás dos grandes projetos que começam a mudar o rumo de nossa história, a segunda ponte para o Pontal, a duplicação da Ilhéus/Itabuna, o novo aeroporto, o porto e a ferrovia Oeste/Leste entre outras. Nos próximos meses estaremos iniciando a preparação da cidade para as comemorações do centenário de Jorge Amado (ano que vem), assim como para a Copa do Mundo (quando poderemos hospedar algumas seleções).

9. A política real não é a dos bastidores, do acerto por cima ou da rasteira quase certa; ela é feita aqui na cidade, com gente de carne e osso. É verdade que existem projetos maiores em nosso partido como, governar a Bahia e o Brasil. É verdade que a política de alianças exige reciprocidade, mas é verdade também que quando um não quer dois não se juntam

10. O mapa do caminho passa pela humildade, confiança mútua e muita vontade de lutar por Ilhéus, por uma Ilhéus mais justa e mais desenvolvida, por uma nova Ilhéus.

Gerson Marques (PT) é diretor de Planejamento Estratégico da Prefeitura de Ilhéus.

JABES: “O PT JÁ ME APOIOU E EU JÁ APOIEI O PT”

O PIMENTA inicia a publicação de uma série de entrevistas com os principais atores do cenário político regional, nomes que certamente terão influência ou estarão diretamente na disputa pelo comando de Ilhéus e Itabuna, as maiores cidades do sul da Bahia. A primeira conversa foi com o secretário-geral do PP da Bahia, Jabes Ribeiro, que trabalha para conseguir mais um mandato à frente do governo ilheense.

Advogado e professor, Jabes já governou Ilhéus em três gestões. Foi também deputado federal e chegou a ocupar a vice-liderança do governo Itamar Franco (1992-1994) na Câmara. No período em que Waldir Pires governou a Bahia, Jabes foi seu secretário estadual do Trabalho.

Nesta entrevista, o político ilheense ataca com dureza a atual administração do município e, entre outros adjetivos, diz que o governo Newton Lima é “inepto” e “ineficiente”. Sobre a polêmica gerada com o PT, quando disse que não aceita fazer aliança com quem detém cargos na Prefeitura de Ilhéus (caso petista), Jabes afirma que não deu ultimato nem nominou qualquer partido.

O pepista diz que seu grupo está aberto a conversar com todas as legendas que integram a base aliada do governo Wagner, mas repete: “quem está com Newton, que fique até o final”.

 

PIMENTA – O PP ficou com uma bela fatia na distribuição dos cargos do Estado em Ilhéus. Isso gerou ciúme entre as demais legendas da base aliada?

JABES RIBEIRO – É do jogo democrático que aqueles que venceram as eleições normalmente ajudem a governar. É assim em qualquer democracia do mundo. Creio que o governador foi muito hábil no momento em que, ao invés de sair fazendo uma distribuição por pessoas, por deputados, ele resolveu convocar os partidos políticos para participar desse entendimento. Foi um debate longo e intenso, mas acredito que o resultado, mesmo não agradando a todos, foi o melhor que se poderia conseguir.

PIMENTA – A seu ver, não existe nenhum desequilíbrio?

JR – Essa distribuição representa o resultado das eleições de 2010. Os partidos que tiveram uma melhor performance acabaram tendo um posicionamento melhor. Falam: “ah, mas tirou o cargo de Fulano”. Não existe isso, o cargo não é de ninguém, senão do governador, do Estado. Eu representei o PP em toda a Bahia e fizemos um trabalho em que ocupamos os cargos com base na votação que tivemos. Por exemplo, no território sul o meu partido teve uma performance e em torno dela teve uma ordem de participação nos cargos. Em Ilhéus, nós ficamos com Detran, um cargo da Bahiapesca, uma coordenação da Direc, a Sudic e alguns outros cargos menores. Enfim, esse foi o espaço que nos coube dentro dessa distribuição e todos os partidos da base aliada participaram desse processo.

PIMENTA – Esse espaço que o PP está ocupando fortalece o partido para 2012. Como você faz essa análise e como está construindo um diálogo com os aliados para viabilizar o caminho para as próximas eleições?

JR – O PP tem um relacionamento ótimo e sem nenhuma contestação com todos os demais partidos da base aliada. Nosso relacionamento com o PT, o PCdoB o PSB, com o PDT, é absolutamente democrático, civilizado, solidário, contributivo. Não tem problema nenhum, tanto que, em vários locais da Bahia, após a distribuição dos espaços políticos, nós fizemos negociações com os partidos. Fizemos negociações com o PDT, o PCdoB, o PSB. Nós não tivemos nenhum problema nesse sentido. O relacionamento é absolutamente positivo com todos os partidos da base aliada.

PIMENTA – Em Ilhéus esse relacionamento não é tão positivo…

JR – É evidente que nos municípios existem problemas, mas eu acho que o diálogo, a conversa, o esforço no sentido da gente encontrar o caminho, isso tudo é absolutamente possível. É claro que você vai encontrar problemas aqui e acolá, mas nós partimos de um princípio: há um projeto nacional, esse projeto é comandado pela presidente Dilma Rousseff, e há um projeto estadual comandado pelo governador Wagner. O nosso partido está absolutamente comprometido com esses projetos.  Nos municípios, é natural que cada partido lute para ocupar o poder e se fortalecer, mas nós partimos do princípio de que onde haja condições de disputar as eleições, nós vamos disputar. Onde existe segundo turno, disputaremos comprometidos a no segundo turno estarmos juntos, dentro da base aliada.

 

Quando você tem um comandante que não gosta do que faz, não tem aptidão, não tem autoridade, gera esse caos que está aí, em que você tem vários prefeitinhos.

 

PIMENTA – O senhor acredita que os conflitos locais podem trazer dificuldades para o seu projeto de eleição?

JR – As disputas locais são absolutamente naturais. Veja em Itabuna, por exemplo,  a disputa do PCdoB com o PT. Em Salvador, praticamente todos os partidos têm candidato a prefeito. Em Ilhéus, da mesma forma, temos um debate natural e democrático. O governador sabe disso, não tem nada que esteja acontecendo em Ilhéus que não seja do conhecimento do governador. Nesse sentido, não creio que haja nenhum problema, muito pelo contrário. O PP quer se fortalecer em Ilhéus para ajudar o governador Wagner e a presidente Dilma Rousseff.

PIMENTA – Causou certo incômodo, sobretudo a pessoas ligadas ao PT, a espécie de ultimato feito pelo senhor, avisando que não faria aliança com pessoas que estão no governo municipal. Como fica isso?

JR – Eu nego veementemente ter dado ultimato a quem quer que seja, esse não é um papel meu. Eu tenho um projeto como líder do meu partido: nós trabalhamos em Ilhéus com um projeto de chegar à prefeitura. Há pessoas no PT de Ilhéus com quem eu tenho um ótimo relacionamento, assim como no PSB. Muitos até já estiveram comigo ao longo da história. Às vezes eu pergunto:  quem não esteve? O que eu disse e quero reiterar foi que eu e o meu partido estamos absolutamente abertos a conversar com todos, mas decidimos não fazer aliança com nenhum partido que esteja dentro do atual governo municipal. Não estou me negando a conversar, muito pelo contrário.

 

PIMENTA – Mas há lideranças locais que parecem não querer conversa.

JR – Quem conhece política sabe que isso é bobagem. O que não dá é as pessoas tentarem a vida inteira um artificialismo, um jogo de enganação que não funciona. A nossa posição clara é a seguinte: nós não iremos fazer nenhuma aliança com o atual governo de Ilhéus. Não cabe, pois temos uma atitude institucionalmente de oposição a esse governo. Não há nada de pessoal contra o Newton (Lima), e eu tenho dito isso. Muito pelo contrário, ele é uma pessoa cordial, não temos problema nenhum.  Agora, politicamente falando, o governo é um desastre, um caos, é uma desorganização completa, é a negação do que seja um governo. Mas isso quem está dizendo não sou eu, é quase 90% dos ilheenses.

PIMENTA – E como fica, então, a chance de prosperar algum diálogo com o PT, que está no governo municipal?

JR – Eu não quero nem nominar, nunca nominei. Eles ficam meio nervosos comigo, mas eu quero até que tenham tranquilidade. Quem quiser considerar que o projeto para 2012 passa por esse governo que está aí, fique com ele. Estou disposto a conversar com o PT, o PSB, PCdoB, PDT e já tenho conversado com muitos. Estão enganados aqueles que pensam que eu estou voltado apenas para o meu partido.  Não é essa a minha experiência e vale lembrar que no passado eu já tive alianças com o PT. O PT já me apoiou em Ilhéus, o PSB já me apoiou, e eu já apoiei o PT. Nas últimas eleições eu apoiei o PT a pedido do governador.

Já conversei com o deputado Josias (Gomes, do PT), com quem tenho um bom relacionamento e considero um político capaz, competente, que não age com o fígado, como muitos.

PIMENTA – Chegou a existir de fato algum ensaio de acordo para que o PP apoiasse o PT em Itabuna em troca de uma reciprocidade em Ilhéus?

JR – O que acontece é o seguinte: há em Salvador uma comissão com representantes de cada partido da base aliada. Tem o representante do Partido Progressista; tem lá o Jonas Paulo, do PT; Alexandre Brust, do PDT; Daniel Almeida, do PCdoB; Lídice da Mata, do PSB;  Toninho, do PSL; Bispo Márcio Marinho, do PRB, e por aí vai… Nós estabelecemos nesse grupo que vamos buscar o máximo de esforço para que haja uma unidade da base aliada nas 30 maiores cidades da Bahia, o que inclui Itabuna, Ilhéus e tantas outras. É uma conversa que se faz priorizando a defesa do projeto nacional e do projeto estadual . Se haverá possibilidade de termos êxito em todos os lugares, não sabemos. É evidente que em situações desse tipo, existem composições. Por exemplo, o PT pode precisar do nosso apoio em Vitória da Conquista, em Feira de Santana, em Salvador e nós poderemos precisar do apoio do PT em Ilhéus. Não significa que cada partido não irá consultar suas bases locais, agora há uma resolução do PT, assim como no PP, de que as questões locais terão que passar por uma análise da executiva estadual de cada partido. Eu, por exemplo, já conversei com o deputado Josias (Gomes, do PT), com quem tenho um bom relacionamento e considero um político capaz, competente, que não age com o fígado, como muitos. Converso com Geraldo (Simões), conversei há poucos dias com Everaldo Anunciação (secretário de Organização do PT na Bahia). Estão enganados aqueles que pensam que eu não estou conversando. É que tem alguns que estão tão envolvidos com o governo municipal, que não têm tempo para conversar.

PIMENTA – Nessas suas conversas com lideranças do PT, já se estabeleceu algum critério para definição de alianças, como desempenho em pesquisa, por exemplo?

JR – Não, mas eu topo. Pelo critério de pesquisa eu topo discutir aliança em Ilhéus com qualquer partido da base aliada, exceto, repito, com aqueles que fazem parte da atual administração municipal. Porque senão a gente descaracteriza nosso discurso. Ao escolher o nome que disputará as eleições com base em pesquisa, estaremos demonstrando consideração pelo que pensa a opinião pública, mas é claro que não é só o critério da pesquisa. Existem outros que podem ser utilizados e eu não tenho problema nenhum.

PIMENTA – Ilhéus tem problemas financeiros graves, com um volume imenso de precatórios e inadimplência que gera até a impossibilidade de firmar convênios para projetos e obras. Como equacionar isso?

JR – Eu deixei o município, no final de 2004, com os precatórios todos negociados. Eu fiz essa negociação quando era presidente da Amurc, e não foi só para Ilhéus. Itabuna negociou, Jequié negociou, toda a região negociou. Ilhéus teve uma administração, com o ex-prefeito Antônio Olímpio, que gerou milhões de precatórios. Isso está registrado, não tem o que se discutir, mas, enfim, existem os precatórios e nós negociamos em condições de honrar. Veio Valderico (Reis, ex-prefeito) e chutou tudo pra cima. As negociações com o INSS, eu deixei todas organizadas. Por que eu assinei convênios com os governos federal e estadual até o último dia do meu governo? Assinei porque estava tudo absolutamente em dia, as contas estavam organizadas. Deixei a folha de pagamento com menos de 50%, abaixo do limite legal. A Prefeitura estava organizada, as contas estavam organizadas. Eu vou apresentar no momento certo os dados que demonstram que Ilhéus estava crescendo. Foi feita uma reportagem naquele período, publicada na revista Veja ou na Época, que listava Ilhéus entre as dez melhores cidades do Brasil para se viver. Está escrito. Não dá para as pessoas ficarem na enganação, na mentira,na malandragem. Não existe isso.

PIMENTA – Quer dizer que todos os problemas da cidade são culpa do atual governo?

JR – O que está aí é produto de dois governos desastrados, que desorganizaram as contas públicas, o setor de pessoal, os programas sociais, a saúde, a educação. Esse é um desgoverno porque desorganizou todas as políticas de Ilhéus e acho que nós, ou qualquer outro que chegue à prefeitura, teremos um grande trabalho para enfrentar isso. Programas como o “Escola Campeã”, do Instituto Ayrton Senna, cadê? Ilhéus era a única cidade da Bahia que tinha esse programa. Cadê os programas voltados para a geração de emprego, como o Pead, por exemplo? Acabou tudo. Na área cultural, o que se fez? Fecharam biblioteca, fecharam o Circo Folias da Gabriela, que era um espaço importante para a cultura, as manifestações artísticas do povo de Ilhéus. O que eles fizeram mais de importante para a cultura? Fecharam o Memorial da Cultura Negra. Fizeram o que a mais? Transformaram o Bataclan num restaurante, só isso. Não tenho nada contra, acho até que está legal, mas era esse o projeto? Ou era o projeto de uma casa de cultura, que contou com dinheiro público, do município e da Petrobras? O restaurante está até bonito, mas você não vê uma placa que indique o que é aquilo. Será que a Petrobras iria me ajudar a fazer aquele trabalho se eu dissesse que seria um restaurante, por melhor que seja? Esse governo é inepto, ineficiente. Quando você tem um comandante que não gosta do que faz, não tem aptidão, não tem vocação, não tem talento, não tem liderança, não tem autoridade, gera esse caos que está aí, em que você tem vários prefeitinhos. Todo mundo manda e a cidade não avança.

A SUCESSÃO MUNICIPAL

Marco Wense

Essa reação, externada de maneira incisiva, de que o PCdoB não é mais subserviente ao petismo, não quer mais o papel de coadjuvante, agrada também ao PSB e o PP.

As reações de Wenceslau Júnior, presidente do PCdoB de Itabuna, reafirmando candidatura própria na sucessão de 2012, têm provocado uma incontrolável euforia nos democratas (DEM).

Qualquer comentário de que o PCdoB não terá candidato, novamente apoiando o PT, é logo bombardeado pelos três prefeituráveis da legenda: Davidson Magalhães, Sena e Wenceslau.

Um racha na oposição, principalmente entre comunistas e petistas, é “a azeitona que faltava na empada do prefeito Azevedo”, costuma dizer um azevista de carteirinha.

Tem até correligionários com a opinião de que a reeleição de Azevedo depende mais da cisão oposicionista do que da realização de obras na periferia.

Essa reação, externada de maneira incisiva, de que o PCdoB não é mais subserviente ao petismo, não quer mais o papel de coadjuvante, agrada também ao PSB e o PP.

Com o PCdoB longe do PT, a indicação do candidato a vice na chapa encabeçada por Geraldo Simões seria disputada por socialistas e pepistas.  O empresário Roberto Barbosa, que preside o PP local, é um fortíssimo vice-prefeiturável.

O PT de Geraldo Simões não quer nem ouvir falar do médico Edson Dantas e do vereador Ricardo Bacelar como opções do PSB para uma composição na chapa majoritária.

Não é à toa que Ruy Machado, presidente da Câmara de Vereadores, trabalha para levar o colega Gerson Nascimento para o Partido Socialista Brasileiro.

Ruy Machado sabe que a coligação do PSB com o PT é favas contadas. A senadora Lídice da Mata, mandatária-mor do PSB, já decidiu que o partido deve apoiar o ex-prefeito Geraldo Simões.

De olho no segundo mandato, Ruy Machado, mesmo em outro partido, faria de tudo para emplacar o colega Gerson como vice de Geraldo. A contrapartida do edil seria o apoio a sua reeleição.

Para fazer frente ao ambicioso plano do presidente do Legislativo, alguns membros do diretório vão convidar o major Serpa para se filiar ao PSB, se tornando assim um vice-prefeiturável.

Pelo andar da carruagem, parece que o caminho da reconciliação entre petistas e comunistas é cada vez mais difícil. A tábua de salvação do PCdoB é o PMDB.

O PCdoB não pode lançar candidatura própria sem o imprescindível apoio do PMDB, sem o tempo que a legenda dispõe no horário eleitoral destinado aos partidos políticos.

Davidson Magalhães, por exemplo, não pode fazer uma campanha com alguns segundos na telinha. Uma campanha, digamos, enesiana, na base do “meu nome é Davidson”.

Marco Wense é articulista político.

JABES CHAMA GOVERNO NEWTON DE INEPTO

O PIMENTA entrevistou na manhã desta sexta-feira, 29, o secretário-geral do PP, Jabes Ribeiro, que tem descarregado suas baterias no governo Newton Lima. Na conversa com o blog, Jabes disse que o PP está aberto para conversar com todos os partidos da base aliada de Jaques Wagner, mas reafirmou que não há possibilidade de acordo com quem ocupa cargos na administração ilheense.

“É um governo inepto, incompetente”, disse o secretário-geral do PP. Ele informou que tem preenchido sua agenda com compromissos semanais em Salvador e Brasília, mas “sobe os morros” de Ilhéus quase todos os finais de semana.

A entrevista completa você lê aqui no PIMENTA neste final de semana.

O CANDIDATO É GERALDO

Marco Wense

O PCdoB não terá mais candidato próprio na sucessão do prefeito Azevedo.

Salvo algum acidente de percurso, o candidato do PT à sucessão municipal de 2012 é o deputado federal Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna por dois mandatos.

Depois de uma avaliação eminentemente política, ficou a conclusão de que a pré-candidatura de Juçara Feitosa criaria problemas com os partidos da base aliada do governo Wagner.

Com Geraldo Simões, o governador Jaques Wagner vai entrar na campanha de maneira incisiva, principalmente em relação ao apoio das legendas aliadas.

A opção Geraldo Simões, além de por fim na discussão sobre a imposição do nome da ex-primeira dama, freia a intenção do PCdoB de lançar candidatura própria.

Com Geraldo candidato, os “meninos” do PCdoB vão conseguir tudo que desejam: Ciretran, vaga no Parlamento estadual para Wenceslau Júnior e a permanência de Davidson Magalhães na Bahiagás.

Com Geraldo candidato, o vereador Claudevane Leite, o Vane do Renascer, deixa o pesadelo de ser o candidato do PT na sucessão do prefeito Azevedo e vai atrás da sua reeleição.

A candidatura de Geraldo Simões muda todo o cenário eleitoral. Recente pesquisa de intenção de voto aponta Geraldo na frente, em uma posição confortável em relação ao segundo colocado.

Os favoritos na eleição municipal de 2012, sem dúvida o prefeito Azevedo (DEM-reeleição) e o deputado Geraldo Simões (PT), sabem da importância de uma boa coligação no processo sucessório.

O petista corre atrás dos partidos que compõem a base de sustentação política do governo Wagner, principalmente o PCdoB, PSB, PDT e o PP. O demista busca o importante apoio do PSDB, PPS, PR, PV e do PTN.

Pela frente, o PMDB com seu invejável tempo no horário eleitoral. O partido vai ficar com quem? O PMDB de Itabuna é uma democrática mistura de fernandistas, geraldistas, azevistas, ubaldistas e renatistas.

E por falar no PMDB, a legenda ainda conta com a irreverência, conhecimento, sabedoria e a polemicidade dos inquietos Juvenal Maynart e Ruy Correa.

Marco Wense é articulista da Contudo.

JABES: “NÃO QUERO CONVERSA COM QUEM ESTÁ NESTE GOVERNO”

Jabes não quer apoio dos aliados de Newton. Será?

Num recado direto ao Partido dos Trabalhadores, o ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, pré-candidato ao Palácio Paranaguá pelo PP, voltou a afirmar que não aceitará fazer aliança com partidos que integram o governo Newton Lima.

Jabes fez a afirmação nesta manhã, durante entrevista ao programa “O Tabuleiro”, comandado por Erivaldo Vila Nova na rádio Conquista FM. “Não me peçam para fazer aliança com esse governo que está aí. Quem estiver nesse governo, que fique até o final”, declarou o ex-prefeito.

Observadores do cenário político ilheense acreditam que a rejeição jabista aos aliados de Newton é estratégica, “manhosa” e tem apenas um alvo: o PT. “Jabes não seria maluco de recusar um eventual apoio petista; o que ele quer é constranger a ala do partido que defende candidatura própria”, analisa um membro do PT ilheense.

ROBERTO, SUCESSÃO E O PP

Marco Wense

O PP de Itabuna caminha para os braços de Geraldo Simões.

O empresário Roberto Barbosa, mais conhecido como Roberto Minas Aço, sabe que não será candidato a prefeito de Itabuna pelo Partido Progressista (PP).

O comando estadual da legenda, tendo a frente o ministro das Cidades, Mário Negromonte, já sinalizou que o PP não disputará o cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves.

Na sua última visita a Itabuna, o ministro deu evidentes sinais de que a prioridade do partido no sul da Bahia é Jabes Ribeiro, candidatísssimo a prefeito da irmã e vizinha cidade de Ilhéus.

O retorno do jabismo ao Palácio do Paranaguá é fundamental para as futuras pretensões políticas do ministro Negromonte. Jabes Ribeiro ocupa a primeira posição nas pesquisas de intenção de voto.

O PP, acertadamente, quer evitar um atrito desnecessário com o PT de Itabuna, já que o “prefeiturável” Roberto Minas Aço não tem nenhuma chance de sair vitorioso na sucessão do prefeito Azevedo (DEM).

De olho no Palácio de Ondina, Negromonte não quer ser comparado com Geddel Vieira Lima, que depois de virar ministro da Integração Nacional do então presidente Lula, com o aval do governador Jaques Wagner, rompeu com o petista.

É bom ressaltar que a ida de Negromonte para a titularidade do ministério das Cidades foi uma indicação do PP nacional. Não teve participação direta do governador Wagner.

O PP de Itabuna caminha para apoiar o candidato do PT, que pode ser Geraldo Simões ou a ex-primeira dama Juçara Feitosa. O empresário Roberto Minas Aço seria o candidato a vice-prefeito na chapa do Partido dos Trabalhadores.

Nos bastidores, já há um movimento, ainda tímido, de uma negociação envolvendo o PT de Ilhéus, que apoiaria Jabes como contrapartida ao apoio do PP em Itabuna.

Uma coisa é certa: o ministro Mário Negromonte é o candidato do PP na sucessão estadual de 2014.

FÉLIX E O PDT

Não existe nenhum interesse do deputado federal Félix Mendonça Júnior pelo PDT de Itabuna. É o que se deduz diante da falta de motivação do parlamentar com a legenda Brizolista.

Pobre PDT de Itabuna. O partido não faz reunião, não tem sede, telefone, cadeira, mesa, copo descartável, papel higiênico, não tem nada. Não se faz mais PDT como antigamente.

É triste. Muito triste. Viva o PDT de Brizola, Darcy Ribeiro, Dagoberto Brandão, Hélio Pitanga, Nozô. Viva o PDT histórico e todos os seus bravos, coerentes e apaixonados militantes.

Marco Wense é articulista da Contudo.

PASSE VALORIZADO

A cúpula estadual do DEM ameaçou ir pra cima do prefeito Capitão Azevedo, que havia externado desejo de mudar para o PP ou PSDB.

Depois de troca de cotoveladas, a paz (aparente?) voltou a reinar entre ACM Neto e o prefeito. A pacificação é atribuída ao vereador Solon Pinheiro. O tucano mantém boas relações com as partes e agiu como bombeiro na história.

O menudo ficou com o passe valorizado após as juras de amor de Azevedo ao DEM. O prefeito disse que fica no partido…






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